Fotos sem roupa e roubo de quepe de soldado: brasileira causa encrenca na Coreia do Norte

19 de setembro de 2019, 08:18

(Foto: Reprodução)

Liziane Gutierrez, modelo brasileira que já rendeu manchetes por processar o rapper norte-americano Chris Brown, desafiou as leis da Coreia do Norte ao roubar quepe de um soldado e tirar fotos provocantes em um hotel de Pyongyang. Durante visita ao Grande Monumento da Colina Mansu, em Pyongyang, a modelo violou as leis norte-coreanas pela primeira vez: tirou uma selfie com as estátuas de Kim Jong-il e Kim Il-Sung, pai e avô do atual líder do país, respectivamente. De acordo com as leis locais, os visitantes não devem fotografar as estátuas, nem tirar selfies com elas. Mesmo assim, a modelo foi flagrada tirando fotos picantes no seu quarto de hotel, que fica ao lado do monumento. Se na primeira imagem Gutierrez está sem nada no corpo e cobrindo as partes íntimas com uma coberta, na segunda, tirada também no mesmo quarto de hotel, ela aparece cobrindo os seios com a mesma coberta e ainda com o bumbum de fora, o que, segundo ela mesma escreveu na legenda, "poderia me render 15 anos de cadeia na Coreia do Norte. Por que eu tirei? Não faço ideia". Roubo no trem Pyongyang-Pequim Esse não foi o único ato rebelde que poderia ter ocasionado prisão, segundo a própria modelo relatou ao tabloide The Mirror. Durante uma viagem de trem da Coreia do Norte para a China, um pouco embriagada, a modelo roubou o quepe de um soldado enquanto ele estava no banheiro. Insatisfeita, ela vestiu o chapéu e tirou uma selfie. Enquanto os demais passageiros do trem, alarmados, chamavam Liziane de louca, a modelo se defendeu, alegando que o soldado não percebeu o que havia ocorrido, já que ela devolveu o chapéu antes de ele voltar ao seu assento. Em um clipe após o ocorrido, a modelo confessa: "Se eu estivesse sóbria, não teria feito isso nunca!" "Eu comecei a pirar porque eu não tinha percebido, até aquele momento, que as minhas fotos, tudo o que eu tinha feito, ia ser visto. Então eu fiquei muito nervosa, porque eu podia parar na cadeia. Tive muita sorte que eles não checaram o meu álbum com todas as fotos que tirei lá", revelou. Liziane insiste que não teve a intenção de ser desrespeitosa. "Eu amei a Coreia do Norte e com certeza quero voltar. As pessoas são superamigáveis, as bebidas são muito baratas e, pelo o que eu vi, a Coreia do Norte é um país muito legal." A Coreia do Norte é um dos países mais fechados do mundo, e vem enfrentando sanções econômicas há décadas. Estrangeiros podem visitar o país somente com guias turísticos, que alegadamente mostram uma versão artificial do país.

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Há uma forma de ter acesso gratuito a ‘GTA: San Andreas’

19 de setembro de 2019, 08:03

A produtora Rockstar Games lançou o seu próprio ‘launcher’ para computador (Foto: Reprodução)

A produtora responsável pela série ‘Grand Theft Auto’ (também conhecida como ‘GTA’) e ‘Red Dead Redemption’, a Rockstar Games, lançou a sua própria loja virtual – o Rockstar Games Launcher – e tem uma prenda muito especial para os fãs. Os que instalarem este ‘launcher’ poderão ter gratuitamente aquele que é considerado um dos melhores jogos alguma vez feitos pela produtora, neste caso ‘GTA: San Andreas’ lançado em 2004 para a PlayStation 2, Xbox e PC. Além de todos os títulos da série ‘GTA’, conta o Polygon que nesta loja estão também disponíveis títulos como ‘Bully’, ‘L.A. Noire’ e até ‘Max Payne 3’. Caso já tenha jogos da Rockstar Games instalados no computador será possível ao Rockstar Games Launcher integrá-los na plataforma assim como transferir as respetivas gravações para que não perca qualquer progresso.      

