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Por leitos de UTI, Paraná vai restringir venda de bebidas alcoólicas

20 de junho de 2020, 22:13

Foto: Reprodução

OParaná vai restringir a venda de bebidas alcoólicas e limitar o horário de funcionamento do comércio na tentativa de frear a onda de contágio pelo novo coronavírus. As medidas valem a partir da próxima segunda-feira, 22, e devem durar pelo menos duas semanas.

O número de pacientes diagnosticados com covid-19 no Paraná aumentou 415% em um mês – passou de 2.480, em 19 de maio, para 12.785 até a sexta-feira, 19. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, 419 pessoas morreram por causa da complicações da doença.

Em resposta ao avanço da pandemia, o governo do Paraná baixou dois decretos que afetam diretamente bares, shoppings e outros serviços não essenciais. As orientações são válidas por 14 dias e podem ser prorrogadas pelo mesmo período.

Um dos decretos abrange todo o Estado e proíbe a venda de bebidas alcoólicas das 22h às 6h. Além disso, neste intervalo de horário, o consumo de bebidas em vias públicas não será mais permitido.

Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira, o governador Ratinho Junior (PSD) defendeu as restrições como forma de preservar o sistema público de saúde. “A pessoa vai no bar, acaba bebendo demais, bate o carro, e fica usando o leito de UTI que estaria à disposição”, alegou.

O outro decreto é exclusivo para a Grande Curitiba. A fim de evitar aglomerações durante a pandemia, sobretudo no transporte público, os municípios da região metropolitana deverão adotar os mesmos horários de funcionamento estabelecidos pela capital.

O comércio em geral deverá abrir as portas às 10h e fechar às 16h. Os shoppings poderão funcionar de segunda a sexta, das 12h às 20h, e ficam proibidos de abrir aos sábados e domingos.

Desta forma, o governo espera aliviar a pressão sobre os ônibus nos horários de pico da manhã (6h às 8h) e da tarde (17h às 19h). “As medidas vêm no sentido de tentar escalonar os horários no transporte coletivo”, resumiu o secretário da Saúde, Beto Preto.

Os documentos têm caráter orientativo. Por isso, caberá aos 399 municípios do Estado normatizar as regras, estipular as punições cabíveis e fiscalizar. Apesar de serem orientações, o governo do Paraná afirma que há um acordo para que as prefeituras sigam os decretos à risca.

A decisão anula parcialmente a flexibilização das medidas de restrição impostas por uma norma orientativa publicada no dia 22 de maio. O documento permitiu a reabertura dos shoppings, por exemplo, que estavam fechados desde 19 de março.

O governador Ratinho Junior fez um apelo para que a população acate as proibições. Segundo ele, medidas de restrição definidas pelo Poder Executivo não bastam para combater a pandemia. “O que vai vencer o coronavírus é o bom senso e a consciência de cada cidadão”, afirmou.

Escalada preocupa

O aumento repentino dos casos confirmados de coronavírus colocou todo o Paraná em alerta. O Estado é a apenas o 20º do Brasil em números absolutos de diagnósticos, mas a crescente taxa de ocupação dos leitos de UTI preocupa as autoridades locais.

A maior taxa de incidência vem de Cascavel, na região oeste, que registra 305 casos para 100 mil habitantes. Sem leitos de UTI em número suficiente para tratar pacientes com covid-19, o município tem transferido doentes graves para Foz do Iguaçu, na região da tríplice fronteira.

Curitiba é a cidade com maior número de casos no Estado – são 2.663 diagnósticos, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. Na capital, um em cada quatro pacientes com coronavírus necessita de internamento.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI exclusivos para pacientes com covid-19 na rede SUS alcançou o pico de 86% na última terça-feira, 16. Curitiba encerrou a semana com 75% das vagas ocupadas.

Em todo o Estado, a estrutura paralela para atender pacientes infectados pelo novo coronavírus ganhou quase 780 leitos em três meses.

