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Matagal toma conta do cemitério público Jardim das Saudade em Jacobina (Fotos)

17 de janeiro de 2022, 09:46

Foto: Notícia Limpa

“Um verdadeiro descaso com o ambiente e falta de respeito à memória dos que se foram e aos seus entes”, reclamava uma senhora da situação de abandono que se encontra o cemitério público Jardim da Saudade, em Jacobina.

O cemitério que fica no início do Bairro Félix Tomaz, próximo ao centro da cidade, sofre não apenas com a falta de limpeza e capinagem, mas também de segurança. Uma equipe de reportagem do NOTÍCIA LIMPA esteve visitando o local na manhã deste domingo (16) e constatou a veracidade das denúncias encaminhadas para o site no decorrer da semana. Túmulos estão quase invisíveis aos olhos, o motivo é o mato, que, de tão alto, chegam a encobrir as sepulturas. Muitas são as reclamações de quem vai ao local visitar algum ente que já morreu.

Os únicos lugares encontrados limpos foram iniciativas de familiares que o fizeram o pagaram para realizar a limpeza. A preocupação existe ainda pelo fato que a condição de sujeira atrai animais peçonhentos como cobras e escorpiões

Após visitar o túmulo do pai, a dona de casa Eunice (como quis ser identificada, também se queixou do estado do espaço. “Está bem sujo e descuidado. Da próxima vez, vou trazer uma espingarda, porque, com tanto mato, pode aparecer uma onça”, brincou. Falando sério novamente, Eunice avaliou que “é impossível ficar pior do que está. “A prefeitura precisa tomar uma atitude”, completou.

De acordo aos moradores do entorno do cemitério, a prefeitura costuma fazer alguma coisa somente na época do Dia de Finados, porque no resto do ano não cuida direito.

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Casal em motocicleta morre após ser atingido por raio

15 de janeiro de 2022, 19:37

Foto: Reprodução

A queda de uma raio provocou a morte de um casal que passeava numa motocicleta, por volta das 17h30 da sexta-feira (14), na Via Dutra, num trecho de Caçapava, em São Paulo.

As vítimas, Tiago Silva, de 32 anos, e Ana Maria Ramos, de 41, não resistiram aos ferimentos e morreram no local, segundo a Polícia Rodoviária Federal.

Os corpos das vítimas foram liberados para os familiares. O sepultamento deve ser realizado hoje, no Cemitério Municipal de Tremembé.

A CCR NovaDutra, concessionária responsável pela administração da via, informou que não foi necessário interditar o trecho.

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Decreto prevê aplicação de penalidades a estabelecimentos que desrespeitarem limite de público em eventos na Bahia

14 de janeiro de 2022, 08:24

Foto: Reprodução

Está publicado no Diário Oficial do Estado, edição desta sexta-feira (14), o decreto determinando que o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia observe a aplicação de penalidades a estabelecimentos que descumprirem o limite máximo de público nos eventos realizados no estado. As punições são: advertência escrita; multa; embargo, temporário ou definitivo, de obras e estruturas; interdição total ou parcial de obras, eventos, estabelecimentos, máquina ou equipamento e cassação do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros – AVCB.

Na última segunda-feira (10), após reunião com a secretária de Saúde, Tereza Paim, o governador Rui Costa decidiu reduzir de 5 mil para até 3 mil o número máximo de pessoas em eventos em todo o território baiano, incluindo estádios de futebol. O decreto foi publicado na terça-feira (11) e vale até o dia 25 de janeiro.

Além do número máximo de 3 mil pessoas, os eventos devem obedecer à regra de lotação máxima de 50% da capacidade de cada local.  Estão mantidas no decreto as obrigatoriedades da comprovação de vacinação contra a Covid-19 e do uso de máscara pelo público e demais participantes dos eventos. Essa exigência se estende a bares e restaurantes, que devem exigir dos clientes o comprovante de vacinação.

A decisão pelo reforço de medidas de maior restrição ocorre para tentar conter o aumento dos registros de H3N2 e de casos de infecção pelo coronavírus. O número de casos ativos de Covid-19 na Bahia chegou a 7.256, de acordo com o boletim mais recente divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), nesta quinta-feira (13).

