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Dados municipais expõem fragilidades no controle da dengue em Salvador, denúncia deputada

06 de maio de 2026, 10:04

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A deputada federal Lídice da Mata (PSB) denuncia que os dados do Plano Municipal de Saúde 2026-2029 da Prefeitura de Salvador evidenciam falhas estruturais no combate à dengue na capital baiana.

Segundo o documento da própria Secretaria Municipal de Saúde, entre 2014 e 2023 foram registrados 52.547 casos da doença e 30 mortes. A cidade ultrapassou o limite epidêmico em três ocasiões: 2019, 2020 e 2023, indicando padrão recorrente de surtos.

Um dos principais pontos críticos apontados é a baixa cobertura de inspeção predial, que ficou em 56,5%, bem abaixo dos 80% recomendados pelo Ministério da Saúde. A medida é considerada essencial para identificar e eliminar focos do mosquito transmissor.

O plano também revela alta infestação do Aedes aegypti em pontos estratégicos, como borracharias e cemitérios, com índices até 13 vezes acima do nível de alerta, favorecendo a manutenção da transmissão.

Outro dado destacado é a falha nas ações de bloqueio: um em cada quatro casos passíveis não recebeu intervenção adequada. Além disso, a cobertura vacinal contra a dengue, iniciada em 2024, atingia apenas 2,98% até julho de 2025.

Para Lídice, os números demonstram que o enfrentamento às arboviroses tem sido insuficiente em etapas-chave, como vigilância, prevenção e resposta rápida. Ela defende o reforço das ações territoriais para conter o avanço da doença.

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Eleições: prazo para obter ou regularizar título termina nesta quarta

06 de maio de 2026, 09:09

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título ou regularizar o documento na Justiça Eleitoral. 

Quem não atualizar a situação ficará impossibilitado de votar nas Eleições 2026, em outubro.

A medida pode ser feita presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento, para quem já tem biometria cadastrada.

Sem título de eleitor, pode ocorre ainda dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.   

O prazo vale para os seguintes serviços:

alistamento eleitoral (emissão do primeiro título);

transferência de domicílio eleitoral;

revisão de dados cadastrais;

regularização de outras pendências. 

    Legislação

    De acordo com o art. 91 da Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições), nenhum requerimento de inscrição ou transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição. 

    Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026. 

    Devem ficar atentos ao prazo de regularização:

    jovens que vão votar pela primeira vez;

    pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título;

    quem teve o título cancelado ou tem pendências na Justiça Eleitoral;

    aqueles que precisam atualizar dados cadastrais. 

    No encerramento da sessão de julgamentos dessa terça-feira (5), a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo.

    “A gente espera que todos que ainda não resolveram alguma pendência, tenham isso como uma meta a ser cumprida, considerando a importância das eleições para a democracia brasileira”, afirmou.   

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    Milton Santos, 100 anos: geógrafo negro teorizou sobre desigualdades

    04 de maio de 2026, 07:37

    Foto: Acervo Milton Santos/Divulgação

    Em meio às grandes redes de supermercados em São Luís, no Maranhão, surgem mercadinhos e feiras populares adaptados à realidade de quem tem poucos recursos. O contraste entre os tipos de estabelecimentos e os modos de consumo revelam dinâmicas de exclusão e de desigualdade na cidade.

    O cenário foi objeto de estudo de Livia Cangiano, pós-doutoranda na Universidade de São Paulo (USP), e professora colaboradora na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Ela recorreu a uma teoria formulada na década de 1970 por Milton Santos.

    Neste dia 3 de maio, são comemorados os 100 anos de nascimento do geógrafo. Ele faleceu em 2001, aos 75 anos, mas suas ideias continuam sendo referências para análises socioeconômicas no Brasil e no mundo.

