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Água com limão traz benefícios reais para saúde?

21 de agosto de 2019, 06:43

Foto: Reprodução

Não se sabe muito bem como ou quando essa moda “fitness” começou. A modelo Gisele Bündchen, entre outras famosas, já disse aderir ao hábito de tomar água com limão espremido ao acordar, de jejum ― e isso bastou para que muitas pessoas, incluindo nutricionistas e influencers de saúde, atribuíssem poderes milagrosos à receita. 

Para ficar claro: tomar um copo de água ao acordar é um ótimo hábito, uma vez que você hidrata seu corpo após muitas horas de sono. Te dá mais energia, melhora o aspecto da pele e cabelos e ajuda a equilibrar seu corpo. 

O limão, por sua vez, também é um ótimo aliado para a sua saúde. Rico em vitamina C, ele melhora sua imunidade. Por ter antioxidantes, o limão também ajuda no processo de desinflamação do organismo. O ácido cítrico presente nele ainda melhora o processo digestivo, caso consumido em jejum. 

Já em relação ao efeito “detox” e emagrecimento, não é possível confirmar tais benefícios. 

“Não emagrece e nem engorda”, afirma a nutricionista franco-brasileira Sophie Deram, em seu blog.

“A alegação que usam ao promover essa informação seria de que a pectina [um tipo de fibra] existente no limão que poderia aumentar a saciedade e assim fazer com que você coma menos, induzindo ao emagrecimento”, diz. “Acontece que a pectina do limão concentra-se principalmente na casca, portanto, a ínfima quantidade de pectina no sumo do limão não seria suficiente para promover tal benefício.”

Em relação ao “detox”, a nutricionista lembra que não existe um alimento com essa qualidade. O órgão encarregado por esse trabalho é o fígado ― então trate de cuidar muito bem dele. 

“Não adianta mandar ver aquele copo de água com limão em jejum depois de um final de semana de exageros alimentares, porque não é isso que vai te desintoxicar. A melhor coisa a se fazer é esquecer o que passou e tocar a vida adiante, comendo normalmente e respeitando sua fome e saciedade”, pontua a nutricionista. Ela ressalta que nenhum alimento, por si só, é capaz de engordar, emagrecer e, muito menos, promover curas milagrosas. 

Água com limão e o câncer

Outro boato sobre os efeitos milagrosos da água com limão é o combate ao câncer. 

De tempos em tempos, circulam fake news nas redes sociais e em grupos no WhatsApp afirmando que a mistura poderia combater o câncer. 

Apesar dos benefícios da fruta relacionados à imunidade, ela não tem poderes de matar células cancerígenas, destaca o Instituto Oncoguia.

“Existem mais de cem tipos diferentes de câncer, o que torna extremamente difícil (ou até impossível) que algum alimento possa ser eficiente contra todos eles”, informa o Instituto.

“Não existe nenhum estudo científico que comprove essa teoria sobre o limão. Claro que alimentação saudável e hidratação são importantes para o corpo e ajudam a prevenir diversas doenças. Mas, para tratar ou prevenir o câncer, o limão não serve”, diz o oncologista clínico Carlos Eugênio Escovar. 

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Site pornográfico revelou dados de mais de 1 milhão de utilizadores

21 de agosto de 2019, 06:22

Foto: Reprodução

Os dados revelados incluem a atividade no site – 

Osite pornográfico Luscious expôs os dados privados de 1.195 milhões de usuários, incluindo nomes completos, nomes de utilizadores, e-mails, país e gênero.

A informação foi desvendada pela empresa de investigação vpnMentor, que aponta ainda que o site expôs o registro de atividade dos usuários, assim como vídeos e galerias de imagens vistos para a plataforma, comentários, publicações de blogue, favoritos, seguidores e contas seguidas.

Segundo o CNet, a invasão foi descoberta pelos investigadores no dia 15 de agosto e reportada no dia 16, com a Luscious tendo feito as devidas correções nos dias seguintes. “O impacto desta invasão pode ser devastadora para os utilizadores, seja pessoalmente ou financeiramente. A atividade em sites de adultos como o Luscious é uma das mais privadas e nunca ninguém espera que seja revelada”, pode ler-se no comunicado da vpnMentor.

