84% dos trabalhadores estão com problemas financeiros, aponta pesquisa

07 de agosto de 2018, 08:40

(Foto: © rawpixel.com / Unsplash)

O estudo revelou que apenas 16% dos colaboradores ouvidos são capacitados financeiramente, ou seja, conseguem pagar suas contas­ -   Com o objetivo de mostrar a importância da educação financeira nas empresas, a Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), divulga uma pesquisa inédita sobre a saúde financeira dos trabalhadores brasileiros. Em parceria com a Unicamp e o Instituto Axxus foram entrevistados 2.000 funcionários de cem empresas, dos mais diferentes níveis hierárquicos, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Amazonas e Distrito Federal. A pesquisa revelou que apenas 16% dos colaboradores ouvidos são capacitados financeiramente, ou seja, conseguem pagar suas contas com o remuneramento mensal e planejam seus gastos com antecedência. Por outro lado, 84% dos entrevistados enfrentam dificuldades para lidar com o dinheiro, sofrem prejuízos ou não entendem de finanças. O resultado, é claro, são dívidas, e proporcionalmente quanto maiores elas forem, menor será o rendimento dos colaboradores. “Os dados apresentados são realmente preocupantes para as empresas, sendo que essa dificuldade, mais cedo ou mais tarde, pode ter reflexo na produtividade dos profissionais. Pois, ao se endividarem, eles perderão o foco no trabalho, muitas vezes receberão ligações de cobradores ou buscarão alternativas, estarão mais nervosos em casos extremos forçam a demissão para quitar as dívidas com o dinheiro da rescisão contratual. Assim, as empresas devem se precaver implementando a educação financeira como um benefício aos colaboradores”, explica o presidente da DSOP, Reinaldo Domingos. CONARH 2018 Os dados da pesquisa vão de encontro à 44ª edição do CONARH – Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, que acontece de 14 a 16 de agosto, no São Paulo Expo, na capital paulista. O tema escolhido neste ano é Protagonista da Transformação levando a ideia de colocar em prática ações que façam a diferença nas empresas, com o objetivo de mostrar que todos são responsáveis por serem protagonistas, influenciando as pessoas de forma positiva. Pensando nisso, durante os três dias do congresso a DSOP Educação Financeira também irá oferecer gratuitamente um Teste de Perfil Financeiro para que os gestores de Recursos Humanos possam aplicar nas empresas, podendo assim diagnosticar financeiramente os seus colaboradores, sabendo se eles se encontram endividados, equilibrados ou são investidores. Por que educar financeiramente? A implementação de um programa de educação financeira na empresa propicia uma estrutura de apoio, amparo e instrução para os colaboradores. Com esse suporte, o profissional aprende a administrar os recursos financeiros que passam por suas mãos e a respeitar o limite de seu padrão de vida. Muitos acreditam que a solução para os problemas financeiros é ter aumento salarial ou de benefícios. Contudo, trata-se de aprender a administrar a quantia que se tem, antes mesmo de buscar mais. Ao elaborar um orçamento financeiro que leve à conquista de seus sonhos, o profissional aprende a equilibrar as finanças e mudar seus hábitos e comportamentos, consumindo de forma mais consciente. O programa de educação financeira nas empresas não diz respeito a palestras de finanças pessoais ou cursos de investimentos. Trata-se de um benefício alicerçado da responsabilidade social da empresa, beneficiando funcionários, familiares, comunidade e a própria organização. A empresa que investe em programas de educação financeira também ganha, visto que seus colaboradores trabalham com mais prazer, mais tranquilidade e buscando crescimento, pois retomam a consciência de ter objetivos.

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Pesquisa que usou corante para combater câncer ganha prêmio

07 de agosto de 2018, 08:29

(Foto: © iStock)

