Multa adicional de 10% do FGTS será extinta a partir de hoje

01 de janeiro de 2020, 12:17

A taxa foi extinta pela lei que instituiu o saque-aniversário e aumentou o saque imediato do FGTS (Foto: Reprodução)

Apartir de hoje (1º), os empregadores deixarão de pagar a multa adicional de 10% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em demissões sem justa causa. A taxa foi extinta pela lei que instituiu o saque-aniversário e aumentou o saque imediato do FGTS, sancionada no último dia 12. A multa extra aumentava, de 40% para 50% sobre o valor depositado no FGTS do trabalhador, a indenização paga pelas empresas nas dispensas sem justa causa. O complemento, no entanto, não ia para o empregado. Os 10% adicionais iam para a conta única do Tesouro Nacional, de onde era repassado ao FGTS, gerido por representantes dos trabalhadores, dos empregadores e do governo. Criada em junho de 2001 para cobrir os rombos no FGTS deixados pelos Planos Verão (1989) e Collor 1 (1990), a multa adicional de 10% deveria ter sido extinta em junho de 2012, quando a última parcela dos débitos gerados pelos planos econômicos foi quitada. No entanto, a extinção dependia da edição de uma medida provisória e da aprovação do Congresso Nacional. Em novembro, o governo incluiu o fim da multa na Medida Provisória 905, que criou o Programa Verde e Amarelo de emprego para estimular a contratação de jovens. O Congresso, no entanto, inseriu a extinção da multa complementar na Medida Provisória 889, que instituiu as novas modalidades de saque do FGTS. O fim da multa adicional abrirá uma folga no teto federal de gastos. Isso porque, ao sair da conta única do Tesouro para o FGTS, o dinheiro era computado como despesa primária, entrando no limite de gastos. Inicialmente, o Ministério da Economia havia informado que a extinção da multa de 10% liberaria R$ 6,1 bilhões para o teto em 2020. No entanto, o impacto final da medida ficou em R$ 5,6 bilhões. O Orçamento Geral da União deste ano terá uma folga de R$ 6,969 bilhões no teto de gastos. Além do fim da multa extra do FGTS, a revisão para baixo na projeções de gastos com o funcionalismo federal contribuiu para liberar espaço fiscal. Com informações da Agência Brasil 

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STJ nega recurso e desobriga homem de pensão alimentícia

01 de janeiro de 2020, 12:08

Um homem conseguiu provar que sua ex-mulher tinha condições de criar o filho e agora não precisará pagar pensão (Foto: Reprodução)

Os ministros da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça não acataram um recurso especial de uma mulher e mantiveram decisão que, ao considerá-la plenamente capaz para o trabalho, exonerou seu ex-cônjuge da obrigação de pagar a pensão alimentícia.   Após o fim do casamento, ficou estabelecido que o ex-marido pagaria uma pensão mensal no valor de dois salários mínimos, podendo ser revista caso a mulher fosse aprovada em concurso público. No curso da obrigação, ele entrou com um pedido de revisão e alegou em juízo que sua situação financeira tinha se modificado ao formar nova família, e que a ex-mulher havia se formado, tornando-se empresária, podendo prover o próprio sustento. As informações foram divulgadas pelo STJ - O número deste processo não é revelado em razão de segredo judicial. Em primeira instância o pedido de exoneração da obrigação foi julgado procedente. Ao analisar a apelação, o tribunal estadual manteve a decisão, e afirmou que conclusão contrária 'configuraria incentivo ao ócio'. No recurso especial, a mulher alegou que a revisão da pensão apenas seria possível na hipótese da sua nomeação em concurso público, o que não ocorreu. Ela afirmou também que o fato de o devedor ter formado nova família, por si só, não enseja a revisão da pensão, 'sobretudo se não ficar comprovado alteração na sua capacidade financeira'. O ministro Moura Ribeiro, relator do recurso, explicou que o STJ entende que a pensão entre ex-cônjuges não está limitada somente à prova da alteração do binômio necessidade-possibilidade, devendo ser consideradas outras circunstâncias, como a capacidade potencial para o trabalho e o tempo decorrido entre o início do pensionamento e o pedido de revisão. Plenas condições de trabalho O ministro afirmou que não se evidenciando hipótese que justifique a manutenção da pensão alimentícia, deve ser mantida a decisão que encerrou a obrigação 'porque sua ex-mulher, além de ter recebido pensão por lapso de tempo razoável (três anos) para que buscasse o próprio sustento, possui plena capacidade laborativa e possível inclusão no mercado de trabalho em virtude da graduação de nível superior e da pouca idade' - segundo análise do tribunal estadual com base nas provas dos autos. Moura Ribeiro destacou que também não há notícia de que a mulher tenha saúde fragilizada que a impossibilite de trabalhar. Segundo o relator, a jurisprudência do STJ no assunto tem orientação dominante no sentido de que 'a pensão deve ser fixada, em regra, com termo certo, assegurando ao beneficiário dos alimentos tempo hábil para que ingresse/reingresse ou se coloque/recoloque no mercado de trabalho, possibilitando-lhe a manutenção pelos próprios meios' - o que aconteceu no caso. O ministro lembrou que pensão por tempo ilimitado ocorre apenas em situações excepcionais, como na hipótese de incapacidade para o trabalho permanente, saúde fragilizada ou impossibilidade de inserção no mercado.