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Marca de remédio à base de maconha é vetada por contrariar ‘bons costumes’

21 de agosto de 2019, 06:15

Foto: Reprodução

Órgão usa lei que proíbe registro com expressão contrária a princípios morais; Anvisa deve regulamentar plantio para fins medicinais – 

RIO – O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) tem negado pedidos de patente e de registro de marcas de produtos medicinais derivados da Cannabis sativa – nome científico da maconha. O órgão, vinculado ao Ministério da Economia, alega considerar esses itens “contrário(s) à moral, aos bons costumes e à segurança, à ordem e à saúde pública”.

Algumas empresas tentam se antecipar à nova regulamentação sobre produtos medicinais derivados da maconha, em debate atualmente na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para o presidente da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual, o advogado Luiz Edgard Montaury Pimenta, “uma marca ou patente não pode ser registrada à luz de princípios morais”. O Inpi, diz ele, interpreta equivocadamente a lei para rejeitar requerimentos.

Presidente para América Latina da Fluent Cannabis Care – empresa americana que produz medicamentos à base de cannabis -, Mario Grieco conta esperar há dois anos pelo registro da marca no Inpi. Várias outras marcas, segundo ele, também foram indeferidas. “O que realmente surpreende é que estão se apegando a alguns pontos absurdos para rejeitarem marcas que tenham a palavra ‘cannabis’ ou ‘hemp’ no nome”, afirma. “Muitas dessas empresas já estão registradas nos Estados Unidos e na Europa. Vão mudar de nome para vir para o Brasil, por moral e bons costumes?”

A Anvisa encerrou nesta segunda-feira, 19, duas consultas públicas abertas sobre requisitos para registro e monitoramento de medicamentos à base de cannabis e para o cultivo da planta para fins medicinais. A expectativa da Anvisa é de que a agência consolide as sugestões e aprove, até novembro, a regulamentação.

O tema divide integrantes do governo federal. O presidente da Anvisa, William Dib, defende liberar o plantio para uso medicinal e científico. Já o ministro da Cidadania, Osmar Terra, é opositor da proposta, que ele classificou em entrevista como “um primeiro passo para legalizar a maconha” no País, e chegou a falar em fechamento da Anvisa.

A regra deve ampliar o acesso aos remédios e à planta para fins medicinais. O plantio de cannabis é proibido no País. A Lei 11.343/2006 previa a aprovação do cultivo para fins medicinais e científicos, o que não foi regulamentado. Os remédios à base de cannabis contêm porcentual muito baixo de THC, substância responsável por causar os efeitos alucinógenos.

A droga tem se mostrado eficaz no tratamento de distúrbios e doenças, como epilepsia, Parkinson, autismo, dor crônica e ansiedade. O mercado potencial para esses medicamentos é estimado em mais de três milhões de usuários.

A nova regulamentação, de acordo com os defensores da proposta, facilitaria o acesso, baratearia o custo e evitaria questionamentos nos tribunais. A Justiça vem dando autorização especial para o plantio com fins medicinais.

Inpi

Em nota, o Inpi confirma que pedidos de registro de marca que contenham as palavras “maconha”, “cannabis”, “hemp” e “cânhamo” ou imagens relacionadas podem ser enquadrados na Lei de Propriedade Industrial (9279/96).

O dispositivo não permite registro como marca de “expressão, figura, desenho ou qualquer outro sinal contrário à moral e aos bons costumes”. O órgão, porém, diz “constantemente” atualizar os procedimentos de análise e afirma levar em conta normativos de outros órgãos, como a autorização da Anvisa para importar produtos medicinais à base de canabidiol.

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Estudo vê elo entre poluição e depressão e esquizofrenia

21 de agosto de 2019, 06:01

Foto: Reprodução

A poluição ambiental entope os pulmões e encurta vidas, mas também está ligada a um risco maior de doenças mentais, disseram pesquisadores nesta terça-feira, em um estudo baseado em dados de milhões de pacientes dos Estados Unidos e da Dinamarca.

