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Seis benefícios de comer melancia todos os dias

19 de agosto de 2019, 07:05

Foto: Reprodução

Veja quais os motivos para comer a fruta todos os dias – 

Além de extremamente saborosa, pobre em calorias e refrescante, a melancia apresenta inúmeros benefícios para a saúde. Para incentivar o consumo da fruta, o portal Green Me apresentou seis motivos pelos quais deve comer melancia todos os dias. Não se prive.

Benefícios do consumo diário de melancia

1. Coração saudável

A melancia contém níveis elevados de um notável antioxidante, chamado licopeno – também presente no tomate – que é responsável por manter o coração jovem e evitar os danos provocados pelos radicais livres. Além do licopeno, a melancia contém potássio, que reduz o risco de ataque cardíaco e ajuda a diminuir colesterol, melhora a pressão sanguínea e regula o ritmo cardíaco.

2. Ossos fortes

O licopeno é também um promotor da saúde dos ossos. Este antioxidante poderoso reduz a atividade de células ósseas envolvidas no desenvolvimento da osteoporose. Os seus níveis altos de potássio ajudam a reter cálcio, o que mantém os ossos e as juntas saudáveis.

3. Emagrece

Esta fruta é rica em água e pobre em calorias, sendo assim uma ótima aliada para aqueles que pretendem perder peso. A citrulina, encontrada na melancia, converte-se em arginina – um aminoácido – que também contribui para a queima de gordura corporal.

4. Propriedades anti-inflamatórias

A melancia está repleta de flavonoides, carotenoides – como o licopeno – e triterpenoides fundamentais na redução de inflamações e na neutralização dos radicais livres.

5. Previne o câncer

Novamente o licopeno entra em ação. O carotenoide tem sido associado à redução do risco de vários tipos de câncer, como da próstata, mama, pulmões, útero e cólon.

6. Cabelo e pele saudáveis

A melancia contém uma boa quantidade de beta caroteno, que se converte em vitamina A. A vitamina A exerce um papel importante na produção de sebo no corpo e no crescimento muscular, o que serve também para manter a pele e o cabelo saudáveis e hidratados.

Uma última dica é a de ingerir a melancia com as sementes, que são ricas em proteína e em fotonutrientes que mantêm o corpo saudável. 

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Vou ter que trabalhar dia de domingo? Tire suas dúvidas sobre a MP da Liberdade Econômica

18 de agosto de 2019, 11:35

Foto: Getty

Nesta semana, a Câmara dos Deputados aprovou e encaminhou ao Senado a Medida Provisória 881/19, conhecida como a MP da Liberdade Econômica.

O projeto, que nasceu no governo federal com a proposta de descomplicar a vida dos empresários do Brasil, acabou ganhando ares de reforma trabalhista ao passar pelo Congresso.

Entre os pontos aprovados pelos deputados nesta semana é o que diz respeito ao trabalho aos domingos. A medida deixou muita gente preocupada e cheia de dúvidas, como: eu serei obrigado a trabalhar de domingo? A mudança vale para todo mundo? Terei que trabalhar de segunda a segunda?

Tire todas as suas dúvidas sobre como vai funcionar o trabalho aos domingos quando e se a MP da Liberdade Econômica virar lei.

O que diz exatamente o texto da MP sobre trabalho aos domingos?

O texto aprovado pela Câmara diz, no artigo 68 da Declaração de Direitos de Liberdade Econômica: “Fica autorizado o trabalho aos domingos e feriados“.

Mas no artigo 67 diz: “Será assegurado a todo empregado um repouso semanal remunerado de vinte e quatro horas consecutivas, preferencialmente aos domingos“.

Em parágrafo único no artigo 68, diz: “O repouso semanal remunerado deverá coincidir com o domingo pelo menos uma vez no período máximo de quatro semanas“.

E o artigo 70 finaliza: “O trabalho aos domingos e nos feriados será remunerado em dobro, salvo se o empregador determinar outro dia de folga compensatória“.