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Papa se desculpa por perder a paciência com a fiel que apertou sua mão

01 de janeiro de 2020, 11:34

(Foto: Reprodução)

O papa Francisco pediu desculpas nesta quarta-feira, antes da tradicional oração do Angelus, por ter "perdido a paciência" na noite anterior com uma fiel asiática que apertou com uita força sua mão. "Muitas vezes perdemos a paciência. Isso acontece comigo também. Peço desculpas pelo mau exemplo dado ontem", disse o chefe da Igreja Católica, falando da janela do Palácio Apostólico na Praça de São Pedro. Imagens do papa Francisco, nas quais ele reage, irritado, a uma fiel que insiste em apertar sua mão, registradas na véspera do Ano Novo na Praça de São Pedro, no Vaticano, foram vistas centenas de milhares de vezes nas redes sociais. No vídeo, parece que, depois de ter beijado muitas crianças, amontoado em frente ao presépio de Natal na grande praça de São Pedro, e quando ele estava prestes a mudar de direção, uma mulher o agarra firmemente pela mão e atrai o pontífice para ela e quase o faz cair. Embora não a conhecesse, e ele teria dito algo quase inaudível, muito irritado, para se livrar da mulher. Depois disso, Francisco, 83 anos, continua seu caminho, mantendo um pouco mais de distância entre os fiéis entusiasmados. Quando questionado pela AFP, o serviço de imprensa do Vaticano se recusou a comentar o ocorrido.

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Quatro apostadores vencem Mega da Virada; cada um terá R$ 76 milhões

01 de janeiro de 2020, 08:20

Quatro apostadores vencem a Mega da Virada; cada um receberá R$ 76 milhões (Foto: Reprodução)

A Caixa Econômica Federal realizou, na noite desta terça-feira (31), o sorteio das seis dezenas da Mega da Virada, que teve quatro vencedores. Os números sorteados são: 03 - 35 - 38 - 40 - 57 - 58. O prêmio a ser pago é R$ 304.213.838,62, o segundo maior da história.   Cada um dos vencedores ganhará R$ 76 milhões. Entre as quatro apostas certeiras, há duas de São Paulo, uma de Criciúma (SC) e uma de Juscimeira (MT). Os apostadores tiveram até as 17h deste segunda para garantirem participação no sorteio. A chance para acertar as seis dezenas, com uma aposta simples de R$ 4,50, é de uma em mais de 50 milhões, segundo a Caixa. O valor total do prêmio superou a estimativa inicial da Caixa, que era de R$ 300 milhões. O maior prêmio da Mega-Sena da Virada foi em 2017, quando 17 apostadores dividiram a quantia de R$ 306,7 milhões -foi também o maior prêmio pago em sorteios da Caixa. Os ganhadores têm até 90 dias após a data do sorteio para reclamar o prêmio. Depois desse prazo, os valores não reclamados serão repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior).