Os nomes dos ganhadores foram revelados em cerimônia de entrega que ocorreu na noite desta segunda-feira (6) no teatro da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo -   Uma pesquisa da USP que testou o uso de um corante alimentício como forma de impedir o avanço de um tipo de câncer que atinge principalmente crianças venceu a categoria Pesquisa em Oncologia do 9º Prêmio Octavio Frias de Oliveira. Já um exame que investiga, com ajuda de inteligência artificial, a origem de um tumor que se espalha pelo organismo foi o vencedor da categoria Inovação Tecnológica em Oncologia. Os nomes dos ganhadores foram revelados em cerimônia de entrega que ocorreu na noite desta segunda-feira (6) no teatro da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo. A apresentação ficou a cargo da atriz Denise Fraga. O oncologista pediátrico e fundador do Graacc (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer),  Sérgio Petrilli, 71, foi o vencedor na categoria Personalidade em Destaque. A ONG, criada em 1991, é referência no câncer infantojuvenil. A premiação é uma iniciativa do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), em parceria com o Grupo Folha. A láurea, que leva o nome do então publisher da Folha de S. Paulo, morto em 2007, busca reconhecer e estimular contribuições na área oncológica. Para cada categoria, a premiação é de R$ 20 mil. Os vencedores são apontados por uma comissão composta por representantes do Icesp, da Faculdade de Medicina da USP, do HC da USP, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), da Academia Nacional de Medicina, da Academia Brasileira de Ciências, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação Oncocentro de São Paulo e da Folha de S. Paulo. O estudo vencedor na categoria Pesquisa em Oncologia foi liderado pela professora de bioquímica da USP Claudiana Lameu. Em um discurso emocionado, ela falou das dificuldades de fazer ciência no Brasil. "Estamos na luta para superar as dificuldades na ciência. Precisamos de incentivos como esse prêmio, especialmente diante do medo de cortes de verba. Podemos nos sentir heróis por nosso trabalho. Parabenizo todos os brasileiros na luta pela ciência do país", disse. O alvo da equipe de investigadores foi o neuroblastoma, câncer que comumente surge na glândula suprarrenal. Quase 90% das ocorrências desse tumor são em crianças, e cerca de 50% a 60% delas já têm metástase (ou seja, o espalhamento do tumor para outros locais do corpo) no momento do diagnóstico. O neuroblastoma pode se espalhar para a medula óssea, osso, fígado, gânglios linfáticos ou, menos comumente, pele ou cérebro. Os pesquisadores testaram então um corante alimentício que dá a cor azul a alimentos para, de alguma forma, bloquear essa metástase. Os testes foram feitos em camundongos -curiosamente, os animais que receberam o corante também ficaram azuis. Resultado: o corante conseguiu bloquear um receptor do sistema purinégico -trata-se de um conjunto de possíveis alvo farmacológicos descoberto há pouco tempo e que está em todas as células; dependendo do local, esses receptores podem funcionar como ativadores do sistema imune. Com isso, houve diminuição do tamanho do tumor (em comparação com os roedores que não receberam a substância) e, o mais importante, houve também uma redução na disseminação das células tumorais.Segundo Claudiana Lameu, a equipe pretende, no futuro, usar a nanotecnologia para produzir uma versão mais potente, o que vai permitir o uso de uma dose menor, com menos efeitos colaterais -incluindo a coloração azul. Já o prêmio na categoria Inovação Tecnológica em Oncologia foi dado a Marcos Tadeu dos Santos, da startup Onkos Diagnósticos Moleculares. Uma parceria da empresa com o Fleury, o Hospital de Câncer de Barretos e a Universidade Federal do Maranhão permitiu o desenvolvimento de um exame que analisa 95 genes com ajuda de inteligência artificial e descobre a origem de um tumor que já se espalhou para diferentes órgãos. Ao apontar a origem do tumor, o objetivo é indicar também tratamentos mais eficazes, segundo Santos.Em seu discurso, ele disse que essa relação entre indústria e universidade ainda é incipiente no Brasil e tem espaço para crescer. "A pesquisa de verdade é colaborativa, com apoio de várias frentes. O que começou no computador de uma república de estudantes hoje pode ajudar os pacientes com câncer." Com informações da Folhapress.

