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Dois crânios ameaçam mudar a história da nossa espécie

11 de julho de 2019, 17:04

Foto: NUÑO DOMÍNGUEZ

Um polêmico estudo sugere que os ‘sapiens’ migraram para a Europa muito antes do que se acreditava e foram substituídos por neandertais

 

Um par de crânios encontrado há décadas em uma caverna no sul da Grécia fez surgir agora uma tese que obrigaria a jogar no lixo os livros didáticos sobre a evolução humana, embora muitos especialistas independentes alertem que ainda é cedo para fazer isso.

Os dois crânios foram encontrados nos anos setenta. Estavam a poucos centímetros um do outro, incrustados na rocha da gruta de Apidima, em um penhasco salpicado pelas ondas do Mediterrâneo. Um dos crânios conservava os ossos do rosto e o outro, apenas a parte de trás da cabeça. Inicialmente, foram atribuídos a neandertais, a espécie humana prima da nossa que ocupou a Europa durante centenas de milhares de anos antes de se extinguir misteriosamente há 40.000 anos, exatamente quando os sapiens chegaram ao continente.

Agora, uma equipe de paleoantropólogos voltou a datar os dois crânios e os reconstruiu em três dimensões para analisar em detalhes sua fisionomia. Os resultados, publicados nesta quarta-feira na Nature, apontam que o crânio mais antigo e incompleto tem 210.000 anos e é de um Homo sapiens, o que o transformaria no membro da nossa espécie mais antigo já encontrado na Europa.

Essa tese é um tremendo golpe na versão clássica − que ainda é a mais aceita − sobre a origem da nossa espécie. Segundo o relato clássico, os sapiens surgiram no leste da África. Dois dos fósseis mais antigos da nossa espécie datam de 196.000 e 160.000 anos atrás e foram encontrados na Etiópia. A análise de DNA de populações atuais fixa a origem da espécie em cerca de 200.000 anos atrás.

Em estudos anteriores, a análise de DNA também mostrou que 100.000 anos depois os sapiens saíram pela primeira vez de seu berço africano para explorar a Eurásia. Nessa aventura, encontraram-se com os neandertais e tiveram filhos com eles, mas aquela onda de humanos sábios não se estabeleceu completamente. Nenhuma das pessoas atuais descende delas, e sim de uma incursão posterior, há 70.000 anos. Esta foi a que triunfou e povoou todo o planeta, enquanto os neandertais desapareceram para sempre.

Há dois anos, uma equipe de paleoantropólogos desfechou um duro golpe nesse relato clássico ao apresentar os mais antigos fósseis conhecidos do Homo sapiens, de 315.000 anos atrás. Foram encontrados no Marrocos, muito longe do suposto berço da nossa espécie. Aquela descoberta revolucionária abriu caminho para o que propõe agora o novo estudo dos restos gregos, cujos autores oferecem um assombroso relato de um capítulo até agora desconhecido de nossa história como espécie.

Nesse relato há outra peça-chave: o segundo crânio encontrado em Apidima, aquele que tem rosto. Segundo a nova análise, ele data de 170.000 anos atrás e pertence a um neandertal. Isso significa que houve um grupo de sapiens que saiu da África muito antes do que sabíamos, chegou até o sul da Europa e se instalou por lá, embora tenha finalmente perdido a batalha, porque foi substituído por neandertais.


“Que dois crânios achados a poucos centímetros um do outro sejam de duas espécies diferentes separadas por mais de 40.000 anos é coisa de romance de ficção”, espeta Arsuaga.

150.000 anos antes do que pensávamos, o que levanta muitas possibilidades sobre a origem da nossa espécie e sobre o que acontecem com eles”, assinala Chris Stringer, pesquisador do Museu de História Natural de Londres e coautor do estudo. Ele reconhece que quando enviaram seu estudo para a Nature, uma das revistas científicas de maior prestígio, “os revisores se mostraram muito céticos de que um fóssil de humano moderno tivesse sido encontrado ao lado de um fóssil de neandertal”. Os responsáveis pela publicação os obrigaram a fazer mais análises comparativas e datações de urânio, que finalmente os convenceram.

