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Vitória de Biden renova expectativa de algum freio no aumento da desigualdade

07 de novembro de 2020, 18:03

Foto: Reprodução

A vitória de Joe Biden nos Estados Unidos ajuda a renovar a expectativa de que, desta dez, os democratas colocarão algum freio no aumento da desigualdade, acompanhada do encolhimento da classe média, que tem marcado os últimos 40 anos no país.

No período, o 1% mais rico passou a capturar o equivalente a toda a renda que antes ficava com a metade mais pobre, que viu sua participação nos rendimentos reduzida à metade, para 12,5%. Já as famílias de classe média (renda de US$ 78,5 mil ao ano) encolheram de 60% para 50%.

No mandato do democrata Barack Obama (2009-2017) houve tentativas para conter essa escalada, como programas para valorizar o emprego e a renda e a criação de um sistema de saúde pública abrangente para reduzir gastos dos mais pobres na área.


Mesmo assim, seu legado na diminuição do fosso entre ricos e pobres foi frustrante. Donald Trump venceu em 2016 falando justamente o que os mais pobres queriam: fazer a América grande novamente.

Apesar de planos já delineados em algumas áreas -sobretudo para atender alas mais incisivas do Partido Democrata-, Biden enfrentará, assim como Obama, um cenário que favorece a continuidade da concentração de renda.


Os primeiros anos de Obama foram marcados pela saída da crise financeira global de 2008, que teve seu epicentro nos EUA. O mandato de Biden começará sob as consequências da pandemia da Covid-19, que, novamente, tem nos EUA os maiores números de casos e mortes.

Há ainda grande chance de piora, já que muitos estados populosos, até aqui, foram relativamente poupados -e onde a epidemia agora ganha força. Assim como a crise de 2008, a Covid-19 obrigou os EUA a injetarem trilhões de dólares de dinheiro público na economia.

Embora o recurso tenha ajudado, há dez anos e agora, a conter demissões e o fechamento de empresas, boa parte dele “vazou” para o mercado financeiro e para a Bolsa de Valores, onde a classe média alta e os mais ricos investem.

Apesar da pandemia e da recessão global, a Bolsa nos EUA e os preços de outros ativos detidos pelos mais ricos vêm batendo recordes, inflados justamente pela enxurrada de dólares gerada por programas federais.

As empresas norte-americanas também já vinham se aproveitando do corte de impostos para corporações dos anos Trump, de 35% para 21%, para recomprar, no mercado, suas próprias ações -e acentuaram esse movimento agora.

De resto, a saída da crise provocada pela Covid-19 tem se dado em forma de “K”, com os mais ricos e escolarizados, além das grandes empresas, recuperando-se bem mais rápido do que os seus opostos.

A fim de tentar mitigar essa tendência concentradora, Biden promete elevar novamente a alíquota de imposto para empresas a 28%, pelo menos. Segundo algumas estimativas, isso reduziria em quase 10%, em média, os ganhos das 500 maiores companhias norte-americanas.

Em contrapartida, o democrata prevê usar boa parte do dinheiro obtido com esse aumento na tributação para financiar grandes projetos de infraestrutura. Gastos maiores nessa área são multiplicadores de empregos e de renda para trabalhadores mais pobres e menos escolarizados, o que pode levar a menos desigualdade.

Os democratas também vêm prometendo há alguns anos medidas para limitar o poder econômico e a influência de grandes empresas nos EUA, sobretudo na área de tecnologia.

A senadora Elizabeth Warren, que concorreu com Biden pela nomeação do partido e que depois o apoiou, chegou a propor a fragmentação de algumas delas, como a Amazon, a fim de ampliar a ação de concorrentes e diminuir a concentração de ganhos no mercado corporativo.

Nesse sentido, as grandes empresas de petróleo também poderão ser afetadas, com a diminuição de subsídios para óleo e gás e a criação de outros incentivos para companhias menores de energia limpa.