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Após 39 anos: pai e filha se conhecem por acaso dentro de ônibus

07 de agosto de 2018, 08:18

(Foto: © Reprodução / G1)

Joana D'arc Bezerra ficou curiosa quando o homem, coincidentemente, sentou ao seu lado no ônibus -   Poderia ser apenas mais uma viagem normal de ônibus dentro de Fortaleza, mas a manicure Joana D'arc Bezerra, de 39 anos, viu sua vida mudar ao entrar no transporte da linha Borges de Melo. Foi neste dia que ela encontrou o pai, Francisco Nazaré Galvão, pela primeira vez desde que nasceu. As informações são do G1. Joana ficou curiosa quando o homem, coincidentemente, sentou ao seu lado no ônibus e ela reconheceu o sobrenome num envelope que ele segurava. Ao conversar com o aposentado, já desconfiada, ela pediu para tirar uma foto e mostrou à sua mãe logo depois, que confirmou que ele era seu pai. Francisco namorou a mãe de Joana há 39 anos, que engravidou, mas o relacionamento terminou antes da menina nascer. Os pais perderam o contato e a manicure foi criada pelos avós maternos. No segundo encontro, que também foi por acaso, Joana e Francisco trocaram telefones e hoje já se relacionam como pai e filha. "Jamais imaginaria que eu estaria ali ao lado do homem que eu sempre quis conhecer na minha vida. E está aqui o meu pai", comentou. A filha aguarda o teste de DNA para confirmar a paternidade, mas já diz que já ama Francisco. "Sou louca por ele. Amo de coração mesmo. É muito bom conhecer, estou muito feliz", comemora.

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Pessoas mais inteligentes têm mais dificuldade em acordar cedo

30 de julho de 2018, 14:29

Uma nova pesquisa sugere que os indivíduos mais inteligentes, criativos e felizes precisam de dormir durante mais horas - Oestudo intitulado ‘Why Night Owls Are More Intelligent’ (ou ‘ O Porquê de as Corujas Serem Mais Inteligentes’) refere que estar em controle sobre quando se deita e se levanta é um sinal de inteligência. Clicar no botão do ‘soneca’ é uma invenção relativamente nova e algo para o qual a evolução não preparou o ser humano. Quem costuma ativar a função, para poder dormir mais uns minutos, é mais intelectual, de acordo com os pesquisadores Satoshi Kanazawa and Kaja Perina. Ignorar a regra que é necessário levantar assim que o alarme toca – e ao invés, ter em atenção aquilo que o corpo precisa – significa que esses indivíduos estão mais propensos a seguirem as suas ambições e a enfrentar as dificuldades e problemas que vão surgindo no dia a dia. Kanazawa e Perina argumentam que tal torna estes indivíduos mais criativos e independentes. Os resultados desta pesquisa são apoiados por um estudo semelhanterealizado pela Universidade de Southampton, no Reino Unido, que avaliou a situação socioeconômica de 1.229 indivíduos em correlação com os seus padrões de sono. E revelou que quem se deitava antes das 23h e acordava após as 8h ganhava mais dinheiro e era mais feliz. Apesar do fato de a criatividade e de a inteligência desabrocharem durante o sono da manhã, a verdade é que dormir muito também não é aconselhável. De acordo com a organização britânica National Sleep Foundation, os adultos devem dormir entre sete a nove horas por noite, de modo a manterem um estilo de vida saudável, tanto a nível físico como mental.

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Entidade alerta para avanço das fake news sobre vacinas

18 de julho de 2018, 13:20

No caso do sarampo, vários alertas foram emitidos desde 2017 - A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alerta para o problema das fake news (notícias falsas) sobre saúde que circulam em redes sociais e aplicativos de mensagens, muitas vezes desencorajando as pessoas a tomar vacinas. Especialista em imunização da entidade, Lely Guzman ressaltou que a Opas está ajudando o governo brasileiro e frisou que a principal medida para impedir a introdução e a disseminação de vírus como o do sarampo é a vacinação. "Especialmente na América Central e do Sul, não há muita influência dos movimentos antivacina, mas as informações falsas são motivo de preocupação. Por isso, a comunicação social, a ampla divulgação de informações com base em evidências, é muito importante." "Todas as doenças são foco de preocupação constante", completou a especialista. "Mas algumas representam risco de propagação internacional, principalmente em caso de surtos." Este ano, segundo Lely Guzman, foram publicadas atualizações para sarampo, febre amarela, malária, difteria, influenza (gripe) e pólio. No caso do sarampo, vários alertas foram emitidos desde 2017. "Na época em que anunciamos que a América foi declarada livre do sarampo (a primeira região do mundo em que isso aconteceu, em 2016), a Opas e o Comitê Internacional de Peritos para a Eliminação do Sarampo e da Rubéola recomendaram a todos os países das Américas que fortalecessem a vigilância ativa dos casos e mantivessem a imunidade de suas populações por meio da vacinação, porque o sarampo continuava e continua circulando amplamente em outras regiões do mundo." Erradicação De 2016 para 2017, a cobertura vacinal dessa doença caiu drasticamente no Brasil, por exemplo. Ainda assim, a especialista explica que, do ponto de vista técnico, o sarampo continua erradicado das Américas, embora casos já tenham sido registrados em 11 países - Antígua e Barbuda, Argentina, Brasil, Canadá, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Guatemala, México, Peru e Venezuela. "A condição clássica para um país ou região restabelecer a transmissão endêmica do sarampo ou da rubéola é que o vírus, do mesmo genótipo e linhagem, tenha circulado por mais de 12 meses no território", explicou. "Depois desse período, o país ou região perderia o certificado de eliminação." Com informações do Estadão Conteúdo.

