POLÍTICA

Mais de 18 marcas, como Timberland, Vans e Kipling, suspendem compra de couro brasileiro

28 de agosto de 2019, 10:03

Foto: Reprodução

Entidade do setor enviou carta ao ministério do Meio Ambiente pedindo atenção ao tema – 

Mais de 18 marcas internacionais, como Timberland, Vans e Kipling, suspenderam a compra de couro brasileiro devido às notícias relacionando as queimadas na região amazônica com o agronegócio no país, segundo informações do CICB (Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil) enviadas ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, nesta terça-feira (27).

“Recentemente, recebemos com muita preocupação o comunicado de suspensão de compras de couros a partir do Brasil de alguns dos principais importadores mundiais. Este cancelamento foi justificado em função de notícias relacionando queimadas na região amazônica ao agronegócio do país”, disse o presidente da CICB, José Fernando Bello, no documento.

Entre as marcas que já solicitaram a suspensão de compra de couro do Brasil estão Timberland, Dickies, Kipling, Vans, Kodiak, Terra, Walls, Workrite, Eagle Creek, Eastpack, JanSport, The North Face, Napapijri, Bulwark, Altra, Icebreaker, Smartwoll e Horace Small.

Kipling é uma das marcas que suspendeu a compra de couro brasileiro 

“Entendemos com muita clareza o panorama que se dispõe nesta situação, com uma interpretação errônea do comércio e da política internacionais acerca do que realmente ocorre no Brasil e o trabalho do governo e da iniciativa privada com as melhores práticas em manejo, gestão e sustentabilidade”, afirmou Bello.

No documento, ele também pede ao ministério uma atenção especial à situação a qual o setor enfrenta, afirmando que é “inegável a demanda de contenção de danos à imagem do país no mercado externo sobre as questões amazônicas”.

À Folha, Bello minimizou o tom da carta, dizendo que as marcas não fizeram nenhum cancelamento e só enviaram um documento aos curtumes, solicitando garantia de rastreabilidade. Ele confirmou, contudo, que novos pedidos não devem vir até ocorrer esclarecimentos.

“Claro que enquanto isso não estiver esclarecido, eles não vão colocar novos pedidos”, disse.

De acordo com Bello, esse questionamento é comum pelas marcas, e que os curtumes brasileiros têm certificações nacionais e internacionais que controlam tais demandas. Na sua avaliação, isso é uma medida apenas para controlar um tema que é muito discutido.

“Nada mais é do que uma preocupação deles porque esse assunto está muito quente no mercado. Então eles querem esclarecimento para dar continuidade aos pedidos”, afirmou.​

O presidente da entidade disse ainda que a ideia da carta era mostrar ao ministério que tem setores que estão tendo que responder internacionalmente sobre as questões envolvendo na Amazônia.

“Para eles se sensibilizarem que tem uma cadeia toda envolvida nesse bioma. Uma cadeia organizada, não é uma cadeia clandestina. É toda documentada. Nós exportamos 80% da produção de couro brasileiro.”

A reportagem entrou em contato com o ministério do Meio Ambiente para saber se alguma medida foi ou deverá ser tomada para reverter as suspensões, mas até a publicação deste texto não obteve resposta.

 

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‘PEC do Índio’ é aprovada e permitirá agropecuária em terras indígenas

28 de agosto de 2019, 08:58

Foto: Reprodução

As comunidades indígenas agora poderão plantar e comercializar produtos – 

AComissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara aprovou nesta terça-feira, 26, a admissibilidade da proposta que permite exploração agropecuária e florestal em terras indígenas, a chamada PEC do Índio. Foram 33 votos a favor, 18 contra e uma abstenção.

A proposta altera a Constituição e diz que as comunidades indígenas podem, de forma direta, exercer atividades agropecuárias e florestais em suas terras, com autonomia para a administração dos bens e a comercialização dos produtos.

Para ser aprovado, o texto precisa ainda passar por uma comissão especial e depois ir ao plenário da Câmara. Na segunda-feira, 26, no entanto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sinalizou que não deve dar celeridade ao processo. Cabe a ele criar essa comissão.

