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Pentágono aprova US$ 3,6 bilhões para construção de muro
04 de setembro de 2019, 09:31

Foto: REUTERS/Jose Luis Gonzalez
O secretário da Defesa, Mark Esper, argumentou que o muro é necessário para apoiar os esforços das Forças Armadas na região.
A pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Pentágono anunciou ontem (3) a liberação de 3,6 bilhões de dólares (15 bilhões de reais) para a construção de 280 quilômetros de um muro na fronteira do país com o México.
Para desbloquear estes fundos, o Departamento de Defesa americano decidiu adiar ou suspender 127 projetos de construção e de modernização de instalações militares nos Estados Unidos e no exterior previstos no seu orçamento de 2019, indicou à imprensa um porta-voz do Pentágono, Jonathan Hoffman.
O secretário da Defesa, Mark Esper, argumentou que o muro é necessário para apoiar os esforços das Forças Armadas na região e, por isso, “o Departamento de Defesa vai realizar 11 projetos de construção militar da barreira fronteiriça”.
Segundo o responsável por assuntos de segurança interna no Pentágono, Kenneth Rapuano, esses recursos serão usados para reforçar segmentos do muro já existentes e na construção de novos trechos.
A construção de um muro na fronteira mexicana foi uma das principais promessas de campanha de Trump, para conter a entrada de imigrantes da América Latina. Após o Congresso aprovar apenas 1,4 bilhão de dólares para esse fim dos 5,7 bilhões solicitados pelo governo, no início deste ano, o presidente declarou emergência nacional para conseguir esses fundos sem a aprovação do Legislativo.
A declaração de emergência permite ao governo usar recursos do orçamento militar para essa finalidade. O Pentágono, então, afirmou que poderia destinar 3,6 bilhões de dólares para o muro. Em março, enviou ao Congresso uma lista com projetos que teriam seus recursos desviados nesta reestruturação orçamentária.
De acordo com o Departamento de Defesa, a construção do muro pode começar daqui a cerca de 100 dias em terras que pertencem ao governo. Atualmente, mais de 4,5 mil militares estão atuando na fronteira do país.
O general Andrew Poppas, diretor das operações no Estado-Maior americano, indicou que a construção dos novos segmentos do muro permitirá reduzir o número de militares destacados na região.
O anúncio foi criticado por legisladores democratas. O líder dos democratas no Senado, Chuck Schumer, disse que entre os projetos afetados está um edifício da academia militar de West Point.
“É um tapa na cara das Forças Armadas que servem ao nosso país”, escreveu Schumer no Twitter. Trump está “pronto para canibalizar fundos militares já atribuídos para satisfazer o seu ego e por um muro que prometeu que o México pagaria”, adiantou.
A presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, a democrata Nancy Pelosi, também argumentou que a realocação de recursos pode prejudicar projetos importantes que já foram planejados.
“Roubar dinheiro de construções militares, em casa e no exterior, prejudicará nossa segurança nacional, a qualidade de vida e moral das nossas tropas e, de fato, tornará os Estados Unidos menos seguros”, afirmou a democrata.
Com informações da Agência Brasil
Jornalistas repudiam exigência de antecedentes criminais em evento de Paulo Guedes
04 de setembro de 2019, 09:27

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
A equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, havia exigido atestado de antecedentes criminais para que jornalistas cobrissem sua agenda em Fortaleza.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) publicaram uma nota nesta terça-feira (3) repudiando a exigência do ministro da Economia Paulo Guedes para que jornalistas apresentassem “atestado de antecedentes criminais” para ter direito à credencial para cobrir a agenda do ministro em Fortaleza.
De acordo com as entidades, a exigência é “inédita e absurda” e representa uma cobrança “nunca antes apresentada para o acompanhamento de autoridades durante suas passagens pelo Ceará”.
“O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará [Sindjorce] e a Federação Nacional dos Jornalistas [FENAJ] repudiam com veemência a exigência colocada pelo Ministério da Economia, chefiado pelo economista Paulo Guedes, de que jornalistas apresentem ‘atestado de antecedentes criminais’ para poderem obter credencial para a cobertura da agenda do ministro em Fortaleza”, diz a nota conjunta.
As organizações destacaram que “a medida do Ministério faz parte da cruzada liderada por Bolsonaro contra a imprensa, sobretudo contra os veículos e os profissionais que comentem o ‘pecado’ de fazer jornalismo em tempos de autoritarismo, de disseminação do ódio e de destruição de direitos sociais e trabalhistas”.