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Android vai identificar e bloquear chamadas indesejadas

17 de julho de 2018, 13:38

Ideal se está farto de receber chamadas 'spam' - Está chegando uma atualização para o app Telefone do Google que permitirá bloquear chamadas consideradas ‘spam’. Caso tenha a opção ativa, a chamada será bloqueada e o usuário nem receberá qualquer notificação de chamada perdida. Caso o usuário queira saber quem é o responsável pelas chamadas de ‘spam’, poderá acessar a mensagem de voz, caso seja deixada. O app vai permitir ainda marcar números específicos para serem bloqueados automaticamente, o que vai ajudar a evitar definitivamente pessoas com as quais não quer ter contato. Segundo o site Lifehacker, a atualização está sendo lançada gradualmente.

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Pão mais antigo do mundo encontrado na Jordânia

17 de julho de 2018, 13:27

Os restos foram encontrados numa lareira de pedra - Os restos carbonizados de um pão achatado que teria sido assado há cerca de 14.400 anos foram encontrados numa lareira de pedra num local arqueológico a nordeste da Jordânia. A descoberta é muito marcante  pois significa que as pessoas começaram a fazer pão, uma comida considerada como indispensável hoje em dia, um milênio antes de terem desenvolvido sistemas agrícolas. A descoberta foi detalhada esta segunda-feira(16), e demonstra que os recoletores no Mediterrâneo Oriental atingiram a meta cultural de fazer pão bem antes do que era conhecido até aqui, mais de 4.000 anos antes do cultivo de plantas acontecer.   Os pedaços encontrados faziam parte de um pão achatado, provavelmente sem fermento, descrito como sendo um pão pita. Era feito de cereais selvagens como cevada, trigo ou aveia, bem como de tubérculos de um 'primo' do papiro aquático, que eram moídos até se tornarem farinha. A primeira civilização a fazer este pão foram os natufianos, um tipo de povo que começou a tomar o sedentarismo como modo de vida, substituindo os nômades. "A descoberta de pão num local arqueológico com esta idade é excecional", explicou Amaia Arranz-Otaegui, a autora principal da investigação publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, acrescentando que até agora as origens do pão tinham sido associadas com as primeiras sociedades agrícolas, que já faziam cultivo de cereais e legumes, mas que tinham surgido mais tarde. "É possível que o pão possa ter funcionado como incentivo para que as pessoas aprofundassem o cultivo", referiu ainda. "O gosto dos tubérculos é bastante forte e salgado. Mas também um pouco doce" explicou Amaia, revelando que os investigadores estão agora em processo de conseguir reproduzir a receita do pão e que já foram bem sucedidos a fazer a farinha, mas que deverá ter de ser um gosto adquirido. A mais antiga descoberta de pão, antes deste, tinha sido feita na Turquia e datava de 9.100 anos.