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‘Bolão’ da liderança do PT leva prêmio de R$ 120 milhões da Mega-Sena

19 de setembro de 2019, 07:41

Cada um dos vencedores vai ganhar cerca de R$ 2,5 milhões (Foto: Reprodução)

Aaposta vencedora da Mega-Sena desta quarta-feira, 18, saiu para uma aposta coletiva feita por funcionários da liderança do PT na Câmara dos Deputados. O "bolão" acertou sozinho o prêmio de R$ 120 milhões. Os números sorteados foram: 04 - 11 - 16 - 22 - 29 - 33. O grupo é formado por 49 pessoas entre assessores e funcionários da Câmara. De acordo com dois vencedores, que pediram anonimato, cada um deles apostou R$ 10. Cada um dos vencedores vai ganhar cerca de R$ 2,5 milhões. Assim que saiu o resultado, o grupo saiu comemorando pelo corredor chamando a atenção de quem passava. De acordo com um dos vencedores, eles apostam há mais de dez anos, em todos os sorteios. Além do grupo, 406 apostas acertaram a quina (cinco números) e vão levar R$ 19.407,24 cada uma. Na quadra (quatro acertos) foram 24.366 apostas ganhadoras, que receberão R$ 461,96 cada uma. O prêmio dos petistas é o terceiro maior prêmio acumulado neste ano e um dos 20 maiores da história. O maior foi sorteado em maio, para um sortudo que apostou pela internet e levou R$ 289 milhões. Reação O deputado Aliel Machado (PSB-PR) brincou com o resultado. "Fiquei sabendo que agora há uma orientação no PT contrário a taxar as grandes fortunas", afirmou o parlamentar. Outro deputado, não identificado, pegou o microfone para pedir ao presidente Jair Bolsonaro que entregue um cheque simbólico para o partido.

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Jovem baiana é primeira brasileira a ganhar prêmio global da ONU sobre meio ambiente

19 de setembro de 2019, 07:26

'A gente não esperava (o prêmio), foi uma grande surpresa. Agora, sabemos que não só vamos ter o retorno financeiro para investir no projeto, como também estamos abrindo portas para expandir a tecnologia para África, Ásia e outros países da América Latina', diz Beserra (Foto: ONU Meio Ambiente)

