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Senado aprova programa para expandir escolas em tempo integral
12 de julho de 2023, 10:18

Foto: Agência Brasil
O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (11) o projeto de lei (PL) que cria o programa Escola em Tempo Integral. O texto do PL 2.617/2023 permite à União financiar a abertura de matrículas em período integral nas escolas de educação básica, por meio de transferências para estados e municípios. O programa foi uma iniciativa do governo federal e, agora, vai à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para entrar em vigor.
Coordenado pelo Ministério da Educação (MEC), o programa é um mecanismo federal de fomento à expansão das matrículas de educação básica em tempo integral nas redes estaduais e municipais. A adesão ao programa é opcional, mas a meta inicial é criar 1 milhão de novas matrículas em tempo integral nos próximos anos.
O governo federal estima que serão disponibilizados cerca de R$ 4 bilhões para aumentar a oferta de educação em tempo integral, permitindo que estados e municípios possam expandir as matrículas em suas redes. Até 2026, segundo o MEC, a meta é chegar a 3,2 milhões de matrículas.
Pelas regras estabelecidas no projeto, serão consideradas matrículas em tempo integral aquelas em que o estudante permanece na escola ou em atividades escolares por tempo igual ou superior a 7 horas diárias ou a 35 horas semanais em dois turnos. Apenas as matrículas criadas ou convertidas em tempo integral a partir de 1º de janeiro de 2023 poderão ser contadas para fins de participação no programa. O projeto determina que as matrículas pactuadas no âmbito do programa sejam registradas no Censo Escolar, que será uma das principais referências para a prestação de contas.
Além do fomento, o texto prevê assistência técnica e financeira do governo federal às redes de ensino para induzir a criação de novas matrículas em tempo integral, da educação infantil ao ensino médio, bem como a conversão de matrículas em tempo parcial para tempo integral.
Violência escolar
Em outra deliberação no plenário, o Senado aprovou nesta terça o projeto da Câmara dos Deputados que obriga o Poder Executivo a implantar um serviço de monitoramento de ocorrências de violência escolar. O PL 1.372/2022 determina que o serviço, chamado Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas, seja criado pelo Poder Executivo em articulação com os estados, municípios e o Distrito Federal. O texto também segue para sanção.
Agência Brasil
Doença de Chagas pode ser transmitida pelo açaí e caldo de cana; veja como evitar
12 de julho de 2023, 08:54

Foto: Reprodução
A Vigilância Epidemiológica da Bahia emitiu um alerta sobre o surto de transmissão oral da doença de Chagas após a confirmação de cinco casos e uma morte no primeiro semestre. Causada pelo parasita chamado Trypanosoma cruzi, a doença é tradicionalmente conhecida por ser transmitida pela picada do inseto barbeiro, mas a sua transmissibilidade mudou de perfil nos últimos anos.
Quais os cuidados com alimentos?
A transmissão oral da doença de Chagas se dá pelo consumo de alimentos contaminados. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, atualmente a maioria dos casos (cerca de 70% deles) é de transmissão por alimentos contaminados. Os principais deles são o açaí e o caldo de cana, a popular garapa.
O açaí mais consumido no Brasil é o industrializado e o problema não é ele. Esse açaí passa por um aquecimento a 80°C, resfriamento e lavagem, que inativa o protozoário e torna o produto seguro para o consumo. O problema é a ingestão desse alimento quando preparado de forma caseira, por pequenos produtores, que colhem a fruta e vendem o alimento in natura em pequenos estabelecimentos comerciais.
A garapa também pode ser fonte de contaminação quando é feita de maneira artesanal. O problema ocorre quando o inseto ou suas fezes são moídos junto com a cana-de-açúcar, dando origem à bebida.
“O barbeiro se instala entre o caule e as folhas da cana-de-açúcar e, quando acontece a moagem para a produção da garapa, ele pode ser moído junto, causando a contaminação do alimento e, consequentemente, da pessoa que o consome”.
