Desinformação é principal risco global para 2025, afirma Unesco

20 de maio de 2025, 09:48

Diretor da Unesco concedeu entrevista exclusiva à Agência Brasil (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A desinformação figura como principal risco global para 2025 e para os anos que estão por vir – à frente das mudanças climáticas, da crise ambiental, dos fluxos migratórios, da violência e do terrorismo. A avaliação é do diretor-geral adjunto de Comunicação e Informação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Tawfik Jelassi, que esteve no Brasil na última semana para participar do Seminário Internacional Cetic.br 20 anos – Dados e Análises para um Futuro Digital Inclusivo. “Os países não estão preparados o suficiente para combater a desinformação. Eles são vulneráveis ​​ao impacto negativo da desinformação, o que é uma questão muito importante. Portanto, sim, a desinformação é o risco global número um hoje e ao longo dos próximos anos e todos os países do mundo precisam agir para combatê-la.” Em entrevista à Agência Brasil, ele defendeu a regulamentação das redes sociais por todos os países e um pacto global para combater a desinformação no ambiente virtual. Ele destacou, entretanto, que a responsabilidade primária pelo combate às fake news deve ser das empresas de plataformas digitais que têm a obrigação de agir.  "As plataformas digitais são globais. Elas não reconhecem limites ou fronteiras nacionais. Se não unirmos forças por meio de ações globais, não poderemos combater efetivamente a desinformação que acontece nas plataformas digitais", afirmou. "Cada país precisa ter uma regulamentação sobre isso. Mas precisamos ter uma abordagem verdadeira porque somente unindo forças internacionalmente é que podemos combater esse risco global. E a tecnologia não conhece barreiras", completou o especialista que tem doutorado em Sistemas de Informações Gerenciais pela Universidade de Nova York.  Jelassi citou um estudo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts que aponta que mentiras se espalham 10 vezes mais rápido que a verdade. "Uma vez que se espalham como fogo, o dano já está feito. Como podemos desfazê-lo? Não podemos. Mesmo que se tente retificar essa informação, o dano já aconteceu. Então, precisamos prevenir, precisamos combater a desinformação." A Unesco está organizando uma conferência global em junho para debater temas como inteligência artificial e transformação digital no setor público. Para Jelassi, é necessário que o setor público acompanhe a transformação digital do mundo oferecendo aos seus cidadãos serviços de melhor qualidade utilizando tecnologias. Para isso, ele defende que os países coloquem como centro das políticas públicas o investimento no desenvolvimento de capacidades e habilidades dos seus recursos humanos.   "Uma questão específica que abordaremos [na conferência] é a construção e o desenvolvimento de capacidades.​ A partir dos nossos estudos, percebemos que, em diversos países, muitos servidores públicos não têm a competência ou o conjunto de habilidades necessárias para ter sucesso na transformação digital. Acreditamos que isso esteja no cerne de uma ação governamental." Confira, a seguir, os principais trechos da entrevista. Agência Brasil: O senhor disse, certa vez, que um dos desafios e oportunidades mais importantes da nossa era é transformar tecnologias digitais em uma força para o bem. Como tem funcionado o trabalho que a Unesco realiza no sentido de contribuir para essa questão? Towfik Jelassi: A tecnologia, de certa forma, é neutra. As pessoas podem usá-la de forma positiva ou negativa. Ela apresenta oportunidades, mas também riscos. Quando digo que a tecnologia deve ser usada como uma força para o bem, cito um exemplo: devemos usá-la para combater a desinformação, sobretudo no que diz respeito à inteligência artificial. Devemos ser capazes de detectar informações não factuais. Devemos ajudar na moderação e na curadoria de conteúdo. Não queremos que a tecnologia seja usada para prejudicar as pessoas, para prejudicar as sociedades. Não queremos que a tecnologia se torne um perigo. A Unesco acredita firmemente que a informação e, claro, as tecnologias da informação e a comunicação devem ser um bem público comum e não um dano público. A tecnologia não só pode como já foi usada como uma força para o bem. Por exemplo: na saúde, na agricultura, no combate às mudanças climáticas e em soluções para a crise ambiental. Esses são usos positivos da tecnologia. Mas também temos que combater a desinformação, o discurso de ódio e outros conteúdos online prejudiciais. Agência Brasil:  Alguns dos trabalhos recentes propostos pela Unesco incluem recomendações sobre a ética no uso da inteligência artificial. O senhor pode falar um pouco sobre isso? Jelassi: Em 2018, a Unesco iniciou um projeto massivo em torno do uso ético da inteligência artificial – pelo menos três ou quatro anos antes do surgimento do ChatGPT e da inteligência artificial interativa. A Unesco é reconhecida por ser, de certa forma, o think tank [laboratório de ideias] do sistema das Nações Unidas, uma espécie de antecipadora das mudanças que virão e de seus impactos, inclusive no que diz respeito à tecnologia. Então, em 2018, a Unesco içou a bandeira do que estávamos prestes a ver: o avanço de uma tecnologia muito sofisticada chamada inteligência artificial, que pode ser usada como uma força para o bem, mas que também apresenta riscos e perigos. Teletrabalho, home office ou trabalho remoto. - Marcelo Camargo/Agência Brasil A Unesco pediu responsabilidade ética dentro do uso da inteligência artificial. O trabalho incluiu consultas globais abertas