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Reconhecimento Facial do Governo da Bahia identifica 11 foragidos da Justiça no Carnaval 2026

14 de fevereiro de 2026, 09:52

Foto: Divulgação SSP/BA

Onze foragidos da Justiça foram identificados com a ajuda da tecnologia do Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública do Governo da Bahia na segunda noite do Carnaval de Salvador, encerrada na madrugada deste sábado (14).

No acumulado, 28 criminosos foram encontrados com o auxílio da tecnologia durante os eventos de pré-carnaval e Carnaval da Bahia.

Procurados por homicídio, porte ilegal de arma de fogo, dívida de pensão alimentícia, roubo e tráfico de drogas tentaram acessar os principais circuitos da folia na capital baiana, mas foram capturados ainda nos Portais de Abordagem.

Eles foram encaminhados para Delegacias Especiais de Área (DEAs), montadas no evento, onde tiveram os mandados de prisão cumpridos.

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Ação do Governo da Bahia leva alimentos da agricultura familiar a trabalhadores da reciclagem no Carnaval 2026

13 de fevereiro de 2026, 09:34

Foto: Geraldo Carvalho

Uma ação do Governo da Bahia, executada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vai distribuir kits de lanche para trabalhadores e trabalhadoras da limpeza urbana e da coleta seletiva durante o Carnaval de Salvador, em 2026. A medida integra políticas de inclusão produtiva, segurança alimentar e valorização da agricultura familiar.

A proposta prevê a aquisição e a distribuição de 15 mil kits de lanche destinados a catadores e catadoras de resíduos sólidos, cooperados, autônomos e integrantes de associações que atuam na coleta seletiva durante o Carnaval, garantindo melhores condições de trabalho e promovendo segurança alimentar.

Para o diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, essa ação, que une os governos estadual e federal, é uma orquestração que coloca produtos da agricultura familiar no Carnaval da Bahia, especialmente para os trabalhadores que atuam com a reciclagem de resíduos sólidos. “A CAR apoia essa grande iniciativa das Voluntárias Sociais da Bahia, com a inserção, pela primeira vez, dos produtos da agricultura familiar nessa ação social tão importante, voltada aos nossos catadores e catadoras.”

A presidenta das Voluntárias Sociais da Bahia, professora Tatiana Velloso, destacou que a iniciativa integra uma grande rede que une os governos federal e estadual, além da Unicafes, e promove a integração do campo à cidade. “Essa é mais uma ação de inclusão, a partir da inserção dos produtos da agricultura familiar em diversas secretarias de Estado, dando continuidade a esse cuidado com as pessoas. Agradeço à CAR e à SDR pela oportunidade de garantir alimentação para esses trabalhadores e trabalhadoras que cuidam do nosso Carnaval e fazem desse estado um lugar de alegria.”

Parceria com a Agricultura Familiar

Os kits são compostos por suco integral de frutas (200 ml), barra de cereal e sequilhos, todos adquiridos diretamente de cooperativas da agricultura familiar beneficiárias do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), fortalecendo a economia rural e promovendo inclusão produtiva.

O suco integral de uva que integra os kits é produzido pela Cooperativa Agroindustrial Vale do Paraíso (Cooperparaíso), de Sobradinho, no norte da Bahia. Comercializado com a marca Mukin Fruit, o produto é 100% integral, sem conservantes ou adição de açúcar, e representa o trabalho de 186 famílias agricultoras cooperadas.

Para o presidente da cooperativa, Josivan Souza, a participação na ação amplia a visibilidade e a renda das famílias produtoras. “Levar um produto da agricultura familiar para um evento do tamanho do Carnaval de Salvador é uma conquista importante para nossas famílias. Isso gera renda, fortalece a cooperativa e mostra que a agricultura familiar pode atender grandes demandas com qualidade e responsabilidade social”, destaca.