    Rio de Janeiro (RJ), 03/05/2026 –  Livia Cangiano, pós-doutoranda na Universidade de São Paulo (USP), e professora colaboradora na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) Milton Santos, 100 anos: geógrafo negro teorizou sobre desigualdades
Foto: Livia Cangiano/Arquivo pessoal

    Livia Cangiano, pós-doutoranda na Universidade de São Paulo (USP), e professora colaboradora na Universidade Estadual do Maranhão. Foto: Livia Cangiano/Arquivo pessoal

    A teoria de Milton divide a economia urbana em dois circuitos: superior, concentrado nas grandes empresas, com alto nível de tecnologia, capital e organização; e inferior, formado por pequenos comércios e serviços, com menor acesso a recursos, mas altamente adaptável às necessidades da população.

    “É muito difícil para as pessoas da periferia deixarem o espaço onde vivem e se deslocarem até o centro para consumir. As populações que vivem na periferia abrem seus próprios comércios, quitandas, mercadinhos, pequenas lojas”, diz Livia.

    “Para dar um exemplo, nesse circuito inferior, pensando em alimentação, é o lugar onde a pessoa que não consegue comprar a dúzia do ovo, consegue comprar um ovo apenas. Eles vendem separadamente. As formas de comércio são menos endurecidas do que em uma grande rede supermercadista, onde só seria possível comprar a dúzia”, exemplifica.

    A atualidade da teoria também aparece em pesquisas fora do Brasil. O projeto de pesquisa do qual Lívia faz parte aplica as ideias de Milton às dinâmicas urbanas em Gana, na África, e em Londres e Paris, na Europa.

    Biografia

    Milton Santos nasceu em 3 de maio de 1926, em Brotas de Macaúbas, na Bahia, e se tornou um dos principais nomes da geografia mundial. Ele concluiu o bacharelado na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e o doutorado na Universidade de Strasbourg, na França.

    Exilado durante a ditadura militar, lecionou em universidades na Europa, África e América Latina, antes de retornar ao Brasil, onde consolidou sua produção intelectual. Foi professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade de São Paulo (USP).

    Negro, enfrentou o racismo estrutural dentro da academia e construiu uma obra que redefiniu a forma de compreender o espaço geográfico, articulando economia, política e sociedade. Ele se tornou inspiração e referência para outros intelectuais negros, como a também geógrafa Catia Antonia da Silva, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

    “Eu sou uma mulher negra de 60 anos. Entrei na UFRJ na década de 80, onde a maior parte dos meus colegas na universidade não eram negros. Então, o Milton foi muito importante para a minha formação, não só do ponto de vista cognitivo e técnico, mas também na dimensão humana”, diz Catia.

    Rio de Janeiro (RJ), 01/05/2026 – Catia Antonia da Silva, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
Milton Santos, 100 anos: geógrafo negro teorizou sobre desigualdades
Foto: Catia Antonia da Silva/Arquivo pessoal

    Rio de Janeiro (RJ), 01/05/2026 – Catia Antonia da Silva, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Milton Santos, 100 anos: geógrafo negro teorizou sobre desigualdades Foto: Catia Antonia da Silva/Arquivo pessoal – Catia Antonia da Silva/Arquivo pessoal

    A professora explica que a obra de Milton não trouxe como tema central a negritude, nem a dimensão política da relação entre classe social e raça. Porém, ele produziu uma teoria social crítica das desigualdades que ajuda a analisar as questões raciais. E nunca ignorou o tema quando era necessário se posicionar na vida pública.

    “Ele dizia que o fato de ser um professor universitário não o impediu de viver experiências de racismo. Falava que os negros precisavam ter um esforço muito maior para o seu trabalho ter legitimidade. Mas ele nunca utilizou qualquer vitimização para se tornar um intelectual.”

    “Eu creio que é difícil ser negro e é difícil ser intelectual no Brasil. Essas duas coisas, juntas, dão o que dão, não é? É difícil ser negro porque, fora das situações de evidência, o cotidiano é muito pesado para os negros. É difícil ser intelectual porque não faz parte da cultura nacional ouvir tranquilamente uma palavra crítica”, disse Santos no programa Roda Viva, em 1997. 

    Teorias das desigualdades

    Além da teoria dos circuitos urbanos, o geógrafo trouxe ideias que aprofundaram a compreensão sobre as desigualdades. Para Milton Santos, o espaço nunca foi apenas o cenário onde a vida acontece, mas o resultado direto de decisões políticas e econômicas.

