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‘Minha Casa Minha Vida’ corre risco de parar em 2020

30 de agosto de 2019, 07:42

Foto: Reprodução

O governo avalia suspender novas contratações do programa ‘Minha Casa Minha Vida’ para cortar despesas

Diante de um cenário dramático de necessidade de corte de despesas em 2020, o governo avalia suspender novas contratações do programa Minha Casa Minha Vida e redirecionar recursos do Sistema S para bancar alguns gastos do Orçamento.

O assunto foi discutido em reunião da Junta de Execução Orçamentária (JEO), que avaliou um conjunto de medidas para reduzir despesas obrigatórias (como salários, aposentadorias e pensões) e abrir espaço no teto de gastos (dispositivo previsto na Constituição que impede o crescimento das despesas acima da inflação) na proposta de Orçamento de 2020. Com essa diminuição das despesas obrigatórias, o governo poderia aumentar os chamados gastos discricionários (aqueles que são tradicionalmente contingenciados e que incluem custeio da máquina e investimentos).

A suspensão das novas contratações do Minha Casa Minha Vida por um período pode garantir uma economia de despesas de R$ 2 bilhões. No caso do Sistema S, além do corte dos recursos anunciado no início do governo Bolsonaro, o que está em discussão é repassar uma parcela da arrecadação para bancar alguns grupos de despesas, principalmente aquelas voltadas para qualificação.

As duas propostas, porém, enfrentam resistências e não há definição. Uma das preocupações com o Sistema S é o risco de transformação de uma espécie de “orçamento paralelo”.

Como o Orçamento de 2020 tem de ser enviado nesta sexta-feira, 30, ao Congresso, o mais provável é que o projeto não conte ainda com o impacto das medidas que estão sendo estudadas – boa parte delas depende de medidas legais que precisam de ser aprovadas pelo Congresso.

Na reta final da elaboração da proposta orçamentária para 2020, o governo prepara medidas para reduzir as despesas obrigatórias em mais de R$ 10 bilhões. Mas o valor ainda é insuficiente, e a equipe econômica busca saídas para conseguir R$ 15 bilhões adicionais para as despesas discricionárias.

A maior parte das medidas deve ser feita via medida provisória, que tem vigência imediata. Uma reunião foi realizada nesta quinta, 29, no Palácio do Planalto para tentar definir ações adicionais e fechar as contas do ano que vem.

Entre as medidas, o governo quer propor o congelamento das progressões de 334 mil servidores civis nas carreiras do Executivo (66,5% do total) para economizar cerca de R$ 2 bilhões.

Outra medida é o fim do adicional de 10% da multa rescisória sobre o FGTS pago pelas empresas. Hoje, as empresas pagam 50% de multa nas demissões, 40% ficam com o trabalhador e os outros 10% vão para os cofres da União, que repassa os recursos para a administração do fundo. Por ano, esses 10% correspondem a R$ 5,4 bilhões pagos pelas empresas, dinheiro que passa pelo Orçamento e consome espaço do teto de gastos.

Não há mais cortes que possam ser feitos “na caneta” do presidente Jair Bolsonaro para adequar o Orçamento de 2020 ao teto de gastos e desafogar os ministérios, segundo uma fonte. Qualquer iniciativa que resulte em alívio nas despesas obrigatórias precisará ser feita por meio de lei.

O quadro é de dificuldades mesmo depois de os técnicos terem decidido incluir nas contas o cenário de aprovação da reforma da Previdência – o que resulta em economia de R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões nos gastos previdenciários. É a primeira vez que o governo decide incluir os efeitos da reforma no Orçamento. Sem isso, a situação estaria ainda mais apertada. O governo reservou cerca de R$ 89 bilhões até agora para as despesas discricionárias.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

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Cavalo campeão vale mais que Ferrari e Lamborghini juntas

30 de agosto de 2019, 06:46

Foto: Divulgação

O cavalo campeão Comandante Elfar, exposto na 38ª Exposição Nacional do Mangalarga Marchador em Belo Horizonte (MG), impressiona não só pela sua exuberância, mas pelo seu alto valor. 

Ferrari 488 Spider custa cerca de R$ 3 milhões. — Foto: Divulgação

Avaliado em mais de R$8 milhões, o animal custa mais que dois dos maiores carros de luxo, a Lamborghini Aventador S (R$ 4 milhões) e a Ferrari 488 Spider (R$ 3,4 milhões).

