Festa popular preferida do brasileiro é a junina, e não o carnaval

31 de janeiro de 2025, 08:09

O São Pedro da cidade de Caém é um dos melhores festejos juninos da Bahia (Foto: Gervásio Lima)

Pesquisa revela que sertanejo é o gênero musical favorito no país A festa junina é o evento mais citado entre os moradores das capitais brasileiras que disseram ter frequentado uma festa popular no período de um ano, revela o levantamento Cultura nas Capitais. A pesquisa foi feita pela JLeiva Cultura & Esporte, com patrocínio do Itaú e do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Rouanet. O estudo sobre hábitos culturais dos brasileiros constatou que 78% dos frequentadores de eventos populares nas capitais participaram de festas juninas nos últimos 12 meses anteriores à pesquisa e que 48% foram a desfiles ou participaram de blocos de carnaval. “Em nenhuma capital, o carnaval apareceu à frente da festa junina para essa pergunta. No Recife, a diferença estava na  margem de erro – festa junina com 74% e carnaval com 71%. Nas demais capitais, a diferença superou os 10 pontos percentuais”, disse João Leiva, diretor da JLeiva Cultura & Esporte. Em entrevista à Agência Brasil, Leiva afirmou que isso pode ser explicado pelo fato de as festas juninas serem mais descentralizadas que o carnaval, sendo realizadas inclusive em escolas e igrejas católicas e reunirem também um público mais amplo e diverso. Além disso, as festas juninas acabam se estendendo por um período maior do ano, destacou. “Essa característica – incontáveis eventos distribuídos por quase todas as regiões – ajuda a aumentar o acesso. Por outro lado, mesmo as festas juninas de grande porte, em grandes espaços, não chegam a ter tanto alcance midiático quanto os grandes blocos e desfiles de carnaval. Ou seja: as festas juninas, somadas, têm mais gente, mas menos fama”, disse o pesquisador. Sertanejo é o gênero favorito Música sertaneja é a preferida em 15 das 27 capitais - Foto: reprodução A mesma pesquisa apontou o sertanejo como o gênero musical favorito em 15 das 27 capitais brasileiras, tendo sido citado por mais de um terço dos entrevistados (34% do total) entre seus três ritmos prediletos, superando até mesmo a soma entre o samba (11%) e o pagode (18%). O pagode aparece na quinta posição entre os ritmos mais citados, abaixo da MPB (27%), do gospel (24%) e do rock (21%) e acima do pop (17%), do forró (16%) e do funk (11%). Já o samba é o oitavo, à frente do rap (9%). “O gosto musical varia muito com a idade, mas o sertanejo tem uma característica interessante: em todas as faixas etárias, ele é relevante. É o mais ouvido em todos os grupos, com uma exceção. Lidera de 25 a 34 anos (35%), de 35 a 44 anos (35%), de 45 a 59 anos (36%) e de mais de 60 anos (33%). O sertanejo só não é o primeiro entre os jovens de 16 a 24 anos, faixa em que aparece em quarto lugar na preferência – atrás de funk, pop e rap”, ressaltou Leiva. Realizada entre os dias 19 de fevereiro e 22 de maio de 2024, a pesquisa ouviu 19,5 mil pessoas com idade acima de 16 anos nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. Diversão fora de casa De acordo com a pesquisa, embora os cinemas sejam a principal atividade cultural fora de casa, menos da metade dos entrevistados (48% do total) esteve em uma sala de cinema nos 12 meses anteriores à pesquisa. Outra curiosidade apontada pelo estudo é que um terço das pessoas consultadas (36%) nunca visitou um museu e dois em cada cinco (38%) jamais assistiram a uma peça teatral. “É comum que as atividades culturais que podem ser feitas em casa, ou em quase todos os lugares, sejam as mais citadas. Afinal, um dos fatores que influenciam o acesso é a distribuição dos espaços culturais. Não por acaso, na pesquisa Cultura nas Capitais o maior acesso é a livros (62%) e jogos eletrônicos (51%), que não dependem de deslocamento”, disse Leiva. Segundo Leiva, o consumo de atividades culturais recuou entre os anos de 2017 e 2024, com exceção dos jogos eletrônicos. A queda ocorreu na grande maioria dos grupos sociais, tendo sido maior entre os homens, indígenas e pardos. Para Leiva, uma das explicações para a queda no consumo foi a pandemia de covid-19. “A pandemia teve vários efeitos simultâneos sobre o mercado cultural: mudança de hábito das pessoas, aceleração das práticas online, possível insegurança de ir a espaços fechados e redução na produção cultural, ainda que temporária. Parte da população que viveu confinada durante um período razoável de tempo pode ter se acostumado a ficar em casa, desenvolvendo outros hábitos domésticos, inclusive culturais, mas feitos em casa. A pandemia também incrementou o acesso a conteúdos culturais online, o que pode ter facilitado e acelerado a mudança de hábito”, explicou. Além disso, acrescentou Leiva, a pandemia implicou a perda de renda para alguns setores sociais, o que contribuiu para a redução no acesso. Apesar disso, a pesquisa mostra que há potencial para crescimento, já que os entrevistados que disseram não ter ido a shows musicais, festas populares, museus e espetáculos de teatro e de dança recentemente disseram que têm muito interesse em ir a esses eventos.