Eu vou ser obrigado a trabalhar de domingo?

Não necessariamente. A medida apenas permite que qualquer empresa, de qualquer categoria, empregue funcionários aos domingos, formalizando uma prática que já existe há anos principalmente no comércio. Nenhuma empresa será obrigada a abrir de domingo, mas apenas aquelas que quiserem.

Se a empresa decidir que eu tenho que trabalhar no domingo, eu posso me recusar?

Se o patrão quiser mudar a sua escala de trabalho e você aceitar, terá que assinar um novo contrato. Se não aceitar, você pode tentar negociar com o empregador e, se não chegar a um acordo, talvez tenha que procurar outro emprego.

Vou ter que trabalhar de segunda a segunda?

Não. A MP garante que todo trabalhador tem direito a uma folga obrigatória de 24 horas consecutivas por semana, “preferencialmente” (mas não obrigatoriamente) aos domingos. Além disso, o regime de trabalho continua sendo de 44 horas semanais.

Vou poder tirar uma folga após trabalhar no domingo?

Sim. Todo trabalhador terá direito a uma folga remunerada em algum dia útil (de segunda a sexta) que compense o domingo trabalhado. O patrão também pode optar por compensar o domingo com um pagamento extra equivalente a dois dias de trabalho ao funcionário.

Eu vou ser obrigado a trabalhar todos os domingos se o patrão quiser?

Não. Pelo texto da MP, o funcionário só pode trabalhar três domingos consecutivos. Mesmo com folga durante a semana, você será obrigado a folgar em um domingo após trabalhar três seguidos.

Vou poder receber hora extra?

Sim. A MP não muda as regras para o pagamento de horas extras, que podem ser comprovadas por marcação de ponto (obrigatória, agora, para empresas com 20 funcionários ou mais). Quem trabalhar além das 44 horas semanais limitadas por lei ou das oito horas diárias, tem direito a pagamento de horas extras ou de desconto em banco de horas, regulamentado pela reforma trabalhista de 2017.

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Documentário revela existência de fotos inéditas de Marilyn Monroe nua tiradas após sua morte

18 de agosto de 2019, 11:22

Foto: AP Photo / Matty Zimmerman

Fotos do cadáver nu de Marilyn Monroe foram tiradas poucas horas depois de sua morte, quando o fotógrafo americano Leigh Wiener teve acesso ao necrotério de Los Angeles por supostamente ter subornado os guardas com álcool, informou o Daily Mail.

Segundo informações da mídia, o fotógrafo Leigh Wiener fotografou ao menos cinco rolos dentro do necrotério onde o corpo de Marilyn Monroe se encontrava depois da sua morte em 4 agosto de 1962. O fotógrafo supostamente subornou os responsáveis com álcool, o que lhe permitiu o livre acesso à área.

Leigh Wiener vendeu três rolos de fotos à revista Life, para a qual ele trabalhava naquela época, mas guardou outros dois. As imagens ficaram escondidas durante cerca de seis décadas.

O jornal Daily Mail informa que Wiener guardou essas imagens em lugar secreto e nunca o revelou até à sua morte em 1993. A existência dessas imagens foi revelada pelo filho do fotógrafo, Devik, na série documental “Escândalo: A Morte de Marilyn Monroe”, que estreia hoje, domingo (18), no canal de TV Fox News Channel.

“Não foi a primeira vez que ele usou algumas garrafas de uísque para penetrar em áreas não autorizadas […] Ele ofereceu uma bebida para alguns dos caras e em seguida – ele estava dentro”, diz Devik, citado pelo Daily Mail.

Marilyn Monroe era uma atriz, modelo e cantora norte-americana extremamente popular. Ela era o símbolo sexual feminino do século XX e até agora continua sendo um ícone cultural. A sua morte misteriosa tem estado cercada de especulações e rumores.