As misteriosas cavernas inundadas que podem revelar segredos da civilização maia
04 de setembro de 2019, 09:21

Foto: Getty Images
Há cerca de 66 milhões de anos, um asteroide com 15 km de diâmetro se chocou com a península de Yucatán, no México. Acredita-se que ele tenha eliminado quase todos os dinossauros.
O impacto causou um megatsunami, liquefez bilhões de toneladas de rochas e criou uma cratera com 200 km de extensão na superfície da Terra que a água preencheu, criando milhares de cavernas. Ao longo de milênios, algumas dessas cavernas em rochas calcárias desabaram, enquanto outras erodiram, formando vastas redes de sistemas de cavernas inundadas.
Conhecidas como cenotes, esses reservatórios subterrâneos de água eram mais do que fontes para povoados da civilização Maia. Acredita-se que eles também fossem portais sagrados através dos quais os maias se comunicassem com os deuses da chuva e da criação. Por isso, os maias constantemente atiravam humanos sacrificados, placas de ouro e tijelas com contas de jade nas profundezas da caverna como oferendas.
Pensava-se que, por esses buracos, os mortos passassem ao mundo escuro e traiçoeiro de Xibalba, onde humanos e deuses renasciam.
Hoje, enquanto os cenotes provêm 95% da água potável para boa parte da população local, visitantes de várias partes do mundo vão à Riviera Maia em Yucatán para se banhar e mergulhar nas piscinas naturais. As coberturas que lembram catedrais e as águas ricas em minérios se tornaram algumas das atrações mais populares da região.
Mesmo assim, há ainda milhares de cenotes escondidos muitos metros abaixo das florestas da região, e cientistas acreditam que esses labirintos submersos podem conter dicas valiosas que ajudem a conectar o passado misterioso dos Maias ao presente.
De fato, muitos anos atrás mergulhadores descobriram um dos mais velhos esqueletos humanos já achados nas Américas, que revelou pistas sobre a origem do continente. E, no ano passado, descobriu-se que a caverna onde o esqueleto foi achado era uma pequena parte de uma das mais longas rede de cavernas do mundo: o sistema Sac Atun, com 348 km de comprimento.
Agora, uma equipe de mergulhadores, fotógrafos, arqueólogos e especialistas em computação gráfica estão se aventurando por dezenas de cenotes inexplorados na Riviera Maia. O objetivo é capturar imagens de seus interiores e transformá-las em imagens em 3D para que outroas pessoas possam explorá-las virtualmente de suas casas.
Conhecida como Wonderland Project, a iniciativa envolve mergulhar com lâmpadas nas cabeças para acessar e documentar alguns dos mais profundos e remotos cenotes que jamais foram abertos ao público. O material será divulgado online para que qualquer pessoa com equipamentos que leem imagens 3D possam visitar as cavernas e descobrir seus mistérios antigos – de fósseis a ossos, passando por artefatos maias preciosos.
A fotógrafa mexicana Pamela Ocampo é uma das fundadoras da equipe. Ela fez imagens em alta resolução do interior de cenotes e está ensinando ao grupo técnicas de fotografia e edição em condições desafiadoras de iluminação.
A iniciativa começou como um projeto pessoal do fundador Kent Stone. Instrutor de mergulho numa cidade do Texas sem acesso ao mar, Stone diz que sempre se sentiu um peixe fora d’água. Após servir como militar no Iraque, ele partiu em expedições pelo mundo atrás de aventura.
“O Wonderland Project é algo que ninguém mais no mundo está fazendo nessa escala”, diz Stone ao se sentar com os pés descalços num restaurante à beiramar na ilha de Cozumel, na Riviera Maia.
Ele diz que os cenotes nos quais eles estão se concentrando não são abertos ao público por estarem em terras privadas, escondidos em áreas florestais remotas ou por só serem acessíveis com técnicas avançadas de mergulho.
Nos últimos 12 meses, ele tem contatado especialistas locais para localizar cenotes e explicar sua missão aos donos das áreas, garantindo seu acesso às áreas.
Como mexer em sítios arqueológicos antigos e sagrados é um tema sensível, o projeto só capturará artefatos, fósseis e ossos por meio de imagens, deixando os locais intocados. E para impedir que pessoas pilhem os itens nos cenotes, a localização de cada formação não será divulgada.