“Estamos entrando em uma fase diferente”, anunciou o secretário Beto Preto, ponderando que os dados ainda não indicam uma situação crítica como vista em outros Estados. “Porém, não há zona de conforto. É uma zona de trabalho para evitar que esses números piorem”, finalizou.

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Papa agradece a profissionais de saúde, a quem chama de “anjos”

20 de junho de 2020, 12:59

Foto: Reprodução

Francisco explicou que “no turbilhão da pandemia com efeitos chocantes e inesperados”, a presença do pessoal médico “foi um ponto de referência seguro para os doentes, antes de mais, mas de uma maneira muito especial para os membros da família que, neste caso, não tinham oportunidade de visitar os seus entes queridos”.

“Os pacientes sentiam, frequentemente, que tinham “anjos” ao seu lado, que os ajudavam a recuperar a saúde e, ao mesmo tempo, os consolavam e apoiavam, inclusivamente, com o celular para contatar a pessoa mais velha que estava prestes a morrer com o seu filho, a sua filha, para se despedir, para os ver pela última vez”, acrescentou.

O Papa destacou ainda que, mesmo quando estavam exaustos, continuaram a trabalhar com abnegação. “Quantos médicos e paramédicos, enfermeiros, não puderam ir para casa e dormiram ali, onde puderam, porque não havia camas no hospital? E isso gera esperança”, disse.

Francisco indicou que, “agora, é o momento de aproveitar toda a energia positiva que se gerou durante a pandemia” e acrescentou que foi “um drama que, em grande parte, pode e deve dar frutos para o presente e o futuro”.

“Para honrar o sofrimento dos doentes e dos muitos falecidos, especialmente idosos, cuja experiência de vida não deve ser esquecida, é necessário construir o amanhã e isso exige compromisso, força e a dedicação de todos”, afirmou.

O Papa assegurou que médicos, paramédicos, voluntários, sacerdotes, religiosos, leigos, todos, “começaram um milagre”.

Na Itália morreram 34.561 pessoas devido ao novo coronavírus, das quais 169 eram médicos e o número de infetados subiu para 238.011 desde o início da crise sanitária, em 21 de fevereiro.

A pandemia de covid-19 já provocou cerca de 460 mil mortos e infectou mais de 8,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.528 pessoas das 38.841 confirmadas como infectadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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Mercado Livre anuncia abertura de centro de distribuição na Bahia

19 de junho de 2020, 21:27

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O Mercado Livre vai implantar nas Bahia eu primeiro Centro de Distribuição (CD) no Nordeste e terceiro no Brasil. O CD faz parte de um plano de investimento de R$ 4 bilhões que a empresa pretende fazer no Brasil até o final de 2020. A unidade vai gerar 500 empregos diretos, quando estiver em pleno funcionamento e ficará sediada em Lauro de Freitas, em uma área de 35 mil metros quadrados. Para a instalação, o empreendimento recebeu amplo apoio institucional do Governo do Estado, por meio das secretarias de Desenvolvimento Econômico (SDE), do Planejamento (Seplan) e da Fazenda (Sefaz).

“É um orgulho saber que teremos um CD deste porte na Bahia e que será o primeiro do Nordeste. A atração deste investimento é fruto de um trabalho em equipe que planeja e executa ações pensando no desenvolvimento do estado e na geração de emprego e renda para o povo baiano’, afirma o vice-governador João Leão, secretário de Desenvolvimento Econômico.

O secretário do Planejamento, Walter Pinheiro, destaca que “a Bahia possui diversas vantagens logísticas para o escoamento da carga de forma mais rápida. Apresentamos para o Mercado Livre também os projetos de expansão dos diversos modais aqui na Bahia. Portanto, a decisão de implantar esta unidade em nosso estado com certeza foi acertada”.

A operação será no modelo Fulfillment, em que o Mercado Livre fica responsável por todo o processo logístico do vendedor do marketplace, do estoque de produtos ao pós-venda. O marketplace é uma plataforma, mediada por uma empresa, em que vários fornecedores se inscrevem e vendem seus produtos.