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Notícia Limpa é apresentado para jacobinenses durante evento na Acija

18 de agosto de 2019, 10:42

Foto: Bené Pereira

Aconteceu na noite de sexta-feira (16), no auditório da Associação Comercial e Industrial de Jacobina (Acija), o lançamento oficial do site Notícia Limpa (www.noticialimpa.com.br). De propriedade do jornalista e historiador Gervásio Lima, a mais nova ferramenta de comunicação da Bahia, surge, conforme assegura seu idealizador, com a proposta de inovar a forma de apresentar e produzir notícias.

“O Notícia Limpa é uma plataforma digital de notícias inovadora, com ênfase no desenvolvimento cultural e intelectual da sociedade, com informações produzidas com responsabilidade e profissionalismo, sempre prezando o seu lema: Informação de Verdade!”, garante Gervásio, ressaltando que o mais novo meio de comunicação regional ‘pretende mostrar que é possível obter conquistas sociais através da mobilização social, da ação coletiva, sobretudo quando esta passa a ter um conteúdo de proposição’.

Ao justificar o objetivo do site, Gervásio destaca que o jornalismo mudou, e as pessoas têm acompanhado essa mudança, por tanto, embora meios impressos como jornal e revista ainda tenham seu lugar, a produção digital, com o crescimento das mídias sociais, tem se consolidado como um importante canal de comunicação. “Ao saber que a presença cada vez mais ativa da sociedade civil nas questões de interesse geral tem contribuído substancialmente para mudanças de paradigmas, sempre buscando formas alternativas para planejar o futuro, viabilizando o desenvolvimento socioeconômico e político-cultural, decidimos também contribuir com este novo canal de interação e de conteúdos noticiosos”, salientou, completando que “a transformação digital está presente nos aspectos da vida moderna. Seja no âmbito social, profissional ou familiar, está cada vez mais difícil fugir dos reflexos culturais e comportamentais trazidos pela tecnologia”. 

Para o jornalista a publicização das ações das instituições públicas e de assuntos de interesse da população, nas mais diversas áreas, é fundamental para instigar o papel cidadão e chamar atenção para a importância da participação popular através da fiscalização. “O jornalismo pertence a uma área do pensamento, pesquisa e ação chamada de Comunicação Social. Sua função é comunicar o que de fato é importante para a vida saudável e democrática em sociedade. Entre suas principais funções está o de orientar, investigar, denunciar e sobre tudo registrar os fatos da maneira mais honesta possível, pois o jornalismo responsável é um dos pilares da democracia”, enfatizou Gervásio.

Alguns momentos do evento:

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Governo do Estado estimula alimentação saudável para agricultores familiares baianos

18 de agosto de 2019, 09:31

Foto: Divulgação - SDR/Bahia

Mais de 80 técnicos de Ater participaram de palestras e aulas práticas sobre alimentação saudável e soberania alimentar – 

“O chão só dá se a gente plantar, se a gente não planta, o chão não dá”. Embalados por essa canção, técnicos de assistência e extensão rural participaram, de segunda (12) à sexta-feira (16), de uma imersão no Plano de Ação sobre Segurança Alimentar e Nutricional, do Governo do Estado, por meio do projeto Bahia Produtiva. 

Mais de 80 técnicos de Ater participaram de palestras e aulas práticas sobre alimentação saudável e soberania alimentar, aprenderam sobre o plantio e a utilização de plantas alimentícias não convencionais (Panc) e agora estão aptos a multiplicar o conhecimento para mais de seis mil famílias de agricultores familiares em todo estado.

A capacitação é uma iniciativa do Bahia Produtiva, projeto da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio de acordo de empréstimo com o Banco Mundial, em parceria com a VP Centro de Nutrição. 

O diretor-presidente da CAR, Wilson Dias, destacou que o objetivo é ajudar os agricultores a produzirem esses alimentos em maior quantidade e maior qualidade: “Queremos que essas famílias estejam bem alimentadas e não somente obtenham renda, mas que tenham em sua propriedade produtos que possam consumir diariamente”. 

