Notícias

Justiça dos EUA nega liberdade a condenado à prisão perpétua que alegou ter concluído pena após ‘morrer’ e ser ressuscitado

09 de novembro de 2019, 09:19

Foto: Iowa Department of Corrections

A Justiça dos Estados Unidos negou liberdade a um assassino condenado à prisão perpétua que alegou ter concluído sua pena depois de “morrer” temporariamente.

Benjamin Schreiber, de 66 anos, foi condenado a passar a vida atrás das grades, sem possibilidade de liberdade condicional, no Estado americano de Iowa por espancar um homem até a morte em 1996.

No pedido de soltura que fez à Justiça, ele alegou que sua pena terminou quando seu coração parou de bater quatro anos atrás, ainda que ele tenha sido ressuscitado.

Mas o tribunal entendeu que a argumentação de Schreiber não era “convincente”.

Segundo a corte, era “improvável” que o homem estivesse morto, uma vez que ele próprio assinou os documentos legais para dar entrada em sua requisição de liberdade.

Em 2015, Schreiber desenvolveu bacteremia (presença de bactérias no sangue) por causa de pedras nos rins. Ele sofreu uma parada cardíaca e teve que ser ressuscitado por médicos no hospital, mas se recuperou totalmente e voltou à prisão.

Ele deu entrada no pedido de liberdade no ano passado.

Nele, Schreiber disse que foi ressuscitado contra sua vontade e que sua “morte” temporária significou que sua pena de prisão perpétua foi tecnicamente completada.

A Justiça não deu ganho de causa a Schreiber. Seu advogado disse que iria recorrer.

Na quarta-feira, dia 6 de novembro, o tribunal de apelações confirmou a decisão da instância inferior. A corte acrescentou que a pena não terminaria até que um perito médico declarasse formalmente o óbito.

Leia mais...

Governo estuda extinguir seguro obrigatório DPVAT em 2020

09 de novembro de 2019, 08:18

Foto: Reprodução

O governo federal estuda a extinção do seguro obrigatório DPVAT, que indeniza vítimas de acidentes de trânsito, o que poderia valer já para o próximo ano, segundo duas fontes da equipe econômica ouvidas pela agência de notícias Reuters.

A Susep (Superintendência de Seguros Privados), inclusive, já enviou uma proposta para o Ministério da Economia sobre o assunto. Segundo a Reuters apurou, o tema poderá ser tratado via medida provisória (MP). Pela proposta, o DPVAT seria extinto a partir de 1º de janeiro de 2020.

Em entrevista à Reuters nesta sexta-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou a investida, frisando que a ideia é abolir o DPVAT já no ano que vem.

Ele lembrou que o compromisso do governo Jair Bolsonaro é “tirar do cangote” das pessoas e empresas o peso de alguns encargos.

“É algo que o consumidor talvez aprove e tem que ver como vai ficar a indústria que vive disso”, disse.Para cobrir as indenizações do seguro até 2026 por acidentes ocorridos até o fim deste ano, a seguradora Líder, responsável pelo pagamento do DPVAT, repassaria ao Tesouro R$ 1,25 bilhão em cada um dos próximos três anos, conforme proposta atualmente em estudo. Isso aconteceria por intermédio da Susep.

Hoje, o valor anual recolhido a título de DPVAT dos donos de veículos é de cerca de R$ 2,3 bilhões. Por lei, 45% desse montante deve ser repassado ao SUS (Sistema Único de Saúde), com os 5% sendo direcionados ao Denatran.

De acordo com números internos, a avaliação é que, já estimadas as obrigações de repasse e as indenizações a vítimas de acidentes até o fim de 2019, ainda restariam em torno de R$ 4,8 bilhões livres para a seguradora Líder.

A Líder é um consórcio de 73 seguradoras que administra o DPVAT. Entre suas participantes, estão empresas como AIG Seguros, Caixa Seguradora, Bradesco Seguros, Itaú Seguros, Mapfre, Porto Seguro, Omint, Tokio Marine e Zurich Santander.

