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Escola tem 42 casos de covid e fecha após volta às aulas

03 de fevereiro de 2021, 21:19

Foto: Reprodução

Ao menos três escolas privadas de Campinas registraram casos de covid-19 após a retomada dos trabalhos presenciais, no fim de janeiro. A situação mais grave foi registrada no colégio Jaime Kratz, com 37 funcionários e cinco alunos infectados pelo coronavírus (outros cinco apresentaram sintomas).

Em nota, o colégio Jaime Kratz confirmou os casos e disse que uma professora está internada, em quadro estável. Após a confirmação, as aulas presenciais foram suspensas na segunda-feira, 1º, até 18 de fevereiro.

Com 1,3 mil alunos na educação básica, a escola estava com aulas presenciais desde 25 de janeiro, com rodízio de 35% dos estudantes por dia. “A direção da escola reforça que adotou todas as medidas de segurança como distanciamento social, uso de máscara e álcool em gel, além da desinfecção diária da unidade escolar”, justificou-se no comunicado.

Nas redes sociais, a instituição tem compartilhado postagens de pais e alunos em apoio à instituição. De acordo com a Vigilância Sanitária de Campinas, o surto entre os professores teve origem na semana anterior à volta às aulas, “em reuniões de treinamento e planejamento onde ocorreram as quebras das medidas de barreira”.

Já o colégio Farroupilha, de educação infantil e fundamental, registrou a contaminação de uma professora e uma aluna, filha da docente, após o retorno ao ensino presencial, em 26 de janeiro, em formato de rodízio. Como prevenção, decidiu suspender as aulas presenciais na terça-feira, 2, até o dia 14.

“Todos os protocolos de segurança e higiene foram e continuam sendo adotados, rigorosamente”, afirmou, em nota. Segundo a Vigilância Sanitária da cidade, o caso não se trata de um surto e a escola está sendo monitorada.

Após o registro dos casos, o promotor Rodrigo Augusto de Oliveira, do Ministério Público de São Paulo, pediu esclarecimentos às duas escolas por meio de um procedimento administrativo na terça-feira, 2. Dentre as informações solicitadas, que devem ser respondidas em 10 dias, estão os protocolos de segurança sanitária adotados para prevenção à disseminação do coronavírus. À Vigilância Sanitária, foi solicitada vistoria em ambas, com envio do respectivo relatório.

Além delas, o Colégio Múltiplo, de educação básica, registrou um caso, cuja investigação da vigilância municipal constatou “transmissão domiciliar”. “Por enquanto, não há outras pessoas suspeitas na escola”, informou a gestão municipal. A reportagem procurou a escola e, até o momento, não obteve retorno.

“Todos os casos reportados (nas escolas da cidade) são investigados e as unidades com casos suspeitos ou confirmados são monitoradas por 14 dias”, acrescentou a Prefeitura de Campinas.

Em 22 de janeiro, a Prefeitura decidiu adiar de 8 de fevereiro para 1º de março o retorno das aulas presenciais na rede municipal de ensino, caso esteja na fase amarela do Plano São Paulo. Campinas é a segunda cidade com mais casos (52.140) e a terceira em óbitos (1.658) no Estado de São Paulo.

O Estadãoprocurou a Secretaria Estadual da Educação na manhã desta quarta-feira, 3, a respeito de um possível caso em uma escola estadual de Campinas, mas não recebeu confirmação oficial até as 16 horas.

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Jacobina: Mais um tremor de terra é sentido na cidade; é o quinto na Bahia em 2021

03 de fevereiro de 2021, 10:02

Foto: Notícia Limpa

Um tremor de terra, de magnitude preliminar 2.7 na Escala de Richter, foi registrado na região do município de Jacobina, na madrugada desta quarta-feira (3/2). Segundo o laboratório de sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que monitora esses fenômenos no Nordeste, o fato ocorreu por volta das 2h07.

O último evento registrado na Bahia ocorreu no último domingo (31/1), às 15h24, em Jaguarari e teve sua magnitude calculada preliminar calculada em 2.6 na Escala Richter. Outros três tremores também foram registrados na Bahia no primeiro mês deste ano. Além de Jacobina, o tremor foi registrado ainda nas cidades de  Nordestina, no dia 11 de janeiro, e em Monte Santo, no último dia 28. 

