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Vulnerabilidade reduz altura média de crianças indígenas e nordestinas
19 de fevereiro de 2026, 14:04

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A vulnerabilidade social faz com que crianças indígenas e de alguns estados do Nordeste, com até 9 anos de idade, apresentem média de altura menor que outras regiões do Brasil e abaixo da referência preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Essas são algumas conclusões de uma pesquisa que contou com participação de especialistas do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fundação Oswaldo Cruz da Bahia (Cidacs/Fiocruz Bahia).
Entre as questões que prejudicam o crescimento estão problemas na atenção à saúde, alimentação, elevado nível de doenças, baixo nível socioeconômico e condições ambientais inadequadas.
Tais dificuldades também fazem com que cerca de 30% das crianças brasileiras tenham sobrepeso ou estejam perto disso, o que mostra que crianças que crescem em situações de vulnerabilidade não estão protegidas do excesso de peso, mas expostas a fatores que comprometem o crescimento saudável.
O padrão de peso e altura da OMS para crianças até 9 anos baseia-se em curvas de crescimento (escore-z) que avaliam o desenvolvimento saudável.
O peso médio para meninos aos 9 anos de idade varia entre 23,2kg e 33,8kg, com altura de cerca de 124cm a 136cm, enquanto meninas pesam em torno de 23kg a 33kg e medem entre 123cm e 135cm,
Cruzamento de dados
A pesquisa analisou dados de 6 milhões de crianças brasileiras de famílias registradas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), no Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e no Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), desde que nasceram até os 9 anos de idade.
Os pesquisadores fizeram um cruzamento de dados entre condições de saúde e condições socioeconômicas da população brasileira que está cadastrada nesses três sistemas, explicou o pesquisador associado ao Cidacs/Fiocruz BA, Gustavo Velasquez, líder do estudo.
Foram estudados peso e estatura, adequação de peso e adequação de estatura, com relação aos parâmetros da OMS, para avaliar o crescimento e estado nutricional das crianças.
Gustavo Velasquez ressaltou que as conclusões não indicam que necessariamente todas essas crianças indígenas e do Norte e Nordeste podem ser consideradas de baixa estatura, mas que há uma porcentagem maior que poderia ser classificada dessa forma.
“Todos os dados são seguros e altamente anonimizados. Não há identificação das pessoas que estão lá. São dados administrativos que se usa para pesquisas em saúde”.

Crianças indígenas do Povo Rikbaktsa na aldeia Beira Rio, Terra Indígena Erikpatsa. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Sobrepeso e obesidade
O estudo verificou também a prevalência de crianças que estão acima do peso e, entre essas, qual a porcentagem da população considerada obesa, a partir do indicador chamado Índice de Massa Corporal.
“Pode-se dizer que, em termos de peso, não há problema de subnutrição. Ao contrário, algumas populações, como do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, têm uma prevalência de sobrepeso bastante alta”, disse o pesquisador.
| Região | Sobrepeso | Obesidade |
| Norte | 20% | 7,3% |
| Nordeste | 24% | 10,3% |
| Centro-Oeste | 28,1% | 13,9% |
| Sudeste | 26,6% | 11,7% |
| Sul | 32,6% | 14,4% |
Gustavo Velasquez afirmou que, de acordo com o estudo, populacionalmente, as crianças brasileiras estão acompanhando ou se acham acima da referência de peso calculada pela OMS. Segundo ele, o fato de estarem um pouco acima desse parâmetro não significa que haja gravidade nisso. “Há sempre uma tolerância”.
Contudo, ele observou que, dentro do grupo analisado, há algumas crianças que já estão realmente atingindo valores anormais.
No geral, Velasquez disse que as crianças brasileiras conseguem acompanhar a altura das referências internacionais, em média, o que condiz com o desenvolvimento adequado de um crescimento linear.
“Só que nós estamos observando que esse crescimento linear está adequado, mas o peso está começando, em algumas regiões, a ser muito acima da norma que a gente espera”.
O pesquisador chamou a atenção que a obesidade também é explicada pelas condições em que a criança nasce, o que reforça a importância do acompanhamento da criança durante a gestação e na fase pós-natal, para assegurar condições de crescimento e desenvolvimento saudáveis, em nível de atenção primária de saúde.