    Isso significa que a distribuição desigual de infraestrutura nas cidades (como saneamento, transporte ou acesso à internet) não é acidental, mas fruto de escolhas que privilegiam determinados grupos e territórios.

    Ao olhar para uma periferia sem serviços básicos ou para uma área valorizada com alta concentração de investimentos, o geógrafo propõe enxergar ali não um acaso, mas a materialização de relações de poder.

    “Milton traz essa compreensão de uma geografia historicamente produzida pelos grandes aparatos do Estado. À medida que o capitalismo avança, processos de industrialização e urbanização no Brasil vão produzir desigualdades e destruição das economias locais. Seja do Nordeste, da Amazônia ou do interior dos estados. Determinados grupos sociais serão beneficiados pelo processo de modernização”, explica a geógrafa Catia.

    Rio de Janeiro (RJ), 01/05/2026 – Milton Santos, 100 anos: geógrafo negro teorizou sobre desigualdades
Foto: Acervo Milton Santos/Divulgação

    Rio de Janeiro (RJ), 01/05/2026 – Milton Santos, 100 anos: geógrafo negro teorizou sobre desigualdades Foto: Acervo Milton Santos/Divulgação – Acervo Milton Santos/Divulgação

    No livro Por uma outra globalização, Milton Santos descreve um sistema vendido como promessa de integração e progresso, mas que, na prática, aprofunda desigualdades mundiais. Grandes obras de infraestrutura, como portos e corredores logísticos, conectam países e mercados, mas também reorganizam territórios locais, pressionam comunidades e ampliam a concentração de riqueza.

    “Nunca na história da humanidade houve condições técnicas e científicas tão adequadas a construir o mundo da dignidade humana, apenas essas condições foram expropriadas por um punhado de empresas que decidiram construir um mundo perverso”, escreveu. 

    Outro conceito bem conhecido do autor, o “meio técnico-científico-informacional”, descreve como tecnologia, ciência e infraestrutura passaram a moldar o território. Na prática, isso se traduz em regiões altamente conectadas, com redes digitais avançadas e logística eficiente, convivendo com áreas onde faltam serviços básicos. Enquanto alguns espaços são preparados para atender às exigências do mercado global, outros permanecem à margem desse processo.

    Futuros possíveis

    Apesar dos diagnósticos críticos, Milton Santos também apontou caminhos de transformação. Ele defendia que as mesmas redes e tecnologias que ampliam desigualdades podem ser apropriadas por populações locais para criar alternativas econômicas e sociais.

    Iniciativas comunitárias, uso de tecnologia em periferias e formas cooperativas de organização mostram, segundo o autor, que o território também pode ser espaço de resistência e reinvenção.

    “Ele propõe uma leitura sobre o território brasileiro, trazendo ferramentas para que a gente pense concretamente nas desigualdades, que não fique apenas no plano teórico, mas que nos induza a ir a campo, a conversar com essas pessoas, a entender o cotidiano delas no espaço”, diz a geógrafa Livia.

    “Além disso, ele faz uma proposta muito generosa para pensar o espaço, que é pensar o quanto a periferia urbana brasileira como um todo é capaz de produzir outras racionalidades de existência”, completa.

    Eventos

    O centenário de nascimento de Milton Santos será celebrado com um conjunto de eventos pelo país. As programações ocorrem em formato híbrido e reúnem pesquisadores, ativistas e o público geral para debater o seu legado e a atualidade de sua obra.

    O Seminário Internacional Milton Santos 100 anos: um geógrafo do Século 21 acontece de 4 a 8 de maio na USP, com transmissão virtual. O encontro é feito em parceria com o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB).

    No Rio de Janeiro, o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi) do Sesc vai oferecer, ao longo do mês de maio, um ciclo de palestras sobre geógrafo.

    A Universidade Federal do Tocantins realizará, entre os dias 26 e 29 de agosto, o evento Tocantins como Fronteira do Meio Técnico-Científico-Informacional, para debater, em âmbito internacional, o pensamento e a obra de Milton Santos.