e, claro, trabalhos de especialistas mundiais sobre o assunto, o que culminou, em 2021, com os 193 Estados-membros aprovando as Recomendações sobre a Ética na Inteligência Artificial. Esse foi o primeiro instrumento normativo global desenvolvido sobre esse assunto e fico feliz em dizer que, hoje, temos 70 países ao redor do mundo que estão implementando essas recomendações para o uso ético e responsável da inteligência artificial. Agência Brasil: Onde se encontra o Brasil neste processo? Jelassi: O Brasil está bastante avançado e está entre os países que, claro, votaram a favor desta recomendação global da Unesco e que também implementaram os princípios e as diretrizes contidos nesta importante publicação. Agência Brasil:  A Unesco tem apelado ao uso responsável e ético da inteligência artificial. Como estão as coisas neste momento e o que precisa mudar em relação a essa temática? Jelassi: Existe um diferencial importante entre as tecnologias digitais: elas se desenvolvem numa velocidade muitíssimo alta, que países e entidades reguladoras não conseguem acompanhar.  É o que acontece quando se tem uma tecnologia como a inteligência artificial, que impacta tantos setores. Por exemplo: um professor não pode mais aplicar uma prova para que os alunos levem para casa porque sabe que a resposta virá do ChatGPT e todos os alunos passarão na prova. Então, hoje, não vivemos mais um momento que que precisamos melhorar ou reformar a educação. Estamos em uma era onde precisamos transformar a educação, transformar o ensino, transformar a aprendizagem, transformar a avaliação dos alunos. Este é apenas um exemplo. Posso dar um exemplo também na agricultura, sobre como a inteligência artificial transforma a maneira como os agricultores cuidam de seus negócios. Hoje, você pode saber, com base no tipo de solo, clima, cultivo, água e irrigação qual a melhor semente a ser cultivada em uma determinada terra, além do uso de fertilizantes personalizados – não mais de fertilizantes genéricos, mas fertilizantes personalizados para ajudar a otimizar o campo de cultivo. Tudo isso graças ao big data, à análise de dados, aos algoritmos preditivos, aos sistemas de informação geográfica, a imagens de satélite, às fotos tiradas com drones. A tecnologia hoje está no cerne da agricultura. E quem teria pensado nisso, mesmo alguns anos atrás? A tecnologia impacta todos os setores, todas as indústrias, nossas vidas, nós mesmos como indivíduos, a sociedade em geral. Portanto, temos que exigir o uso responsável e ético da inteligência artificial, ​​que respeite a dignidade humana, a privacidade de dados e os direitos humanos. Não é porque a tecnologia está aí para nos permitir fazer tudo que podemos simplesmente ir em frente. Temos que ser cidadãos responsáveis ​​e temos que ser usuários éticos dessa tecnologia. Agência Brasil: O senhor pode falar um pouco sobre as diretrizes da Unesco voltadas especificamente para gestores de plataformas digitais e que visam combater a desinformação, o discurso de ódio e outros conteúdos online? Jelassi:  Esse é um tópico muito importante hoje porque todos nós, cidadãos do mundo, passamos várias horas por dia em mídias sociais ou plataformas digitais. Estudos mostram que uma porcentagem bastante significativa de pessoas está conectada a mídias sociais e plataformas digitais – do minuto em que acordam pela manhã até a hora de dormir. Elas têm, em média, entre sete e oito horas por dia de conexão com as mídias sociais. Quando estão no trabalho, quando estão em movimento, quando estão almoçando ou jantando, elas ainda estão conectadas. Essa é a realidade de hoje. Mas nem tudo o que vemos online é informação factual, é informação verificada, é dado objetivo. Não podemos confiar em tudo porque há, como você mesma disse, uma quantidade crescente de desinformação e informações falsas. Sabemos que, especialmente pelo meio digital, mentiras são transmitidas muito mais rápido que a verdade. Um estudo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, em Boston, revelou que mentiras viajam 10 vezes mais rápido que a verdade. Mas, uma vez que se espalham como fogo, o dano já está feito. Como podemos desfazê-lo? Não podemos. Mesmo que se tente retificar essa informação, o dano já aconteceu. Então, precisamos prevenir, precisamos combater a desinformação. Ela é muito, muito prejudicial. Temos que garantir que sejam fatos e não informações falsas que são disseminadas online. Permita-me citar Maria Ressa, jornalista filipina que recebeu o Nobel da Paz de 2021. Ela disse: ‘Sem fatos, não há verdade. Sem verdade, não há confiança. E sem confiança, não temos uma realidade compartilhada’. Todos podem ter sua opinião, mas devem ser os fatos o conteúdo a ser compartilhado. É a realidade que deve ser compartilhada. Ninguém pode apresentar seus próprios fatos ou sua própria realidade. Sobretudo quando esses fatos estão errados e podem manipular as pessoas, podem influenciar as pessoas. Sabemos que a informação, a liberdade de expressão e a liberdade de mídia são a pedra angular da sociedade democrática e precisamos preservá-las. Porque, se nossa sociedade for dominada por desinformação, discurso de ódio e coisas do tipo, isso pode ser algo que divide. Pode colocar alguns grupos de pessoas ou algumas comunidades contra outras, ou alguns indivíduos contra outros. E isso é muito prejudicial para nós como sociedade, como comunidade. Agência Brasil: A desinformação pode ser considerada o principal risco global para 2025 e para os próximos anos? O que pode ser fazer a respeito? Jelassi:  Sim, mas não sou eu quem pensa assim. São duas fontes que temos. Uma delas é o Fórum Econômico Mundial de