As barras de cereal que compõem os kits são fornecidas pela Cooperativa Nacional de Produção e Agroindustrialização (Coopaita), do município de Itaberaba. Segundo o representante da cooperativa, Pedro Alves, a ação conecta o campo e a cidade em um momento simbólico para o estado. “É gratificante saber que o alimento produzido pelas famílias agricultoras chega a trabalhadores que também sustentam uma parte essencial do Carnaval. Essa parceria valoriza quem produz e quem trabalha na cidade”, afirma.

Os sequilhos incluídos nos kits são produzidos pela Cooperativa Rede de Produtoras da Bahia, ampliando ainda mais o alcance da ação entre grupos produtivos apoiados pela agricultura familiar. A iniciativa conta com a parceria da Unicafes Bahia e une geração de renda no campo, segurança alimentar e valorização dos trabalhadores que atuam na maior festa popular do estado.

Ascom/CAR

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CAÉM: Estádio Municipal irá ganhar iluminação de ponta

13 de fevereiro de 2026, 09:25

Foto: Ascom/PMC

Na manhã desta quarta-feira (11), o prefeito de Caém, Arnaldinho Oliveira, esteve reunido com a direção da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), em Salvador, para tratar de pautas importantes voltadas ao fortalecimento do esporte no município. Durante encontro com o chefe de gabinete do órgão, Diogo Rios, na companhia do deputado estadual Bobô Tavares, foram definidas melhorias para a infraestrutura esportiva da cidade, com foco principal na modernização do sistema de iluminação do Estádio Municipal Eliezer Libório dos Santos.

Durante a reunião, foi garantido o aporte de recursos para a implantação de um novo sistema de refletores. A demanda, que é um pedido antigo de atletas, torcedores e toda a comunidade esportiva, visa proporcionar melhores condições para treinos e competições, além de aumentar a segurança e viabilizar a realização de partidas no período noturno. 

Conforme o prefeito Armaldinho, a gestão municipal tem reafirmado o compromisso com o fortalecimento do esporte com reformas e construções de novas praças esportivas para a prática das mais diversas modalidades.

“A nova iluminação do estádio trará vida nova ao futebol municipal, permitindo que a comunidade utilize o espaço com mais qualidade. Essa melhoria significa que teremos mais jogos à noite, treinos com mais qualidade e um estádio valorizado para nossos atletas e torcedores”, destacou o prefeito, ressaltando a parceria com o Governo da Bahia.

Deputado Bobô, Diogo Rios e o prefeito Arnaldinho Oliveira
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Reciclar é cuidar de gente: Bahia transforma a reciclagem em trabalho, renda e dignidade

12 de fevereiro de 2026, 15:11

Foto: GOV/BA

O Governo da Bahia consolidou um dos maiores programas públicos de apoio à reciclagem do Brasil e uma das maiores iniciativas do mundo voltadas à valorização de catadores e catadoras de materiais recicláveis. No Carnaval da Bahia, essa política ganha escala inédita: o Estado realizará a maior ação de reciclagem já promovida na história da festa. A iniciativa articula inclusão social, geração de renda, fortalecimento da economia circular, preservação ambiental e eficiência energética, com resultados concretos e mensuráveis.

Sob a liderança do governador Jerônimo Rodrigues, o Estado investe de forma estruturada em políticas que reconhecem o papel estratégico dos catadores e catadoras na gestão de resíduos sólidos, na redução de impactos ambientais e na promoção do trabalho decente. Trata-se de uma política pública que combina justiça social, sustentabilidade e desenvolvimento econômico.

O secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Augusto Vasconcelos, afirma que o Governo da Bahia fará, no Carnaval, a maior ação de reciclagem de sua história. “Fazemos a maior ação em apoio à reciclagem do Brasil e uma das maiores do mundo. Este ano será ainda maior. O Governo do Estado investe no apoio aos catadores de materiais recicláveis, por entendermos que essa categoria de trabalhadores é fundamental para o meio ambiente e para gerar renda às famílias. Valorizar a ação desses profissionais e promover o trabalho decente é uma das marcas da gestão do Governador Jerônimo.”