    Agência Brasil

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    Brasil ultrapassa EUA pela 1ª vez em ranking de liberdade de imprensa

    30 de abril de 2026, 12:17

    Foto: hosnysalah/Pixabay

    Relatório sobre o ranking da liberdade de imprensa no mundo divulgado nesta quinta (30), pela organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras, mostra que a pontuação média de todos os países juntos é a mais baixa dos últimos 25 anos.

    Segundo o diretor da entidade para a América Latina, Artur Romeu, a liberdade de imprensa teve queda expressiva também em Estados democráticos.

    No levantamento, o Brasil é uma das exceções à regra. Subiu 58 posições desde o ano de 2022. No entanto, a maior parte do mundo enfrenta cenário de dificuldade.

    O representante da entidade defende que os estados democráticos precisam garantir a imprensa livre e plural para assegurar informação de qualidade à sociedade.

    Leia abaixo os principais trechos da entrevista com Artur Romeu:

    Agência Brasil – A que se deve essa queda generalizada de liberdade de imprensa?

    Artur Romeu – A pontuação média de todos os países do mundo juntos é a mais baixa desses 25 anos. Mas isso não significa que a pontuação tenha piorado muito do ano passado para cá. Quando você olha a curva da pontuação, você vê que essa queda no índice é algo constante.

    Estamos em uma tendência de queda e, neste ano em particular, foi registrado o número mais baixo da série histórica. É um cenário muito ruim que mostra deterioração global das condições para o exercício do jornalismo.

    Agência Brasil – Quais são os principais fatores?

    Artur Romeu – É um conjunto de crises. Isso é uma crise das democracias no mundo. Se em algum momento da história estivesse mais claro que a liberdade de imprensa estava ameaçada em países que eram abertamente autoritários, o que a gente vê agora é que, mesmo em democracias, há práticas que minam o direito da liberdade de imprensa mais do que antes. Essas práticas têm a ver com assédio e de hostilizações.

    Essa identificação do jornalista e dos meios de comunicação como inimigos públicos a serem combatidos vai fincando raízes, contaminando e contagiando um número maior de países, inclusive democracias. A gente vê um cenário de desinformação maior. E esse conjunto de fatores vai criando uma percepção geral de que está mais difícil ser jornalista.

    Agência Brasil – Como a sociedade deve entender a importância da liberdade de imprensa?

    Artur Romeu – Muitas vezes, a gente entende a liberdade de imprensa como um direito que pertence a jornalistas e meios de comunicação. Mas é fundamental a gente deslocar essa ideia.

    A gente tem que valorizar a dimensão coletiva e a dimensão social do direito à liberdade de imprensa, na medida em que eu, como cidadão, preciso de informações de confiança, livres, independentes, íntegras, para tomar decisões importantes para mim, para as minhas escolhas.

    Nesse sentido, o direito a uma informação livre, plural, independente, é um direito que pertence à sociedade como um todo. Todos nós precisamos dessa informação. Como direito à saúde, direito à moradia adequada, direito ao trabalho. É um direito vital para nossa participação na vida pública.

    Agência Brasil – Nas Américas, vivemos em cenários múltiplos também, com crises de diferentes características, certo?

    Artur Romeu – O continente americano tem tido uma deterioração muito significativa. Além de Estados Unidos e Argentina, Peru e Equador são outros países em que a situação piorou muito nos últimos anos. Os discursos públicos de Javier Milei [presidente da Argentina] e também as ações dele, como o fechamento da agência Telan, que era uma das maiores agências públicas de notícias da América Latina mostram isso. Ele fechou, na semana passada, a Casa Rosada para jornalistas.

    No Equador e no Peru, houve jornalistas assassinados no ano passado. No Equador, também há um momento de instabilidade política com declarações sucessivas de estados de exceção e toques de recolher. O México é o país mais violento. É o país onde mais se matou jornalistas na América nos últimos 20 anos. Mais de 150 jornalistas assassinados desde 2010. É um país que segue baixo no ranking por conta de um cenário de violência extrema contra a imprensa em muitos estados mexicanos, mas que não teve grandes variações.