Mais cedo neste ano, a superintendente da Susep, Solange Paiva, já havia dito publicamente que o modelo do DPVAT estava sob revisão, também criticando sua estrutura de monopólio.

Procurada nesta sexta-feira, a Susep informou à Reuters que não comentaria o assunto.

Leia mais...

Proteção de dados deve ser regulada globalmente, diz historiador

08 de novembro de 2019, 16:03

Foto: Reprodução

O mundo vive uma revolução impulsionada pela inteligência artificial e os governos devem adotar medidas para proteger os cidadãos dos riscos e das possíveis consequências negativas da adoção dessa tecnologia. Esse foi o alerta do historiador Yuval Noah Harari na conferência de encerramento da 5ª Semana de Inovação, evento promovido pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap) nesta semana em Brasília.

Harari é professor da Universidade Hebraica de Jerusalém e autor de best-sellers mundiais como “Sapiens: uma breve história da humanidade” e “Homo Deus: uma breve história do amanhã”. O historiador e filósofo discute os cenários do futuro possível da humanidade e os riscos associados ao desenvolvimento de novas formas de organização social, especialmente aqueles relacionados a novas tecnologias como a inteligência artificial (IA).

Segundo o acadêmico, as autoridades públicas precisam empreender esforços para proteger os cidadãos em um conjunto de desafios. O primeiro deles diz respeito ao futuro do trabalho. A IA e a automação devem reconfigurar profundamente os mercados, com potencial para fazer desaparecer boa parte dos empregos atuais e criar novos ofícios. Contudo, não está claro se haverá uma substituição em número suficiente para evitar uma crise de desemprego.

Harari acredita que o problema vá além. Até 2050, pode haver inclusive surgimento e desaparecimento de atividades laborais em curtos prazos. Isso demandará uma capacidade de requalificação dos trabalhadores, de modo a trocar de atividade mais de uma vez ao longo de sua vida. Esta seria uma tarefa chave dos governos. Enquanto no século XX as políticas públicas de educação foram moldadas para os jovens, no século XXI elas deverão contemplar também os adultos.

“Não estamos perto do potencial pleno da IA, mas no começo. Será uma cascata de inovações. Vamos ter ondas de automação em 2035, 2045. Pessoas vão ter que se reinventar repetidamente em suas vidas e os governos vão ter que participar e ajudar as pessoas a gerir suas vidas nos períodos de transição, por meio do pagamento do retreinamento”, projeta.

O professor israelense citou o caso do setor de transportes como exemplo dos riscos de devastação de empregos e concentração de poder econômico. Com a ascensão de plataformas como Uber e com a implantação de carros autônomos, o que hoje é uma miríade de pequenos serviços de transporte privado pode se concentrar em poucas corporações.

O historiador vê a possibilidade da IA potencializar não apenas desigualdades entre classes, mas entre países. Ele lembrou que a corrida pelo desenvolvimento desta tecnologia tem hoje Estados Unidos e China bem avançados e outros países com muito menos capacidade de produção. Este cenário seria equiparado à Revolução Industrial no século XIX, quando o Reino Unido estabeleceu uma vantagem competitiva sobre o restante do mundo.

Quem mais pode sofrer com essa diferença, acrescentou, são os países em desenvolvimento. Enquanto no século XX essas nações puderam gerar riqueza ao oferecer força-de-trabalho mais barata, em um cenário de intensa automação as regiões periféricas podem sofrer o que o autor chama de uma nova forma de colonização.

“Os dados agora são a matéria-prima. O impacto da IA no mercado será diferente em países distintos. O resultado pode ser que a maioria dos países podem ser colonizados no âmbito do uso de dados pelos líderes da revolução de IA. A automação pode levar a uma nova forma de imperialismo. Vai haver mais trabalhos para engenheiros de software na Califórnia, mas menos para caminhoneiros em Honduras”, comentou.