Outra questão de destaque para um crescimento saudável das crianças no Brasil diz respeito à alimentação, complementou ele.
“Nós temos uma invasão agora de alimentos ultraprocessados, que são considerados como um dos grandes determinantes do aumento de peso, não somente nas crianças, mas em todas as populações”.
O estudo foi publicado na revista JAMA Network no último dia 22 de janeiro de 2026 e ganhou, na mesma edição, comentários de pesquisadores internacionais, no sentido de que o mundo tem que aprender as lições sobre essa situação no Brasil.
Em termos de sobrepeso, os pesquisadores estrangeiros consideraram que a situação não é tão grave no Brasil, comparativamente com a a América Latina. A obesidade em crianças é muito maior no Chile, no Peru, na Argentina, por exemplo, indicou Gustavo Velasquez. Isso significa que, mundialmente, o Brasil está em um nível intermediário desse problema.
Umburanas comemora aniversário presenteando a população com entregas de obras e assinaturas de ordens de serviços
18 de fevereiro de 2026, 21:48

Foto: Reprodução
Comemorar aniversário com entregas de obras, assinando ordens de serviços e anunciando outros presentes vai além da visão responsável de uma administração, é uma demonstração acertada do gestor que tem como prioridade o bem estar da população a partir de ações que impactam no dia a dia e não em momentos específicos.
O município com um dos maiores volumes de ações e entregas de intervenções físicas na região decidiu presentear seus moradores com inaugurações de obras estruturantes e com o compromisso de ampliar ainda mais o trabalho que tem dado dignidade e mudado para melhor a vida dos moradores da sede e do interior.
Umburanas completa no próximo dia 24 seus 37 anos de emancipação política, e a programação conta com uma série de boas notícias para sua população.
“Vamos comemorar da melhor forma, inaugurando obras, assinando ordens de serviço e anunciando mais investimentos que contribuirão com a melhoria de vida da nossa população. Estaremos celebrando mais um ano de conquistas para nossa cidade”, salientou o prefeito Fabrício Lopes.
Veja abaixo a programação do aniversário da cidade:
Dia 23, às 17h, inauguração de pavimentações de 11 ruas na sede do município. Às 18h, inauguração da Praça Justiniano e em seguida culto de ‘Agradecimento a Deus’,;
Dia 24, a partir das 9h, assinatura da Ordem de Serviço para pavimentação em Umburanas de Cima.
Deputado critica obra e demolição na praia do Buracão durante carnaval; “inaceitável”
18 de fevereiro de 2026, 13:51

Foto: Redes Sociais
Para parlamentar, prefeito Bruno Reis deve explicações à população
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) criticou o início de demolições e a retirada de vegetação em terrenos situados na Praia do Buracão, durante o Carnaval, para a construção de espigões no bairro do Rio Vermelho. Segundo o parlamentar, a execução das intervenções em pleno feriado levanta questionamentos sobre a condução do processo e a transparência das autorizações concedidas pela gestão do prefeito Bruno Reis (União Brasil).
De acordo com relatos encaminhados ao deputado por moradores da região, máquinas e operários iniciaram a derrubada de imóveis e a limpeza dos terrenos em um dos dias de maior mobilização popular na capital baiana. A área é alvo de empreendimento imobiliário que prevê a construção de edifícios de grande porte.
Para o parlamentar, a estratégia adotada é “inaceitável” diante dos potenciais impactos urbanísticos e ambientais do projeto, e reflete falhas na condução do processo por parte do Executivo municipal.
“É inaceitável que uma obra com tamanho impacto ambiental e urbanístico avance dessa forma. Aproveitar o feriado de Carnaval, quando a cidade está com suas atenções voltadas para a festa, para iniciar demolições e devastar terrenos é uma estratégia que desrespeita a população e a transparência que o processo exige”, afirmou.
O deputado também direcionou críticas ao prefeito, ao questionar a postura da administração municipal diante das denúncias da comunidade.
“A gestão do prefeito Bruno Reis precisa explicar por que autorizou e permitiu o início dessas intervenções justamente no Carnaval. A cidade não pode ser administrada sem diálogo e sem considerar os impactos para os moradores e para o meio ambiente”, declarou.
