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Tecnologias sociais de acesso à água garantem segurança alimentar e renda para agricultores familiares

12 de junho de 2020, 09:07

Foto: Ascom/SDR

São inúmeras as famílias baianas que tiveram suas vidas transformadas a partir do acesso à água para a produção, também chamada de segunda água. Agricultores e agricultoras familiares que agora contam com essas tecnologias sociais estão conseguindo garantir alimento de qualidade para suas famílias e gerar renda, com a comercialização da produção.

Um desses exemplos é o da família de Josemira Fernandes, do município de Guanambi, que foi uma das beneficiadas pela instalação de uma cisterna calçadão: “A gente não compra mais verduras, só consumimos produtos sem agrotóxicos. Alface, coentro, alecrim, cebola, espinafre, couve, acelga e plantas medicinais, a exemplo de poejo, são alguns dos produtos que levo para vender na Feira da Agricultura Familiar no Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município”. A cisterna foi implantada pelo Centro de Agroecologia no Semiárido (CASA), organização social credenciada para a implantação de tecnologias sociais de segunda água.

Só nos últimos cinco anos foi implantado um total de 11.115 tecnologias sociais de acesso à água, sendo 5.952 cisternas calçadão e 5.163 barreiros-trincheira, em 133 municípios baianos, distribuídos em 21 Territórios de Identidade. A ação, com investimento de R$ 112 milhões, é desenvolvida a partir de convênio entre a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), e o Ministério da Cidadania, com execução por meio de contratos com 28 Organizações da Sociedade Civil (OSC), credenciadas no Ministério da Cidadania.

Ana Luiza Marques, coordenadora do Programa Água Todos na CAR, destaca que essa é uma ação estratégica: “Por meio das tecnologias sociais de acesso à água para produção, possibilitamos às famílias residentes em comunidades rurais a melhoria em suas condições de vida, além de possibilitar a ampliação da produção de alimentos para o autoconsumo e a comercialização do excedente”.

Processos formativos

Para além da implementação da cisterna calçadão e do barreiro-trincheira, as famílias beneficiadas passam por vários processos formativos onde compartilham experiências sobre as práticas e técnicas produtivas agroecológicas, que também contribuem para a geração de renda e, sobretudo, para a garantia da segurança alimentar e nutricional.

“Nesses dias de pandemia, quando a rotina das famílias também sofreu impacto econômico, podemos afirmar que aproximadamente 37 mil pessoas atendidas por meio desta ação estão minimamente contando com alimentos saudáveis em suas mesas, fruto da água armazenada em suas cisternas ou em seus barreiros-trincheira. A ação, somada a outras iniciativas da CAR/SDR, voltadas para o fortalecimento da agricultura familiar, é de suma importância para o desenvolvimento local sustentável”, afirma Ana Luiza Marques

Maria Marta Oliveira, do Povoado de Laranjeira, do município de Miguel Calmon, que passou a contar com uma cisterna de calçadão, fala sobre a mudança de vida: “É uma experiência muito boa! Hoje, eu planto minhas coisas, que antes não podia, pois não tinha como fazer”. A tecnologia social foi implantada pela Fundação de Apoio à Agricultura Familiar do Semiárido da Bahia (Fatres), instituição credenciada.

Além das tecnologias sociais, a comunidade conta também com a execução de ações do Pró-Semiárido, projeto do Governo do Estado executado pela CAR/SDR, com cofinanciamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida).

No município de Paulo Afonso, a agricultora Ivaneide Inez Ferreira, do Povoado Baixa da Onça, junto com um grupo de mais quatro mulheres, que receberam uma cisterna de produção, está produzindo hortaliças, legumes, tempero: “Armazenamos água da chuva e plantamos para o consumo e o restante comercializamos na feira e na comunidade. Os resultados são excelentes. Adquirimos uma qualidade de vida melhor, produzindo alimentos saudáveis que antes só tínhamos em nossas mesas quando comprávamos, mas nem sempre o dinheiro sobrava para fazer isso”. A cisterna de produção foi executada pela Assessoria e Gestão em Estudos da Natureza, Desenvolvimento Humano e Agroecologia (Agendha).