Secom/Ba

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Caminhoneira conhecida como Musa das estradas sofre acidente (Fotos)

13 de janeiro de 2022, 19:41

Foto: Redes sociais

A caminhoneira Aline Fuchter, conhecida como Musa das Estradas e dona de um canal no YouTube com mais de 1,4 milhão de inscritos, ficou ferida nesta quinta-feira (13) após um acidente na BR-174, entre Pontes Lacerda e Porto Esperidião, a 483 km e 358 km de Cuiabá, respectivamente.

Ela ficou presa nas ferragens e foi socorrida por outros motoristas que passavam pelo local e depois encaminhada à Santa Casa de Pontes e Lacerda.

A motorista estava acompanhada pela amiga Lauren Borges, que teve ferimentos leves. Nas redes sociais, Lauren escreveu: “Estamos bem. Estamos vivas, Deus nos livrou do pior. Aline está no hospital passando por uma cirurgia no braço”.

Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que testemunhas contaram que Aline passou em cima de uma campana de freio quebrada que estava na pista, o que fez com que um pneu dianteiro da carreta estourasse.

Em seguida, ainda de acordo com a PRF, Aline perdeu o controle do veículo e bateu de frente com outro caminhão. O motorista esse segundo veículo teve ferimentos leves. A caminhoneira fazia o transporte de soja, e a carga ficou espalhada na pista. Uma equipe da PRF foi ao para remover o material, e a pista foi parcialmente interditada.

Aline Fuchter é caminhoneira há cerca de cinco anos e ficou conhecida nas redes sociais quando começou a compartilhar imagens de suas viagens.

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A terra tremeu 11 vezes em quatro dias; ocorrências preocupam moradores de Jacobina

13 de janeiro de 2022, 14:47

Foto: Notícia Limpa

Conforme nota publicada em seu site oficia do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN), o município de Jacobina sofreu 9 abalos sísmicos em apenas dois dias, entre terça (12) e quarta-feira (13), sendo que em um único dia foram 7 tremores com destaque para o evento que ocorreu às 21h36min do dia 12, de magnitude preliminar calculada em 2.4 na Escala Richter.

A quantidade de tremores dos últimos dias impressiona, em quatro dias ocorreram 11 registros. No último domingo (9), dois tremores também foram registrados em Jacobina, de magnitudes de 2.1 e 2.0.

Em nota enviada para a imprensa no último dia 10, a Jacobina Mineração Yamana Gold (JMC), informou que foi renovada pelo Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) a licença ambiental para a ampliação da produção bruta de ouro de 2 milhões e 500 mil toneladas por ano para 3 milhões e.650 mil toneladas por ano.

Para a JMC o aumento da capacidade de produção é motivo para comemorar, pois o lucro financeiro, consequentemente, também será maior, mas para muitas pessoas, principalmente as que moram no entorno da mesma é motivo de preocupação, já que os abalos são atribuídos por muitos moradores às constantes detonações ocorridas no subsolo da mineradora, de onde é extraído o material que contém o ouro explorado.

Conforme o LabSis as causas para as ocorrências ainda são desconhecidas, já que não foram feitos estudos específicos e pela ausência de uma estação sismológico no município.

Localização epicentral simbolizada pela estrela vermelha no mapa
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Gosto ruim de hambúrguer faz jovem notar que produto venceu há 10 anos

13 de janeiro de 2022, 08:51

Foto: Reprodução

A auxiliar de veterinária Izabela Amorim, de 21 anos, fez uma descoberta indigesta. Após sentir gosto ruim enquanto comia um hambúrguer, ela descobriu que o produto comprado recententemente estava vencido havia 10 anos.

O congelado, da marca Nosso Burguer, foi comprado na última segunda-feira (10/1) em uma filial do Dia Supermercados em Santos, no litoral de São Paulo, e a carne foi preparada para o jantar do mesmo dia. Logo após sentir a iguaria “se desfazendo”, Izabela checou a validade.

“O cheiro não estava ruim, mas o hambúrguer estava se desfazendo. Acreditei que seria devido ao calor, por descongelar o produto”, disse Izabela ao G1, lembrando da surpresa ao constatar que o produto foi fabricado em 25 de novembro de 2011 e que venceu dia 25 de março de 2012.

“Quando eu vi a validade, eu mostrei para todos da casa, para conferir se era aquela data mesmo. Porque eu não conseguia acreditar”, recorda.