O conjunto de ações inclui a implantação e o fortalecimento de Centrais de Apoio ao Catador, iniciativas de segurança alimentar, a frente “Cuidar de Quem Cuida” e a estruturação de espaços de higiene pessoal. No total, já foram executados R$ 4,7 milhões, com previsão de ampliação para R$ 5,7 milhões.

O programa fortalece cadeias produtivas sustentáveis, reduz o volume de resíduos destinados a aterros e melhora a eficiência do sistema de gestão de resíduos. Ao reconhecer o trabalho de catadores e catadoras como peça central da economia circular, a iniciativa amplia renda, qualifica condições de trabalho e reforça a agenda ambiental do Estado, com impacto direto na vida das famílias e na sustentabilidade urbana.

RESULTADOS CONSOLIDADOS

Em 2026, o programa entra em um novo patamar de alcance e integração com as grandes agendas do Estado. A meta do Governo da Bahia é chegar a 4 mil catadores e catadoras cadastrados e atendidos, reforçando o compromisso com a valorização do trabalho, a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável.

No Carnaval da Bahia 2026, inserido no conceito de “um estado de alegria”, a política de reciclagem está integrada a uma ampla rede de cuidado com quem faz a festa acontecer. Por meio do eixo trabalho do programa “Meu Corre Decente”, são mais de R$ 8,5 milhões destinados ao cuidado de cerca de 8 mil trabalhadores e trabalhadoras da folia, incluindo catadores, ambulantes, cordeiros e músicos. A expectativa é receber 3,7 milhões de turistas e movimentar cerca de R$ 8 bilhões na economia, reforçando a reciclagem como vetor de inclusão produtiva, eficiência energética e sustentabilidade ambiental durante o maior evento popular do país.

Em 2025, o programa alcançou 3.479 catadores e catadoras atendidos, com a coleta de 170 toneladas de resíduos. Foram implantados dois espaços de convivência, cinco espaços de segurança alimentar e nutricional e três espaços de higienização, garantindo melhores condições de trabalho, especialmente no período carnavalesco, quando Salvador e mais de 150 municípios recebem milhões de foliões. O investimento nas cooperativas chegou a R$ 4,7 milhões.

Em 2024, o número de catadores e catadoras atendidos foi de 2.437, com 174 toneladas de resíduos coletados. Nesse período, foi implantado o primeiro espaço de convivência para catadores, fortalecendo a presença desses trabalhadores e trabalhadoras nos grandes eventos e na rotina urbana. O investimento nas cooperativas foi de R$ 2,3 milhões.

Em 2023, foram atendidos 1.840 catadores e catadoras, com a coleta de 149 toneladas de resíduos. Naquele ano, ainda não havia espaços estruturados de convivência, segurança alimentar ou higienização. O investimento nas cooperativas foi de R$ 1,4 milhão.

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Técnico de enfermagem é preso suspeito de estuprar pacientes e colega de trabalho em hospital na Bahia

12 de fevereiro de 2026, 12:32

Foto: Reprodução

Um técnico de enfermagem de 69 anos, servidor municipal de Elísio Medrado, a 135 km de Feira de Santana, foi preso suspeito de abusar sexualmente de pacientes e uma colega de trabalho do Hospital Municipal do município. A prisão aconteceu na terça-feira (10), após ele se apresentar voluntariamente à delegacia.

Segundo a PC, as investigações começaram após denúncia de uma paciente de 22 anos, que relatou ter sido vítima de abuso enquanto estava internada na unidade hospitalar no dia 10 de janeiro de 2026, em tratamento após sofrer um acidente de motocicleta. Conforme a apuração da polícia, o crime ocorreu durante um procedimento de troca de curativos, quando o suspeito teria fechado a porta do quarto e cometido o ato sem o consentimento da vítima.