Sobre as tecnologias sociais de acesso à água

O barreiro-trincheira tem capacidade de armazenar a partir de 500 metros cúbicos de água. Já a cisterna calçadão, que possui um calçadão construído com placas de cimento, medindo 200 metros quadrados, onde a água da chuva cai e é escoada, tem capacidade de armazenar 52 mil litros.

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Pesquisa revela que 42% dos alunos podem abandonar faculdades privadas

12 de junho de 2020, 08:08

Foto: Reprodução

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a empresa de pesquisas educacionais Educa Insights, aponta que 42% dos estudantes matriculados no ensino superior privado podem ter que deixar os estudos. O principal motivo para o possível abandono é não conseguir pagar as mensalidades, seja porque o emprego foi afetado pela pandemia do novo coronavírus, seja porque os pais ou responsáveis não conseguirão arcar mais com os custos.

O estudo faz parte da terceira etapa da pesquisa Coronavírus e Educação Superior: o que pensam os alunos e prospects da Abmes. Ao todo, foram entrevistados 644 estudantes e 963 potenciais alunos entre os dias 28 e 31 de maio.

A pesquisa aponta que 52% dos estudantes matriculados querem continuar estudando não importa o cenário. Essa porcentagem caiu em relação a primeira etapa da pesquisa, realizada em março, quando era 57%. Outros 42% dizem querer continuar estudante, mas reconhecem que há risco de desistirem. Esse percentual era 37% em março. Outros 4% disseram que provavelmente irão desistir do curso e 2% que irão desistir por conta do cenário atual.

De acordo com a pesquisa, o emprego ser afetado pela pandemia pesa como fator de decisão para deixar os estudos para 60% dos entrevistados. Já a dificuldade dos responsáveis arcarem com os custos pesa para 22%. Apenas 8% dizem que pretendem desistir porque a faculdade não migrou as aulas para o ensino a distância.

“Esse desafio tem que ser endereçado pelas instituições”, diz o diretor presidente da Abmes, Celso Niskier. “A gente tem recomendado [para as instituições de ensino] que sejam identificados os grupos que têm maior risco por perda de renda e emprego e que sejam oferecidas alternativas, que seja analisado caso a caso”. A entidade diz que além dos descontos, têm buscado alternativas de financiamento tanto para os estudantes quanto para as instituições de ensino, para que possam arcar com as despesas do período.

No levantamento, 22% dos entrevistados informaram ter perdido o emprego em função da pandemia. No levantamento anterior, feito em abril, esse percentual era de 20%.

As novas matrículas também preocupam. O estudo mostra que caiu de 22% para 14%, entre março e maio, a porcentagem dos potenciais alunos que planejam começar o curso no segundo semestre deste ano. Cerca de um terço, 36%, pretende adiar o ingresso no ensino superior para o começo de 2021; 7% para o segundo semestre de 2021; e, 43% decidirão quando a situação se normalizar.

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Ativista que denunciou Neymar por homofobia recebe ameaça de morte

12 de junho de 2020, 07:54

Foto: Reprodução

Agripino Magalhães, ativista LGBT+, afirmou que está recebendo ameaças de morte, depois que denunciou Neymar e alguns ‘parças’ pelo crime de homofobia contra Tiago Ramos , ex-namorado de Nadine Gonçalves, mãe do jogador.

O rapaz deu entrada nesta quinta-feira, 11, em um pedido de inquérito no Ministério Público para apurar as ligações que vem recebendo desde que entrou nas Justiça contra o atleta.

“Recebi mensagens pesadas nas redes sociais, mas comecei a ficar assustado mesmo com as ligações telefônicas. As pessoas me ameaçam e demonstram saber da minha rotina, da minha vida. Estou com medo”, contou à colunista Fábia Oliveira, do jornal O Dia.

Agora, Agripino espera que seu advogado entre com um pedido de medida protetiva caso as ameaças continuem. O ativista pede uma indenização de R$ 2 milhões, que serão destinados a uma ONG LGBTQ+.

ENTENDA O CASO

Na madrugada de 5 de junho, veio à tona um áudio de Neymar falando sobre Tiago Ramos, seu então padrasto, em que xinga o modelo e fala sobre uma suposta briga com Nadine Gonçalves, que fez o rapaz machucar a mão em um vidro.