Pessoas expostas a um ar de qualidade ruim nos dois países ficaram mais sujeitas a ser diagnosticadas com bipolaridade ou depressão, mostrou o estudo, embora críticos tenham dito que ele foi falho e que é preciso pesquisar mais para tirar conclusões firmes.

“Existem alguns gatilhos conhecidos (de doenças mentais), mas a poluição é uma nova direção”, disse o líder do estudo, Andrey Rzhetsky, da Universidade de Chicago, à Thomson Reuters Foundation.

“Pesquisas com cães e roedores mostram que a poluição ambiental pode entrar no cérebro e causar inflamação, o que resulta em sintomas semelhantes à depressão. É muito possível que a mesma coisa aconteça em humanos”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a poluição ambiental mata 7 milhões de pessoas por ano – o equivalente a 13 mortes por minuto e mais do que o total combinado de guerras, assassinatos, tuberculose, HIV, Aids e malária.

Ela pode encurtar em 20 meses, na média, a expectativa de vida de crianças nascidas na atualidade, segundo a pesquisa publicada pela organização norte-americana sem fins lucrativos Instituto dos Efeitos da Saúde no início deste ano.

 

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Defesa de CR7 admite ter pago para encerrar caso de estupro

21 de agosto de 2019, 05:42

Foto: MARCO BERTORELLO / AFP

Advogados afirmaram que acordo financeiro foi feito no valor de US$ 375 mil para manter o ocorrido em sigilo. Em 2009, Kathryn Mayorga acusou o português de violência sexual – 

A defesa do craque Cristiano Ronaldo admitiu, nesta terça-feira, ter pago US$375 mil (cerca de R$ 1,5 milhão) para encerrar o caso de estupro do qual o atacante português foi acusado por Kathryn Mayorga, em 2009, em um hotel em Las Vegas.

Um documento revelado pela emissora CNN confirma que os advogados do atacante da Juventus (ITA) repassaram o valor para a mulher manter confidencialidade sobre a acusação.

Os advogados de CR7 apresentaram uma ação de acusação de extorsão contra Mayorda, que será incluída no processo, por violar o acordo feito em 2009. Além disso, a defesa afirmou que ela teria apresentado provas suficientes de capacidade mental ao aceitar os termos do acordo.

Em 2018, Kathryn Mayorda chegou a entrar com um processo para invalidar o acordo feito com a defesa do atacante. Ela argumentou que estaria em “frágil estado emocional” na época e que a defesa do astro português teria se aproveitado disso, obrigando-a a assinar o termo. A Polícia de Las Vegas chegou a reabrir o processo, mas logo foi fechado em julho de 2018.

O jogador se manifestou sobre o caso pelas redes sociais em outubro do ano passado. Cristiano Ronaldo negou as acusações feitas e afirmou que o crime sexual é “abominável e que vai contra tudo o que sou e o que acredito”.

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Vampirismo: a doença fatal que matou centenas de pessoas

20 de agosto de 2019, 17:29

Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Registros do início do século 18 mostram como o exército austríaco teve que lidar com ‘vampiros’ que ameaçavam moradores na Europa Oriental – 

O que é vampirismo? Pela definição do dicionário, é “a conduta de alguém que age como um vampiro”.

No imaginário popular, pode significar ressuscitar dos mortos para vagar à noite com uma capa preta, usando os caninos longos e afiados para morder o pescoço de vítimas e sugar seu sangue.

Atualmente, os vampiros são encontrados apenas em livros, filmes e séries de televisão.

Mas, quando o termo apareceu pela primeira vez, o cenário era bem diferente.

A origem do termo

Os vampiros sugiram no início do século 18 na fronteira da Áustria com a Hungria.

Embora desde os tempos mais remotos, divindades, bruxas, fantasmas e outras variedades de demônios que sugavam o sangue humano tenham feito parte do imaginário de quase todas as culturas, várias fontes afirmam que a palavra “vampiro” foi escrita pela primeira vez em 1725, no relatório de um médico do exército do Sacro Império RomanoGermânico.