Por ser uma mergulhadora experiente, com mais de cem mergulhos no currículo, fui convidada a ver algumas das descobertas do Wonderland Project. Enquanto nos espremíamos nos trajes com 3 milímetros de espessura em Cozumel, Stone explicou que eles também poderão criar imagens em 3D dos fósseis, artefatos e ossos já achados nos cenotes. Alguns dos ossos pertencem a criaturas que morreram dentro das cavernas, mas o grupo está preparado para encontrar restos mortais de homens jovens que, acredita-se, foram sacrificados como oferendas aos deuses.
“Alguns dos itens são tão frágeis que qualquer movimento pode destruí-los completamente”, diz Stone em nosso caminho para o primeiro cenote.
Conforme eu o seguia por uma abertura estreita até o cenote e afundávamos por dez metros em águas azuis, compreendi por que esses locais foram reverenciados por tantas gerações. Os tetos são adornados com estalagtites, trepadeiras e raízes, ocasionalmente iluminadas por raios de luz que atravessam as rochas até o mundo subterrâneo.
© Wonderland Project – Cenotes são uma das principais atrações turísticas da Península de Yucatán, no México
Stone sabe o quão privilegiado ele é por poder visitar esses espaços. Há sete anos, ele foi dispensado do Exército dos EUA quando um médico detectou uma malformação em sua vértebra L1. O médico lhe disse que em dez anos ele deveria estar numa cadeira de rodas, mas ele está desafiando o prognóstico – uma das principais motivações para seu desejo de compartilhar as descobertas com todo o mundo via realidade virtual.
“Queria poder mergulhar nessas cavernas, mas sabia que tirar fotos não seria suficiente. Estava pensando em quantas pessoas nunca olharão essas cavernas por dentro por causa de limitações de mobilidade ou outras deficiências. Queria poder recriá-las em 3D para que outras pessoas possam vê-las também.”
Ainda assim, foi só após a perda inesperada de um amigo, Brian Bugge, um militar da Marinha morto ao fotografar uma caverna submersa no Havaí, em 2018, que Stone – já um instrutor de mergulho – passou a se concentrar em cavernas. “Depois que Brian morreu, comecei a mergulhar em cavernas e fiquei com vontade de pegar uma câmera.”
“Viajei para Tulum (em Yucatán) e comecei a fotografar as cavernas, e durante esse processo tive uma longa conversa com meu amigo sobre fazer algo que ninguém mais está fazendo aqui.”
Após receber uma verba da National Geographic e doações de fabricantes de câmeras e softwares, ele lançou o Wonderland Project no início de 2019.
“Quando eu estive dentro das cavernas, fiquei maravilhada”, disse a fotógrafa Pamela Ocampo, que nasceu em Querétaro, no centro do México, mas mora na costa caribenha há dois anos. “Esses lugares têm uma atmosfera legal mas pesada para mim, porque os maias costumavam dizer que os cenotes eram portais para o inframundo. Vi outros cenotes antes, mas nenhum como este – e me sinto muito grata por ter estado dentro deles.”
Ocampo tem mostrado à equipe formas de compensar a pouca luz e diminuir as sombras nas profundezas usando um baixo ISO para reduzir a granulação, disparos de 30 segundos para iluminar o local fotografado e aberturas adaptadas a cada locação.
“Dessa forma, você tem tempo para pintar com a luz, e iluminar todas as partes que as sombras escondem”, ela diz. “Estar dentro das cavernas é mágico. Esse projeto abre um novo mundo para nós.”
Stone sabe que a equipe mal arranhou a superfície da exploração dos cenotes, mas já tem recebido pedidos de museus estrangeiros interessados em participar. Ele espera promover tours de realidade virtual em templos e outros lugares icônicos nas casas das pessoas, permitindo que cada um se torne um explorador, independentemente de sua mobilidade.
Senado aprova divisão de recursos do pré-sal e beneficia Rio
04 de setembro de 2019, 09:13

Foto: Marcos Oliveira
O Senado Federal aprovou nesta 3ª feira (3.set.2019) o projeto que determina a divisão dos recursos do excedente do pré-sal com Estados e municípios. A matéria determina a divisão dos recursos do megaleilão do pré-sal com Estados e municípios. A rodada está agendada para 6 de novembro.