Veridiana Silva de Andrade, cardiologista professora na Unifesp e diretora da Sobrac (Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas
O que fazer para evitar?
A principal maneira de evitar a transmissão oral da doença é a higienização dos alimentos. Não consumir aqueles sem procedência e em locais onde a limpeza ou maneira de preparo sejam duvidosas.
“Não são todos os estados que enfrentam o surto da doença por contaminação alimentar, mas é sempre importante ficar atento aos locais onde vai se alimentar, à limpeza e higienização do produto que será consumido sem o processo de industrialização”.
Valeria Paes, infectologista do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília
Vale verificar se o local tem aprovação da Vigilância Sanitária para manipular e vender alimentos. Esse certificado deve ficar exposto e de fácil visualização para o consumidor. Vendedores com barracas nas ruas precisam ter essa aprovação.
“A pessoa pode perguntar no estabelecimento, pedir informações sobre isso e sobre a procedência do alimento. No caso do açaí vendido em potes, basta verificar se a marca tem o selo da Vigilância Sanitária. Se tiver, é sinal de que esse alimento foi pasteurizado e pode ser consumido tranquilamente”.
Fernando Bruetto Rodrigues, cardiologista do Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP).
Em locais onde há surto da doença, como na Bahia, ações públicas da Vigilância Sanitária e outros órgãos fiscalizadores ajudam a controlar a proliferação da doença.
“A prevenção da transmissão oral é feita com ações de intensificação da Vigilância Sanitária e inspeção de alimentos em todas as etapas de produção que são suscetíveis à contaminação”.
Veridiana Silva de Andrade.
A doença
A doença de Chagas tem duas fases: a aguda, também conhecida como silenciosa, e a crônica. O diagnóstico é feito por exame de sangue.
Na fase aguda, não há sintomas e a pessoa pode passar anos sem saber que possui a doença. Já na fase crônica, há complicações cardíacas com arritmias e aumento do volume do coração.
Outros sintomas são:
Febre prolongada (mais de 7 dias);
Desmaios Fraqueza;
Dor no peito;
Falta de ar
Tosse Inchaço nas pernas ou no rosto;
Dores abdominais;
Dores de cabeça;
Crescimento do baço e do fígado;
Manchas vermelhas na pele;
Inflamação das meninges.
Caenenses participam em Salvador de reunião que discutiu o Projeto Jovens Comunicadores do Semiárido
11 de julho de 2023, 11:19

Foto: Reprodução
A cidade de Caém esteve representado no encontro que discutiu a atuação do Projeto Jovens Comunicadores do Semiárido e sua influência nas comunidades rurais.
Os caenenses Alan Trindade e Érica Teodoro representaram o município com apoio da Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Educação, Esporte, Turismo e Cultura.
O evento que aconteceu no último dia 3, na Secretaria de Relações Institucionais do Estado da Bahia (Serin), em Salvador, contou com as presenças do coordenador geral de Políticas para Juventude da Bahia, Nivaldo Millet e da idealizadora do Projeto, Emília Mazzei.
Para Érica Teodoro, o projeto tem contribuído pela construção de sua identidade, por sua busca de espaço e autonomia jovem, lhe proporcionado uma outra visão de mundo. “Excelente oportunidade para os jovens do interior, um momento inovador pois o projeto atua para dar voz à juventude rural por meio do aprendizado das ferramentas de comunicação e expressão, mas também por instigar a compreensão da identidade de classe e valorização da nossa cultura, na busca por garantir direitos e oportunidades”, destacou Érica.
Já Alan ressalta a importância da formação e da troca de experiências com instituições que atuam na área de educomunicação e os resultados alcançados. “É indispensável compreender os efeitos resultantes da inserção jovem e seus impactos dentro da sociedade para construção de políticas públicas de forma abrangente e efetiva”, enfatiza.
No dia 4, os jovens estiveram presentes na Cerimônia de Posse do Conselho Estadual de Juventude da Bahia (CEJUVE), que aconteceu no Centro de Operações e Inteligência da Bahia (COI) e com a participação do do governador Jerônimo Rodrigues.