O objetivo do Mercado Livre é realizar entregas no mesmo dia ou dia seguinte para Salvador, dependendo do horário da compra. Já as encomendas para o Recife poderão ser feitas em até um dia. Além de fazer entregas mais rápidas para o Nordeste, a ideia é aumentar ainda mais a oferta de frete grátis na região.

De acordo com o vice-presidente de Mercado Envios para a América Latina, Leandro Bassoi, a inauguração deste CD no Nordeste é bastante estratégica para que a empresa dê um salto de qualidade na experiência do cliente do marketplace. “Buscamos realizar entregas ainda mais rápidas e a preços menores, além de ajudar os empreendedores locais a ter uma opção de logística premium sem terem que investir para isso. Esse movimento está diretamente ligado ao nosso compromisso de democratizar o e-commerce e contribuir para que nossas ações se reflitam em toda a cadeia de valor envolvida”, explica Bassoi.

A empresa também vai realizar um programa social voltado para a educação e a empregabilidade de 120 jovens da região de Lauro de Freitas em parceria com o Instituto Aliança.

Fonte: Ascom/Seplan e SDE

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Clínica Odontológica inaugura unidade em Jacobina na segunda (22)

19 de junho de 2020, 17:53

Foto: Divulgação

(Por Tamara Leal) – Um novo conceito em saúde bucal acaba de chegar a Jacobina, no Centro-Norte baiano. Com matriz em Feira de Santana e filiais em Salvador e Irecê, a Clínica Odontológica Meu Dente será inaugurada na próxima segunda-feira (22).
Linda, confortável, com equipamentos modernos, equipe altamente qualificada e atendimento personalizado, a clínica Meu Dente oferece diversas especialidades odontológicas com facilidades para realizar o seu tratamento e a conquista do sorriso desejado.
A proprietária, Dahiane Prazeres, explica que a clínica oferece muitas vantagens. “O nosso cliente encontrará diversos tratamentos em um só lugar, com alto padrão de qualidade e valor acessível”, ressalta.
Fernando Prazeres, também proprietário da Meu Dente, enfatiza a necessidade de cuidados especiais de prevenção da COVID-19. “Estamos nos adequando ao novo normal. Nossos colaboradores vão trabalhar com equipamentos de segurança individual. Nos diversos ambientes, contaremos com álcool em gel e tomaremos todos os cuidados para evitar aglomeração. Os cuidados serão redobrados para preservar a saúde de colaboradores e clientes”, destaca.
O estabelecimento de saúde conta com 11 consultórios odontológicos e sala de imagem. Mais de 20 profissionais (dentistas, auxiliares de atendimento bucal, recepcionistas, gerentes e auxiliares de serviços gerais) trabalharão no local.
A Clínica Odontológica Meu Dente está localizada na Av. Senador Pedro Lago, 104 (vizinha à Caixa Econômica) – Centro – Jacobina/BA.
Agende o seu horário pelo telefone: (74) 3622 – 4199 e/ou pelo WhatsApp (74) 99929 – 1350. Acompanhe os nossos serviços, dicas e novidades seguindo o Instagram @clinicameudente.

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Yamana participa de live sobre sustentabilidade em tempos de pandemia promovida pela FIEB

19 de junho de 2020, 17:45

Foto: Reprodução

Na última terça-feira, dia 16 de junho, o vice-presidente de operações da Yamana Gold – Brasil & Argentina , Sandro Magalhães, participou de uma live sobre sustentabilidade em tempos de pandemia. A discussão foi coordenada pelo presidente do Conselho de Sustentabilidade da Federação das Indústrias da Bahia (FIEB), Jorge Cajazeiras e contou com a contribuição valiosa do Ministério Público Federal, representado por Dra. Cristina Seixas (INEMA), através do Engenheiro Eduardo Topázio e do Engenheiro André Fraga, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana.