“Ela está lá com o namoradinho dela, que dá o c*. Ele deu uns tocos no vidro da varanda… e ela fala pra mim que ele tropeçou da escada e foi apoiar, mas da escada para o vidro que está quebrado é muito longe, tá ligado?”, disse ele insinuando que Nadine estivesse correndo perigo mas preferindo acobertar o então parceiro.

Os amigos de Neymar ofereceram ajuda caso ele precisasse e continuaram o papo sugerindo uma vingança contra Tiago. “Vamos matar, enfiar um cabo de vassoura no c* dele”, falou um deles.

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Bolsonaro vetará extensão do coronavoucher se Congresso fixar valor em R$ 600

12 de junho de 2020, 07:13

Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro disse na noite desta 5ª feira (11.jun.2020) que vetará a prorrogação do auxílio emergencial se o Congresso decidir pela manutenção do valor atual, de R$ 600.

O governo federal quer pagar duas parcelas extras no valor de R$ 300 cada. Alguns congressistas, incluíndo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendem a manutenção dos R$ 600 mensais.

“Na Câmara por exemplo, vamos supor que chegue uma proposta de duas [parcelas] de R$ 300. Se a Câmara quiser passar para R$ 400, R$ 500, ou voltar para R$ 600, qual vai ser a decisão minha? Para que o Brasil não quebre? Se pagar mais duas de R$ 600, vamos ter uma dívida cada vez mais impagável. É o veto”, disse Bolsonaro.

O auxílio emergencial paga R$ 600 por adulto que não esteja empregado, não receba seguro-desemprego ou aposentadoria e tenha renda familiar de até 3 salários mínimos. Em lares com mães solteiras, o auxílio é de R$ 1.200. Nesse formato, o benefício custa R$ 154 bilhões por trimestre.

O programa só pode ser estendido mediante a aprovação do Congresso Nacional. O governo ainda não enviou sua proposta.

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Bahia registra mais 38 mortes e ultrapassa marca de mil óbitos por Covid-19

11 de junho de 2020, 20:21

Foto: Reprodução

Bahia ultrapassou hoje (11) a marca de mil óbitos pela Covid-19, segundo último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). Em 24 horas, foram registrados 38 mortes pela doença, totalizando 1.013 óbitos, e 1.206 casos confirmados, totalizando 33.891.

Ao todo, 14.610 pacientes já se recuperaram da doença e 18.268 indivíduos permanecem monitoradas pela vigilância epidemiológica e com sintomas da Covid-19, o que são chamados de casos ativos.

Na Bahia, 4.845 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.

Os casos confirmados ocorreram em 347 municípios do estado, com maior proporção em Salvador (55,85%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 1.000.000 habitantes foram Itajuípe (9.077,16), Ipiaú (8.785,12), Uruçuca (7.797,65), São José da Vitória (7.247,66) e Salvador (6.512,44).

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Na crise, alimentação pesa ainda mais para as famílias pobres

11 de junho de 2020, 13:13

Foto: Reprodução

Mesmo após o segundo mês consecutivo de deflação, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a alta dos preços dos alimentos – de 0,24% em maio, vindo de um aumento de 1,79% em abril – indica que as famílias mais pobres terão a renda ainda mais comprometida pela pandemia.

Quando os alimentos sobem em um momento de alta de salários, esse gasto acaba amortecido pelo ganho de renda. No cenário atual, no entanto, a perda de dinheiro das famílias, sobretudo para as de menor renda, é expressiva e a alta dos custos de alimentação pesam ainda mais.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as famílias mais pobres gastam cerca de 22% do orçamento com alimentação. E uma outra pesquisa, do Instituto Plano CDE, aponta que 50% das famílias das classes D e E, de baixa renda, perderam mais da metade da renda desde o início da crise causada pela pandemia do novo coronavírus.

“A crise, do ponto de vista de desigualdade de renda, é catastrófica. Muitos profissionais, ainda com redução de salário, puderam se adaptar para trabalhar em casa. Para os mais pobres, só restou tentar o auxílio emergencial”, diz o economista da Universidade de Brasília (UnB) José Luis Oreiro.