O Jovens Comunicadores é uma ação de formação, empoderamento e geração de rendado Governo do Estado, parte do Pró-Semiárido, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com financiamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).
Como identificar plantas utilizando a câmera do celular
11 de julho de 2023, 10:29

Foto: Reprodução
Os amantes das plantinhas sabem como ninguém cultivar diferentes espécies e, muitas vezes, até reconhecer uma relativa gama delas com apenas um olhar. Mas mesmo para aficionados nesse universo, há casos em que o reconhecimento não se dá de uma forma assim tão imediata.
A boa notícia é que há diversos recursos e aplicativos que podem ser usados em smartphone, ou mesmo pelo computador, para ajudar na identificação. Essa função também pode ser útil antes de comprar uma determinada espécie, permitindo entender quais cuidados devem ser adotados antes de levar um novo vaso para casa. Confira, agora, 3 possibilidades para explorar.
1. Realizando a busca pelo iPhone
Para usuários do iPhone, a pesquisa visual promete ser uma mão na roda, principalmente para quem não quer instalar um novo aplicativo no dispositivo: para utilizar essa função, basta tirar uma foto da planta, flor ou árvore que deseja saber mais.
Em seguida, ao visualizar a imagem capturada em tela cheia, clique no ícone com a letra i, que indica que há resultados relacionados disponíveis. Assim, uma janela será aberta com a pesquisa, facilitando o reconhecimento de qual espécie se trata.
Além de identificar plantas, essa função pode ser utilizada para realizar busca relacionada a outros objetos que apareçam numa determinada foto, como estátuas e obras de arte. O mesmo vale para a pesquisa de imagem relacionada a insetos e animais de estimação.
2. Pesquisando por meio de um aplicativo
Diversos aplicativos disponíveis na App Store e na Play Store oferecem recursos interessantes para auxiliar na pesquisa, o que se torna uma opção recomendada para quem tem Android, já que não há uma função nativa na galeria dos aparelhos com esse sistema.
Dentre eles, temos o aplicativo PlantNet. Ele identifica espécies a partir de imagens das folhas, ou ainda da flor, oferecendo várias informações, inclusive sobre as plantas semelhantes. O aplicativo ainda disponibiliza links com referências para outros sites, sendo útil para quem estiver em busca de mais detalhes.
E nunca é demais lembrar: antes de instalar qualquer app, vale a pena dar uma olhada nas avaliações disponíveis, além de se atentar à política de dados e privacidade e se realmente se trata de um aplicativo gratuito, evitando surpresas.
3. Utilizando a pesquisa de imagem do Google no celular ou pelo PC
Por meio do aplicativo de pesquisa do Google, ou mesmo pelo computador, é possível realizar processo semelhante ao utilizar a pesquisa de imagem.
Para isso, basta enviar ou realizar a captura da imagem da planta, que a ferramenta Google Lens irá apontar os resultados. Isso pode facilitar tanto a identificação, quanto a busca por informações específicas. A partir disso, fica muito mais fácil descobrir se a espécie em questão é tóxica, quais cuidados ela exige, e muito mais
Mega Curioso
Advogada nega boatos e cigano não está oferecendo recompensa por assassino da filha
11 de julho de 2023, 10:10

Foto: Reprodução
Depois da morte de Hyara Flor Santos Alves, de 14 anos, na última quinta-feira, 6, começaram a circular áudios em que o pai dela, conhecido como Iago Cigano, faz ameaças ao principal suspeito pela morte da menina, seu marido, identificado como Amadeus. Além do áudio, boatos indicavam também que Iago estaria oferecendo uma recompensa de R$ 300 mil a quem entregasse o paradeiro do seu ex-genro.
Em entrevista ao Terra, a advogada Janaína Panhossi negou a oferta.
