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Após seis meses em coma, bebê acorda sorrindo para o pai

28 de outubro de 2019, 22:12

Foto: Reprodução

Michael Labuschagne tem pouco tempo de vida, mas já passou por um momento único e de superação em um hospital de Bristol, na Inglaterra. O bebê ficou em coma por seis meses e retomou a consciência de uma maneira surpreendente.

Atualmente, Michael tem um ano e maio, mas na época da internação ele tinha apenas 10 meses de idade. Após acordar sem fôlego, ele foi levado para a emergência do hospital e diagnosticado com uma parada cardíaca.

Os médicos tiveram que induzir o coma, mas alertaram os pais que provavelmente a criança nunca mais voltaria a acordar. Só que na prática, as coisas funcionam de um jeito diferente. Michael contrariou todas as probabilidades e acordou do coma após seis meses, sorrindo para o pai, Stuart.

O momento foi interrompido pela notícia de que a criança poderia ter sofrido danos cerebrais irreversíveis. Porém, o bebê chocou os médicos após a realização de exames com resultados excelentes sobre a saúde de seu cérebro.

Apesar de não sofrer danos cerebrais, os pais de Michael ainda não podem respirar aliviados, já que o bebê foi diagnosticado com um tumor no coração. Agora, os pais realizam uma campanha de arrecadação para realizar a cirurgia do filho em um hospital de Boston, nos EUA, que tem tecnologia para remover o tumor.

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Medicamento para o sono e ansiedade mata mais do que cocaína

28 de outubro de 2019, 22:05

Foto: Reprodução

O uso frequente e indiscriminado de comprimidos para o sono e ansiedade causa um maior risco de morte do que o uso de drogas como cocaína e heroína. A conclusão é de duas pesquisas publicadas no periódico científico American Journal of Public Health.

O levantamento foi realizado com 2802 participantes que tomavam benzodiazepinas, entrevistados semestralmente durante cinco anos e meio. No final do estudo, 18,8% dos indivíduos que compunham o grupo morreram. Os acadêmicos observaram que mesmo depois de isolar outros fatores, como o uso de drogas ilegais e comportamentos de alto risco, a taxa de mortalidade permaneceu alta entre os que utilizavam o composto.

Um segundo estudo realizado com uma parte menor do mesmo grupo examinou a ligação entre o uso de benzodiazepina e a infecção por hepatite C, e descobriram que a taxa de infecção foi 1,67 vezes maior entre os que usaram fármacos à base do composto.

“O interessante sobre estas descobertas é que é uma droga prescrita e as pessoas pensam que estão seguras. Mas, provavelmente, estamos a prescrever essas drogas de uma forma excessiva e que por sua vez está causando danos”, disse o cientista Keith Ahamad ao jornal Vancouver Sun.

Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que a benzodiazepina só deve ser prescrita para tratar “ansiedade ou insônias graves, incapacitantes, que causem angústia extrema”. A entidade recomenda que os médicos levem em conta que o composto causa dependência e síndrome de abstinência – por isso, deve ser usada numa dose eficaz mínima e durante o menor tempo possível.

 

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Papa diz que Arquivo Secreto do Vaticano não é assim tão secreto

28 de outubro de 2019, 21:57

Foto: REUTERS/REMO CASILLI

O Papa Francisco declarou hoje que o Arquivo Secreto do Vaticano não é assim tão secreto e mudou o nome para ‘Arquivo Apostólico do Vaticano’. Ele mudou oficialmente o nome do arquivo da Santa Sé para remover o que disse serem conotações “negativas” de ter “segredos” em seu nome.

A partir de agora, o vasto acervo de documentos, manuscritos e papiros do passado dos papas, vai ser oficialmente conhecido como ‘Arquivo Apostólico do Vaticano’.

Numa nova lei, Francisco observou que o arquivo está há muito tempo aberto a estudantes e que ele próprio decretou que os arquivos da era da Segunda Guerra Mundial, do Papa Pio XII, acusado por alguns de não falar o suficiente sobre o holocausto, serão abertos para pesquisadores a partir de 2 de março de 2020.

De acordo com o chefe da Igreja Católica, a mudança de nome reflete melhor a realidade dos arquivos e “o seu propósito para a igreja e o mundo da cultura”.

O arquivo contém documentação sobre a vida da universal igreja católica, desde o século VIII ao presente. Congrega 600 coleções diferentes que estão organizadas ao longo de 85 quilômetros de prateleiras.