“[A pesquisa] Cultura nas Capitais perguntou a todos os entrevistados qual é, de 0 a 10, seu interesse em ir a cada uma das seguintes manifestações: shows de música, festas populares, museus, teatro e dança. Os entrevistados que não foram a essas atividades, mas deram nota 8, 9 ou 10 para seu interesse em ir, formam o que está sendo chamado de público potencial. Fica claro que, se essas pessoas de fato fossem, o acesso a algumas atividades dobraria”, explicou. Perfil Em geral, as pessoas que mais frequentam ou participam de atividades culturais no país são brancas, jovens, têm mais escolaridade e melhor condição econômica. "O acesso à cultura reproduz boa parte dos padrões de exclusão socioeconômicos do país. Os que mais vão a atividades culturais são pessoas de maior nível educacional, maior renda e os jovens e pessoas de meia idade, até os 45 anos. Em geral, essas pessoas compõem a minoria da população que vive nos bairros mais ricos de nossas cidades”, afirmou Leiva. Homens e mulheres, quase igualmente, têm a mesma participação nesses eventos. As mulheres, no entanto, são as que demonstram mais interesse em participar de atividades culturais, porém são as que encontram mais barreiras para transformar o desejo em acesso. As donas de casa, por exemplo, representam o grupo com menos acesso a atividades culturais. Os idosos, por sua vez, são a maior parte dos excluídos culturalmente: a maioria deles informou não ter ido a nenhuma atividade cultural em 12 meses. Além disso, eles compõem a principal faixa etária que declarou nunca ter ido a uma atividade cultural.Segundo o estudo, isso pode ser explicado pelo fato de que as gerações mais velhas tiveram menos acesso à educação no passado e, como a educação é um fator crítico para o acesso à renda e maior diversidade de atividades culturais, eles provavelmente cresceram com menos interesse pela cultura. Leiva disse que outro fator que pode explicar isso é o fato dos idosos geralmente morarem em áreas mais distantes dos locais onde se concentra a maior oferta de equipamentos culturais. Escolaridade e renda Pessoas com mais escolaridade e maior renda têm mais acesso a atividades como o balé - Divulgação/Theatro Municipal do Rio de Janeiro A escolaridade é um dos principais fatores associados à cultura. Quanto mais alta a escolaridade, maior o acesso à cultura, revelou o levantamento. Isso vale tanto para a leitura de livros quanto para videogame ou circo. A diferença é mais importante no acesso a concertos de música clássica, museus, saraus, teatro, bibliotecas e cinema. Enquanto 9% das pessoas com ensino fundamental foram ao teatro, o percentual vai a 40% para quem tem ensino superior. No caso do circo, o percentual é de 9% para quem tem ensino fundamental e de 17% entre quem tem ensino superior. Quando se considera a classe econômica, as diferenças de acesso entre as classes A e D/E são maiores, no caso de concertos, teatro e museus, e menores no caso de festas populares, circo, leitura e jogos eletrônicos. A pesquisa mostra que 3% das pessoas das classes D/E foram a concertos, enquanto 20% dos respondentes da classe A disseram ter ido à mesma atividade. Para a leitura, o percentual é de 41% para as classes D/E e de 81% para a classe A. Para Leiva, mais educação e melhor distribuição de renda poderiam ampliar o acesso e o interesse pela cultura no país. “Quanto maior o número de pessoas com ensino superior, maior será o acesso a praticamente todas as atividades culturais. Quanto maior a renda, maior a possibilidade de uma pessoa ir ao cinema, ao teatro, a museus. E isso também pode aumentar a frequência a atividades que a pessoa já pratica, mas com limitações”, acrescentou. Na opinião do pesquisador, também é importante desenvolver ações voltadas aos extratos da população menos atendidos e descentralizar a distribuição dos equipamentos culturais e de lazer pelas cidades, que geralmente se concentradas em áreas mais ricas. “Oferecer oportunidades perto de onde as pessoas vivem é fundamental. A falta de uma melhor distribuição limita o acesso das pessoas”, afirmou Leiva. Agência Brasil