A votação na CCJ ocorreu após acordo em que a oposição desistiria da obstrução se a relatoria declarasse a inadmissibilidade de outra proposta que tramitava em conjunto, mais abrangente quanto à exploração agropecuária, mineral e hídrica em terras indígenas.

A sessão da CCJ foi acompanhada por lideranças indígenas e houve protesto. A deputada Joênia Wapichana (Rede-RR) disse que a proposta está na linha do atual “desmonte das políticas públicas indigenistas”.

 

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Weintraub chama Macron de ‘cretino’ e diz que França tem líder sem caráter

26 de agosto de 2019, 06:41

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ministro da Educação se referiu ao presidente francês como um “calhorda a serviço do lobby agrícola” – 

Outra autoridade do governo brasileiro atacou o presidente francês Emmanuel Macron. Neste domingo 25, em sua conta oficial no Twitter, o ministro da Educação Abraham Eeintraub postou uma série de mensagens críticas ao chefe de Estado do país europeu, que na última semana pediu que as queimadas na Amazônia brasileira fossem debatidas na cúpula do G7.

“Os franceses elegeram esse Macrón (sic), porém, nós já elegemos ‘Le Ladrón’, que hoje está ‘enjauladón’… ferro no cretino do Macrón, não nos franceses…”, escreveu Weintraub.

Em seus tuítes, o ministro da Educação afirmou que Macron é um “calhorda” a serviço do “lobby agrícola francês”.

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Aeronave usada para combater queimadas em Rondônia foi adquirida com recursos do Fundo Amazônia

25 de agosto de 2019, 09:40

Foto: Reprodução

O avião usado em Rondônia para levar brigadas de emergência aos focos de incêndio e mapear as queimadas para a ação da força tarefa lançada no Estado em cooperação com o Exército foi comprada com recursos do Fundo Amazônia.

O Grand Caravan Ex, modelo Cessna 208, custou R$ 12 milhões e foi entregue em dezembro do ano passado à 2° Base Aérea Integrada de Combate a Incêndios Florestais da Amazônia Legal em Porto Velho.

A aeronave foi financiada por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que gerencia as captações.

Além dela, também foram adquiridos caminhões, caminhonetes, equipamentos de proteção individual e de combate a incêndios florestais, em um investimento total de R$ 15,4 milhões aprovado em 2012 para oito Estados brasileiros pelo fundo – que desembolsou R$ 1,1 bilhão em projetos na região desde 2008, quando foi criado.

Recentemente, a Noruega – uma das principais financiadoras do Fundo Amazônia, ao lado da Alemanha – suspendeu os repasses depois de o governo extinguir dois de seus comitês sem aviso prévio e após uma série de comentários críticos feitos pelo presidente, que afirmou que o Brasil não precisava dos recursos e que o dinheiro da Noruega deveria ser usado para reflorestar a Alemanha.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha (PSL), concorda com Bolsonaro.

Questionado sobre se esse tipo de recurso seria importante para auxiliar o Estado neste momento, ele destacou que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, rapidamente se prontificou a enviar verbas do governo federal para auxiliar nas operações quando procurado.

“A partir do momento que o nosso presidente da República negou o Fundo Amazônia, garantindo que nós, brasileiros, temos condições de arcar e de cuidar da nossa Amazônia, eu, como governador, apoio o posicionamento dele”, completou, em entrevista à BBC News logo após a reunião que deu início à força tarefa conjunta que tenta conter os focos de incêndio.

Para ele, as queimadas na região “sempre aconteceram e sempre foram intensas” – a diferença neste ano teria sido a repercussão. “Só isso: uma repercussão maior.”

Em outro momento da conversa com a reportagem, entretanto, quando comentava sobre os dados da Nasa que mostram que as queimadas de 2019 são as piores desde 2010, o governador disse ter percorrido os locais afetados e ter visto “produtores, agricultores apagando incêndios”.

“Então, a gente vê que algo estranho está acontecendo.”