Este é o sexto tremor ocorrido no município de Jacobina em cerca de dois meses. Outros eventos que atigiram a cidade aconteceram na terça (26/1) e atingiu 1.6 pontos de magnitude, já no dia 25 de janeiro foi registrado um evento de de 2.6. Os dois primeiros tremores aconteceram no dia 9 de dezembro, de 3 e 3,2 pontos de magnitude. Na época, diversos moradores relataram ter sentido os tremores de terra. 

O Laboratório Sismológico informou que segue monitorando e divulgando a atividade sísmica da região Nordeste em tempo real

Retirado do site Aratu On

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Pesquisadores descobrem eficácia ‘altíssima’ de medicamento já existente no tratamento da Covid

03 de fevereiro de 2021, 09:50

Foto: Reprodução

Em pesquisa de laboratório, pesquisadores do Reino Unido e da China confirmaram a eficácia do medicamento antiviral já existente tapsigargina no tratamento do coronavírus.

Os resultados da pesquisa mostraram que o medicamento antiviral tapsigargina funciona centenas de vezes mais que outros medicamentos antivirais, sendo capaz de tratar até mesmo o novo coronavírus e o vírus da gripe comum, segundo estudo publicado na revista Viruses.

Anteriormente, foi revelado que, em doses pequenas, este medicamento, que é à base de plantas, ativa a resposta imune antiviral congênita contra três tipos de vírus respiratórios: vírus da gripe comum, vírus sincicial respiratório (VSR) e vírus influenza A (H1N1).

Os resultados dos testes de laboratório em culturas celulares e de animais mostraram que tapsigargina é eficaz como tratamento profilático e durante infecção ativa. O medicamento previne a replicação do vírus em células durante pelo menos 48 horas depois de apenas uma dose.

Os pesquisadores destacaram que o remédio demonstra estabilidade no ambiente ácido do estômago, e por isso pode ser tomado via oral. A segurança do medicamento foi testada durante tratamento medicamentoso do câncer de próstata. Não há fatos registrados da resistência do vírus à tapsigargina.

Outra vantagem é que tanto pessoas como animais de estimação podem tomar tapsigargina, de acordo com cientistas.

“A pandemia atual destaca a necessidade de antivirais eficazes para tratamento de infecções ativas, bem como vacinas, para prevenção da infecção”, afirmou o líder do estudo Kin-Chow Chang da Escola de Medicina e Ciência Veterinária, Ciências Biológicas, Farmácia, Medicina e Química da Universidade de Nottingham, Reino Unido.

Os vírus da gripe, novo coronavírus e VSR são patógenos globais que atacam humanos e animais. Tapsigargina é um remédio da nova geração. Ao contrário dos medicamentos antivirais habituais, que têm o vírus como alvo, tapsigargina age no sistema imunológico e pode ser usado para tratar tanto os vírus contemporâneos como os futuros em humanos e animais.

 

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Jacobina: ‘Lei do retorno’ pode está afetando os primeiros dias da gestão de Tiago Dias

02 de fevereiro de 2021, 18:14

Foto: Notícia Limpa

Uma das características do então vereador Tiago Dias (PC do B) era o de criticar o que considerava errado das administrações do município, papel, inclusive, digno de elogio, pois cumpria, ou tentava cumprir, à risca a verdadeira  função de um legislador. Quando este é atuante.

Quem tem telhado de vidro pensa duas ou mais vezes ao criticar o que considera errado ou o deslize do próximo. Em 33 dias como chefe do Executivo Municipal, o agora prefeito Tiago passa a sentir o ‘gosto’ em ser o ‘telhado de vidro’ e muitas das coisas que discordava enquanto exercia o mandato de vereador começam a acontecer em seu governo, mesmo estando ainda em fase inicial.

Para a psicanálise a ‘Lei do retorno’ se mostra como a ideia de que cada ação que se faz gera uma reviravolta a si mesmo. Talvez o jovem prefeito esteja passando por este momento, mas o certo é que muitas críticas passaram a ser pautas cotidianas de parte da imprensa local, principalmente a radiofônica.