Foi aprovado o texto-base da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 98 de 2019 em 1º turno por 74 votos a favor e nenhum voto contrário. No 2º turno, foram 69 votos a 0. O texto agora volta para nova análise da Câmara dos Deputados.
O projeto retornará para a Câmara por conta de uma emenda do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) que foi aprovada pela Casa.
O governo cedeu na divisão dos recursos em 3% para beneficiar os Estados produtores. O próximo leilão do pré-sal tem o Rio como Estado produtor, base eleitoral do presidente Jair Bolsonaro, de seu filho Flávio, e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), um dos articuladores da adoção desta divisão.
A PEC definiu a seguinte divisão de recursos: 67% para a União, 30% para todos os Estados e municípios e 3% para Estados produtores.
A previsão do governo é arrecadar até R$ 106,6 bilhões. Esse é o valor que o texto reparte entre Estados, municípios e União. Seriam, a princípio, 70% para o governo federal, 15% para os Estados e outros 15% para as cidades. O governo, contudo, aceitou abrir mão de 3% dos recursos do megaleilão do pré-sal para Estados produtores depois de reunião de líderes do Senado.
“O Rio que receberia na proposta original R$ 300 milhões, vai receber a mais R$ 3 bilhões referente aos 3% que a gente está colocando na PEC”, disse Flávio.
O texto também autoriza o pagamento de US$ 9,1 bilhões à Petrobras pela revisão do contrato da cessão onerosa. O acordo, assinado em 2010, permitiu que a estatal explorasse petróleo em 6 blocos na Bacia de Santos no pré-sal sem licitação. por conta da desvalorização do preço do barril de petróleo no mercado internacional, contudo, o governo concluiu que a empresa deverá ser ressarcida.
Projeto Mais Estudo: estudantes com bom desempenho receberão bolsa de R$ 200 para monitoria
03 de setembro de 2019, 14:31

Foto: Foto: Paula Fróes/GOVBA
O governador Rui Costa e o secretário da Educação do Estado, Jerônimo Rodrigues, lançam, nesta segunda-feira (2), às 15h, o projeto Mais Estudo, no auditório da Secretaria da Educação do Estado (SEC), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. Trata-se de mais uma ação voltada ao fortalecimento das aprendizagens em Língua Portuguesa e Matemática nas escolas da rede estadual de ensino. Com o projeto, estudantes com bom desempenho escolar, com notas iguais ou superiores a 8, serão selecionados para auxiliar os colegas que tenham dificuldade de aprendizagem.
Os monitores receberão uma bolsa mensal de R$ 200, por três meses, e terão o acompanhamento de professores supervisores e dos coordenadores pedagógicos. A previsão é que sejam investidos recursos na ordem de R$ 4,5 milhões em bolsas. Além de fortalecer as aprendizagens dos estudantes, o Mais Estudo também visa despertar no aluno monitor o desejo pela prática docente por meio de atividades de natureza pedagógica e contribuir com práticas inovadoras de ensino e de aprendizagem, considerando a fluidez do diálogo e a aproximação existente entre os estudantes.
Para participar do Mais Estudo as escolas devem fazer a adesão ao projeto, indicando os estudantes e professores envolvidos, dentre outras informações previstas no edital e nas orientações pedagógicas que a SEC disponibilizará no Portal da Educação (www.educacao.ba.gov.br). A previsão é que a monitoria comece a ser realizada nas escolas já na segunda quinzena de setembro, quando inicia a terceira unidade letiva.
“Nosso objetivo é melhorar os índices educacionais na Bahia garantindo reforço escolar por meio da monitoria. Ao mesmo tempo, estamos reconhecendo e estimulando alunos com bom desempenho em nossas escolas”, afirmou o governador Rui Costa. Ele anunciou o lançamento do projeto durante live nas redes sociais no último dia 27, em conversa com dois alunos que voluntariamente já dão monitoria no Colégio Estadual Polivalente de Amaralina, em Salvador.
Oportunidades para a juventude
Além do Mais Estudo, o Governo do Estado implantou outros três importantes projetos voltados para a juventude, desde 2015, durante a gestão do governador Rui Costa. O Primeiro Emprego oferece vagas com carteira assinada nas secretarias e órgãos do Poder Executivo para egressos do ensino médio profissionalizante da rede estadual de ensino. Já o Partiu Estágio oportuniza universitários comprovodamente de baixa renda para estagiar também dentro da estrutura governamental. Por fim, o Mais Futuro garante bolsas de até R$ 600 para que estudantes das quatro universidades estaduais (Uneb, Uefs, Uesb e Uesc) consigam concluir seus estudos.