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Você administra algum grupo no WhatsApp? Cuidado, você pode ser processado

17 de julho de 2018, 10:27

Se você administra grupos de WhatsApp em que o bullying corre solto e acha que apenas os ofensores é que podem ser responsabilizados, é hora de ficar preocupado. A Justiça brasileira passou a mirar os administradores por atos ilícitos praticados por outros participantes. Especialistas acreditam que, por um lado, decisões como essa vieram para ficar e que os administradores terão que redobrar a atenção (veja dicas abaixo). Por outro lado, eles veem nesses posicionamentos uma tentativa de a Justiça educar usuários de plataformas digitais, encaradas como terra sem lei, mas que pode degringolar para a transformação dos administradores em "censores da liberdade de expressão". Grupos de escola e plantão terminam em processo No fim de maio, a Justiça de São Paulo condenou uma garota que gerenciava um grupo de WhatsApp a pagar R$ 3.000 a integrantes que foram xingados por outros durante a conversa. O grupo "Jogo na casa da Gigi" foi criado em 2014, quando ela tinha 15 anos, e reunia colegas de escola. Alguns garotos começaram a disparar ofensas homofóbicas contra três dos integrantes. Em meio ao falatório, a jovem até decidiu acabar com o grupo, mas voltou atrás e criou outro. Também por ali as ofensas continuaram. Em nenhum momento, no entanto, ela ofendeu os jovens, segundo o próprio desembargador Soares Levada escreveu em sua sentença: "Não há demonstração alguma de que a apelada tenha, ela própria, ofendido diretamente os apelantes". Para ele, a jovem nem teria a obrigação de agir como uma moderadora da discussão. Mas, segundo ele decidiu, a administradora cometeu um ato ilícito ao não excluir os detratores. Além disso, ela não tentou minimizar as provocações, inclusive enviou emoji de risada em resposta a uma mensagem. Por isso, o desembargador entendeu que a atitude da jovem se enquadra no artigo 186 do Código Civil: Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito A decisão inclusive levou em conta o fato de ela ter 15 anos na época. Se ela tivesse mais de 18 anos, o juiz consideraria uma punição maior. No Rio, médicos e enfermeiros usavam o WhatsApp para trocar plantões, até que as negociações passaram a envolver dinheiro. Sessões prolongadas de trabalho passaram a ser vendidas por até R$ 2.000, algo que é considerado uma fraude. O caso foi parar no Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj), que investiga se as transações infringem o código de ética médica. Só que são alvos do escrutínio não só os que compravam e vendiam plantões, mas também o administrador do grupo. Grandes poderes, grandes responsabilidades A advogada Patrícia Peck Pinheiro, especialista em direito digital, explica que essa é uma postura que vem sendo adotada pela Justiça brasileira de que as relações em mídias sociais devem ser fundamentadas na boa fé e que os usuários, ainda que não participem de uma ação, devem tentar mitigar o dano. "A maioria das pessoas não compreende a responsabilidade de ser administrador", diz ela. O administrador normalmente tem poderes para gerenciar uma situação. Se algo está acontecendo, pode agir de forma preventiva, como dizer qual a regra do grupo ou o que é tolerado, usar os recursos da ferramenta para remediar o conflito, como deletar a mensagem ou remover o participante A advogada Rúbia Ferrão concorda. "O administrador está próximo e acompanhando cada postagem. Se houver alguma conduta ilícita no grupo, é ele quem tem condições de acabar com isso." As duas acreditam que a responsabilização de administradores deve virar uma tendência no Judiciário, uma vez que os tribunais brasileiros costumam penalizar internautas por interações típicas do mundo digital, com função pedagógica. Ferrão lembra que juízes já condenaram pessoas apenas por compartilhar algum conteúdo. "A pessoa que compartilha acha que só repassou e que não é autora da conduta ilícita. Mas tribunais já disseram que você chancela o conteúdo que compartilha", diz ela. "Essa é uma tentativa de mostrar para sociedade que há limites." Censura? Para o advogado Pedro Ramos, especialista em direito digital, a decisão de enquadrar administradores de grupos é preocupante. É um precedente perigoso para a indústria de inovação e para os usuários. "O principal ponto de preocupação é atribuir obrigações a pessoas que só estão usando uma ferramenta de um app qualquer. Apesar de terem esse nome, 'administrador', é só uma ferramenta, não uma atribuição feita por lei para que essa pessoa tenha uma obrigação maior que as outras." Se a moda pegar, diz ele, os administradores serão punidos com maior rigor do que as próprias empresas que gerenciam os serviços --segundo o Marco Civil da Internet, as provedoras das plataformas não podem ser processadas pelos conteúdos publicados pelos usuários. "Isso inviabiliza o lado colaborativo da internet", comenta. E agora, o que fazer? Administradores devem se policiar. "Eles terão de ficar espertos", diz Peck Pinheiro. "Se acontecer uma ação ilícita dentro de um aplicativo, terão que se manifestar e dizer que não concordam e terão que parar com aquilo." E terão de observar não apenas ciberbullying, mas comentários racistas, discriminatórios, divulgação de pornografia infantil, calúnias, injúrias ou difamações e até se há a circulação de fotos e vídeos de vingança pornográfica ou ameaças. "O Marco Civil da Internet fala da plena liberdade de expressão, mas a nossa Constituição diz que um direito não se sobressai ao outro. Você tem direito à liberdade de expressão, mas não é absoluto. Mas não existe a liberdade de ofender", diz Rubia. Os administradores ganharam recentemente novas ferramentas do WhatsApp para colocar ordem na conversa. Podem, por exemplo, silenciar todos os outros participantes – ótimo para grupos destinados apenas a distribuir avisos. Veja algumas dicas para se precaver: - Todo grupo deve ter um propósito claro e regras de conduta. Não confie no bom senso dos integrantes. - A cada mensagem que fuja do propósito ou infrinja as regras, os administradores deve intervir e relembrá-las. - O administrador deve cobrar que os integrantes usem linguajar que não constranja ou desrespeite ninguém, além de coibir fofocas. - O administrador deve acompanhar os comentários, mas não deve censurar os participantes. - Os integrantes do grupo devem ser avisados de que "quem cala consente". O silêncio pode resultar em cumplicidade. - Caso alguém não goste de uma mensagem, vale cobrar uma retrataçãoantes que vire um processo judicial. - Em caso de reincidência e se o infrator não reconhecer o erro, o administrador tem de excluí-lo. Se houver mais desvios, acabar com o grupo. - Transformar todos em administradores ajuda a compartilhar a responsabilidade.