    Agência Brasil – A Repórteres Sem Fronteiras faz recomendações para reverter essa tendência de queda na liberdade de imprensa?

    Artur Romeu – É fundamental que haja uma valorização do trabalho jornalístico do ponto de vista realmente dos governos. O ranking não é uma avaliação de governos, mas sim das condições que estão colocadas, nas quais os governos têm um papel também fundamental.

    O ponto central aqui em termos de recomendação é que, durante muito tempo, alguns atores entenderam que a garantia da liberdade de imprensa se dá apenas pela ausência de ingerência ou de interferência de governos.

    O ponto é que isso não é suficiente. O governo não deve somente se abster de interferir como agentes de censura. Eles têm que proativamente agir para garantir um ambiente mais favorável ao jornalismo. Isso significa desenvolver políticas públicas e regulações que vão fortalecer essa possibilidade.

    A gente precisa de novas legislações de regulação das plataformas e da inteligência artificial. A gente precisa de mecanismos de proteção. É necessário um conjunto de leis de fomento ao jornalismo com mais pluralismo e diversidade na mídia e com leis de incentivos.

    Agência Brasil

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    “Incompetência e descaso com o povo”: Afonso Florence critica gestão de Bruno Reis e ACM Neto na educação

    29 de abril de 2026, 12:20

    Foto: Kayo Magalhães/ Câmara dos Deputados

    O deputado federal Afonso Florence (PT/BA) fez um duro pronunciamento na Câmara dos Deputados, na terça-feira(28), denunciando a situação da educação em Salvador e responsabilizando as gestões do prefeito Bruno Reis e do ex-prefeito ACM Neto. A fala também foi publicada nas redes sociais do parlamentar, em vídeo acompanhado de legenda em que ele usa o termo “projeto de abandono” para se referir à condução da educação na capital.

    “Salvador, tem apenas metade da população de garotos e garotas com alfabetização na idade certa. A gestão do prefeito Bruno Reis e, anteriormente, do ex-prefeito ACM Neto, muito incompetente na área da educação, além de não ofertar as vagas necessárias da educação infantil, de creches, deixa mais de 60 mil estudantes entre o sexto e o nono ano, ou seja, fundamental dois, sem matrícula. É o governo do Estado que tem que fazer essas matrículas. E o ex-prefeito ACM Neto e o atual prefeito Bruno Reis ainda têm a cara de pau e criticam o governo do Estado. É muita incompetência e descaso com o povo”, disse Florence.

    Segundo Afonso, a ausência de vagas na rede municipal, especialmente no ensino fundamental II, evidencia a omissão da Prefeitura, que deixa de cumprir sua responsabilidade constitucional na oferta da educação básica. Para evitar que milhares de jovens fiquem fora da escola, o Governo do Estado tem assumido essas matrículas, absorvendo uma demanda que deveria ser atendida pelo município.

    O deputado também criticou a falta de vagas na educação infantil, apontando a escassez de creches como parte de um problema estrutural que compromete toda a trajetória escolar dos estudantes.

    Na publicação nas redes, Afonso reforça que “falta creche, falta vaga, falta compromisso com o básico” e afirma que Salvador “está pagando o preço da incompetência” na condução da educação pública. Para o parlamentar, o cenário revela um modelo de gestão que transfere responsabilidades e não prioriza a educação. “Educação não é jogo de empurra. É responsabilidade”, concluiu.

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    Mirangaba recebe selo “Município Seguro” e reforça compromissa com a segurança da população

    29 de abril de 2026, 10:14

    Foto: Reprodução

    O município de Mirangaba conquistou o selo “Município Seguro”, um reconhecimento que destaca o compromisso da gestão municipal com a promoção de políticas públicas voltadas à segurança e ao bem-estar da população.

    A certificação evidencia o trabalho sério e planejado que vem sendo desenvolvido no município, com ações integradas e estratégias voltadas à prevenção da violência e ao fortalecimento da segurança pública.