Entulho no centro da cidade – No final da tarde desta terça-feira (2), um entulho de volume considerado disputava espaço com veículos e transeuntes que circulavam nas proximidades da Praça Rio Branco, um dos principais centros comerciais da cidade, o que gerou críticas e revolta, principalmente por parte dos comerciantes.

“A preocupação é que a colocação de entulhos de qualquer maneira e em qualquer lugar seja uma prática corriqueira neste novo governo”, disse um lojista que pediu para não ser identificado, sendo seguido pela comerciária Rosângela Oliveira: “quem sempre criticou o errado tem que procurar dar exemplo, é inadmissível a ausência da fiscalização do município no caso de descartes de restos de construções”.

A reportagem do NOTÍCIA LIMPA tentou contato com a Prefeitura de Jacobina, mas não teve retorno  até o fechamento desta matéria.

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Padre quebra pedras que Prefeitura colocou debaixo de viaduto contra população de rua

02 de fevereiro de 2021, 16:10

Foto: Estadão

Indignado com a colocação de pedras embaixo de um viaduto feita pela Prefeitura de São Paulo, a fim de afugentar pessoas em situação de vulneralibilidade de permanecerem no local, o padre Julio Lancellotti foi para o local na manhã desta terça-feira, 2, e com uma marreta tentou tirar os pedregulhos à força. “Quis mostrar nossa indignação participando diretamente da ação. Aquilo é um absurdo, uma aberração, é até ato de improbidade administrativa. Fomos para lá e agora a Prefeitura começou a remover, por causa de toda repercussão”, disse ao Estadão.

O viaduto Dom Luciano Mendes de Almeida fica na zona leste de São Paulo, no bairro do Tatuapé. A subprefeitura da Mooca, sob o comando de Guilherme Kopke Brito, promoveu as mudanças no local colocando pedras. “Isso eles dizem que é fato isolado; não é verdade. É política dessa subprefeitura da Mooca. Já tinham feito em outro na avenida Salim Farah Maluf”, protesta Lancellotti, se referindo ao viaduto Antonio de Paiva Monteiro.

Com a repercussão negativa após a instalação das pedras, na manhã desta terça-feira a Prefeitura já havia mandado funcionários no local para desfazer o serviço. “Tinha duas escavadeiras, cinco caminhões, três técnicos e mais de 30 funcionários. Eu derrubei algumas pedras com a marreta, mas é muito difícil, pois é concreto”, explicou o padre, que tem 72 anos e quis fazer esse “ato simbólico” para chamar atenção para o fato.

Logo que deixou o local, Lancellotti postou em suas redes sociais e em instantes muita gente aprovou a atitude do padre e se prontificou a ir para o local ajudar. Ele revela que tem cobrado diariamente a Secretaria Municipal das Subprefeituras e que, segundo ele, essa política de exclusão de pessoas em situação de vulnerabilidade é algo constante. “Eles fazem mil estratagemas para tirar as pessoas, só maldades. Só não fazem o que precisa realmente ser feito, como aluguel social, por exemplo”, desabafa.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo classificou o episódio como um caso isolado. “A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal das Subprefeituras, informa que a implantação de pedras sob viadutos foi uma decisão isolada, não faz parte da política de zeladoria da gestão municipal, tanto é que foi imediatamente determinada a remoção. A SMSUB instaurou uma sindicância para apurar os fatos, inclusive o valor, e um funcionário já foi exonerado do cargo”, disse.

O comunicado ainda explica que “os viadutos Antônio de Paiva Monteiro e Dom Luciano Mendes de Almeida têm o monitoramento diário do SEAS Mooca, que intensifica a ação quando há pessoas em situação de vulnerabilidade no local com atendimentos de orientação à saúde, documentação, obtenção de benefícios dos programas de transferência de renda e encaminhamento para Centros de Acolhida”, afirmou, reforçando que o aceite é voluntário.

Na capital paulista, o número de pessoas que vivem nas ruas saltou de 15 mil para 24 mil no período de 2015 a 2019, de acordo com o nov 9 Censi da População em Situação de Rua realizado pela Prefeitura. Lideranças ligadas a essa população questionam a metodologia utilizada e dizem que o número pode ser maior. O aumento de 60% da população de rua está relacionado, segundo o levantamento, com a crise econômica, desemprego, conflitos familiares, questões relacionadas à moradia e o uso abusivo de álcool e drogas.

