O árduo papel da comunicação nos pequenos centros urbanos

10 de dezembro de 2019, 17:29

(Foto: Reprodução)

*Por Gervásio Lima – 

Fazer imprensa não é tarefa fácil, e fazer imprensa séria, responsável e profissional nos pequenos centros urbanos é muito mais difícil. A comunicação exerce um papel de destaque e faz parte do dia a dia da população, seja através do rádio, da televisão, do jornal escrito e, de uns tempos pra cá, da internet, principalmente das redes sociais. Como dizem os mais vividos, é a mão e os pés em muitas situações do cidadão.

A imprensa tem se tornado como o principal canal de interação da sociedade, se comportando como um forte elo emissor e receptor dos mais diversos assuntos, nas mais diversas áreas. É a segunda, a terceira e a quinta voz de uma ou mais pessoas.

Nas pequenas cidades, onde aquele que não conhece é conhecido, as relações humanas são mais próximas por geralmente existir um grau de parentesco, por ter estudado numa mesma escola, por ser padrinho ou afilhado ou frequentar a mesma igreja e o mesmo clube social. Partindo deste princípio, em determinadas situações, alguns profissionais não se sentem à vontade para externar suas posições em relação à política, a cultura, a religião e a opção sexual. Conseguir debater, opinar, sugerir e até mesmo reclamar chega a ser algo melindroso.

Fazer imprensa no interior é um ato de amor e coragem. Amor por nem sempre ter o trabalho valorizado e respeitado, mas nem por isso desiste, e coragem por enfrentar os que não alcançaram ainda um determinado nível de compreensão do que é formação de opinião, do que é jornalismo de verdade. As disputas de poder reforçadas geralmente com os que buscam obter vantagens ou benefícios são os maiores empecilhos daqueles que lutam e dão importância ao bem coletivo da comunidade que pertence.

Não bastassem todos os percalços que vivem no seu cotidiano, a dificuldade para manter um órgão de comunicação funcionando é outro grande e recorrente problema. Tratando de jornal escrito, por exemplo, os custos com profissionais da redação (repórteres, fotógrafos, diagramadores), da oficina (impressores), jornaleiros e com materiais gráficos (tinta, papel, chapa de impressão – no caso do Off-set), sempre foram as consequências para o fechamento dos periódicos. Manter a periodicidade com custos limitados é inviável.

O jornal Tribuna Regional, com sede no município de Jacobina e circulação em toda a sua macrorregião, tem conseguido a proeza que muitos não conseguiram: permanecer em funcionamento, regularmente, com edições semanais ininterruptas há mais de 14 anos.  Um verdadeiro guerreiro.

*Jornalista e historiador

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Os 7 alimentos que são ladrões de energia

Você provavelmente já ouviu falar e leu bastante sobre alimentos e suplementos que aumentam sua disposição e te deixam mais animado para encarar um treino ou até mesmo as tarefas do dia a dia. Mas também existe o outro lado dessa moeda. Não faltam vilões neste mundo na nutrição: os alimentos que são ladrões de energia e podem atrapalhar bastante sua rotina na corrida ou até mesmo se tornar um obstáculo numa prova.

Esses “ladrões” de energia atuam de diferentes maneiras no organismo. Em alguns casos, oferecem tanto açúcar que, num primeiro momento, essa elevada taxa de glicose resulta em mais disposição, mas, logo em seguida, a insulina liberada para normalizar essa glicose faz justamente o caminho contrário. E aí o cansaço chega com tudo.

Também tem aqueles alimentos que dão tanto trabalho para o sistema digestivo que muitos nutrientes são desviados para ajudar nesse processo, fazendo com que eles faltem na produção de energia em outras funções do organismo. Resultado: o corpo logo sente essa queda de disposição.

Para te ajudar a evitar esse cansaço causado pela má alimentação, acionamos três especialistas para fazer uma lista dos maiores ladrões de energia, suas principais armas e como combatê-las. Confira!

Os ladrões de energia 

Carboidratos simples

Alimentos com farinhas brancas vão roubar energia se consumidos em excesso. “Em um pré-treino, por exemplo, são aliados, mas viram vilões se não houver uma atividade física depois”, pondera Mayara Ferrari, nutricionista funcional esportiva. “Isso acontece porque a quantidade de açúcar no sangue fica muito elevada e o pâncreas libera mais insulina para quebrar todos esses carboidratos. Isso pode causar uma grande redução de açúcar no sangue, resultando em fadiga e falta de energia.”

Sal

Aquele sal extra para dar mais gosto à comida pode te deixar mais cansado. Em quantidade exagerada, o sal aumenta a pressão arterial e deixa o organismo mais desidratado porque mais água é necessária para compensar. “Ele prejudica o funcionamento adequado do organismo, que ficará a todo momento buscando esse equilíbrio. Isso dará uma sensação de cansaço e fadiga. Esporadicamente um pouco de sal não tem problema, mas abusar dele diariamente ou usar em grande quantidade é bastante prejudicial”, adverte Mayara.

Alimentos gordurosos e frituras

A gordura em excesso dificulta a digestão e atrapalha a chegada dos nutrientes à corrente sanguínea. “Como possuem uma digestão mais
lenta, eles fazem com que a circulação se concentre na região abdominal por mais tempo. Isso causa uma sensação de letargia e sonolência durante a digestão, que pode passar de três horas. E isso não é bom para quem vai se exercitar, pois precisará de boa circulação nos membros”, alerta a nutricionista Lara Natacci.

Doces

A lógica nesse caso é parecida à dos carboidratos simples: como eles são ricos em açúcar, dão um pico de energia no primeiro momento porque aumentam a quantidade de glicose no sangue, mas se a pessoa não for praticar uma atividade física logo em seguida, essa disposição logo pode virar cansaço. “O organismo vai aumentar a secreção de insulina para normalizar a glicemia, que é a quantidade de glicose no sangue. Por isso, a sensação de aumento de energia deve durar pouco e dar lugar à fadiga”, reforça Lara Natacci.

Café

O café, um dos estimulantes mais populares, também pode roubar sua energia. Ele realmente gera mais disposição num primeiro momento, mas sua ação no sistema nervoso tem como um dos efeitos a fadiga. “A cafeína, no cérebro, obstrui os efeitos da adenosina, substância que ajuda na transferência de energia e na promoção do sono, dando o efeito estimulante”, explica André Lemos, médico nutrólogo. “Por outro lado, também inibe a degradação da acetilcolina, que aumenta o estímulo muscular. E a consequência disso são o cansaço e a debilidade”, completa.

Corantes e conservantes

Presentes em muitos produtos industrializados, como nuggets, embutidos (salame, presunto, mortadela, peito de peru) e salsichas, eles
modificam o funcionamento adequado do organismo, que tenta repor o que os corantes “tiram” no processo de digestão. “Eles causam uma cascata de processos inflamatórios e oxidantes. Para reverter essa situação, disponibilizamos muitas vitaminas e minerais, fazendo com que o restante do organismo não funcione adequadamente”, destaca Mayara.

Refrigerante

O refrigerante é um dos “ladrões de energia” mais temidos. Alguns maratonistas e ultramaratonistas o utilizam durante provas quando já estão acostumados a seus efeitos, inclusive psicológicos, mas, para o organismo, eles não têm nada de “bonzinhos”. Isso porque o refrigerante, em geral, tem tudo em excesso: açúcar, sódio e corantes. Assim, desencadeia todos os processos já descritos de uma só vez. Além disso, estudos apontam que o refrigerante ainda pode atrapalhar o padrão de sono, prejudicando o descanso e interferindo na disposição.

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