A live teve 788 inscritos e contou com a interação, através de perguntas e comentários, de mais de 75 pessoas. Segundo Jorge Cajazeiras, as empresas vêm colocando em prática os seus compromissos de sustentabilidade cada vez mais, especialmente com os temas ligados à dimensão social, que se tornam ainda mais importantes em período de pandemia. As instituições públicas também estão enfrentando esse desafio, com as mudanças repentinas em suas formas de funcionamento. A live teve como proposta a possibilidade dos participantes dialogarem sobre essas articulações dentro das cadeias produtivas, questões ambientais e nos setores da sociedade.

O destaque da Yamana nesta discussão foi expor seu posicionamento no mercado como atividade essencial e a importância de se manter em operação para continuar a dar apoio nas regiões onde ela está inserida, através de várias ações de responsabilidade social desenvolvidas nesse momento de pandemia, as quais sem a manutenção das operações não seria possível. A empresa, ocupa o ranking de maior produtora de ouro na Bahia, é a maior pagadora de Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) do estado, além de maior empregadora da região.

Sandro Magalhães, mencionou que a Jacobina Mineração e Comércio (JMC), mantém-se atenta à segurança de seus colaboradores, seguindo as recomendações do Ministério da Saúde, da Organização Mundial da Saúde e as melhores práticas de controle de saúde previsto nos rígidos protocolos da Yamana. A empresa vem trabalhando com o número mínimo de funcionários como parte das medidas de controle e mesmo assim, no último mês, alcançou todas as metas de produção. “O funcionamento da mineração nesse momento de pandemia permitiu que a empresa direcionasse maiores esforços para o investimento social local, além de garantir a manutenção dos postos de trabalho de mais de duas mil pessoas. O apoio social vem ocorrendo através de doações e incentivo a geração de renda nas comunidades, apoio financeiro ao município de Jacobina, através da criação de um fundo de assistência no combate ao Coronavírus, doação de milhares de testes rápidos de Covid-19 ao município, equipamentos de proteção individual às equipes de saúde que atuam na linha de frente, doação de respiradores e equipamentos ao hospital regional de Jacobina, além de doação de milhares de máscaras, kit de higienização e cestas básicas à população mais vulnerável. Preocupada com o impacto econômico gerado pela Covid-19, como medida adicional, a empresa ainda está ajudando seus fornecedores e prestadores de serviço com antecipações de pagamentos”, informa Sandro Magalhães.

O Ministério Público e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA) destacaram a importância da parceria entre poder público e empresas privadas no apoio às pessoas nesse momento tão delicado. A promotora, Drª Cristina Seixas, relatou que o órgão vem realizando suas atividades através do monitoramento de atividades que impactam ou interferem no equilíbrio ambiental e que estão relacionadas diretamente com a propagação do vírus, como o tratamento de resíduos sólidos e saneamento. “ Temos atuado na fiscalização dessa governança de saúde, pois meio ambiente e saúde dependem um do outro para funcionarem bem”, destaca Drª Cristina.

O engenheiro do INEMA, Eduardo Topázio mencionou que tem sido desafiador para as equipes do instituto realizarem suas atividades de campo em algumas cidades, às vezes por dificuldade de acesso e até mesmo por falta de locais para hospedar os profissionais, que muitas vezes precisam ir e voltar no mesmo dia, devido ao fechamento de hotéis por causa da pandemia. Por outro lado, apontou que muitas avaliações de licença que estavam pendentes, por excesso de trabalho, estão sendo realizadas mais rapidamente devido ao home office.

Sandro Magalhães, chamou atenção para a mudança nas relações que a pandemia trouxe e destacou que para gerir esse momento de crise, órgãos e empresas precisam se reinventar, entender as necessidades de quem está ao redor, quais as expectativas possuem, para que posteriormente atuem mitigando os impactos causados pelo vírus.

A live teve a duração de duas horas e recebeu muitos elogios, perguntas e comentários, desde a composição do debate à brilhante iniciativa da FIEB. “Parabéns aos debatedores, o pós-pandemia realmente será desafiador do ponto de vista econômico, social e ambiental”, aponta a participante Tatiana Matos.