Todas essas mudanças prometidas são de caráter estrutural e podem levar tempo. A dúvida é sobre o que o democrata fará de mais imediato para a parcela negra e hispânica da população norte-americana -mais pobre e que foi fundamental para sua vitória.

Segundo o Pew Research Center, cerca de 70% dos adultos negros e hispânicos não têm reservas financeiras suficientes para três meses, percentual que cai a 47% na população branca. Enquanto em agosto a taxa de desemprego entre brancos foi de 7,2%, ela alcançou 10,5% entre hispânicos e 13% entre negros.

Durante a campanha, Biden prometeu criar fundos equivalentes a US$ 70 bilhões para escolas e universidades historicamente voltadas à população negra.

Também delineou planos para linhas de crédito de US$ 30 bilhões a pequenas empresas administradas por minorias e outro, de US$ 50 bilhões, para alavancar negócios em áreas degradas dos Estados Unidos.

Outra proposta é oferecer créditos tributários de US$ 15 mil para ajudar famílias de baixa renda a comprar um primeiro imóvel, além da construção de 1,5 milhão de novas moradias destinadas a essa faixa da população.

Na educação, o democrata propôs liberar de pagamentos alunos de escolas e universidades em famílias com renda anual inferior a US$ 125 mil, além de criar um programa para reduzir em até US$ 50 mil as dívidas estudantis (que somam US$ 1,5 trilhão) em troca de trabalhos comunitários.

Para atender boa parte dessas promessas, Biden terá de contar com o apoio do Congresso e enfrentar um Senado que pode não lhe ser favorável.

Mas, acima de tudo, o democrata precisará encontrar espaço em um orçamento com déficit recorde de US$ 3,1 trilhões neste 2020, rombo que jogou a dívida pública para US$ 21 trilhões, a mais alta da história.

O grosso dos gastos extras deste ano foram para combater a pandemia, justamente um dinheiro que acabou ajudando deixar os ricos ainda mais ricos.

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Após 14 filhos, casal dá as boas-vindas à primeira filha

07 de novembro de 2020, 09:51

Foto: Reprodução

Um casal do estado americano do Michigan já tinha uma família que atraía atenção, e não é para menos. O casal tem 14 filhos, todos homens. Agora voltaram a chamar a atenção depois de conseguirem a primeira menina, três décadas depois do nascimento do primeiro filho.

Kateri Schwandt deu à luz, na quinta-feira, Maggie Jayne, com 3,4 quilogramas, no Hospital Mercy Health Saint Mary’s, em Grand Rapids.

O marido, em declarações a um jornal local, afirmou que todos estão “muito felizes e entusiasmados” por juntar Maggie à família. “Este ano tem sido memorável de tantas formas e por tantas razões, mas a Maggie é o melhor presente que poderíamos ter imaginado”, acrescentou.

A família tem aparecido por várias vezes na imprensa local à medida que a família foi aumentando e têm um programa nas redes sociais chamado ’14 Outdoorsman’, que talvez agora precise mudar de nome.

 

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Brasileiro filho de ex-bispo da Universal é acusado de matar a mãe a facadas em Portugal

06 de novembro de 2020, 11:03

Foto: Reprodução

Um brasileiro de 23 anos foi preso na segunda-feira (2) acusado de matar a mãe a facadas na cidade de Seixal, em Portugal. De acordo com a imprensa local, discussões entre a mãe, de 53 anos, e o filho Lucas Paulo eram frequentes.

A vítima, Teresa, foi encontrada já sem vida pelo marido, Alfredo Paulo, ex-bispo da Universal. A mulher tinha vários ferimentos no tórax, no pescoço, nas costas e nos braços. Uma faca de cozinha estava ao lado do corpo. Alfredo chamou o socorro e acionou a polícia.

De acordo com o telejornal Fala Portugal, da TV Record Internacional, as brigas entre os familiares eram motivadas pelo desgosto da mãe ao ver o filho, adotado pelo ex-bispo da Universal, o dia todo em casa, sem trabalhar e nem estudar. O jovem foi localizado pela polícia durante a noite e, conforme as autoridades, ele não resistiu à prisão.