Durante a capacitação, foi possível aprender que algumas plantas encontradas no quintal de diversas famílias de comunidades rurais, como língua de vaca, ora-pro-nóbis, taioba,  araruta e jatobá são alimentos ricos em vitaminas e nutrientes, fáceis de serem cultivados e podem se transformar em deliciosas refeições, e, assim, ampliar a diversidade do consumo alimentar. 

Para a agrônoma e extensionista que atende o Território de Identidade Recôncavo, Ademilde dos Reis, a capacitação buscou o resgate, a valorização do que é cultural, tradicional,  mas que muitas pessoas ainda não têm esse despertar: “O Governo do Estado vem com essa atividade buscar o resgate nas comunidades para fazerem o uso dessas plantas na alimentação e para fazerem o uso também para o tratamento de saúde, porque muitas plantas são fitoterápicas”. 

Para a pedagoga e extensionista do Baixo Sul, Ioná Manuela Santana, essa foi uma das melhores iniciativas de políticas públicas pensadas para o agricultor: “Não adiantaria a Ater  ter capacitação sem pensar como introduzir isso na realidade do agricultor, que vai ter o diálogo com o vizinho, propor um espaço familiar que ele está inserido como referência e, acreditando nisso, ele pode conduzir a mudança de um processo que vem arraigado desde os seus pais e, assim, nós podemos, de fato, pôr em prática esse aprendizado adquirido aqui na capacitação. É plantando que nós vamos enxergar, nesse espaço rural tão lindo, mudanças significativas”.

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Taxista encontra 18 mil dólares e devolve dinheiro aos donos

18 de agosto de 2019, 09:17

Foto: Facebook/Reprodução

O motorista Rafael Carneiro de Araújo, do aplicativo do Sindicato dos Taxistas do Ceará, Sinditaxi, devolveu 18.000 dólares (cerca de 72.000 reais) esquecidos por passageiros no táxi que ele dirigia em Fortaleza. Carneiro informou ao Sinditaxi que os clientes embarcaram em seu carro no Aeroporto Internacional Pinto Martins e seguiram para um hotel na Praia de Iracema. “Eram três passageiros. Eles achavam que eu não falava inglês e, na conversa durante a corrida, eles falaram que estavam com a quantia de 18.000 dólares, que iam fazer investimento em Fortaleza”, afirmou o taxista.

Araújo relatou que ficou com medo ao saber que estava transportando tanto dinheiro. “Fiquei preocupado, mas fiz meu trabalho. Fiquei calado e os deixei no local”, disse. Posteriormente, uma outra passageira o avisou que tinha uma bolsa no banco de trás.

O taxista voltou para o hotel na Praia de Iracema, onde foi informado pela recepção que o trio tinha voltado ao aeroporto. O motorista, então, dirigiu-se ao aeroporto e devolveu a bolsa com o dinheiro aos seus donos. Os turistas agradeceram e ofereceram uma recompensa de 50 reais, mas Araújo não aceitou. “Só quem sabia do dinheiro era eu. Entreguei a mochila ao devido dono. Eles quiseram me dar 50 reais. Insistiram para aceitar e pediram meu cartão. Eu não aceitei, e eles jogaram o dinheiro no meu táxi”, disse o motorista.

Após a ação, Rafael Carneiro foi homenageado no Sinditaxi. “Teve gente que me disse: ‘Tu é muito besta. Dava ao todo 72.000 reais. Eu tinha era fugido do estado’. Eu sou homem de Deus e faço coisas corretas, tenho uma loja de informática, tenho família e tenho vida”, declarou o taxista.

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Prefeito é afastado por construir casa usando secretários como pedreiros

18 de agosto de 2019, 09:12

Foto: © Ação Civil Pública/Reprodução

O juiz da 3ª Vara Cível de Araguaína, Álvaro Nascimento Cunha (PMN), determinou o afastamento do e o bloqueio de bens do prefeito de Carmolândia (TO), Neurivan Rodrigues de Sousa, além de dois secretários, em razão do uso de funcionários públicos e do alto escalão do município, além de equipamentos da cidade, para a construção de uma casa para o mandatário. Por decisão judicial, o vice, Erasmo Pereira da Silva, deve assumir.