Um segundo grupo de perigos diz respeito aos processos políticos. Harari estimou que a combinação de bioengenharia, poder computacional e coleta e tratamento de dados permitiriam uma prática que o historiador caracterizou como “hackear os seres humanos”. Ao possuírem informações biométricas e comportamentais das pessoas, governos e corporações controladores destes dados e de capacidade tecnológica conseguiriam saber mais sobre os indivíduos do que eles mesmos, o que poderia ser empregado para manipulação de sentimentos e atitudes e tomada de decisões.

“Um algoritmo pode dizer a orientação sexual de um adolescente somente rastreando movimentos do olho. Talvez até eu não saiba que sou gay, mas a Coca Cola saiba. Na próxima vez que mostrar uma publicidade, vai mostrar com homem e não com mulher, me fazendo escolher este produto. E essa informação vai valer bilhões. Mas vai ter outras consequências, também. Em alguns países há penas de morte por homossexualidade”, exemplificou.

O professor ponderou que os governos terão de resistir à tentação de montar máquinas de vigilância, pois o uso delas “pode gerar os regimes mais totalitários já vistos”. Mais do que apenas não atuar desta maneira, os governos devem proteger seus cidadãos das corporações que operam coletando dados e influenciando condutas dos indivíduos. Para isso, sugeriu, é necessário regular a propriedade dos dados.

“Agora a política é crescentemente controlar os fluxos de dados. Se muitos dados são controlados por uma pequena elite, veremos uma ditadura digital. É papel dos governos regular a propriedade dos dados. Não podemos deixar para as corporações. Elas não representam ninguém, e nenhum cidadão votou nelas”, argumentou. Mas tal regulação, complementou, não pode ser apenas de um Estado individualmente, mas deve ser organizada como “um acordo global sobre vigilância e propriedade de dados”.

Harari incluiu entre as tarefas do poder público uma última classe de riscos, relacionados ao que denominou “ameaças existenciais”. Ele citou como exemplo destas a fabricação e o emprego de armas automáticas, também chamadas popularmente de “robôs assassinos”. Assim como no item anterior, a proteção contra essas tecnologias perigosas não será eficaz em apenas um país, mas como um esforço global.

“Os robôs matadores são a tecnologia mais perigosa. Países podem dizer que não querem desenvolver, mas o fazem por não poder confiar nos rivais. Se permitirmos uma corrida assim, não importa quem ganha, perde a humanidade. Prevenir a corrida não é criar muros, mas construir confiança entre países”, recomendou.

Outra ameaça existencial apontada pelo historiador é a própria mudança na ideia de evolução e seleção natural. Com o uso de bioengenharia e novas tecnologias como inteligência artificial, ele projetou possibilidades como a desconexão da consciência dos corpos por meio de suportes inorgânicos ou até mesmo da criação de entes inteligentes sem consciência.

“Seleção natural vai ser substituída por design inteligente. Vai ser a nova forma da evolução. Vai acender o reino do inorgânico. É possível que o planeta Terra seja dominado por entidades diferentes de nós, de como éramos dos chimpanzés. Em 200 anos, a Terra pode ser dominada por entidades superinteligentes sem consciência”, anteviu.

Diante de cenários tão preocupantes, Harari terminou sua conferência lembrando que tais caminhos são possibilidades, não profecias. O emprego e a regulação das tecnologias dependeria de escolhas humanas. E, neste sentido, os governos teriam o papel chave, uma vez que são os entes democraticamente eleitos para conduzir os rumos da coletividade.

“A revolução IA coloca desafios sem precedentes. Se alguém tem medo de algum deles, ainda pode fazer alguma coisa em relação a isso. A coisa mais importante sobre tecnologia é entender que ela não é determinista. Podemos usar as soluções técnicas para criar diferentes formas de sociedades”, concluiu o professor.