Após a conquista do título, o sêmem do animal se tornou um artigo de luxo, podendo custar até R$ 5 mil cada dose.

Lamborghini Aventador S sai a partir de R$ 4 milhões — Foto: Divulgação

A partir de agora, Comandante Elfar será confinado a uma baia especial, em um local chamado de central de embriões. Lá, o sêmen dele será colhido sempre às segundas, quartas e sextas-feiras.

 

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Ministro da Educação vira piada após escrever duas vezes paralisação com z

30 de agosto de 2019, 06:13

Foto: Renato Costa / Frame Photo / Estadão

Documento alerta ministério da Economia sobre consequências de insuficiência de recursos em 2020

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, escreveu duas vezes a palavra paralisação usando a letra z em ofício endereçado ao ministro da Economia, Paulo Guedes. No documento, Weintraub alerta que os recursos previstos para o ministério em 2020 são insuficientes para a prestação de serviços públicos, como a compra de livros escolares, e podem levar à interrupção das atividades em universidades públicas.

O ministro pediu aumento de R$ 9,8 bilhões em verbas previstas para as chamadas despesas discricionárias (aquelas que não são obrigatórias, como pagamento de servidores e aposentados). Com o incremento, os recursos previstos para esses gastos, que incluem o custeio de programas e investimentos, alcançariam R$ 26 bilhões.

“Com a redução de bolsistas de mestrado e doutorado, há paralização (sic) de pesquisas e risco de evasão de pesquisadores para atuação no exterior, comprometendo o desenvolvimento da ciência e tecnologia no país”, alerta o ministro na página 4 do ofício, de 15 de agosto deste ano.

“O referencial monetário apresentado ao MEC impossibilita a destinação de menos da metade do orçamento que as universidades e institutos possuem atualmente. Com isso, haverá a paralização (sic) de cursos, campi e possivelmente instituições inteiras, comprometendo a educação superior e a educação profissional e tecnológica (EPT)”, afirma o ministro na página 6.

O ministro mostrou preocupação com temas caros ao governo Bolsonaro, como ampliação do número de escolas cívico-militares. Ainda afirmou que há risco de “recepção desfavorável na sociedade em geral e na imprensa” se forem suspensas bolsas de estudo no País e exterior. Como mostrou o Estado, além de Weintraub, ministros da Saúde, de Minas e Energia e de Relações Exteriores também alertaram Guedes que as verbas previstas para 2020 são insuficientes.

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Cadela ‘furta’ dentadura e foto viraliza nas redes sociais

29 de agosto de 2019, 23:27

Foto: Anna Carolina Lima/Arquivo pessoal

A cadela “Luna” ganhou destaque nas redes socias nesta semana após aparecer usando uma dentadura. Segundo a dona dela, o animal pegou o objeto enquanto a avó dormia, de acordo com informações do G1.

Segundo a reportagem, a foto foi feita em julho na cidade de Ponta Grossa, no Paraná, enquanto a estudante de pedagogia Anna Carolina Lima visitava os pais em Juiz de Fora, em Minas Gerais. A jovem resolveu levar a cachorra, de 11 meses, junto na viagem.

“A avó tinha ido dormir depois do almoço e como de costume colocado a dentadura embaixo do travesseiro para não perder. Quando ela acordou, ficou bem desesperada porque não achava a dentadura”, disse Anna ao G1.

Ao tomar conhecimento da situação, ela logo desconfiou que Luna estive envolvida no sumiço. “Conhecendo a minha bênção bem como eu conheço, já tinha certeza que ela havia pegado. Quando subi pro quarto da minha mãe, encontrei a Luna sentada na poltrona com a dentadura na boca, mordendo e brincando”, contou.

Ao ver a cadela com a dentadura, Anna tirou fotos e postou em um grupo. A publicação já atingiu mais de 6 mil curtidas.

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Sucessor do Hubble: NASA traz à tona novo telescópio que buscará vida alienígena

29 de agosto de 2019, 23:21

Foto: Reprodução

A agência espacial norte-americana finalmente montou seu avançado Telescópio Espacial James Webb, cuja tarefa é buscar vida alienígena e estudar as origens do Universo.