Ainda de acordo com a polícia, após o relato, a paciente comunicou o caso à direção do hospital, que adotou providências administrativas, como o afastamento do servidor e a abertura de procedimento interno para apuração dos fatos.

No decorrer das investigações, a PC identificou uma segunda vítima, uma colega de trabalho do suspeito, de 38 anos, que também relatou ter sofrido abuso. Há ainda relatos de condutas impróprias envolvendo outros pacientes, que seguem sendo apurados pela polícia.

Com base nos elementos reunidos durante a investigação, a autoridade policial solicitou a prisão preventiva do suspeito, que foi autorizada pela Justiça. O homem se apresentou na Delegacia Territorial de Amargosa, no interior da Bahia, acompanhado de um advogado, onde teve o mandado cumprido.

Procurada, a Prefeitura de Elísio Medrado informou que determinou o afastamento preventivo após a prisão do técnico.

Segundo a gestão municipal, a medida foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) e destacou ainda que o suspeito será notificado para apresentar defesa.

O afastamento permanecerá em vigor enquanto durar a apuração, com o objetivo de evitar que o servidor possa interferir nas investigações.

G1

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Entrega de fuzis pelo Governo do Estado fortalece o enfrentamento ao crime organizado no interior da Bahia; 16ª Corpin de Jacobina foi contemplada

12 de fevereiro de 2026, 10:14

A Polícia Civil da Bahia realizou a entrega de fuzis que fortalecerão o enfrentamento ao crime organizado durante operações especiais no interior do estado. Os armamentos, do modelo IWI Arad calibre 7.62, foram destinados a 26 unidades da Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin) e a 27 equipes do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI), ampliando a capacidade operacional das forças policiais em ações estratégicas.

A entrega ocorre no eixo de modernização e fortalecimento das forças de segurança priorizado pelo governo Jerônimo Rodrigues, que tem defendido a atuação baseada nos “quatro Is” da segurança pública: investimento, integração, inteligência e inclusão.

Antes de entrarem em operação, os policiais passaram por ambientação e capacitação promovidas pela Academia de Polícia Civil (Acadepol), garantindo o uso técnico, responsável e eficiente dos equipamentos. A entrega foi promovida pela Coordenação de Fiscalização de Produtos Controlados (CFPC) e representa um investimento direto na segurança dos agentes que atuam diariamente no enfrentamento às organizações criminosas, proporcionando melhores condições de trabalho e maior proteção à população.

Para o delegado-geral André Viana, o reforço no armamento é um compromisso institucional com o combate qualificado ao crime organizado. “Estamos investindo em tecnologia, capacitação e equipamentos modernos para assegurar que nossos policiais tenham condições adequadas de atuação. Essa entrega fortalece as ações investigativas e operacionais em todo o interior, refletindo diretamente na proteção da sociedade”, destacou.

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Carnaval: pais não devem postar imagens de crianças, diz pesquisador

12 de fevereiro de 2026, 10:01

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A pureza de crianças brincando livremente o carnaval ilumina os olhares e as lembranças do momento. Por outro lado, as famílias, a sociedade e o poder público devem ficar muito mais atentos com o avanço de violações contra os pequenos nesse período.

Pesquisador em políticas públicas para infância e adolescência, o presidente da organização social internacional ChildFund no Brasil, Maurício Cunha, alerta que se trata de uma época de maior vulnerabilidade dos pequenos.

Essas violações, segundo explicou em entrevista à Agência Brasil, estão no mundo virtual e também nos cenários reais. Cunha recomenda, inclusive, que as famílias evitem postar imagens de crianças em redes sociais e que a sociedade seja estimulada a denunciar ameaças e violências diversas. 

Cunha vai ser uma dos participantes de uma audiência pública nesta quinta-feira (12) na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, a partir das 10h. O encontro vai debater os riscos e violações de direitos enfrentados por crianças e adolescentes no contexto do carnaval, como adultização, erotização, desaparecimento, trabalho infantil e exploração sexual.

