O acarajé rosa, feito por Adriana Ferreira dos Santos, mais conhecida por ser a dona do ‘Acarajé da Drica’, que viralizou nas redes sociais, virou polêmica na capital baiana. Apesar de algumas pessoas terem gostado da ideia, que faz referência ao filme sobre a boneca Barbie, que estreia nesta semana, o acarajé também foi alvo de críticas, inclusive da Associação Nacional das Baianas de Acarajé (ABAM).
Através das redes, a entidade afirmou “repudiar veementemente” qualquer pessoa que se “aproprie das nossas iguarias ancestrais, desfazendo do seu formato, modo de feitura e representação sagrada”, afirmou. “Acarajé não é moda, ‘trend’ ou efemeridade. Acarajé é comida sagrada e mercê respeito”, defendeu a entidade.
Quem também não aprovou a novidade foi o pós-doutor em Antropologia, babalorixá e estudioso da comida de Santo, Vilson Caetano. Na avaliação dele, fazer o acarajé rosa “não foi algo positivo” e não foi uma “feliz escolha”.
“Por que não se pensou em algo para agradar a memória dessas mulheres e dessa população negra que foi dispersa pelo novo mundo? Porque isso é negado. Eu acho que uma das coisas que temos que refletir, é que não se ‘brinca’ com símbolos identitários. O acarajé é a comida mais preservada fora do continente africano por nós, aqui em Salvador, e que resume a história de homens e mulheres, sobretudo de mulheres, que enfrentaram o processo de escravidão através da venda nas ruas, imprimindo significados nas ruas”, afirmou ao Portal M!.
Ainda conforme o professor, o ato de “omitir ou incorporar outra cor” é uma maneira de “negar a história dessas mulheres” que, ao longo do tempo, tiveram o acarajé como símbolo de poder.
Vilson Caaetano é autor de livros sobre comida de Santo
“Eu fico me perguntando a quem interessa o acarajé rosa. Acho que a gente não precisa agradar a Barbie, o que a Barbie acrescenta na vida da população negra, das mulheres e homens negros? Acho que o contrário, a Barbie sempre nos impactou muito negativamente. É uma boneca magra, loira e que nada tem a ver com nossos corpos. Então acho que foi uma recriação infeliz, que só teve a pretensão da novidade, mas é uma novidade negativa e que, de fato, não tenho dúvidas de que, a partir do momento que se traz essa alteração e associa com essas outras visões de mundo, passa a ser outra coisa e deixa de ser o bolinho de feijão”, ressaltou.
Autora se defende das críticas
Vendedora de acarajé e abará há 15 anos no subúrbio de Salvador, Drica é conhecida por sempre usar o “diferencial” nas suas vendas. Há seis anos ela se tornou conhecida na região por vender acarajé e abará na barca de sushi. Mas, desta vez, apostou no acarajé rosa, em homenagem à estreia do filme da Barbie.
Em pronunciamento nas redes sociais, Drica ressaltou que não fez algo “prejudicial”, e que manteve as características e o sabor do acarajé.
“Jamais eu vou fazer algo prejudicial, seja ao meu produto ou a característica do meu produto. O acarajé rosa é pela homenagem que todo o mundo está fazendo à estreia do filme Barbie. Não mudou o sabor do acarajé, é o mesmo sabor, a única diferença é que contém três gotas de anilina na massa, somente para dar cor, como tem bolo rosa, coxinha rosa, pizza rosa e hamburguer rosa. Então gente, menos, é um trabalho de marketing, mas não modificando a característica e sabor”, observou.
Ela também ressaltou que não é baiana de acarajé, mas sim “vendedora”, e destacou que esse foi um “jogo de marketing” para mais pessoas conhecerem seu projeto. “Repercutiu bastante o meu bolinho de feijão rosa, porque eu não sou baiana de acarajé, sou vendedora de acarajé. A gente tem que ter a criatividade, então eu usei a minha. Meu jogo de marketing, é o meu jogo de criatividade, para eu atingir meus clientes, para as pessoas conhecerem o meu projeto e eu vou ser assim a vida toda”, disse.
A vendedora também anunciou que seguirá com os quitutes rosa até quinta-feira (20) e garantiu que as pessoas terão o “melhor sabor”.
“A pedido de vocês, até quinta-feira, eu vou ter combo pink, bolinho de feijão pink e vocês vão ver, que terão o melhor sabor, porque eu trabalho com qualidade, com mercadoria boa e com amor, eu faço por amor. Se é pink, se é branco, se é preto, a cor que vocês quiserem, a gente vai atender vocês e tratar bem”.