Especialista em inflação, o economista da Universidade de São Paulo (USP) Heron do Carmo lembra que há um problema de oferta de alimentos, por conta do clima mais seco e muitos produtos estão sujeitos a choque de preços. “Pesou mais para as famílias mais pobres. Como é um gasto básico, não há uma queda abrupta do consumo, mas o consumidor procura, na medida do possível, racionalizar as compras.”

Pelo IPCA, itens como frutas (-2,10%) tiveram queda de preços, mas houve altas de produtos, como cebola (30,08%), batata-inglesa (16,39%), feijão carioca (8,66%) e carnes (0,05%).

André Braz, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), concorda que a alta dos alimentos, apesar de destoar dos demais preços, vem em um momento cruel. “A alta de 0,24% poderia parecer pouco, se a renda tivesse se mantida estável. O problema é quando a renda desaparece, por conta da pandemia, e comer fica mais caro.”

Ele avalia que os preços dos alimentos devem ter uma nova alta em junho, por conta de um aumento da demanda por carnes por parte da China, que já começou o processo de reabertura após a quarentena. “Essa nova alta dos alimentos, porém, ainda não deve ser suficiente para que a inflação como um todo suba, devemos ter mais um mês de deflação em junho.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Prefeita de Campo Formoso testa positivo para o coronavírus (Vídeo)

10 de junho de 2020, 18:49

Foto: Reprodução

A prefeita do município de Campo Formoso, Rose Menezes, gravou um vídeo nesta quarta-feira (10), para comunicar que contraiu o coronavírus. Em depoimento com pouco mais de um minuto de duração a gestora confirmou o que já suspeitava há alguns dias.

Segundo Rose, todas as medidas de isolamento e distanciamento social estão tomadas, adotando todo o protocolo recomendado pelas autoridades de saúde. “Comuniquei a todas as pessoas que tiveram contato comigo e pedi que também fizessem o isolamento por precaução e cautela”, relata a prefeita, que informa ainda que não apresentou sintomas da Covid-19 é que contribuirá trabalhando em home office, ou seja a partir de casa. “Continuamos conduzindo o destino do nosso município,  como também a coordenação do combate ao coronavírus através da minha casa”, disse.

A timoneira campo-formosense aproveitou para reforçar  a necessidade de a população ficar em casa. “Só saiam se for necessário e se sair, redobrem os cuidados”, alertou.

Rose encerra se pronunciamento evocando a Deus pela cura dos infectados. “Peço a Deus por todas as pessoas que foram contabilizadas, por todos os profissionais da Saúde, que estão na linha de frente para preservar e cuidar da saúde de todos  os nossos munícipes e todos os brasileiros. Rezem por todos nós”, finaliza.

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Primeira mulher que foi ao espaço vai ao ponto mais profundo do oceano

10 de junho de 2020, 17:55

Foto: Brad Barket/Getty Images

Kathy Sullivan, a primeira mulher a andar no espaço, se tornou agora, aos 68 anos, a primeira mulher a atingir o ponto mais profundo do oceano. No último domingo (7), a astronauta e oceanógrafa mergulhou a 35.810 pés (cerca de 10.915 metros) a fundo da Depressão Challenger, o ponto mais baixo da superfície terrestre, de acordo com a EYOS Expeditions, a empresa que coordenou a logística da missão.

Sullivan e o explorador Victor L. Vescovo passaram cerca de uma hora e meia no local. Lá, a dupla capturou imagens e, depois de quatro horas de viagem até a superfície, contatou um grupo de astronautas da Estação Espacial Internacional, localizada a cerca de 409 quilômetros da Terra.

“Como uma oceanógrafa e astronauta, esse foi um dia extraordinário, vendo a paisagem lunar da Depressão Challenger e depois comparando anotações com os meus colegas na Estação Espacial Internacional sobre nossa extraordinária nave espacial”, declarou Sullivan em comunicado publicado pela EYOS Expeditions na última segunda-feira (8).

Seu colega congratulou Sullivan pela conquista em seu perfil no Twitter. “Acabei de voltar da Depressão Challenger! Minha co-pilota foi a Dr. Kathy Sullivan — agora a primeira mulher a ir até o fundo do oceano e uma ex-astronauta como administradora da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional! Parabéns a ela! Essa foi a minha terceira vez nas profundezas. Ótimo trabalho da equipe, Triton e EYOS”, escreveu.