Esse estudo, juntamente com outras evidências anteriores, “demonstra que em mais de uma ocasião os humanos modernos se aventuraram para o norte e o oeste do planeta, da África até o Oriente Médio e a Europa”, escreve o paleoantropólogo Eric Delson, do Museu Nacional de História Natural dos EUA, em uma análise sobre o estudo da equipe de Stringer publicado pela Nature. O trabalho revela as “migrações faltadas” do Homo sapiens, afirma Delson.

“Faltam evidências”

No entanto, nenhum dos especialistas consultados pelo EL PAÍS aceita as conclusões do estudo. “Trata-se de uma afirmação extraordinária, mas faltam evidências para sustentá-la”, opina Juan Luis Arsuaga, codiretor da Fundação Atapuerca. Em 2017, esse paleoantropólogo participou da datação de isótopos de urânio do crânio 2, o mais completo, que mostrou uma antiguidade de pelo menos 160.000 anos. O pesquisador diz que a morfologia do crânio 1 é totalmente compatível, na verdade, com a de um neandertal primitivo que ainda não tinha desenvolvido suas características típicas na parte posterior do crânio. “Que dois crânios encontrados a poucos centímetros um do outro sejam de duas espécies diferentes separadas por mais de 40.000 anos é coisa de romance de ficção. Não acredito nos novos dados e vamos contestar esse estudo”, alfineta o paleoantropólogo.

Warren Sharp, do Centro de Geocronologia de Berkeley (EUA), assinala que a datação do crânio 1 “não se sustenta”. “As diferentes datações individuais obtidas para esse fóssil divergem de 335.000 anos atrás a 142.000 anos atrás, o que sugere que o fóssil perdeu parte do urânio que tinha originalmente. Isto implica que a idade atribuída a ele é muito antiga”, explica.

Amélie Vialet, pesquisadora do Museu Nacional de História Natural da França, opina que “a explicação mais plausível é que os dois crânios tenham ficado presos aos sedimentos da caverna na mesma época e que ambos sejam neandertais”.

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FIFA poderá encerrar jogos com incidentes racistas e preconceitusos

11 de julho de 2019, 16:07

Foto: Reprodução

“A menos que haja circunstâncias excepcionais, se uma partida for abandonada pelo árbitro por causa de conduta racista e/ou discriminatória, será atribuída a derrota à equipa infratora”, afirmou a FIFA em seu novo Código Disciplinar.

A medida pode ser aplicada depois do árbitro aplicar o “procedimento de três etapas” para tais incidentes: solicitar um anúncio público para pedir o fim do comportamento preconceituoso, suspender a partida até que o incidente pare e, por fim, abandonar a partida. 

O Código Disciplinar atualizado expande o escopo do que é considerado comportamento discriminatório para qualquer coisa relacionada a “raça, cor da pele, origem étnica, nacional ou social, gênero, deficiência, orientação sexual, idioma, religião, opinião política, riqueza, nascimento ou qualquer outro status ou qualquer outro motivo “.

O Código Disciplinar aplica-se apenas às competições oficiais da FIFA, incluindo as eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022.

No começo do ano, Montenegro foi punido pela UEFA e disputou um jogo em casa a portas fechadas, como punição por cantos racistas de torcedores durante uma partida das eliminatórias da Eurocopa de 2020 contra a Inglaterra.

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Barragem se rompe na Bahia e deixa moradores da cidade ilhados

11 de julho de 2019, 15:34

Foto: Tribuna Sisaleira

Na manhã desta quinta-feira (11) uma barragem se rompeu na cidade de Pedro Alexandre, localizada a cerca de 435 quilômetros de Salvador, na Bahia, e deixou os moradores ilhados.

