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Congresso derruba veto e impõe pena ao crime de fake news

29 de agosto de 2019, 07:57

O Congresso Nacional derrubou o veto presidencial que impediu o endurecimento da pena para quem divulga notícias falsas com intenções eleitorais. Com isso, passa a ser crime, sujeito a pena de reclusão de dois a oito anos, a disseminação de fake news contra candidatos durante campanhas eleitorais.

A derrubada do veto que o presidente Jair Bolsonaro apresentou ao projeto de Lei 1978/11, que tipifica o crime de denunciação caluniosa com finalidade eleitoral, foi aprovado por 326 a 84 deputados e por 48 a 6 senadores. Para ser derrubado, um veto precisa do voto contrário da maioria absoluta na Câmara dos Deputados (257 votos) e no Senado Federal (41 votos). Veja a lista de votação abaixo.

O endurecimento da pena ao crime das fake news foi criticado por parlamentares da base governista. “Quem vai dizer o que é fake news”, questionou a deputada Bia Kicis (PSL-DF), acrescentando que a pena imposta ao compartilhamento de notícias eleitorais falsas é maior que a de homicídio culposo, que é de até quatro anos de reclusão. “Quem ditará o que é fakenews ou não? Já sabemos! A liberdade de expressão sendo cerceada sob pretexto de palavras bonitas”, acrescentou o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ).

Já a oposição comemorou a derrubada do veto. “Derrota de Bolsonaro e sua máquina de fake news. Agora as milícias digitais da extrema-direita vão pensar várias vezes antes de espalhar mentiras”, disse o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). “É hora de punir esse crime. As fake news estão sendo usada para a disputa política baixa, tentando vencer o debate com mentiras. Quem se elegeu com mentiras deve estar preocupado”, acrescentou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP). “As milícias virtuais que se cuidem. A pena será dura”, completou o senador Humberto Costa (PT-PE), que chamou de vergonhoso o veto de Bolsonaro a este projeto.

Responsável por entregar o contato de Glendale Greenwald, editor do The Intercept, ao hacker que invadiu o celular do ministro Sergio Moro e de outras autoridades públicas, Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) também comemorou a decisão do Congresso nas redes sociais. “Vitória!!!! Bolsonaro vetou o projeto de lei que pune fake news. Mas o congresso acabou de derrubar o veto do presidente. Derrota das notícias falsas e de quem as propaga!”, escreveu.

CPMI
Além de criminalizar a divulgação de fake news, o Congresso vai investigar o compartilhamento de notícias falsas em meios digitais através de uma Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) a partir da próxima semana. A instalação da chamada CPI das Fake News, que é esperada há alguns meses pelos parlamentares, foi confirmada pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

“Aproveito esta oportunidade no plenário do Congresso Nacional para informar que já houve acordo na indicação do Relator da CPI das Fake News e que o Senado também já tem indicação para a Presidência da CPI. Na semana que vem, nós faremos a instalação da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito”, anunciou Alcolumbre, sem, contudo, revelar esses nomes. Ao todo, a CPMI será composta por 15 senadores, 15 deputados e o mesmo número de suplentes.

 
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Nestlé reavalia práticas de fornecedores de carne e cacau

28 de agosto de 2019, 17:06

Foto: Reprodução

O motivo são as queimadas na Amazônia e a possível ligação dos incêndios com a atividade agropecuária da região – 

 

ANestlé está reavaliando as práticas de seus fornecedores de carne e cacau no Brasil em meio a preocupações com as queimadas na Amazônia e a possível ligação dos incêndios com a atividade agropecuária da região. “Estamos usando uma combinação de ferramentas, incluindo mapeamento da cadeia de suprimentos, certificação, monitoramento por satélite e verificação em terra”, disse um porta-voz da Nestlé.

A empresa informou nesta quarta-feira (27) que “tomará ações corretivas quando necessário”, se os fornecedores estiverem violando seus padrões. A multinacional suíça de alimentos adquire óleo de palma, soja, carne e cacau do Brasil. Em 2010, a companhia se comprometeu a não adquirir produtos que gerassem desmatamento.