A baiana Anna Luisa Beserra, de 21 anos, acaba se tornar a primeira brasileira a vencer o prêmio Jovens Campeões da Terra, principal premiação ambiental das Nações Unidas para jovens entre 18 e 30 anos. A homenagem acontecerá em um baile de gala marcado para o dia 26, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Acostumada a laboratórios químicos e termos científicos desde a adolescência, Beserra explica com simplicidade a invenção para aqueles nunca viram um tubo de ensaio na vida. "A gente passa protetor quando vai à praia justamente para nos protegermos contra a radiação ultravioleta. Em humanos, ela causa câncer de pele. Mas, para vírus e bactérias, ela é letal. A gente aproveita a mesma radiação ultravioleta para fazer o tratamento na água, que passa a ser potável", diz. Nascida em Salvador, Beserra começou a desenvolver a tecnologia aos 15 anos, em 2013, depois de ganhar uma bolsa para jovens cientistas oferecida pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), do governo federal. De lá para cá, ela criou 10 versões distintas até chegar à tecnologia atual, que purifica água não-potável usando a luz solar, sem produtos químicos ou filtros descartáveis. Segundo a ONU, 1,8 bilhão de pessoas bebem água imprópria ao consumo humano no mundo. No Brasil, segundo dados divulgados neste ano pelo Intituto Trata Brasil, cerca de 35 milhões de pessoas não têm acesso a redes de água potável. Batizado de Aqualuz, o dispositivo foi acoplado em fase de testes a cisternas na região do semi-árido do nordeste brasileiro e já garante acesso a água limpa para 265 pessoas. "Até o fim do ano chegaremos a mais 700", afirma. "É uma metodologia muito fácil e viável para estas regiões. O dispositivo dura 20 anos, em média, e só precisa ser limpo com água e sabão." 'Democratizar o acesso a água potável' Dispositivo foi acoplado a cisternas na região do semi-árido do nordeste brasileiro e já garante acesso a água limpa para 265 pessoas Vencedora da categoria América Latina e Caribe da premiação oferecida pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Beserra quer agora expandir a tecnologia para fora do Brasil. "A gente não esperava (o prêmio), foi uma grande surpresa. Agora, sabemos que não só vamos ter o retorno financeiro para investir no projeto, como também estamos abrindo portas para expandir a tecnologia para África, Ásia e outros países da América Latina", diz. "A meta é democratizar o acesso a agua potável", prossegue a criadora do Aqualuz, que é capaz de limpar até 10 litros de água em 4 horas. Agora elevada a uma das "ideias mais inovadoras e arrojadas para solucionar os desafios ambientais mais urgentes do nosso tempo", segundo a ONU, a solução criada pela jovem brasileira pode frear os impactos devastadores da nona principal causa de mortes em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde, só em 2016, 1,4 milhão de pessoas morreram em decorrência de doenças diarréicas contraídas pelo consumo de água contaminada. A ONU aponta que estas mortes estão "diretamente ligadas à falta de água potável e à falta de saneamento e de acesso à higiene" e que os problemas atingem principalmente "populações jovens, vulneráveis ou que vivem em zonas rurais remotas". Bolsonaro: 'Por favor, não desestimule a ciência' Bolsonaro é alvo de críticas por cortes e congelamentos em investimentos em educação e bolsas de estudos. Sobre a repercussão negativa da politica ambiental brasileira no exterior, criticada por especialistas e líderes mundiais em meio ao avanço do desmatamento e das queimadas, a jovem diz ver oportunidades. "É triste, mas ao mesmo tempo isso gera uma visibilidade para o Brasil e a gente pode aproveitá-la de forma positiva", diz. A reportagem pergunta o que Beserra diria ao presidente Jair Bolsonaro — que estará em Nova York quando a jovem for premiada, caso a viagem presidencial à Assembleia Geral da ONU se confirme. "Eu diria ao presidente que, por favor, não desestimule a ciência e o empreendedorismo local. Se não houver estímulo, as pessoas vão se desmotivar." No início do mês, o CNPq anunciou que não pode garantir verbas para o pagamento de quase 80 mil bolsistas brasileiros a partir de setembro. Primeira fonte de financiamento da jovem premiada pela ONU, o CNPq foi criado em 1951 para estimular pesquisas científicas no país com o pagamento de bolsas a alunos de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado, além de projetos independentes. Os cortes no investimento em educação vêm sendo criticados há meses. Em julho, sete ex-presidentes do CNPq escreveram uma carta conjunta, apontando que a "grave condição orçamentária e financeira da agência que coloca em risco décadas de investimentos em recursos humanos e infraestrutura para pesquisa e inovação no Brasil". A brasileira pretende investir os US$ 15 mil (R$ 61,3 mil) que ganhará na premiação no projeto. Outros US$ 9 mil (R$ 36,7 mil) são oferecidos pela ONU para investimento em "comunicação e comercialização, além de formação, orientação e convites para participar de reuniões de alto nível da ONU". Em todo o mundo, mil jovens se inscreveram no prêmio — que teve, além de Anna Luisa, outros seis vencedores ao redor do mundo. No total, 158 brasileiros se inescreveram — destes, outros três ficaram entre os 35 finalistas da premiação.  

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CONVITE

18 de setembro de 2019, 20:34

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Novo código penal da Indonésia pune sexo fora do casamento

18 de setembro de 2019, 14:34

(Foto: AP Photo / Tatan Syuflana)