No site da Universal no Brasil, a igreja divulgou a notícia sobre o caso. “A Universal lamenta o ocorrido e expressa seu pesar e orações à família.”

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Moradores do Amapá relatam drama após três dias sem energia elétrica

06 de novembro de 2020, 10:44

Foto: Getty Images/Getty Images

Outra internauta usou o Twitter para lamentar a situação. “Só atualizando: estamos há 50 horas sem energia, pouco sinal de internet, a água potável está escassa, gasolina num preço absurdo, o Estado está na segunda onda de covid e não temos previsão de retorno”, disse Mari Guedes

Odrama dos moradores do Amapá, que estão há três dias sem energia elétrica por causa de um incêndio em uma subestação da capital Macapá na noite de terça-feira, 3, ganhou contornos apocalípticos em centenas de depoimentos nas redes sociais. Apesar da dificuldade em conseguir conexão, muitas pessoas aproveitaram o pouco que restava de bateria em seus celulares para relatar as dificuldades da população local.

Em um texto no Facebook, Heluana Quintas fala da situação de calamidade no Estado onde 14 dos 16 municípios estão sem energia elétrica. “Não tem água encanada. Não tem internet e raras vezes funciona Claro e Vivo. Os postos de gasolina não podem operar sem energia, então não temos gasolina também. Não dá para sacar dinheiro nos caixas eletrônicos, nem comprar comida com cartão. Estamos num pico de contaminação e lotação nos hospitais devido à pandemia. Eles estão funcionando por gerador. Não sabemos por quanto tempo. As cirurgias foram interrompidas. Torçam, rezem, orem, mandem ‘positive vibration’ aos enfermos”, postou.

O material logo viralizou em diversas redes sociais e hashtags como #SOSAmapa, #ApagaoNoAmapa e #AmapaPedeSocorro passaram a circular com força. Vídeos nas redes mostram filas para conseguir colocar combustível no automóvel ou para comprar água, em um momento de pandemia no qual a aglomeração de pessoas pode aumentar a contaminação de covid-19.

Marina Silva (Rede), ex-senadora pelo Acre, também comentou os problemas. “É gravíssima e estarrecedora a situação no Amapá. Em quase todo o Estado, já são mais de 40 horas sem energia elétrica, água, internet e sinal de celular. As autoridades públicas precisam agir com urgência para contornar os transtornos e os prejuízos provocados a todos os amapaenses”, disse em seu Twitter.

Outros dois políticos que estão divulgando as dificuldades locais são o senador Randolfe Rodrigues (Rede) e o deputado federal Camilo Capiberibe (PSB), eleitos no Estado. “O que estamos vivendo no Amapá é inaceitável. Precisamos de respostas rápidas. Comerciantes e famílias estão perdendo o pouco que tem, famílias sem água para cozinhar/tomar banho e grandes aglomerações se formando em supermercados, farmácias, postos de gasolina em plena pandemia”, reclamou Capiberibe.

Auriney Brito, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Amapá também desabafou em sua conta de Twitter. “Estamos chegando a 48 horas sem energia no Amapá. Macapá entrando em convulsão por falta de água potável, combustível e outros itens básicos. Não é hora de politizar ou buscar culpados, precisamos da solidariedade e orações de todos. No meio desse caos, ainda há pandemia por aqui”, disse.

Outra internauta usou o Twitter para lamentar a situação. “Só atualizando: estamos há 50 horas sem energia, pouco sinal de internet, a água potável está escassa, gasolina num preço absurdo, o Estado está na segunda onda de covid e não temos previsão de retorno”, disse Mari Guedes.