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Estimativas apresentam crescimentos tímidos de municípios baianos. Jacobina no Piemonte da Diamantina perdeu cerca de 3 mil habitantes em dois anos

28 de agosto de 2019, 16:35

Foto: Gervásio Lima

Dos mais populosos municípios baianos apenas Ilhéus teve perda de habitantes. A cidade do Litoral Sul baiano diminuiu cerca de 1,52% da população. Em 2018, a estimativa era de 164.844 e neste ano ficou em 162.327. A capital baiana Salvador teve aumento de 0,52%, saindo de 2.857.329 para 2.872.347 em 2019.

O segundo município mais populoso, Feira de Santana, aumentou de 609.913 para atuais 614.872, acréscimo de 0,83%. A terceira cidade com mais moradores no estado, Vitória da Conquista, teve 0,80% de crescimento. Saiu de 338.885 para 341.597 habitantes.

A estimativa da população brasileira divulgada nesta quarta-feira (28), pelo IBGE, mostrou que entre os 9 municípios pertencentes ao Território Piemonte da Diamantina apenas 3 perderam habitantes: Caém, Miguel Calmon e Várzea Nova. Já Jacobina passou de 80.394, em 2018, para 80.518, em 2019. O município teve um aumento de 124 moradores no período de um ano; mas com um déficit de 2.993, se comparado com a estimativa de 2017, quando a população era de 83.635. Em dois anos, Jacobina passou da 21ª posição, no ranking das maiores cidades da Bahia, para o 24º lugar, sendo ultrapassada pelos municípios de Serrinha ((80.861), Dias D´ávila (81.089), Guanambi (84.481), Candeias (87.076) e Luís Eduardo Magalhães (87.519).

Confira abaixo a população e a posição dos municípios do Piemonte da Diamantina:

Miguel Calmon (26.023 – 122º)
Umburanas (19.222 – 178º)
Mirangaba (18.338 – 192º)
Ourolândia (17.451 – 198º)
Serrolândia (13.397 – 275º)
Saúde 12.913 – 287º)
Várzea Nova (12.697 – 288º)
Caém (9.213 – 350º)

Veja quem ganhou e quem perdeu habitantes na comparação das estimativas de 2018 e 2019:

Ganharam:
Umburanas – 188
Mirangaba – 143
Ourolândia – 62
Serrolândia – 50
Saúde – 30

Umburanas – Bahia

Perderam:
Caém – 159
Miguel Calmon – 136
Várzea Nova – 75

Caém

Entre os maiores municípios da região Norte do Estado, estão Senhor do Bonfim (79.015 – 25º).e Irecê (72.967 – 27º).

As estimativas do IBGE são projeções feitas pelo instituto divulgadas ano a ano. O Censo Demográfico previsto para 2020 deve revelar dados mais precisos sobre as populações. No método, agentes censitários percorrem as cidades e fazem a contagem dos habitantes.

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Saiba como descobrir se estão espionando seu celular

28 de agosto de 2019, 14:05

Foto: Reprodução

A tentação é forte: seu companheiro esquece o celular sobre a mesa, e você morre de vontade de xeretar o WhatsApp, as ligações recebidas e os sites que ele visitou, sobretudo se tem dúvidas sobre a fidelidade. Esse desejo não é novo, mas, em vez de pegar o telefone da vítima e navegar no conteúdo, agora existem ferramentas que fazem esse trabalho sujo sem o conhecimento (nem o consentimento) dela. É o chamado stalkerware(algo assim como “vírus do assediador”), e a má notícia é que qualquer um pode ser espionado sem ter consciência disso. Como detectar se o seu celular foi afetado por esse programa?