O novo código penal da Indonésia criminaliza o sexo fora do casamento e introduz severas penas para quem insultar a dignidade do presidente, mudanças que causaram grande protestos de organizações de direitos humanos. Associações e a comunidade internacional afirmam que as medidas são um ataque às liberdades individuais básicas. A Indonésia é o país com a maior população muçulmana do mundo, mas também tem um grande número de cristãos, hindus e budistas. O movimento é visto como mais um passo de uma recente guinada rumo ao fundamentalismo religioso. O código penal deve entrar em vigor na semana que vem. O parlamento e o governo chegaram a um acordo sobre o texto nesta quarta-feira (18). Segundo congressistas, as novas leis substituirão legislação adotada durante a colonização holandesa. Criminalização indireta do homossexualismo As leis também podem ser interpretadas como uma criminalização indireta do homossexualismo, pois o casamento gay não é reconhecido no país. "O estado precisa proteger os cidadãos de comportamentos que são contrários aos preceitos supremos de Deus", afirmou Nasir Djamil, do Partido da Justiça e Prosperidade, citado pela agência Reuters. De acordo com o parlamentar, líderes de todas as religiões foram consultados para a elaboração das medidas, e a ideologia fundadora da Indonésia se baseia na fé em Deus. Chefe de aldeia pode apresentar queixa O novo código diz que "homens e mulheres que vivam juntos" sem serem casados podem ser presos por seis meses e multados em cerca de R$ 3.200, o que representa três meses de salários para boa parte da população. Para que um processo seja aberto, basta que um chefe de aldeia registre queixa junto à polícia e os pais ou filhos do acusado não protestem. Cônjuges, pais e filhos também podem pedir abertura de investigação. Segundo outro parlamentar, Teuke Taufiqulhadi, os chefes locais têm poder para acusar pois "a vítima do adultério também é a sociedade". As novas propostas, no entanto, estão sendo muito criticadas por diversas organizações, organismos internacionais e ativistas. A ONG Instituto para a Reforma da Justiça Criminal afirmou que milhões de indonésios podem ser prejudicados. A associação indicou que 40% dos jovens do país têm relações sexuais antes do casamento. Leis valem para estrangeiros O conjunto de leis estipula pena de um ano de prisão caso um parente próximo faça uma queixa de um familiar que fez sexo fora do casamento. Além disso, o código estabelece detenção para quem cometer "atos obscenos", definidos como a violação das normas de decência por meio de "luxúria ou sexualidade", seja por heterossexuais ou gays. As leis também valem para estrangeiros. As penas de prisão para mulheres que praticam aborto podem chegar a quatro anos, com exceção de casos de estupro ou risco de vida. As leis introduzem ainda multas para quem promover métodos contraceptivos, e seis meses de prisão para discussões não autorizadas sobre "instrumentos de abortamento". Crime contra a honra do presidente Por fim, o parlamento adotou novamente o crime de ofensa contra a dignidade e a honra do presidente e vice-presidente da Indonésia. Em 2006, essa lei tinha sido abolida pela Corte Constitucional. Insultar o governo e as instituições estatais também podem render ao infrator penas de detenção.

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Pesquisa mostra que limpeza em hospital não extermina bactérias

18 de setembro de 2019, 12:18

Uma pesquisa feita no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (SP), da Universidade de São Paulo (USP), mostra que a limpeza regular das UTIs adulta e neonatal do hospital não são capazes de combater as bactérias presentes no local. O estudo foi publicado em 28 de agosto em artigo na revista especializada Frontiers in Public Health. Segundo a pesquisa, a limpeza das UTIs resultou em uma ligeira diminuição na diversidade dos micróbios. No entanto, vários gêneros de bactérias foram resistentes à desinfecção, o que sugere que elas estão bem-adaptadas ao ambiente.  “Em geral, o procedimento de limpeza era inconsistente. Os fatores de influência potenciais da limpeza insatisfatória incluem baixa eficiência do biocida usado, bactérias bem adaptadas à limpeza diária, soluções desinfetantes e toalhetes contaminados e conformidade variável ao procedimento de higiene e limpeza das mãos”, diz o texto da conclusão da pesquisa.  A limpeza regular é um protocolo que guia a higienização dos leitos da UTI e da área em torno, feita pelos enfermeiros. A limpeza inclui colchão, bombas de infusão e respirador e tem como objetivo reduzir os micróbios no ambiente e prevenir transmissões entre os pacientes. O procedimento de limpeza seguido pela equipe do hospital é padronizado e feito de acordo com diretrizes internacionais. “A maioria dos gêneros [de bactérias] encontrados em ambas as unidades [de UTI] está presente no microbioma humano saudável, sugerindo que os vetores mais prováveis de contaminação são funcionários e pacientes do hospital”. A pesquisa aponta telefones celulares, computadores e prontuários, “comumente usados, mas geralmente negligenciados”, como equipamentos que estão carregando os micróbios.  “É urgente o desenvolvimento de políticas robustas de vigilância microbiana para ajudar a orientar os procedimentos, melhorando o controle de infecções”, ressalta a conclusão do estudo. Segundo a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital das Clínicas  da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP), os resultados do estudo não permitem determinar se a quantidade de bactérias resistentes à limpeza regular é suficiente para que haja transmissão de doenças.  A pesquisa foi feita a partir de uma parceria da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares do HCFMRP com pesquisadores da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP.Com informações Agência Brasil