Na quinta-feira, 5, o governo informou que tem a expectativa de restabelecer o fornecimento de energia em 70% do Amapá, mas a retomada das condições normais de atendimento em todo o Estado deverá levar mais tempo, segundo o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

Um incêndio na subestação Macapá ocorrido na noite de terça-feira levou ao desligamento automático da linha de transmissão Laranjal/Macapá e das usinas hidrelétricas de Coaracy Nunes e Ferreira Gomes. O fogo tomou conta da subestação e interrompeu cerca de 250 megawatts de carga elétrica.

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Eleições 2020: Professor e doutor são títulos mais escolhidos pelos candidatos

05 de novembro de 2020, 09:01

Foto: Reprodução

As eleições municipais deste ano bateram recorde de candidaturas: 60,4 mil inscrições a mais do que no pleito de 2016. Ao todo, a Justiça Eleitoral recebeu mais de meio milhão de registros, dos quais 97% foram considerados aptos, para a disputa de 67,8 mil cargos eleitorais. Com a concorrência acirrada, é preciso ter um diferencial para conquistar a atenção do eleitorado e garantir cada voto. Por isso, muitos postulantes usam como estratégia a adoção de apelidos excêntricos para suas campanhas. Pelo menos 15 mil candidatos incluíram o título de “professor” ao nome que aparece na urna, enquanto 7 mil apostam no termo “doutor”.

De acordo com a legislação, os postulantes possuem liberdade para escolher as denominações que utilizarão no sistema de votação, embora precisem respeitar algumas limitações. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato pode usar nome, sobrenome ou apelido desde que tenha no máximo 30 caracteres e não gere dúvidas quanto a sua identidade, não atente ao pudor nem seja “ridículo”. VEJA reuniu as principais curiosidades que aparecerão nas telas das urnas na hora que os eleitores forem votar próximo dia 15 de novembro.

O levantamento mostra que as alcunhas cristãs estão em voga. Quase 4.800 aspirantes às cadeiras legislativas se autodenominam como pastor ou pastora e outros 4 mil como irmãs/irmãos, além de 143 padres. Já os substantivos “Deus” e “igreja” batem ponto por 598 vezes. Outro fator que chama a atenção é a quantidade de candidatos que adotam expressões relacionadas aos seus estabelecimentos. Os complementos “do bar”, “do posto”, “da farmácia” e “do salão” surgem em mais de 4 mil fichas. Há, ainda, quem busque a simpatia — e o voto — por aproximação: são 1 387 “do povo” e 343 “amigos” disputando o próximo sufrágio.

As patentes militares estão entre as preferidas dos representantes das forças de segurança e alcançaram, em 2020, número recorde dos últimos 16 anos. Uma estratégia comum entre os concorrentes é a inclusão de sobrenomes famosos, como Bolsonaro, escolha de 89 candidatos, e Lula, usado por mais de 200. Nem os americanos Barack Obama e Donald Trump escapam: o primeiro aparece 21 vezes e o segundo, 3. Despreocupados com o duplo sentido da palavra na política, 72 candidatos acrescentaram a fruta “laranja” ao codinome eleitoral. Vai ser preciso esperar até o resultado do pleito para saber se as artimanhas surtiram efeito. A conferir.

Fonte: Veja

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Inscrições para o Programa Garantia-Safra foram prorrogadas

04 de novembro de 2020, 17:27

Foto: Divulgação/SDR

As inscrições para adesão ao Programa Garantia-Safra, Safra Verão, foram prorrogadas até o dia 10 de novembro de 2020. A homologação das inscrições e pagamentos de boletos ocorrerão entre 11 a 30 de novembro de 2020. 
 
A prorrogação ocorreu após solicitação da Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia (SDR), por meio da Superintendência da Agricultura Familiar (Suaf), junto ao Comitê Gestor do Programa. 

Os prazos foram prorrogados com objetivo de permitir as adesões de municípios e agricultores familiares, referentes ao plantio 2020/2021, Safra Verão. Entretanto, o prazo para adesão à Safra Inverno permanece o mesmo, dia 22 de março de 2021. 
 