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Programa Estadual de Rastreamento do Câncer de Mama realiza atendimentos em Jacobina a partir desta quinta-feira (30) e vai até o dia 15/02

30 de janeiro de 2025, 16:38

A unidade móvel da Secretaria Estadual da Saúde da Bahia já se encontra em Jacobina (Foto: Reprodução)

Com meta de realizar mais de 82 mil atendimentos até o início de abril, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) dá prosseguimento ao Programa Estadual de Rastreamento do Câncer de Mama, passando nesta etapa, iniciada em novembro de 2024, por um total de 64 municípios no Centro Norte, Centro Leste e Sul da Bahia, macrorregiões de saúde de Serrinha, Jacobina e Jequié. O programa itinerante amplia a possibilidade de mulheres de 50 a 69 anos realizarem mamografias pelo Sistema Único de Saúde (SUS), visando à prevenção, a detecção precoce e o tratamento da doença em todo o estado da Bahia. Atualmente, estão em atividade 6 unidades móveis, em 6 rotas simultâneas. Cada veículo conta com dois mamógrafos, com capacidade de atendimento de 140 exames por dia. Nos dois últimos anos, o programa realizou 277.156 atendimentos, com 116.089 em 2023, percorrendo 122 municípios, e 161.067 em 2024, passando por 147 cidades da Bahia. Referência nacional, nos últimos 10 anos o programa chegou aos 417 municípios do estado, ultrapassando a marca de mais 3,3 milhões de mamografias. “Quando conseguimos fazer um diagnóstico precoce do câncer de mama, a gente chega a uma possibilidade de cura de até 95%, refletindo diretamente na taxa de sobrevivência. O crescimento da rede de assistência oncológica alinhada à boa cobertura da mamografia de rastreio de câncer de mama é muito importante para aumentar o sucesso no tratamento e reduzir a mortalidade pela doença. Quando ofertamos a assistência na região do paciente, a adesão ao tratamento é muito melhor”, avalia a secretária de saúde Roberta Santana. Câncer de mama O câncer de mama é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres no Brasil. É uma doença causada pela multiplicação desordenada de células da mama. Esse processo gera células anormais que se multiplicam, formando um tumor. Há vários tipos de câncer de mama, por isso a doença pode evoluir de diferentes formas. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem mais lentamente. Esses comportamentos distintos se devem a características próprias de cada tumor. Múltiplos fatores estão envolvidos na etiologia do câncer de mama, como explicam os especialistas do Inca, entre eles estão: idade da primeira menstruação (menor do que 12 anos); menopausa após os 55 anos; mulheres que nunca engravidaram ou nunca tiveram filhos (nuliparidade); primeira gravidez após os 30 anos; uso de alguns anticoncepcionais e terapia de reposição hormonal (TRH) na menopausa, especialmente se por tempo prolongado; exposição à radiação ionizante; consumo de bebidas alcoólicas; dietas hipercalóricas; sedentarismo e predisposição genética. Atualmente os médicos recomendam a identificação da doença em estágios iniciais por intermédio das estratégias de detecção precoce, pautadas nas ações de rastreamento e diagnóstico precoce. A mamografia bienal para as mulheres na faixa etária estabelecida é a estratégia de rastreio indicada, enquanto o diagnóstico precoce é formado pelo tripé: população alerta para os sinais e sintomas suspeitos; profissionais de saúde capacitados para avaliar os casos suspeitos; e sistemas e serviços de saúde preparados para garantir a confirmação diagnóstica oportuna e com qualidade. O tratamento do câncer de mama depende da fase em que a doença se encontra e do tipo do tumor. Pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica (terapia alvo). Quando a doença é diagnosticada no início, o tratamento tem maior potencial curativo. No caso de a doença já possuir metástases (quando o câncer se espalhou para outros órgãos), o tratamento busca prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida. Cronograma JACOBINA - 30/01 a 15/02 ÁGUA FRIA - 17/03 a 26/03AIQUARA - 17/02 a 19/02APUAREMA - 24/03 a 27/03ARACI - 06/03 a 22/03/2025BARRA DO ROCHA - 13/03 a 17/03BARROCAS - 28/03 a 04/04BOA NOVA - 14/03 a 22/03BREJÕES - 04/04 a 12/04CONCEIÇÃO DO COITÉ - 24/02 a 15/03CRAVOLÂNDIA - 24/02 a 26/02DÁRIO MEIRA - 24/03 a 29/03IBIRATAIA - 17/02 a 11/03IPIAÚ - 30/01 a 15/02IRAJUBA - 17/03 a 20/03IRAMAIA - 22/03 a 28/03ITAGI - 13/03 a 21/03ITAGIBÁ - 31/03 a 09/042025ITAMARI - 19/03 a 22/03ITAQUARA - 18/02 a 22/02ITIRUÇU - 28/03 a 04/04 Ascom/SESAB - BA

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Aluno autista da rede pública estadual é aprovado em primeiro lugar em instituição federal de ensino

30 de janeiro de 2025, 14:50

Ariel comemorou muito com seus familiares a sua aprovação (Foto: Reprodução)

Para muitos as limitações que podem ocorrer por conta do Transtorno do Espectro Autista (TEA) são impedimentos para determinadas ações. Ledo engano. O acolhimento e principalmente o ambiente familiar tem mudado realidades e transformado vidas. Para desconstruir a falta de conhecimento sobre as capacidades do autista, o estudante jacobinense Ariel Ayala, de 18 anos de idade, além de ser um exemplo, conseguiu um feito desejado por muitos, ser aprovado em uma instituição pública de ensino e com um importante detalhe, ter ficado em primeiro lugar no curso que escolheu para cursar. Uma verdadeira lição de vida. Oriundo da rede pública de ensino, Ariel já havia participado da avaliação SABE (Sistema de Avaliação Baiano da Educação), que é aplicado em escolas públicas do estado da Bahia, que tem entre seus objetivos, garantir o direito de aprender dos estudantes. Ariel Ayala, será o mais novo aluno do curso de  Licenciatura em Computação do Instituto Federal da Bahia (IFBA Jacobina). Com informações do Diário da Chapada e Augusto Urgente

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Arnaldinho Oliveira, de Caém, destaca a importância do Encontro de Prefeitos e Prefeitas para os municípios baianos

30 de janeiro de 2025, 14:26

Caém esteve representado pelo prefeito Arnaldinho Oliveira, sua vice, Maria de João de Quinho, secretários e técnicos municipais. (Foto: Reprodução)