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Cresce a proporção de lares sem qualquer renda proveniente do trabalho

18 de setembro de 2019, 12:04

No segundo trimestre de 2019, 22,4% dos domicílios do País não possuíam renda do trabalho (Foto: Reprodução)

Durante os anos de recessão econômica e de crise no emprego, aumentou a proporção de lares brasileiros sem qualquer renda proveniente do trabalho, de acordo com levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). As famílias mais pobres ou simplesmente sem renda de trabalho representam mais da metade (52%) dos lares brasileiros. No segundo trimestre de 2019, 22,4% dos domicílios do País não possuíam renda do trabalho. No segundo trimestre de 2014, quando começou a crise econômica, essa fatia era de 19,0%. Já as famílias de renda muito baixa, que recebiam menos de R$ 1.638,70 mensais, representavam 29,6% de todos os domicílios brasileiros no segundo trimestre deste ano. Conforme o Ipea, houve elevação acentuada do índice de Gini - medida de desigualdade de renda - desde 2016, com destaque para a desigualdade da renda do trabalho por domicílio. O índice de Gini da renda domiciliar do trabalho subiu de cerca de 0,514 no quarto trimestre de 2014 para 0,533 no mesmo trimestre de 2018, ficando relativamente estável em 0,532 no segundo trimestre de 2019, apontou o Ipea. "Esse aumento do Gini se deve à retomada da ampliação da desigualdade entre os extremos da renda. De forma mais concreta, enquanto no primeiro trimestre de 2019 a renda domiciliar do trabalho da faixa de renda alta era 30,1 vezes maior que a da faixa de renda muito baixa, no segundo trimestre a renda domiciliar da faixa mais alta era 30,5 vezes maior, praticamente igualando o pico da série histórica (30,6) atingido no terceiro trimestre de 2018", ressaltou o Ipea na carta de Conjuntura sobre o mercado de trabalho divulgada nesta quarta-feira. O levantamento do Ipea tem como base os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua, apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Os autores do estudo lembram que a grande maioria das novas vagas formais que têm sido geradas no País possui remuneração máxima de até dois salários mínimos. Apenas as duas primeiras faixas salariais - os empregos com remuneração de até um salário mínimo e de um a dois salários mínimos - vêm mantendo saldos positivos desde 2017. "Para os demais níveis salariais, a dispensa de trabalhadores é maior que o total de admissões. Adicionalmente, nota-se que os efeitos da crise econômica sobre o mercado de trabalho, sobretudo em 2015 e 2016, geraram não apenas uma expressiva dispensa de trabalhadores como também uma queda dos salários de contratação, dado que a única faixa de emprego com saldo positivo no período era a que remunerava até 1,0 SM (salário mínimo). A partir de 2017, o país voltou a gerar vagas com salários entre 1,01 e 2,0 SMs, no entanto em proporções mais modestas", notaram os autores Maria Andreia Lameiras, Carlos Henrique Corseuil, Lauro Ramos e Sandro Carvalho, do Ipea.

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Governo do Estado publica aviso de licitação da Ponte Salvador – Itaparica

18 de setembro de 2019, 08:22

(Foto: Ascom Gov/Ba)