Antes de analisar as chaves para detectar esse espião no smartphone, é bom conhecer como o stalkerware funciona. Esses aplicativos operam de forma muito similar à do malware (código malicioso): uma vez instalados no aparelho da vítima, começam a registrar todo tipo de atividade que for enviada posteriormente a um servidor ao qual o espião tenha acesso. Mas a técnica não é exatamente igual. “Ao contrário do malware, que é instalado de forma maciça, esse software é instalado por alguém que tem acesso ao celular”, disse ao EL PAÍS Fernando Suárez, vice-presidente do Conselho Geral de Associações de Engenharia Informática da Espanha. Ele cita também outra importante peculiaridade desse tipo de programa: “Ao contrário dos aplicativos de controle parental, esses não são visíveis no celular da vítima.” Mas… como saber se o aparelho está sendo espionado por um stalkerware?

Pop-Ups inesperados aparecem no navegador

Segundo o The Kim Komando Show, programa de rádio dos Estados Unidos sobre tecnologia, uma maneira de descobrir se o celular foi vítima dessa espionagem é através da súbita aparição de janelas emergentes (Pop-Ups) no navegador. Trata-se de comportamentos fora do normal que não devem ser minimizados pela vítima. Do mesmo modo, um súbito aumento de spam no e-mail e na recepção de mensagens de texto de desconhecidos, com excessiva frequência, devem ser motivos de preocupação.

 O celular sumiu temporariamente?

Se o seu smartphone desapareceu por um tempo antes de ter um comportamento estranho (por exemplo, se você o deixou no quarto e ele apareceu na sala horas depois), então pode ser que alguém tenha instalado o programa espião nele.

A bateria de repente dura muito menos

Um celular com stalkerware trabalha muito mais que os outros – e essa atividade tem um impacto sobre a duração da bateria. Se você detectar uma súbita queda no rendimento, acompanhada das situações descritas acima, pode suspeitar e tomar as medidas necessárias.

O celular esquenta constantemente

Além do maior consumo da bateria, os aparelhos afetados pelo programa espião precisam desempenhar muito mais tarefas – o que gera um aumento da temperatura.

Instalar apps fora das lojas oficiais

Não se trata de um sintoma em si. Mas se você perceber algum desses comportamentos atípicos após ter instalado um aplicativo fora das lojas oficiais (App Store e Google Play), a chance de que o celular tenha sido infectado é muito maior. Tanto a Apple como o Google levam muito a sério a segurança de suas plataformas, e por isso é extremamente recomendável instalar appsdas lojas oficiais. A boa notícia para os donos do iPhone é que esse dispositivo dificilmente se torna vulnerável aos ataques, já que a Apple obriga os usuários a instalar todos os apps através da loja. Já o Android é mais suscetível, pois as pessoas podem instalar os aplicativos sem o controle do Google.

O que fazer se você tem suspeitas?

O mais recomendável é restaurar o aparelho para padrão de fábrica. Além disso, convém instalar um software que possa detectar os invasores. “Em 2018, identificamos mais de 26.000 aplicativos de stalkerware”, afirma Daniel Creus, da Kaspersky Security, dando uma dimensão real do problema. Esta empresa modificou recentemente seus appsde segurança em celulares para enfrentar o fenômeno.

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Cientistas encontram provas que confirmam ter havido uma guerra descrita na Bíblia

28 de agosto de 2019, 13:41

Foto: Reprodução

Dois textos do século IX a.C., escritos com símbolos do alfabeto moabita e números egípcios, narram uma história sobre a rebelião do rei Mesha. A insurreição do rei terminou com a dominação por Israel da região de Moab.

Além de confirmar um episódio desctito na Bíblia e lançar luz sobre uma guerra entre os reinos de Israel e Moab, as inscrições de um altar descoberto em 2010 no sítio arqueológico de Khirbat Ataruz, localizado na Jordânia, representam o exemplo mais antigo de escrita moabita, disse na quinta-feira (22) Christopher Rollston, um dos autores do estudo do artefato, ao portal Live Science.

https://mobile.twitter.com/LiveScience/status/1164494954644684800?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1164494954644684800&ref_url=https%3A%2F%2Fbr.sputniknews.com%2Fciencia_tecnologia%2F2019082814443884-cientistas-encontram-provas-que-confirmam-ter-havido-uma-guerra-descrita-na-biblia-foto%2F

Guerra bíblica revelada em um altar de pedra de 2.800 anos

Durante a guerra, a povoação de Khirbat Ataruz, conhecida na antiguidade como Atarot, foi conquistada e saqueada. A pilhagem foi gravada em uma das inscrições no altar, que especifica a quantidade de bronze levada pelo rei Mesha.