Retirado do site Estadão 

 

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Presos criminosos que revendiam dentaduras adquiridas em cemitérios; “próteses ganhavam banho de loja”

02 de fevereiro de 2021, 13:26

Foto: Reprodução/Polícia Civil RJ

Um laboratório protético foi interditado pela Delegacia Especial de Crime contra o Consumidor do Rio de Janeiro (Decon-RJ) nesta segunda-feira (1/2). Segundo a Polícia Civil, os responsáveis pelo local adquiriam as dentaduras em cemitérios clandestinos na Região Metropolitana do estado e revendiam o material para clínicas odontológicas como se fosse novo.

Dois suspeitos foram presos em flagrante no local, situado na Zona Norte da capital fluminense. Eles responderão por crimes contra o consumidor e saúde pública. Somadas, as penas podem chegar a seis anos de reclusão.

Investigações apontam que o material, conhecido como roach, prótese dentária removível, passava por um processo químico para ganhar aparência de produto novo. Ainda segundo a polícia, os responsáveis comercializavam o “produto” com consultórios odontológicos do Rio de Janeiro, por cerca de 50% do custo habitual.

O processo de fraude ocorre há pelo menos três anos e não é possível contabilizar a quantidade de próteses reutilizadas. A suspeita é que as clinicas que adquiriram as peças desconheciam a procedência do material e também eram lesadas.

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Marido mata mulher a facadas durante briga por causa de futebol

02 de fevereiro de 2021, 09:53

Foto: Reprodução

A palmeirense Érica Fernandes Ceschini morreu no domingo (31) após ser atacada a facadas pelo marido, de 34 anos, no Parque São Domingos, em São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, o casal teve uma discussão por causa de futebol. As informações são do jornal Extra.

Conforme a polícia, Érica estava comemorando a vitória do clube no fim de semana como campeão da Libertadores, o que teria desagradado o marido corinthiano. Em depoimento à polícia, o homem alegou que foi agredido primeiro pela vítima, que lhe teria golpeado com uma faca. No entanto, ele teria conseguido pegar o objeto, desferindo diversos golpes contra a mulher.

Em nota, a Polícia Militar informou que foi acionada e encontrou a mulher morta caída no chão da cozinha. A perícia da Polícia Civil foi realizada e o caso foi registrado no 33º DP (Pirituba).

Ainda segundo a polícia, o suspeito estava com lesões no abdômen e foi socorrido ao Hospital do Mandaqui, onde permaneceu internado sob escolta policial. Leonardo Ceschini foi autuado por homicídio qualificado. O casal tinha filhos gêmeos pequenos.

Fonte: IstoÉ 

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Metade da população é contra privatização dos Correios, indica pesquisa

01 de fevereiro de 2021, 22:22

Foto: Reprodução

Um levantamento realizado pela empresa Paraná Pesquisas mostra que metade da população brasileira (50,3%) é contra a privatização dos Correios. Outros 43,1% disseram ser favoráveis à venda da estatal, enquanto 6,5% não souberam ou não responderam.

O levantamento ouviu, por telefone, 2.020 pessoas de 208 municípios nos 26 Estados e no Distrito Federal de 22 a 26 de janeiro de 2021. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

A privatização dos Correios, responsável pela entrega de mercadorias e correspondências em todos os municípios brasileiros, é estudada pelo governo federal. O texto, no entanto, ainda não foi enviado ao Legislativo. O caso envolve forte articulação com o Congresso.

ESTRATIFICAÇÃO

Os mais jovens, os que cursaram até o ensino fundamental e as mulheres são, proporcionalmente, os mais contrários à privatização. Já os homens, os mais favoráveis.

Leia os percentuais no quadro abaixo:

PRIORIDADE DO GOVERNO

Em entrevista ao Poder em Foco em julho de 2020, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, disse que sua pasta tem 3 eventuais privatizações pela frente: Correios, EBC (Empresa Brasil de Comunicação) e Telebras.

Segundo o ministro, Os Correios são uma “prioridade do governo” e têm resultado financeiro positivo, o que “provavelmente” atrairá potenciais compradores. A meta é que essa estatal seja privatizada até o final do mandato de Bolsonaro (2022).