Está publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (18) o aviso de licitação da Ponte Salvador – Itaparica, conforme foi antecipado pelo governador Rui Costa durante o #PapoCorreria, realizado na noite de terça-feira (17). De acordo com a publicação – disponível na área do DOE destinada exclusivamente a licitações – as obras e os serviços de operação e manutenção deste novo sistema rodoviário vão ser executados por meio de Parceria Público-Privada (PPP), na modalidade de concessão patrocinada. O edital da concorrência pública e seus anexos poderão ser obtidos, a partir do próximo dia 23, no site da Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra), pelo endereço www.infraestrutura.ba.gov.br, no menu Editais. Os interessados poderão obter informações através do e-mail pontesalvadoritaparica@infra.ba.gov.br e do telefone (71) 3115-2174. “Até o final de novembro, nós faremos o leilão na Bolsa de Valores de São Paulo”, disse o governador durante a live nas redes sociais na noite de ontem. O governador Rui Costa deu a notícia durante o #PapoCorreria, realizado na noite de terça-feira (17). A ponte Salvador-Itaparica terá 12,4 km de extensão e integrará o Sistema Viário do Oeste (SVO), que beneficiará 10 milhões de pessoas, que vivem em cerca de 250 municípios da Bahia. Com a construção da ponte e demais intervenções viárias do projeto, a Ilha de Itaparica, o sul do Recôncavo e o território do Baixo Sul terão o crescimento socioeconômico estimulado, como ocorreu no Litoral Norte após a construção da Estrada do Coco e da Linha Verde. O plano de desenvolvimento prevê o estímulo a nove setores: educação, saúde, segurança pública, logística, indústria naval, turismo, agricultura, comércio e construção civil. Em 30 anos, a expectativa é que o crescimento dessas atividades crie 100 mil novos postos de trabalho. A ponte Salvador-Ilha de Itaparica será a segunda maior da América Latina e ocupará a 23ª posição no ranking mundial de pontes.

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Defesa da Venezuela: invasão militar terá consequências fatais para toda América do Sul

18 de setembro de 2019, 08:09

(Foto: Reprodução)

Uma invasão militar da Venezuela terá consequências fatais para toda a América do Sul, disse o Ministério da Defesa venezuelano em comunicado. "As Forças Armadas da Venezuela rejeitam categoricamente a ativação ilegal do Tratado de Assistência Recíproca (TIAR) pela Organização dos Estados Americanos contra a Venezuela. Esta é uma provocação irracional destinada a legalizar uma invasão militar para derrubar o governo legítimo de [presidente venezuelano] Nicolás Maduro", informou o ministério. De acordo com o comunicado, esse mecanismo mostra quem são os verdadeiros instigadores da desestabilização da situação na região. "Eles estão buscando usar este mecanismo de intervenção para fortalecer sua campanha de agressão, que, junto com o imoral bloqueio financeiro e econômico, também prescreve o uso da força [...] Tal resultado terá consequências fatais para toda a América do Sul", comunicou o órgão superior de Defesa. Na terça-feira (17), o Departamento de Estado dos EUA afirmou que Washington e seus aliados no hemisfério ocidental invocaram o TIAR relativamente à Venezuela após a suspensão das negociações entre Caracas e o líder da oposição, apoiado pelos EUA e autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó. Tratado do Rio O acordo TIAR, também conhecido como Tratado do Rio, foi assinado no Rio de Janeiro pela maioria dos países americanos em 1947. Em essência, trata-se de um tratado de defesa mútua, já que seu principal princípio diz que um ataque a qualquer país entre os signatários significará um ataque a todos os países participantes. Em 2012, o então presidente venezuelano Hugo Chávez retirou o país do tratado, mas a Assembleia Nacional venezuelana aprovou em julho deste ano o regresso de Caracas ao acordo. Sanções em meio à crise No dia 17 de setembro, os EUA aplicaram uma nica rodada de sanções a contra o país bolivariano. A Venezuela tem sido alvo de várias medidas lideradas pelos EUA para derrubar o governo de Maduro e substituí-lo pelo líder da oposição e autoproclamado presidente Guaidó. Os Estados Unidos impuseram sanções abrangentes contra a Venezuela e congelaram alguns dos ativos do país. O atual líder venezuelano acusou Washington de orquestrar um golpe de Estado para efetuar uma mudança de governo pela força na Venezuela e reivindicar os recursos do país.

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Por que precisamos dormir bem para manter nossa saúde?