Localizado dentro do Palácio Apostólico, o arquivo tem várias salas de leitura e um ‘bunker’ de cimento armado de dois andares.

Os mais preciosos documentos, incluindo antigos manuscritos banhados a ouro e autos da Inquisição sobre o julgamento de Galileu Galilei, são guardados em seguras e climatizadas salas, onde a umidade é controlada.

Foi o Papa Leão VIII quem, em 1881, abriu as portas do arquivo a pesquisadores e atualmente cerca de 1.500 por ano são autorizados a entrar. Atualmente, o mais recente papado disponível para estudantes é o do Papa Pio XI, que morreu em 1939.

A prática usual da Santa Sé tem sido esperar 70 anos após a conclusão do papado para abrir esses arquivos pontifícios.

Mas isto significaria que os arquivos de Pio XII, que liderou a igreja de 1939 a 1958, não ficariam acessíveis a estudantes até 2028, no mínimo. A Santa Sé tem estado sob pressão para organizar e catalogar a coleção de Pio XII mais depressa, para a tornar acessível a pesquisadores enquanto ainda estão vivos sobreviventes do Holocausto.

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Pepe Mujica é eleito senador no Uruguai

28 de outubro de 2019, 15:04

Foto: Reprodução

O ex-presidente do Uruguai, José Mujica, mais conhecido como Pepe Mujica, foi eleito senador neste domingo (27.out.2019). Ele renunciou ao cargo no Senado ano passado e justificou que “estava cansado da longa viagem” e se afastaria “antes de morrer de velho”.

Nas eleições gerais do Uruguai, os cidadãos votaram para presidente e vice, deputados e senadores.

Ao decidir voltar para a política, Mujica se candidatou pelo MPP (Movimiento de Participación Popular), que faz parte da coalizão de esquerda Frente Ampla. O partido vai disputar a presidência em 2º turno, tendo à frente o candidato Daniel Martínez.

Após votar, Mujica disse que deve voltar às ruas para fazer campanha para Martínez, na disputa do 2º turno. A coalizão da qual Mujica e Martínez fazem parte está há 15 anos no poder.

Daniel Martínez enfrentará Luis Lacalle Pou, candidato de direita pelo Partido Nacional. No 1º turno, Martínez obteve 38,6% dos votos, enquanto Lacalle Pou obteve 28,2%.

Os candidatos que ficaram em terceiro e quarto lugar nas votações, Ernesto Talvi (Partido Colorado) e Guido Maníni Ríos (Partido Cabildo Abierto), receberam, respectivamente, 12,1% e 10,7% dos votos. Ambos anunciaram que apoiarão Lacalle Pou no 2º turno.

Congresso

O Uruguai tem 19 departamentos. A votação deste domingo (27.out.2019) deixou clara a polarização no país. A Frente Ampla, coalizão de esquerda, obteve maioria em 9 departamentos, enquanto o Partido Nacional, de direita, também venceu em 9. O Partido Colorado obteve maioria em 1 departamento.

Com essa divisão, nenhum partido conseguirá a maioria parlamentar no próximo governo e terão de negociar a aprovação das leis. Foram renovados 30 assentos no Senado e 99 na Câmara.

A Frente Ampla elegeu 13 senadores e 41 deputados. O Partido Nacional elegeu 10 senadores e 31 deputados. O Partido Colorado conquistou 4 vagas para o Senado e 13 para a Câmara. O partido Cabildo Abierto, fundado este ano, conquistou 3 vagas para o Senado e 11 para a Câmara dos Deputados. O Partido Independente e o Partido da Gente conquistaram, cada 1, 1 assento na Câmara.

Com informações da Agência Brasil*

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Conheça as seis fobias mais comuns

28 de outubro de 2019, 14:58

Foto: Reprodução

Afobia é um distúrbio psicológico que se caracteriza por um medo exagerado, persistente e incontrolável de algo específico ou de determinada situação. Estes desequilíbrios podem ter origem num trauma do passado ou não ter uma causa aparente.

Os sinais de fobia são a ansiedade, tensão muscular, tremor, palidez, transpiração excessiva, taquicardia e pânico. Existem vários tipos de fobias que podem ser enfrentadas e tratadas com sessões de psicoterapia ou com o auxílio de medicamentos específicos.

Estas são as fobias mais comuns: 

1 – Tripofobia: transtorno das pessoas que têm med de buracos pequenos. Padrões irregulares de furos, tais como colmeias, formigueiros e sementes de lótus são alguns dos exemplos.