Outro texto, muito menos compreensível, provavelmente também descreve este episódio bélico relatando que “4 mil homens estrangeiros dispersados” e “abandonados em grande número”, lembrando além disso uma “cidade destruída”.

Admitindo que “ainda há muito por esclarecer” sobre esta inscrição, os investigadores supõem que as inscrições teriam um sentido dedicatório e/ou comemorativo, “inclusive poderia se referir a eventos históricos relacionados com a conquista moabita de Atarot e seu território circundante”.

Deste modo, o altar confirmaria a narrativa bíblica sobre estes acontecimentos, destacou Rollston.

Ele indicou ao mesmo tempo que se trata da “mais antiga evidência” do uso da escrita moabita, destacando a “sofisticação” dos escribas locais, comparáveis aos do antigo Israel.

Para além ter deixado este rastro, a insurreição do rei Mesha é descrita no Segundo Livro dos Reis (3:4-27) que faz parte da Bíblia.

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Três características que fazem de alguém uma boa pessoa

28 de agosto de 2019, 12:33

Foto: Reprodução

 

Veja alguns indícios que podem mostrar qual sua verdadeira personalidade – 

Você vê o melhor das pessoas ou presume que os outros estão sempre prontos para ‘lhe passar a perna’? Em uma conversa dá prioridade à honestidade ou prefere manter o charme e as aparências a qualquer custo? As suas respostas determinam em parte o quanto é ou não uma ‘pessoa correta’, de acordo com um grupo de psicólogos que surgiu com uma nova maneira de categorizar traços de personalidade benéficos, divulgada pela BBC.

Ajuda a entrar nesse grupo se vê os humanos, e a humanidade em geral, como fundamentalmente bons – e os trata também desse modo.

Duas décadas atrás, psicólogos surgiram com a agora infame ‘tríade obscura’ dos traços de personalidade para melhor entender as pessoas que não pensam duas vezes em fazer trapaças ou aquelas que atacam as fraquezas e vulnerabilidades alheias.

Desde então, os investigadores se apoderaram desse trio – narcisismo, maquiavelismo e psicopatia -, relacionando-o a uma variedade de coisas, como sucesso no trabalho, problemas de relacionamentos e até mesmo os ‘sete pecados capitais”.

É exatamente por isso que Scott Barry Kaufman, psicólogo da Universidade Columbia, nos EUA, decidiu que era hora de recompor o equilíbrio a favor do lado mais positivo do caráter humano.

“Fiquei bastante frustrado com o fato das pessoas serem tão fascinadas com o lado sombrio, enquanto o lado da luz da personalidade estava sendo negligenciado”, explica.

Por outro lado, a ‘tríade de luz’ investigada por Kaufman e uma equipe de investigadores compreende três traços de personalidade. Cada um deles destaca um aspecto diferente de como cada individuo interage com os outros: desde ver o melhor nas pessoas a ser rápido a perdoar, do aplaudir o sucesso dos outros a ficar desconfortável e manipular as pessoas.

Afinal, que características são essas?

O que as ‘pessoas corretas’ necessitam de ter

O primeiro traço, o humanismo, é definido como acreditar na dignidade inerente e no valor de outros seres humanos.

O segundo, o kantismo, recebe o nome do filósofo Immanuel Kant, e neste caso indica tratar as pessoas como fins em si mesmas, não apenas como peões involuntários em um jogo pessoal de xadrez.