Segundo Carla Leão, coordenadora da Defesa Civil da cidade, não há feridos, mas os moradores estão ilhados em meio a lama.

“Algumas casas foram invadidas, mas não teve feridos. Ainda não conseguimos contato com esses moradores porque o povoado está ilhado. Tem muita lama e água no caminho. Apesar disso, sabemos que eles não foram atingidos porque entramos em contato antes, e eles deixaram as casas antes do rompimento”, afirmou a coordenadora, segundo o portal G1.

De acordo com a Superintendência de Defesa Civil do Estado da Bahia (Sudec), o rompimento ocorreu por volta das 11h e as estradas da região estão bloqueadas.

A Defesa Civil local informou que acionou o Corpo de Bombeiros de uma cidade vizinha para ajudar no atendimento da região.
O acidente fez os moradores da cidade de Coronel João Sá, vizinha à Pedro Alexandre, a evacuarem suas casas.

“A preocupação é com a cidade de Coronel João Sá. Ela está na rota que a lama seguirá. Então, pedimos que as pessoas procurem ajuda. Já fiquei sabendo que a prefeitura está fazendo o trabalho de retirada dos moradores. Muitos já foram para abrigos”, completou a coordenadora.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pedro Alexandre tem cerca de 16.695 moradores e Coronel João Sá tem uma população que chega a 17.066.

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Glenn Greenwald diz no Senado que Moro cria clima de ameaça à imprensa

11 de julho de 2019, 13:30

Foto: Reprodução

Glenn disse não ter medo de ameaças e que seu site continuaria publicando reportagens sobre as trocas de mensagens

 

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O jornalista Glenn Greenwald, responsável pelo site The Intercpet Brasil, disse nesta quinta-feira (11) no Senado que o ministro Sergio Moro (Justiça) cria no país um clima de ameaça a imprensa ao não esclarecer as notícias de que ele está sendo alvo de investigação pela Polícia Federal.


O Intercept tem divulgado em seu site e em parcerias com outros veículos diálogos de Moro, quando juiz federal, e procuradores da Lava Jato, como Deltan Dallagnol. “Sergio Moro foi perguntado várias vezes no Senado, na Câmara e por muitos jornais se ele está nos investigando ou tem planos de fazer algo contra nós, e ele nunca negou, do dia em que a notícia saiu até hoje, a investigação. Ele quer que pelo menos fiquemos com medo de estarmos sendo investigados”, disse o jornalista em sua fala inicial na audiência pública na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
Glenn disse não ter medo e que seu site continuaria publicando reportagens sobre as trocas de mensagens. “O clima que o ministro da Justiça está tentando criar, acho que isso é uma ameaça a uma imprensa livre. Está tentando fazer isso de propósito para assustar a gente. Não vai funcionar, mas é uma ameaça muito grave”, disse o jornalista.

Moro também estaria no Senado nesta manhã, em uma audiência pública da Comissão de Relações Exteriores sobre violência que acomete as mulheres nas regiões fronteiriças. Seu nome constava na lista de participantes até a noite de quarta-feira (10).

A assessoria de imprensa do ministro havia informado que Moro não participaria da reunião. A agenda oficial do Ministério da Justiça informa que Moro tinha quatro compromissos nesta manhã, todos na sede da pasta.

Na audiência no Senado, Glenn Greenwald disse que, em 2014, quando divulgou o vazamento dos documentos do ex-agente da Agência Nacional de Segurança Edward Snowden, não foi acusado de nada nem foi alvo de investigação pelo governo dos Estados Unidos. Ele e sua equipe conquistaram à época prêmio Pulitzer, na categoria serviço público. As reportagens foram publicadas nos jornais The Guardian e The Washington Post. 

