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Jacobina: Operação é referência no combate às irregularidades no trânsito

22 de abril de 2021, 13:20

Foto: BPRv

Criticada pelos que defendem erros e elogiada pela população e entidades civis que defendem a vida, a Operação Paz no Trânsito realizada pelo Departamento de Trânsito da Bahia (Detran), realizada em diversos municípios baiano tem conseguido tirar das ruas e punido condutores com veículos com  irregularidades e principalmente sob efeito do álcool.

Conforme a capitã PM Virgínia, coordenadora do BPRV, de modo geral as pessoas que reclamam estão andando irregular, seja sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), com veículos sem placas, descarga alterada ou sobre efeito de alcoolemia. Justificando a operação, a oficial disse que é preciso melhorar o trânsito e garantir a segurança da população.

Realizada geralmente às sextas-feiras ou no sábado, a partir das 14 horas, indo até às 22 horas, a OPT de Jacobina conta com a participação da Polícia Militar, através do Comando de Policiamento Especializado (CPE) e do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) e do Serviço Municipal de Tráfego e Transportes (SMTT). O local escolhido pelas autoridades policiais para as diligências é o início da Avenida Luís Alberto Dourado de Carvalho, próximo ao bairro Nazaré.

Segundo a capitã Virgínia o principal objetivo da Operação é tirar os condutores que dirigem sobre efeito de álcool das ruas, para que inocentes não venham a morrer ou ter ferimentos graves, como tem acontecido comumente. “Nós policiais rodoviários temos entre nossas missões, o de realizar educação e fiscalização de trânsito e, principalmente, prestar segurança aos usuários das rodovias, atuando inclusive na prevenção e enfrentamento de crimes. Por tanto estaremos sempre dando apoio às ações que garantam a segurança da população e trabalhando intensamente para melhorar o nosso trânsito”, ressaltou.

    

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‘Planejamento da vacinação foi improvisado’, diz o senador Otto Alencar que vai comandar 1ª sessão da CPI da Covid

21 de abril de 2021, 18:34

Foto: Reprodução

Mais velho entre os integrantes da CPI da Covid, o senador Otto Alencar (PSD-BA) comandará a primeira sessão da comissão que vai sacramentar a escolha de Omar Aziz (PSD-AM) como presidente e Renan Calheiros (MDB-AL) como relator dos trabalhos.

Além de dar início ao que pode se transformar na maior investigação contra o governo de Jair Bolsonaro, Otto deverá ter um papel decisivo no equilíbrio das forças dentro da CPI, já que integra a chamada ala independente, cujos voto pesarão nos rumos dos trabalhos. Mesmo evitando fazer juízo prévio, o senador baiano não tem dúvida de apontar a gravidade dos erros cometidos pelo governo no combate à pandemia. Especialmente na indicação de medicamentos sem eficácia no tratamento da covid-19 e na demora para a compra de vacinas.

“Você sabe que todo o planejamento para comprar a vacina foi feito este ano. Devia ter sido feito no ano passado. Só quem planejou o ano passado foi o governador João Doria com a Sinovac”, diz Otto. “Tanto é que falharam todas as perspectivas feitas pelo governo de suprimento de vacina. Tudo o que foi planejado veio faltando 30, 40%. Tanto no mês de março, quanto no mês de abril. Foi tudo improvisado, tudo correndo. Tanto é que, de cada dez vacinas, 8,5 são da Coronavac. Se o Ministério da Saúde tivesse feito o que o Doria fez, já estávamos com vacina para ter imunizado 50% da população.”

Caberá ao senhor presidir a primeira sessão da CPI. O que o senhor espera dos trabalhos da comissão?

Eu acho que uma CPI como essa vai ser diferente de todas que já foram feitas. Porque vai funcionar no curso da doença, no curso da crise. Nunca é assim em CPI. CPI você sempre faz depois que os fatos acontecem. Essa não. Os fatos estão acontecendo e você vai ter de investigar.