Questionado sobre a que se referia, pois o presidente Jair Bolsonaro já chegou a dizer que os incêndios poderiam estar sendo causados intencionalmente por organizações não governamentais com a intenção de arranhar a imagem de seu governo, Rocha respondeu:

“Não sei, eu estou dizendo que estão acontecendo agora incêndios, não queimadas.”

Aeronave foi entregue em dezembro do ano passado à 2° Base Aérea Integrada de Combate a Incêndios Florestais da Amazônia Legal em Porto Velho (foto de 27 de dezembro de 2018)

Operação Jequitibá

Em Rondônia, as Forças Armadas estão atuando em conjunto com agentes locais para tentar conter o fogo.

A reportagem viu na manhã deste sábado (24) homens do Exército, bombeiros e agentes do PrevFogo, serviço do Ibama de combate às queimadas, se preparando para partir para as operações no 5º Batalhão de Engenharia de Construção em Porto Velho.

Segundo o coronel Demargli da Costa Farias, Comandante Geral do Corpo de Bombeiros no Estado, cerca de 70 pessoas foram enviadas à floresta.

O combate às chamas é feito com abafadores e as chamadas bombas costais, munidas de borrifadores de água. O trabalho em solo será complementado com a ação de aeronaves do Exército e do ICMBio.

O Caravan comprado com recursos do Fundo Amazônia, diz ele, ajudou a mapear as queimadas nos últimos dias para que as equipes fossem direcionadas aos pontos mais críticos. A expectativa é que as chamas sejam controladas “já nos próximos dias”.

Em um pronunciamento na sexta-feira (23), Bolsonaro autorizou o emprego das Forças Armadas em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para combater as queimadas na região da floresta.

Além de Rondônia, outros cinco Estados (Acre, Pará, Mato Grosso, Roraima, Tocantins) aderiram à medida até o momento.

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Governo estuda aumentar alíquota da ‘nova CPMF’ após implementação

24 de agosto de 2019, 09:38

Foto: Reprodução

O plano discutido atualmente é partir de uma alíquota mais baixa, entre 0,2% e 0,22%, e aumentar a cobrança ao longo dos anos seguintes – 

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A equipe econômica estuda um aumento gradual no imposto sobre pagamentos (a “nova CPMF”) após sua implementação. A ideia é usá-lo para substituir paulatinamente a tributação sobre a folha de pagamentos, considerada pelo Ministério da Economia como um entrave para a geração de empregos do país. 

O plano discutido atualmente é partir de uma alíquota mais baixa, entre 0,2% e 0,22%, e aumentar a cobrança ao longo dos anos seguintes. O patamar começou a ser discutido recentemente, depois de o percentual visto como ideal pelo governo ter sido alterado mais de uma vez.

O secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, calculava a necessidade de uma alíquota maior do imposto sobre pagamentos em seu modelo de reforma tributária. Os percentuais em análise variavam entre 0,3% e 0,5% para cada lado da transação (pagador e recebedor). Ou seja, uma operação de R$ 5.000 recolheria até R$ 50 de imposto.  O ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a falar nesta semana que se o imposto sobre pagamentos tiver uma alíquota pequena, “não machuca”, além de ajudar a repor dinheiro rapidamente ao caixa do governo.

O projeto de criação de um imposto único semelhante a CPMF tem enfrentado resistências. Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) mudou o discurso sobre o assunto. No início do mês, disse que a proposta do governo não envolveria a recriação do imposto. 

Nesta quinta, no entanto, admitiu estar disposto a conversar com Guedes sobre uma nova CPMF. “Vou ouvir a opinião dele [Guedes]. Se desburocratizar muita coisa, diminuir esse cipoal de impostos, essa burocracia enorme, eu estou disposto a conversar”, disse. Logo em seguida, porém, voltou atrás.”Não pretendo, falei que não pretendo recriar a CPMF”, disse ao deixar o Palácio da Alvorada. 

“O que ele complementou? A sociedade que tome decisão a esse respeito. Ele pode falar vou botar 0,10% na CPMF e em consequência acabo com tais e tais impostos. Não sei. Por isso que eu evito falar com vocês, vocês falam que eu recuo”, disse o presidente. 