O parlamentar relatou ainda ter recebido denúncias sobre possíveis riscos estruturais em imóveis vizinhos e falhas no atendimento dos canais oficiais de fiscalização do município.
“Os moradores relatam que muros vizinhos às obras estão tremendo com as demolições e que os canais de denúncia da Prefeitura não estão atendendo às ligações. Isso é grave. A população precisa ser ouvida e os órgãos municipais precisam cumprir seu papel de fiscalização”, declarou.
Segundo ele, a situação exige apuração rigorosa dos órgãos competentes e maior diálogo com a comunidade local. O deputado defende a revisão das licenças concedidas e a suspensão das intervenções até que haja debate público sobre os impactos urbanísticos e ambientais do empreendimento.
“Não se pode tratar a cidade dessa forma, sem diálogo e sem transparência”, acrescentou.
Até o momento, a Prefeitura de Salvador não se pronunciou oficialmente sobre as denúncias envolvendo o início das demolições durante o feriado nem sobre as queixas relacionadas à fiscalização.
Vinícius Júnior e o racismo estrutural
18 de fevereiro de 2026, 13:46

Foto: Reprodução
*Por Edson Júnior. –
Os ataques racistas sofridos por Vinícius Júnior nas arenas europeias não são fatos isolados, nem “exageros” de quem denuncia. São sintomas de um racismo estrutural que atravessa séculos e que ainda encontra abrigo em estádios lotados, redes sociais e discursos políticos travestidos de normalidade.
Escrevo este texto não apenas como mero observador, mas como educador há mais de 30 anos, militante político e cidadão do mundo. Ao longo da minha trajetória, já me deparei diversas vezes com situações de racismo. Guardo lembranças inclusive da infância e juventude, marcado por uma geração que apesar de muitas qualidades, no aspecto das diversidades étnicas, por muitos anos naturalizou o preconceito racial. Nunca enxerguei o silêncio como alternativa. Sempre entendi que confrontar é parte do processo educativo e civilizatório. O silêncio protege o agressor; a denúncia protege a dignidade. É exatamente isso que Vinícius faz: ele denuncia.
Vinícius não incomoda apenas por ser um dos melhores jogadores do mundo. Ele incomoda porque é um homem negro, jovem, talentoso, bem-sucedido, protagonista e, sobretudo, consciente do que representa. Ele não aceita ser ofendido como se fosse parte do “folclore do futebol”. Ele não aceita a lógica do “é só brincadeira”. Quando torcedores gritam “macaco”, não estão apenas xingando um atleta. Estão acionando um imaginário colonial que historicamente desumanizou corpos negros para justificar exploração e dominação. Como ensinava Frantz Fanon, o racismo é mecanismo de alienação e desumanização. Ele tenta convencer o oprimido de sua inferioridade. Quando o oprimido reage, a estrutura se sente ameaçada.
A reação à autonomia negra
Sempre que um negro rompe o estereótipo da docilidade, o incômodo cresce. Vejo isso não apenas no futebol, mas na educação, na política, na ocupação de espaços de liderança. Um exemplo recente é o relacionamento de Vinícius com Virgínia Fonseca. A reação desproporcional de parte das redes sociais revela algo que raramente aparece quando outros famosos assumem romances. O desconforto não está apenas na curiosidade sobre a vida privada; ele se conecta a uma lógica histórica que tenta regular afetos e controlar a liberdade do homem negro, especialmente quando ele ocupa espaços de prestígio e visibilidade. Quando o negro ascende, ama, prospera e fala, ele desestabiliza hierarquias simbólicas que muitos prefeririam manter intactas.
Racismo não é “mimimi”, é estrutura
Sempre procurei explicar aos meus alunos que o racismo estrutural não depende da intenção consciente de todos os indivíduos para existir. Ele se manifesta na naturalização das ofensas, na relativização da dor, na inversão que transforma a vítima em “exagerada”. Stuart Hall já apontava como o racismo opera culturalmente, moldando percepções e legitimando exclusões. O futebol é apenas um dos palcos onde essa disputa se torna visível.