O município de Caém esteve presente na 8ª edição do Encontro de Prefeitos e Prefeitas da Bahia, promovido pela União dos Municípios da Bahia (UPB) nesta quarta (29) e quinta-feira (30), em Salvador. O evento reuniu gestores municipais, especialistas em gestão pública e representantes dos governos estadual e federal para debater os desafios e oportunidades das novas administrações. Caém esteve representado pelo prefeito Arnaldinho Oliveira, sua vice, Maria de João de Quinho, secretários e técnicos municipais. O 8º Encontro de Prefeitos e Prefeitas da Bahia reforçou a necessidade de um trabalho conjunto entre os municípios, o Estado e a União para fortalecer a governança, modernizar a gestão pública e promover serviços mais eficientes à população. A cerimônia oficial de abertura ocorreu com as presenças do governador Jerônimo Rodrigues, da ministra da Cultura, Margareth Menezes; o Secretário de Assuntos Federativos da Presidência da República, André Ceciliano, deputados, entre outros. “O evento é uma oportunidade para a ampliação do diálogo entre os municípios, o Estado e a Federação e aprimorarmos a qualidade dos serviços que prestamos à população a partir da transparência e eficiência do gasto público, com uma gestão mais moderna e sustentável”, enunciou o prefeito Arnaldino.

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A esperança é a última que morre

30 de janeiro de 2025, 13:27

(Foto: Gervásio Lima)

*Por Gervásio Lima - A música ‘Modinha para Gabriela’, da saudosa Gal Costa, caracteriza perfeitamente aquele, ou aquela, que popularmente é chamado de ‘cabeça dura’. Pessoa que não muda de ideia sobre nada, que se recusa a aceitar que a opinião do outro pode estar certa, e, ainda pior, não diz o motivo de tal resistência: ‘Eu nasci assim, eu cresci assim. E sou mesmo assim, vou ser sempre assim, Gabriela. Sempre Gabriela’. Está em alta fazer juízo de valor sobre assuntos em evidência no dia a dia, principalmente os que se referem a política, gênero, empoderamento e religiosidade. Muitas vezes, de forma irresponsável e até criminosa, emitem-se opiniões a partir de uma avaliação subjetiva, baseadas em valores, crenças, experiências e emoções pessoais, sem respeitar as escolhas do outro. A falta de informação dificulta a compreensão, podendo levar a interpretações equivocadas, mas pior mesmo é a falta de interesse pela busca do conhecimento. É mais prático e conveniente acompanhar o ‘ouvi dizer’ em vez da comprovação da verdade. As referências não são mais as mesmas. Ter algo ou alguém como exemplo está sendo arriscado e quase em extinção, com as relações de confiança passando por revisões frequentemente. O grau de desconfiança tem aumentado vertiginosa e assustadoramente por culpa da desinformação. Os mesmos que pregam a paz, estimulam os conflitos, e os paladinos da moralidade agem sempre em favor deles mesmos. Daí a necessidade do exercício constante da capacidade cognitiva para não apenas desconfiar, mas também para acreditar, seguindo a premissa de que ‘a esperança é a última que morre’. Não confunda Zé carroceiro com Zeca roceiro. *Jornalista e Historiador

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Deputado Robinson Almeida cobra investigação do MP sobre “pegadinha do IPTU”

29 de janeiro de 2025, 07:47

O parlamentar explica que a “pegadinha” está justamente em aplicar o IPCA no IPTU e reajustar a taxa de lixo de forma aleatória (Foto: Reprodução)

 o deputado estadual Robinson Almeida (PT) pede providências ao Ministério Público para a investigar o que classifica como “pegadinha do IPTU”. “É uma vergonha que o prefeito anuncie o reajuste do IPTU, com base no IPCA, de 4,87% e, quando chega o boleto, o cidadão soteropolitano se depare com um aumento bem maior. A cobrança deste tributo municipal é feita em conjunto com a taxa de lixo (TRSD)? É um combo e não pode ser pago separadamente”. O parlamentar explica que a “pegadinha” está justamente em aplicar o IPCA no IPTU e reajustar a taxa de lixo de forma aleatória. “Teve imóvel que sofreu aumento de quase 100% no valor da taxa de lixo de 2024 para 2025.Tenho a prova deste absurda. A aplicação do IPCA para reajustar também a taxa de lixo só foi feita nos imóveis de habite-se a partir de 2014 que já pagam o IPTU mais caro do país, por causa das mudanças na lei do PPDU na gestão do ex-prefeito ACM Neto. Esses imóveis mais novos representam menos de 15% do total existente na cidade”, diz Robinson. O deputado estadual, que mora em Salvador, destaca que o “IPTU de Neto” causou discrepâncias absurdas na cidade, com imóveis menores e de valor inferior de mercado chegando a pagar o dobro do cobrado a mansões luxuosas: “O Ministério Público não pode se omitir e precisa investigar a ‘pegadinha do IPTU’”, assinala Robinson Almeida. OffNews

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CICLOTURISMO: Caém é destaque em reportagem de afiliada da Rede Globo na Bahia (VÍDEO)