Davos que, em janeiro de 2025, publicou um relatório anual no qual coloca a desinformação como o risco global número um para 2025 e para os próximos dois anos, com base em suas pesquisas e seus estudos. Eles colocam a desinformação como risco global número um, à frente das mudanças climáticas, da crise ambiental, dos fluxos migratórios, da violência e do terrorismo. Já em março de 2025, as Nações Unidas publicaram o Relatório Mundial de Risco Global e colocaram a desinformação como risco global número um com base em dois critérios: o primeiro é a importância e o segundo é a vulnerabilidade dos países. Ou seja, os países não estão preparados o suficiente para combater a desinformação. Eles são vulneráveis ​​ao impacto negativo da desinformação, o que é uma questão muito importante. Portanto, sim, a desinformação é o risco global número um hoje e ao longo dos próximos anos e todos os países do mundo precisam agir para combatê-la. Agência Brasil: O senhor acredita que precisamos unir forças para enfrentar todos esses problemas e tornar o ciberespaço um lugar mais confiável? Jelassi: Absolutamente. Por que precisamos unir forças em nível internacional, em nível global? Porque as plataformas digitais são globais. Elas não reconhecem limites ou fronteiras nacionais. Elas espalham a palavra. Elas são globais por natureza. Se você usa qualquer uma dessas plataformas digitais ou mídias sociais, você as usa no Brasil, você as usa em qualquer país do mundo. Então, se não unirmos forças por meio de ações globais, não poderemos combater efetivamente a desinformação que acontece nas plataformas digitais. Claro, cada país precisa ter uma regulamentação sobre isso. Mas precisamos ter uma abordagem verdadeira porque somente unindo forças internacionalmente é que podemos combater esse risco global. E a tecnologia não conhece barreiras. Agência Brasil: Como buscar um uso responsável e transparente das plataformas, além de uma melhor moderação de conteúdo por parte das empresas de tecnologia? O diretor-geral adjunto de Comunicação e Informação da Unesco, Tawfik Jelassi, durante entrevista para a Agência Brasil. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Jelassi: Boa pergunta. Mais uma vez, não estamos falando de utopia. Quando falamos sobre governança efetiva de plataformas digitais, isso não é uma ilusão. Pode efetivamente ser feito. Vou dar um exemplo de uma plataforma digital que tem mais de 1,5 milhão de usuários ativos e onde não vemos discurso de ódio, não vemos assédio online, não vemos desinformação: LinkedIn. Sou um usuário diário. Talvez passe uma hora a uma hora e meia todos os dias. É uma plataforma, como eu disse, com mais de 1,5 milhão de pessoas, mas que está cumprindo sua missão, está atraindo pessoas – especialmente profissionais. Está funcionando. Não precisamos acreditar que qualquer plataforma, por natureza, tem que ser uma força para o mal ou deve necessariamente espalhar informações falsas. Se elas tiverem os algoritmos adequados, se seguirem os princípios que mencionei antes, se tiverem a curadoria de conteúdo adequada, a moderação de conteúdo adequada, filtrando mensagens de violência, mensagens de ódio, podem funcionar. As empresas de tecnologia não deveriam deixar que esse tipo de coisa fosse disseminado e exibido em todo o mundo através de suas plataformas. Elas gerenciam as plataformas, não os usuários. Claro, há um modelo de negócios por trás disso. O que atrai as pessoas? A desinformação. Porque notícias falsas geram barulho. E as pessoas não sabem que elas são necessariamente falsas. As pessoas dizem: ‘Nossa, deixe-me compartilhar isso com um amigo’. Assim, a desinformação é compartilhada em grande escala. Quanto mais você dissemina esse tipo de informação, mais pessoas clicam nela. Quanto mais cliques, mais empresas anunciam online nessa plataforma. E, com mais publicidade online, mais lucro. Podemos ver como o modelo de negócios, de certa forma, não exatamente favorece a desinformação, mas permite que ela aconteça. Por isso, as empresas de plataformas digitais têm a responsabilidade primária de agir. Agência Brasil: O senhor pode falar um pouco sobre a temática da transformação digital do setor público, que será discutida em junho em uma conferência global organizada pela Unesco? Trata-se de um tema de interesse para todos os Estados-membros? Jelassi: A Unesco está organizando uma conferência global nos dias 4 e 5 de junho de 2025, em sua sede, em Paris, sobre inteligência artificial e transformação digital no setor público. Acreditamos que, para que qualquer país e qualquer governo possam melhorar seus serviços aos cidadãos, eles precisam usar tecnologias digitais, precisam transformar seu relacionamento com os cidadãos e o tipo de serviços e de administração pública que oferece aos cidadãos. Esse é o foco desta conferência. E uma questão específica que abordaremos é a construção e o desenvolvimento de capacidades. A partir dos nossos estudos, percebemos que, em diversos países, muitos servidores públicos não têm a competência ou o conjunto de habilidades necessárias para ter sucesso na transformação digital. Acreditamos que isso esteja no cerne de uma ação governamental. A inteligência artificial é um facilitador importante para serviços digitais inovadores para os cidadãos. É por isso que estamos realizando esta conferência. A Unesco desempenha um papel fundamental não apenas na advocacia, mas também na formulação de políticas, no desenvolvimento e na capacitação. Não basta fazer propaganda. Não basta desenvolver uma política ou estratégia a ser implementada. É preciso ter recursos humanos com competências e habilidades. Agência Brasil