Arqueólogos revelam ‘mundo subterrâneo’ descoberto debaixo da pirâmide de Djoser no Egito
03 de setembro de 2019, 13:17

Foto: Reprodução
Embora os cientistas já tenham estado investigando o “mundo dos mortos” em Sacará, no Egito, por mais de 150 anos, o lugar enigmático continua a ser considerado um local que guarda muitos mistérios.
No mês passado as autoridades egípcias concordaram em desenvolver a área arqueológica. Arqueólogos continuam a desvendar o “mundo subterrâneo” debaixo da famosa cidade egípcia de Sacará, onda se localiza não só a pirâmide de Djoser, que é considerada a mais antiga do mundo, mas também uma necrópole gigante, de acordo com o documentário “Os grandes tesouros do Egito”. Bettany Hughes, a apresentadora do programa, apelidou o sitio de “uma Cidade dos Mortos Egípcia” e de “tesouro arqueológico”.
De acordo com ela, por baixo deste sítio existem “milhares, talvez até milhões, de corpos mumificados”. Ela destacou que algumas das descobertas que já foram feitas são difíceis de explicar, escreve tabloide britânico Daily Express.
“Todas aquelas múmias já são bastante impressionantes, porém os arqueólogos descobriram mais alguma coisa. Não são apenas humanos que foram soterrados ali, mas também animais, em quantidades difíceis de acreditar. Oito milhões de cães mumificados em uma sepultura em massa, quatro milhões de aves íbis em outra sepultura”, disse a investigadora, acrescentando que também foram encontrados gatos, crocodilos, babuínos e peixes, entre outros animais.
Descoberta misteriosa
O local foi descoberto em 1850 por Auguste Mariette, que avistou a cabeça de uma esfinge entre as dunas do deserto, percorreu uma série de tuneis e encontrou uma enorme tumba intacta, construída de granito maciço e pesando cerca de 90 toneladas. Uma descoberta bizarra os aguardava quando eles abriram um túmulo misterioso e encontraram lá um enorme touro mumificado.
“Eles chegaram à conclusão que os antigos egípcios tinham construído estas tumbas enormes e que neste lugar existe um gigantesco cemitério subterrâneo de touros enormes e de grande valor”,explicou Bettany Hughes.
Para além dos historiadores e arqueólogos, o sítio é também uma atração turística. No início de agosto, o Ministério de Antiguidades e o Ministério da Habitação do Egito assinaram um protocolo que visa preservar o patrimônio arqueológico e cultural do Egito e desenvolver serviços no sítio arqueológico de Sacará.
Parceiro de Corinthians e Flamengo é preso pela Polícia Federal
03 de setembro de 2019, 12:44

Foto: Reprodução
Logo da Universidade Brasil, alvo de investigação, estampa a camisa dos times de futebol –
O dono da Universidade Brasil, José Fernando Pinto da Costa, preso preventivamente nesta terça-feira na Operação Vagatomia, é parceiro financeiro de grandes clubes de futebol, como o Corinthians. Flamengo e Atlético Mineiro. A camisa atual dos três times tem o logo “Universidade Brasil” estampado no ombro dos jogadores. Ele também foi um dos patrocinadores da seleção brasileira de 2017 a 2018.
Resultado de oito meses de investigação, a operação apura um esquema de fraude na concessão do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e na comercialização de vagas e transferência de alunos do Paraguai e Bolívia para o curso de medicina da Universidade Brasil, no campus de Fernandópolis, no interior de São Paulo.
Segundo as investigações da PF, “vagas para ingresso, transferência e financiamentos Fies para o curso estariam sendo negociados por até 120.000 reais por aluno”. Os investigadores calculam que cerca de 500 milhões de reais em bolsas do Fies e Prouni foram concedidas de forma irregular nos últimos cinco anos.
Monalisa Perrone sai da Globo depois de 20 anos
03 de setembro de 2019, 12:34

Foto: Instagram/Reprodução
Ela deve ser titular de um jornal no horário nobre da CNN Brasil –
Monalisa Perrone, apresentadora do “Hora 1”, da Globo, pediu demissão na manhã desta terça-feira (3), de acordo com informações do “Notícias da TV”. Segundo o site, a jornalista recebeu uma proposta irrecusável para ficar à frente de um jornal no horário nobre da CNN Brasil, recém-chegada ao país.