Em nota enviada ao Metrópoles, “o grupo DIA esclarece que segue todas as regras de controle sanitário e acompanha permanentemente os processos de vigilância em suas lojas”.

“A empresa lamenta o fato ocorrido na manhã de hoje, 12 de janeiro, na loja localizada à Av Conselheiro Nebias, em Santos. E está apurando o caso, se propondo a colaborar plenamente com as autoridades locais para o esclarecimento dos fatos”, segue o texto.

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As diferenças entre vacina da Pfizer para crianças e adultos

13 de janeiro de 2022, 08:30

Foto: Reprodução

O Brasil recebeu na madrugada desta quinta-feira (13) o seu primeiro lote de vacinas pediátricas contra a Covid. É esperado 1,2 milhão de doses de imunizantes da Pfizer.

As vacinas da Pfizer serão aplicadas em crianças de 5 a 11 anos. As doses não são iguais às usadas nos adultos. A fabricante as prepara com uma concentração diferente e, por isso, há orientações distintas para a utilização (entenda abaixo).

A distribuição das doses aos estados seguirá o critério populacional. A previsão é que o público infantil comece a ser imunizado a partir de sexta (14).

A imunização começará por menores com comorbidade, deficiência permanente, indígenas e quilombolas. Em seguida, o Ministério da Saúde recomenda que sejam vacinadas crianças que vivem com pessoas do considerado grupo de risco.

Na sequência, haverá um escalonamento por faixa etária, começando pelos mais velhos. A vacinação não será obrigatória.

Na segunda (10), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou a antecipação das 600 mil doses, aumentando para 4,3 milhões o número de doses pediátricas a serem entregues ao Brasil em janeiro.

Em fevereiro, a expectativa é que a Pfizer entregue mais 7,2 milhões de doses e, em março, 8,4 milhões de imunizantes.

A diferença entre vacinas para adultos e crianças

Umas das principais diferenças das vacinas para crianças daquelas que são aplicadas em adultos é a cor das tampas –enquanto as pediátricas são laranjas, as dos maiores de 12 anos são roxas.

O objetivo é facilitar a identificação pelas equipes de vacinação e pelos responsáveis que acompanharão os pequenos nos postos de saúde.

Outro ponto é a dosagem. Enquanto para os maiores de 12 anos as doses da Pfizer são de 0,3 ml, para os mais novos a dosagem é inferior, de 0,2 ml. Nos outros produtos aprovados para adultos, como Coronavac e AstraZeneca, a dose é de 0,5 ml.

O intervalo entre a primeira e a segunda doses do produto da Pfizer para crianças é de 21 dias. No caso do produto para maiores de 12 anos, o espaçamento é de até oito semanas.

Em adultos, segundo a Anvisa, o prazo é de duas a quatro semanas com a Coronavac e de quatro a 12 semanas com a AstraZeneca. Em relação à Janssen, a segunda dose deve ser aplicada dois meses após a primeira.

O tempo de armazenamento também muda. Enquanto para os mais velhos o imunizante pode ficar na geladeira entre 2ºC a 8ºC durante apenas um mês, para os pequenos são permitidas até dez semanas.

Além disso, o frasco da vacina das crianças comporta dez doses, mais do que a versão para maiores de 12 anos, cujo frasco comporta seis doses.

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Abalos sísmicos preocupam moradores em torno de mineradora de ouro em Jacobina

12 de janeiro de 2022, 22:00

Foto: Notícia Limpa

Por falta de aviso não é. A natureza ou algo provocado por algum tipo de atividade nos solos de Jacobina estão provocando sucessíveis abalos císmicos que já chegaram a 3 pontos na Escala Richter.

Nesta quarta-feira (12), dois eventos sísmicos, de magnitude preliminares calculados em 1.8 e 2.4 mR, foram registrados em Jacobina pelas estações sismográficas operadas pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal de Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN).

Os últimos abalos registrados pelo LabSis/UFRN no município ocorreram no último domingo (09), com magnitudes preliminares 2.1 e 2.0, respectivamente. 

Até o momento desta publicação não há informações sobre moradores terem escutado ou sentido o evento desta quarta-feira.

Jacobina possui duas barragens de rejeitos, sendo uma considerada desativada pela mineradora que explora ouro na região onde os tremores são sentidos.