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Zico assina contrato com o Kashima Antlers

17 de julho de 2018, 08:47

(Foto: © Reprodução / Instagram)

Zico é o novo diretor técnico do Kashima Antlers. O clube japonês anunciou a contratação do ex-craque brasileiro nesta terça-feira (17). Segundo informações do Kashima, Zico chega ao Japão no dia 3 de agosto e fica por lá até dezembro deste ano. Será a segunda passagem dele pelo clube. O ídolo rubro-negro esteve no mesmo cargo entre 1996 e 2002. Zico volta a trabalhar em uma equipe de futebol após dois anos. Em 2016, ele foi treinador do FC Goa, da Índia. Desde então, ele estava se dedicando a função de comentarista de televisão e ao seu canal no YouTube, o Zico10.

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Em crise, Fies tem 60% de inadimplência e sobram vagas

17 de julho de 2018, 08:41

De acordo com especialistas, mudanças nas regras assustaram os estudantes -   Após vivenciar grande crescimento, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) enfrenta uma crise e não atrai mais tantos candidatos como no passado. Além de ofertas de vagas sem interessados, a inadimplência do programa atinge mais da metade dos contratos em fase de amortização. De acordo com dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), publicados no domingo (15) pelo O Globo, dos 613.962 contratos em amortização neste ano - que estão sendo pagos por estudantes já formados -, 59% estão inadimplentes, o que corresponde a 364.063 contratos com pelo menos um dia de atraso no pagamento. Para comparação, no auge do programa, em 2014, 732.674 contratos estavam em amortização, com um percentual de inadimplência de 38%, que já é considerado alto por especialistas. Soma-se à falta de pagamento o desinteresse dos estudantes pelo financiamento. A Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes) calcula que apenas 30 mil das 80 mil vagas oferecidas para o primeiro período letivo foram preenchidas, ficando com uma ociosidade de 62,5%. Consultado pelo O Globo, o vice-presidente da Abmes, Celso Niskier,disse que o problema do Fies se explica pelo desinteresse dos estudantes e pelos erros na formulação das regras. "A redução no número de ingressantes verificada nos últimos anos é, na verdade, resultado das alterações promovidas no programa pelo governo federal, que iniciaram em 2015 e foram concluídas no final de 2017. Foram mudanças que retiraram o caráter social do programa, conferindo a ele o caráter eminentemente fiscal e financeiro, tornando-o inacessível para uma parcela significativa dos estudantes que necessitam do suporte do poder público para conseguir acessar a educação superior." De acordo com a Doutora em Educação pela PUC- Rio, Andrea Ramal, "o Fies ficou menos atraente". Isto porque o prazo de carência foi reduzido e uma parte do Fies foi delegada a bancos privados, com juros regulados pelas próprias instituições. A crise econômica e os altos índices de desemprego, somados à burocracia para aderir ao programa e aos critérios mais rigorosos para receber o benefício, também justificam a redução do número de interessados, segundo os profissionais. Inscrições abertas As inscrições do segundo semestre para obter o financiamento estudantil foram abertas nessa segunda-feira (16). De acordo com o Ministério da Educação (MEC), são 155 mil vagas a serem preenchidas por estudantes que participaram do Enem a partir da edição de 2010 e obtiveram média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 pontos, além de nota na redação superior a 0. Conheça os pré-requisitos e saiba como se inscrever.