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Marta é apontada como a melhor jogadora de futebol de todos os tempos; veja top-10

20 de maio de 2025, 08:00

Brasileira detém o maior número de prêmios individuais na categoria; americana Mia Hamm ocupa a segunda posição no ranking da IFFHS (Foto: Divulgação)

A atacante brasileira Marta foi eleita, nesta segunda-feira, a melhor jogadora da história do futebol feminino pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS). A entidade divulgou o top-10 da modalidade. Aos 39 anos, Marta segue em atividade no Orlando Pride, dos Estados Unidos. A alagoana é a maior vencedora do prêmio de Melhor Jogadora do Mundo da Fifa, com seis conquistas: 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2018. Com a seleção brasileira, a atacante conquistou três títulos da Copa América Feminina, um vice-campeonato mundial, dois ouros nos Jogos Pan-Americanos e três medalhas olímpicas de prata. Recentemente, Marta voltou a ser convocada por Arthur Elias. Ela está entre as atletas chamadas para os amistosos contra o Japão, que serão disputados nos dias 30 de maio e 2 de junho, em São Paulo. Além de Marta, o IFFHS completa o top-5 com Mia Hamm, dos Estados Unidos; Christine Sinclair, do Canadá; e as americanas Kristine Lilly e Michelle Akers. Na sexta colocação está a chinesa Sun Wen. Homare Sawa, do Japão; Heidi Mohr e Birgit Prinz, da Alemanha, ocupam a oitava e nona colocações, respectivamente. Aitana Bonmatí, da Espanha, eleita a atual melhor do mundo na última temporada, aparece na décima posição. Confira o top-10 da IFFHS: 1º Marta (Brasil)2º Mia Hamm (Estados Unidos)3º Christine Sinclair (Canadá)4º Kristine Lilly (Estados Unidos)5º Michelle Akers (Estados Unidos)6º Sun Wen (China)7º Homare Sawa (Japão)8º Heidi Mohr (Alemanha)9º Birgit Prinz (Alemanha)10º Aitana Bonmatí (Espanha) Estadão Conteúdo

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PT de Jacobina inicia oficialmente campanha para o PED com lançamento de chapa

17 de maio de 2025, 14:06

A atividade aconteceu no Teatro do CEDBC, em Jacobina (Foto: Notícia Limpa)

O Partido dos Tabalhadores de Jacobina(PT), iniciou oficialmente neste sábado (17), a campanha para o Processo de Eleição Direta (PED) para promover a renovação das suas direções municipais, estaduais e a nacional, através do voto direto dos seus filiados e filiadas. O Diretório Municipal do partido (DM) lançou a chapa “Avante Payayá” com candidatura de Ana Paula Almeida, que substituiu Mariana Oliveira na sua saída do partido, à reeleição para presidência do DM. O evento aconteceu no auditório/teatro do Colégio Estadual Deocleciano Barbosa de Castro (CEDBC) e contou com as presenças do deputado federal Jorge Solla e o ex-deputado Amaury Teixeira. Rachado, o PED do DM do PT de Jacobina, contará com duas chapas, sendo a segunda encabeçada por Elicássia Guedes (Reconstrução Popular), apoiada pelo secretário de Relações Institucionais do Governo da Bahia (Serin) e deputado federal licenciado,, Afonso Florece. O Processo Eleitoral acontecerá no dia 6 de julho e escolherá também os presidentes estadual e nacional do partido.