Local do epicentro
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“Fiz de tudo para salvar ele”, diz delegado sobre filho que morreu engasgado

12 de janeiro de 2022, 21:39

Foto: Reprodução

O pequeno Arthur Gomes Benjamim, de 2 anos, morreu na sexta-feira (7) em Macapá (AP) engasgado com uma tampa de garrafa pet. De acordo com o pai do menino, Carlos Alberto Gomes Pereira Filho, que trabalha como delegado da Polícia Civil do Amapá, ele fez de tudo para salvar a vida do filho. As informações são do G1.

Em uma carta aberta enviada para a imprensa, Carlos Alberto  se defendeu das críticas que vem sofrendo, principalmente nas redes sociais e da família materna da criança. Pai e filho estavam sozinhos na casa do delegado no momento do acidente.

“Eu fiz de tudo para salvar a vida do meu filho. Quando ele engoliu a tampinha, estava próximo de mim, e o fez no momento em que eu estava organizando as coisas pós almoço. Não houve falta de cuidado, ele estava sendo monitorado, foi uma tragédia que eu não desejo a nenhum pai ou mãe. Pergunto então, quem é que vai imaginar que o filho vai morrer por ter uma garrafa pet de água mineral em casa? Em qual contexto esse resultado é imaginável ou esperado? Qual pai pode ser apontado como negligente por isso? Na verdade, fossem as acusações só de negligência, seriam menos dolorosas. Estou diariamente sendo chamado de assassino”, contou.

Conforme Carlos Alberto, ele não viu o momento em que a criança teria engolido a tampa. Quando viu que o menino não estava se mexendo, ele o levou até a unidade de saúde mais próxima.

“A equipe médica optou por chamar o SAMU, que chegou após aproximadamente 30 minutos, o que aumentou ainda mais a minha angústia, já que não sabia o que estava acontecendo com o meu filho. Após a sua chegada a equipe do SAMU rapidamente identificou o problema e retirou uma tampinha de garrafa pet das vias aéreas do meu filho. Infelizmente, ele já não apresentava mais sinais vitais”, explicou o delegado.

O pai, que não compareceu ao enterro do filho, afirmou que vinha sofrendo ameaças por parte da família materna da criança e quis evitar o desconforto que a presença dele causaria. Ainda segundo Carlos Alberto, ele tem colaborado com as investigações.

“Quero na oportunidade me solidarizar verdadeiramente com a família. Mas, quero que não se esqueçam que eu também sou a FAMÍLIA. Todos estão sofrendo muito, jamais em minha vida gostaria que isso tivesse ocorrido. Não desejo isso a ninguém, eu era o maior interessado em ver meu filho bem. Mas não se esqueçam que sou um pai que assistiu o seu filho morrer. Não quero dizer que minha dor é maior que a de ninguém, mas também não é a menor”, declarou o delegado.

A Polícia Civil ouviu o depoimento do pai no sábado (8). O caso está sendo investigado.

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Menina Beatriz foi morta por ter se assustado ao ver suspeito, diz polícia

12 de janeiro de 2022, 14:57

Foto: Reprodução

 A menina Beatriz Angélica Mota, morta a facadas aos 7 anos na escola em que estudava, em dezembro de 2015, foi assassinada após se assustar ao ver o suspeito armado, que tentou silenciá-la, informou nesta quarta-feira (12) a Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco.

A elucidação do crime, após seis anos, se deu dias após os pais da criança começarem uma jornada a pé, de Petrolina ao Recife (712 km) cobrando por respostas.

O suspeito Marcelo da Silva, 40, já estava preso pelo crime de estupro de vulnerável desde 2017 e, segundo o governo, confessou ser o autor da morte da menina. A identificação foi possível após o cruzamento de material de DNA do homem com o que foi recolhido na cena do crime, ainda em 2015. Segundo a SDS, o homem agiu sozinho, não mirava a vítima e estava munido de uma faca, com a qual praticou o crime.

“Ao haver contato do assassino com a vítima, ela teria se desesperado e, por isso, foram dados os golpes de faca. Essa teria sido a motivação. Foram dez facadas’, disse Humberto Freire, secretário de Defesa Social de Pernambuco.

Marcelo Silva tem um histórico de crime sexual contra menor, segundo a polícia, e está preso por um crime dessa natureza cometido em 2017. Em depoimento ele teria contado que conseguiu entrar, com dificuldade, na escola, onde era realizado um evento com mais de duas mil pessoas, para “pedir dinheiro” e acabou sendo visto pela menina.