    O prefeito esteve presente na solenidade de entrega do selo, acompanhado por vereadores, pelo secretário municipal de Segurança Pública e por toda a equipe técnica da gestão. A participação conjunta reforça a importância do trabalho coletivo na construção de resultados concretos para a população.

    “Essa conquista é fruto de um esforço conjunto. Estar aqui ao lado dos nossos vereadores, do secretário de Segurança Pública e de toda a equipe técnica mostra que temos um grupo unido, comprometido e preparado para continuar avançando”, destacou o prefeito.

    A gestão municipal ressalta que o reconhecimento é resultado de um trabalho contínuo, baseado em planejamento, responsabilidade e união entre os poderes e equipes técnicas. A conquista do selo “Município Seguro” consolida Mirangaba como referência em iniciativas que promovem mais segurança e qualidade de vida para a população.

    A Prefeitura de Mirangaba segue investindo em ações que garantam mais tranquilidade para os cidadãos, reafirmando o compromisso com o desenvolvimento e o cuidado com as pessoas.

    O selo “Compromisso por um Município Seguro” é uma iniciativa do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) lançada em abril de 2026 para reconhecer cidades que implementam políticas de segurança pública, conselhos e planos municipais, alinhados ao Sistema Único de Segurança Pública (SUSP). O projeto foca em prevenção à violência

    Texto: Ascom/PMM

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    Governo da Bahia pavimentará mais de 125 km de rodovias estaduais

    29 de abril de 2026, 09:55

    Foto: Reprodução

    O processo licitatório para execução de um total de 10 obras pela Seinfra já está em andamento

    Mais de 125 km de acessos e de rodovias baianas, em breve, serão pavimentadas pelo Governo da Bahia, através da Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra). Os processos licitatórios para a execução de um total de 10 obras já estão em andamento após a publicação dos avisos no Diário Oficial do Estado (DOE) e com a próxima etapa, que é a abertura das propostas, previstas para ocorrer durante o mês de maio. Entre as ações em destaque, a pavimentação dos 27,3 km da BA-549, que liga o entroncamento da BR-330 até Apuarema, passando pelo distrito de Itaibó, e dos 23,3 km da BA-351, em Mansidão, da ligação da sede municipal com o povoado de Palestina.

    A importância destas obras para o desenvolvimento econômico do estado é analisada por Saulo Pontes, secretário de Infraestrutura. “Para além de interligar as sedes municipais com os distritos e povoados, essas obras possibilitam o deslocamento de forma mais rápida e segura dos moradores de localidades baianas para acesso à saúde e educação, facilitam o escoamento da produção agrícola e da pecuária e ajudam na atração de novos investimentos” destaca Saulo Pontes. Confira a lista com a relação dos avisos de licitação já publicados no Diário Oficial do Estado (DOE) da última semana:

    AVISOS DE LICITAÇÃO PUBLICADOS EM 25/04/2026

    • Pavimentação da BA-549, que liga o entroncamento da BR-330 até Apuarema, passando pelo distrito de Itaibó. Extensão Total: 27,3 km.
    • Pavimentação da BA-283, em Guaratinga, que liga a sede municipal com o povoado de São João do Sul. Extensão Total: 22,5 km.
    • Pavimentação do acesso à Vinícola Miolo, em Casa Nova, que faz a ligação com o entroncamento da BR-235 (KM 371). Extensão Total: 4 km.
    • Concessão de serviço público para operação, manutenção, administração e exploração do Aeroporto Internacional de Porto Seguro e Aeroportos Regionais de Senhor do Bonfim e Cocos.

    AVISOS DE LICITAÇÃO PUBLICADOS EM 24/04/2026

    • Pavimentação da BA-351, em Mansidão, da ligação da sede municipal com o povoado de Palestina. Extensão Total: 23,3 km.
    • Pavimentação da BA-245, entre Boninal, a localidade de Caldeirão e o povoado de Cedro. Extensão Total: 13,80 km.
    • Pavimentação do acesso à comunidade de Montevidinha, em Santa Maria da Vitória, que faz ligação com o entroncamento da BA-583. Extensão Total: 8 km.
    • Pavimentação e serviços de melhoramento, incluindo a implantação de ciclofaixas, das passagens urbanas de Canarana, que fazem ligação com as BAs 046 e 432, nas saídas para Barro Alto (3,2 km) e Salobro (3 km). Extensão Total: 6,2 km.