No Congresso, o imposto pode ter vida curta. Recentemente, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reforçou a oposição à criação da CPMF. Maia vem dando declarações públicas de que a proposta não passa na Casa. 

Para vencer a resistência, o governo trabalha nos bastidores para tentar convencer os parlamentares sobre a importância do novo tributo para reforçar as contas públicas. 

Líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO) diz que as conversas já estão ocorrendo, inclusive para tentar diferenciar a CPMF do passado do que seria o projeto atual do governo.”No passado, a CPMF foi mais um imposto em geral.A proposta do governo pode ser, dentro da ideia de simplificar, substituir impostos.”

A desoneração da folha de pagamento seria uma solução natural dentro da política liberal do governo, por reduzir o custo Brasil. “O nosso sistema tributário hoje é muito complexo, não só em relação aos tributos que existem, impostos, taxas, contribuições, mas também em relação às obrigações acessórias. O custo Brasil, o custo para se pagar um imposto hoje, para se declarar, as empresas gastam muito com isso.” 

Segundo ele, o governo ainda não tomou uma decisão final sobre o assunto, mas qualquer projeto terá o cuidado de não onerar mais a população.

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Getúlio Vargas: pai dos pobres ou simples ditador?

24 de agosto de 2019, 09:33

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Há 65 anos, Getúlio Vargas deixava a vida para entrar na história. Uma das figuras mais importantes do Brasil no século XX, o legado do ex-presidente é discutido até hoje.

Aos 72 anos e acuado pela oposição, Getúlio tirou a própria vida em 24 de agosto de 1954 no Palácio do Catete. O então presidente enfrentava uma campanha que defendia sua renúncia e as críticas ferozes de corrupção feitas por Carlos de Lacerda.

“Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história”, afirma a carta-testamento de Getúlio.

O professor Luciano Aronne de Abreu, da PUCRS, é especialista em história política do Brasil e afirma que o suicídio criou um “varguismo sem Vargas” ao reverter uma associação que era feita entre o presidente e o autoritarismo, que abriu espaço para uma maior ligação de Vargas com sua política trabalhista.

Autor dos livros “Getúlio Vargas: a construção do mito” e “Um Olhar Regional sobre o Estado Novo”, o historiador destaca que o velório de Getúlio foi acompanhado milhares de pessoas e que sua carta-testamento serviu como bandeira para João Goulart e Leonel Brizola.

Abreu também relembra que Fernando Henrique Cardoso, durante sua presidência nos anos 1990, declarou ter como objetivo encerrar a Era Vargas, enquanto Lula se colocou como uma espécie de “herdeiro do varguismo”. Para o professor da PUCRS, estes pontos demonstram como o ex-presidente de São Borja segue como um elemento importante para entender a política nacional.

Sobre Getúlio ao mesmo tempo ser lembrado como “pai dos pobres” por seu papel na criação e consolidação das leis trabalhistas e ter governo o Brasil como ditador, Abreu afirma:

“Todos somos complexos e contraditórios, o problema é que muitas vezes queremos ver determinado personagem a partir de um viés e de outro. Getúlio marcou seu legado pela legislação trabalhista, que eu acho ser seu principal legado, mas marcou também pelo autoritarismo, marcou também pelas suas relações mais ou menos próximas com o fascismo, essas coisas não são excludentes.”

O quarto no Palácio do Catete onde Getúlio morreu pode ser visitado no Museu da República, na zona sul do Rio de Janeiro. Responsável por encerrar o revezamento de paulistas e mineiros na Presidência, Getúlio também foi deputado federal, senador e ministro da Fazenda, tudo antes de atirar em seu próprio peito com um revólver na manhã de 24 de agosto de 1954.

O “pai dos pobres” é responsável pela criação da Petrobras e implementou o monopólio estatal na exploração de petróleo, idealizou a criação da Companhia Siderúrgica Nacional e criou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Getúlio também deu um golpe de Estado em 1937 utilizando como pretexto uma teoria da conspiração anticomunista, o Plano Cohen. 