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Bicho maluco beleza

16 de maio de 2025, 10:17

(Foto: Gervásio Lima)

*Por Gervásio Lima - No momento em que o egocentrismo sufoca a complacência, a melhor maneira de praticar a boa convivência é concordar com o discurso e evitar o acirramento, pois como diz o adágio popular, ‘o mal do sabido é pensar que todo mundo é besta’. A prudência é a arte praticada pelos que têm o dom da sabedoria, aqueles que verdadeiramente sabem viver. A harmonia é um comportamento coletivo, um estado de equilíbrio e cooperação entre os indivíduos. Quando as divergências atingem um grau de desrespeito, o sinal de alerta deve ser acionado e medidas devem ser tomadas para evitar uma convulsão social. A arrogância é típica do intolerante, daí a justificativa do afastamento em vez da tentativa de conciliação. Apoiar-se na domesticação do selvagem vai de encontro às regras da natureza cultural e racional. Engana-se quem acredita que aquilo ou aquele desprovido de sensibilidade e sensatez seja capaz de demonstrar ou praticar a compaixão, ser empático. Perda de tempo disputar espaço com o vazio. Recipiente com furos não armazena líquido. O irracional vive quase que exclusivamente em busca de suas presas, pela necessidade de sobrevivência e procriação. Habituá-lo ao convívio social, fora de sua bolha, é quase sempre uma tarefa impossível. Não é necessário ter posicionamentos iguais ou semelhantes. O ideal é a convivência harmônica com as diferentes experiências, opiniões e perspectivas. O importante é ter um olhar mais amplo e humano sobre o mundo e suas pluralidades. “Ô, ô-ô, bicho maluco beleza Ô, ô-ô, bicho maluco beleza Bicho maluco beleza do Largo do Amparo Teu estandarte tão raro, Bajado criou Usando tintas e cores do imaginário Ai, quantas dores causaste ao teu caçador” – Bicho Maluco Beleza – Alceu Valença *Jornalista e Historiador

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CME de Caém participa do XXVII Encontro Estadual dos Conselhos Municipais de Educação

15 de maio de 2025, 13:52

Estavam representando o CME de Caém, a presidente do CME, Ana Lúcia Loula, os conselheiros da rede municipal de ensino, Emerson Cajado, Deralúcia Queiroz e Valdenice Almeida, e a diretora do Colégio Estadual Arnaldo de Oliveira, Adriana Oliveira, que também integra o CME (Foto: Reprodução)

O Conselho Municipal de Educação de Caém (CME) está participando do XXVII Encontro Estadual dos Conselhos Municipais de Educação da Bahia, que acontece até esta sexta-feira (16), em Salvador. O evento, que reúne diversos atores envolvidos com a educação baiana como a Promotoria Estadual de Justiça, o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), a Secretaria de Educação da Bahia, entre outros, tem como foco principal o direito à educação, os planos decenais, as perspectivas para a Educação Infantil e a Educação Básica em Geral, além do debate sobre a educação antirracista e as resoluções estruturantes do Conselho Estadual de Educação. Durante os dias do evento, acontecem atividades formativas, troca de experiências e construção de saberes. Para a presidente do CME de Caém, Ana Lúcia Loula , o encontro fortalece o papel dos Conselhos Municipais de Educação como espaços legítimos de diálogo, participação e controle social das políticas públicas educacionais. “Este momento representa mais do que uma participação institucional, é uma oportunidade de fortalecer o compromisso com uma educação pública de qualidade, democrática, inclusiva e antirracista, reafirmando seu papel como uma instância atuante, propositiva e comprometida com o desenvolvimento educacional do município” disse Ana Lúcia.

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Caixa libera abono salarial (PIS/PASEP) para nascidos em maio e junho

15 de maio de 2025, 08:37

Calendário de pagamento segue mês de nascimento (Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo)