Glenn Greenwald reclamou que nenhum senador do PSL, partido do governo, estava presente no início da sessão para discutir com ele. O líder do partido, Major Olímpio (SP), e o senador Flávio Bolsonaro (RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), são suplentes na CCJ. Ele negou ter financiamento de qualquer partido. “Somos [o Intercept] independentes. Não estamos defendendo um político, não estamos defendendo uma ideologia, não estamos defendendo um partido”, afirmou o jornalista.

“Estamos defendendo os princípios fundamentais para a democracia, [que são] a imprensa livre, o fato de que pessoas com poder político precisam [ter] transparência, e não podemos ter um processo legal sem um juiz imparcial. Esses princípios são os princípios que estão governando o jornalismo que estamos fazendo e que vamos continuar a fazer”, afirmou.

O primeiro a fazer perguntas mais contundentes a Glenn foi o senador Marcos do Val (Cidadania-ES), que questionou os motivos do jornalista para não submeter o material que recebeu a perícia. “Jornalistas, na democracia, não entregam material jornalístico para a polícia, para o governo, para a Justiça para ter autorização para publicar. Tenho uma reputação mundial como jornalista. Obviamente não publicaria um material que não fosse autêntico”, afirmou.

“Não entregamos e nem nunca vamos entregar nosso material jornalístico para a polícia ou para os tribunais porque isso é algo que acontece em países autoritários, tiranias, e não democracias.”

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Vaticano não acha desaparecida em túmulo e aumenta mistério

11 de julho de 2019, 10:55

Foto: Divulgação

Vaticano procurava jovem desaparecida há 36 anos e descobriu que restos mortais de princesas sumiram

O Vaticano reabriu nesta quinta-feira (11) dois túmulos do cemitério teutônico de Roma onde poderiam estar os restos mortais de Emanuela Orlandi, jovem desaparecida em 1983, aos 15 anos de idade. A medida foi tomada após a família de Orlandi ter recebido uma carta indicando sua suposta sepultura.

No entanto, a tentativa só aumentou o mistério sobre o caso. Os túmulos estavam completamente vazios. De acordo com comunicado da Santa Sé, além de a operação não ter encontrado nenhum resto mortal da menina nos sepulcros, os ossos das duas princeses que deveriam estar enterrados no local sumiram.

“A pesquisa teve êxito negativo: não foram encontrados nenhuma descoberta humana na urna funerária”, informou o diretor da assessoria de imprensa do Vaticano, Alessandro Gisotti. O irmão da jovem desaparecida confirmou a informação e ressaltou que sua família precisa continuar as buscas.

“Acredito que teremos que continuar e esperar por uma colaboração honesta. Enquanto eu não encontrar Emanuela, é meu dever procurar a verdade”, afirmou Pietro Orlandi.

O cemitério fica na fronteira do Vaticano e é administrado pela Santa Sé, e um dos jazigos em questão exibe a estátua de um anjo e uma lápide dedicada a príncipes de uma família de nobres alemães. A operação teve início às 8h15 (horário local) desta manhã após uma oração em frente aos dois sepulcros, liderada pelo reitor do Colégio Teutônico. A informação foi relatada pelo diretor da assessoria de imprensa do Vaticano, Alessandro Gisotti.

Os especialistas são do Centro de Segurança Operacional da Gendarmaria do Vaticano. Os parentes de Orlandi juntamente com seu advogado e seu representante também estavam presentes.

 
 

Nos túmulos estavam enterradas as princesas Sophie von Hohenlohe, que morreu em 1836, e Carlotta Federica de Mecklenburg, falecida em 1840.

Orlandi desapareceu em 1983, aos 15 anos de idade, enquanto voltava para casa. Ela era filha de um funcionário da Santa Sé, cidadã do Vaticano e residia dentro dos muros do menor país do mundo, mas até hoje não se sabe seu paradeiro.

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EUA fracassam em intervir na Venezuela, assegura Evo Morales

11 de julho de 2019, 10:46

Foto: Divulgação

Nesta quinta-feira (11), o presidente da Bolívia, Evo Morales, disse que Washington falha ao tentar intervir em Caracas.