2 – Agorafobia: acontece em contextos nos quais a pessoa acredita que escapar ou ter ajuda possa ser impossível, muito difícil ou embaraçoso, no caso de ocorrer um ataque de pânico ou sintomas incapacitantes ou potencialmente embaraçosos. Pode ocorrer em transportes públicos, espaços abertos, espaços fechados, em pé numa fila ou no meio de uma multidão.

3 – Fobia social: medo exagerado de interagir com outras pessoas, podendo condicionar muito a vida social e levar a estados depressivos.

4 – Claustrofobia: estar em ambientes fechados é o principal medo do claustrofóbico. Voar de avião e até entrar em um elevador é uma tarefa quase impossível.

5 – Aracnofobia: medo exagerado de estar perto de aracnídeos. Não se sabe ao certo quais as causas da aracnofobia, mas acredita-se que poderá ser uma resposta evolutiva, já que as aranhas mais venenosas provocam infecções e doenças. 

6 – Coulrofobia: medo irracional de palhaços. A coulrofobia não afeta a vida diária de quem sofre com o problema, uma vez que as personagens não fazem parte do dia-a-dia da maior parte das pessoas.

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Mulheres são presas por provocar morte do irmão ao desligar aparelhos em hospital; dupla alegou visão após oração

28 de outubro de 2019, 09:06

Foto: Reprodução

Vítima estava internada em estado grave na cidade de Guanambi, sudoeste do estado, e não resistiu.

Duas mulheres foram presas suspeitas de provocar a morte de um irmão delas depois de desligar os aparelhos que mantinham o homem vivo, em um hospital na cidade de Guanambi, no sudoeste da Bahia.

De acordo com a ocorrência policial, as suspeitas teriam contado em depoimento que agiram após receber uma mensagem de Deus em uma oração.

O caso ocorreu na sexta-feira (25). A vítima foi identificada como Almiro Pereira Neves, de 43 anos, e as irmãs são Zelita Pereira Neves, de 32 anos, e Marliete Pereira Neves, de 41 anos.

Segundo a ocorrência, as duas mulheres invadiram a enfermaria para cometer o crime e só foram vistas depois que tinham desligado os aparelhos. Elas foram detidas ainda no hospital pela Polícia Militar.

Após a abordagem policial, as suspeitas e um outro irmão, que também estava no hospital, foram levados para a delegacia da cidade, mas só Marliete e Zelita permanecem presas.

Ainda conforme a ocorrência, um pastor de uma igreja evangélica que teria participado da oração e foi apontado pelas suspeitas em depoimento é procurado. O caso está sob investigação da Polícia Civil.

O corpo de Almiro Pereira foi levado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) da região. Não há informações sobre o sepultamento.

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Mitos e verdades sobre a calvície

28 de outubro de 2019, 08:37

Foto: Reprodução

Oque fazer perante uma queda anormal de cabelo? Há um sem número de recomendações populares para prevenir ou reverter a calvície, mas nem todas são verdade. 

A calvície é marcada por uma evolução lenta e gradual, que tem início na idade adulta. Trata-se da principal preocupação capilar do sexo masculino, embora também possa afetar as mulheres. 

Alguns mitos e verdades sobre a calvície: 

A calvície é genética

Verdade. Conhecida também como alopecia androgenética, a calvície é uma condição genética que pode atingir tanto homens quanto mulheres e começa a desenvolver-se na adolescência.

Não existe tratamento para a calvície

Mito.  Apesar de não existir ainda um método para fazer os cabelos voltarem a nascer, é possível tratar o problema no início.  Procure um especialista. 

Rapar a cabeça ajuda a evitar a calvície

Mito. Pelo contrário, o hábito de rapar a cabeça pode irritar o couro cabeludo e danificar a raiz, o que pode fazer com que os fios nasçam mais finos e assim acelerar o processo de perda de cabelo.  

Dormir com o cabelo molhado pode causar queda de cabelo

Verdade. Mas não causa a calvície.

Stress pode deixar careca

Verdade. Alterações hormonais podem fazer o cabelo cair. 

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Amazônia e indígenas chegam ao cerne da Igreja Católica

28 de outubro de 2019, 08:08

Foto: DW/N. Pontes

Igreja se consolida como aliada de populações indígenas da Região Amazônica. Documento final do Sínodo para a Amazônia defende demarcação de terras e se opõe a projetos extrativistas na área.