E sob um clima emocional muito grande por causa do número de mortes…

Um clima emocional muito grande. E, além disso, vai ser uma CPI que deverá não ser só investigativa, mas também propositiva. Por exemplo, sei que o ministro novo da Saúde (Marcelo Queiroga) admitiu os protocolos que o mundo admitiu. Usar máscara, pedir para que se faça esse distanciamento físico das pessoas. Ele já admitiu isso. Ele admite a vacina. Ele chegou com os protocolos que o mundo adotou. Só quem ficou contra isso foi o presidente da República. E eu não sei por quê. Talvez por capricho. Certamente por conhecimento científico não foi, porque ele não é formado em medicina. A medicina não sabe como é a doença, imagina ele que nunca estudou? Eu não sei por que e baseado em que ele teve essa iniciativa a favor de hidroxicloroquina, anita, tratamento precoce, essas bobagens todas que aconteceram.

O senhor entende que a CPI deve começar ouvindo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga?

O ministro da Saúde precisa ir na CPI para dizer algumas coisas que estão acontecendo. O que está faltando, como é que ele recebeu a estrutura organizacional. Há uma série de cargos importantes lá, como secretário-executivo, diretor de compras de insumos e de imunizantes. Todos esses agentes de Estado que estavam por lá precisam ser ouvidos. E, certamente, isso vai merecer muito trabalho. E muita reunião justamente no curso de um momento muito difícil da vida nacional, de crise econômica grave e dos problemas todos que estamos vivendo. Com muitas pessoas comprometidas com subnutrição. Porque voltou a ter subnutrição. É uma CPI que não pode ser contaminada pela política.

O senhor acha que há esse risco?

Pode ser que queiram contaminar pela política por parte de algum setor do governo. Nós queremos fazer a CPI com isenção e total imparcialidade. Tanto que eu não faço juízo de valor e pré-julgamento de absolutamente ninguém. Eu quero ouvir. Especialmente os agentes de Estado que estão ou estavam à frente desse processo. Não é uma Comissão Parlamentar de Condenação. É de inquérito, de investigação.

Mas essa politização já não está sendo feita a partir do momento em que o governo se moveu para tentar barrar a CPI ou quando pediu para trocar seus integrantes, como parece que foi tentado até em relação ao senhor e ao senador Omar Aziz?

Eu não tive essa abordagem. De nenhum agente do governo. Tenho certeza que também o meu colega Omar Aziz não teve essa abordagem. A análise que faço é muito realista. Por exemplo, Renan e Omar têm apoio do líder do governo, que é Fernando Bezerra. Ele deu apoio a Omar e a Renan para presidir e relatar a CPI. Ele é o líder do governo no Senado Federal. Quem é o Renan no Senado? É o líder da maioria. Quais partidos formam a maioria? MDB e PP, que é da base governista. Você acha também que todos os senadores do MDB não foram ouvidos para a escolha do Renan? Ele teve unanimidade na escolha.

A CPI pode propor mudanças legislativas para tentar padronizar ações futuras de combate a pandemias como essa?

Nunca tivemos nenhuma crise sanitária dessa extensão, com exceção da Gripe Espanhola, que matou até um presidente eleito, Rodrigues Alves. Mas está muito distante isso. Foi cem anos atrás. Na minha opinião, precisamos estabelecer alguma legislação que, nesses casos, em que se decretasse calamidade pública, o Ministério da Saúde possa, talvez, funcionar sob um comando tripartite ou com a participação de Estados e representações dos Municípios e do Judiciário, do Ministério Público. Uma coisa dessa natureza. Para que não aconteça de um presidente da República sozinho tomar decisões equivocadas, como tomou o presidente. Ou de estimular aglomeração, não usar máscara. Achar que não precisava vacina.

O senhor acredita que o presidente errou no seu comportamento em relação à pandemia?