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Sullivan se juntou à Nasa em 1978 como parte do primeiro grupo de astronautas estadunidenses a incluir mulheres. Em outubro de 1984, ela se tornou a primeira mulher a andar no espaço.

Sua paixão pelo oceano vem de antes de se tornar astronauta. De acordo com o site especializado em história espacial, Collect Space, Sullivan participou de uma das primeiras tentativas de usar um submersível para estudar os processos vulcânicos que formam o oceano.

 

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Jacobina: Cidade tem uma média de 1 infectado pelo coronavírus por dia desde a confirmação do primeiro caso em 4 de abril

10 de junho de 2020, 15:29

Foto: Notícia Limpa

Conforme o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde de Jacobina, divulgado no final da manhã desta quarta-feira (10), mais quatro casos de coronavírus foram confirmados na cidade que acumula agora 62 testes positivos, uma alta considerada expressiva. Segundo o informativo institucional, 28 pessoas estão curadas da doença e 7 exames estão aguardando resultado do Laboratório Central da Bahia (Lacen).

Do dia 4 de abril, quando foi confirmado o primeiro caso de coronavírus no município, até o dia 30 de maio deste ano, haviam sido confirmados 45 infectados, uma média de pouco mais de 1,2casos por dia. Neste intervalo de tempo os estabelecimentos comerciais considerados não essenciais ficaram fechados por três semanas e nos demais dias tiveram seus funcionamentos com horários reduzidos, das 8 às 14 horas.

Com a flexibilização da quarentena que vinha sendo adotada no município, permitindo a reabertura de todos os estabelecimentos comerciais, inclusive bares, o número de infectados aumentou; de sábado, dia 30 de maio, quando a abertura do comércio foi liberada, até esta quarta-feira (10), o número subiu de 45 para 62 testes positivos para a Covid-19, uma média de mais de 1,4 casos diários.

Depois de o prefeito Luciano Pinheiro ter criticado a falta de propostas e manifestação das entidades que representam os comerciantes local, como a Associação Comercial e Industrial de Jacobina (Acija) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), junto à Prefeitura Municipal, é possível ver em alguns pontos da cidade, desde esta terça-feira (9), ‘cavaletes’ com mensagens orientativas com o objetivo de chamar a atenção para os cuidados para a prevenção contra o coronavírus, como a necessidade do uso de máscara e de se evitar aglomerações. (Veja foto no final da matéria).

O Brasil ainda não atingiu o pico de casos do novo coronavírus, mas estados e cidades do país já anunciaram planos de flexibilização das quarentenas e de retomada das atividades econômicas, o que preocupa cientistas devido às chances de piora na crise sanitária. Em muitos lugares, o relaxamento das medidas de restrição tem significado um agravamento da pandemia. Em Jacobina, por exemplo, depois da reabertura do comércio, os casos da doença aumentaram.

“Existem coisas que precisam ser feitas. Você não pode substituir a quarentena por nada. Você precisa substituir a quarentena por uma comunidade muito profundamente educada, comprometida, engajada e empoderada. Nós precisaremos mudar nosso comportamento pelo futuro previsível”, disse Michael Ryan, diretor do programa de emergências da OMS (Organização Mundial de Saúde), em fala sobre o relaxamento das quarentenas.

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Câmara aprova projeto que exige uso de máscaras nas ruas

10 de junho de 2020, 07:32

Foto: Reprodução

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (09) projeto de lei que obriga a população a usar máscaras de proteção facial em ruas, espaços privados de acesso público e no transporte público enquanto durar o estado de calamidade pública devido à pandemia do novo coronavírus.

Segundo a Agência Câmara de Notícias, o projeto especifica que a obrigação de usar as máscaras se estende ao serviço de transporte por aplicativos, aos táxis, ônibus, assim como aeronaves ou embarcações de uso coletivo fretados, além de estabelecimentos comerciais e industriais, templos religiosos, escolas e demais locais fechados em que haja reunião de pessoas.

O texto proíbe, no entanto, a aplicação da multa à população economicamente vulnerável.

O projeto vai agora para a sanção presidencial.

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