 

Antes de o líder da Igreja Católica dar sua mensagem na missa de encerramento do Sínodo para a Amazônia, neste domingo ((27/10), foi Patrícia Gualinga, indígena do Equador, que leu para a multidão reunida na Basílica de São Pedro.

Nos bancos da frente, bispos e representantes de diferentes etnias dos nove países amazônicos ouviam o texto na voz de Gualinga, que destacava os oprimidos, os humildes e a justiça.

Na sequência, a mensagem enviada pelo papa Francisco reforçou a leitura anterior. “Neste Sínodo, tivemos a graça de escutar a voz dos pobres e refletir sobre a precariedade de suas vidas, ameaçadas por modelos de progresso predatórios”, disse, referindo-se aos povos que habitam a Floresta Amazônica.

Segundo Francisco, cristãos na sociedade ainda oprimem, “levantam muros para aumentar as distâncias”, “ocupam territórios e usurpam” bens daqueles que julgam inferiores.

“Os erros do passado não foram suficientes para deixarmos de saquear os outros e causar ferimentos aos nossos irmãos e à nossa terra: é o que vemos no rosto cheio de cicatrizes na Amazônia”, disse.

Nas mãos do papa se encontra agora o destino do documento elaborado ao fim das três semanas do Sínodo para a Amazônia. Dividido em cinco capítulos, o texto propõe diretrizes para a Igreja Católica aumentar sua presença na região e reforçar a chamada conversão ecológica.

Votado por 181 bispos, o documento defende posicionamentos claros, como defesa da demarcação de terras indígenas, oposição a empreendimentos que trazem impactos negativos para os povos e uma maior participação nas discussões políticas.

“Nós sentimos que o papa é o nosso aliado. Ele ouviu o nosso chamado”, disse à DW Yésica Patiachi Tayori, professora indígena do Peru, durante a celebração.

© Getty Images/AFP/A. Solaro Papa celebra missa de encerramento de Sínodo para a Amazônia

Amazônia no coração do mundo

O documento deve ser revisado até o fim do ano e, depois de publicado pelo papa, deve começar a ser aplicado nas igrejas em todo o mundo.

Com bases científicas e informações colhidas diretamente nos territórios, o texto classifica a Amazônia como “coração biológico” ameaçado pela “corrida desenfreada para a morte”.

Entre as diretrizes recomendadas estão o respeito à cultura e espiritualidade indígenas, aos seus direitos, como também um posicionamento contrário a projetos que causam destruição socioambiental. “Pior ainda, muitos desses projetos são realizados em nome do progresso, e são apoiados – ou permitidos – por governos locais, nacionais e estrangeiros.”

“Temos que nos organizar para darmos uma resposta a isso”, comentou David Martínez de Aguirre Guinea, monsenhor de Porto Maldonado, Peru, sobre a crescente disputa no território. “Colocamos a Amazônia no coração da Igreja e queremos colocar no coração do mundo.”

Embora o termo “ecológico” esteja em moda atualmente, o mundo parece ainda não ter uma compressão do que isso significa, afirma Michael Czerny, secretário especial do Vaticano. “A crise ecológica é tão profunda e se não mudarmos não vamos conseguir.”

A resposta à crise, segundo o documento final do Sínodo, é defender os povos da Amazônia. “Na floresta, não só a vegetação se entrelaça apoiando uma espécie à outra, mas também os povos se interrelacionam numa rede de alianças que beneficiam a todos.”

Luz e sombra na Amazônia

Para aumentar a presença da Igreja Católica nas comunidades remotas, o Sínodo sugeriu relaxar regras e permitir maior participação de homens casados e mulheres.

Apesar das visitas esporádicas na atualidade, representantes da Igreja Católica tiveram papéis importantes em muitas comunidades na Amazônia brasileira.

Foi o que aconteceu na comunidade ribeirinha do Roque, no município de Carauari, Amazonas, onde, atualmente, o padre da cidade faz raras visitas. As outras três igrejas evangélicas têm cultos regulares e há pastores entre os moradores locais.

Mas veio de um padre, no fim da década de 1980, a proposta que libertou a comunidade do trabalho análogo ao escravo que muitos vivenciavam naquela época. Eles extraíam seringa, matéria-prima da borracha, na floresta onde alguns alegavam ter a propriedade e eram obrigados a fornecer a produção para esses “patrões” que, em troca, vendiam alimentos a preços superfaturados.