“Ele nega isso, não está oferecendo recompensa, entregou tudo nas mãos das autoridades. Alguns áudios feitos por ele, que ele diz que iria ‘pegar’ Amadeus, foi no momento da dor, um momento de desespero”, disse a advogada da família de Hyara.
Janaína explicou que o pai da menina está participando ativamente das investigações. Nesta segunda-feira, 10, inclusive, ele e a esposa deram mais esclarecimentos sobre o caso às autoridades policiais.
O que aconteceu com jovem cigana
De acordo com a advogada, ainda não é possível dizer ao certo como o crime aconteceu. O que se sabe é que Hyara levou um tiro no rosto enquanto estava na casa em que morava com Amadeus, com quem se casou há cerca de 40 dias. Ele também tem 14 anos de idade.
Janaína explica que o casamento foi uma cerimônia simbólica, da cultura cigana. Os dois não eram casados no civil, apesar de já morarem juntos e viverem como tal.
A casa de Hyara e Amadeus era conjugada, e abrigava também a família de Amadeus. Todos fugiram logo após o crime.
“O que causou estranheza é que eles não ficaram nem para prestar socorro”, disse Janaína, ao afirmar que a família de Hyara não acredita que o tiro tenha sido acidental.
Áudio compartilhado por Glória Perez
A autora Glória Perez, famosa por novelas da TV Globo, prestou solidariedade ao pai de Hyara Flor. Em uma das postagens feitas nas redes sociais, ela usa um vídeo feito por Iago, em que, de fundo, há um áudio com ameaças a Amadeus.
“Eu quero que o Amorim me entregue o Amadeus. A minha filha não vai ficar impune, não. Por que ele fez o que ele fez? Por que ele não entregou minha filha?”, são trechos possíveis de entender do áudio.
Glória Perez fez referência às ameaças de Iago e pediu que ele encontrasse “equilíbrio para deixar a caçada nas mãos da polícia”.
Ao Terra, a Polícia Civil da Bahia confirmou que o crime está sendo investigado como feminicídio. O caso ocorreu no município de Guaratinga, no sul do Estado. No local do homicídio, foram apreendidos uma pistola calibre .380, com dois carregadores e munições, que foram encaminhados à perícia.
“Diligências e oitivas serão realizadas para esclarecer a motivação do crime, que já tem indícios de autoria”, diz a corporação em nota.
Terra
Estudante de 12 anos encontra pepita de ouro em passeio escolar
11 de julho de 2023, 08:56

Foto: Reprodução
Era para ser apenas mais uma excursão comum, mas um estudante do sul-mineiro fez o passeio escolar valer a pena. Álvaro Henrique, de 12 anos, de Carmo do Rio Claro (MG), encontrou uma pepita de ouro durante uma visita à Mina de Ouro Tancredo Neves, em São João Del Rei (MG).
O passeio faz parte da programação de aulas do Instituto de Educação e Cultura de Carmo do Rio Claro. Cerca de 41 alunos embarcaram na jornada, mas apenas um deles teve uma sorte ‘para lá’ de inesperada.
Junio César Oliveira Martins, professor de História, foi responsável pela turma durante a excursão. Ele contou que levou os alunos para uma visita cultural na cidades históricas de São João Del Rei e Tiradentes.
“Como amante da história, sempre procuro integrar passeios culturais com as matérias lecionadas. […] A descida até o fundo da mina já revelava um clima de muita adrenalina e entusiasmo pelos alunos, e os 60 metros de profundidade foram logo alcançados”, disse.
Como estudante achou o ouro
Ao descer a mina de ouro, o aluno de 12 anos percebeu que uma rocha tinha um brilho diferente.
“Com um senso de observação muito grande, ele percebeu um brilho diferente entre uma rocha, apontou e questionou se era ouro, nosso guia continuou sua explicação, dizendo entre outras coisas que a mina está desativada há décadas”, explicou o professor.
No entanto, o estudante não ficou satisfeito.
“O aluno insistiu e ao chamar o responsável pela mina, foi constatado que era de fato uma pepita de ouro”, disse o professor.