Morte trágica ocorreu em meio a isolamento político

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Maia: ‘É temerário falar em privatizar a Petrobras até 2022’

23 de agosto de 2019, 06:50

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“Falar na hipótese de privatizar uma empresa de capital aberto não parece o caminho correto”, afirmou o presidente da Câmara – 

Opresidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta que é “temerário” falar na hipótese de privatizar a Petrobras até 2022, por se tratar de uma empresa de capital aberto. “Eu estive a manhã inteira de ontem com o governo e não me falaram nada de privatizar a Petrobras”, disse o parlamentar, depois de participar de evento em São Paulo.

“Falar na hipótese de privatizar uma empresa de capital aberto não parece o caminho correto. Você mexe com o valor de uma ação sem informar antes os seus acionistas e a sociedade como um todo que você pretende fazer isso”, afirmou. “No caso da Eletrobras isso foi feito, então eu tenho condições de falar”, disse o presidente da Câmara, para quem o correto, neste momento, é focar na privatização da empresa de energia elétrica.

Para Maia, falar de qualquer outra empresa que tenha ação listada, que não seja a Eletrobras, “parece um risco desnecessário por parte de quem tem vocalizado esse tema”.

Em relação à Eletrobras, o parlamentar ressaltou que, segundo o governo, a empresa perdeu a capacidade de investir, pois precisa fazer investimentos de R$ 16 bilhões e só tem investidos R$ 3 bilhões. “Sendo verdade, e eu acredito que seja, quem perde são os brasileiros”, declarou Maia.

Na avaliação de Maia, o governo tem agora de mostrar aos parlamentares que a empresa não gera caixa, pois o Congresso precisa de argumento. “Agora falta convencer 257 deputados, quer dizer, 256, porque eu não voto”, disse o parlamentar, em referência à maioria simples necessária para aprovar a questão.

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BN/Paraná: Rui atinge 80,2% de aprovação; quase metade considera gestão ótima ou boa

22 de agosto de 2019, 14:51

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O governador da Bahia, Rui Costa (PT), tem aprovação de 80,2% do eleitorado baiano, de acordo com o levantamento da Paraná Pesquisas, encomendado pelo Bahia Notícias. Segundo a pesquisa, apenas 17% reprovaram a gestão do petista.

Em fevereiro de 2019, quando uma primeira rodada da pesquisa foi realizada, Rui era aprovado por 68% dos baianos.

O petista mantém bons índices de avaliação quando os eleitores são instados a avaliar a gestão por critérios que variam entre péssima e ótima. Nesse item, foram 32,6% boa e 17% ótima; 30,6% regular e apenas 17% ruim ou péssima.

Para a realização da pesquisa foram ouvidos 1.544 eleitores de 66 municípios baianos, durante os dias 17 a 21 de agosto de 2019. A amostra representativa da Bahia atinge um nível de confiança de 95,0%, para uma margem de erro estimada em 2,5% para mais ou para menos.

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ALBA e fórum de entidades negras reforçam cultura afrodescendente

22 de agosto de 2019, 10:48

Foto: JulianaAndrade/AgênciaALBA

A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) abraçou, efetivamente, a defesa dos interesses do movimento negro no Estado. A visita de diretores do Fórum de Entidades Negras ao presidente da Casa, deputado Nelson Leal (PP), na tarde dessa quarta-feira (21), selou uma parceria inédita até então entre as partes.
 
“O Legislativo baiano reconhece a importância do apoio da Casa ao movimento negro. Somos a cidade com a maior população negra fora da África. A ALBA se compromete em realizar uma sessão especial, no dia 8 de novembro, para homenagear os mártires da Revolta dos Búzios, que completa 220 anos. Vamos estudar a forma legal para ajudar na caminhada do dia 20 de novembro, que celebra o Dia da Consciência Negra”, assegurou, o chefe da Alba.
 