O príncipe Eugênio de Saboia (1663-1736) é considerado o general mais importante da sua era

Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Após a vitória contra o Império Otomano em Petrovaradin (1716) e o Cerco de Belgrado (1717), que levaram à assinatura do Tratado de Passarowitz, a Áustria anexou grandes extensões da Sérvia ao seu território.

E, ao chegar às terras dos povos eslavos, os austríacos se depararam com relatos sobre essas estranhas criaturas, das quais nunca tinham ouvido falar antes.

O relatório

Em um período de oito dias, nove pessoas morreram subitamente na cidade de Kisilova, após terem recebido supostamente a visita noturna de um homem chamado Petar Blagojević, que teria mordido as vítimas e chupado seu sangue.

O problema é que Blagojević estava morto e havia sido enterrado 10 semanas antes.

Os moradores pediram permissão então para exumar seu corpo e, no papel de nova autoridade local, o superintendente austríaco Frombold acompanhou o procedimento.

O ritual para matar vampiros previa cravar uma estaca no peito e queimar o corpo

Foto: Getty Images / BBC News Brasil

No relatório que enviou para Viena — o mesmo em que escreveu a palavra “vampiro” —, ele descreveu o que viu:

“O rosto, as mãos e os pés, e todo o corpo estavam tão bem constituídos, que não poderiam ter estado mais completos em sua vida. Com espanto, vi um pouco de sangue fresco em sua boca, que — de acordo com os relatos — havia sido sugado das pessoas mortas por ele… assim, ao ser perfurado, um monte de sangue, completamente fresco, também jorrou de seus ouvidos e boca, e aconteceram outras manifestações que não descrevo por respeito.”

Como era costume na região, eles cravaram uma estaca no coração do cadáver e cremaram o corpo.

Uma ‘epidemia’

Um jornal em Viena publicou a notícia, e o fenômeno se espalhou pela região.

Em poucos anos, o vampirismo parecia ter se tornado uma epidemia na Europa Oriental.

Muita gente achava que o governo precisava tomar uma atitude em relação à suposta epidemia

Foto: Getty Images / BBC News Brasil

O imperador enviou equipes de cirurgiões militares para realizar autópsias e investigar o que estava acontecendo. Esses especialistas constataram, por sua vez, que os casos eram notavelmente consistentes.

Pesquisadores da área médica publicaram dezenas de artigos e livros sobre o assunto.

O vampirismo se tornou então uma condição reconhecida, testemunhada por um grande número de pessoas, que apresentava sinais e sintomas característicos, como cadáveres com sangue fresco correndo em suas veias e vísceras; sangue ao redor da boca, “por ter se alimentado”; pele rosada; corpos volumosos, etc.

Tema quente

Ironicamente, o vampiro ocidental surgiu em plena Era da Razão.

O século 18, conhecido como “Século das Luzes”, foi palco do Iluminismo, movimento que pregava o uso da luz da razão contra as trevas da ignorância.

Neste contexto, os vampiros eram um tema que despertava calorosos debates na Europa.

Teólogos argumentavam que os vampiros eram seres físicos que demonstravam a existência de uma vida após a morte.

Filósofos, por outro lado, se preocupavam com o fato de que as evidências disseminadas sustentando a existência de vampiros lançassem dúvidas sobre o valor do testemunho e de testemunhas oculares.

O quê?! Em pleno século 18 existem vampiros?’, questionou Voltaire

Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Até mesmo o filósofo francês Voltaire se manifestou sobre o assunto, quando em 1764, questionou:

“O quê?! Em pleno século 18 existem vampiros?

“São cadáveres que deixam seus túmulos à noite para chupar o sangue dos vivos, seja em suas gargantas ou seus estômagos, e depois retornam aos seus cemitérios.”

“Enquanto as vítimas empalidecem e são consumidas, os cadáveres que sugam o sangue ganham peso, ficam rosados e desfrutam de um excelente apetite.”