“Padre João Derickx ajudou a organizar o povo e trabalhou na conscientização dos seringueiros”, aponta Eulália Silva, que atuou como voluntária ao lado do padre holandês. Derickx, que faleceu em 2013, incentivou os seringueiros a brigar pela criação de uma reserva extrativista no local, que se consolidou em 1997 e acabou com a era dos patrões.

Cinco séculos depois de sua chegada à América do Sul, junto a espanhóis e portugueses, a Igreja Católica reconhece os erros da colonização e as milhares de mortes de indígenas.

“De fato, a Igreja é marcada por luz e sombra; muitas coisas prejudicaram a vida das populações originárias. E ainda hoje não se respeitam as tradições desses povos e, muitas vezes, tentam impor uma cultura”, pontua Dom Roque Paloschi, presidente do Cimi (Conselho Indigenista Missionário).

Para Maurício Lopes, da Repam (Rede Eclesial Pan-Amazônica), o papa, ao priorizar a defesa da Amazônia e seus povos, se coloca como uma “voz ética global”.

“A voz do papa representa uma narrativa que defende o futuro, o combate às mudanças climáticas, a proteção do meio ambiente, a defesa da vida”, avalia Lopes.

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Autor: Nádia Pontes

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Argentina: o que esperar do governo de Alberto Fernández em 4 pontos-chave

28 de outubro de 2019, 07:35

Foto: Agustin Marcarian/Reuters

As eleições gerais na Argentina terminaram na noite deste domingo (27) com a esperada vitória de Alberto Fernández e a ex-presidente Cristina Kirchner, que disputou o pleito na posição de vice-presidente, contra Mauricio Macri, que não conseguiu chegar ao segundo turno e se reeleger.

A notícia da vitória dessa chapa não é surpresa. Desde as primárias, realizadas em 11 de agosto de 2019, o cenário eleitoral indicava que a dupla conseguiria se eleger ainda em primeiro turno. Foi exatamente o que se observou nesta noite de domingo: com mais de 88% das urnas apuradas, Fernández tinha 47,8% dos votos, o suficiente para eleger-se o novo presidente da Argentina, enquanto Macri tinha 40,8%.

Fernández já foi ex-ministro chefe em mandatos de Cristina e seu marido, Nestor Kirchner. Embora sempre tenha se manifestado como um crítico de sua parceira de chapa, enfrentou acusações de que seria seu “fantoche” na disputa pela presidência.

 

Agora vitorioso, Fernández ele estará diante de desafios monumentais. O principal deles, evidentemente, resgatar o país das profundezas de uma gravíssima crise que poderá causar uma retração de 3% em 2019. Abaixo, veja o que esperar da sua presidência em quatro pontos-chave.

Dívida com o FMI

Em junho de 2018, o governo de Mauricio Macri assinou um acordo de financiamento de 56,3 bilhões de dólares com o Fundo Monetário Internacional  (FMI), o maior já negociado entre a Argentina e a entidade e foi muito mal recebido pela população, que temia o grau de rigidez dos ajustes que viriam.

A renegociação desta dívida, explica a Denilde Holzhacker, professora de Relações Internacionais da ESPM, que deverá constar como uma das prioridades do governo, já que os prazos de vencimento começam em 2021.

“Em 2020, será preciso rediscutir o modelo desse empréstimo”, nota a especialista, “o FMI geralmente prioriza a definição um déficit primário, que é algo que pode ir contra uma agenda de política social que, por sua vez, é uma bandeira importante de Fernández”. Na visão da professora, a dúvida é como ele irá equilibrar a discussão da dívida com as preocupações sociais.

O papel de Cristina Kirchner

A volta de Cristina Kirchner, que está no centro de escândalos de corrupção relacionados ao seu mandato, aos holofotes eleitorais na Argentina não aconteceu como o esperado. Em uma manobra surpreendente, ela se alinhou com Fernández na posição de vice-presidente. Muitos, no entanto, questionam o grau de influência que ela terá no governo.

“Essa união foi muito extravagante”, avaliou o diplomata José Botafogo Gonçalves, vice-presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), “feita na medida para derrotar Macri, mas não acredito que Fernández vá seguir a agenda política e econômica do kirchnerismo”. Para ele, que foi embaixador do Brasil na Argentina, é preciso lembrar que, até pouco tempo, Fernández é um peronista moderado, “e inimigo de Cristina até outros tempos”.