Desde seu anúncio em 2019, o novo observatório espacial da NASA, do tamanho de uma quadra de tênis, tem sido atormentado por atrasos e custos excessivos.

Após dobrar seu custo inicial, o projeto atinge agora aproximadamente US$ 9,7 bilhões (R$ 40,4 bilhões) com um atraso adicional de sete anos no lançamento, previsto para março de 2021.

Toda a estrutura será cercada por um complexo escudo solar dobrável para proteger os instrumentos de alta tecnologia a bordo durante toda a sua vida operacional.

https://mobile.twitter.com/NASAWebb/status/1166714331775537154?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1166714331775537154&ref_url=https%3A%2F%2Fbr.sputniknews.com%2Fciencia_tecnologia%2F2019082914448233-sucessor-do-hubble-nasa-traz-a-tona-novo-telescopio-que-buscara-vida-alienigena-fotos%2F

​O telescópio espacial mais poderoso e complexo a ser criado pela humanidade atingiu a sua forma final como um observatório totalmente montado. Alcançando um marco importante, os engenheiros conectaram com sucesso as duas metades do telescópio Webb da NASA

As duas metades da nave foram então fixadas manualmente, mas os técnicos ainda não ligaram toda a eletrônica.

Meta do avançado telescópio

Após o lançamento, o telescópio Webber verá o Universo no espectro infravermelho de luz do Lagrange Point 2 – um ponto gravitacionalmente estável no Sistema Solar a aproximadamente 1,5 milhão de km de distância da Terra.

A tarefa desse avançado telescópio é buscar sinais de vida em planetas próximos e estudar as formações das primeiras estrelas e galáxias há cerca de 13,5 bilhões de anos, usando um fenômeno de “lupa galáctica”, conhecido como lente gravitacional.

O projeto é liderado pela agência espacial americana com o apoio da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Agência Espacial Canadense (ASC).

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Justiça do Rio liberta assassino do menino João Hélio

29 de agosto de 2019, 23:11

Foto: Reprodução

A criança, de 6 anos, foi morta em 2007, após ser arrastada, presa ao cinto de segurança do carro onde estava – 

AJustiça determinou a libertação de Carlos Roberto da Silva, um dos responsáveis pela morte do menino João Hélio. A criança foi morta em 2007, após ser arrastada, presa ao cinto de segurança do carro onde estava. O caso chocou a opinião pública na época e quatro dos assaltantes responsáveis pela morte acabaram presos e condenados no ano seguinte.

A decisão de conceder a progressão da pena de Carlos Roberto para o regime aberto foi da Vara de Execuções Penais do Rio. Ele vai cumprir o restante da pena em casa. Deverá ficar na residência em tempo integral nos dias de folga, sábados, domingos e feriados. Não poderá sair de casa das 22h às 6h. Também terá que usar tornozeleira eletrônica.

Carlos Roberto, conhecido como Sem Pescoço, foi condenado a 39 anos de prisão. As penas dos demais comparsas chegaram a 45 anos de reclusão.

No dia 7 fevereiro de  2007, o carro que transportava João Hélio estava parado em um semáforo da Zona Norte do Rio quando quatro homens anunciaram o assalto. A mãe e a irmã conseguiram sair do veiculo, mas João Hélio, de apenas 6 anos, ficou preso ao cinto de segurança. Os bandidos levaram o carro, arrastando o menino por quase sete quilômetros. Apesar de avisos de quem passava pelas ruas, os criminosos recusaram-se a parar o veículo. 

Em janeiro de 2008, a juíza Marcela Assad, da 1ª Vara Criminal de Madureira, no Rio de Janeiro, condenou os quatro envolvidos na morte de João Hélio Fernandes pelo crime de lesão corporal grave resultante em morte. Diego Nascimento da Silva, Carlos Eduardo Toledo Lima, Carlos Roberto da Silva, e Tiago Abreu Matos receberam sentenças de prisão diferenciadas, que vão de 39 a 45 anos de reclusão em regime fechado.