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Todo dia é dia novo

31 de dezembro de 2019, 12:11

*Por Gervásio Lima - Os dias que antecedem a virada de um ano para outro servem como uma espécie de ‘arranque’, de provocações e regressos. Nem sempre partindo da vontade própria, mas quase sempre do que se é norteado, seja pelas enxurradas de mensagens recebidas nas redes sociais ou encontradas em publicidades muitas vezes apelativas nas mídias escritas, faladas e televisionadas. Saber que fumar, não controlar o peso corporal, não praticar exercícios físicos e não se preocupar com uma alimentação saudável e equilibrada podem prejudicar a saúde, e mesmo assim são ações corriqueiras (entra ano, sai ano), isto todo mundo, ou quase todo mundo, já sabe. Fazer o bem sem olhar a quem, idem. Mas, para muita gente é preciso que se aproxime um novo ano (do calendário cristão) para a consciência doer, as ações acontecerem e as inúmeras promessas surgirem. Vou amar mais, brincar mais, me cuidar mais, estar mais presente, passear mais, malhar mais, viver mais ... Muito mais do que os ‘mais’ encontrados nas mensagens automáticas, copiadas, e repassadas é ter e praticar o espírito fraterno durante todos os minutos, as horas e os dias da vida. Confraternizar todos os momentos, independente de datas estipuladas com objetivos geralmente comerciais. Seguindo a Declaração dos Direitos Humanos, onde diz “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos, dotados de razão e de consciência e que devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”, seria correto afirmar que com simples comportamentos e acompanhando preceitos morais e religiosos as pessoas não precisarão somente das datas de um calendário para amar o próximo. Que ososentimentos evocados neste período que compreende o Natal e a chegada do Ano Novo sejam expandidos pelos demais 365 dias que se iniciam a partir do dia 1º de Janeiro. Feliz anos novos, pois como diz o ditado popular: “Quem vive de passado é museu”. *Jornalista e historiador

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Dicionário digital escolhe ‘existencial’ como palavra de 2019

31 de dezembro de 2019, 10:30

A palavra ganhou notoriedade nas pesquisas do dicionário após algumas tragédias nos Estados Unidos (Foto: Reprodução)

Em meio a crises pessoais e democráticas, o dicionário digital americano Dictionary.com definiu "existencial" como a palavra de 2019. Segundo o site norte-americano ABC News, a palavra ganhou notoriedade nas pesquisas do dicionário após os incêndios florestais que aconteceram nos Estados Unidos e o furacão Dorian, nas Bahamas, além dos tiroteios em Christchurch, na Nova Zelândia, e El Paso, no Texas. Também foi uma palavra presente na política e na cultura pop -o personagem "Garfinho" de "Toy Story 4" foi um dos que mais promoveu o termo, uma vez que, no início do filme, está convencido de que é "lixo", mas depois assume que seu destino é ser um brinquedo. "Começamos a ver existencialismo no diálogo a partir de janeiro, e durante todo o ano", disse Jennifer Steeves-Kiss, diretora executiva do Dictionary.com. "Esse é um tema consistente que vimos em nossos dados, mas que também foi aproveitado em várias questões importantes da nossa época". A palavra "existencial" existe desde 1685, e é definida pelo dicionário como "relacionado à existência" ou "característica do existencialismo filosófico; preocupação com a natureza da existência humana, conforme determinada pelas escolhas feitas livremente pelo indivíduo. "

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Queniano vence São Silvestre com ultrapassagem nos últimos segundos

31 de dezembro de 2019, 10:22

Kibiwott Kandie foi o campeão da São Silvestre de 2019 (Foto: Reprodução)