Cerca de 3,8 milhões de trabalhadores com carteira assinada nascidos em maio e junho que ganham até dois salários mínimos podem sacar, a partir desta quinta-feira (15), o valor do abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) em 2025 (ano-base 2023). A quantia está disponível no Portal Gov.br. Ao todo, a Caixa Econômica Federal liberará pouco mais de R$ 4,5 bilhões neste mês. Aprovado no fim do ano passado, o calendário de liberações segue o mês de nascimento do trabalhador. Os pagamentos começaram em 17 de fevereiro e vão até 15 de agosto. O trabalhador pode conferir a situação do benefício no aplicativo Carteira de Trabalho Digital. Neste ano, R$ 30,7 bilhões poderão ser sacados. Segundo o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), o abono salarial de 2025 será pago a 25,8 milhões de trabalhadores em todo o país. Desse total, cerca de 22 milhões que trabalham na iniciativa privada receberão o PIS e 3,8 milhões de servidores públicos, empregados de estatais e militares têm direito ao Pasep. O PIS é pago pela Caixa Econômica Federal; e o Pasep, pelo Banco do Brasil. Como ocorre tradicionalmente, os pagamentos serão divididos em seis lotes, baseados no mês de nascimento. O saque iniciará nas datas de liberação dos lotes e acabarão em 29 de dezembro de 2025. Após esse prazo, será necessário aguardar convocação especial do Ministério do Trabalho. Quem tem direito Tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no PIS/Pasep há, pelo menos, cinco anos, e que tenha trabalhado formalmente por, no mínimo, 30 dias no ano-base considerado para a apuração, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). O valor do abono é proporcional ao período em que o empregado trabalhou com carteira assinada em 2023. Cada mês trabalhado equivale a um benefício de R$ 126,50, com períodos iguais ou superiores a 15 dias contados como mês cheio. Quem trabalhou 12 meses com carteira assinada receberá o salário mínimo cheio, de R$ 1.518. O abono salarial não se confunde com as cotas do antigo Fundo PIS/Pasep, que estão sendo sacadas por meio de outra plataforma, lançada em março deste ano. O antigo fundo abriga cotas de cerca de 10,5 milhões de trabalhadores formais antes da Constituição de 1988. O abono salarial beneficia trabalhadores com carteira assinada após a Constituição de 1988 com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Pagamento Trabalhadores da iniciativa privada com conta corrente ou poupança na Caixa receberão o crédito automaticamente no banco, de acordo com o mês de seu nascimento. Os demais beneficiários receberão os valores por meio da poupança social digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. Caso não seja possível a abertura da conta digital, o saque poderá ser realizado com o Cartão do Cidadão e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas, Caixa Aqui ou agências, também de acordo com o calendário de pagamento escalonado por mês de nascimento. O pagamento do abono do Pasep ocorre via crédito em conta para quem é correntista ou tem poupança no Banco do Brasil. O trabalhador que não é correntista do BB pode efetuar a transferência via TED para conta de sua titularidade via terminais de autoatendimento e portal ou no guichê de caixa das agências, mediante apresentação de documento oficial de identidade. Quem não é correntista da Caixa ou do Banco do Brasil e tem direito ao benefício também pode sacar o valor por meio do Portal Gov.br, no serviço "Receber o abono salarial", mas é necessário ter conta prata ou ouro. Até 2020, o abono salarial do ano anterior era pago de julho do ano corrente a junho do ano seguinte. No início de 2021, o Codefat atendeu a recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU) e passou a depositar o dinheiro somente dois anos após o trabalho com carteira assinada. Agência Brasil

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Diretor da Policlínica de Jacobina pede aposentadoria e recebe homenagens da instituição

15 de maio de 2025, 07:58

O presidente do Consan, prefeito de Caém, Arnaldinho Oliveira, entregou uma placa comemorativa para Jonas Flores (Foto: Reprodução)

Momento de expressar gratidão e reconhecimento, assim foi o ato de despedida do agora ex-diretor geral da Policlínica Regional de Jacobina, Jonas Flores. Durante um coffee break na tarde desta quarta-feira (14), funcionários das mais diversas áreas da instituição de saúde expressaram suas admirações pelo profissional e agradeceram pela companhia no ambiente de trabalho. Após três anos e meio como diretor da Policlínica, Jonas pediu aposentadoria. Em mensagem enviada para Jonas, o Consórcio Interfederativo de Saúde do Piemonte da Diamantina (Consan), responsável pela gestão da Policlínica, que esteve representado pelo seu presidente, o prefeito de Caém Arnaldinho Oliveira, diz reconhecer, ‘agradecendo profundamente’, sua contribuição para o sucesso da gestão da instituição, evidenciada não apenas nos indicadores de avaliação, mas principalmente na satisfação e no bem-estar dos usuários. Muito obrigado por tudo. “É com imensa gratidão que nos despedimos de Jonas Flores do vínculo profissional, pois temos certeza de que ele construiu laços que transcenderam o ambiente de trabalho, criando relações de amizade verdadeiras. Desejamos-lhe todo o sucesso em sua próxima jornada e agradecemos pela oportunidade de ter trabalhado ao seu lado”, diz um dos trechos da mensagem do Consan. Com uma parábola, os funcionários da Policlínica também se despediram do diretor ressaltando a sua dedicação e profissionalismo. “Seu papel foi como o do cultivador: firme nas decisões, sensível nos detalhes e constante na presença. Graças à sua liderança, foi possível fortalecer um ambiente de trabalho mais humano, organizado e comprometido com a excelência no cuidado à saúde. Agradecemos por sua dedicação incansável, pelo respeito com que conduziu cada etapa, e pelo legado que deixa entre nós”, agradecem os colegas. Novo diretor da Policlínica de Jacobina, Anderson de Jesus Brito, o homenageadoJonas Flores e o prefeito Arnaldinho Oliveira

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Jogos Escolares da Bahia 2025: Troféus e medalhas já chegaram no NTE 16, em Jacobina

14 de maio de 2025, 11:05

Taríja Alcântara é a articuladora territorial do JEB 2025 (Foto: Ascom/NTE)