Com informações da Agência Brasil

Leia mais...

Presidente do Santos é suspenso após apontar Fla favorecido pelo VAR

08 de novembro de 2019, 15:55

Foto: Ivan Storti/Santos FC

O presidente do Santos, José Carlos Peres, foi suspenso por 15 dias, nesta sexta-feira, em julgamento realizado pela 5ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por declarações consideradas desrespeitosas contra a arbitragem e ao uso do VAR no Campeonato Brasileiro.

Satisfeito com a pena aplicada, já que foi enquadrado em um artigo que prevê um possível gancho de até 180 dias, Peres pediu para o seu advogado, Marcelo Mendes, não recorrer, pois trata-se de uma pena mínima, assim como ocorreu com o presidente palmeirense Maurício Galiotte, punido pelo mesmo motivo.

Nesta sexta-feira, durante o julgamento, Peres afirmou estar arrependido e que sua declaração foi tirada de contexto. “Me arrependi de ter falado, deveria ter calado a boca. Pedi desculpa para eles (do Flamengo). Eu ficaria aborrecido se falassem isso. Não foi minha intenção. Falando de coração: não foi minha intenção”, disse o dirigente

Ao defender o seu cliente no julgamento, Marcelo Mendes argumentou que as declarações de Peres foram dadas em um programa humorístico (da Rádio Energia FM), ao contrário de outras ditas em entrevistas coletivas.

Em 11 de outubro, em entrevista à Rádio Energia 97, Peres declarou que a arbitragem estava favorecendo o Flamengo no Brasileirão. “Se depender do VAR, o Flamengo é campeão”, disse. “Não falei que o Flamengo é culpado. Queria estar no lugar do Flamengo. É questão dos juízes… VAR veio para ajudar, mas é a mesma coisa de dar uma Porsche para quem não sabe dirigir. Vão falar que errada é a Porsche.”

Quando apresentou denúncia contra Peres, a Procuradoria do STJD destacou que ele “extrapolou os limites da indignação e desrespeitou a arbitragem”. “De acordo com a Procuradoria, a atitude imprópria do denunciado ao realizar uma reclamação pela via inadequada, causa extremo abalo na estabilidade da competição”, justificou o órgão, revelando também que “inicialmente houve a tentativa de retratação do presidente do Santos em procedimento preliminar proposto pela Procuradoria da Justiça Desportiva, porém sem sucesso houve a denúncia”.

Antes de ser punido com a pena mínima, o dirigente foi indiciado no artigo 258, em seu segundo incisivo, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que fala sobre “assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou a ética desportiva não tipificada pelas demais regras deste Código” e “desrespeitar os membros da equipe de arbitragem, ou reclamar desrespeitosamente contra suas decisões”.

Leia mais...

Óleo no Nordeste: chega a 409 número de localidades afetadas

08 de novembro de 2019, 15:48

Foto: Adema/Divulgação

Ao todo, ao menos 104 municípios de todos os nove Estados do Nordeste foram afetados por fragmentos ou manchas de petróleo cru desde 30 de agosto

 

O número de localidades do Nordeste atingidas por óleo chegou a 409, segundo balanço divulgado na quinta-feira, 7, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ao todo, ao menos 104 municípios de todos os nove Estados do Nordeste foram afetados por fragmentos ou manchas de petróleo cru desde 30 de agosto.

Segundo o Ministério da Saúde, o Nordeste tem 153 municípios litorâneos, o que significa que o óleo chegou a ao menos 67,9% das cidades da costa da região.

O balanço do Ibama indica, também, que apenas 166 das 409 localidades atingidas estão “limpas”, isto é, sem vestígios ou manchas. Dentre as que ainda têm óleo, estão a Praia do Japaratinga e a Foz do Rio Manguba, em Alagoas, e a Ilha de Comandatuba e a Costa do Sauípe, na Bahia.