Ainda segundo o professor, o responsável pela Mina de Ouro Tancredo Neves desce os sessenta metros diariamente e nunca havia percebido a pepita de ouro.
A mina é do século XVIII e está desativada há mais de um século. Já o fragmento deve conter aproximadamente 1/2 grama de ouro.
O professor explicou que a pepita ficará na escola. Ela é um patrimônio cultural e deve ser vista por um maior número de alunos para entender como é feita a extração do ouro.
“Estamos muito orgulhosos da façanha dele”, disse a diretora do IEC, Marisa Azevedo.
G1
Mulher dá à luz gêmeas sem saber de gravidez e uma das bebês cai na privada
10 de julho de 2023, 16:08

Foto: Reprodução
Uma mulher que não sabia que estava grávida deu à luz gêmeas, em Inhumas, na Região Metropolitana de Goiânia. De acordo com o pai das meninas, Roberto Carlos da Silva, após o nascimento da pequena Vivian dentro do banheiro, a pequena Vitória acabou nascendo de um jeito inusitado: dentro do vaso sanitário, sem que a mãe percebesse.
“Uma já tinha nascido. A mãe estava no banheiro, no vaso sanitário, quando ela saiu, percebeu que tinha outra criança”, explicou o capitão do Corpo de Bombeiros, Ailton Pinheiro de Araújo.
O caso aconteceu na quinta-feira (6), no Setor Pedrinhas. Após o nascimento, Érika Santos, mãe das meninas, e as filhas foram levadas ao hospital. Segundo informado pelo pai das meninas na tarde deste domingo (9), a mulher e a pequena Vivian passam bem e estão internadas na Maternidade Nascer Cidadão. Já a pequena Vitória está em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Maternidade e Hospital São Judas Tadeu, para que ela possa ganhar peso.https://90d50db69881889fcd3289dea7473bc3.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-40/html/container.html
“Ela precisa ganhar no mínimo 800 gramas para ter alta, o estado de saúde dela é regular e ela está se alimentando bem”, complementou.
O pai das meninas, Roberto Carlos da Silva, contou que o nascimento delas foi uma surpresa.
“Não sabíamos da gravidez. Minha esposa estava menstruando normal, tomando anticoncepcional e não vimos diferença no corpo dela. Ela também não reclamava, nem nada”, explicou.
O pai de Vivian e Vitória disse que, no momento do trabalho de parto, a esposa estava sozinha com o filho dele, de 5 anos. Segundo os bombeiros, a mulher foi inicialmente socorrida por servidores da Prefeitura de Inhumas. Ao chegarem no local, os militares fizeram o primeiro atendimento na bebê que já havia nascido.
Só então depois, quando a mulher saiu do vaso sanitário, é que se percebeu que a outra menina havia nascido.
“Eram duas meninas. O pessoal percebeu [a bebê dentro do vaso] e a retirou de lá. Ela ainda não estava respirando. Fizeram o estímulo e ela começou a chorar”, descreveu.
Roberto ainda explicou que, apesar da surpresa, ficou muito feliz com o nascimento das filhas. Como eles não tinham conhecimento da gravidez, o homem explica que não havia nada preparado para receber as meninas. No entanto, ele explica que tem recebido muitas doações e ajuda desde que elas nasceram.
“Graças a Deus tem muita gente que está ajudando a gente com doações de roupinha, carrinhos”, completou.
G1
Dia da Pizza: curiosidades sobre a redonda que conquistou os brasileiros
10 de julho de 2023, 15:49

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Um dos maiores símbolos da Itália atualmente, a pizza desembarcou em solo nacional junto dos imigrantes italianos do Sul e acabou por conquistar o coração dos brasileiros em pouco tempo.
A redonda é tão importante e amada por aqui que ganhou até uma data para chamar de sua, com o Dia da Pizza, comemorado no dia 10 de julho.
A data foi instituída em 1985 após um concurso do estado de São Paulo idealizado pelo então secretário do turismo Carlos Luiz de Carvalho, que, à época, elegeu as 10 melhores receitas paulistas.