Com informação: Agência Brasil

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Polícia do Pará identifica suspeitos de provocar queimadas na Amazônia

29 de agosto de 2019, 23:07

Foto: Reprodução

Segundo a polícia, foi encontrado no local um grupo de trabalhadores em condições análogas à escravidão – 

APolícia Civil do Pará identificou três suspeitos de provocar queimadas em área de floresta nativa no sudeste do estado. Nesta quinta-feira (29), policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na casa dos suspeitos. Dois são irmãos e proprietários da fazenda Ouro Verde, em São Félix do Xingu, e o terceiro é gerente da propriedade. A fazenda fica localizada dentro da Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu. 

Segundo a polícia, foi encontrado no local um grupo de trabalhadores em condições análogas à escravidão. A operação está ainda em andamento.

Durante a operação, um dos suspeitos foi preso em flagrante com um revólver calibre 38, sem porte legal, durante cumprimento de busca e apreensão, na sede da fazenda em São Félix do Xingu.

Os três vão responder por danos em área de proteção ambiental, poluição, queimadas e associação criminosa. De acordo com a Polícia, equipes fazem buscas na fazenda e em outras propriedades dos investigados, localizadas no estado de Goiás.

Segundo o diretor de Polícia do Interior da Polícia Civil do Pará, delegado José Humberto Melo, as investigações mostram que o grupo já derrubou e tocou fogo em mais de 5 mil quilômetros de mata. As investigações indicam que um dos suspeitos pode ter contratado mais de 50 homens para derrubar 20 mil hectares na fazenda Ouro Verde, que fica em área de proteção ambiental. 

Com informação: Agência Brasil

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Fumar pode levar a câncer de bexiga e infertilidade

29 de agosto de 2019, 15:27

Foto: Reprodução

O cigarro é responsável por 65% dos casos de câncer de bexiga em homens e 25% em mulheres – 

 

Ocigarro é o mais importante fator de risco para o desenvolvimento de câncer de pulmão, mas o hábito de fumar pode levar a outras complicações pouco conhecidas ou discutidas, como câncer de bexiga, infertilidade e complicações para bebês cujas mães fumaram na gestação.

Segundo o urologista Maurício Rubinstein, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica (Sobracil-RJ), o cigarro é um fator de risco muito forte, dentro da urologia, para câncer de bexiga e de rim. “São raros os pacientes com diagnóstico de câncer de bexiga que não fumaram durante a vida”, diz.

Isso ocorre porque as substâncias químicas da fumaça do cigarro são absorvidas pelos pulmões, entram na corrente sanguínea e são filtradas pelos rins. Esses órgãos têm um importante papel de eliminar as impurezas do organismo. Uma vez na urina, esses compostos do tabaco podem danificar as células da bexiga e contribuir para o desenvolvimento do câncer em longo prazo.

Segundo uma pesquisa do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), de 2017, o cigarro é responsável por 65% dos casos de câncer de bexiga em homens e 25% em mulheres. O estudo foi realizado nos 12 meses anteriores com pessoas atendidas pela equipe de urologia do instituto.

Fertilidade e risco ao bebê

Maria Cecília Erthal, especialista em reprodução humana do Vida – Centro de Fertilidade, diz que fumar durante a gestação aumenta o risco de aborto e parto prematuro. “Além disso, o recém-nascido de uma fumante fica mais irritadiço devido à crise de abstinência da nicotina que era absorvida por meio da placenta”, explica.

Em entrevista anterior, o ginecologista Joji Ueno havia dito que o hábito de fumar, assim como o alcoolismo, pode perturbar a ovulação, sendo um risco para a infertilidade feminina. Já o urologista Silvio Pires afirmou que, como o cigarro altera a vascularização, isso pode interferir nos órgãos terminais, como os testículos, mas as complicações são secundárias, não diretas.

O oncologista Fernando Santini, membro do comitê científico do Instituto Lado a Lado pela Vida, explica que a ação do cigarro ocorre de forma simples, porém rápida. “Assim que se coloca o cigarro na boca e aspira a fumaça, esta alcança os pulmões. De lá, a nicotina passa rapidamente para a circulação sanguínea, espalhando-se pelo corpo inteiro até chegar ao cérebro, onde exerce sua ação aditiva. Na verdade, ela chega mais depressa ao cérebro quando aspirada do que quando injetada na veia”, diz.

Interromper esse hábito é a melhor maneira de prevenir todos esses impactos negativos, mas só essa recomendação não é suficiente. Primeiro, porque parar de fumar depende da vontade da pessoa que fuma e, segundo, porque essa prática envolve dependência à nicotina, uma droga que atua no sistema nervoso central.