Também não é coincidência que essas manifestações racistas ganhem força em um contexto europeu marcado pelo crescimento de ideais ultranacionalistas, pelo avanço de partidos e lideranças políticas influenciadas por concepções consideradas neofascistas e por discursos que resgatam noções de pureza identitária, fechamento de fronteiras e rejeição ao multiculturalismo. Quando essas narrativas se fortalecem no debate público, criam-se ambientes mais permissivos à intolerância. O estádio, nesse cenário, torna-se extensão de tensões políticas mais amplas, onde Vinícius Júnior simbolicamente passa a representar aquilo que esses projetos ideológicos rejeitam: diversidade, mobilidade social e presença global.
O papel da educação e das leis
O Brasil carrega a marca profunda da escravidão, mas também construiu instrumentos importantes de enfrentamento: a Constituição de 1988 que tornou o racismo crime inafiançável e imprescritível, a Lei 7.716/1989, o Estatuto da Igualdade Racial e as políticas de ações afirmativas que ampliaram o acesso da população negra às universidades e ao serviço público. Esses avanços não são suficientes, mas são conquistas civilizatórias. E foram fruto de luta.
Como educador, acredito profundamente que a transformação passa pela escola. A implementação séria da Lei 10.639/2003, que inclui a história e cultura afro-brasileira no currículo, é ferramenta essencial para formar novas gerações conscientes, críticas e menos suscetíveis à reprodução automática do preconceito.
Precisamos de mais vozes que incomodem
Vinícius Júnior representa mais do que talento esportivo. Ele simboliza uma geração que não aceita ser silenciada. Sua postura me lembra algo que sempre defendi em sala de aula e na militância: é preciso colocar o dedo na ferida. Sim, isso gera vaias. Sim, provoca reações. Mas também produz consciência.
Se queremos uma sociedade verdadeiramente democrática, precisamos formar novos jovens que não naturalizem o racismo, que não relativizem a violência simbólica e que tenham coragem de denunciar — nos estádios, nas universidades, na política, nas redes sociais. A liberdade negra sempre incomodou quem se acostumou a privilégios. E continuará incomodando. Mas cada denúncia pública, cada aula crítica, cada lei aplicada com rigor e cada voz que se levanta torna essa estrutura um pouco mais frágil. E é exatamente por isso que não podemos recuar.
*EDSON JÚNIOR MATOS DOS ANJOS É HISTORIADOR FORMADO PELA UNIVERSIDADE ESTADUAL DA BAHIA, PÓS GRADUADO EM TURISMO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, PÓS GRADUADO EM GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS, PÓS GRADUANDO EM HISTÓRIA DO BRASIL E PROFESSOR DO COLÉGIO ESTADUAL PROFESSORA ADJACI MARTINS DURANS DE VÁRZEA NOVA – BA.
Governo do Estado realiza maior ação de reciclagem da história do Carnaval, com 182 toneladas de resíduos coletados
18 de fevereiro de 2026, 13:09

Foto: Wuiga Rubini/GOVBA
O volume recorde de 182,675 toneladas de material reciclável foi coletado pelos catadores no Carnaval de Salvador e nos municípios de Barreiras, Porto Seguro, Itabuna e Santa Cruz Cabrália, na ação Meu Corre Decente: Trabalho Decente e Solidário na Folia, uma iniciativa do Governo da Bahia, sob coordenação da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), com apoios do Funtrad em parceria com outras secretarias de estado. O volume representa 7% a mais que o resultado obtido em 2025 (170 t).
O titular da Setre, Augusto Vasconcelos, comemorou o resultado da ação. “Essa foi a maior ação em favor da reciclagem da história do carnaval brasileiro combinando sustentabilidade com geração de renda para as famílias. Uma política pública que se consolida como fruto dos investimentos do Governo do estado, que foram ampliados na gestão do Governador Jerônimo, em parceria com os catadores e catadoras”.
O balanço do Meu Corre Decente 2026, divulgado na manhã desta quarta-feira (18), mostra, ainda, a ampliação do número de catadores, autônomos e cooperados, beneficiados na folia: 4.849 trabalhadores, ou seja, 37.9% a mais dos atendidos em 2025 (3.479). O benefício foi estendido a cordeiros, ambulantes e trabalhadores da música, que também tiveram acesso a banho, descanso e lanche na Central de Convivência montada no Dois de Julho. Um total de 5.242 pessoas assistidas, além dos catadores.