O especialista explicou que dados do Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, revelam que mais de 26 mil casos suspeitos de crimes contra crianças e adolescentes foram registrados durante o carnaval de 2024.

O pesquisador aponta que o quadro é agravado pelos riscos da internet por haver exposição de imagens de crianças e adolescentes em fóruns, grupos fechados e redes sociais, além de violência sexual na internet, conforme apontou o estudo do ChildFund Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes Brasileiros na Internet, publicado no ano passado 

 A pesquisa com mais de 8 mil adolescentes de 13 a 18 anos de todas as regiões do país mostrou que 54% dos entrevistados já sofreram algum tipo de violência sexual online.

Confira abaixo trechos da entrevista

Agência Brasil – Por que as crianças e adolescentes estão ainda mais vulneráveis no carnaval? 

Maurício Cunha – Acaba sendo um período em que as crianças e adolescentes estão mais vulneráveis a todo tipo de violência. Isso pode ser comprovado com evidências. A própria Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, o Disque 100, apontou, por exemplo, o registro, no ano passado,  de 26 mil denúncias de violações ou de crimes contra criança e adolescente nesse período. 

Isso significou um crescimento de 38% em relação ao ano anterior. É um dado alarmante, porque quase 40% de todas as violações registradas no período se referiam à violência contra a criança. 

Agência Brasil – Quais são as principais preocupações em relação às violências que elas sofrem?

Maurício Cunha – As crianças sofrem mais violência nesse período por uma série de razões. Existe uma superexposição, aumento da circulação, disposição de eventos de massa. O debate da sociedade sobre a da adultização, que foi o termo usado, mas seria mesmo a erotização precoce, que é uma violação dos direitos, considerando o próprio Estatuto da Criança e do Adolescente.

A criança precisa ser preservada de situações e conteúdos. Então, é um período também de mais desaparecimentos de crianças pelas grandes aglomerações, além de aumento de crianças também em atividades informais e que exploram o trabalho infantil. Há um aumento também da exploração sexual e precisamos chamar muita atenção dos riscos digitais. 

Agência Brasil – Isso ocorre com o aumento da exposição de imagens de crianças?

Maurício Cunha – Sim. A gente orienta as famílias a desligar localização e evitar fotos, vídeos e lives.

O que para as famílias é um conteúdo simples pode gerar exposição dos filhos.  Aquilo pode parar em uma rede em que essa foto pode ser manipulada. 

Agência Brasil – Como é possível prevenir?

Maurício Cunha – Nós orientamos às famílias a utilizar ferramentas de segurança como controles parentais, limitar mensagens desconhecidas para as crianças e revisar a privacidade dos aplicativos.

Temos pesquisas que mostram, por exemplo, que adolescentes no Brasil passam, em média, quatro horas por dia nas redes sociais. É muito  tempo. Ao menos, 30% dos adolescentes passam mais de 6 horas de dia nas redes sociais. 

Quanto mais tempo ali, mais a criança está exposta também a violações. Há riscos no mundo offline e também no online. 

Agência Brasil – Em ambos, a família deve estar vigilante, certo?

Maurício Cunha – O Estatuto da Criança e do Adolescente é claro ao mostrar que o dever da família, da comunidade, da sociedade e do poder público é assegurar os direitos da criança.  A gente fez recentemente uma pesquisa com nove mil adolescentes de todos os estados do Brasil mostrando que apenas cerca de 35% dos adolescentes brasileiros têm algum tipo de supervisão parental no que diz respeito ao uso da internet. 

O adolescente quer liberdade, mas a gente percebeu que esse mesmo adolescente se ressente do fato de não ter tanta proteção. 

Essa mesma pesquisa apontou um dado alarmante: 54% desses adolescentes relatam já haver sofrido alguma violência sexual no ambiente online. É gravíssimo. Isso é muito grave porque são marcas que vão ficar no desenvolvimento dessa pessoa, e que vão comprometer o seu desenvolvimento psíquico e emocional. 