28 de janeiro de 2025, 14:35

O cicloturismo de Caém foi destaque no programa jornalístico Bahia Meio Dia, da Rede Bahia de Televisão (TV São Francisco), afiliada da Rede Globo. A matéria exibida nesta terça-feira (28), mostrou a principal atividade de lazer de um grupo de ‘amantes do pedal’, que já conta com cerca de quarenta participantes, a de explorar e contemplar a natureza na sua essência. Apoiado pela Diretoria de Cultura e Turismo do Município, o cicloturismo tem atraído não só moradores locais, como desportistas de toda a região, que passaram a olhar para a natureza de forma a perceber a sua beleza, sem degradá-la. Uma demonstração de paixão pelo meio ambiente através da aventura. Durante a reportagem, a trilheira Rubenita  Maria da Silva destacou a atenção dada pelo Poder Público Municipal à atividade, a partir dos cuidados com os acessos aos locais turísticos mais visitados. Segundo ela, antes se percorria no máximo doze quilômetros e depois das melhorias realizadas pela Prefeitura Municipal, se percorre até cinquenta quilômetros de trilha. “A diferença é bastante. A gente só andava em estrada livre (de acesso seguro), agora está ótimo as trilhas. Depois do cicloturismo viemos conhecer várias cachoeiras que não dávamos valor”, disse Rubenita. O turismo de aventura e o ecológico são atrativos em expansão em Caém, cidade que já é bastante conhecida por realizar um dos melhores festejos juninos da Bahia, a sua tradicional festa de São Pedro e por sua culinária, com destaque para a produção de requeijão, queijo, manteiga e os beijus e sequilhos oriundos de comunidades quilombolas. Para a diretoria de Turismo de Caém, Mabel Mota, o cicloturismo é uma das ações da atual gestão voltadas ao fortalecimento do setor turístico do município, é uma forma de oferecer mais um atrativo voltado ao entretenimento de quem busca associar atividade física ao lazer em meio a belas paisagens. “O cicloturismo, além dos benefícios para a saúde e bem-estar, é uma maneira de fomentar a economia local e uma oportunidade para a gente está movimentando e divulgando o que Caém tem para oferecer para a sua população e visitantes”, ressaltou Mabel.

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Produto indicado para parar de fumar é tão nocivo quanto o cigarro; entenda os riscos

28 de janeiro de 2025, 10:05

A presença do produto tem alarmado autoridades brasileiras (Foto: Meta IA)

A presença dos sachês de nicotina, conhecidos como snus, tem alarmado autoridades brasileiras, com registros de apreensões recentes e anúncios ilegais circulando nas redes sociais. O G1 relatou que cerca de 2,2 mil unidades do produto foram confiscadas pela Vigilância Sanitária de Mato Grosso do Sul, em uma das primeiras operações do tipo no país. Especialistas alertam para os riscos associados ao uso desse produto, que é altamente viciante e pode causar sérios danos à saúde. Os snus, originários dos países nórdicos, consistem em pequenas bolsas contendo nicotina sintética, frequentemente aromatizadas e saborizadas. Sua proposta é oferecer uma alternativa ao cigarro, sem fumaça, mas com absorção rápida de nicotina pela mucosa bucal. Apesar do apelo como uma ferramenta para abandonar o tabagismo, especialistas em saúde e controle do tabagismo são categóricos: “não é uma opção”, conforme enfatizou o médico Ubiratan Santos, dos ambulatórios antitabagismo do Incor e do Hospital das Clínicas da USP. O que são os snus e como funcionam? Tradicionalmente consumidos na Suécia, os snus surgiram em versões contendo tabaco, mas atualmente também são fabricados com nicotina sintética. A pessoa coloca o sachê entre o lábio superior e a gengiva, permitindo que a droga seja absorvida rapidamente pela mucosa, levando altos níveis de nicotina ao sistema nervoso em poucos minutos. “É preciso que a pessoa tenha picos de nicotina no corpo, com absorção rápida para que a necessidade seja criada. No adesivo ou no chiclete, essa liberação da droga é muito gradativa e leva horas até que o corpo absorva. No sachê, uma quantidade maior é absorvida rapidamente”, explica o médico Ubiratan Santos. Com concentrações que variam de 3 a 6 miligramas de nicotina por unidade — muito superiores ao 1 miligrama presente em um cigarro convencional —, os snus mantêm o vício ao invés de combatê-lo. Riscos à saúde Embora sejam promovidos como alternativas menos nocivas ao cigarro, estudos indicam que os snus podem ser perigosos. Segundo André Szklo, pesquisador de controle do tabaco no Instituto Nacional do Câncer (Inca), “as pesquisas mais recentes mostram aumento do risco de câncer de lábio, boca e esôfago com o uso desses dispositivos”. Além disso, uma investigação do Ministério da Saúde sueco revelou que os snus têm atraído novos usuários, especialmente entre mulheres jovens, que historicamente não consumiam produtos com nicotina. Alternativas seguras para abandonar o cigarro Para quem busca abandonar o tabagismo, as alternativas recomendadas por especialistas incluem chicletes e adesivos com nicotina, que fornecem a substância de maneira mais controlada e gradativa, sem os picos que alimentam o vício. Não há evidências científicas de que o snus seja eficaz para deixar de fumar. Pelo contrário, ele pode gerar novos dependentes. “No tecido cerebral, a nicotina se liga a receptores localizados nas membranas dos neurônios, criando a sensação de prazer. Isso é parte do processo de dependência”, explica Ubiratan Santos. Com as apreensões recentes e o crescimento de anúncios ilegais, fica claro que os snus representam mais uma ameaça à saúde pública, reforçando a necessidade de regulamentação e conscientização sobre os seus riscos. G1/Brasil 247