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Jacobina: Comerciante autônomo usa Fusca Herbie de 1974 e bicicleta Monareta de 1977 para atrair clientes (Fotos)

19 de junho de 2020, 16:40

Foto: Notícia Limpa

Antes mesmo de o país atravessar o problema da pandemia do coronavírus, situação esta que tem agravado diversos setores, principalmente a economia, o Brasil já vinha atravessando momentos difíceis no tocante a oferta de trabalho. Milhões de brasileiros desempregados vêm recorrendo ao trabalho informal para garantir suas rendas.

Diversos são os tipos de produtos ofertados pelos, agora, vendedores ambulantes. É cada dia maior o número de pessoas ‘se virando’ como pode pela sobrevivência. Com o isolamento e o distanciamento social, medidas tomadas em diversas cidades como forma de prevenção contra o coronavírus, o que já estava difícil tem se tornado um verdadeiro pesadelo para milhões de famílias brasileiras, principalmente àquelas que não conseguiram ter acesso à ajuda de 600 reais do Governo Federal.

Em Jacobina o comerciante Adir Rodrigues de Melo, de 59 anos, juntou uma paixão antiga com a necessidade de se manter financeiramente e decidiu literalmente ir para as ruas comercializar alguns dos produtos que antes da crise possuía apenas como hobby: carrinhos de ferro em miniaturas e cachaças engarrafadas. O proprietário de restaurante e agora também ambulante Adir, expõe seus produtos no porta-malas do seu Fusca 1200, ano 1974 e em mostruários que ficam próximos ou dentro do veículo.

Além do seu fusca apelidado de ‘Herbie’, em alusão ao personagem fictício do filme”As aventuras do Fusca (Herbie Rides Again), de 1974, acompanha ao criativo novo ambulante a bicicleta ‘5 Estrelas Monareta’, fabricada em 1977. Entre uma compra e outra Edir por vezes é interrompido para um pedido de foto. Todos querem levar consigo a imagem do Fusca branco pérola e da bicicleta que foi um sucesso há mais de 40 anos.

“Resolvi vir para a rua vender esse produtos para complementar a renda da minha família, uma forma de sobrevivência e para isso unir o útil ao agradável’ pois sempre gostei de coisas antigas, principalmente carros. Tem sido gratificante em saber que estou conseguindo transmitir alegria pra mim e para meus clientes”, salientou Adir.

Adir seu fusca Herbie, sua Monareta 5 Estrelas, as miniaturas de carros e as cachaças estão todas as sextas-feiras no estacionamento próximo à passarela da Amizade, na Avenida Orlando Oliveira Pires, nas imediações da Imagem Foto-ótica e A Lojita. O Restaurante Panela de Barro, localizado no bairro Jacobina 3, é de sua propriedade, onde os produtos também podem ser adquiridos.

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Jacobina: Exemplo de vida – ‘Sheila da Carne’ é referência em empoderamento feminino, capacidade e dedicação ao que faz

19 de junho de 2020, 15:12

Foto: Notícia Limpa

A cada dia surge um exemplo e demonstração de capacidade laboral e de empreendedorismo de uma mulher, figuras cada vez mais presentes em todas as áreas profissionais. A atuação feminina tem sido constante em trabalhos antes considerados funções que deveriam ou ‘poderiam’ ser exercidos apenas pelo sexo masculino. O empoderamento feminino, aliado à capacidade profissional, tem quebrado tabus e demonstrado que a diferença entre homem e mulher está apenas na conformação física.

Com mais de 40 anos atuando na mesma área, a então filha, irmã e depois mãe, arrimo de família e empreendedora, Sheila Moreira Silva, mais conhecida como Sheila da Carne, por conta do produto que trabalha desde a infância, é uma referência de vida para os que buscam a harmonia entre o trabalho e a família. Saudense de nascimento, Sheila que mora em Jacobina desde criança decidiu seguir a mesma profissão do seu pai, o saudoso Teodulino Inácio, o Seu Dulino do Caém, marchante bastante conhecido em toda a região. Boa parte de sua família seguiu a mesma carreira, sendo um diferencial no quesito simpatia, empatia e educação no atendimento aos seus clientes.