O atraso das inscrições municipais, em sua maioria, havia sido justificado em decorrência da pandemia da Covid-19, que impossibilitou o atendimento aos agricultores familiares, previsto pelos gestores dos municípios. 
 
Conforme Vinícios Videira, superintendente da Suaf, a Bahia se destaca dentre os estados da federação por possuir o maior número de adesões, menor inadimplência e maior número de agricultores beneficiados junto ao Programa. “A SDR, por meio da Suaf, possui importante papel na coordenação do Programa Garantia-Safra no Estado da Bahia, principalmente no acompanhamento e na orientação aos gestores municipais e agricultores familiares, além de contribuirmos com a Coordenação Nacional do Programa, juntamente com a Comissão Estadual, federações e sindicatos de trabalhadores e trabalhadoras rurais, dentre outros parceiros”, salienta Videira. 

O Garantia-Safra (GS) é uma ação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que tem como objetivo garantir condições mínimas de sobrevivência aos agricultores familiares de municípios sistematicamente sujeitos a perda severa de safra por razão do fenômeno da estiagem ou excesso hídrico. 

Agricultores familiares que possuem Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) ativa e renda familiar mensal de, no máximo, um salário mínimo e meio, e cultive feijão, milho, arroz, algodão ou mandioca em área correspondente a 0,6 a 5,0 hectares, que não foram objetos de financiamento e que sofreram perdas de produção em seus municípios igual ou superior a 50%, podem acessar o programa. 
 
Os técnicos emissores de Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) nos municípios poderão acompanhar a evolução das adesões ao programa enviando mensagem para o e-mail garantia.safra@sdr.ba.gov.br.

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Denúncia do MP-RJ contra Flávio Bolsonaro gera repercussão na mídia internacional

04 de novembro de 2020, 15:22

Foto: Reprodução

Adenúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) repercute na mídia internacional nesta quarta-feira, 4. O filho do presidente da República, Jair Bolsonaro, é acusado de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa por um esquema de “rachadinha” no seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Os veículos internacionais destacam os reflexos da denúncia para a imagem do presidente da República. O Financial Times, por exemplo,classifica o incidente como um “constrangimento” para o presidente. O jornal relembra que há poucas semanas, o mandatário afirmou ter dado fim à corrupção no Brasil ao falar sobre o fim da Lava Jato.

Bloomberg também citou a operação ao relembrar o afastamento do ex-ministro Sérgio Moro após o presidente ter sido acusado de querer interferir na Polícia Federal para blindar o filho mais velho das investigações. Para o jornal, a denúncia do MP-RJ é “mais uma dor de cabeça jurídica” para o mandatário, que segundo a publicação, se elegeu com uma “forte plataforma anti-corrupção em 2018”.

Na mesma linha, o britânico The Guardian compara o presidente com o líder dos Estados Unidos, Donald Trump, ao dizer que Bolsonaro se apresentou na campanha eleitoral como um “forasteiro da política e cruzadista anticorrupção que tiraria o Brasil da lama”. Essa reputação tem se desfeito por causa de suspeitas em relação a Flávio, assim como denúncias contra os outros filhos, Carlos e Eduardo Bolsonaro, “envolvendo irregularidades financeiras e disseminação de informações falsas”, segundo o veículo.

“O caso aumentou a tensão política no Brasil, colocando a família Bolsonaro contra o Judiciário e a mídia”, diz a notícia do Wall Street Journal sobre o caso. O jornal destacou a ameaça do presidente a uma jornalista em agosto após ser perguntado sobre transferências bancárias feitas por Fabrício Queiroz à primeira dama, Michelle Bolsonaro. Queiroz é um dos 16 ex-funcionários de Flávio Bolsonaro mencionados na denúncia do MP-RJ.

Sobre o ex-assessor, o veículo argentino Clarín relembra que Queiroz foi preso em junho do ano passado na residência de um dos advogados da família Bolsonaro. O texto, originalmente publicado pela agência EFE, diz que “o caso não afeta diretamente o chefe de Estado”, mas destaca que foram as investigações desse caso que identificaram os depósitos feitos de Queiroz para a primeira dama.