O objetivo da ação é gerar inclusão e renda, bem como fortalecer a inserção das cooperativas na cadeia produtiva da reciclagem, ao mesmo tempo em que promove impacto positivo no meio ambiente. Foram recolhidas das ruas 126 toneladas de alumínio; outras 53 toneladas de plástico/pet, uma tonelada de papel/papelão e 2,5 toneladas de vidro. Essas últimas recolhidas em Porto Seguro e Itabuna.
O material foi comercializado pelos catadores nas Centrais de Apoio geridas pelas 16 cooperativas atuantes na ação em Salvador e outros municípios, apoiadas pelo Governo do Estado, que pagaram pelos resíduos coletados no ato da entrega, após a pesagem. Os valores de compra praticados por cada material reciclável foi de até R$ 8 o quilo da latinha de alumínio; até R$ 2 o quilo do PET e cerca de R$ 1 o quilo do plástico. Além disso, algumas centrais pagaram bonificação de R$ 50 a cada 20 quilos de alumínio ou 15 quilos de plástico ou PET recolhido por catador (a). Esse montante representa geração de renda imediata de R$ 1,08 milhão distribuída entre os catadores, conforme produção individual.
Investimento
As ações para catadores e cooperativas do Meu Corre Decente tiveram investimento de R$ 5.2 milhões este ano, cerca de 10% a mais que em 2025, quando foram destinados R$ 4,7 milhões. O projeto ofertou, ainda, aos catadores (as) o fardamento adequado (calça, camisa, chapéu), EPI’s (botas, luvas e protetor auricular), além de alimentação e outros benefícios.
O projeto Meu Corre Decente 2026 – Trabalho Decente e Solidário na Folia é uma ação do Governo da Bahia, coordenada pela Setre com apoio do FUNTRAD, em parceria em parceria com as pastas do Meio Ambiente (Sema), Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), Desenvolvimento Urbano (Sedur), Políticas Para Mulheres (SPM), além das Voluntárias Sociais da Bahia (VSB), Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Ministério Público do Trabalho (MPT-BA) e Cooperativas de Catadores.
Fonte: Ascom/Setre
Central Estadual de Regulação soluciona mais de 5 mil casos durante o Carnaval
18 de fevereiro de 2026, 12:52

Foto: Marcio Rocha - Saúde GovBA
Em cinco dias, a Central Estadual de Regulação da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) solucionou 5.095 casos de urgência e emergência em todo o estado. O período considerado no balanço vai das 19h da quinta-feira (12) às 19h da terça-feira (17), reforçando o funcionamento ininterrupto da rede estadual durante o Carnaval e garantindo acesso oportuno a leitos, procedimentos e avaliações especializadas.
“Esse balanço do Carnaval mostra, na prática, o que é uma regulação funcionando de forma contínua e com prioridade definida por critério clínico. Só em 2025, foram solucionados mais de 329 mil casos, e 71,93% tiveram desfecho em até 24 horas. É um trabalho diário, com equipe e estrutura, para garantir acesso ao serviço certo, no tempo certo”, afirmou a secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana.
As três principais demandas registradas no período foram ortopedia, clínica médica e avaliação em cirurgia geral, que, juntas, somaram 1.768 solicitações encaminhadas por unidades de saúde municipais, filantrópicas, privadas e estaduais.
No período, o Governo do Estado realizou 10 transferências por UTI aérea, assegurando resposta rápida aos casos de maior gravidade e a remoção de pacientes para serviços de referência, conforme critério clínico.
As unidades estaduais que mais receberam pacientes via regulação foram o Hospital Ortopédico do Estado da Bahia (HOEB), o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) e o Hospital Geral do Estado (HGE), todos localizados em Salvador, além do Hospital do Oeste (HO), em Barreiras, referência para a região. É importante destacar que esses números se referem exclusivamente a pacientes regulados pela Central. No caso do HGE, por exemplo, a unidade atendeu, adicionalmente, 80 pacientes oriundos diretamente dos circuitos do Carnaval de Salvador.
Com operação 24 horas por dia, a Central Estadual de Regulação atua como instrumento estratégico do SUS para organizar o acesso aos serviços de saúde, priorizando a gravidade dos casos e garantindo que cada paciente seja direcionado ao serviço mais adequado.