A cidade, que completa 30 anos em outubro, tem 2,5 mil habitantes (censo), dos quais 290 têm ocupação. O salário médio mensal é de R$ 1,1 salários mínimos, segundo o IBGE.

“Existe o jargão de não se harmonizar esse afastamento cautelar do agente público, que não se confunde com antecipação da penalidade, com a vontade livre e soberana do povo para eleger seus representantes. Todavia, ninguém em sã consciência exerce o poder do voto para maus agentes dilapidarem o patrimônio público e dessa forma beneficiarem-se à custa de todos. A vontade popular visa tão somente a boa administração do lugar onde se vive”, anotou o magistrado.

No processo, estão anexadas fotos das obras. Em uma delas, Lázaro Lemes, chefe da pasta do Turismo e do Meio Ambiente, aparece com uma colher de pedreiro, em frente a uma parede em vias de ser construída.

Em outra, o secretário de Infraestrutura está, em plena luz do dia, de calça jeans e camiseta listrada acompanhando o trabalho de uma retroescavadeira na casa do prefeito.

Segundo a promotora de Justiça de Araguaína, Bartira Silva Quinteiro, o ‘uso de máquinas e de servidores públicos foi comprovado através das fotos e vídeos que retratam a caçamba de cor vermelha e a de cor branca (placa OYB 5822), veículos do município usados nos trabalhos de limpeza urbana’.

Ela ainda diz que as fotos e vídeos mostram ‘servidores públicos no período diurno durante o horário expediente, devidamente uniformizados para prestarem serviços ao órgão público municipal realizando o descarregamento dos materiais na construção da casa do atual Prefeito’.

De acordo com a promotora, o secretário Juraci Fé ‘era quem ordenava que servidores públicos fossem trabalhar na construção da residência do prefeito, bem como determinava a utilização, transporte e a descarga dos materiais de construção públicos com os maquinários da Prefeitura’.

A promotora ainda afirma que Lázaro Lemes ‘trabalhou como “pedreiro” na construção da casa de Neurivan Rodrigues’.

“Ocorre que, o requerido é o Secretário Municipal de Turismo e do Meio Ambiente de Carmolândia, cargo de dedicação exclusiva, e portanto, não poderia realizar serviços particulares na obra. Mais grave ainda é o fato do requerido Lázaro ter trabalhado como pedreiro da obra em horário no qual deveria estar exercendo as funções de secretário municipal, em patente prejuízo aos interesses públicos”, diz.

Ao decretar o bloqueio e o afastamento do prefeito e os secretários, o juiz ressaltou que ‘se qualquer desvio do tesouro gera consequências nefastas para um município, principalmente quando essa localidade é pobre, torna-se crucial dispor dos bens dos três requeridos e dessa maneira eventualmente assegurar indenizações por danos material e moral causados aos carmolandenses’.

“Como é possível perceber pela Operação Lava Jato, que mudou a história deste país e é tão combatida por quem mais deveria prestigiá-la, é muito simples transferir dinheiro de uma conta para outra. Laranjas frutificam rapidamente no clima do Brasil, geralmente da noite para o dia. Essa rapidez nas transferências de dinheiro ilícito, dilapidando o patrimônio pessoal, como bem dito na petição inicial, consubstancia o periculum in mora”, escreveu.

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Intolerância religiosa se agrava no Rio com ataques de traficantes evangélicos

18 de agosto de 2019, 09:07

Foto: Reprodução/Facebook

RIO – Os registros de intolerância religiosa são comuns Brasil afora, mas no Rio têm uma característica particular: passaram a envolver traficantes e evangélicos. Após ataques a terreiros de umbanda e candomblé na Baixada Fluminense, a polícia identificou o mandante e, na semana passada, prendeu oito traficantes acusados de integrar seu grupo, o chamado Bonde de Jesus.