Por Estado, as 243 localidades ainda oleadas se distribuem da seguinte forma: Bahia (100), Alagoas (45), Sergipe (34), Pernambuco (26), Rio Grande do Norte (21), Ceará (11), Maranhão (3), Paraíba (2) e Piauí (1).

Em relação à fauna, ao menos 128 animais oleados foram identificados pelo Ibama. Os dados se referem especialmente a tartarugas marinhas (89) e aves (25). Nas redes sociais, a Fundação Mamíferos Aquáticos chegou a compartilhar imagens da recuperação de uma ave oleada encontrada em Maragogi (AL).

Na Praia do Janga, em Paulista (PE), o Estado chegou a encontrar algumas dezenas de peixes mortos junto a uma grande mancha em outubro. Além disso, o material já foi encontrado em regiões de corais.

Pesquisadores apontam que o petróleo também foi encontrado no organismo de animais diversas, como mariscos e peixes. Eles também ressaltam que o impacto ambiental do óleo pode persistir por décadas.

A primeira mancha de óleo foi oficialmente identificada em 30 de agosto, no município de Conde, na Paraíba. Quatro dias depois, o material foi encontrado no segundo Estado, Pernambuco, na Ilha de Itamaracá. Em 1º de novembro, a Bahia foi o nono e último Estado do Nordeste a receber óleo, com a primeira mancha identificada na Mata de São João.

Ao todo, foram atingidos mais de 2,2 mil quilômetros da costa, dos quais foram retiradas mais de 4,3 mil toneladas de petróleo.

Leia mais...

Drone gigante promete até 40 km de transporte com 200 kg de carga

08 de novembro de 2019, 15:36

Foto: Divulgação

A Volocopter, empresa pioneira em mobilidade aérea urbana, apresentou seu mais novo produto para o mercado de drones: o VoloDrone. Desenvolvido por especialistas do aeródromo especial de Oberpfaffenhofen, na Alemanha, o drone é capaz de transportar cargas de até 200 quilos por uma distância máxima de 40 quilômetros, e seu rotor possui diâmetro e altura de 9,2 e 2,3 metros, respectivamente.

A Volocopter disse que o VoloDrone foi criado para atender a vários segmentos da indústria, em aplicações gerais e específicas. Por isso, sua criação teve o envolvimento direto de parceiros comerciais, a fim de coletar o máximo de sugestões de utilizações possíveis. Veja o vídeo de apresentação do VoloDrone:

No vídeo, ficam explicitas algumas possibilidades de uso do equipamento, que, devido à padronização do sistema de fixação de trilhos utilizado na indústria aeroespacial e logística, pode alojar diversos tipos de cargas em seu trem de pouso.

O drone poderá ser usado na agricultura (no tratamento de plantações), em canteiros de obras (para erguer peças volumosas) e nos segmentos de logística, infraestrutura e serviços públicos, para transportar cargas pesadas para lugares remotos, como caixas, líquidos, equipamentos, máquinas e suprimentos.

Para a Volocopter, o VoloDrone é o resultado de anos de experiência e competência tecnológica acumulados pela companhia. O drone, cujo funcionamento é totalmente elétrico, possui 18 hélices e baterias de íon-lítio substituíveis. (TecMundo)

Leia mais...

Defesa de Lula entra com pedido de liberdade após decisão do STF, diz Gleisi

08 de novembro de 2019, 11:30

Foto: Foto: Heinrich Aikawa/Instituto Lula

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ingressou com pedido de liberdade imediata do petista nesta sexta-feira, anunciou a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), após o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubar na véspera a prisão depois de condenação em segunda instância.

“A defesa já pediu a soltura imediata de Lula e estamos entrando para conversar com ele. Esperamos que ainda hoje Lula esteja na vigília #LulaLivre, abraçando e agradecendo todos que durante estes 580 dias ficaram ao seu lado, no maior exemplo de solidariedade e resistência”, disse a deputada em publicação no Twitter. O ex-presidente está preso em Curitiba desde abril no ano passado em decorrência de condenação no âmbito da operação Lava Jato.