“É na Polônia, na Hungria, na Silésia, na Morávia, na Áustria e na Lorena que os mortos se divertem tanto.”

“Nunca ouvimos uma palavra sobre vampiros em Londres, nem sequer em Paris.”

“Admito que nas duas cidades há corretores da bolsa e homens de negócios que sugam o sangue das pessoas em plena luz do dia; mas, embora corrompidas, não estão mortas. Esses verdadeiros vampiros não vivem em cemitérios, mas em palácios.”

O que estava acontecendo?

Mas como explicar a epidemia de uma doença mortal que não existe?

Alguns pesquisadores atribuem o fenômeno a grandes traumas e decepções, outros à alimentação, ao uso acidental de drogas que causam alucinações e a doenças altamente contagiosas.

Outras teorias fazem referência à presença de substâncias químicas incomuns na terra que afetavam a decomposição dos corpos.

De fato, a origem de algumas características descritas pelos médicos legistas da época poderia ser precisamente a decomposição.

Depois da suposta ‘epidemia’, vampiros invadiram a literatura

Foto: Getty Images / BBC News Brasil

É importante lembrar que, no passado, não era comum observar o processo de putrefação dos corpos, uma vez que eram fonte de contaminação.

Hoje sabemos que o rigor mortis (rigidez cadavérica) passa, por isso a flexibilidade de muitos “vampiros” surpreendia a quem os desenterrava.

Em alguns cadáveres, o sangue coagula, mas se liquefaz novamente. Os gases no abdômen aumentam a pressão à medida que o estado de putrefação avança, forçando os pulmões para cima e, algumas vezes, expulsando o tecido em decomposição da boca e das narinas.

O inchaço provocado pelos gases bacterianos após a morte explica por que os corpos parecem roliços e saudáveis, e também os “gemidos sonoros” que alguns mortos soltavam quando as estacas eram encravadas em seu coração ou estômago.

O vampiro aristocrata

Bram Stoker nos brindou com ‘Drácula’, um vampiro mais sofisticado

Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Um século depois, um médico inglês chamado John Polidori escreveu o primeiro romance sobre vampiros em inglês. Ele transformou o vampiro em um aristocrata, abrindo caminho para o clássico de Bram StokerDrácula, publicado 78 anos depois.

A imagem da criatura elegante que povoa hoje em dia o imaginário popular se deve a PolidoriStoker e a dezenas de contos sobre vampiros vitorianos.

Mas vale lembrar que o tema foi analisado pela primeira vez por médicos, políticos e filósofos.

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‘Vai Ter Gorda’: Salvador tem protesto contra motorista que negou corrida a mulher por causa do peso

20 de agosto de 2019, 13:05

Foto: Paulo Arcanjo

‘Vai andando, querida, para emagrecer’, escreveu homem para usuária de aplicativo – 

O coletivo Vai Ter Gorda, de Salvador, reuniu mulheres na capital baiana no último domingo, 18, com o objetivo de repudiar um caso de gordofobia envolvendo um motorista do aplicativo de carros 99 Pop, que negou uma viagem a uma cliente, Joyce Santos, por causa do seu peso, em julho.

“Como é que você passa por mim? Chamo e você não para”, escreveu ela, na plataforma da empresa. “Vai andando, querida, para emagrecer”, respondeu o motorista. 

A ideia do Vai Ter Gorda, criado em 2016, é lutar contra a gordofobia (preconceito contra pessoas gordas), aproximando o público feminino com palavras de autoestima e reivindicações por políticas públicas em prol da inclusão social. 

“Buscamos ações que valorizem as pessoas gordas na sociedade como seres humanos e respeitando as diferenças”, disse a coordenadora nacional do movimento.

As mulheres tiraram fotos na praia, fizeram um piquenique e conversaram sobre a situação. 

Procurada pelo E+, a assessoria do 99 Pop informou que o motorista foi bloqueado no aplicativo e a empresa está disponível para colaborar com a investigação da polícia. “Uma equipe especializada [da companhia] foi mobilizada para apurar o caso de Joyce e está buscando contato com a passageira para lhe dar apoio e acolhimento”, alegaram.