O “Hora 1” vai ao ar das 4h às 6h diariamente, o que obriga a jornalista a chegar à TV Globo à 1h e dormir às 17h. Essa rotina também teria pesado na decisão de Monalisa em deixar o jornalismo da Globo, onde estava havia 20 anos.
Hiperssocialização: brasileiros usam mais aplicativos de mensagens
03 de setembro de 2019, 11:43

Foto: Reprodução
Facebook Messenger, Instagram e Telegram aumentam suas bases de usuários no Brasil. A maior surpresa foi o Telegram, que pulou de 13% para 19% a sua base depois da divulgação do teor das mensagens Operação Lava Jato –
Amais recente pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre mensageria móvel – que conta com o oferecimento da Infobip – apurou que os brasileiros estão usando mais os aplicativos Facebook Messenger, Instagram e Telegram para se comunicarem com amigos e empresas. A liderança se mantém com o WhatsApp e os números fazem parte da nova edição da pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre mensageria móvel, de agosto de 2019.
Enquanto a proporção dos usuários Facebook Messenger subiu 10 pontos percentuais nos últimos seis meses, passando de 69% para 79%, e a do Instagram pulou de 65% para 72%, o Telegram chama a atenção ao crescer de 13% para 19% (um ganho de seis pontos percentuais) em uma época em que teor da troca das mensagens pelo aplicativo entre membros da Operação Lava Jato se tornou público.
“O crescimento da base de usuários dos três aplicativos chama a atenção, porque o Facebook Messenger vinha perdendo participação no Brasil, enquanto o Telegram estava estagnado em torno de 13% – esta é a primeira vez que ganhou participação acima da margem de erro da pesquisa. Apenas o Instagram reiterou a sua tendência de alta percebida nas edições anteriores do relatório”, afirma Fernando Paiva, editor do Mobile Time e coordenador da pesquisa. “Não sabemos o real motivo deste salto, talvez por curiosidade dos usuários em conhecer o aplicativo que contribuiu para sacudir a política nacional nos últimos meses”, comenta o coordenador da pesquisa.
WhatsApp se mantém na liderança
O aumento da popularidade do Facebook Messenger, do Instagram e do Telegram não está relacionada a qualquer fato negativo atribuído ao WhatsApp, de acordo com análise de Fernando Paiva. “Este continua sendo o canal de mensageria mais popular do País, presente em 98% dos smartphones e com 98% dos seus usuários declarando que o abrem todo dia ou quase todo dia. Na verdade, o WhatsApp em seis meses até aumentou em um ponto percentual a sua penetração, variação que está dentro da margem de erro”, aponta ele. “O que se percebe com os dados coletados desta vez, portanto, é que o brasileiro se mantém fiel ao WhatsApp mas ampliou a diversidade dos canais que utiliza para mensageria móvel, aprofundando ainda mais o seu comportamento de hiperssocialização virtual”, destaca Paiva.
Outras descobertas do Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre mensageria móvel
SMS perde espaço – De todos os canais monitorados, o único a perder popularidade foi o SMS, tanto para recebimento quanto para envio de mensagens. Essa tendência deveria servir de alerta para as operadoras acelerarem seus projetos de implementação do RCS, tecnologia que pode preservar a receita atual do SMS A2P e trazer de volta os usuários para um canal de mensageria gerenciado por elas. Em seis meses, diminuiu de 27% para 22% a proporção de internautas brasileiros com celular que enviam SMS todo dia ou quase todo dia. E aumentou de 43% para 51% a proporção que declara que nunca ou quase nunca envia mensagens de texto.
Pagamento via WhatsApp – Mais da metade dos usuários, 56%, declaram que gostariam de realizar pagamentos e transferências de dinheiro através do WhatsApp. A proporção é ainda maior entre homens (62%) do que entre mulheres (50%). O interesse em transformar o WhatsApp em uma carteira digital tem mais aderência entre os mais jovens (59% dos usuários com 16 a 29 anos) gostariam de experimentar esse recurso. O percentual cai para 56% no grupo de 30 a 49 anos e para 50%, entre aqueles com 50 anos ou mais.