A preparação para os Jogos Escolares da Bahia (JEB 2025), no Núcleo Territorial de Educação do Piemonte da Diamantina (NTE 16), segue em ritmo acelerado e com um alto nível de organização. Cada detalhe vem sendo cuidadosamente planejado para garantir que um dos principais e maiores eventos esportivos do Estado seja um sucesso. Um dos momentos mais simbólicos dessa fase de preparação, a chegada das medalhas e troféus, é uma dose de entusiasmo para a equipe organizadora. À frente da articulação do evento, a professora Tarija Alcântara ressalta que a conclusão desta etapa, que antecede aos jogos, representa mais uma demonstração e dedicação do NTE 16 com o evento. “Este é mais um resultado de todo um trabalho coletivo que vem sendo desenvolvido com muito carinho e dedicação pelo NTE 16. Estamos prontos para fazer desses jogos uma celebração do esporte e da educação”, afirmou Tarija, completando que a equipe do NTE 16 tem se destacado, além da organização e planejamento, também em trabalhar o envolvimento das unidades escolares, com as participações dos gestores, professores e toda a comunidade escolar. “A logística está estruturada, as modalidades definidas e os espaços esportivos preparados para receber os atletas com toda a segurança e suporte necessário”, concluiu.

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Aposta da cidade de Saúde leva mais de R$ 26 mil ao acertar cinco números da Mega-Sena

14 de maio de 2025, 09:38

A Lotérica 'pé quente' foi a Loterias Vida Nova (Foto: Reprodução)

Um morador da cidade de Saúde foi um dos 139 apostadores que chegaram bem perto de ganhar o prêmio de quase 52 milhões de reais da Mega-Sena, concurso 2862, sorteado nesta terça-feira (13). O sortudo saudense acertou cinco números das seis dezenas sorteadas (02 - 04 - 14 - 18 - 22 – 44), com uma aposta simples, e irá receber R$ 26.070,20 (vinte e seis mil, setenta reais e vinte centavos). O anúncio do “quase milionário” é um dos principais assuntos da cidade que agora tem a mais nova lotérica ‘pé quente’ da região. A aposta foi feita na casa lotérica ‘Loterias Vida Nova’, localizada no centro da cidade. O próximo sorteio da Mega-Sena acontece nesta quinta-feira (15) e o prêmio acumulado está estimado em R$ 60 milhões.

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CIRCUITO SEBRAE DE COMUNICADORES: Jacobina recebe o jornalista Vanderson Nascimento (FOTOS)

14 de maio de 2025, 07:42

O evento que aconteceu na sede do Sebrae, em Jacobina, reuniu profissionais de imprensa de toda a região (Foto: Gervásio Lima)

Aconteceu na noite desta terça-feira (13), em Jacobina, o Circuito Sebrae de Comunicadores 2025. O evento promovido pela gerência regional da entidade, Unidade de Comunicação e Marketing (UMC), reuniu profissionais de comunicação de toda a região e teve como convidado o jornalista Vanderson Nascimento, apresentador do Jornal do Meio Dia da TV Bahia, que apresentou palestra com o tema ‘Comunicação com Propósito’. Durante o encontro os comunicadores e comunicadores tiveram a oportunidade de trocar experiências e ampliar conhecimentos a partir da experiência de um dos profissionais que mais se destacam atualmente na Bahia. Vanderson Nascimento chegou em Jacobina pouco mais de quarenta e oito horas depois de ter encerrado a sua cobertura jornalística no conclave que escolheu o Papa João XIV, no Vaticano, em Roma. Para Geronilson Pereira, gerente do Sebrae de Jacobina, a iniciativa atende ao propósito do Sebrae Bahia que busca, por meio de ações dessa natureza, valorizar o trabalho de todos aqueles que levam a boa informação para o público. Segundo ele, o evento foi um encontro imperdível para quem vive de comunicar, um evento especial que conecta, inspira e movimenta a rede de comunicadores e formadores de opinião. “Foi um bate-papo descontraído e cheio de conteúdo com o jornalista Vanderson Nascimento que compartilhou sua experiência, vivências e os bastidores da comunicação”, salientou.

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Sistemas Agrícolas Resilientes instalados no Semiárido Baiano irão garantir a perpetuação de sementes livres de transgenia

13 de maio de 2025, 16:10

Comunidades rurais de Caém e Caldeirão Grande contam com espaços exclusivos para multiplicação e resgate de espécies vegetais nativas e adaptadas ao clima Semiárido: os chamados Sistemas Agrícolas Resilientes (Foto: Ascom/CAR)