“Os Estados Unidos falham em sua intervenção na Venezuela, falham com a invasão, falham com [a tentativa de] golpe de Estado e com todas as políticas agressivas, econômicas e militares”, afirmou Morales ao site Sputinik.

O presidente boliviano também acrescentou que as políticas “do governo dos EUA em relação à Venezuela não são políticas de governos latino-americanos”.
O líder boliviano alertou anteriormente que nem uma intervenção estrangeira nem um golpe de Estado resolverão os problemas da Venezuela, e convocou os países latino-americanos a preservarem a paz regional.

Morales reafirmou seu apoio ao governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro, diante de problemas econômicos internos e forte pressão internacional liderada por Washington que apoia o autodenominado “presidente interino” Juan Guaidó.

Visita de Morales à Rússia

O presidente russo Vladimir Putin se reuniu com o presidente boliviano Evo Morales nesta quinta-feira (11) em Moscou para discutir a cooperação entre os dois países e trocar opiniões sobre as principais questões internacionais e regionais.
Ambos os líderes já debateram o estado atual das relações entre os dois países, bem como a cooperação nas esferas comercial, econômica e humanitária.

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Justiça cancela concessão de rádios e TV ligados a Collor

11 de julho de 2019, 10:32

Foto: Divulgação

A TV Gazeta de Alagoas, a Radio Clube de Alagoas e a Rádio Gazeta de Alagoas tiveram suas concessões canceladas


AJustiça Federal em Alagoas determinou o cancelamento da concessão, permissão ou autorização do serviço de radiodifusão sonora ou de sons e imagens outorgado à TV Gazeta de Alagoas, à Radio Clube de Alagoas e à Rádio Gazeta de Alagoas, por terem em seu quadro societário o senador Fernando Collor (PROS/AL), licenciado.

A decisão acolhe pedido do Ministério Público Federal e mantém “a prestação dos serviços atualmente realizados pelas empresas concessionárias até o trânsito em julgado da sentença”.

As informações foram publicadas pelo site da Procuradoria da República, em Alagoas nesta quarta-feira, 10. Além de Collor, o deputado João Henrique Caldas (PSB-AL), o JHC, responde à ação civil pública.

O Ministério Público Federal informou que a sentença, de junho, atendeu à totalidade de seus pedidos.
A Justiça condicionou à manutenção da sentença após o trânsito em julgado: a condenação da União a não renovar a outorga, bem como realizar nova licitação; a condenação das empresas concessionárias para não mais operarem os serviços nem pleitearem a renovação da outorga; a cominação de multa diária em caso de descumprimento da ordem judicial.

A Procuradoria apresentou a ação civil pública para cancelar as concessões de radiodifusão que têm como sócios parlamentares federais eleitos por Alagoas.

A ação é baseada em dispositivo da Constituição que proíbe congressista de “firmar ou manter contrato com empresa concessionária de serviço público” (art. 54) e foi ingressada após denúncia de entidades da sociedade civil, entre elas a associação Intervozes e o Fórum Interinstitucional pelo Direito à Comunicação (Findac).

O inciso II, alínea a, do mesmo artigo, veda aos parlamentares serem proprietários, controladores ou diretores de empresas que recebam da União benefícios previstos em lei. A regra também impede a participação de congressistas em prestadoras de radiodifusão, visto que tais concessionárias possuem isenção fiscal concedida pela legislação.

O processo judicial iniciado pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em Alagoas (PRDC), pediu a suspensão das concessões de rádios e de TV a Collor, que aparece nos registros oficiais como sócio dos veículos de comunicação.

O Ministério Público Federal solicitou ainda que a União, por intermédio do Ministério das Comunicações, realize nova licitação para os serviços de radiodifusão, abstendo-se de conceder renovações ou futuras outorgas do serviço de radiodifusão ao senador.