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‘O gordo está morrendo’, teria dito médico pessoal de Maradona

01 de fevereiro de 2021, 13:44

Foto: Reprodução

Transcrições de supostos áudios enviados pelo médico pessoal de Diego Maradona, Leopoldo Luque, foram divulgadas neste final de semana pelo portal argentino “Infobae”. O neurocirurgião é um dos principais suspeitos no caso que investiga a morte do ex-jogador.   

Em um dos áudios de uma conversa entre o neurocirurgião e a psiquiatra Augustina Cosachov, Luque afirma que a família do ex-craque “estava ciente” da difícil situação de Maradona.   

“Calma, Agustina, fizemos tudo o que podíamos. A família estava ciente da situação, sabia que era um paciente difícil. A única coisa que peço agora é me avisar caso eles estejam com raiva e me diga quais são seus movimentos”, disse o neurocirurgião.   

Já em uma suposta conversa com um colega, Luque mostrou muita frieza quando soube da morte do ídolo. O médico teria dito na gravação que o “gordo está morrendo”.

“Sim, idiota, o gordo está morrendo. Parece que teve uma parada cardiorrespiratória, vou para lá”, afirmou o médico particular de Maradona.   

Luque foi quem operou o ex-jogador dias antes de sua morte e vem sendo investigado pelas autoridades por homicídio culposo, ou seja, quando não há intenção de matar. Ele também é investigado por ter adulterado a assinatura de Maradona para ter o seu histórico clínico.   

Dalma Maradona, filha do ex-campeão argentino, afirmou em suas redes sociais que ouviu as conversas de Luque.   

“Acabei de ouvir o áudio do Luque com a psiquiatra. E vomitei. A única coisa que peço a Deus é que se faça justiça e que todos os que têm de pagar paguem. Luque, você é um filho da p…, e esperamos que a justiça seja feita”, escreveu Dalma. (ANSA).   

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União entra em disputa por água de cervejaria na Bahia

31 de janeiro de 2021, 15:32

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 A antiga disputa por uma fonte de água para a produção de cerveja da que hoje é a maior fábrica da Heineken no Brasil ganhou um elemento novo e inesperado nas últimas semanas: o governo federal.

Com o litígio já julgado, sem possibilidade de recurso legal, e a decisão perto de ser oficializada, entraram no caso a AGU (Advocacia-Geral da União) e o MME (Ministério das Minas e Energia).

O empresário baiano Maurício Britto Marcellino da Silva ganhou na Justiça o direito de explorar o subsolo onde está a água que sustenta a produção da Heineken em Alagoinhas (BA), cidade cem quilômetros ao norte de Salvador.

A decisão transitou em julgado, ou seja, tornou-se definitiva, em 2015, não cabendo mais recurso. Depois de muitas idas e vindas, a ANM (Agência Nacional de Mineração) confirmou a decisão no fim do ano passado e, na última semana, enviou um ofício ao ministério pedindo que todas as autorizações dadas para a cervejaria fossem cassadas.

Segundo o MME, o ofício da ANM chegou à Secretaria de Geologia e Mineração na última semana. “Dessa forma, ainda deverá seguir o fluxo de análise das áreas técnica e jurídica antes de ser dado o parecer final do MME.”

Procurada, a Heineken se manifestou em nota. Afirmou que desconhece qualquer ofício, enviado pela ANM para o Ministério de Minas e Energia, requerendo a cassação do seu requerimento de lavra para exploração de água mineral e que tem todas as licenças para a fábrica operar e que “não há nenhuma possibilidade de fechar sua unidade”.


O processo agora está na mesa de Alexandre Vidigal de Oliveira, secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do ministério.

Há cerca de dois meses, a AGU entrou no caso. Apresentou uma petição no processo da agência afirmando que não concorda com o acordo firmado com a ANM para que a decisão judicial fosse cumprida. Os advogados do empresário não entendem o repentino interesse da AGU pelo caso.

“A União é pessoa jurídica distinta da agência de mineração e não é parte do processo”, afirma Luiz Henrique Oliveira do Carmo, advogado de Marcellino da Silva.