Conversando com as empresas
Os brasileiros gostam de conversar com as marcas através dos principais canais de mensageria móvel. No entanto, 13% dos usuários de smartphone apontam o Facebook Messenger como inadequado para essa finalidade. No WhatsApp a rejeição é menor, de 8%. E no Instagram e no Telegram é praticamente inexistente: 1% em cada. A pesquisa é um sinal que, se depender do brasileiro, o WhatsApp poderá absorver o mercado que hoje está com as operadoras celulares com o SMS, que vem perdendo espaço, segundo a pesquisa.
Metodologia
A pesquisa entrevistou 2.102 brasileiros com mais de 16 anos de idade, que acessam a Internet e possuem celular, respeitando as proporções de gênero, idade, renda mensal e distribuição geográfica desse grupo. As entrevistas foram feitas on-line entre 17 e 25 de julho de 2019. A pesquisa tem validade estatística, com margem de erro de 2,1 pontos percentuais e grau de confiança de 95%.
Time mantido pela Universal proibe brincos e forma para grandes clubes
03 de setembro de 2019, 09:22

Foto: Divulgação
Conta assim o Antigo Testamento: Abraão foi chamado por Deus para conduzir seu povo escolhido a Canaã, a terra prometida, um lugar rico em liberdade e felicidade. Há um ano, essa inspiração bíblica deu origem a um time de futebol: o Canaã Esporte Clube, em Irecê, na Bahia.
A iniciativa é ligada à Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo, e surgiu a partir de um projeto assistencial chamado “Nova Canaã”, pensado como um lugar de esperança em meio à pobreza e idealizado a partir de uma reportagem exibida na TV em 1998 sobre a fome do Nordeste.
Em pouco tempo, a equipe formada por jogadores ligados ao projeto já alcança alguns resultados expressivos em campo. Nos bastidores, há uma cartilha de comportamento para jogadores e torcedores, acordo com empresário que já chegou a colocar seis jogadores no Corinthians e planos cada vez mais ousados.
“Nada vos será impossível”?
“O projeto atua no sertão da Bahia desde agosto de 2000. Oferecendo primeiro a educação no período da manhã e à tarde atividades esportivas e culturais. Futebol, judô, capoeira, dança, informática, reforço para quem precisa de reforço. O futebol sempre foi uma atividade. Nós vimos que já tinha alguns meninos se destacando, iam fazer testes no clube e ficavam. Pensamos: ‘por que não organizar um clube e dar uma oportunidade ainda maior?”, diz Leonardo Santos, diretor do projeto Nova Canaã e do Canaã EC.
Orientação é não usar brinco
Caio de brinco, mas fora da fazenda, em março
Os treinos do Canaã Esporte Clube ocorrem na fazenda em que fica o projeto assistencial – sete campos de futebol compõem a estrutura esportiva. No mesmo local ficam a escola, as plantações e também o centro religioso. Segundo apurou o UOL Esporte, os garotos não são obrigados a frequentar cultos. A maioria acaba indo por estímulo dos outros, mas não há registro de quem tenha sido punido por se ausentar. O goleador do clube, aliás, não é evangélico.
Em contrapartida, algumas orientações de comportamento são conhecidas. O uso de brincos pelos meninos, por exemplo, é vetado. “Todo lugar tem regras, né? Lá não pode usar brinco dentro da fazenda, porque é lugar que tem igreja. É a única coisa, assim, que eu não vi em outros clubes, que eles limitam. Mas é só dentro da fazenda. Saindo de lá você pode botar seu brinco tranquilo”, diz o atacante Caio Jambeiro, artilheiro do Canaã na Série B do Campeonato Baiano, com três gols, e autor do primeiro gol da história do clube em um jogo oficial.
Há orientações sobre não falar palavrões em campo ou cometer muitas faltas nos adversários. Os xingamentos também estão vetados para os torcedores, pois não combinariam com o cristão. “Nós acreditamos que tudo na vida tem que ter disciplina para a pessoa ser bem-sucedida, então fazemos palestras sobre a vida e o desenvolvimento humano. Temos algumas regras, mas trabalhamos tão bem antes do campo que eles acabam assimilando. Até porque muitos têm origem humilde e nunca tiveram outro tipo de influência”, diz Leonardo Santos, à frente do projeto há seis anos.
Por ser um time novo, o Canaã ainda não tem uma base firme de torcedores. Aí que entra a Igreja Universal e a força de 9 milhões de adeptos pelo mundo. Durante a participação na Copa BH Tributarium em Minas Gerais, em julho, os jogadores do time sub-17 tiveram grande torcida de membros da FJU (Força Jovem Universal), grupo social da IURD em Belo Horizonte. Nenhum outro time teve apoio tão forte.