O presidente do Legislativo destacou a relevância da parceria, como veículo de valorização da cultura negra. “São duas datas importantíssimas para o movimento e nossa cultura. Precisamos abrir as portas desse poder para o movimento negro. Estou muito feliz com esta visita que engrandece o Parlamento. São pessoas que lutam todos os dias para que nossa cultura seja cada vez mais valorizada. Vou me desdobrar para que os compromissos assumidos sejam todos realizados”, elogiou, Nelson Leal.
 
Titular da Comissão Especial da Promoção da Igualdade, da ALBA, o deputado Jacó (PT) também ressaltou o valor do encontro. “Esse momento traz uma simbologia muito grande. Primeira vez que o movimento negro na Bahia tem acesso ao presidente do poder Legislativo. Agradeço a Nelson Leal pela cordialidade e escutar a pauta do movimento negro. Ele se comprometeu em construir o diálogo com as esferas de poder, ver quem pode ajudar e, acima de tudo, promover esta interação. Cada vez que os movimentos sociais se aproximam da Casa do Povo fortalece a luta contra o racismo e as demais bandeiras”, explicou, Jacó.
 
Representaram o Fórum de Entidades Negras na audiência com Nelson Leal, ocorrida no gabinete da presidência, Jorge Santos, do Bloco Muzenza; Vovô, do Ilê Aiyê; Paulinho, do Grupo Cultural Negões; Bujão, do Movimento Negro Unificado; e Jorge Bafafê, do Grupo Okambi.
 
O coordenador do Fórum de Entidade Negras, Jorge Santos, elogiou o ineditismo da audiência. “Para nós, do movimento negro, é um momento ímpar, porque é a primeira vez que estamos conversando com o presidente da Assembleia para apoiar um evento que é realizado há 18 anos. Tenho certeza que o presidente Nelson Leal está dando o start para que os demais presidentes da Casa tenham também o discernimento de apoiar a caminhada e as muitas outras atividades do Fórum de Entidades Negras, em particular a de 20 de novembro, que referenda toda a luta do movimento negro”, acredita, o diretor do Muzenza.
 
CONJURAÇÃO BAIANA
 
O dia 8 de novembro, quando acontecerá a sessão especial no Legislativo estadual, marca a passagem dos 220 anos da Revolta dos Búzios e a data de enforcamento, no Largo da Piedade, das quatro maiores lideranças do movimento: Lucas Dantas, Manuel Faustino, Luís das Virgens e João de Deus.
 
Também chamada de Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates – por ter sido basicamente formada por soldados e alfaiates -, a Revolução dos Búzios foi um dos mais importantes movimentos do Brasil, e a primeira revolução social do país: 1798 – 1799. Além da independência do jugo de Portugal, a revolução buscava ainda a liberdade dos escravos, igualdade racial e social.
 
AgênciaALBA
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Coreia do Norte diz que testes de mísseis e manobras militares dos EUA são perigosos

22 de agosto de 2019, 10:41

Foto: Reprodução

Um porta-voz norte-coreano disse na quinta-feira (horário local) que um teste recente dos Estados Unidos com mísseis de cruzeiro de médio alcance e os planos para destacar aviões de guerra F-35 e outros equipamentos militares para a península coreana são medidas perigosas que podem criar uma “guerra fria” na região. 

A Coreia do Norte segue irredutível na posição para resolver todas suas questões através de diálogo e negociações, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, mas “o diálogo acompanhado de ameaças militares não nos interessa”, de acordo com o veículo de imprensa estatal KCNA. 

“Manobras militares incomuns e perigosas estão agora no horizonte, o que poderia provocar uma nova guerra fria na península coreana e na região”, disse a nota. 

Negociações práticas entre os Estados Unidos e Coreia do Norte ainda não foram reiniciadas desde uma paralisação na segunda cúpula entre o presidente norte-americano Donald Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, em Hanói, em fevereiro. 

Trump e Kim se encontraram em junho novamente na fronteira entre as Coreias e concordaram em retomar as negociações. 

O enviado norte-americano Stephen Biegun, que lidera negociações com a Coreia do Norte, está em Seul após uma parada no Japão para discutir a desnuclearização da Coreia do Norte. 

 

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