“Durante o interrogatório, ele disse ter transitado pelo local e quando teve um breve contato com a vítima, ela teria se assustado. A motivação [do crime] foi silenciá-la, para que não houvesse um revés contra ele. A abordagem aconteceu perto do local do crime. Pela narrativa, não era direcionado a uma pessoa específica”, completou Freire.

O perfil genético do acusado, segundo o governo, foi coletado com a arma do crime, em 2015. “De lá para cá, foi necessário um trabalho técnico-científico para fazer uma melhoria na amostra”, afirmou Freire. O trabalho de refinamento que permitisse a inclusão no banco genético estaria sendo feito desde então. A identificação foi feita por meio de análises do banco de perfis genéticos do Instituto de Genética Forense Eduardo Campos, ontem, e, em seguida, o homem foi interrogado e, segundo a investigação, confessou o homicídio.

De acordo com o governo, o perfil do acusado foi inserido no banco genético estadual em 2019. “Para que a gente tenha um confronto positivo, a gente precisa ter o perfil genético do vestígio e da pessoa. A partir desse refinamento no banco, surgiu esse primeiro indicativo, diversas outras análises são necessárias para comprovação”, justificou o secretário. Ao todo, quatro peritos geneticistas assinam o laudo.

Segundo o estado, a força-tarefa montada para o caso vai continuar trabalhando, apesar de já ter identificado o homem que confessou ter cometido o crime. Ao final do trabalho, o inquérito deve ser encaminhado ao Ministério Público.

Durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (12), também estiveram presentes o chefe da Polícia Civil, Nehemias Falcão; a coordenadora do Central de Apoio a Promotorias (CAOP Criminal) do Ministério Público de Pernambuco, Ângela Cruz, e o gerente geral da Polícia Científica de Pernambuco, Fernando Benevides.

“Estamos requisitando diligências complementares para comunicar à sociedade. Não nos acomodamos com essa primeira notícia, a Polícia também não, e é preciso que isso seja esclarecido”, disse Cruz.

A defesa de Marcelo Silva será feita pela Defensoria Pública de Pernambuco. A instituição foi procurada pelo UOL, mas, até o momento desta publicação, ainda não houve resposta.

SEIS ANOS DE ESPERA

Após o anúncio do governo, a mãe de Beatriz, Lúcia Mota, afirmou que o tempo que aguardou por respostas sobre o crime contra a filha foi “uma decepção muito grande”.

“Eu, meu marido e minha família nunca precisamos recorrer à Justiça de nenhuma forma, principalmente essa, de acesso direto a uma delegacia numa investigação criminal de algo tão bárbaro. E no primeiro dia que entrei na delegacia, saí desesperada de lá. Eu falei com o marido que eles não tinham condições de solucionar o inquérito de Beatriz porque não tinham sequer uma cadeira para sentar na delegacia de Pesqueira”, disse Mota.

A mãe de Beatriz também questionou o fato de as informações genéticas não constarem no banco genético estadual. “Eu questionei ao secretário se o DNA do assassino já foi confrontado com o banco de dados. Eu me referi ao banco nacional, porque, na minha cabeça, eu já tinha certeza que esse DNA já estava rodando aqui; e não estava”, afirmou.

Questionado pelo UOL a respeito da inserção do DNA do homem apontado como suspeito do crime no banco genético estadual, o secretário Humberto Freire informou que o banco genético e a amostra coletada na arma do crime passaram por melhorias. “Fomos aprimorando as informações para que pudéssemos ter o resultado técnico-científico”, disse o secretário.

PRESSÃO

Entre os dias 5 e 28 de dezembro de 2021, os pais e alguns amigos da família de Beatriz caminharam mais de 700 quilômetros, entre Petrolina e Recife, para pedir justiça pelo assassinato da criança. Ao fim da caminhada, a família se reuniu com o governador Paulo Câmara (PSB), que demonstrou ser favorável à federalização do caso.

“Na reunião, a gente questionou o porquê de o DNA não estar no banco nacional de dados. Lucinha se ofereceu pra bancar os custos para colocar no padrão necessário, mas não aceitaram. Uma das nossas hipóteses é que, em virtude desse ‘estalo’, eles tenham feito isso, mas não é suficiente”, afirmou Deniliria Amorim, amiga da família.

Folhapress/UOL

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