Finalmente, a ‘fé na humanidade’ é sobre acreditar que os outros humanos são fundamentalmente bons e não pretendem se aproveitar do outro.

William Fleeson, psicólogo da Universidade Wake Forest, nos EUA, diz que as três características encaixam-se bem na pesquisa existente sobre o que faz de alguém uma boa pessoa. Em particular, acreditar que outras pessoas são boas parece ser fundamental.

“Quanto mais alguém acredita que os outros são bons, menos sente a necessidade de se proteger e de punir os outros quando estes fazem algo mau”, detalha.

As ‘pessoas corretas’ não estão apenas beneficiando o resto do mundo com a sua gentileza. Kaufman descobriu que aqueles que têm uma alta classificação nestes traços apresentam uma maior autoestima, senso de identidade e satisfação com seus relacionamentos e com a vida em geral.

Uma série de características fortes também revelaram estar associadas a pontuações altas, como curiosidade, entusiasmo, amor, bondade, trabalho em equipa, perdão e gratidão.

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Mais de 18 marcas, como Timberland, Vans e Kipling, suspendem compra de couro brasileiro

28 de agosto de 2019, 10:03

Foto: Reprodução

Entidade do setor enviou carta ao ministério do Meio Ambiente pedindo atenção ao tema – 

Mais de 18 marcas internacionais, como Timberland, Vans e Kipling, suspenderam a compra de couro brasileiro devido às notícias relacionando as queimadas na região amazônica com o agronegócio no país, segundo informações do CICB (Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil) enviadas ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, nesta terça-feira (27).

“Recentemente, recebemos com muita preocupação o comunicado de suspensão de compras de couros a partir do Brasil de alguns dos principais importadores mundiais. Este cancelamento foi justificado em função de notícias relacionando queimadas na região amazônica ao agronegócio do país”, disse o presidente da CICB, José Fernando Bello, no documento.

Entre as marcas que já solicitaram a suspensão de compra de couro do Brasil estão Timberland, Dickies, Kipling, Vans, Kodiak, Terra, Walls, Workrite, Eagle Creek, Eastpack, JanSport, The North Face, Napapijri, Bulwark, Altra, Icebreaker, Smartwoll e Horace Small.

Kipling é uma das marcas que suspendeu a compra de couro brasileiro 

“Entendemos com muita clareza o panorama que se dispõe nesta situação, com uma interpretação errônea do comércio e da política internacionais acerca do que realmente ocorre no Brasil e o trabalho do governo e da iniciativa privada com as melhores práticas em manejo, gestão e sustentabilidade”, afirmou Bello.

No documento, ele também pede ao ministério uma atenção especial à situação a qual o setor enfrenta, afirmando que é “inegável a demanda de contenção de danos à imagem do país no mercado externo sobre as questões amazônicas”.

À Folha, Bello minimizou o tom da carta, dizendo que as marcas não fizeram nenhum cancelamento e só enviaram um documento aos curtumes, solicitando garantia de rastreabilidade. Ele confirmou, contudo, que novos pedidos não devem vir até ocorrer esclarecimentos.

“Claro que enquanto isso não estiver esclarecido, eles não vão colocar novos pedidos”, disse.

De acordo com Bello, esse questionamento é comum pelas marcas, e que os curtumes brasileiros têm certificações nacionais e internacionais que controlam tais demandas. Na sua avaliação, isso é uma medida apenas para controlar um tema que é muito discutido.

“Nada mais é do que uma preocupação deles porque esse assunto está muito quente no mercado. Então eles querem esclarecimento para dar continuidade aos pedidos”, afirmou.​

O presidente da entidade disse ainda que a ideia da carta era mostrar ao ministério que tem setores que estão tendo que responder internacionalmente sobre as questões envolvendo na Amazônia.

“Para eles se sensibilizarem que tem uma cadeia toda envolvida nesse bioma. Uma cadeia organizada, não é uma cadeia clandestina. É toda documentada. Nós exportamos 80% da produção de couro brasileiro.”