Agência Brasil – O senhor recomenda que se evite imagens de crianças no carnaval?

Maurício Cunha – A imagem dessa criança pode ficar eternamente na internet, e compartilhada em redes de pedofilia. O que funciona é o diálogo: orientar crianças e adolescentes a não interagir com desconhecidos no ambiente digital, nem enviar fotos ou informações pessoais e ativar ferramentas de segurança. São ferramentas que as famílias desconhecem, mas que estão acessíveis a toda a população. 

Agência Brasil – Nesta semana, soubemos que um piloto de avião foi preso acusado de exploração sexual infantil. Uma avó de três crianças integrava o grupo. É possível identificar perfis desses criminosos?

Maurício Cunha –  Esse é um bom ponto. A gente precisa quebrar alguns tabus. A violação sexual contra criança não se dá, na absoluta maioria dos casos, por aquela figura do tarado babando na esquina, para usar um português claro. Mais de 85% das violações são cometidas por alguém de confiança da família ou da criança. 

São muitos casos de que as próprias famílias vendem imagens. Todas as pesquisas apontam que perto de 90% dos casos ocorrem em ambientes domiciliares, com familiares do convívio desta criança ou desta família. 

Agência Brasil – Em relação a isso, que a maior parte dos casos acontece em casa, é um papel difícil de monitorar, de fiscalizar e de denunciar? Qual é o papel da sociedade e do poder público?

Maurício Cunha – No que diz respeito à violência sexual online, a gente fez um grande avanço, que é o ECA Digital, que já foi sancionado e que a partir do mês que vem, agora em março, vai ser implementado e vai reduzir a violência contra a criança certamente. 

Agência Brasil – O Disque 100 é uma importante conquista nesse contexto…

Maurício Cunha – Sim. Com o Disque 100, é possível ligar gratuitamente, 24 horas por dia, sem o ônus da prova. Isso é algo que a gente precisa dizer para a sociedade. Se há uma suspeita de crime contra a criança, ele já pode ligar para o Disque 100 e a denúncia é encaminhada para o município. 

Na dúvida, as pessoas devem fazer a denúncia porque aquela criança é hipervulnerável. Alguém vai precisar ver o que está acontecendo com ela e denunciar. Isso inibe muito a ação dos criminosos. Eles não vão parar se não houver uma reação forte  e vigilante da sociedade. 

Agência Brasil – E, na época do carnaval, podemos flagrar também crimes como o trabalho infantil…

Maurício Cunha – A gente precisa ter um olhar vigilante sobre isso. No Brasil, é proibido o trabalho até os 14 anos. Entre 14 e 16 é permitido uma condição de aprendiz. Criança tem que brincar, estudar e ser protegida. A criança é mais explorada porque é um trabalho mais barato. Isso é intolerável.

Agência Brasil

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Investigação sobre rifas clandestinas leva à suspensão de camarote no Carnaval de Salvador

11 de fevereiro de 2026, 17:31

Foto: Asxom/PCBA

A Operação Falsas Promessas 3, deflagrada nesta quarta-feira (11) pela Polícia Civil da Bahia, suspendeu as atividades de um camarote no Carnaval de Salvador, bloqueou R$ 230 milhões e apreendeu uma aeronave avaliada em mais de R$ 10 milhões, durante ação contra uma organização criminosa investigada por lavagem de dinheiro.

No inquérito, foram identificados indícios de que o camarote era utilizado para ocultação e dissimulação de recursos provenientes da exploração ilegal de rifas feitas pela internet. Diante dos elementos reunidos, a Justiça determinou a suspensão imediata das atividades do espaço, às vésperas do Carnaval.

A ação se insere na orientação do governador Jerônimo Rodrigues de reforçar o combate às estruturas financeiras do crime organizado, com foco em lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.

A operação é conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), com apoio da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) e do Serviço Aeropolicial (Saer).