 

Leia o esclarecimento da 99 Pop na íntegra:

A 99 recebeu, por meio das redes sociais, o relato grave da passageira Joyce dos Santos, que teve sua corrida negada por um motorista da plataforma. A empresa lamenta profundamente a situação, e reitera que repudia qualquer tipo de discriminação e tem uma política de tolerância zero em relação a isso. 

A 99 orienta e sensibiliza seus motoristas parceiros a atenderem passageiros com gentileza e respeito. Em seus termos de uso, a empresa ressalta que motoristas parceiros não podem discriminar ou selecionar passageiros por quaisquer motivos, além de tratá-los com boa fé, profissionalismo e respeito.

Uma equipe especializada foi mobilizada para apurar o caso de Joyce e está buscando contato com a passageira para lhe dar apoio e acolhimento. Enquanto isso, o motorista foi bloqueado. A 99 está disponível para colaborar com a investigação da polícia.

A 99 reitera que investe continuamente para prevenir esse tipo de situação. A empresa realiza periodicamente rodas de conversas para orientar motoristas parceiros a terem uma postura de respeito e gentileza com todos. Além disso, uma nova plataforma de cursos para 100% dos motoristas com foco em diversidade e cidadania foi lançada e está disponível presencialmente e online. O primeiro módulo é sobre o combate à LGBTQfobia. Os próximos, sobre assédio e racismo, estarão disponíveis neste mês.

Passageiros e motoristas que tenham sofrido qualquer forma de discriminação devem reportar imediatamente para a empresa, por meio de seu app ou pelo telefone 0800-888-8999, para que medidas corretivas sejam adotadas. Trabalhamos 24 horas por dia, 7 dias por semana, para cuidar exclusivamente da proteção dos usuários. A 99 continua à disposição para qualquer esclarecimento. 

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Em seis meses, Rio de Janeiro registrou 48 roubos em ônibus por dia

20 de agosto de 2019, 12:34

Foto: Reprodução/TV Globo

Média de um assalto em coletivo a cada trinta minutos no estado – 

Nos seis primeiros meses de 2019, o Rio de Janeiro registrou média de 48 roubos em ônibus por dia. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) revelam que o número de ocorrências do tipo cresceu 14,3% em relação ao primeiro semestre de 2018.

Em todo o estado, de janeiro a junho deste ano, foram registrados 8.761 assaltos em ônibus – média de dois casos a cada hora. Na manhã desta terça-feira, 20, um homem rendeu um ônibus na Ponte Rio-Niterói. O sequestro terminou após três horas, quando um sniper atirou no sequestrador, que morreu no local. Segundo a Polícia Militar do Rio de Janeiro, todos os 37 reféns foram liberados sem ferimentos.

A capital fluminense registrou o maior número de casos: 5.627, cerca de 65% do total de episódios no estado. São Gonçalo, cidade da região metropolitana de onde saiu o ônibus sequestrado nesta terça-feira, vive uma explosão de casos de assaltos em coletivos: 647, quase 20% a mais que os 541 no mesmo período no ano passado.

Os números da segurança no Rio no mês de julho de 2019 seriam divulgados hoje pelas secretarias de Polícia Militar e Polícia Civil, mas a divulgação foi cancelada em virtude do sequestro.

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Árbitro de Brasil 1 x 7 Alemanha será treinador na Espanha

20 de agosto de 2019, 12:23

Foto: Reprodução

O mexicano Marco Rodríguez, que se aposentou da arbitragem na goleada alemã no Mineirão em 2014, assumirá o comando do Salamanca.

O mexicano Marco Antonio Rodríguez, de péssima memória para os brasileiros, iniciará uma nova carreira na Espanha. O ex-árbitro, que encerrou sua carreira em 8 de julho de 2014, ao apitar o fim de Brasil 1 x 7 Alemanha na semifinal da Copa do Mundo, no Mineirão, será treinador do Salamanca CF, clube da Segunda Divisão B, equivalente à terceira divisão do futebol espanhol.