No fim do ano passado, ele chegou a dizer que o vírus estava indo embora. Como se o vírus fosse pegar um avião para sair do Brasil. É uma coisa sem precedentes. Olhe bem, a medicina não conhece ainda as manifestações clínicas da doença. Não conhece. Ela tem uma variação clínica de uma pessoa para outra muito grande. Você pega um paciente idoso, que fica assintomático e pega um jovem que, em cinco dias, tem uma pneumonia virótica, tem uma micro trombo-embolia e morre de insuficiência respiratória. Você vê o Major Olímpio (senador que morreu de covid no mês passado). Ele esteve comigo no dia 25 de fevereiro na Comissão de Assuntos Econômicos. Fiz uma sessão extraordinária para ele poder aprovar um projeto de interesse da capital do Estado de São Paulo. Quando ele saiu, me abraçou. Ele estava com duas máscaras. Eu tenho a foto e pus até no Instagram. Aí, ele foi embora. Quando chegou em São Paulo, no outro dia, ele já estava com a doença. Ele já saiu do Senado doente. E outra coisa. O senador mais forte do Senado era o Major Olímpio. Você pegava no braço do cara parecia que era uma perna. E era novo. Se a medicina não conhece, se os infectologistas não conhecem, sanitaristas, médicos, ninguém conhece direito as manifestações clínicas, as variantes de um paciente para outro… quem vai conhecer é o presidente da República? O presidente Bolsonaro que não tem formação médica? É o Pazuello, que é um general de Exército, que disse que não conhecia o SUS? Isso é de uma falta de compreensão e de responsabilidade muito grande.

O ex-ministro general Eduardo Pazuello cuidou da Saúde durante o maior período da pandemia. Que justificativas o senhor espera que ele dê para a própria atuação?

Não sei o que ele vai dizer. Quando ele esteve antes no Senado, não conseguiu responder às perguntas. Inclusive, o questionamento mais forte feito a ele no Senado foi do Major Olímpio. Foi o mais consistente. Ele perguntou: o senhor me disse em agosto que não ia comprar vacina porque não ia ter demanda. O senhor botou no site do Ministério da Saúde a hidroxicloroquina como droga de escolha para tratar a doença e depois tirou do site. O senhor ainda acha que a hidroxicloroquina é a medicação que cura a doença? Foi a pergunta do Major Olímpio.

O senhor pretende repetir essa pergunta ao ex-ministro na CPI?

Provavelmente.

O senhor entende que há elementos para a responsabilização do presidente Bolsonaro e ou do general Pazuello?

Eu não posso me manifestar para não acharem que estou fazendo pré-julgamento. Tenho de ser isento e imparcial.

Mas o senhor concorda que está claro que houve problemas no Ministério da Saúde?

A gente tem de ver os processos, as licitações. Por que deixou de comprar vacina, por que comprou atrasado. Essas coisas todas. A CPI não pode ter um alvo. O Ministério da Saúde tem uma estrutura organizacional muito grande. Esse pessoal todo tem de ser ouvido.

A decisão sobre as vacinas e a compra de medicamentos podem ser os principais pontos de investigação da CPI?

Acho que sim. A vacina é a arma para combater o vírus. Você sabe que todo o planejamento para comprar a vacina foi feito esse ano. Devia ter sido feito no ano passado. Só quem planejou no ano passado foi o governador João Doria com a Sinovac. Tanto é que falharam todas as perspectivas do governo de suprimento de vacina. Tudo o que foi planejado, veio faltando 30, 40%. Tanto no mês de março quanto no mês de abril. Foi tudo improvisado, tudo feito correndo. Tanto é que, de cada dez vacinas, 8,5 são da Coronavac. Se o Ministério da Saúde tivesse feito o que o Doria fez, já estávamos com vacina para ter imunizado 50% da população.

O senhor acha que essa foi a maior falha do governo nesse processo todo?

Sem dúvida nenhuma. A falta de planejamento estratégico para ter vacina suficiente para imunizar o povo brasileiro.

Fonte: Estadão 

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4 mitos e verdades sobre o ensino remoto

20 de abril de 2021, 18:42

Foto: Reprodução

Aulas online em casa, quem é mãe ou pai com crianças em idade escolar com certeza está vivendo este grande desafio. De uma lado temos famílias sobrecarregadas e, de outro, professores fazendo tudo o que podem para lidar com os desafios do ensino remoto. A pedagoga Bruna Cardoso que tem recebido muitas questões das mães e dos pais sobre o assunto, completa: “Em um momento como este, a parceria entre a família e a escola precisa se fortalecer, sabemos que a mãe e o pai não são professores, e nem precisam ser, mas precisam oferecer apoio para as crianças.”