Segundo a polícia, o mandante é Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, do Terceiro Comando Puro (TCP), um dos criadores do Bonde de Jesus, vertente inédita da intolerância religiosa no Estado. Estima-se que existam hoje 200 terreiros sob ameaça. Os casos são investigados pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), criada em 2018.

Investigações apontam que a peculiar relação entre religiosos e criminosos aconteceu depois que a cúpula do TCP foi convertida por uma igreja neopentecostal. Há informações, ainda não confirmadas, de que Peixão teria sido ordenado pastor. Trata-se de uma característica específica dessa facção, não sendo reproduzida nem pelos demais grupos de traficantes nem por milicianos.

“A situação de intolerância sempre existiu, mas tivemos uma piora quando indivíduos ligados à cúpula de uma facção resolveram se converter”, afirma o delegado da Decradi, Gilbert Stivanello. “Eles distorcem a doutrina religiosa e agridem outras religiões, sobretudo as de matriz africana.” As principais lideranças evangélicas do Rio condenam os ataques.

Conversão 

Um dos primeiros a se converter foi Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, há cerca de quatro anos. Ele era o chefe do tráfico no Morro do Dendê, Ilha do Governador, até ser morto pela polícia em junho. Outros, como Peixão, se converteram depois.

“Alguns deles se converteram dentro do presídio”, diz Stivanello. “Eles viveram uma experiência distorcida da conversão, se tornando ‘bandido de Jesus’, como se isso fosse um ato de fé. Se pararmos para pensar, não é muito diferente do terrorismo islâmico. É difícil mesmo entender a lógica”, afirma.

Coordenadora do Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro Brasileira, Célia Gonçalves Souza diz que o problema da intolerância é nacional, mas que, de fato, vem ganhando contornos específicos no Rio, sobretudo pela penetração de evangélicos no sistema carcerário. “No Rio, esse problema é muito escancarado e o narcopentecostalismo só tende a crescer. E passa pela questão das penitenciárias, onde há uma entrada muito grande dos neopentecostais.”

Na Baixada Fluminense, traficantes passaram a ditar regras dos terreiros, como horários das cerimônias e uso de fogos de artifício e fogueiras. Eles também proíbem as pessoas de andarem com roupas brancas ou de santo nas ruas. As invasões a terreiros são cada vez mais frequentes, com destruição de oferendas e imagens sagradas.

Há uma semana, o terreiro Ilê Axé de Bate Folha, em Duque de Caxias, foi invadido por traficantes – no 10.º caso da região. Eles quebraram todas as imagens e oferendas e ameaçaram de morte a mãe de santo, que está fora do Estado, na casa de parentes.

“O ataque aconteceu num sábado de casa cheia. Eles entraram com violência, mandando todo mundo sair e quebrando tudo”, contou uma testemunha. “O terreiro está fechado. Tiramos tudo de lá e não aconselhamos ninguém a voltar.” Segundo a mesma testemunha, outros religiosos fecharam os terreiros e se mudaram.

“Qualquer ataque com contornos de destruição do sagrado tem caráter de racismo religioso”, diz a defensora Livia Cásseres, do núcleo contra a desigualdade racial da Defensoria Pública. “À violência que já existe contra essas religiões – que têm uma série de direitos negados –, se soma agora a do varejo de drogas. Mas a violência contra elas é permanente desde a época colonial.” Por isso, para Livia, a solução passa por diferentes esferas.

Alerta

A gravidade da situação fez com que, em julho, fosse realizada uma reunião com membros da umbanda e do candomblé, lideranças evangélicas, e representantes da Polícia Civil, do Ministério Público e da Defensoria Pública.