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Resultados do Sisu já estão disponíveis na internet

27 de janeiro de 2025, 11:47

Informações podem ser acessadas na página do programa (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

Com um dia de atraso, o Ministério da Educação divulgou na manhã desta segunda-feira (27), o resultado do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2025. Nesta edição foram ofertadas 261.779 vagas para 6.851 cursos de graduação em 124 instituições públicas de ensino superior do país. O resultado pode ser acessado pela página do Sisu no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Clique no botão “Inscreva-se”, em “Período de Inscrições”, para ingressar no sistema de inscrição do Sisu. Após realizar o acesso gov.br na página de inscrição do portal, o primeiro passo é confirmar seus dados de contato, além de preencher os questionários de Perfil Social e de Perfil Econômico referentes à Lei de Cotas (Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012). Os classificados na chamada regular poderão fazer a matrícula até 31 de janeiro e os não selecionados poderão manifestar interesse em participar da lista de espera no período de 26 a 31 de janeiro. Os candidatos que fizeram a inscrição no período de 17 a 21 de janeiro foram classificados de acordo com as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), até o limite de vagas disponíveis para cada curso e modalidade de concorrência. São consideradas também as escolhas de curso e turno bem como perfil social e econômico. Atraso De acordo com o calendário divulgado pela instituição, as listas com os classificados na chamada regular deveriam estar disponíveis desde o domingo (26). Sem informar a causa, o órgão divulgou durante a noite da data prevista um comunicado informando o atraso. “O MEC informa que as equipes técnicas da Subsecretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação seguem trabalhando na finalização dos resultados do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2025”. O texto também estipulava a data de hoje como previsão para entrega do resultado, mas sem definir horário. “A divulgação ocorrerá ao longo desta segunda-feira, 27 de janeiro.” Agência Brasil

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Sobrevivente do holocausto: é preciso denunciar apologias ao nazismo