De acordo com o diretor do Draco, delegado Fábio Lordello, a operação reforça a atuação da Polícia Civil da Bahia no enfrentamento ao crime organizado e à lavagem de dinheiro, com ênfase na interrupção de atividades ilícitas.

“O grupo operava um esquema estruturado de lavagem de capitais por meio de empresas de fachada, intermediadoras de pagamento e pessoas interpostas, movimentando valores incompatíveis com atividades lícitas declaradas. As conexões financeiras do esquema seguem sob aprofundamento investigativo”, afirmou.

A operação cumpre mandados de busca e apreensão contra 13 investigados nas cidades de Feira de Santana, São Bernardo do Campo (SP), São Paulo, Salvador e Camaçari. O objetivo é recolher dispositivos eletrônicos, documentos e outros elementos de interesse probatório.

Além do bloqueio de capitais dos investigados, foi apreendida uma aeronave particular apontada como produto dos crimes investigados e utilizada para facilitar a mobilidade e a ocultação patrimonial dos envolvidos.

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Desconto de 15% no IPVA é prorrogado até 25 de fevereiro

10 de fevereiro de 2026, 17:03

Foto: Divulgação

Após o grande número de contribuintes interessados em aproveitar o desconto de 15% na antecipação do IPVA 2026 ter sobrecarregado o sistema de pagamento e provocado instabilidade nos últimos dias, a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba) decidiu prorrogar o prazo final até 25 de fevereiro. De acordo com o calendário original, o desconto estaria válido até esta terça-feira, dia 10. A definição da nova data levou em conta o período de Carnaval. As demais datas previstas no calendário do IPVA 2026 permanecem as mesmas.

A Sefaz-Ba lembra que o desconto, um dos maiores do país, só é válido para pagamento à vista, e pode ser feito por meio da plataforma ba.gov.br ou em caixas eletrônicos ou aplicativos do Banco do Brasil, Bradesco ou Bancoob, com o número do Renavam em mãos. O desconto de 15% é calculado de forma automática em todas as plataformas, e é válido somente para o IPVA.

A Sefaz-Ba e o Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-Ba) alertam que, para ter o veículo totalmente regularizado, é necessário efetuar o pagamento do licenciamento integrado, que engloba, além do IPVA, o licenciamento anual, de responsabilidade do Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-Ba), e eventuais multas.

É importante lembrar ainda que o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo Eletrônico (CRLV-e) não é mais enviado para o endereço do contribuinte, por isso é necessário que, após pagar o licenciamento, o contribuinte gere o arquivo digital no ba.gov.br, para em seguida imprimir ou salvar no celular.

Pagamento via Pix

É possível fazer o pagamento à vista, via Pix, em qualquer instituição bancária. O licenciamento integrado — que reúne IPVA, taxa de licenciamento e eventuais multas — pode ser realizado de forma 100% digital por meio da plataforma ba.gov.br. Para isso, basta acessar a página, entrar com usuário e senha, e escolher a opção “Pagar Licenciamento Cota Única”. Depois é só digitar o número do Renavam do veículo e gerar o Documento de Arrecadação Estadual (DAE), que já vem com o código de barras e o QR Code do pix.

O ba.gov.br pode ser acessado, ainda, utilizando-se usuário e senha do gov.br, plataforma digital unificada do Governo Federal. As plataformas e caixas do Banco do Brasil, Bradesco ou Bancoob também permitem ao contribuinte pagar o licenciamento integrado.

Outras alternativas

A Sefaz-Ba informa que, caso o contribuinte não possa fazer a quitação e aproveitar o desconto de 15% até o dia 25, ele tem ainda a opção de pagar o imposto com 8% de desconto, desde que faça o pagamento do valor integral até o dia do vencimento da primeira cota do parcelamento previsto para o seu veículo. Esta informação pode ser checada no calendário do IPVA 2026, disponível no site no www.sefaz.ba.gov.br, clicando-se em “Inspetoria Eletrônica” – “IPVA” – “Calendário”.