Oqueniano Kibiwott Kandie foi o campeão da São Silvestre de 2019. Ele ultrapassou, nos últimos segundos, o ugandense Jacob Kiplimo, que vinha dominando a prova. Os dois cruzaram a faixa com os corpos quase colados um ao outro, definindo os dois primeiros lugares da corrida aos 42 minutos e 59 segundos. O terceiro lugar ficou para Titus Ekiru, também queniano, que neste ano venceu a Maratona de Milão e a Meia de Lisboa. Ele chegou 55 segundos após o primeiro colocado. A queniana Brigid Kosgei confirmou o favoritismo e foi a primeira do pelotão de elite feminino a cruzar a linha de chegada da corrida de São Silvestre, na Avenida Paulista. Recordista da Maratona de Chicago, a atleta fez na manhã de hoje (31) a sua estreia na 95ª edição da corrida que ocorre anualmente nas ruas da cidade de São Paulo, completando o trajeto de 15 quilômetros em 48 minutos e 54 segundos. O segundo lugar da prova também foi ocupado por uma queniana, Sheila Shelangat. A terceira posição no pódio feminino ficou comTisadk Nigus, da Etiópia. Além dos competidores profissionais, uma multidão de anônimos percorreu o trajeto sob o sol forte e céu limpo desta manhã. O número de inscritos chegou a 35 mil, incluindo pessoas de diversas partes do país, como anunciavam as faixas levadas por muitos corredores com nomes de cidades como Rio das Ostras (RJ), Itajai (SC) e Assis Chateubriand (PR). Carregando balões com os numerais do ano de 2020, o grupo de amigos de Jesus Rodrigues, veio de Rubiataba, em Goiás. Segundo o professor, de 39 anos, a intenção é “iniciar o ano com o pé direito, correndo”. Pela primeira vez na São Silvestre, ele disse que já participou de outras provas regionais. “Eu sempre corro na minha cidade e participo das competições no meu estado.” No mesmo grupo de oito pessoas do professor, está a bancária Beatriz Arriel, que comemora a recuperação de um problema no joelho. “Eu tive uma pequena lesão e o próprio médico que me tratou disse que queria me ver na São Silvestre. Hoje eu estou aqui, livre da lesão”. Com 75 anos e um banjo debaixo do braço, Dempsez Lima Filho participou hoje pela 22ª vez da prova. “É a felicidade de vir aqui e encontrar os meus netos que cuidam de mim na corrida”, definiu sobre o sentimento de participar da prova. Com informações da Agência Brasil

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Mensagem de Arnaldinho de Caém

30 de dezembro de 2019, 18:36

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Peguei carne para alimentar a família, diz homem torturado em mercado

30 de dezembro de 2019, 15:14

Supermercado Ricoy, na zona sul de SP: caso aconteceu em março de 2018, mas só veio à tona em setembro deste ano, depois que os vídeos foram divulgados pelos próprios agressores (Foto: Reprodução)

O homem torturado por seguranças de um supermercado na Zona Sul de São Paulo disse que furtou um quilo de carne para alimentar a família. Pai de quatro filhos, ele contou ao G1 que pensou em se matar ao ver as imagens da tortura na televisão. O caso aconteceu em março de 2018, mas só veio à tona em setembro deste ano, depois que os vídeos foram divulgados pelos próprios agressores. Nas imagens, o homem de 38 anos aparece amarrado e amordaçado, enquanto levava choques e vassouradas. “Aquele dia eu saí de casa desesperado. Aí, fui tentar pegar uma carne, alimentar minha família. Aí foi que aconteceu lá dentro daquele hipermercado”, lembra ele, ao comentar pela primeira vez sobre o ocorrido. “Estava desempregado, estava passando muita dificuldade. Fui despejado da casa onde eu morava de aluguel.”   Segundo ele, a tortura durou cerca de seis horas. Os agressores deram choques elétricos com um taser e golpes com um cabo de vassoura. “Aquilo lá que eles têm na gravação deles é pouco. Ninguém sabe o que passei lá. Falaram que iriam me matar”, conta. “Entrei lá era meio dia e meia, saí de lá já estava escuro. Saí desnorteado.” Segundo ele, a tortura deixou sequelas físicas e psicológicas. Ele diz que passou a mancar e ficou com cicatrizes e pesadelos frequentes: “Não estou conseguindo dormir.” O homem disse reconhecer que cometeu um erro, mas acha que a tortura foi mais grave que sua tentativa de furto. Ele pede punição aos cinco empregados identificados pela tortura. “Queria me matar (ao ver o vídeo). O deboche. Aí todo mundo me viu. Não consegui arrumar emprego, não consigo nada”, afirma o homem torturado pelos funcionários. Dois agressores estão presos preventivamente e outros três respondem em liberdade. Todos serão julgados por tortura. A vítima não responderá por furto. “Quero retomar minha vida de novo, ter uma oportunidade, esquecer o que passou. Todo mundo erra. Só quero arrumar um emprego e batalhar do lado dos meus filhos e da minha esposa”, afirma. Na entrevista, o homem de 38 anos conta que foi abordado por funcionários e seguranças do supermercado Extra logo depois de furtar o quilo de carne. “Aí foi quando os seguranças me pegaram. Me levaram para uma sala, e foi na hora que eles começaram a me torturar”, lembra. Segundo o G1, o advogado da vítima deve entrar com uma ação judicial na esfera cível pedindo indenização por danos morais e materiais contra o supermercado e a G8, empresa para a qual os seguranças enviados ao Extra prestavam serviço. O Extra informou, por sua assessoria de imprensa, que está à disposição para conversar com o advogado da vítima. Já a empresa que contratou os seguranças disse que “os fatos estão sendo apurados” e que uma “eventual discussão quanto à indenização ficará à cargo da Justiça”. Segundo o G1, o homem já tinha sido pego por empregados porque estava furtando em ocasiões anteriores, entre 2009 e 2015, no próprio Extra, e também no supermercado Carrefour.