Sheila da Carne trabalha no Centro de Abastecimento de Jacobina (feira livre), desde a sua inauguração, em 1981. Seu Box (88 e 89), local onde comercializa seus produtos é considerado um dos mais completos do local. Além de cortes finos de carnes bovina e suína, é possível encontrar iguarias como a buchada de bode, sarapatel, mocotó de boi, linguiças caseiras de porco, de boi e mista e a tradicional galinha caipira.

Além de trabalhar todos os dias com a venda direta em seu box, Sheila ainda encontra tempo para preparar, ela mesmo, as buchadas e as linguiças. “Deus tem sido muito bom comigo, sempre me deu forças para trabalhar e fazer o bem. Ele é a minha referência e minha força para vencer a vida”, disse ao ser interrogada onde encontra tanta força e coragem para o puxado trabalho.

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Investimentos do Governo do Estado na Barragem de Ponto Novo garantem novo ciclo produtivo para famílias agricultoras da região

18 de junho de 2020, 19:00

Foto: SDR

Os investimentos do Governo do Estado no perímetro irrigado do município de Ponto Novo, território de Piemonte Norte do Itapicuru, permitiram um novo ciclo produtivo para as mais de 200 famílias agricultoras que vivem na região. Foram mais R$14,2 milhões investidos em ações, incluindo a instalação do Fusegate, equipamento que possibilitou o aumento de 20% do potencial de armazenamento de água da Barragem de Ponto Novo, que hoje está com capacidade máxima.

A instalação do equipamento foi viabilizada por meio do Pró-Semiárido, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa ligada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), financiado com recursos do Governo do Estado por meio de acordo de empréstimo com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).

A Barragem de Ponto Novo abastece as cidades de Senhor do Bonfim, Itiúba, Andorinha, Jaguarari, Ponto Novo, Filadélfia e Caldeirão Grande. Após os últimos períodos de chuva, e com o novo potencial de armazenamento, conta atualmente com reserva hídrica para aproximadamente um ano.

“Além de abastecer as sete cidades, a barragem hoje tem capacidade para suprir o consumo de água das famílias irrigantes do subprojeto de Ponto Novo, bem como manter a vazão do rio Itapicuru abaixo da barragem, para uso de pequenos irrigantes e pecuaristas ribeirinhos”, explica o engenheiro agrônomo e técnico do componente produtivo do Pró-Semiárido, Jorge Esteves.

A irrigação possibilitou o avanço no cultivo de espécies perenes como a banana, o maracujá e a goiaba, assim como da mamona, melancia e do feijão-de-corda, consideradas temporárias. As famílias agricultoras estão tendo apoio e suporte da equipe técnica do Pró-Semiárido, desde o plantio até a comercialização dos produtos, e a perspectiva é de aumento crescente da produção.

A técnica do componente social do Projeto, Tyana Martins, tem acompanhado de perto a mudança na vida das famílias: “Além de beneficiar os irrigantes cadastrados, o subprojeto de Ponto Novo gera em torno de 600 empregos, entre diretos e indiretos. A produção é crescente, gerando renda e devolvendo a dignidade destes agricultores e agricultoras”, comemora. Tyana ressalta ainda que as famílias estão produzindo em terras antes consideradas improdutivas.

Para o agricultor Romilson Pereira, morador do assentamento Pajeú, comunidade Terra Nossa (Movimento de Pequenos Agricultores – MPA), no município de Ponto Novo, a perspectiva é de dias melhores: “Com a barragem na sua capacidade máxima, a nossa esperança é que possamos produzir alimentos de qualidade, para o nosso consumo, para comercializar, levar saúde tanto para o homem e a mulher do campo, como da cidade”.