É possível ainda fazer o parcelamento em cinco vezes, sem desconto, também de acordo com o calendário anual, levando-se em conta o número final da placa do veículo. Caso a opção seja por parcelar o IPVA, o contribuinte deve lembrar-se de que os débitos referentes à taxa de licenciamento e a eventuais multas de trânsito deverão ser pagos até o prazo final do pagamento em cota única ou da quinta parcela do IPVA.

O imposto só poderá ser parcelado se o valor do débito for igual ou superior a R$ 120,00. A Sefaz-Ba lembra que a opção do parcelamento referente a débitos anteriores a 2026 será admitida apenas caso este pagamento ocorra junto com o do exercício atual.

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Música substitui sirenes e reforça inclusão nas escolas estaduais da Bahia

10 de fevereiro de 2026, 14:26

Foto: Acervo Pessoal

A substituição de sirenes estridentes por música nas escolas estaduais da Bahia ganha força com a sanção da Lei nº 15.110 e evidencia uma mudança de cultura no ambiente escolar, pautada por cuidado, inclusão e bem-estar. A iniciativa, que já vinha sendo orientada pela Secretaria da Educação do Estado (SEC), por meio da Coordenação da Educação Especial na Perspectiva Inclusiva, busca garantir conforto auditivo e favorecer a permanência e a aprendizagem dos estudantes, especialmente aqueles com Transtorno do Espectro Autista (TEA). “A legislação garante que os sinais sonoros não prejudiquem nenhum estudante e amplia a qualidade da participação de todos no ambiente escolar”, afirma o coordenador da Educação Especial na Perspectiva Inclusiva da SEC, Alexandre Fontoura.

Segundo ele, a política pública reforça o papel da Bahia como referência nacional em educação inclusiva, ao alinhar saúde auditiva, direitos educacionais e práticas pedagógicas inovadoras. “Ao evitar sons agressivos, criamos espaços de convivência mais tranquilos, que favorecem o percurso formativo e respeitam as singularidades, especialmente dos estudantes com sensibilidade sensorial”, ressalta Alexandre, ao lembrar que a SEC também produziu uma cartilha pedagógica com orientações para toda a rede estadual, distribuídas no início deste ano.

Antes do tema virar lei, algumas unidades da SEC já haviam desligado as sirenes para tocar músicas suaves. O Colégio Estadual Góes Calmon, localizado no bairro de Brotas, em Salvador, se destaca como unidade pioneira na Bahia ao adotar, há cinco anos, a música no lugar da sirene tradicional. Com 850 estudantes e oferta de Ensino Médio em Tempo Integral, Educação de Jovens e Adultos (EJA), cursos técnicos e Atendimento Educacional Especializado, a escola transformou a troca das aulas em um momento mais leve, educativo e integrado ao calendário cultural.

Clima escolar saudável

A diretora do Colégio Estadual Góes Calmon, Lúcia Fraga de Brito, explica que a decisão de substituir a sirene nasceu da escuta atenta da comunidade escolar no pós-pandemia. A escolha do repertório envolve alunos e educadores e se adapta a períodos como Carnaval, São João e Natal. “A música acolhe, aproxima e torna o ambiente mais humano. Observamos mais interação, menos tensão e um clima escolar muito mais saudável”, destaca a gestora.

Entre os estudantes, a mudança é percebida no cotidiano. Maria Fernanda Souza, da 3ª série do Ensino Médio, valoriza a diversidade musical presente na escola: “As músicas deixam a rotina mais leve e fazem a gente se sentir bem no espaço escolar”. Para Vitória Maria Monteiro, também concluinte do Ensino Médio, o impacto vai além do conforto. “As melodias ajudam na concentração e evitam sustos, o que é fundamental para alunos com deficiência. É melhor para todo mundo”, afirma.

Tita Moura – Ascom/SEC

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