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Em 24 Estados, juízes ganham mais de um salário mínimo de vale-refeição

30 de dezembro de 2019, 15:08

Magistrados baianos recebem R$ 1,1 mil; em Pernambuco, valor chega a quase R$ 5 mil (Foto: reprodução)

Juízes de 24 Estados recebem por mês mais de R$ 1 mil de vale-refeição. Em Pernambuco,  o valor chega a R$ 4.787 – o equivalente a 4,8 vezes o salário mínimo em vigor (R$ 998) e mais que o dobro da renda média mensal dos trabalhadores brasileiros, que é de R$ 2.317 mensais. Os juízes estaduais podem gastar em restaurantes, à custa dos cofres públicos, um valor que muitas famílias precisam esticar, e muito, para cobrir as despesas do mês. Só entre os beneficiários do INSS, 23,7 milhões recebem até um salário mínimo por mês (67,1% do total). O salário médio dos magistrados estaduais é de R$ 43.437, bem acima do teto de R$ 35.462. Isso ocorre porque o valor inclui diversos penduricalhos, como vale-refeição, auxílio-moradia, auxílio pré-escolar e auxílio-natalidade.  Os valores e os critérios desses auxílios podem variar em cada Estado. Por serem verbas indenizatórias, elas são isentas de qualquer tributo, incluindo contribuição previdenciária e Imposto de Renda. Crítico contumaz desses penduricalhos, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (ST), afirma que o teto constitucional se tornou “piso”. “Todo esse quadro de desorganização exige uma disciplina nacional. Isso é mais uma forma de furar o teto”, disse. Apenas três Estados pagam auxílio-alimentação até o valor vigente para o Judiciário federal, que é de R$ 910 mensais: Maranhão, Paraná e Rio Grande do Sul. As cifras são maiores do que o Executivo da União paga a seus funcionários em vale-refeição (R$ 458 mensais). O problema dos auxílios é que, embora seja necessário aprovar uma lei para criá-los, seu valor é decidido de forma administrativa, muitas vezes pelos próprios beneficiários. O orçamento do Judiciário estadual, por sua vez, é blindado de qualquer crise: mesmo que haja frustração na arrecadação, o governador é obrigado a repassar a verba, livre de qualquer corte ou bloqueio, para não caracterizar interferência em outro Poder. Relator de uma proposta que regulamenta esses benefícios, o deputado Rubens Bueno (CDD-PR) afirma que o valor do auxílio-alimentação dos juízes é um “escândalo”. “Os juízes perderam a compostura e esqueceram o que significa uma nação. Deveriam fazer a lei valer para todos, mas burlam a norma para obter benefícios próprios”, diz. O governo sinalizou que pretende enviar uma proposta de reforma administrativa ao Congresso em fevereiro, de acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Este mês, Maia disse que “não dá mais para segurar” o debate sobre a regulamentação dos pagamentos acima do teto e sobre as férias de 60 dias dos juízes. 