O pastor Marcos Amaral, da Comissão Contra a Intolerância Religiosa, destaca que a denominação “evangélicos” abrange um segmento grande de religiosos, com posicionamentos diferenciados. Já o pastor Neil Barreto, da Igreja Batista Betânia, afirma que “a intolerância é o ápice da ignorância”. “E a única solução para a ignorância que produz intolerância é a educação. Precisamos de uma campanha de educação e conscientização em todas as comunidades de fé.”

Não tem como pensar em intolerância sem pensar em racismo, diz babalaô premiado nos EUA

O babalaô Ivanir dos Santos recebeu no mês passado, em Washington, o Prêmio Internacional de Liberdade Religiosa entregue pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. Santos é coordenador da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa e organizador da Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que é realizada há 12 anos, em Copacabana, no Rio.

1. Como foi receber esse prêmio internacional em um momento em que aumentam os ataques a terreiros, em especial no Rio?

Esse prêmio, na verdade, vem reconhecer e legitimar a luta pela causa da liberdade religiosa, contra o racismo, de respeito aos direitos humanos. Estamos passando por um momento muito difícil. E não tem como pensar em intolerância sem pensar em racismo e preconceito contra grupos minoritários.

2. As religiões de matriz africana sempre foram alvo de preconceito. O que mudou agora?

Sim, secularmente, elas sempre foram perseguidas: na Colônia e no Império, pela Igreja Católica; na República, pelo Estado; e nos últimos 30 anos, por grupos neopentecostais e, mais recentemente, por traficantes evangelizados. São traficantes que se dizem evangélicos.

3. Existe uma vertente racista nesse preconceito?

Sim. No Brasil temos um preconceito disseminado na sociedade, virou um comportamento social baseado, fundamentalmente, no racismo. As tradições de origem africana sofrem preconceito. O mesmo pensamento se reflete também no samba, na capoeira, na congada. Manifestações culturais de identidade africana são frequentemente relacionadas ao demônio.

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Profissões ligadas à tecnologia serão mais promissoras

18 de agosto de 2019, 08:54

Foto: Reprodução

As profissões ligadas à tecnologia estarão entre as mais promissoras pelo menos nos próximos cinco anos – 

Levantamento feito pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) mostra que as profissões ligadas à tecnologia estarão entre as mais promissoras, pelo menos nos próximos cinco anos. No período, ocupações que têm a tecnologia como base não só motivarão a abertura de novos postos de trabalho como exigirão a requalificação de parte da mão de obra hoje disponível.

Realizado para subsidiar a oferta de cursos da instituição, o Mapa do Trabalho Industrial indica que, até 2023, o Brasil terá de qualificar 10,5 milhões de trabalhadores em ocupações industriais para fazer frente às mudanças tecnológicas e à automação dos processos de produção.

Segundo o Senai, a demanda por profissionais qualificados dos níveis superior e técnico deverá criar vagas de trabalho para trabalhadores qualificados a exercer funções pouco lembradas há algum tempo. É o caso de ocupações como condutores de processos robotizados, cujo número de vagas a entidade calcula que aumentará 22% – contra um crescimento médio projetado para outras ocupações industriais da ordem de 8,5% no mesmo período.

Além dos condutores de processos robotizados, as maiores taxas de crescimento do nível de ocupação deverão ocorrer entre pesquisadores de engenharia e tecnologia (aumento de 17,9%); engenheiros de controle e automação, engenheiros mecatrônicos e afins (14,2%); diretores de serviços de informática (13,8%) e operadores de máquinas de usinagem CNC (13,6%).

Divulgado hoje (12), o Mapa do Trabalho 2019-2023 mostra que, entre as áreas que mais vão demandar formação profissional estão a metalmecânica (1,6 milhão vagas), construção (1,3 milhão), logística e transporte (1,2 milhão), alimentícia (754 mil), informática (528 mil), eletroeletrônica (405 mil), energia e telecomunicações (359 mil).