    AVISOS DE LICITAÇÃO PUBLICADOS EM 18/04/2026

    • Pavimentação do Contorno Viário de Eunápolis, na ligação entre as BRs 101 e 367. Extensão Total: 7 km.
    • Pavimentação da BA-495, entre Castro Alves e o povoado de Morro, incluindo os acessos. Extensão Total: 10,9 km.
    • Pavimentação do acesso ao povoado de Goiabeira, Conceição do Coité, que faz ligação com o entroncamento da BA-411 (KM 45). Extensão Total: 2,6 km.

    Fonte: Ascom / Seinfra

    Foto: BA-549: Entroncamento da BR-330 – Distrito de Itaibó – Apuarema
    Crédito: Divulgação / Seinfra

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    Licitação para aquisição de novo Ferry-Boat é homologada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (29)

    29 de abril de 2026, 09:46

    Foto: Rafael Lemos/Seinfra

    A próxima etapa será para assinatura do contrato, que deve ocorrer em até 10 dias

    O Sistema Ferry-Boat ganhará, em breve, mais um reforço com a chegada de nova embarcação para compor a operação. Nesta quarta-feira (29), a homologação da licitação para aquisição de embarcação foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE). A empresa vencedora do processo licitatório realizado pelo Governo da Bahia, através da Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), para fornecer o ferry, que terá capacidade para 1.254 passageiros e 168 veículos, é a Happyfrontier – Importação e Exportação Lda. Agora, a próxima etapa é a de assinatura de contrato, prevista para ocorrer em até 10 dias.

    Com o contrato assinado, a empresa terá o prazo de 60 dias para fazer as adequações necessárias na embarcação e atender aos requisitos do edital assim como promover a classificação conforme às exigências feitas pela Marinha do Brasil, autoridade marítima brasileira. Após esta etapa, uma vistoria in loco será feita de acordo com o cronograma estabelecido no edital para averiguar as adequações realizadas no novo ferry, que ocorrerá em até 180 dias depois da assinatura do contrato. Na sequência, será preparado para envio ao Brasil.

    Quando entrar em operação, a nova embarcação será a maior do Sistema Ferry-Boat. Atualmente, o maior ferry em operação é o Zumbi dos Palmares, que tem capacidade para 1.094 passageiros e 135 veículos pequenos, de acordo com a Internacional Travessias. “Em um sistema que recebe mais de 12.800 passageiros e mais de 2.400 veículos por dia, iremos ampliar a frota e trazer melhorias na prestação de serviços à população”, analisa Saulo Pontes, secretário de Infraestrutura.

    Desde 2024 a Seinfra realiza licitações para a aquisição de um novo ferry. Os avisos foram publicados nos meses de outubro e novembro e tiveram resultado deserto. Para esta nova licitação, publicada em janeiro deste ano, a Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON), empresa pública federal de engenharia naval, vinculada ao Ministério da Defesa, acompanhou todo o processo. Houve a consultoria técnica na elaboração do edital e a empresa seguirá acompanhando a execução contratual até o recebimento da embarcação.

    Ascom/Seinfra

    Resultado da Licitação – Reprodução / Diário Oficial do Estado (DOE)

    Ferries Rio Paragauçu e Maria Bethania – Fotos: Rafael Lemos / Seinfra



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    Governo da Bahia investe R$ 102 milhões em nova Policlínica de Seabra e ampliação do Hospital de Guanambi

    29 de abril de 2026, 09:28

    Foto: Reprodução

    O Governo do Estado publicou no Diário Oficial desta quarta-feira (29) a homologação de duas licitações que marcam uma nova etapa de expansão da saúde no interior da Bahia: a construção da Policlínica Regional de Seabra e a reforma e ampliação do Hospital Geral de Guanambi. Juntas, as obras somam R$ 102,2 milhões em investimentos e têm início previsto para a primeira semana de maio.