“Eu vejo que a torcida considera mais a parte social que o projeto exerce do que em si o futebol. Isso acaba trazendo pessoas, porque elas torcem pela instituição, querem que cresça pelo bem que fazemos na região. As pessoas torcem para a gente e para mim isso é o mais legal de tudo: ver a torcida aparecendo do nada por ser apoiadora do projeto”, diz o diretor Leonardo Santos.
Parceria com empresário de Pedrinho
Responsável pela carreira do meia Pedrinho, que está entre os principais destaques do Corinthians na temporada, o baiano Will Dantas é o empresário responsável por criar oportunidades de mercado para os meninos formados pelo Canaã.
“Eu adorei o projeto, vi que tem futuro. Agora quem se destacar lá eu mesmo coloco nos clubes”, diz o agente, que vê a influência da Igreja Universal como positiva na vida dos jovens jogadores.
“Já tive problemas com garotos que quando estão no clube com contrato mudam radicalmente a maneira de ser, perdem a humildade, não respeitam mais. Os garotos da Igreja têm convivência com bispo, com as pessoas mais velhas, e o respeito é maior”, conta Will Dantas, que já encaixou um menino ex-Canaã chamado Rogério Feijão no sub-17 do Palmeiras.
O Canaã ainda não realizou a venda de nenhum jogador, somente empréstimos com valor de compra fixado. Em dezembro é possível que os primeiros resultados surjam. A ideia, a princípio, é reinvestir o valor no projeto social.
Seis emprestados ao Corinthians
Guilherme, Alanderson, Weslei, Iago, Ãngelo Josaphat e Paulo Henrique, ex-Canaã, da base do Corinthians
Seis jogadores que têm os direitos econômicos detidos pelo Canaã foram emprestados até dezembro ao Corinthians, sendo dois no sub-17 (Guilherme e Alanderson) e outros quatro no sub-20 (Weslei, Iago, Ângelo Josaphat e Paulo Henrique). Todos têm opção de compra após o empréstimo, em contrato por três temporadas. São parte das primeiras iniciativas comerciais do novo time baiano.
O projeto foi montado em 2018, mas a falta de uma estrutura profissional atrapalhou no começo. Basicamente, empresários buscavam e tiravam jogadores com facilidade da equipe. A promessa é de que não será mais assim.
Hoje, o Canaã conta com time profissional na segunda divisão da Bahia, sub-20 (atual vice-campeão estadual), sub-17 e sub-15, além de categorias menores puxando mais para o lado da recreação. Participou de um torneio sub-17 em Minas Gerais neste ano e deverá estar na Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2020.
Edir Macedo, Marcelo Crivella e o projeto em Irecê
A história contada sobre a criação do projeto Nova Canaã (que gerou o time de futebol) é de filme. A cidade de Irecê, a cerca de 500 km de Salvador, na Bahia, foi retratada no programa “Repórter Record”, então apresentado por Goulart de Andrade na emissora. Histórias tocantes sobre seca, fome e miséria no sertão baiano estiveram na pauta.
Edir Macedo assistiu ao programa e na sequência entrou em contato com o bispo Marcelo Crivella, que era missionário da Igreja Universal na África há dez anos. A ideia era criar um projeto naquela região da Bahia. Crivella lançou um CD chamado “O Mensageiro da Solidariedade”, que vendeu mais de 1 milhão de cópias e financiou a compra de uma fazenda e o cultivo da terra para que as famílias se organizassem em uma comunidade agrícola autossustentável.
O projeto foi fundado em 2000 e ao longo do tempo foi ampliando sua atuação. Hoje há escola e atendimento a milhares de famílias no local. O incentivo ao esporte de alto rendimento vem daí. Marcelo Crivella hoje é prefeito do Rio de Janeiro.
No mesmo ano do projeto em Irecê, a igreja de Edir Macedo criou um time de futebol chamado Universal Futebol Clube, sediado no bairro de Curicica e que jogou uma temporada na segunda divisão do Campeonato Carioca. A ideia era que o time fosse uma nova forma de evangelização e atração de fiéis, principalmente jovens. Ingressos para jogos eram distribuídos em cultos e o público foi bom. O time é que naufragou, passou longe do acesso e foi logo desfeito. É o que ninguém deseja que se repita.
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