O topo do ranking por área, no entanto, deverá ser liderado pelas chamadas ocupações transversais, compreendidas como aquelas cujos profissionais estão aptos a trabalhar em qualquer segmento, como pesquisadores e desenvolvimento, técnicos de controle da produção e desenhistas industriais. Neste segmento, o Senai estima a criação de 1,7 milhão de vagas nos próximos cinco anos. Técnicos de controle de produção; de planejamento e controle de produção; em eletrônica; eletricidade e eletrotécnica e em operação e monitoração de computadores estão entre as 20 ocupações transversais que mais exigirão formação entre 2019 e 2023.

A demanda por qualificação prevista inclui o aperfeiçoamento de trabalhadores que já estão empregados e, em parcela menor (22%), aqueles que precisam de capacitação para ingressar no mercado de trabalho. Essa formação inicial inclui a reposição em vagas já existentes e que se tornam disponíveis devido à aposentadoria, entre outras razões.

O Mapa ainda indica que os profissionais com formação técnica terão mais oportunidades na área de logística e transporte, que exigirá a capacitação de 495.161 trabalhadores. A metalmecânica precisará qualificar 217.703 pessoas. De acordo com especialistas responsáveis pela elaboração do estudo, a área de logística destaca-se, entre outros fatores, pela necessidade de aumentar a produtividade por meio da melhoria dos processos logísticos.

O Mapa do Trabalho Industrial é elaborado a partir de cenários sobre o comportamento da economia brasileira e dos seus setores, projetando o impacto sobre o mercado de trabalho e estimando a demanda por formação profissional com base industrial (formação inicial e continuada), e serve como parâmetro para o planejamento da oferta de cursos do Senai.

Com informações da Agência Brasil

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Por que o Uber está em crise

16 de agosto de 2019, 13:21

Foto: © Divulgação

É comum uma empresa de tecnologia ter escassos lucros nos primeiros anos de seu funcionamento. E nem mesmo o Uber, considerado uma máquina de ganhar dinheiro, foge dessa sina. Apesar de apresentar números impressionantes de desempenho, como o uso da plataforma por quase 100 milhões de pessoas por mês, o aplicativo de transporte teve um prejuízo de US$ 5,2 bilhões no segundo trimestre de 2019, contra cerca de US$ 880 milhões no mesmo período do ano passado. 

Após a divulgação dos resultados, as ações da empresa despencaram 12% em Wall Street. E os acionistas, é claro, não gostaram nem um pouco. A própria entrada do Uber na Bolsa de Valores, em maio desse ano, que levantou US$ 8 bilhões, foi considerada decepcionante por analistas. O CEO Dara Khosrowshahi clamou por paciência e destacou a concorrência global como um dos fatores formadores do cenário. “Só estamos no começo dessa incrível jornada”, argumentou.

Redução de preços

A situação do Uber é parecida com a da concorrente Lyft nos Estados Unidos. Ambas, ainda deficitárias, têm um histórico de diminuir os valores das viagens para atrair mais passageiros. O quadro se complica quando entra na conta a grande quantidade de ofertantes, ou seja, de motoristas, em contraposição a uma demanda insuficiente que força a redução dos preços. A quantidade de corridas no Uber subiu 35% no segundo trimestre e a receita alcançou US$ 3,17 bilhões, mas as despesas no mesmo período aumentaram 147%. Diante do desequilíbrio operacional e dos péssimos resultados, congelou-se a contratação de novos motoristas nos Estados Unidos e no Canadá.

A economista Celina Ramalho, da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), explica que o aplicativo serviu de esperança aos tantos desempregados, na situação atual da crise brasileira. E isso pode ser um termômetro para entender o que ocorre a nível global. Aqui há um aumento acelerado da oferta de serviços do aplicativo e a demanda não cresce no mesmo ritmo. A América Latina, onde o faturamento encolheu 24%, foi justamente o destaque negativo da empresa. No restante do mundo, a receita cresceu, mas abaixo do esperado e necessário. O caso do Uber mostra que a economia compartilhada, sustentada pelos aplicativos de serviços, ainda está provando a sua viabilidade.

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