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Saiba o que é necessário para proteger os filhos de golpes e assédios na internet

29 de dezembro de 2019, 06:54

Converse sobre o perigo de adicionar e falar com estranhos (Foto: Reprodução)

  Sim, é impossível manter os filhos longe da internet. Então, fica o desafio: acompanhar crianças e jovens a utilizar de forma positiva essa ferramenta de aprendizado, interação e lazer.  Além de, claro, mantê-los longe de possíveis riscos, como golpes e assédios. A psicopedagoga e uma das fundadoras do Instituto NeuroSaber, Luciana Brites, aponta dez caminhos para você orientar seu filho e ficar atenta aos riscos que ele pode passar! CUIDADO COM A EXPOSIÇÃO EXCESSIVA  É comum, nas redes sociais, as pessoas postarem a localização, falarem sobre a sua rotina e exibirem fotos com uniformes escolares. Peça ao seu filho para evitar esse tipo de conteúdo. Além de se proteger, ele aprenderá que estranhos não precisam saber onde estão nem conhecer a rotina dele ou onde estuda. NADA DE COMPUTADOR NO QUARTO Principalmente no caso das crianças, o acesso ao mundo virtual deve ser feito de uma ferramenta localizada em um espaço comum da casa, como a sala. Assim, você pode observar qual conteúdo ele consome. DESCONHECIDOS NUNCA! Converse sobre o perigo de adicionar e falar com estranhos. Afinal, nunca se sabe quem está do outro lado. Pode, inclusive, ser um abusador. Argumente com exemplos de casos exibidos em novelas ou séries ou episódios reais divulgados pela mídia. Esse bate-papo é necessário para que a criança ou o jovem sinta confiança e construa uma relação bastante transparente com os pais, sem medo de retaliação. OLHO VIVO NO COMPORTAMENTO Se seu filho minimiza as abas do computador ou fecha o notebook rapidamente quando se aproximam, ligue o sinal de alerta. Converse com ele e busque uma relação de confiança sempre. IH, É FAKE NEWS! Nem todas as informações que lemos na internet são verdadeiras. Por isso, explique sobre as notícias falsas que circulam por aí e a importância de buscar sites confiáveis. E o aconselhe a não repassar informações mentirosas a outras pessoas. SENHAS COMPARTILHADAS, SIM! Muitos adolescentes podem não gostar dessa medida, mas ela é necessária, pois é uma forma de protegê-los. Explique isso a eles. ESTABELEÇA HORÁRIOS Colocar limites impede que eles fiquem viciados e passem mais tempo no mundo virtual. E sugira que tenham outras atividades e rotina para estudar.  CONTROLE A VIDA VIRTUALConheça as redes que ele frequenta e tem contas, e quanto tempo passa na frente do computador. E peça que ele utilize senhas diferentes em cada uma delas, inclusive e-mails e redes sociais. E, claro, dê aquela olhadinha no histórico do computador para saber quais páginas foram acessadas. INSTALE ANTIVÍRUS E FILTROS A medida evita acesso a conteúdos inadequados para determinadas idades. O EXEMPLO É VOCÊNão adianta falar para os filhos saírem do celular  se você, responsável por eles, não sai. Chame-os para outras atividades e lembre-se: você é espelho para eles. QUE COMPORTAMENTO É ESSE?A psicóloga Daniela Generoso aponta as condutas suspeitas que, aparentemente sem explicação, seu filho pode assumir caso enfrente problemas no universo virtual:  Falta de concentração. Desinteresse por aquilo que mais gostava de fazer.  Medo sem explicação. Ficar assustado quando receber uma mensagem no celular. Não querer acessar redes sociais como de costume. 

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Cortes em direitos dos servidores públicos devem avançar no início de 2020

29 de dezembro de 2019, 06:36

Esplanada dos Ministérios (Foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)