Atuação

Com autorização da Procuradoria Geral da República, procuradores de São Paulo receberam, em novembro de 2015, representação de 13 organizações da sociedade civil denunciando 40 parlamentares de 19 Estados brasileiros que, segundo o Sistema de Acompanhamento de Controle Societário (Siacco), da Anatel, seriam sócios/as de emissoras de rádio e televisão no País.

As entidades solicitaram que o Ministério Público Federal atuasse para que estas empresas tivessem suas licenças canceladas, tendo em vista que a Constituição proíbe que congressistas sejam sócios ou associados de concessionárias de serviços de radiodifusão.
O documento entregue ao Ministério Público Federal elencava 32 deputados federais e 8 senadores dos Estados de Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

A representação foi encaminhada às unidades do Ministério Público Federal em cada um dos Estados para que fossem adotadas medidas localmente. A partir disso, várias ações foram iniciadas no País, como em Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Pará e Amapá.
Algumas decisões judiciais em tribunais superiores, retirando as concessões das mãos de parlamentares, já existem. Elas seguem o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que também se manifesta contrário ao controle de políticos sobre veículos de comunicação.

Defesas

A reportagem está tentando contato com a TV Gazeta de Alagoas, a Radio Clube de Alagoas, a Rádio Gazeta de Alagoas, com o senador licenciado Fernando Collor e o deputado João Henrique Caldas. O espaço está aberto para manifestação.

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Decreto vai permitir cerveja com corantes, mel, leite e sem lúpulo

10 de julho de 2019, 13:02

Foto: Reprodução

O Ministério da Agricultura disse que o objetivo da proposta é atualizar as disposições legais sobre a produção de cervejas no País

O governo federal editou nova regulamentação sobre padronização, classificação, registro, inspeção, produção e fiscalização de cervejas. As novas regras estão contidas em decreto presidencial publicado na terça-feira no Diário Oficial da União (DOU). Segundo o Ministério da Agricultura, a única mudança nas normas é a permissão para o uso de matérias-primas de origem animal, como leite, chocolate com leite e mel, na produção da bebida.

O principal objetivo, de acordo com a pasta, é atualizar as disposições legais sobre a produção de cervejas no País, que estavam muito defasadas em relação à tecnologia e às regras internacionais sobre o assunto. “Antes da publicação do novo decreto, a cerveja tinha seu padrão disposto no Brasil em duas normas: o Decreto 6.871/2009 e a Instrução Normativa nº 54/2001.

Agora, o novo decreto passa a conter somente a definição da cerveja, enquanto todas as disposições específicas de classificação e rotulagem passam a vigorar somente na Instrução Normativa nº54/2001. Foram corrigidas algumas disposições conflitantes nas duas normas anteriores, tornando o arcabouço normativo mais compreensível à sociedade”, explica o ministério.

O coordenador-geral de Vinhos e Bebidas do ministério, Carlos Müller, esclarece que o novo decreto não altera o limite mínimo de utilização de malte de cevada nas cervejas e não há qualquer mudança em relação aos chamados adjuntos cervejeiros, que são as matérias-primas que substituem parcialmente o malte ou extrato de malte na elaboração da bebida. “Está em vigor o descrito da instrução normativa, e não existe qualquer modificação na quantidade de adjuntos permitidos para inclusão nas cervejas”, explica Muller. “Neste momento, a única mudança é a permissão da inclusão de matérias-primas de origem animal (leite, chocolate, mel). Enquanto não for publicada uma alteração da Instrução Normativa nº 54/2001, não existem outras alterações ao padrão atual”, acrescenta.

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Galo denunciado por cantar cedo demais será julgado na França

10 de julho de 2019, 12:29

Foto: Reprodução

Um galo chamado Maurice foi levado à Justiça na França, por causa do barulho que faz ao cacarejar logo pela manhã. De acordo com a CNN, a situação aconteceu por causa de uma divisão entre as comunidades rurais e urbanas no país.