Muito se ouve por aí sobre ensino remoto, por isso é preciso desvendar alguns mitos e verdades sobre o assunto:

1- O ensino remoto substitui o presencial

MITO!

O ensino remoto foi criado em caráter emergencial. Ele tem durado mais tempo que o esperado, mas é o que temos – e traz bons resultados na aprendizagem quando acontece em condições ideais. Ou seja, quando bem estruturado, é possível que as crianças aprendam bastante. No entanto, ele não substitui o ensino presencial.

Estar com os colegas, relacionar-se socialmente, aprender com o outro, aprender com o ambiente são alguns exemplos de pontos insubstituíveis do ensino presencial.

2- O ensino remoto facilita a vida dos professores

MITO!

Os professores tiveram que criar do zero e rapidamente um novo modelo de ensino. Criar e adaptar atividades, projetos e sequências didáticas pensando nas ferramentas digitais envolve estudo e muita pesquisa. Não se trata de simplesmente dar aula na frente do computador. Além disso, mediar as interações virtuais, preocupar-se com a aprendizagem de todos os alunos e avaliar têm sido um enorme desafio.

3- As crianças não aprendem com o ensino remoto

MITO!

Crianças maiores de 5 anos, com internet, um dispositivo digital, material, um modelo de ensino remoto que priorize as abordagens ativas e com a parceria da família conseguem aprender, sim.

A questão é que nem todas as mães e pais podem dar este apoio tão necessário, pois precisam trabalhar. Para casos assim, a Plataforma Ler o Mundo, por exemplo, possui um curso sobre como as famílias podem participar da alfabetização das crianças no dia a dia, sem estresse, nos momentos de folga.

No entanto, nem todas as crianças possuem acesso à internet e computador/tablet/celular ou um contexto domiciliar favorável para a aprendizagem. Por isso, temos visto uma quantidade enorme de crianças em defasagem, isso é muito sério. Com a volta às aulas gradual, o grande desafio será oportunizar, para quem não conseguiu aderir ou acompanhar o ensino remoto, as aprendizagens necessárias, ou seja, uma reorganização curricular para que todos possam caminhar do ponto em que pararam.

4- O ensino remoto proporciona outras aprendizagens

VERDADE!

O ser humano tem uma capacidade enorme de se adaptar. As crianças que seguiram no ensino remoto avançaram enormemente no letramento digital. Além de dominarem recursos e ferramentas, temos visto as escolas investindo na educação midiática, algo muito importante nos dias atuais. Desenvolver o pensamento crítico e a autonomia para lidar com as fake news e a desinformação, por exemplo, é uma capacidade essencial hoje em dia. Além disso, estão usando as criatividade para lidar com o tempo livre dentro de casa e desenvolvendo resiliência para conseguir passar por um momento tão adverso e cheio de desafios, por exemplo.

Fonte: IstoÉ 

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Câmara deve colocar em votação pedido para ‘urgência’ de projeto de privatização dos Correios

20 de abril de 2021, 15:21

Foto: Reprodução

Câmara deve discutir nesta terça-feira, 20, requerimento de urgência para o projeto de lei que cria um novo marco postal e abre espaço para a privatização dos Correios.

A urgência torna a proposta prioritária na fila de votação de projetos da Casa e permite que ela possa ser pautada no plenário a qualquer momento. No Twitter, líderes da oposição se movimentam contra a proposta.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse, por meio de sua conta no Twitter, que o tema é importante e que a discussão do tema está prevista para começar às 15h. Mas não há acordo entre as lideranças para aprovar o pedido, segundo apurou o Estadão/Broadcast.

A líder do PSOL, Talíria Petrone (RJ), disse que vai votar contra a medida. “Arthur Lira e a base do governo querem aprovar, no dia de hoje, a urgência do PL 591/21, que autoriza a privatização dos Correios sem ouvir a categoria e o povo. Votaremos contra mais esse ataque ao nosso patrimônio”, relatou no Twitter.