27 de janeiro de 2025, 11:31

Cerimônia no Rio celebrou dia em memória das vítimas do regime (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Rolande Fichberg deixou a Europa quando tinha 7 anos. De família judia, perseguida pelo regime nazista, ela é uma das sobreviventes do holocausto, que matou 11 milhões de pessoas, sendo 6 milhões, judeus. Aos 85 anos, ela assistiu o empresário bilionário norte-americano Elon Musk reproduzir o gesto do regime que foi responsável pela morte de muitos de seus familiares. Para ela, isso não pode passar incólume. “Não era meu desejo assistir um ato igual àquele, o levantamento de um braço no sinal, a apologia ao nazismo, já que eu luto tanto contra isso. Mas isso acontece e a gente tem que combater. E é bom denunciar, é bom todo mundo saber que não passou despercebido, que aconteceu e que as pessoas tomaram até sua posição”, defendeu. “A gente tem que se importar sim com tudo que acontece, denunciar e mostrar a nossa indignação”. Rio de Janeiro (RJ) 26/01/2025 – Rolande Fichberg, sobreviente do Holocausto, no ato pelos 80 anos da libertação de Auschwitz e em memória das vítimas, no Palácio da Cidade - Fernando Frazão/Agência Brasil Neste domingo (26), Rolande Fichberg participou de cerimônia em homenagem às vítimas do regime nazista e pela passagem dos 80 anos da libertação dos prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia. O evento, no Palácio da Cidade do Rio de Janeiro, marca o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, celebrado nesta segunda-feira (27), implementado por meio de resolução da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2005. Auschwitz foi uma rede de campos de concentração localizados no sul da Polônia em áreas anexadas pela Alemanha Nazista. É considerada o maior símbolo do holocausto durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945. Apenas em Auschwitz foram mortas aproximadamente 1,2 milhão de pessoas. Além dos judeus, minorias como pessoas LGBTI+, ciganos, pessoas negras, pessoas com deficiência, entre outras, foram também perseguidas e mortas não somente em Auschwitz, mas também nos demais campos de concentração. Rolande Fichberg viveu isso de perto. A avó e seis tios foram presos em Auschwitz e morreram ou dentro do próprio campo de concentração ou não conseguiram sobreviver às sequelas deixadas. “Muitos morreram sem saber por que, pelo simples fato de serem judeus e mais os 5 milhões que não eram judeus e que muitas vezes talvez nem soubessem por que estavam nessa situação”, relembra. O evento no Palácio da Cidade, sob o tema 80 anos depois: Memória, Resistência e Esperança, foi uma ação colaborativa entre o vereador Flávio Valle e a Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (FIERJ) e com apoios da Prefeitura, e da Confederação Israelita do Brasil (Conib). A cerimônia reuniu autoridades, sobreviventes do Holocausto e seus descendentes, políticos e autoridades eclesiais. Em discurso, o Secretário Municipal de Cultura, Lucas Padilha, também defendeu que apologias ao nazismo não podem ser aceitas atualmente. “Na internet, que a gente saiba exatamente o que os símbolos significam. Que a gente jamais relativize um símbolo nazista em 2025”, disse em discurso na cerimônia. Preservação da memória O presidente da FIERJ, Bruno Feigelson, defendeu a importância de se preservar a memória das vítimas, para que o holocausto não seja esquecido e isso não se repita em nenhum lugar do mundo. Ele também ressaltou a importância do Brasil para os judeus. Rio de Janeiro (RJ) 26/01/2025 – O presidente da Federação israelita do Estado do Rio de Janeiro, Bruno Feigelson, no ato pelos 80 anos da libertação de Auschwitz e em memória das vítimas do Holocausto Fernando Frazão/Agência Brasil “O Brasil entrou na guerra e lutou contra a atrocidade que foi o Eixo do Mal, compreendido ali na época pela Alemanha Nazista, pela Itália Fascista. A participação do Brasil foi muito importante, inclusive culminou com a libertação dos prisioneiros tanto de Auschwitz quanto de todas as pessoas que estavam ali sendo dizimadas”, disse. Ele também destacou o papel do Brasil como país que recebeu muitos judeus, como os próprios bisavós. “Se eu estou aqui e tantos outros judeus estão aqui há muitas gerações no Brasil e tanto contribuíram com esse país, é porque o Brasil abriu as portas para que a gente fosse recebido”. Também presente na cerimônia Cônsul-Geral da República Federal da Alemanha, Jan Freigang, afirmou que a Alemanha assume a responsabilidade pelo holocausto e pela preservação da memória para isso não volte a acontecer. “A Alemanha reafirma sua responsabilidade inabalável pela ruptura da civilização cometida de forma nunca antes vista, que foi o holocausto. A memória dessa ruptura, seu enfrentamento e construção de uma memória voltada para o futuro é, para nós, uma tarefa permanente”, garantiu. Segundo Freigang a Alemanha busca combater qualquer forma de antissemitismo, mesmo discordando de posicionamentos de Israel. “A nossa responsabilidade histórica significa que a Alemanha continuará a defender, mesmo em tempos de críticas ao governo israelense, o direito de existência e a segurança do Estado de Israel”. Ele também chamou atenção para os riscos atuais da disseminação de ideias e ideais extremistas e apologias ao nazismo. “Infelizmente tudo isso está crescendo, tanto off-line quanto on-line, e o on-line é amplificado por algoritmos e até mesmo por indivíduos poderosos com visões extremistas”. Rio de Janeiro (RJ) 26/01/2025 – O Cônsul-Geral da Alemanha, Jan Freigang, no ato pelos 80 anos da libertação de Auschwitz e em memória das vítimas do Holocausto - Fernando Frazão/Agência Brasil Luta por justiça Durante a cerimônia, sete velas foram acesas por sobreviventes, autoridades políticas, líderes religiosos e jovens.⁠ Ana Bursztyn Miranda, uma das presas políticas durante a ditadura no Brasil, entre 1964 e 1985, que integra o Coletivo RJ Memória, Verdade, Justiça, Reparação e Democracia, foi uma das pessoas que acenderam uma das velas. Rio de Janeiro (RJ) 26/01/2025 – Ana Bursztyn Miranda fala no ato pelos 80 anos da libertação de Auschwitz e em memória das vítimas do Holocausto - Fernando Frazão/Agência Brasil  A exemplo da Alemanha, que assume os crimes cometidos, Miranda defendeu, em discurso a necessidade do Brasil assumir também o que foi feito durante a ditadura. “A memória do holocausto, felizmente, hoje está consagrada porque o nazismo foi derrotado, o Terceiro Reich foi condenado pela memória histórica. A verdade apareceu, a justiça em grande parte foi realizada em tribunais públicos. Há relatos dos sobreviventes, livros, filmes, palestras, homenagens, como esta de hoje. Não há ruas e logradouros, me parece, na Alemanha com homenagens a nazistas. Houve reparação financeira e moral às vítimas”, disse, acrescentando que, em relação à ditadura, não ocorre o mesmo. “Nós vamos normalizar, vamos considerar normal? Sessenta anos depois, a ditadura de 64 ainda não terminou, não foi derrotada”, disse. Agência Brasil

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Pousa em Belo Horizonte nesta sexta primeiro voo de deportados dos EUA na era Trump

24 de janeiro de 2025, 13:55

O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, será o ponto de chegada, nesta sexta-feira (24) (Foto: Reprodução)