Ascom/Sesab
Com ações estratégicas na capital e no interior, Carnaval da Bahia tem recorde de investimento em saúde
18 de fevereiro de 2026, 12:46

Foto: Leonardo Rattes- Ascom/Sesab
Com R$ 15 milhões empregados em ações estratégicas do Governo do Estado na capital e no interior, o Carnaval da Bahia registrou, em 2026, recorde de investimento na área da saúde, com incremento de 189% em relação ao ano anterior.
“A ampliação dos investimentos permitiu estruturar um conjunto integrado de ações, com presença tanto na capital quanto no interior, garantindo prevenção, diagnóstico precoce, assistência e resposta rápida em saúde durante o maior evento popular do estado. É um esforço histórico para assegurar cuidado, acolhimento e segurança para baianos e turistas”, destacou a secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana.
Durante a folia, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) realizou 34.672 testes rápidos para detecção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) em seis postos de testagem instalados nos municípios de Salvador, Itabuna, Juazeiro, Porto Seguro e Brumado. A mobilização resultou em aumento de 91% no número de exames realizados em relação ao ano passado. Dentro da estratégia de prevenção, também foram distribuídos cerca de 1,2 milhão de preservativos e 1.382 autotestes de HIV, além de insumos de prevenção como PEP e PrEP.
A campanha de doação de sangue da Fundação Hemoba também apresentou resultados expressivos, com a arrecadação de 1.584 bolsas de sangue, o que representa aumento de 375,7% em relação a 2025, quando foram coletadas 333 bolsas. O desempenho é resultado da intensificação das ações de mobilização e do reforço dos serviços durante o período do Carnaval, tanto na capital quanto no interior do estado — estratégia fundamental para fortalecer os estoques e assegurar o atendimento à demanda da rede hospitalar.
O reforço nos plantões também garantiu equipe técnica de prontidão nas unidades de saúde do Estado, assegurando atendimento rápido e eficaz tanto para as 127 ocorrências registradas nos circuitos da folia quanto para as demais demandas emergenciais de baianos e visitantes. Somente no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, foram atendidas 80 ocorrências relacionadas à festa ao longo dos seis dias de Carnaval.
A estratégia do Governo do Estado incluiu ainda o Centro de Atendimento a Múltiplas Vítimas do HGE, que permaneceu de prontidão para qualquer acidente grave. A unidade, que não precisou ser acionada, dispõe de equipes especializadas e estrutura para resposta imediata, com capacidade de atender até 60 pacientes simultaneamente em casos de emergência com múltiplas vítimas.
Na capital, a Sesab também manteve em funcionamento 24 horas o serviço de Assistência à Mulher Exposta à Violência Sexual (AME), localizado no Hospital da Mulher. Durante o Carnaval de 2026, não houve registro de atendimentos no serviço, que conta com equipe multiprofissional formada por assistente social, psicólogo e ginecologista, garantindo acolhimento humanizado, apoio psicológico, assistência clínica e tratamento adequado às mulheres.
Ascom/Sesab
“A Bahia mostrou ao mundo a força de um Carnaval organizado, inclusivo e seguro”, afirma governador Jerônimo Rodrigues
18 de fevereiro de 2026, 12:06

Foto: Wuiga Rubini/GOVBA
O governador Jerônimo Rodrigues, ao lado do vice-governador Geraldo Júnior, coordenador do Carnaval da Bahia 2026, apresentou os números oficiais da festa nesta quarta-feira (18), durante coletiva à imprensa. Foram detalhados os resultados e os impactos das ações desenvolvidas pelo Governo do Estado, consolidando a edição deste ano como um marco para a cultura e para a economia baiana.
Com forte presença institucional, integração entre secretarias estaduais e investimentos estratégicos, o Estado garantiu estrutura nas áreas de segurança, saúde, turismo, cultura e direitos humanos, ampliando o acesso à festa e fortalecendo os serviços públicos.
“A atuação das nossas forças de segurança foi decisiva para que tivéssemos um Carnaval de paz. Houve planejamento, integração, uso intensivo de tecnologia e presença efetiva do Estado nos circuitos e no interior. Esse resultado demonstra que é possível realizar uma grande festa popular com responsabilidade e cuidado com as pessoas”, destacou Jerônimo Rodrigues.