Nesta semana, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) completa 49 anos. No Norte da Bahia, a empresa atua em 205 municípios por meio da 6ª Superintendência Regional, sediada em Juazeiro, atendendo uma população de cerca de 10 milhões de pessoas com diversas ações promotoras de desenvolvimento regional, como agricultura irrigada, estruturação de atividades produtivas, obras de conservação ambiental e de desenvolvimento urbano, entre outras.
Na área de segurança hídrica, encontram-se diversas ações, como perfuração e instalação de poços artesianos e construção de Sistemas Simplificados de Abastecimento de Água (SSAA). Entre os projetos de destaque está o Canal do Sertão Baiano, obra a ser executada pela Codevasf na região e que irá garantir água de qualidade a 1,2 milhão de pessoas, em 44 municípios.
Conhecida inicialmente como Eixo Sul da Transposição do São Francisco, a obra, segundo o superintendente regional da Codevasf em Juazeiro, Miled Cussa Filho, deverá ser tirada do papel em breve. “Calcula-se que devem ser gerados mais de 45 mil empregos diretos e indiretos. O custo estimado até o momento é de R$ 6,9 bilhões e o prazo previsto de conclusão da obra é de 10 anos”, explica.
O superintendente regional confirma que a etapa 1 do projeto, referente ao estudo da viabilidade técnica, já foi concluída e a etapa 2, de elaboração do Projeto Básico, partindo do Projeto de Irrigação Salitre, deverá estar concluída até o final deste ano. “A licença ambiental já foi solicitada pela Codevasf ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos -INEMA”, ressalta Cussa Filho.
O Canal do Sertão Baiano consiste em um sistema hídrico de adução e distribuição de água bruta com captação no rio São Francisco, no Projeto de Irrigação Salitre, para garantia da segurança hídrica das bacias hidrográficas do Salitre, Tourão/Poções, Itapicuru e Jacuípe e município de Uauá, localizados no estado da Bahia.
O empreendimento terá cerca de 300 quilômetros de extensão e será fonte de água para consumo humano e para o desenvolvimento de atividades produtivas diversas nos 44 municípios a serem beneficiados. Aproximadamente 70 mil agricultores poderão ser atendidos com o aumento da oferta hídrica.
Os municípios a serem beneficiados pelo Canal do Sertão Baiano são: Andorinha, Antônio Gonçalves, Caém, Caldeirão Grande, Campo Formoso, Candeal, Capela do Alto Alegre, Capim Grosso, Filadélfia, Gavião, Ichu, Itiúba, Jacobina, Jaguarari, Juazeiro, Mairi, Miguel Calmon, Mirangaba, Morro do Chapéu, Mundo Novo, Nova Fátima, Ourolândia, Pé de Serra, Pindobaçu, Pintadas, Piritiba, Ponto Novo, Queimadas, Quixabeira, Riachão do Jacuípe, Santaluz, São Domingos, São José do Jacuípe, Saúde, Senhor do Bonfim, Serrolândia, Sobradinho, Tapiramutá, Umburanas, Valente, Várzea da Roça, Várzea do Poço, Várzea Nova e Uauá.
Galosda raça brasileira índio-gigante, com mais de 1 metro de altura, têm sido cada vez mais adquiridos por pequenos produtores rurais. Valorizados, os preços dos animais podem assustar os consumidores de galos e galinhas de granja ou supermercado.
Em um criatório de Vargem Alta, no Sul do Estado do Espírito Santo, um índio-gigante chegou a ser vendido por R$ 6 mil, e os seus ovos a R$ 1 mil a dúzia. Em 2020, o animal de mesma raça – de oito quilos – foi negociado pelo valor de R$ 154 mil na cidade de Guareí, no interior de São Paulo.
No criatório Portinari, do casal Luiz e Patrícia, do Paraná, os animais chamam bastante atenção pelo tamanho. Alguns chegam a medir mais de um metro e meio de altura.
A raça é resultado do cruzamento de galinhas caipiras com galos de briga – apesar dessa origem, o índio-gigante é considerado manso. Eles têm pernas longas, pescoço sem penas e a alimentação é composta por capim e milho.