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No apagar das luzes, Weintraub extingue cotas para negros e indígenas na pós-graduação

18 de junho de 2020, 13:29

Foto: Revista Veja

Sputnik – O ministro da Educação, Abraham Weintraub, revogou nesta quinta-feira (18) a portaria que previa a inclusão de negros, pardos, indígenas e pessoas com deficiência em programas de pós-graduação em universidades e institutos federais.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e passa a valer a partir de hoje.

A portaria criada em maio de 2016, editada pelo então ministro da Educação, Aloizio Mercadante, determinou que universidades públicas e institutos federais adotassem esses programas para ampliar a “diversidade étnica e cultural” no corpo discente.

O ato de Weintraub ocorre em meio às especulações sobre sua possível demissão do cargo de ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro, conforme noticiado pelo jornal Folha de S.Paulo nesta quarta-feira (17).

Em abril deste ano, Weintraub insinuou em uma rede social que a China poderia se beneficiar, de propósito, da crise mundial causada pelo coronavírus.

A fala fez com que o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitasse um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e determinou a abertura de inquérito para apurar suposto crime de racismo cometido pelo ministro da Educação.

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Opinião: Uma pandemia mais que reveladora

18 de junho de 2020, 11:17

*Por Gervásio Lima –
 
O mundo vive atualmente um dos piores momentos da recente história da humanidade. Não bastassem as crises econômicas que já vinham acontecendo em diversos países, de todos os continentes, a população mundial é surpreendida por um perigoso e mortal vírus que em um curto espaço de tempo, da sua descoberta em dezembro passado, já ceifou milhares de vidas e destruiu, além de famílias, muitos sonhos.
 
O novo coronavírus é uma triste realidade que precisa ser encarada de frente, com responsabilidade, sapiência e muito cuidado. A covid-19 é talvez a doença mais ‘democrática’ que se tem conhecimento, ela não escolhe cor, raça, religião, gênero ou idade. Todos estão suscetíveis à contaminação: menino, menina, criança, jovem e idoso, pobre, rico, médico, servente, pedreiro…
 
A pandemia do novo coronavírus escancarou a fragilidade de órgãos de saúde e de governos pela falta de preparo para situações complexas. A ausência de materiais e profissionais que já eram sabidos veio à tona no momento em que mais precisa. Os investimentos na saúde, mesmo sendo um dos principais motes de discursos políticos e campanhas eleitorais, nunca fizeram jus ao tema. A ausência de equipamentos como respiradores, que deveriam ser tão essenciais como o álcool e o esparadrapo em uma unidade de saúde tem mostrado a fraqueza e o descaso dos governantes, no caso do Sistema Único de Saúde (SUS), principalmente os gestores municipais.
 
O cuidado com a vida humana nunca foi tão propalado e tão pouco desdenhado. A dor causada pela covid-19 não se resume apenas nos pacientes acometidos pela doença, mas naqueles que estão na linha de frente do atendimento (enfermeiros, médicos e outros profissionais de saúde), nos amigos dos infectados e principalmente nos seus familiares, quiçá, os que sentem dores às vezes maiores quando acontece a perda dos seus entes queridos.
 
Segundo autoridades sanitárias o país ainda não atingiu o pico da doença e a situação se complica a cada dia, principalmente pelo relaxamento do isolamento e distanciamento social. Nas cidades onde as medidas estão sendo mais rígidas a contaminação tem atingindo menos pessoas; enquanto em outras, onde a flexibilização com a abertura total dos serviços tem acontecido, a curva do gráfico da doença tem subido desordenadamente.
 
A realização das eleições municipais programadas para acontecerem este ano ainda é uma incógnita, face ao aumento de casos do coronavírus em todo o território brasileiro, mas caso aconteça muitos gestores que buscam a reeleição receberão seus votos de acordo com seus comportamentos diante do coronavírus. Com certeza, principalmente para os que viveram de perto o problema, a recíproca será verdadeira.
 
 
*Jornalista e historiador
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