Nos circuitos oficiais, por onde circularam mais de 12 milhões de foliões em Salvador e no interior do estado, não houve registro de homicídios, marca alcançada pelo terceiro ano consecutivo. O resultado está associado ao reforço no efetivo, ao monitoramento por câmeras e drones e ao uso do reconhecimento facial. “Mobilizamos mais de 37 mil policiais e bombeiros, com suporte de tecnologia e atuação integrada das forças estaduais. O planejamento antecipado e o trabalho de inteligência foram fundamentais para garantir a tranquilidade nos circuitos e nas cidades do interior”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner.
Turismo
O Carnaval de 2026 registrou crescimento expressivo no fluxo de visitantes e na movimentação econômica. O número de passageiros nos aeroportos baianos teve aumento superior a 19 por cento em relação ao mesmo período de 2025. Na nova Rodoviária da Bahia, mais de 170 mil passageiros circularam durante o período da festa.
A rede hoteleira alcançou 95 por cento de ocupação na capital, com picos de 100 por cento nos hotéis localizados nos circuitos oficiais. No interior do estado, a média foi de 85 por cento. Ao todo, mais de 3.800.000 turistas visitaram a Bahia no período, injetando cerca de 8 bilhões e 100 milhões de reais na economia.
“Baianos, foliões e turistas fizeram o maior e melhor Carnaval do mundo, e o Governo do Estado estruturou a Bahia para que todos pudessem viver essa experiência. Batemos todos os recordes, com mais de 3 milhões e 800 mil visitantes e mais de 8 bilhões de reais circulando na economia, gerando emprego e renda para o nosso povo”, afirmou o secretário de Turismo, Maurício Bacelar.
Saúde e Direitos Humanos
Na saúde, foram realizados 127 atendimentos e mais de 15 mil testes para infecções sexualmente transmissíveis, além da implantação de cinco postos de hidratação nos circuitos. As ações de direitos humanos e proteção social também tiveram papel central, com o Plantão Integrado de Direitos Humanos, campanhas de enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa, proteção às mulheres e apoio aos trabalhadores da festa.
O Projeto Meu Corre Decente Carnaval 2026 garantiu suporte a mais de 4.800 catadores de materiais recicláveis nos municípios de Barreiras, Itabuna, Porto Seguro, Santa Cruz de Cabrália e Salvador. Ao longo da festa, foram retiradas 182,675 toneladas de materiais recicláveis dos circuitos, um recorde histórico registrado pelo projeto, fortalecendo a sustentabilidade do evento e assegurando melhores condições de trabalho e geração de renda para a categoria.
Cultura
Na cultura, o Governo do Estado fortaleceu o modelo democrático e sem cordas, garantindo mais de 180 atrações gratuitas, além do protagonismo dos blocos afro por meio do Programa Ouro Negro. A iniciativa reafirma o Carnaval como espaço de inclusão, valorização cultural e desenvolvimento econômico.
Repórter: Tácio Santos/GOVBA
Cuidar de Quem Cuida garante acolhimento e dignidade a trabalhadoras do Carnaval
16 de fevereiro de 2026, 14:52

Foto: Feijão Almeida
Nas primeiras horas da manhã, depois de longas jornadas nos circuitos, muitas trabalhadoras encontram no espaço uma pausa necessária. Café da manhã, banho, descanso e atendimento psicossocial ajudam a renovar as energias.
“A gente passa horas em pé, no sol, na chuva, muitas vezes sem ter onde parar. Aqui conseguimos respirar, cuidar da saúde e conversar. Isso faz a gente voltar para o trabalho mais forte e mais confiante”, relatou Leiliane Reis, cordeira atendida pelo projeto.
A primeira-dama Tatiana Velloso destacou o caráter humanizado da ação. “Quando pensamos o Carnaval, precisamos olhar para todas as pessoas que fazem essa festa acontecer. Esse espaço é um gesto de respeito. É cuidado com o corpo, com a mente e com a autoestima dessas mulheres que trabalham incansavelmente.”
A ministra Márcia Lopes ressaltou a importância de fortalecer políticas de cuidado em grandes eventos. “Iniciativas como essa mostram que é possível integrar cultura, geração de renda e proteção social. Cuidar dessas trabalhadoras é enfrentar desigualdades históricas e afirmar que o trabalho feminino deve ser valorizado e protegido.”