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Agrotóxico pode causar puberdade precoce e má-formação congênita

17 de julho de 2018, 08:32

Crianças de comunidade no interior do Ceará com alto índice de uso de agrotóxicos apresentaram problemas de saúde -   Um estudo realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará aponta que o uso de agrotóxicos está causando má-formação congênita e puberdade precoce em um povoado com 2500 habitantes na Chapada do Apodi, interior do Estado. Trata-se de região em que é constante o sobrevoo de aviões despejando defensivos e tratores pulverizando-os. A localidade é produtora de frutos para exportação. No povoado, uma menina de menos de dois anos foi diagnosticada com puberdade precoce comprovada após avaliação clínica e exames complementares. "Temos preocupação enorme a respeito desses estudos porque a maioria destas substâncias é uma associação de agentes químicos e múltiplos agentes. Estabelecer causas e efeitos não é muito simples. É preciso uma pesquisa muito ampla", explica o ginecologista Renato Augusto Moreira de Sá, presidente da Comissão Nacional Especializada de Medicina Fetal da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). Para ele, o problema das meninas pode ter relação com outros fatores, pois nos primeiros anos de vida pode haver um estímulo hormonal capaz de aumentar mamas, com regressão posterior, sem que isso tenha relação com qualquer problema de saúde: "A despeito da constatação de presença de agrotóxico na água e nos alimentos, isso não é suficiente. O alerta que se faz é sobre a presença de agrotóxico no sangue e na urina. Agora, daí a ter certeza que foi a causa do problema de saúde não é possível, com os dados disponíveis". O médico comenta ainda que "na dúvida, a grávida cujo feto está com os órgãos em formação deve evitar qualquer tipo de medicação porque esses produtos podem ter uma ação que hoje desconhecemos. A teoria de Barker diz que a maioria das doenças dos adultos começa dentro do útero." Renato Augusto acha imprudente assumir o risco de gestantes permanecerem em contato com esses produtos. "É um alerta porque essas pessoas estão com agentes no sangue no período em que os órgãos estão sendo formados e isso pode ter consequências, mas estabelecer causas e efeitos é muito difícil". Puberdade Precoce Claudia Barbosa Salomão, integrante da Comissão Nacional Especializada de Ginecologia Infanto-Puberal, da FEBRASGO, esclarece que os agrotóxicos são classificados como disruptores endócrinos. "São substâncias encontradas no ambiente que não são produzidas pelo organismo humano, mas que podem ter influência importante, na maioria das vezes negativas, no funcionamento normal do corpo humano. Eles interrompem, comprometem a cadeia normal hormonal". Segundo ela, essas substâncias podem interferir tanto na produção, na secreção e na receptividade celular alterando a cadeia endócrina normal. "É essencial deixar claro que prejuízo ao organismo pode acontecer em ambos os sexos. E dar ênfase ao fato de que as crianças são o grupo de pessoas mais afetadas por esse tipo de produto, pois respiram com velocidade maior e, quando inalado com frequência aumentada, eles influenciam fortemente o sistema endócrino. Aliás, o metabolismo da criança é particularmente acelerado e com isso terá absorção maior destes produtos", adverte. Impactos clínicos no corpo humano Claudia Barbosa confirma que os agrotóxicos podem causar puberdade precoce. "Existe possibilidade que estes, usados em demasia na região, sejam a causa dos quadros. A incidência de problemas na região é superior do que a mundial dos quadros de puberdade precoce. Claro que é preciso uma pesquisa rigorosa para confirmar", esclarece. No homem, estudos relacionam a influência dos disruptores endócrinos especialmente na fertilidade: "Sabemos que, se expostos, podem ter diminuição na produção de espermatozoides e mesmo dos hormônios sexuais masculinos." Quando a puberdade precoce é detectada, a especialista afirma que o ideal é afastar a criança do agente agressor. "Uma vez desencadeada, além de distanciá-la da substância agressora, temos de fazer um bloqueio daquela puberdade precoce com hormônios." Por fim, ela destaca que é fundamental a observação clínica. "Temos de ter certeza de que aquele agente é a causa do problema. São necessários exames para ver se não existe outro fator. Da ausência de outras causas, supomos que o agrotóxico é o causador do problema."