A data caiu então no gosto das pizzarias a nível nacional, que adotam a ocasião informalmente e realizam ofertas e combos para aquecer o comércio.
A paixão é tanta que os números surpreendem: segundo a Associação de Pizzarias Unidas do Brasil (APUBRA), o Brasil conta com cerca de 112 mil pizzarias ativas – número que considera apenas as empresas evidenciadas pelo código de atividade (CNAE) e estão cadastradas na Receita Federal.
Deste montante, São Paulo sai na frente perante os demais estados: a entidade estima que são 26.160 pizzarias ao todo.
Uma fatia da Itália
Porém, mesmo as redondas sendo hoje um símbolo da gastronomia italiana, a realidade nem sempre foi assim. Na verdade, as pizzas acabaram por se popularizar primeiro justamente no Brasil e depois na própria Itália.
No território europeu, as pizzas eram consumidas principalmente pelas camadas mais pobres da população do Sul, especialmente em Nápoles e região.
Especializada em gastronomia e pesquisadora em História da Alimentação, ela estudou por cerca de três anos a chegada da iguaria em solo brasileiro.
Em busca da identidade da pizza paulistana, ela se deparou com uma bibliografia escassa. As referências se debruçavam principalmente sobre aspectos mais técnicos ou eram histórias autorreferentes de pizzarias famosas.
Mas como a pizza saiu da Itália, chegou ao Brasil e foi aclimatada por aqui? Com auxílio de pizzaiolos, donos de pizzarias e herdeiros desses estabelecimentos, a jornalista pôde traçar um caminho sobre este prato na capital paulista, que depois ganhou o coração – e o paladar – do resto do Brasil.
A seguir, confira alguns fatos sobre a chegada e a popularização pizza por aqui em conversa com Flávia.
Qual a origem da pizza?
No Egito antigo já existiam os pães, assim como começaram a trabalhar com a fermentação e a fabricação de fornos. Foi na Itália que a pizza ganhou o molho de tomate e, assim, começou a assumir uma cara que conhecemos hoje.
Regional ou nacional?
A pizza na Itália não era um prato nacional, mas sim regional, da zona portuária de Nápoles. Era uma comida da classe operária, dos mais pobres.
Elas eram feitas em discos simples de massa com molho de tomate, em que se colocava ingredientes que se tinha à mão, como queijos, e peixes secos. Assim, eram comercializadas em estabelecimentos simples, em bancadas e até por meio de vendedores ambulantes.
Tinha uma característica de ser uma comida fácil de se comer com a mão, sem talher, em trânsito. Para se ter uma ideia, a pizza demorou mais tempo pra se difundir na Itália do que no Brasil. Ela virou um prato nacional em território italiano muito depois que a gente já tinha a pizza aqui em nosso país.
A pizza no Brasil
Foi com essa roupagem de comida mais pobre que ela chegou a São Paulo. A segunda leva de imigrantes que chegou na capital paulista, no início do século 20, era do Sul da Itália, onde se comia pizza.
Eles chegaram aqui e queriam comer algo que lembrasse de casa. Assim, a pizza começou a ser vendida por ambulantes e comercializada na porta das fábricas desde manhã cedo.
Era uma comida barata que matava um pouco a saudade de casa e só depois passou a ser comercializada em restaurantes e estabelecimentos próprios.
A primeiras pizzarias no país
Primeiro, antes delas chegarem às pizzarias, as pizzas começaram a ser feitas nas casas dos imigrantes. Alguns estudiosos relacionam isso ao fato de comermos pizza mais no período da noite, uma vez que as mulheres dos imigrantes faziam as pizzas quando o sol baixava para reunir os amigos, pois durante o dia todos estavam trabalhando.
Informalmente, esse processo de fazer a pizza para amigos é o que pode ter dado a origem para pequenos negócios.
A primeira pizzaria como tal que se tem notícia pertencia a um imigrante chamado Carmino Corvino. Ele vendia essas pizzas como ambulante na rua e foi em 1910 que inaugurou um estabelecimento.