Rodríguez, de 45 anos, confirmou a informação que já vinha sendo divulgada no México com uma postagem no avião, rumo à Espanha. “Com convicção do que se espera e do que está por vir”, escreveu no Twitter na segunda-feira, 19.

Ele substituirá seu compatriota José Luis Trejo, que teve sua licença de treinador invalidada pela federação espanhola. Árbitro da Fifa entre 2000 e 2014, Rodríguez trabalhou em três Copas do Mundo (2006, 2010 e 2014). Na última, além do 7 a 1, dirigiu outra recordada partida, o triunfo do Uruguai sobre a Itália, em Natal, marcada pela mordida de Luis Suárez em Giorgio Chiellini.

 

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Há cerca de 10 bilhões de planetas semelhantes à Terra na Via Láctea, diz estudo

20 de agosto de 2019, 09:41

Foto: NASA

Astrônomos têm encontrado alguns planetas que parecem ter água e temperatura superficial ideal para abrigar formas de vida, como é o caso dos mundos que orbitam as estrelas GJ 357 e os planetas da estreia Teegarden. Acontece que podem existir muito mais planetas parecidos com a Terra por aí, e aqui mesmo na nossa galáxia. Pesquisadores da Penn State University usaram dados do telescópio Kepler, da NASA, para estimar o número de planetas semelhantes à Terra na Via Láctea e a conclusão é que há um monte deles.

Publicado esta semana no The Astronomical Journal, o estudo sugere que há um planeta quente e aquoso orbitando uma em cada quatro estrelas semelhantes ao Sol. Isso significa que pode haver até 10 bilhões de mundos semelhantes à Terra em nossa galáxia. Se você estiver se perguntando o que significa “semelhante à Terra”, a equipe definiu que se trata de um planeta que tem de três quartos a um e meio o tamanho da Terra, e quando ele orbita sua estrela a cada 237 a 500 dias.

Essa é uma informação muito animadora para a busca por vida alienígena, já que espera-se encontrá-la em lugares com temperatura semelhante à nossa e água em forma líquida. Também é uma descoberta importante porque ajuda os astrônomos a saberem onde procurar, o que poupará tempo e recursos. “Receberemos muito mais retorno do investimento se soubermos quando e onde procurar”, disse Eric Ford, professor de astrofísica e co-autor do novo estudo.

“O Kepler descobriu planetas com uma ampla variedade de tamanhos, composições e órbitas”, disse Ford. “Entretanto, simplesmente contar exoplanetas de um determinado tamanho orbital ou distância é enganoso, já que é muito mais difícil encontrar pequenos planetas longe de suas estrelas do que encontrar grandes planetas perto de suas estrelas”.

Para estimar quantos planetas o Kepler poderia ter perdido, os pesquisadores simularam em computador hipotéticos universos de estrelas e planetas, baseados em uma combinação do catálogo de Kepler, além do catélogo da pesquisa das estrelas de nossa galáxia da nave Gaia, da Agência Espacial Européia.

A simulação deu aos cientistas uma noção de quantos exoplanetas em cada universo hipotético o Kepler teria detectado e quais tipos. Eles puderam então comparar esses dados com o que o telescópio Kepler real detectou em nosso universo, e assim estimar a quantidade de planetas do tamanho da Terra orbitam nas zonas habitáveis de suas estrelas.

“Ao comparar os resultados com os planetas catalogados pelo Kepler, caracterizamos a taxa de planetas por estrela e a forma com que isso depende do tamanho do planeta e da distância orbital”, disse Danley Hsu, um estudante de pós-graduação da Penn State e co-autor do trabalho. “Nossa nova abordagem permitiu que a equipe levasse em conta vários efeitos que não foram incluídos em estudos anteriores”.

O próximo passo na busca por vida alienígena é estudar planetas potencialmente habitáveis. “Os cientistas estão particularmente interessados ​​em procurar biomarcadores – moléculas indicativas de vida – nas atmosferas dos planetas aproximadamente do tamanho da Terra”, disse Ford.

Fonte: Canaltech

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