O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, será o ponto de chegada, nesta sexta-feira (24), do primeiro voo de deportados dos Estados Unidos sob a administração do presidente Donald Trump. De acordo com informações da Polícia Federal, a aeronave trará 158 deportados, relata o g1. A notícia foi confirmada pela emissora norte-americana NBC News, que acompanha as movimentações relacionadas à política de imigração do republicano desde sua posse. Este será o segundo voo com deportados que pousa em Confins neste ano. O primeiro, ainda sob o governo de Joe Biden, aconteceu em 10 de janeiro, transportando 100 pessoas. A diferença de escala entre os dois voos já reflete a mudança de postura com relação à imigração entre as administrações democrata e republicana. Endurecimento das políticas imigratórias - Logo no início de seu novo mandato, Donald Trump deixou claro que sua abordagem sobre imigração seria ainda mais rígida. Entre as medidas anunciadas pela Casa Branca está o restabelecimento da controversa política "Permaneça no México", que exige que solicitantes de asilo aguardem fora dos Estados Unidos durante o processamento de seus pedidos. Além disso, a construção do muro na fronteira entre EUA e México foi retomada, reforçando o discurso de campanha de Trump. A Casa Branca também divulgou que outros voos de deportação já foram realizados. Em suas redes sociais, a porta-voz Karoline Leavitt afirmou que "centenas de imigrantes ilegais já foram deportados em aeronaves militares", destacando que o governo está conduzindo "a maior operação de deportação em massa da história". Leavitt ainda ressaltou que, desde a posse de Trump, 538 imigrantes foram presos, incluindo membros de gangues e suspeitos de terrorismo. Impactos no Brasil - A chegada do voo com deportados reacende debates sobre os impactos das políticas migratórias dos EUA no Brasil. Organizações de direitos humanos alertam para o possível aumento de casos de brasileiros que enfrentam dificuldades ao retornarem ao país sem apoio governamental ou infraestrutura adequada para reintegração social e econômica. Além disso, a decisão de Trump de revogar decretos do governo Biden, como os que permitiam a reunificação de famílias separadas na fronteira, agravou a situação de milhares de imigrantes. Outra medida polêmica é a suspensão da concessão de refúgios por quatro meses, o que afeta não apenas brasileiros, mas também migrantes de diversas nacionalidades que buscavam abrigo nos EUA. Guilherme Lavorato - Brasil 247

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ProUni 2025: inscrições abrem nesta sexta-feira; veja como participar

24 de janeiro de 2025, 08:44

(Foto: Divulgação/MEC)

As inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni) 2025, do primeiro semestre, abrem nesta sexta-feira, 24. Os estudantes interessados em participar do processo seletivo têm até a próxima terça-feira, 28, para se candidatar às vagas. O ProUni oferece bolsas de estudo integrais (100%) e parciais (50%) para graduação em instituições privadas de ensino superior, usando a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A inscrição é gratuita e deve ser feita no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. O candidato pode optar por concorrer às bolsas destinadas à ampla concorrência ou às cotas para pessoas com deficiência e autodeclaradas indígenas, pardas ou pretas. Quem pode se inscrever no ProUni? Para se inscrever no ProUni, o candidato precisa ter feito o Enem nos últimos dois anos, ter nota média superior a 450 pontos e não ter zerado a prova de redação. Para concorrer às bolsas integrais, o candidato também deve ter renda familiar bruta mensal de até um salário mínimo e meio por pessoa. Já para as bolsas parciais, a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa.  Além dos critérios acima, o candidato precisa ainda atender a pelo menos uma das seguintes condições: Ter feito o ensino médio integralmente em escola da rede pública; Ter concluído o ensino médio integralmente em instituição privada na condição de bolsista; Ter feito o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada na condição de bolsista integral; Ter feito o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada na condição de bolsista parcial; Ter feito o ensino médio integralmente em instituição privada na condição de bolsista parcial ou sem a condição de bolsista;Ser uma pessoa com deficiência na forma prevista na legislação; Ser professor da rede pública de ensino, exclusivamente para concorrer aos cursos de licenciatura e pedagogia. Neste caso, não é aplicado o limite de renda. Como fazer a inscrição no ProUni 2025? Acesse o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior;Entre com o seu login da plataforma gov.br ou faça o cadastro;Pesquise as vagas;Escolha, em ordem de preferência, até duas opções de curso.Durante o período de inscrição, o candidato consegue alterar as opções. Será considerada válida a última inscrição confirmada. O que são as notas de corte parciais? Em todo o período de inscrição, a partir do sábado, 25, os candidatos conseguem ver as notas de corte parciais de cada curso. A informação ajuda o estudante a saber se tem chances de ser aprovado naquele curso e se deseja ou não manter as opções escolhidas na inscrição. As notas de corte parciais são atualizadas uma vez por dia. As notas de corte são as notas mínimas que o candidato precisa ter para conseguir uma vaga no curso e faculdade que deseja entrar. Quando sai o resultado do ProUni? O resultado da primeira chamada do ProUni 2025 do primeiro semestre está previsto para o dia 4 fevereiro. Os pré-selecionados devem comprovar as informações fornecidas na inscrição entre os dias 4 e 17 de fevereiro. Já o resultado da segunda chamada deverá sair em 28 de fevereiro. O prazo para comprovação de informações dos aprovados em segunda chamada será de 28 de fevereiro a 17 de março. Quem não for convocado em nenhuma das duas chamadas, ainda poderá manifestar interesse em participar da lista de espera do programa entre os dias 26 e 27 de março. Saiba mais sobre como funciona o ProUni Calendário do ProUni 2025 Inscrições: 24 a 28 de janeiro;Resultado da primeira chamada: 4 de fevereiro.Comprovação de informações da 1ª chamada: 4 a 17 de fevereiro;Resultado da segunda chamada: 28 de fevereiro;Comprovação de informações da 2ª chamada: 28 de fevereiro a 17 de março;Manifestação de interesse na lista de espera: 26 a 27 de março;Divulgação da lista de espera: 1º de abril;Comprovação de informações da lista de espera: 1º a 11 de abril. Terra

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