O caso inusitado aconteceu na vila de Saint-Pierre-d’Oléron e a dona da ave, Corinne Fesseau, diz que começou a receber queixas de um casal em 2017. “Moro aqui há 35 anos e nunca incomodou ninguém”, defende a francesa. O casal que fez a queixa vive em outra cidade e visita aquela localidade apenas algumas vezes por ano, de acordo com Corinne.

Os vizinhos acusam o animal de poluição sonora e o caso foi levado ao tribunal de Rochefort. O desfecho da ação na Justiça deverá ser divulgado em setembro, quando acontecerá a audiência. “Espero que estas pessoas comecem a perceber o significado de ruralidade”, disse ainda a dona do galo.

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Número de mortos pela polícia do Rio aumenta 46%, diz estudo

10 de julho de 2019, 12:21

Foto: Reprodução

Um estudo revelou que, sob o governo de Wilson Witzel, as ações são muito mais frequentes do que quando o Rio estava sob intervenção militar

As mortes causadas pela violência policial no Estado do Rio aumentaram em 46% entre janeiro e junto deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. O dado foi divulgado nesta terça-feira, 9, pelo Observatório de Segurança da Universidade Cândido Mendes e revela que, sob o governo de Wilson Witzel, as ações são muito mais frequentes do que quando o Rio estava sob intervenção militar na segurança.

O levantamento foi feito tendo como base os números do Instituto de Segurança Pública (ISP) do governo do Estado, além de informações divulgadas pela imprensa e mídias comunitárias e dados das próprias forças policiais. No primeiro semestre do ano passado foram registradas 82 mortes por ação de agentes de segurança. Este ano, o número saltou para 120.

Os pesquisadores monitoraram 568 operações policiais e 580 ações de patrulhamento. Tanto na capital quanto na região metropolitana da chamada grande Niterói, quase 40% das mortes registradas foram causadas pela ação da polícia. O uso de helicópteros blindados (chamados de caveirão aéreos) como plataforma de tiro se popularizou nas operações em áreas de favelas. Foram 34 este ano.

“O que a gente tem visto nos primeiros meses de 2019 é que, sob o comando do governo Witzel, as operações policiais mudaram de padrão”, afirmou o pesquisador Pablo Nunes. “Dados do Observatório de Segurança mostram que elas são mais frequentes e mais letais. Constatamos que as populações das comunidades vivem cada vez mais aterrorizadas.”
Os pesquisadores do observatório criticaram também a falta de planejamento estratégico no combate à criminalidade. Segundo eles, as secretarias de Polícia Civil e Militar (o atual governo extinguiu a secretaria de segurança que reunia as duas forças policiais) não têm objetivos, metas, nem formas de avaliar as ações. No primeiro semestre do ano passado, 30% das ações foram conjuntas, contra apenas 3% este ano.

E a lógica que impera é a do combate descoordenado ao tráfico de drogas que, além de ser ineficaz, impõe uma rotina de terror às populações das comunidades.

“Não se pode dizer que exista uma política de segurança pública de fato”, disse Nunes. “Uma política pública tem que ter objetivos e metas a serem atingidos, e indicadores que possam ser monitorados. Não temos nada disso. O governo do estado liberou cada uma das polícias para traçar as metas que bem entender e persegui-las como achar melhor. Isso não tem sido bom para o Rio.”
As assessorias de imprensa da Secretaria de Polícia Militar e da Secretaria de Estado de Polícia Civil informaram que não podem comentar o estudo porque ele não se baseia nos dados oficiais do Instituto de Segurança Pública (ISP). A nota informa que os homicídios dolosos apresentaram uma queda de 24% nos cinco primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. “As ações da Polícia Militar e da Polícia Civil são pautadas por planejamento prévio e executadas dentro da legalidade”, sustentou a nota. “A prioridade da PM é a prisão de criminosos e a apreensão de armas.”

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