“Cristina atuou bem durante a campanha mobilizando os movimentos sociais, um resgate que favoreceu, e muito, a candidatura de Fernández”, analisou Denilde, da ESPM, “mas ela exerceu esse papel com discrição”. Para a especialista, os escândalos de corrupção em torno do nome de Cristina devem contribuir para uma atuação limitada no governo.

A relação com o Brasil

Durante a campanha, a troca de farpas entre Alberto Fernández e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, renderam manchetes. Enquanto o primeiro fez uma visita ao ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva em Curitiba, o segundo, aliado de Macri, vociferava que a Argentina estaria “cada vez mais próxima da Venezuela”.

Com a vitória do peronista, contudo, a expectativa é a de que os ânimos se acalmem entre os líderes. “A Argentina não pode se distanciar do Brasil”, notou o embaixador José Botafogo, “são economias interligadas sobretudo no setor industrial, mas são menores do que nós e têm mais a perder numa eventual divergência entre as políticas econômicas”, pontuou.

A situação do Mercosul

O Mercusul, bloco do qual Argentina e Brasil fazem parte, está negociando um acordo com a União Europeia, que caminha a passos lentos, mas deu um significativo há poucos meses quando o documento foi efetivamente assinado. Na campanha, a retórica de Fernández era a de voltar a discutir o acordo.

No entanto, disseram os especialistas, esse é outro ponto no qual os governos brasileiro e argentino terão de convergir para seguir adiante. “Percebemos um pragmatismo muito importante em Fernández após as primárias e ele sabe da importância do Mercosul para a Argentina”, explicou Denilde.

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Cinco razões para comer uma banana antes de ir dormir

28 de outubro de 2019, 07:22

Foto: Reprodução

Ingerir uma banana antes de ir para a cama pode resolver mais do que um problema ao mesmo tempo, como sugere a publicação especializada Medical Daily. Desde as insônias à vontade de comer alguma coisa (sobretudo doce e rica em carboidratos) antes do merecido descanso noturno, a banana é um alimento considerado por muitos especialistas em nutrição como ideal para um último snack. O importante é não consumir a fruta imediatamente antes de dormir e dar ao corpo alguns minutos para digerir e absorver os nutrientes. 

Potássio

O potássio trabalha em harmonia com o magnésio para promover uma noite de sono tranquila, ao relaxar músculos e nervos, regular a pressão arterial e promover uma digestão saudável.

O déficit de potássio no organismo pode provocar fadiga, cãibras e batimentos cardíacos irregulares e esta fruta é um dos alimentos que apresenta os níveis mais elevados deste nutriente. 

Triptofano

A banana é rica em triptofano, sendo que este é o agente principal na ação de regular o sono. O aminoácido, apesar de ser vendido como suplemento das mais variadas formas, está presente em muitas frutas e vegetais, como é o caso da banana.

O corpo humano utiliza o triptofano na produção de hormônios como a serotonina e a melatonina que, por sua vez, possuem papéis fundamentais na regulação de diferentes funções do organismo. A serotonina é essencial no controlo das emoções e a melatonina auxilia no controlo do ritmo circadiano, ou seja do relógio biológico, que regula os ciclos de sono, a temperatura corporal e a libertação das hormônios. A carência de triptofano pode causar insônias e até depressão.

Contraria a vontade de ingerir alimentos ricos em hidratos de carbono

A fruta pode e deve ser consumida quando se sente tentado a saborear um docinho rico em carboidratos, repleto de açúcar e altamente calórico antes de ir dormir.

A banana é doce porém, ao mesmo tempo, é saudável, fornecendo fibras, vitaminas e minerais que não estão presentes em outras opções.

É ideal para combater a azia

Quem sofre de azia, sobretudo à noite, costuma ter mais dificuldade em adormecer, já que há algum desconforto. Se já tentou de tudo para ultrapassar a condição, há uma solução bem mais rápida e eficaz: comer uma banana depois do jantar. Esta fruta contém um antiácido natural capaz de aliviar os sintomas.

Aumenta a massa muscular

Durante o sono dá-se um aumento da libertação da hormônios do crescimento e da síntese proteica. Por isso, é essencial ter uma boa noite de sono para conseguirmos recuperar do esforço dos músculos e aumentar da massa muscular.

Comer uma banana com manteiga de amendoim como snack à noite pode favorecer o ganho de massa muscular por várias razões. Não só vai ajudar a dormir melhor, por aumento dos níveis de serotonina, como a vitamina B6, presente na banana, desempenha um papel importante para a síntese proteica. 

 

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