18 de setembro de 2019, 07:28

Falta de sono pode causar vários problemas de saúde e levar à morte precoce (Foto: Reprodução)

Todos sabemos que uma boa noite de sono nos deixa sempre mais bem dispostos. Mas, e que a falta dele pode causar vários problemas de saúde e levar à morte precoce, você sabia? Quem diz isso é Matthew Walker, professor de neurociência e psicologia na Universidade da Califórnia, Berkeley, nos Estados Unidos. Walker é autor do livro Why We Sleep (Por que dormimos, em tradução livre). Segundo ele, estamos dormindo cada vez menos. "As pesquisas da década de 40 mostram que um adulto médio dormia 7,9 horas. Agora, esse número está perto de 6,75 horas", diz. Mas faz diferença? "Toda doença que parece estar nos matando no mundo moderno, do câncer ao mal de Alzheimer, infarto, diabetes, obesidade, derrame e até suicídio tem ligações significativas — e causais — com a falta de sono", explica.Então, por que estamos dormindo menos? Nosso relógio interno usa a claridade para programar quando estamos acordados ou dormindo. Mas a invenção da luz artificial mudou nossas vidas - e piorou nosso sono. Ela interfere nos nossos ciclos circadianos – como é chamado o período de aproximadamente 24 horas sobre o qual se baseia o ciclo biológico de quase todos os seres vivos, sendo influenciado principalmente pela variação de luz, temperatura, marés e ventos entre o dia e a noite. A OMS recomenda 8 horas de sono por noite. Sendo assim, Walker dá algumas dicas para uma boa noite de sono. "Antes de mais nada, priorize seu sono. Além disso, há cinco coisas que você pode fazer", diz ele. Veja as dicas: Durma e acorde nos mesmos horários, durante a semana e no fim de semana A sociedade moderna é privada de escuridão, então, tente apagar as luzes à noite, talvez deixando apenas metade delas acesa Mantenha seu quarto resfriado, a uma temperatura em torno de 18°C. Nosso corpo precisa de uma queda de temperatura para pegar no sono Não fique acordado na cama; nosso cérebro acaba mal acostumado. Se ainda estiver acordado, levante-se, vá para outro cômodo, leia um livro e só volte para o quarto para dormir Evite cafeína depois das 14h; isso faz você ficar acordado e impede o sono profundo. Finalmente, beber álcool durante a noite não é bom. É sedativo. O álcool apenas 'te derruba' "O sono insuficiente está por trás de várias causas de morte, leva à morte prematura", acrescenta. Com informações BBC e G1

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Por que o tamanho da árvore mais alta da Amazônia intriga cientistas

17 de setembro de 2019, 18:47

A árvore mais alta da Amazônia brasileira é da espécie Angelim Vermelho e está localizada na Floresta Estadual do Parú, no Pará (Foto: TOBIAS JACKSON)