A defesa de Lula já havia anunciado na noite de quinta-feira que levaria ao juízo de execução um pedido pela soltura imediata com base no resultado do julgamento do STF.

A defesa do petista disse ainda que vai reiterar o pedido para que o Supremo analise um habeas corpus que busca a nulidade do processo do tríplex em Guarujá (SP), pelo qual Lula está preso, “em virtude da suspeição do ex-juiz Sergio Moro e dos procuradores da Lava Jato, dentre inúmeras outras ilegalidades”.

O plenário do STF derrubou na noite de quinta-feira a possibilidade de iniciar a execução da pena de prisão após condenação em segunda instância, na maior derrota que a corte impôs à operação Lava Jato nos seus cinco anos.

(Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro – Reuters)

Leia mais...

Câmara aprova veto a copo de plástico em bar em SP

08 de novembro de 2019, 09:19

Foto: Reprodução

Os vereadores de São Paulo aprovaram projeto de lei, em votação final, que proíbe bares, hotéis, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais de distribuírem utensílios de plástico de uso único. Assim, talheres, copos e pratos de plástico descartáveis não poderão ser mais usados e devem ser trocados por utensílios de material biodegradável ou reciclável. O texto vai para sanção do prefeito Bruno Covas (PSDB).

 

O projeto havia sido aprovado em primeiro turno em abril e na segunda votação teve uma alteração: antes prevista para valer imediatamente, a regra agora só renderá punição ao comércio em janeiro de 2021.

A alteração foi sugestão do próprio autor do projeto, vereador Xexéu Trípoli (PV), que já havia sido responsável pela lei que proíbe canudos plásticos. O entendimento foi o de que era preciso mais prazo para o mercado se adaptar às regras.

A lei prevê advertência para o estabelecimento que manter o fornecimento dos utensílios de plástico. No segundo flagrante, a multa prevista é de R$ 1 mil. O valor dobra na segunda autuação e vai progredindo até a sexta autuação, quando o estabelecimento pode sofrer fechamento administrativo.

As formas de fiscalização serão definidas pela Prefeitura, caso a lei seja sancionada, por meio de decreto municipal. Covas já havia sinalizado apoio à medida. Por intermédio de Trípoli, o prefeito assinou um compromisso internacional de banir esses materiais da cidade.

Em junho, a Prefeitura determinou a proibição de canudos plásticos em estabelecimentos comerciais. Medida semelhante foi tomada um ano antes pela prefeitura do Rio, primeira capital do País a adotar a restrição.

Procurada ontem, a Prefeitura de São Paulo não informou se vai ou não sancionar a lei.

Presidente da seção paulista da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Percival Maricato elogia a proposta. “Trata-se de um esforço válido pelo meio ambiente. O impacto econômico será muito baixo. Não será significativo. Além disso, a lei prevê um prazo razoável de adaptação, até 2021. Vai permitir que bares e restaurantes terminem com seus estoques e façam as adequações necessárias”, afirma.

Na cidade. Mesmo sem a proibição, alguns estabelecimentos da cidade já aboliram o plástico. É o caso do Teva, restaurante vegano carioca que está em São Paulo há aproximadamente 6 meses. Desde sua inauguração, é um restaurante livre de plásticos. O estabelecimento não usa canudos de plástico nem garrafas de água (tanto a natural quanto a com gás saem filtradas da torneira). Pela mesma razão, não oferece cerveja, apenas chope. Na cozinha, o plástico também não é utilizado para separar alimentos. “Sem dúvida, há um aumento de custos e, por isso, não julgo outros restaurantes. Mas a gente precisa pensar no futuro, no meio ambiente e não só no business. Nossa postura gera uma admiração pela marca, um valor não tangível”, disse o proprietário e chefe do Teva, Daniel Birion.