As pizzas “abrasileiradas”
A farinha de trigo era uma questão básica. No meu entender foi a falta de uma farinha de trigo de qualidade, como se usava na Itália, que gerou características da pizza paulistana como a conhecemos: com uma massa fininha e crocante.
A pizza napolitana, originalmente, é fofa e alta. Para isso você precisa de uma farinha boa. Isso no Brasil era impossível no começo do século 20.
Primeiro porque não tínhamos moinhos. Mesmo depois com a inauguração dos primeiros moinhos, o trigo que chegava para se fabricar a farinha era péssimo, e chegava rançoso, velho e era mal armazenado.
Em algumas casas, durante a guerra, quando houve a falta de farinha, chegou-se até a moer macarrão que vinha pronto da Itália para que ele se transformasse novamente numa farinha e aí fazer a pizza.
Excesso de cobertura
Outra característica da pizza paulistana é o excesso de cobertura. Há várias teorias: tem gente que diz que na Itália havia uma carência de ingredientes em grande quantidade e aqui no Brasil havia fartura.
Há pessoas, porém, que dizem o contrário: quem vem de um período de carência da guerra tem uma cultura do não desperdício.
Há também teorias que falam que os donos de pizzarias em São Paulo não faziam as pizzas, quem colocava a mão na massa eram os empregados. Então estes funcionários passaram a recheá-las com ingredientes de acordo com a própria cabeça.
Fato é que a pizza com toneladas de queijo e cobertura é uma característica paulistana, que acabou virando uma caraterística brasileira.
Pizza só no domingo!
Em São Paulo ela assumiu essa característica de ser compartilhada, ao contrário da pizza napolitana que é individual.
Foi aqui que começamos com essa cultura de fazer uma pizza grande para ser colocada no centro da mesa e comer com outras pessoas. A partir do momento que ela vira uma comida para ser compartilhada, isso vira um ritual e deixa de ser apenas algo para matar a fome.
Em Nápoles, até hoje, vemos pizzarias abertas a qualquer hora do dia, em que são vendidas como uma comida rápida para matar fome.
Disk Pizza
O surgimento do delivery da pizza por aqui coincidiu com a vinda do videocassete. Foi nesta época, na década de 1980, que as pessoas começaram a ter esse lazer mais doméstico, quando começaram a chamar amigos para ver filmes em casa. Foi aí que o delivery de pizzas começou a se popularizar.
Pizza com picanha no sul
As pizzas variam em diferentes locais por aqui. A diferença mais gritante é no Rio Grande do Sul, principalmente por ser um estado de muita imigração italiana mas onde a pizza chegou tardiamente.
Se você olhar os cardápios do estado encontramos uma quantidade enorme de pizzas com carnes em cima, como picanha e coraçãozinho.
Em minhas pesquisas, a teoria é que os primeiros estabelecimentos a venderem pizzas no RS eram na verdade churrascarias.
Logo, elas funcionavam como churrascarias no almoço e como pizzarias no jantar. As sobras do almoço então iam para as pizzas, o que gerou uma cultura da carne nas redondas.
Por que pizza é tão amada?
É uma comida fácil de gostar e que permite muitas adaptações. E também porque é uma delícia! Conhece alguém que não goste de pizza?
CNN
Ação “Cabritos e Cordeiros da Bahia” visa fortalecer a produção e distribuição de caprinos e ovinos no estado
10 de julho de 2023, 15:35

Foto: Ascom/CAR
Com investimentos de R$ 30 milhões, a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) apresentou a nova ação para promover o desenvolvimento sustentável da produção de caprinos e ovinos na Bahia, denominada “Cabritos e Cordeiros da Bahia”. Nesta segunda-feira (10/07), foi realizada uma oficina virtual para discutir o arranjo institucional necessário para o atendimento ao sistema produtivo da ovinocaprinocultura no estado.