Para quem resolve buscar ajuda, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza grupos de apoio e tratamento gratuito para os dependentes. Nas Unidades Básicas de Saúde gerenciadas pelo Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (Cejam), por exemplo, localizadas nas regiões do Capão Redondo e Jardim Ângela, na zona sul de São Paulo, há encontros semanais em grupo.

Com uma abordagem cognitiva e comportamental, o foco do trabalho é desenvolver as habilidades necessárias para enfrentar situações de recaídas. Para participar do grupo de tratamento, a pessoa deve procurar a unidade de saúde mais próxima e se inscrever.

Apesar de ser em grupo, a avaliação e o tratamento são individuais. Quando a pessoa entra, é feita uma avaliação clínica, avaliação do grau de motivação, nível de dependência, se existe ou não comorbidades e se há indicação de apoio medicamentoso. São três meses de tratamento.

Políticas públicas como essa podem ser responsáveis pela queda no índice de fumantes no Brasil. O porcentual de brasileiros que se declaram fumantes voltou a cair no ano passado, atingindo o índice de 9,3%, contra 10,1% em 2017, segundo a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde.

“A abordagem cognitiva e comportamental desenvolvida pelo Cejam é um modelo funcional, pois sua intervenção está focada não somente em ajudar na interrupção do ato de fumar, como também na mudança e desconstrução do padrão comportamental vinculado ao vício. As atividades têm a manutenção da abstinência como foco, e isso é um grande diferencial”, afirma Beatriz Rabello, médica da família da organização. Confira aqui a lista de unidades de saúde que oferecem o serviço.

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Gari vai uniformizado à defesa de TCC em faculdade de Goiânia

29 de agosto de 2019, 11:39

Foto: Foto: Fotógrafo Luciano Magalhães Diniz/Facebook / Estadão

Em pesquisa para se formar em Jornalismo, Luciano Magalhães Diniz entrevistou e fotografou 30 colegas de trabalho – 

 

Quem viu o gari Luciano Magalhães Diniz, de 44 anos, no dia em que ele defendeu seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) mal notou que ele era estudante. Nos corredores da faculdade particular onde estudou Jornalismo em Goiânia, ele compareceu no dia decisivo com seu uniforme de trabalho, de camisa laranja com listras fosforescentes e calça verde. O tema da pesquisa: justamente a invisibilidade da própria categoria.

Ele escolheu as trabalhadoras da limpeza urbana e se baseou em depoimentos e fotos de colegas. Chorou ao receber nota dez dos três professores que compunham a banca. Na terça-feira, 27, colou grau, mas só convidou parentes e amigos na última hora.

“Sempre me preocupei primeiro em pagar a escola dos meus filhos. Não acreditava que o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) seria possível para mim pelas exigências do programa”, justifica.

Foi em 2006 que Diniz foi aprovado em concurso da Companhia Municipal de Urbanização de Goiânia (Comurg) e se dedicou à jardinagem.

“Passei a enxergar uma cidade que a gente olha, mas não vê. Queria ser um caminho para mostrar o valor do que um gari faz”, conta ele.

Diniz passou a fotografar os jardins que os trabalhadores de limpeza cuidam.

Mas ele próprio acabou notado e foi remanejado para a assessoria de imprensa da companhia. Quando foi buscar cursos de fotografia, sentiu vontade também de escrever.

Mulheres garis

Após se matricular em Jornalismo na Faculdade Sul-Americana (Fasam), ele se viu seduzido pela necessidade de um olhar positivo sobre as garis.

“Elas se organizam, têm casa, ajudam a comprar o carro da família, cuidam dos filhos e netos, das plantas e das praças e se orgulham disso”, afirma Diniz. “Saem cantando pela rua, mesmo quando alguém nega um copo de água limpa.”

Intitulada Sou Mulher, Sou Gari, a pesquisa busca retratar a alma feminina, saber o que ela representa para sua família e para a sociedade em geral e mostra como elas sobrevivem com o salário que ganham.

“Ao passar por uma gari, poucos sabem que elas são vaidosas e também estão cheias de sonhos e realizações pessoais com uma história de alegria e muitas conquistas”, afirma.