    Em Seabra, a nova policlínica será construída pela Nordeste Engenharia Ltda, com investimento de R$ 25,2 milhões. A unidade vai ampliar o acesso da população da Chapada Diamantina a consultas especializadas, exames e procedimentos de apoio diagnóstico, reduzindo deslocamentos para outros centros e fortalecendo a regionalização da assistência.

    Em Guanambi, a obra de reforma e ampliação do hospital será executada pelo Consórcio Novo HRG, com investimento de R$ 77 milhões. Referência em atendimento de média complexidade para 37 municípios do sudoeste baiano, a unidade passará a contar com 20 novos leitos de UTI, sendo dez pediátricos, os primeiros do tipo no hospital, e dez adultos, chegando a 30 leitos de terapia intensiva no total.

    A capacidade assistencial também será ampliada com a implantação de 50 novos leitos de enfermaria, sendo 20 pediátricos e 30 adultos. Outros 30 leitos de enfermaria serão reformados. As intervenções incluem ainda a reforma e ampliação do centro cirúrgico, que passará a funcionar com cinco salas, além da ampliação do Serviço de Nutrição e Dietética e da Central Farmacêutica.

    O projeto prevê ainda a construção de uma nova emergência e de uma nova Central de Material Esterilizado, estrutura essencial para reforçar a segurança dos pacientes e qualificar o funcionamento da unidade. Também está prevista a requalificação da fachada principal do hospital.

    Para a secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, os investimentos representam ganho direto na qualidade da assistência. “Todo este investimento se reflete em qualidade para o atendimento da população. Com as ampliações, aumentamos a capacidade de assistência e qualificamos ainda mais o cuidado com os pacientes”, afirmou.

    Roberta Santana também destacou a construção do Centro de Ensino e Pesquisa do Hospital Geral de Guanambi. O espaço dará maior suporte às atividades acadêmicas dos cerca de 2 mil estudantes de graduação que passam mensalmente pela unidade, além dos residentes que têm o hospital como campo de formação.

    As novas intervenções se somam a investimentos recentes já realizados pelo Governo do Estado no Hospital Geral de Guanambi. Em junho de 2025, foi entregue a reforma da Enfermaria Cirúrgica, com reestruturação de 30 leitos de enfermaria e do Banco de Leite Humano, em investimento de R$ 2,84 milhões. Em outubro de 2023, a unidade também recebeu a ampliação de 30 leitos de enfermaria, com aporte de R$ 1,56 milhão.

    A nova Policlínica de Seabra integra o plano de expansão da atenção especializada na Bahia. O estado conta atualmente com 26 policlínicas regionais em funcionamento, que já realizaram 9,7 milhões de atendimentos, alcançam 416 municípios consorciados e cobrem 80,86% da população baiana. Além de Seabra, outras unidades estão em diferentes fases de implantação em Camaçari, Remanso, Itapetinga, Ipirá, Ibotirama e Feira de Santana.

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    Já estão abertas as inscrições para concurso público da Prefeitura de Saúde (VEJA EDITAL)

    27 de abril de 2026, 11:09

    Já estão abertas as inscrições para o concurso público para provimento de cargos efetivos da Prefeitura Municipal de Saúde. 67 vagas estão disponíveis, com salários variam de R$ 1.621,00 a 3.142,00.

    As vagas são para Agente de Endemias, Agente Comunitário de Saúde, Guarda Municipal e Fiscal Ambiental, todos exigem apenas ensino médio completo

    A taxa de inscrição para todos os cargos é de R$ 110,00.

    As inscrições serão efetuadas, exclusivamente, através do site: https://inet.selecao.net.br/, até o dia 17 de maio de 2026.

    A empresa organizadora do certame é o Instituto Nacional de Educação de Tecnologia (INETE).

    ACOMPANHE O EDITAL DO CONCURSO:

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