Magno Botelho, biólogo e especialista em meio ambiente da Universidade Presbiteriana Mackenzie, faz ressalvas sobre os efeitos práticos da medida. “Sou ambientalista e a favor da redução do consumo de plástico, mas não podemos ter comportamento de manada. É preciso refletir sobre o tema. Neste caso, a proibição não é relevante para o meio ambiente. O problema do plástico é o seu descarte. A maioria dos restaurante já faz o descarte em aterros ou recicla o material”, argumenta.

“Substituir o plástico por outro material vai gerar mais gastos com água e detergente para limpeza – e, consequentemente, causar impacto ao meio ambiente”, diz Botelho.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Leia mais...

Diagnosticado na Espanha caso de dengue transmitido por via sexual

08 de novembro de 2019, 07:33

Foto: Reprodução

Foi diagnosticado num hospital espanhol um dos primeiros casos no mundo de dengue transmitido por via sexual. O El País afirma que o caso foi detectado no Hospital Ramón y Cajal, em Madrid, em um homem que teve relações sexuais sem proteção com uma pessoa que contraiu o vírus durante uma viagem ao Caribe. A única referência a um caso destes em artigos científicos foi registrada na Coreia do Sul.

O contágio aconteceu em setembro. O parceiro sexual deste paciente contraiu o vírus da dengue numa viagem a Cuba e à República Dominicana. Os sintomas compatíveis com dengue começaram a surgir dez dias antes do homem se dirigir ao hospital.

“O paciente chegou com febre alta, reação inflamatória na pele e dores intensas”, contou Santiago Moreno, chefe do serviço de Doenças Infecciosas do Hospital Ramón y Cajal.

As suspeitas de que se tratava de dengue foram confirmadas pelo serviço de Microbiologia do hospital da capital espanhola.

Depois de um “trabalho detalhado de investigação” a equipe do hospital concluiu que o parceiro sexual do paciente foi a fonte do vírus.

Leia mais...

Cientistas criam vírus capaz de matar todos os tipos de câncer

08 de novembro de 2019, 07:25

Foto: Reprodução

Uma empresa australiana desenvolveu um vírus capaz de, supostamente, matar todos os tipos de câncer, revelou o jornal britânico Daily Telegraph nesta sexta-feira (8). 

E, se duvida que um vírus pode combater uma doença, pense duas vezes. Na verdade, a ciência vem fazendo isso há anos e com bons resultados. Repare: uma fórmula modificada do vírus da herpes está sendo utilizada como um tratamento eficaz contra alguns tipos de câncer da pele. A varíola bovina foi uma doença viral que formou a base das primeiras vacinas contra a varíola para humanos.

Os  cientistas estão agora utilizando a varíola bovina como base para um tratamento chamado CF33 para tratar o câncer. Os testes  demonstraram que o vírus é capaz de reduzir as células cancerígenas em roedores e agora a empresa Imugene, que desenvolveu o tratamento, está mais perto de testar a fórmula em humanos.

Segundo o professor Yuman Fong, especialista em câncer, “desde o início dos anos 1900, que há provas de que os vírus podem tratar o câncer, quando as pessoas com câncer foram vacinadas contra a raiva e o câncer desapareceu”, disse ao Daily Telegraph. “O grande problema era que, se se criasse um vírus tóxico o suficiente para matar o câncer, este podia matar o homem também”, continuou.

Sanchia Aranda, diretora do Cancer Concil, na Austrália, confessou ao Daily Telegraph estar preocupada que o sistema imunológico das pessoas testadas crie uma defesa contra o vírus e o destrua antes que ele elimine o câncer. “As células cancerígenas são muito inteligentes e sofrem uma mutação para sobreviver e há uma probabilidade de que evoluam para se tornarem resistentes ao vírus, como fazem agora para se tornarem resistentes à quimioterapia e imunoterapia”, justificou. 

Leia mais...

Publicidade

VÍDEOS