Ainda sobre ele, o também argentino La Nación menciona que algumas linhas de investigação ligam o ex-assessor, que cumpre prisão domiciliar, “às temidas milícias paramilitares do Rio de Janeiro”. O veículo pontuou ainda que “essa é a primeira denúncia contra um membro da família Bolsonaro desde que o mandatário assumiu o cargo em 2019”.

Fonte: Notícias ao Minuto 

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Trágico ou cômico? A escolha é sua

04 de novembro de 2020, 14:38

* Por Gervásio Lima  –  
Seria trágico se não fosse cômico, ou seria cômico se não fosse trágico? Para o momento que vive o mundo, em especial o Brasil, essas celebres frases se encaixam de trás para frente e de frente para trás; tão confusa e bagunçada a vida de boa parte da população. A forma da pronuncia não seria o fato relevante neste instante. Como na matemática, ‘a ordem dos fatores não altera o produto’, ou seja, na soma de dois diferentes números, não importa a ordem em que estejam, o resultado é sempre o mesmo.

Incerteza, atribulação, intolerância, medo e outros sentimentos ruins estão permeando cotidianamente as sociedades. A ansiedade e a angústia convivem lado a lado, provocando apreensões e sofrimentos coletivos. Incitação ao ódio, disputa de poder, perda de direitos, desemprego, fundamentalismo, intolerâncias religiosas, de raça e de gênero, violência desenfreada e a pandemia são os principais temas da atualidade, onde a falta de empatia é uma realidade e já está causando prejuízos nas relações humanas.

O cômico se transformou em sátiro e ao invés de engraçado e fazer rir (expressando alegria) passou a ser maledicente e sarcástico. Piadas de mau gosto, com significados dúbios são contadas irresponsavelmente até mesmo por aqueles que deveriam ser e dar exemplos, mas preferem pregar o conflito embasado em mentiras descabidas.

Como uma espécie de ‘tsunami cívico’, comportamentos indecorosos têm levado o Brasil a um desastre moral nunca visto na história, com perdas de credibilidade, identidade e de protagonismo em diversas áreas. De lugar de destaque no mundo, a ‘nação canarinho’ sucumbe ao fracasso.

Errar sem saber que está errando é inocência, enquanto que saber quer irá cometer um erro é um ato criminoso e desumano. Criar condições para que o semelhante sofra é ir de encontro a todos os princípios sociais e bíblicos, para os cristãos. Viver em comunidade é dividir o espaço de forma igualitária, agindo de forma que todos sejam beneficiados com os mesmos direitos. O individualismo tem tornado as pessoas cada vez mais egoístas e instaurando um inédito desequilíbrio social.

Está aí o tamanho da responsabilidade da escolha consciente daqueles que serão os representantes nas câmaras e prefeituras dos municípios brasileiros. Ao se encontrar com a urna eleitoral, na cabine de votação, é bom lembrar que a soberba é um dos piores defeitos do ser humano. Na Escritura Sagrada “a soberba precede a queda, comanda as intenções do mentiroso e dirige a vida do ladrão”, por tanto é sempre bom atentar para o que está escrito: ‘o orgulho leva à destruição, e o espírito arrogante, à ruína’.


* Jornalista e historiador

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Covid-19: Afinal, devo usar luvas além de máscara?

03 de novembro de 2020, 16:24

Foto: Reprodução

Ouso de luvas descartáveis parece ser uma tendência crescente entre os cidadãos que tentam se proteger do novo coronavírus. Contudo, será que a utilização deste acessório é realmente necessária para travar a pandemia?

Não, a maioria das pessoas não necessita de usar luvas em espaços públicos, conforme explica um artigo publicado no jornal San Francisco Chronicle.

Anne Liu,médica de doenças infecciosas e professora associada clínica na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, afirma que a probabilidade do uso de luvas evitar o contágio pelo novo coronavírusé “bastante menor do que ao usar máscara”.