O Governo do Estado instalou 11 Sistemas Agrícolas Resilientes (SAR) em comunidades dos territórios Piemonte da Diamantina, Piemonte Norte do Itapicuru e Sertão do São Francisco, espaços destinados ao resgate, multiplicação e conservação de sementes com risco elevado de desaparecimento. O Sistema foi viabilizado por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), por meio do projeto Pró-Semiárido, em parceria com a assessoria técnica do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA) e o Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais (Sasop), a partir do projeto Sementes Crioulas. A implantação do SAR tem função estratégica no trabalho que o Governo da Bahia tem desenvolvido para a preservação da Caatinga, ampliação e resiliência dos agroecossistemas e, principalmente, na produção de alimentos saudáveis e de forragem para a criação animal. Os 11 Sistemas implantados somam uma área de seis hectares, onde foram plantadas 95.405 sementes e mudas no primeiro ciclo de produção avaliado. O cultivo das sementes nesses espaços é realizado de forma coletiva e tem diversos usos pelas famílias agricultoras, como o consumo, a troca, a doação e o comércio. “O Sistema Agrícola Resiliente foi, para nós, bastante gratificante e com grandes aprendizados. Ele serve como banco de sementes, por que é importante para nós agricultores sabermos onde tem a semente atraído e adaptado para a nossa região. Esse projeto chegou para inovar na nossa comunidade”, comemora o agricultor e guardião de sementes, Erivaldo Lima, da Fazenda Micaela, município do Caém. Casa de Sementes - As sementes cultivadas nos Sistemas Resilientes são armazenadas em 16 Casas de Sementes Crioulas, um exemplo da estrutura implantada na Fazenda Micaela, que contém todos os equipamentos necessários para organização e conservação das espécies. “A Casa de Sementes é importante, pois temos um lugar para guardar, trocar e comercializar essas sementes. Tem agricultores que não tinham o costume de guardar as sementes, sendo esses os mais jovens. É um local onde a comunidade também realizou encontros e reuniões dos mantenedores”, explica o agricultor Edmilson Anunciação, um dos mantenedores do SAR/Micaela, referência pela manutenção dos Sistemas na comunidade. Segundo o engenheiro agrônomo e técnico da CAR/Pró-Semiárido, João Nunes, a Casa de Sementes é uma 'guardiã mãe', pois abriga todo o material genético e faz a conexão com os sistemas das comunidades vizinhas. “A Casa de Sementes é um laboratório vivo, um espaço político social de troca de conhecimentos, sobretudo a respeito de práticas agroecológicas produtivas e tradicionais”. Ascom/CAR

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INSS: saiba como consultar notificação sobre descontos ilegais

13 de maio de 2025, 15:46

Mensagem será enviada pelo aplicativo Meu INSS (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começou a enviar nesta terça-feira (13) notificações para aposentados e pensionistas que tiveram descontos em seus benefícios por meio de associações. A mensagem será enviada pelo aplicativo Meu INSS. Para acessar a notificação, é preciso baixar, de forma gratuita, o aplicativo, disponível para os sistemas IOS e Android. O download pode ser feito pela App Store, no caso de celulares do modelo IPhone, ou na Google Play Store, para os demais aparelhos.  Após baixar o Meu INSS, será necessário criar uma conta com login e senha, informando o número do CPF. A senha criada serve também para acessar outros serviços públicos, já que todos os portais foram unificados no sistema Gov.br. Também é possível criar uma conta no Meu INSS por meio de internet banking de bancos credenciados. Neste caso, basta acessar a opção "Entrar com seu banco", disponível na página inicial do aplicativo.  Com a conta já aberta, é preciso clicar no sininho que aparece no topo, do lado direito; em seguida, em “Configurar Notificações”; e, por fim, selecionar a opção “Permitir notificações”. Mensagens Há duas opções de mensagens disponíveis.  Uma para quem teve algum tipo de desconto, que está sendo enviada a partir de hoje.  “Aviso importante para você: foi identificado desconto de entidade associativa no seu benefício. A partir de amanhã (14), você poderá informar se autorizou ou não através do Meu INSS ou ligue 135.” E outra para quem não teve nenhum desconto, enviada na semana passada.  “Fique tranquilo, nenhum desconto foi feito em seu benefício. O governo federal descobriu a fraude dos descontos associativos não autorizados e seguirá trabalhando para proteger você e seu benefício.” Reembolso De acordo com o INSS, a partir desta quarta-feira (14), será possível saber o nome da entidade à qual o aposentado ou pensionista que teve desconto está vinculado, por meio do serviço “Consultar Descontos de Entidades Associativas”, disponível no aplicativo.  Nesse momento, o beneficiário deverá informar se autorizou ou não os descontos registrados. Caso não tenha autorizado, ele poderá solicitar a devolução dos valores pelo próprio aplicativo, pelo site do Meu INSS ou pelo telefone 135.  “Em breve, será informado o passo a passo para auxiliar a solicitar o benefício pelo Meu INSS e telefone 135”, informou o INSS em comunicado.  Golpes  O instituto reforça que é preciso ter cuidado com golpes. O contato com beneficiários será feito exclusivamente via notificação por meio do aplicativo Meu INSS. Não haverá contato, portanto, via ligação ou envio de mensagem SMS.  Aposentados e pensionistas com dúvidas ou com dificuldade de acessar o aplicativo podem ligar na central de teleatendimento 135, que funciona de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h. Para um atendimento mais rápido, os melhores horários para ligar são após as 16h e aos sábados. “Para saber informações com segurança, basta acessar os canais oficiais do INSS, como o gov.br/inss e redes sociais oficiais”, recomenda o instituto no comunicado. Agência Brasil

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