Entre as características do índio-gigante estão as canelas grossas e amarelas, carcaça volumosa e arredondada, rabo voltado para baixo, cabeça larga e grossa e pele entre bico e o pescoço, conhecida como barbela de boi.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou nesta quarta-feira, 19, a possibilidade de deslocar o ministro da Casa Civil, Rui Costa, para a presidência da Petrobras, como forma de abrir espaço para o PL e o Republicanos no governo. A questão foi levantada durante entrevista coletiva concedida em Bruxelas, após a reunião de cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) com a União Europeia (UE). “Não existe. Estou te dizendo com todas as palavras, não existe a possibilidade”, disse Lula.
O presidente confirmou que tem interesse em trazer os partidos do Centrão para a base aliada do governo, mas pediu calma nas negociações aos líderes partidários, para que seja construído um acordo “maduro, que seja duradouro”. “Quem discute ministro é o presidente da República, não é o partido que pede ministério”, afirmou o presidente. “No momento adequado, quando terminar as férias dos deputados, sem a pressa dos líderes, mas com a tranquilidade de quem tem a responsabilidade de presidir um País importante como o Brasil, eu chamarei as pessoas pra conversar. Então irei oferecer aquilo que eu acho que é necessário oferecer pra construir a tranquilidade no Congresso Nacional que nós precisamos.” Lula disse que abrirá diálogo “com todas as forças políticas” para fazer as “mudanças legislativas que o Brasil precisa”.
Ao comemorar vitórias recentes na Câmara dos Deputados, Lula disse ter sentido uma mudança de clima no mundo político, de “volta à civilização”. “O que está parecendo é que existe uma vontade majoritária das pessoas de que o ódio surgido durante o processo eleitoral tem que ser extirpado. Ninguém consegue viver azedo todo dia, ninguém consegue viver amargurado todo dia”, afirmou.
Lula declarou ainda que é preciso “punir severamente o cidadão que agrediu” o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no Aeroporto de Roma, na sexta-feira, 14. “Um cidadão desse é um animal selvagem, não é um ser humano.” O presidente afirmou que “essa gente que renasceu no neofascimo, colocado em prática no Brasil, tem que ser extirpada, e nós vamos ser muito duros com essa gente, pra eles aprenderem a ser civilizados”.
Após a coletiva, Lula embarcaria para Praia, capital de Cabo Verde, onde será recebido ainda nesta quarta pelo presidente do país, José Maria Neves. Logo após o encontro, o presidente retorna a Brasília.
A cidade de Caém acaba de receber a sua primeira galeria comercial. O espaço que leva o nome da cidade foi inaugurado na manhã desta terça-feira (18) e abriga sete empresas de ramos diversificados como ótico, de vestuário adulto e infantil, cosméticos e lanchonete.
Ambiente bastante agradável, com instalações modernas, a ‘Galeria Caém’ demonstra a mudança que vem ocorrendo no município após as ações da atual gestão municipal. Além de uma agência bancária, os comerciantes do município já percebem uma movimentação diferenciada por conta das obras conquistadas pelo prefeito Arnaldo Oliveira (Arnaldinho), junto ao governo do Estado. O uso preferencial da mão de obra local tem contribuído para o aumento da circulação financeira.
O proprietário da galeria é o empresário José Nilton Ferreira, dono da rede de óticas Caroline. Segundo Nilton, a escolha de Caém para expandir seus negócios se deu por conta do desenvolvimento que o município tem apresentado ultimamente.
Nilton destaca que a unidade da Ótica Caroline de Caém já está funcionando com uma variedade de lentes e armações e com exames de vista computadorizado. “Na nossa ótica oferecemos uma ampla variedade de modelos que vão desde os clássicos aos mais modernos e estilosos. Não importa o seu estilo ou necessidade visual, nossa equipe está pronta para ajudar a encontrar o par perfeito de óculos que combine com você”, ressalta, informando que os exames oftalmológicos são realizados por oftalmologista e optometrista.
O empresário Nilton Ferreira, a agente de Desenvolvimento de Caém Raquel Santana e o prefeito Arnaldinho Oliveira
Foto: Cachoeira da Charneca/Caém.Ba - Gervásio Lima
O que pode ser visto apenas como uma brincadeira, para muitos brasileiros, representa uma tragédia. O ortopedista e cirurgião de coluna vertebral Maurício Pimentel viralizou nas redes sociais nos últimos dias após postar um vídeo em um centro cirúrgico se preparando para atender um jovem com uma grave lesão causada por mergulho em água rasa.