A reportagem entrou em contato com o ministério do Meio Ambiente para saber se alguma medida foi ou deverá ser tomada para reverter as suspensões, mas até a publicação deste texto não obteve resposta.

 

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‘Pé grande’ é avistado em montanhas de cidade norte-americana (VÍDEO)

28 de agosto de 2019, 09:27

Foto: Reprodução

Um casal registrou o momento em que uma figura misteriosa surge nas montanhas de Utah, nos EUA.

As imagens mostram uma suposta figura, aparentemente do tamanho de um humano, escondida em uma floresta ao longo das montanhas.

No dia seguinte, o casal retornou ao local e teria encontrado pegadas, consideradas ser do lendário Pé Grande, cita o tabloide britânico The Sun.

 

A suposta criatura seria grande e escura, e estaria andando entre as árvores no momento em que foi flagrada.

Apesar da euforia sobre o registro do suposto Pé Grande, alguns internautas acreditam que a figura que aparece no vídeo possa ser a de um urso andando sobre as patas traseiras e afirmam não acreditar na lendária criatura.

 

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População do Brasil passa de 210 milhões de habitantes

28 de agosto de 2019, 09:05

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Três Estados do Sudeste estão no topo da lista dos mais populosos: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – 

O Diário Oficial da União (DOU) traz nesta quarta-feira a mais nova estimativa da população brasileira feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com os dados, o País já conta com mais de 210 milhões de habitantes, quantidade superior aos 208 milhões registrados em 2018. O número atualizado é de 210.147.125 de habitantes.
Três Estados do Sudeste estão no topo da lista dos mais populosos. São Paulo lidera com 45.919.049 de habitantes – a capital do Estado tem hoje 12.252.023 pessoas. Em seguida, vêm Minas Gerais, com 21.168.791 de habitantes, e Rio de Janeiro, com 17.264.943.
 
No Nordeste, a Bahia tem a maior população da região, com 14.873 064 de habitantes. No Sul, Paraná e Rio Grande do Sul quase empatam no número de pessoas, com 11.377.239 e 11.433.957 de habitantes, respectivamente. No Norte, o Estado do Pará é o mais populoso, com 8.602.865 de habitantes, e, no Centro-Oeste, é o Estado de Goiás, com 7.018.354. Pela nova estimativa, o Distrito Federal tem 3.015.268 de moradores.
 
Entre outros objetivos, a nova estimativa será utilizada para o cálculo das cotas dos fundos de participação de Estados e municípios. Os dados têm data de referência em 1º de julho de 2019 e estão organizados por Estados, Distrito Federal e municípios.
 
 
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‘PEC do Índio’ é aprovada e permitirá agropecuária em terras indígenas

28 de agosto de 2019, 08:58

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As comunidades indígenas agora poderão plantar e comercializar produtos – 

AComissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara aprovou nesta terça-feira, 26, a admissibilidade da proposta que permite exploração agropecuária e florestal em terras indígenas, a chamada PEC do Índio. Foram 33 votos a favor, 18 contra e uma abstenção.

A proposta altera a Constituição e diz que as comunidades indígenas podem, de forma direta, exercer atividades agropecuárias e florestais em suas terras, com autonomia para a administração dos bens e a comercialização dos produtos.

Para ser aprovado, o texto precisa ainda passar por uma comissão especial e depois ir ao plenário da Câmara. Na segunda-feira, 26, no entanto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sinalizou que não deve dar celeridade ao processo. Cabe a ele criar essa comissão.

A votação na CCJ ocorreu após acordo em que a oposição desistiria da obstrução se a relatoria declarasse a inadmissibilidade de outra proposta que tramitava em conjunto, mais abrangente quanto à exploração agropecuária, mineral e hídrica em terras indígenas.

A sessão da CCJ foi acompanhada por lideranças indígenas e houve protesto. A deputada Joênia Wapichana (Rede-RR) disse que a proposta está na linha do atual “desmonte das políticas públicas indigenistas”.

 

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