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Usuários do WhatsApp já identificam notícias falsas

16 de julho de 2018, 08:35

Promessas irreais, informações sem fontes, erros ortográficos, imagens sensacionalistas e outras características de conteúdos falsos já não passam despercebidas -   Mesmo que o WhatsApp ainda seja um instrumento sensível à divulgação das chamadas fake news, os usuários estão cada vez mais "treinados" para identificá-las - pelo menos quando o assunto é política. O excesso de otimismo, promessas grandiosas, informações sem referência (datas, fontes ou links), erros ortográficos, fotos sensacionalistas e propostas batidas têm causado desconfiança de quem usa o aplicativo. Ao identificar um desses elementos, ou não concordar ideologicamente com seu conteúdo, o usuário tem evitado o compartilhamento automático de notícias e, logo, cogitado se tratar de fraude. Foi o que apontou um levantamento realizado entre passageiros de táxi e usuários do aplicativo. O dado é alentador para os especialistas em marketing e aqueles que estudam a força do WhatsApp no jogo eleitoral. Para o professor da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB) Bruno Rangel, separar o que é informação do que é fake news ou simples propaganda política será um dos desafios fundamentais do eleitor. "A solução para o fim da disseminação de notícias falsas está muito mais na sociedade do que em normas jurídicas ou ações de repressão. Está em um uso mais consciente do aplicativo, um uso que implica não sairmos compartilhando qualquer conteúdo sem o mínimo de checagem", afirma. Para entender o comportamento do eleitor no aplicativo, a agência de comunicação Nova/SB realizou um levantamento por meio do 'dataTáxi' - onde os passageiros respondem perguntas relativas ao tema durante uma viagem de táxi para casa ou trabalho. Entre os dias 11 e 21 de junho foram feitas 30 entrevistas dentro de um táxi. Como complemento, uma sondagem também foi feita por meio de grupos de discussão e questionários. A reportagem acompanhou duas corridas do 'dataTáxi'. Os passageiros foram recrutados em pontos de ônibus de São Paulo. Eles "trocaram" a participação na pesquisa pela gratuidade da corrida. As perguntas foram feitas por uma pesquisadora sentada no banco do passageiro (em algumas ocasiões, o próprio motorista era quem perguntava). O bancário Diogo Passos Silva, de 32 anos, por exemplo, participa de diversos grupos de WhatsApp. "A maioria é sobre futebol, mas a política sempre entra no meio", diz. Silva afirma que prefere não se expor politicamente e, por isso, não compartilha notícias sobre o tema. "Mas é fácil saber quando é fake news." A outra passageira, a estudante Bianca Sousa, de 21 anos, administra 17 grupos de WhatsApp e diz ter cuidado com o que compartilha. "Não gosto de política, mas se alguém me manda uma notícia eu procuro pesquisar se já saiu em algum jornal ou na televisão", diz. O levantamento mostrou que o WhatsApp é uma ferramenta completamente incorporada na vida das pessoas que vivem nos grandes centros urbanos - e que o conceito de fake news já está bastante difundido entre os eleitores. "O que o 'dataTáxi' mostrou é que ninguém é mais tão inocente. As pessoas estão preocupadas com a credibilidade da informação que consomem. O WhatsApp não será a ferramenta de manipulação que se imaginava", afirma o presidente da Nova/SB, Bob Vieira da Costa. Além da política, o levantamento também mostrou que entre os temas mais difundidos no aplicativo (recebido, enviado ou debatido) estão questões familiares, problemas da cidade e o futebol. Com informações do Estadão Conteúdo.

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