“Estou aqui no Hospital Geral do Estado, aguardando anestesiar mais uma vítima de mergulho em água rasa. Paciente de 32 anos, com lesão gravíssima na coluna cervical e que muito provavelmente não terá mais movimento do pescoço para baixo”, contou o médico.
Os acidentes causados por pulos de cabeça na água são a quarta principal causa de lesão medular no país, atrás apenas dos acidentes de trânsito. Segundo a Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e o Ministério da Saúde, durante o verão, chegam a ser a segunda maior causa. No vídeo, o cirurgião faz o alerta e pede para que as pessoas evitem pular de cabeça em água, independentemente da altura ou profundidade.
“Venho mais uma vez fazer esse alerta, não mergulhe de cabeça em água nenhuma. Isso é uma péssima ideia, é um desamor a você e sua família. É um minuto de descuido que custa tudo isso, custa tudo que a gente tem que é a nossa saúde. Então, pelo amor de Deus, pessoal, mergulhem de cabeça em seus sonhos, em água jamais”, pede o especialista.
Em Umuarama, região noroeste do Paraná, um fato inusitado foi registrado na noite dessa segunda-feira (17). Um homem dado como morto foi encontrado com vida enquanto o corpo era preparado para o velório.
O homem, de 57 anos, que não teve a identidade revelada, foi encaminhado a um hospital da cidade. Horas depois de dar entrada na unidade de saúde, ele foi dado como morto pela equipe médica e levado a uma funerária do município.
Enquanto o corpo era preparado para o velório, o homem apresentou sinais vitais. Espantados com a situação, a equipe de serviço funerário acionou uma equipe de socorro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que prestou atendimento ao homem e constatou que ele estava vivo.
Após receber o atendimento primário do Samu, o homem foi, novamente, encaminhado ao hospital localizado na região central de Umuarama. Um vídeo mostra o momento em que o homem chega ao hospital.
Em nota, o Hospital Nossa Senhora Aparecida informou que abriu uma sindicância para apurar o ocorrido. Disse ainda que os profissionais envolvidos foram afastados e que se solidariza com os familiares.
Ele foi encontrado morto após ter sido filmado em um bar bebendo uma garrafa de cachaça por conta de uma aposta
Um homem, de 42 anos, foi encontrado morto na calçada de um bar, depois de ser filmado bebendo uma garrafa de cachaça. O caso aconteceu no último domingo em Santo Antônio do Rio Verde, distrito de Catalão, no sudeste goiano.
À PM o dono do bar disse que a vítima estava bebendo com os amigos desde cedo, quando saiu, se deitou na calçada e não levantou mais. Testemunhas apontam que a bebedeira se deu em razão de uma aposta. Veja o vídeo:
Pelo vídeo, é possível ouvir pessoas falando: “Bebeu, ganhou, pode trazer a caixinha de cerveja”.
Segundo uma testemunha, o homem bebeu 1 litro de pinga para ganhar duas caixas de cerveja. “Apostaram duas caixinhas de cerveja. Ele virou 1 litro de pinga, mas não aguentou”, contou a testemunha ao portal G1.
O caso foi registrado como morte natural. Por isso, de acordo com o delegado David Felício, nada deve ser investigado, por enquanto. A PM orientou os familiares acionarem o Serviço de Verificação de Óbito (SVO) para o recolhimento do corpo, já que não havia evidência de crime.
Os três policiais rodoviários federais acusados de envolvimento na morte de Genivaldo Santos, de 38 anos, durante uma abordagem no município de Umbaúba, no litoral de Sergipe, irão a júri popular. A Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) negou os recursos da defesa e manteve a decisão da primeira instância, que determinou a prisão dos agentes.
Paulo Rodolpho Lima Nascimento, Kléber Nascimento Freitas e William de Barros Noia foram acusados de tortura e homicídio triplamente qualificado. Eles estão presos desde outubro do ano passado, quando se apresentaram voluntariamente à Polícia Federal.
A Quinta Turma também rejeitou o pedido do Ministério Público Federal (MPF) para que os policiais também respondessem por abuso de autoridade. O colegiado considerou que não havia provas suficientes para que os réus respondessem por esse crime.
Relembre o caso
Genivaldo de Jesus Santos morreu durante uma abordagem da PRF na BR-101, em Umbaúba, no litoral de Sergipe, em 25 de maio de 2022. Imagens da ação foram compartilhadas nas redes sociais e mostravam a vítima algemada no chão e depois sendo colocada no porta-malas da viatura pelos agentes.
