Papa agradece a profissionais de saúde, a quem chama de “anjos”

20 de junho de 2020, 12:59

O Papa Francisco agradeceu hoje o trabalho dos profissionais de saúde durante a pandemia e classificou-os de "anjos" para os doentes, no decorrer de uma receção a estes trabalhadores da região de Lombardia, a mais afetada pelo coronavírus (Foto: Reprodução)

Francisco explicou que “no turbilhão da pandemia com efeitos chocantes e inesperados”, a presença do pessoal médico “foi um ponto de referência seguro para os doentes, antes de mais, mas de uma maneira muito especial para os membros da família que, neste caso, não tinham oportunidade de visitar os seus entes queridos”.

“Os pacientes sentiam, frequentemente, que tinham “anjos” ao seu lado, que os ajudavam a recuperar a saúde e, ao mesmo tempo, os consolavam e apoiavam, inclusivamente, com o celular para contatar a pessoa mais velha que estava prestes a morrer com o seu filho, a sua filha, para se despedir, para os ver pela última vez”, acrescentou.

O Papa destacou ainda que, mesmo quando estavam exaustos, continuaram a trabalhar com abnegação. “Quantos médicos e paramédicos, enfermeiros, não puderam ir para casa e dormiram ali, onde puderam, porque não havia camas no hospital? E isso gera esperança”, disse.

Francisco indicou que, “agora, é o momento de aproveitar toda a energia positiva que se gerou durante a pandemia” e acrescentou que foi “um drama que, em grande parte, pode e deve dar frutos para o presente e o futuro”.

“Para honrar o sofrimento dos doentes e dos muitos falecidos, especialmente idosos, cuja experiência de vida não deve ser esquecida, é necessário construir o amanhã e isso exige compromisso, força e a dedicação de todos”, afirmou.

O Papa assegurou que médicos, paramédicos, voluntários, sacerdotes, religiosos, leigos, todos, “começaram um milagre”.

Na Itália morreram 34.561 pessoas devido ao novo coronavírus, das quais 169 eram médicos e o número de infetados subiu para 238.011 desde o início da crise sanitária, em 21 de fevereiro.

A pandemia de covid-19 já provocou cerca de 460 mil mortos e infectou mais de 8,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.528 pessoas das 38.841 confirmadas como infectadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

Principais sintomas físicos e mentais da abstinência de nicotina

A síndrome de abstinência de nicotina provoca inúmeros sintomas nos ex-fumantes. Contudo, explica um artigo publicado no portal Melhor Com Saúde, esses efeitos colaterais variam em intensidade dependendo da pessoa. 

O fato da nicotina ser uma droga muito viciante faz com que o hormônio conhecido como dopamina seja liberado no cérebro – este hormônio é responsável por aumentar a sensação de prazer e bem-estar. E como tal, o organismo reage negativa e violentamente à ausência da droga.

Ainda assim, a síndrome de abstinência de nicotina não representa qualquer risco para a saúde. Estima-se que os sintomas associados à condição afetam até 85% dos ex-fumantes. 

Os sintomas desta síndrome variam, mas, sem dúvida alguma, o mais comum é a vontade de fumar que pode surgir na presença de múltiplos estímulos, como por exemplo ver outra pessoa fumar, ou inclusive sem uma causa aparente.

Os principais sintomas da síndrome de abstinência da nicotina são os seguintes, de acordo com o portal Melhor Com Saúde:

Sintomas físicos

Aumento do apetite
Tosse
Boca seca
Dor de cabeça
Tontura
Fadiga
Coriza (inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo)
Dor de garganta, na língua ou gengivas
Sensação de aperto no peito
Ganho de peso
Frequência cardíaca mais lenta ou bradicardia
Obstipação
Hipotensão

Sintomas mentais

Ansiedade, inquietação e irritabilidade
Dificuldade em se concentrar
Insônia e dificuldade para dormir bem
Raiva e frustração
Depressão
Desânimo
Mau humor

Os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina normalmente duram de 4 a 12 semanas e surgem nas primeiras 12 a 24 horas após parar de fumar. 

Os especialistas explicam que a fase mais critica são as primeiras duas a três semanas de cessação tabágica. Sendo que os sintomas começam gradualmente a desaparecer e, com o tempo o indivíduo aprende a controlar o desejo de fumar. 

VÍDEOS