Nas últimas semanas, em meio a tantas informações preocupantes sobre desmatamento e incêndios na Amazônia, uma notícia curiosa e positiva chamou atenção. Uma equipe de cientistas britânicos e brasileiros publicou um artigo no qual afirma ter encontrado a árvore mais alta na porção brasileira da Floresta Amazônica. E a planta gigante está rodeada de outras árvores enormes, de cerca de 80 metros de altura. Os pesquisadores percorreram 220 quilômetros de barco e caminharam 10 quilômetros mata adentro até encontrarem um exemplar de 88 metros da espécie Dinizia excelsa , também conhecida como Angelim Vermelho, dentro de uma unidade de conservação estadual de uso sustentável— a Floresta Estadual do Parú, no Pará. Maior que o Cristo Redentor Essa Dinizia excelsa supera em 30 metros a árvore que detinha o recorde de altura até agora. O tronco tem 5,5 metros de diâmetro. Para comparação, a Estátua da Liberdade, em Nova York, tem 93 metros de altura, incluindo a base. O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, mede 38 metros da base até o topo da cabeça. Ou seja, a árvore encontrada na Amazônia é um pouco menor que o principal símbolo de NY e bem maior que a estátua mais famosa do Brasil. A descoberta da equipe coordenada pelo professor Eric Bastos Gorgens, da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), virou artigo na publicação acadêmica Frontiers in Ecology and the Environment , uma das mais conceituadas revistas de ecologia do mundo. Tecnologia a laser do Inpe ajudou os pesquisadores a identificar a área onde estão as árvores mais altas da floresta Como a árvore foi encontrada Entre 2016 e 2018, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) captou imagens de vastas extensões da Amazônia com tecnologia a laser. O Inpe rastreou 850 áreas de floresta, cada uma com 12 km de comprimento por 300 metros de largura. Sete dessas áreas apresentavam evidências de ter árvores que superam os 70 metros. A maioria delas ficava na região do Rio Jari, afluente do Rio Amazonas, entre os Estados do Amapá e Pará — uma zona remota, de difícil acesso. "Nós nos surpreendemos com a altura colossal da árvore mostrada pelas imagens do Inpe", escreveram os ecologistas Tobias Jackson, da Universidade de Cambridge, e Sami Rifai, da Universidade Oxford, coautores da investigação. "Por isso, empreendemos a expedição para confirmar os achados com nossos próprios olhos e determinar a espécie dessas árvores gigantes." Depois de seis dias de travessia no meio da selva, os pesquisadores chegaram à região das árvores gigantes. Para medir os troncos, eles escalaram e, do topo, simplesmente soltaram uma corda até o solo. As árvores gigantes ficam numa região remota, de difícil acesso, o que as protege de madeireiros e incêndios criminosos E por que essas árvores alcançaram mais de 80 metros? Usando esse método com cordas, os pesquisadores mediram 15 árvores de mais de 70 metros. Diante da ampla diversidade da Amazônia, os cientistas se surpreenderam com o fato de todas essas árvores serem da mesma espécie. Anteriormente, acreditava-se que as Dinizia excelsa só alcançavam 60 metros. O que explica essa altura surpreendente? Os cientistas não sabem dizer o como essas árvores conseguiram alcançar mais de 80 metros, mas dizem que é possível que a altura esteja relacionada com a grande distância de áreas urbanas e zonas industriais. Também pode estar ligada ao fato de essas árvores serem uma "espécie pioneira", ou seja, a primeira a habitar uma região após ela sofrer algum tipo de devastação. O próximo desafio para grupo de cientistas que participou da descoberta é justamente entender o que levou essas árvores a atingirem alturas tão elevadas na Amazônia, tanto do ponto de vista ambiental, quanto do ponto de vista fisiológico. Eric Gorgens, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), diz que estudos como esse levam muito tempo. "Por isso, é essencial valorizar as unidades de conservação e estabelecer políticas públicas de longo prazo de incentivo à pesquisa e monitoramento de nossa flora", avalia. Uma única árvore gigante é capaz de sequestrar a mesma quantidade de carbono da atmosfera que 300 a 500 árvores pequenas Gorgens classifica a existência de uma árvore de 88 metros de altura como "extraordinária" para a Amazônia brasileira. Segundo o professor, crescer em altura é um desafio para as árvores. "As árvores altas são mais propensas à quebra e à queda, seja por vento, ou seja por não aguentar o próprio peso. As rajadas causam um torque na base da árvore, levando a um alto estresse. Outro fator que limita o crescimento em altura é o suprimento de água para copa. À medida que as árvores se tornam mais altas, o aumento da resistência hidráulica e o peso da coluna de água aumenta o estresse hídrico". Portanto, árvores gigantes são consideradas um evento raro, diz ele. Cápsulas de carbono Cada Angelim Vermelho é capaz de reter a mesma quantidade de carbono que um hectare de selva tropical. Isso quer dizer que pode armazenar até 40 toneladas de carbono, o que equivale ao que absorveriam entre 300 e 500 árvores pequenas. "Nossa descoberta significa que a floresta pode ser um reservatório de carbono maior do que se pensava", dizem Jackson e Rifai. Os pesquisadores advertem que o estudo focou numa área muito pequena da Amazônia, portanto, é possível que haja muitas outras árvores gigantes, inclusive mais altas que a de 88 metros. Os cientistas esperam que esse tipo a pesquisa ajude a entender melhor estrutura da Floresta Amazônica e seu papel no ciclo global de carbono. "O fato de ainda haver descobertas como esta demonstra que ainda temos muito a aprender sobre esse incrível e misterioso ecossistema", dizem Jackson e Rifai.

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