A ação faz parte do novo projeto da CAR Bahia que Produz e Alimenta e tem como objetivo fortalecer a produção, beneficiamento e distribuição de caprinos e ovinos, com foco nos territórios Sertão do São Francisco, Piemonte Norte do Itapicuru, Irecê, Sisal, Velho Chico, Médio Rio das Contas e Bacia do Jacuípe, que abrigam 73% do rebanho baiano.
O evento virtual contou com a participação de representantes da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e de diversos parceiros envolvidos no desenvolvimento da ovinocaprinocultura, incluindo agentes financeiros, movimentos sociais, cooperativas, redes de ensino, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Federação dos Consórcios Públicos da Bahia (FecBahia), a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf) e a União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), entre outros representantes da agricultura familiar.
De acordo com o diretor-presidente do CAR, Jeandro Ribeiro, a ideia é promover uma abordagem integrada, unindo ações de diferentes parceiros. “O intuito é o ordenamento local da atividade, em cooperação com a Coordenação Estadual de Territórios (CET), para apoiar o desenvolvimento da ovinocaprinocultura em todo o estado”.
O diretor-presidente enfatizou o compromisso em priorizar a atividade em si, em vez do protagonismo dos projetos. “Queremos fortalecer a ovinocaprinocultura em todos os territórios de identidade, construindo um ambiente participativo e permanente de tomada de decisões”.
Durante a videoconferência, os participantes compartilharam experiências, discutiram desafios e traçaram estratégias para o desenvolvimento sustentável da ovinocaprinocultura na Bahia.
Carina Cezimbra, especialista em ovinocaprinocultura da CAR, afirmou que o estado possui rebanhos em todo o seu território, com destaque para alguns territórios específicos. “A ação Cabritos e Cordeiros da Bahia visa apoiar, articular e financiar iniciativas, como crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), assistência técnica, fornecimento de ração, infraestrutura, máquinas e equipamentos. Os investimentos abrangem desde a base produtiva até a infraestrutura, agregação de valor, apoio à gestão e acesso aos mercados”.
Até o momento, o CAR, empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), já investiu R$ 89,2 milhões no período de 2015 a 2023, por meio dos projetos Bahia Produtiva e Pró-Semiárido, beneficiando diretamente 41.576 familiares.
Ascom/CAR
Morre quarta girafa importada ilegalmente da África do Sul
10 de julho de 2023, 14:15

Foto: Agência Brasil
Morreu no sábado (8) mais uma girafa de um grupo de 18, importadas ilegalmente da África do Sul, no final de 2021, pelo Bioparque do Rio.

Essa é a quarta morte registrada desde novembro de 2021, quando o grupo de animais veio para o Brasil sob os cuidados da empresa.
Dias após chegarem ao país, seis girafas tentaram fugir e três delas morreram durante a captura. Em março, a Justiça aceitou denúncia contra quatro pessoas envolvidas na importação dos animais.
Em nota, o Bioparque informou que análises de rotina constataram a presença de uma bactéria em seis animais. Cinco responderam ao tratamento, mais uma delas apresentou resistência e foi a óbito.
Segundo a instituição, a causa da morte será confirmada após a necropsia, com o acompanhamento dos órgãos competentes.
As girafas, que deveriam ficar em um terreno em Mangaratiba apenas por um período de quarentena, já estão no local há mais de um ano e meio.
Petição
No final de semana, uma petição on-line ganhou força, após a divulgação da morte do animal. Organizado pela Agência de Notícias de Direitos Animais (Anda), o documento pede que as autoridades providenciem um espaço maior que sirva como um santuário, longe da exposição pública, para que possam viver com dignidade.
O pedido já conseguiu a adesão de mais de 25 mil apoiadores. A meta é chegar a 35 mil. Só nas primeiras horas desta segunda-feira (10), mais de 240 pessoas tinham assinado a petição.
Clique aqui para assinar a petição.
*Com informações de Solimar Luz, repórter da Rádio Nacional do Rio de Janeiro
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