Do carro saía fumaça, o que teria causado a sua morte, por intoxicação. Vídeos veiculados na internet mostram a ação policial que deixou a vítima presa em uma viatura esfumaçada. O homem se debate com as pernas para fora enquanto um policial rodoviário mantém a tampa do porta-malas abaixada, impedindo o homem de sair ou respirar. Genilvado teria sido parado pelos agentes por trafegar de moto sem capacete.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que Genivaldo sofreu asfixia mecânica e insuficiência respiratória aguda. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu e teve a morte confirmada pelo hospital do município.
Em abril, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão dos policiais rodoviários federais acusados pela morte dele.
Os ministros da Sexta Turma do tribunal decidiram manter a prisão preventiva por entenderam que os policiais agiram com força desproporcional e contrariamente às normas internas. Além disso, os magistrados consideraram que a vítima tinha problemas mentais e não ofereceu resistência à abordagem.
Executivos das três principais operadoras do Brasil, Tim, Vivo e Claro, indicaram que as empresas estão discutindo a possibilidade de encerrar a oferta de acesso ilimitado a aplicativos pré-determinados no contrato. Atualmente, as três gigantes da telefonia fornecem acesso ilimitado ao WhatsApp.
Esse serviço impulsionou significativamente as vendas de planos de telefonia móvel no país, uma vez que 62% dos usuários acessam a internet exclusivamente por meio de seus celulares. Conforme a pesquisa TIC Domicílios, conduzida pelo NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR), o principal uso dos dispositivos móveis no Brasil é a troca de mensagens via WhatsApp.
Em geral, as operadoras oferecem pacotes de dados com limites de consumo e, por meio de acordos com empresas de tecnologia, alguns aplicativos são excluídos do cálculo de dados consumidos. Durante um evento de inovação em telecomunicações realizado em junho, o presidente do grupo Claro Brasil, José Felix, criticou essa estratégia, referindo-se a ela como um erro. Ele mencionou que a empresa tem custos significativos, na casa dos milhões, para manter o consumo de dados em plataformas de grandes empresas de tecnologia.
Normalmente, as operadoras vendem pacotes de dados com limites de consumo e estabelecem acordos com empresas de tecnologia para isentar determinados aplicativos da contagem de dados utilizados. Durante um evento de inovação em telecomunicações realizado em junho, o presidente do grupo Claro Brasil, José Felix, criticou essa estratégia, considerando-a um equívoco. Ele destacou que sua empresa tem despesas na faixa de milhões de reais para sustentar o consumo de dados em plataformas de grandes empresas de tecnologia.
Para manter esses planos, as operadoras arcam com os custos de fornecer dados para atrair clientes ou cobram das empresas provedoras dos aplicativos. Um relatório do InternetLab revela que essa estratégia resulta em um aumento no preço médio dos planos e promove o que os pesquisadores denominam de dependência tecnológica, já que incentiva o uso de aplicativos específicos.
Felix afirmou que o princípio da neutralidade da rede, determinado pelo Marco Civil da Internet, precisa ser revisto, para que novos acordos considerem o tamanho díspar das principais empresas de tecnologia, como Meta, Google e Apple. Especialistas, contudo, afirmam que os
planos “zero rating” são uma violação a neutralidade da rede ao confinar usuários a determinados nichos da internet. Procurada pela Folha, a Claro afirma que não comenta esse tema ou a fala de seu executivo.
A operadora oferece planos com acesso ilimitado a WhatsApp, Waze, Instagram, TikTok e Facebook. A Tim garante acesso livre a WhatsApp e Deezer nos planos pré e pós-pagos, que também incluem Instagram, Facebook e Twitter ilimitados. Questionada pela reportagem sobre a intenção de encerrar os planos zero rating, a Tim preferiu não comentar o assunto.
O diretor de receitas da TIM, Fábio Avellar, disse ao Broadcast, do Estadão, que ter um tráfego não remunerado sempre gera prejuízo. A empresa precisa avaliar se a estratégia atrai clientes o suficiente para bancar o custo, segundo ele. A operadora foi a empresa que mais instalou antenas para o sinal 5G até o momento e procura maneiras de compensar esse investimento, disse Avellar na ocasião. A Vivo é a operadora que menos oferece acesso ilimitado a aplicativos. Os clientes da empresa acessam apenas WhatsApp de maneira ilimitada. Alguns planos pós-pagos incluem Waze.