Por uma razão específica: se por um lado, alguns micróbios não conseguem sobreviver na pele humana; por outro lado, determinados germes prosperam e multiplicam-se nos materiais comumente utilizados no fabrico das luvas, comenta a especialista.

“A minha preocupação é que as pessoas quando usam luvas tenham uma falsa sensação de segurança, e se sintam mais relaxadas quanto às duas coisas principais que estão sendo encorajadas pelas autoridades de saúde atualmente: manter o distanciamento social e lavar as mãos”, diz Liuao San Francisco Chronicle.

A médica conta que já viu indivíduos na rua de luvas esfregando a testa, tocando nos óculos, mexendo na carteira e em seguida tocando em superfícies partilhadas, e que assistiu ainda a outros comportamentos de risco que espalham ativamentegermes e derrotam o intuito inicial de usar o acessório.

Mais ainda, as luvas têm de ser adequadamente retiradas das mãos para segurança dos utilizadores, evitando a propagação do víruse tal consiste em virá-las ao contrário durante a remoção e jogá-las de imediato no lixo.

“É simplesmente melhor não usar luvas, tenha sempre gel desinfetante e use-o com frequência”, salienta Liu.

Fenyong Liu, professor de doenças infecciosas naBerkeley’s School of Public Health, na Universidade de Berkeley, na California, partilha a mesma opinião.”Basta lavar e desinfetar as mãos regularmente”, reforça. “Não há necessidade em usar luvas”.

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Bahia sedia maior evento da gastronomia mundial: vem aí o Terra Madre Brasil

03 de novembro de 2020, 15:43

Foto: Divulgação/SDR

Com atividades gratuitas para agricultores familiares, educadores, formadores de opinião e cozinheiros, vem aí a 3ª edição do Terra Madre Brasil (TMB), que acontece entre os dias 17 e 22 de novembro de 2020, em formato online. É o maior evento da gastronomia mundial, e vai reunir as Comunidades Slow Food no Brasil.

Inteiramente dedicado à comida de verdade, o Terra Madre traz rodas de conversa, diálogos, oficinas do gosto, espaços educativos dedicados à cultura alimentar, apresentações artísticas, entre outras atrações, que têm o intuito de compartilhar ideias e questões, projetos da sociedade civil, políticas públicas e alianças com o setor privado, na busca de estratégias comuns, em um contexto de celebração da riqueza, da sociobiodiversidade de diferentes culturas alimentares do Brasil.

Participam da programação a ativista Bela Gil, o presidente da Associação Slow Food do Brasil, Georges Schnyder, o fundador do movimento Slow Food, Carlo Petrini, a ativista e jornalista Soledad Barruti (Argentina), e muita gente ligada ao segmento. Serão realizadas apresentações artísticas, show com nomes como Chico César e Alessandra Leão, documentários e muito bate-papo.

O Terra Madre Brasil 2020 será uma correalização da Associação Slow Food do Brasil e do Governo do Estado da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

O coordenador de Inteligência de Mercado do projeto Bahia Produtiva, Guilherme Souza, explica a importância de um evento como esse em Salvador: “Essa nova relação entre quem consome e quem produz encontrou na Bahia um ambiente próspero a partir de políticas públicas que valorizam a agricultura familiar, personagem central pelo lado da oferta nesta relação. Salvador é a cidade no Estado que concentra o maior número de consumidores e que, a partir do evento, e no seu legado, pode se transformar em um local onde esse conceito possa se tornar um ativo, um valor. Então, para a cidade são fundamentais eventos dessa natureza, que produzam legados para além dos dias de atividades”.

São mais de 50 atividades, 800 pessoas já pré-inscritas, 300 agricultores familiares e camponeses, além de milhares de ativistas de vários lugares do mundo, que aguardam pela edição brasileira do Terra Madre. Confira a programação completa no site www.terramadrebrasil.org.br

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