Também na rede social, o vice-líder do PCdoB, Orlando Silva (SP), afirmou que Lira quer votar o requerimento de urgência a toque de caixa. “Não admitiremos. Vamos parar o Congresso e impedir esse ataque à soberania nacional. A ECT é uma empresa fundamental para o País. Não à privatização dos Correios”, postou.

O líder da Oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), disse que pretende obstruir os trabalhos para impedir a aprovação do requerimento. “Não à privatização dos Correios”, publicou.

Na mesma linha, o vice-líder da Minoria, José Guimarães (PT-CE), disse que a bancada do PT vai se posicionar contra o projeto.

O projeto de privatização dos Correios foi entregue em mãos pelo presidente Jair Bolsonaro a Lira no dia 24 de fevereiro. Na semana passada, o governo incluiu a empresa no Plano Nacional de Desestatização (PND) por decreto, o que permite a contratação de estudos para privatizar a estatal.

A secretária especial do Programa de Parcerias de Investimento (PPI) do Ministério da Economia, Martha Seillier, disse que o governo tem a intenção de vender o controle acionário da empresa, mas ainda não decidiu se vai se desfazer de 100% das ações ou se manterá participação minoritária.

A privatização dos Correios depende da aprovação de um projeto de lei de autoria do Executivo que permite que a iniciativa privada preste serviços que hoje apenas os Correios podem operar. A previsão, por ora, é que o leilão ocorra em 2022. Para que isso ocorra, o governo precisa que a proposta seja aprovada na Câmara e no Senado até agosto.

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Covid explode em cidade do interior de SP governada por ‘Bolsonaro caipira’

20 de abril de 2021, 10:24

Foto: Reprodução

 Os irmãos Gustavo e Alessandra Bortoleti, de Mirandópolis (SP), viveram o calvário da Covid-19 de forma simultânea. Começaram a sentir os primeiros sintomas da doença na última semana de março.

No dia 31 daquele mês, com algumas horas de diferença, o comerciante Gustavo, 44, e a esteticista Alessandra, 45, foram internados no Hospital Regional da cidade. Em 2 de abril, ambos foram para a UTI. No dia 9, Gustavo morreu por volta de 18h. Sua irmã, pouco antes da meia-noite.

A tragédia familiar chocou a cidade no noroeste do estado, a 595 km de São Paulo, e se tornou simbólica do momento crítico vivido por seus 30 mil moradores.

O drama também colocou os holofotes sobre a gestão do prefeito Everton Sodario (PSL), 27, apoiador inconteste do presidente Jair Bolsonaro, que desde o início da pandemia seguiu o receituário pregado pelo governo federal: minimizou a doença, pregou contra o distanciamento social e as restrições ao comércio, atacou a vacina do Butantan e promoveu o chamado “tratamento precoce”, sem eficácia comprovada.

No período de 19 de março a 19 de abril, o total de mortes contabilizadas pela prefeitura desde o início da pandemia passou de 24 para 65, um salto de 170,8%. Já o número de casos confirmados subiu 52,5% no período, chegando a 1.853.

Como comparação, o aumento de mortes no estado de São Paulo nesse mesmo intervalo foi de 32,5%, e o de casos, 20,6%. No país, as mortes cresceram 29,1% e os casos, 17,7% no período.
A situação levou ao colapso total o hospital estadual onde os irmãos morreram, o principal da região, mesmo após a capacidade de leitos de UTI para Covid ter sido ampliada de 10 para 18. Em 29 de março, seu diretor, Nivaldo Francisco Alves Filho, emitiu uma circular dizendo que a ocupação de leitos de UTI para Covid era de 185%.

Em outras palavras, quase metade dos pacientes estava sendo atendida de forma improvisada, em leitos montados onde houvesse espaço.

“Cheguei num determinado momento em que não tinha mais onde colocar doente”, relata o diretor. Duas vezes no último mês, ele precisou suspender temporariamente o recebimento de pacientes, por absoluta incapacidade de acomodá-los.

Segundo relato colhido pela reportagem dentro do hospital, no auge da crise havia pacientes internados na enfermaria e em locais como a sala de endoscopia. Houve momentos com falta de material como luvas, seringas e agulhas.