Diniz espera que o TCC mostre para a sociedade não só a importância do trabalho das garis, mas também que possa levar à reflexão quanto aos hábitos de discriminação e preconceito para desmantelar o machismo.

“Meu trabalho mostra um lado pouco conhecido dessas profissionais, contado por elas mesmas. Também como elas encaram esse trabalho com muita naturalidade, suas vaidades por trás do uniforme e a independência financeira que conseguiram ao longo da caminhada”, afirma o gari e jornalista.

Para o TCC, Diniz ouviu e fotografou 30 depoimentos entre as 3 mil garis de Goiânia. As mulheres somam quase 2,7% do total dos trabalhadores de limpeza urbana da Comurg.

Segundo a prefeitura, essas funcionárias percorrem em média 3,6 quilômetros lineares por dia, com jornada de 44 horas semanais, empurrando um carrinho com capacidade para 150 litros e que pesa 22 quilo quando está vazio.

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Mistura errada de remédios faz crianças desenvolverem ‘síndrome de lobisomem’ na Espanha

29 de agosto de 2019, 10:24

Foto: SCIENCE PHOTO LIBRARY

Várias crianças na Espanha registraram um crescimento anormal de cabelos depois de receber medicação incorreta, segundo autoridades locais. O crescimento anormal lembra a “síndrome de lobisomem”, ou hipertricose.

Dezessete casos foram relatados nas regiões de Cantábria, Valência e Granada.

As crianças desenvolveram os sintomas após receberem remédios para uma doença estomacal. A mistura incluía um medicamento usado para tratar calvície, disseram autoridades reguladoras.

“A testa, as bochechas, os braços, as pernas e as mãos do meu filho estavam cobertas de pêlos … foi muito assustador”, disse uma mãe.

Uma investigação da agência reguladora de saúde espanhola, a Aemps, atribuiu o problema a uma fórmula receitada aos pais para tratar o refluxo gastroesofágico – um problema muscular que provoca refluxo ácido do estômago – em seus filhos pequenos.

Um medicamento que deveria conter omeprazol (um remédio para enjoo) na verdade continha minoxidil, um princípio ativo que estimula o crescimento do cabelo, disseram os reguladores.

Um relatório publicado no site da Aemps disse que o remédio foi distribuído por uma empresa farmacêutica na região de Málaga, na Espanha.

Os primeiros casos foram relatados em julho deste ano, e o produto foi retirado do mercado.

Nesta quarta-feira (28), o Ministério da Saúde da Espanha disse que um lote da fórmula de tratamento do cabelo havia sido rotulado incorretamente e se misturou com a medicação para o estômago devido a um “erro interno”.

O centro de distribuição da empresa farmacêutica permanece fechado enquanto a investigação continua.

Espera-se que os sintomas das crianças melhorem dentro de algumas semanas à medida que o excesso de cabelo caia, disseram os pais.

‘Pare de dar este remédio a ela’

Falando ao jornal espanhol El Mundo, uma jovem mãe, identificada apenas como Amaya, disse que entrou em pânico quando sua filha de 22 meses “começou a ver o cabelo crescer” no início deste ano.

Amaya imediatamente contatou um pediatra e explicou que ela estava dando à filha um xarope – supostamente de omeprazol – para um problema no estômago.

O pediatra, então, disse a ela para parar de dar o medicamento, mas “manter a embalagem na geladeira” para que pudesse ser coletada e analisada. Mais tarde, os investigadores confirmaram que o xarope continha minoxidil.

Outra criança, o menino Uriel, tinha apenas seis meses de idade quando cabelo espesso começou a crescer por todo o seu corpo, desenvolvendo “uma sobrancelha de adulto”, disse a mãe, Angela Selles, ao El País.

“Foi muito assustador porque não sabíamos o que estava acontecendo com ele”, disse ela. Uriel estava usando o mesmo xarope na época.

Dar ao bebê minoxidil criou uma aparência de hipertricose, também conhecida como “síndrome do lobisomem”. Trata-se de uma doença rara que causa crescimento excessivo de pelos espessos sobre o corpo, geralmente em lugares incomuns.

Dez bebês foram afetados na Cantábria, no norte da Espanha, quatro na região sul da Andaluzia e três em Valência, no leste, segundo relatos da imprensa local.

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