Já afetados pela reforma da Previdência da União, os servidores públicos se organizam para barrar outras iniciativas do governo de cortar os chamados privilégios da categoria. Propostas nesse sentido, que contam com apoio de boa parte dos líderes partidários no Congresso, devem avançar logo no início de 2020.  A principal delas é a reforma administrativa, que tem sido elaborada pelo Ministério da Economia nos últimos meses, com o objetivo de mudar as estruturas do funcionalismo público. Ela coloca em risco a estabilidade de novos servidores e as remunerações iniciais, que, em geral, são mais altas do que de quem exerce funções semelhantes na iniciativa privada.  O projeto vai regulamentar as avaliações de desempenho e possíveis demissões pelos resultados ruins. A ideia é propor avaliações mais exigentes, não apenas de protocolo, como acontece em alguns órgãos atualmente. O governo também sinaliza que vai rever os benefícios, como o sistema de licenças e as gratificações pagas à categoria.  Além disso, se o projeto for aprovado pelo Congresso, o servidor poderá não ser efetivado após os dois primeiros anos de trabalho. O processo será uma espécie de “trainee”, e haverá disputa pela vaga. Hoje, já não há estabilidade nos dois primeiros anos, mas, em geral, todos são efetivados depois.  O projeto também prevê progressões mais lentas de carreira, além dos salários menores de entrada. Significa que o servidor levará mais anos para atingir o teto salarial. Uma das bases de argumentação de quem defende a proposta é um estudo do Banco Mundial, que mostra que servidor federal, no Brasil, ganha quase o dobro do trabalhador da iniciativa privada. Embora ainda não tenha sido formalmente apresentada, a matéria está na lista de prioridades para 2020, tanto do governo quanto do Legislativo. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem dito que a ideia é aprová-la no primeiro semestre do ano. O objetivo, segundo ele, é melhorar a qualidade do serviço público, ao garantir "o mínimo de meritocracia". Emergência fiscal Enquanto a reforma administrativa é elaborada pelo Ministério da Economia, já tramita no Congresso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 186/2019, conhecida como PEC emergencial. O projeto lista uma série de ajustes que poderão ser feitos no serviço público para conter rombos fiscais, como cortes salariais, de jornada de trabalho, de progressões na carreira e de bônus e gratificações. Enquanto a reforma só valerá para quem passar em concurso a partir da aprovação do texto, essa atingirá todos os servidores, inclusive os que já estão na ativa. Um dos dispositivos mais polêmicos previstos na PEC é a possibilidade de redução de até 25% dos salários, acompanhado de diminuição proporcional da jornada de trabalho.  O Congresso deve ao menos flexibilizar essa regra, que poderá ser usada tanto pelo governo federal quanto pelos estaduais e municipais. O relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), sugeriu que ela atinja apenas quem recebe mais do que três salários mínimos, o equivalente a R$ 3.093 no ano que vem. A proposta ainda precisa ser aprovada pelo colegiado. O governo colocou no texto, e o relator manteve, a possibilidade de proibição de concessão de vantagens, de aumentos, de reajustes de salários, de promoções e de progressões de carreira. Além disso, fica vedada a contratação de novos servidores em casos de emergência fiscal. A regra não se aplicará a médicos de saúde primária, exceção  incluída no parecer.  Os dispositivos só poderão ser adotados quando o rombo nas contas públicas acender o sinal de alerta. No caso do governo federal, quando for descumprida a regra de ouro, norma que proíbe endividamento para pagar despesas correntes, como salários e benefícios a servidores. No caso de estados, municípios e Distrito Federal, quando esses gastos ultrapassarem 95% da receita corrente nos últimos 12 meses.  Juízes Rodrigo Maia também quer começar a discutir os privilégios de juízes. Em café da manhã com jornalistas, em 19 de dezembro, ele afirmou que  não conseguirá mais “segurar” projetos de parlamentares que buscam limitar os gastos do Judiciário. “Esse conflito vai acabar aparecendo no próximo ano” disse.  Na avaliação do presidente da Câmara, é preciso começar o debate sobre os salários acima do teto constitucional e sobre os 60 dias de férias da categoria. "Isso custa para o Estado, em média, sete anos de serviço. Não que você vá impor isso ao outro Poder, porque eles vão derrubar, mas chamá-los para o debate", defende. Todas as propostas mencionadas na reportagem podem ser alteradas pelo Congresso.  Previdência  Fora do Congresso Nacional, os servidores estaduais e municipais, que não foram incluídos na reforma da Previdência aprovada em outubro, começam a encarar novas regras adotadas pelos governos locais. A Portaria 1.348, editada pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia, estabeleceu o prazo de até 31 de julho para que estados e municípios adequem os sistemas previdenciários ao novo texto constitucional. Até agora, 10 estados já fizeram as próprias reformas. Em geral, elas aumentam a idade mínima para aposentadoria e a alíquota de contribuição. Na maioria dos casos, passará para 14%, mas também há iniciativas para que seja progressiva, como na União. Nesse modelo,  varia de 7,5% a 22%, de acordo com a renda. Quanto maior o salário, maior a alíquota. Em alguns estados, passará a ser cobrada também dos servidores inativos: aposentados e pensionistas.

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