A disputa pela fonte tem mais de 20 anos, e a história é cheia de passagens controversas.

Segundo os advogados do empresário, Marcellino da Silva fez o requerimento para obter o direito de prioridade de exploração de fosfato em uma área de 2.000 hectares, na região de Alagoinhas, em 1993.

Pela lei brasileira, ganha o direito de exploração do subsolo, independentemente de qual seja o mineral explorado, quem primeiro apresenta o pedido no órgão competente. Na época, esse órgão era o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), que foi substituído pela ANM em 2017.

O pedido acabou interceptado por um interesse político, afirma o advogado.


“Em dezembro de 1996, meu cliente foi surpreendido por uma notificação informal do antigo Departamento Nacional de Produção Mineral para ter uma conversa. Ele compareceu e disseram o seguinte: ‘Querem implantar uma fábrica de bebidas nessas terras, quem vem é a Schincariol, e você vai precisar ceder a área'”, diz o advogado.

Em 2011, a Schincariol, que recebeu o direito de exploração da área, foi vendida ao grupo japonês Kirin Holdings Company. Em fevereiro de 2017, a cervejaria Heineken anunciou acordo para a compra da Brasil Kirin -e, com isso, assumiu a fábrica baiana.

“Maurício não concordou em ceder a área. Então, fizeram um parecer interno para tirar a concessão dele e cederam a área para a cervejaria”, afirma o advogado. “Foi quando ele entrou com essa ação, que durou 24 anos; e saiu vitorioso em todas as instâncias.”

Ocorre que, mesmo com a decisão judicial, a agência não oficializou o direito de uso para o empresário. No início de 2017, dois anos após ter ganho a causa na Justiça, os advogados entraram com um pedido de cumprimento de sentença.

“Decisão judicial não se discute, se cumpre”, afirma o advogado. “O primeiro parecer determinou o cumprimento da decisão, que invalidou o parecer usado para cassar a licença na década de 1990 com a recomendação de que a superintendência da Bahia adotasse as devidas providências.”

A fábrica da Heineken de Alagoinhas é a maior da empresa no Brasil e emprega atualmente 1.400 pessoas, entre funcionários diretos e indiretos. A empresa retira cerca de 16 bilhões de litros de água por ano do local.

Apesar da decisão judicial, nada aconteceu. Seguiu-se, então, uma nova rodada processual, que também avançou em favor do empresário.

“Em 2019, o ministro Napoleão Nunes Maia Filho, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), deu um prazo de 60 dias para que a agência cumprisse a decisão”, diz o advogado. “Aguardamos os 60 dias, e a agência não se manifestou nos autos.”

Optou-se, então, por punir financeiramente os integrantes da agência. O advogado conta que a Justiça estipulou uma multa de R$ 8 milhões para ser paga na pessoa física de cada diretor. “Aí resolveram marcar uma audiência de conciliação para o dia 19 de março porque queriam que a gente deixasse de executar a multa em cima deles.”

Foi quando veio a pandemia, e a data da audiência foi remarcada para o início de junho, por videoconferência. Naquele encontro, que está gravado, ficou decidido que a multa não seria cobrada, mas a agência deveria dar o cumprimento imediato à decisão.

Em novembro saiu a primeira publicação no Diário Oficial da União, da parte da agência, anulando os direitos de outorga da Heineken, mas falta agora o Ministério de Minas e Energia se manifestar.

A Heineken afirma que acompanha e participa do processo envolvendo sua cervejaria desde o momento em que tomou conhecimento sobre o assunto, em 2018.

“Além disso, a companhia reforça que não há nenhuma possibilidade de fechar sua unidade produtiva e encerrar suas atividades na Cervejaria de Alagoinhas na Bahia, sob nenhuma hipótese, e reitera que a empresa possui todas as licenças para operar.”

A Heineken também diz que não é parte do processo, por isso nunca perdeu nenhum prazo de manifestação.

“A empresa entrou com recursos administrativos para que a ANM revisse os últimos andamentos do caso, que aconteceram, no entendimento da companhia, sem a observância do princípio da coisa julgada administrativa, ou seja, do fato de que já existia decisão favorável ao sr. Mauricio Marcelino para a exploração de fosfato na maior parte da área requerida.”

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