Implantado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), em parceria com as VSBA e outras secretarias estaduais, o projeto funciona no anexo do Palácio da Aclamação, no Campo Grande, e também na sede da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), em Ondina, das 7h às 15h. Além da estrutura básica de acolhimento, são oferecidas rodas de conversa sobre autonomia e enfrentamento à violência, práticas integrativas como yoga, massoterapia e auriculoterapia, além de serviços de autocuidado, como maquiagem e penteados afros.
Para a titular da SPM, Neusa Cadore, a iniciativa representa reconhecimento e política pública efetiva. “Essas mulheres movimentam a economia do Carnaval e desempenham um papel social e ambiental fundamental. O Cuidar de Quem Cuida é uma ação concreta de garantia de direitos, que oferece proteção, escuta qualificada e acesso a políticas públicas em um período de grande vulnerabilidade.”
Em 2025, mais de 2.400 trabalhadoras foram atendidas durante o período carnavalesco. A expectativa é que o alcance do projeto continue crescendo, consolidando o cuidado como parte essencial da maior festa popular do país.
Repórter: Tácio Santos/GOVBA
Prefeitura de Jacobina anuncia processo seletivo para a área da Educação
14 de fevereiro de 2026, 11:04

Foto: Gervásio Lima
A Prefeitura de Jacobina abriu Processo Seletivo Simplificado para contratação temporária de profissionais que irão atuar na rede municipal de ensino. As oportunidades estão distribuídas entre a sede e distritos do município.
As vagas são para cargos de níveis médio e superior, com remunerações que variam de R$ 1.621,00 a R$ 5.889,82. A execução do processo ficará sob responsabilidade da empresa Planejar Consultoria e Planejamento Ltda EPP.
Principais cargos
O seletivo contempla oportunidades para:
Professor(a) de Educação Infantil
Professor(a) dos Anos Iniciais
Professor(a) dos Anos Finais (Matemática, Educação Física, Geografia, História, Língua Inglesa e Portuguesa)
Professor(a) de Atendimento Educacional Especializado (AEE)
Coordenador(a) Pedagógico(a)
Profissional de Apoio Pedagógico
Assistente Social
Psicólogo(a)
Psicopedagogo(a)
Fonoaudiólogo
Terapeuta Ocupacional
Intérprete de Libras
Neurologista
As vagas estão distribuídas entre a sede e localidades como Caatinga do Moura, Lages do Batata, Novo Paraíso, Itaitu, Itapeipu, Junco, Cachoeira Grande, entre outras.
Salários e carga horária:
Professor (20h semanais): R$ 2.433,88
Coordenador(a) Pedagógico(a) (40h): R$ 5.889,82
Neurologista (20h): R$ 5.500,00
Demais cargos de nível superior: R$ 2.500,00 (conforme carga horária de 20h a 40h)
Profissional de Apoio Pedagógico (40h): R$ 1.621,00
Intérprete de Libras (30h): R$ 1.721,48
Inscrições
As inscrições serão realizadas exclusivamente pela internet, no site www.planejarconcursos.com.br, entre os dias 16 de fevereiro (a partir das 8h) e 22 de fevereiro de 2026 (até 23h59).
A taxa de inscrição é de:
R$ 70,00 para cargos de nível superior
R$ 50,00 para cargos de nível médio
Candidatos economicamente hipossuficientes poderão solicitar isenção da taxa no dia 16 de fevereiro, conforme regras previstas no edital.
Como será a seleção
O processo seletivo será composto por avaliação de títulos, conforme critérios estabelecidos no edital. Será considerado aprovado o candidato que alcançar, no mínimo, 30 pontos. Em caso de empate, terão prioridade, sucessivamente:
Candidato de maior idade, conforme o Estatuto do Idoso;
Maior pontuação na qualificação acadêmica;
Maior pontuação na experiência profissional;
Sorteio público.
Política de inclusão
O edital reserva: 5% das vagas para Pessoas com Deficiência (PcD) e 30% para candidatos autodeclarados pretos, pardos, indígenas, ciganos ou quilombolas, conforme legislação vigente.
Todas as informações, incluindo edital completo, cronograma e resultados, devem ser acompanhadas exclusivamente pelo site da organizadora.
Com informações: Site Política Livre
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