Medicamentos usados para sedar pacientes antes da intubação, como midazolam e fentanil, foram substituídos por outros menos indicados, como diazepam e morfina.

O diretor nega a escassez de material e remédio, mas admite a situação crítica do hospital, com as equipes extenuadas. “Temos óbitos todos os dias. Chegamos a ter cinco num único dia”, diz ele.

A situação é agravada, afirma ele, pela entrada de pacientes que vêm de municípios vizinhos, cerca de 40% do total.

Na última quinta-feira (15), quando Alves Filho falou com a reportagem, a ocupação de leitos de Covid estava um pouco menos dramática, em 111%.

Segundo o diretor, isso se deve ao medo das pessoas, que passaram a ficar mais em casa. E demonstra, segundo ele, que o isolamento social funciona.

“A gente tem um prefeito que abriu o comércio, enquanto todo mundo estava buscando restringir. E acabou gerando esse transtorno, porque teve maior circulação de pessoas”, afirma.

Conhecido como “Bolsonaro caipira”, Sodario é um ex-ativista de direita que foi eleito para um mandato tampão como prefeito em 2019 e reeleito no ano passado. Nas redes sociais, ataca de maneira dura o governador João Doria (PSDB) por causa da pandemia, a quem já chamou de “canalha”, “traidor do povo” e “calcinha apertada”.

Desde o início da pandemia, insurgiu-se contra o Plano São Paulo, mantendo o comércio aberto, o que lhe valeu uma multa de R$ 40 mil e o bloqueio dos bens pelo Ministério Público.

Rotineiramente, Sodario aparece em fotos sem máscara perambulando pela cidade, dizendo que “aqui não tem home office”.

Ele também é defensor do uso de medicamentos como hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina contra a Covid, apesar de não terem eficácia comprovada pela grande maioria da comunidade científica.

A prefeitura gastou desde o início do ano R$ 22 mil na compra de 26 mil comprimidos destes remédios para o serviço municipal de saúde, ignorando as evidências e o riscos à saúde que representam.

As compras seguiram a todo o vapor mesmo no auge da piora dos casos. Em 30 de março, foram mais 3.000 pílulas de azitromicina adquiridas com dinheiro público.

Sodario também é um cético da Coronavac, assim como Bolsonaro. “Sou o primeiro a não tomar essa vacina chinesa e não obrigarei meu povo a tomar essa porcaria”, escreveu, em 16 de outubro de 2020.

Em conversa com a reportagem, o prefeito não moderou o discurso, apesar de recentemente ter feito alguns acenos a seus críticos, como ter colocado outdoors na cidade pedindo para as pessoas usarem máscara.

Ele atribuiu o salto de casos na cidade à chegada de pacientes de fora, que trouxeram variantes mais agressivas da doença.

“Tivemos no ano passado todo 12 óbitos pelo vírus chinês. Mas temos um hospital que é referência na região, que começou a receber pessoas de todo o estado, e as variantes começaram a circular”, afirmou.

Sodario atribui ao governo Doria a maior responsabilidade pelas mortes. “Tivemos mortes por causa da falta de leitos, de insumos, da inércia do governo de estado”, diz.

Mesmo com a explosão da doença, ele afirma ser desnecessário apertar as restrições de circulação, embora Mirandópolis agora esteja seguindo o Plano São Paulo, depois da multa que o prefeito levou. “Não é o comércio que faz o vírus se propagar, aqui são lojas pequenas”, afirma.

Ele segue se dizendo convencido de que o “tratamento precoce” funciona. “Não tenho dúvida de que os remédios amenizaram a situação. Os médicos aqui têm o medicamento à disposição, caso queiram usar. O município não sai distribuindo, precisa do receituário”, diz.

O prefeito diz já ter aplicado 6.500 doses da vacina, embora pessoalmente mantenha posição contrária a elas.

“Eu não tomo a Coronavac, porque tem uma eficácia bastante baixa. Todas essas vacinas foram feitas de forma bastante precipitada. Mas não vou proibir o munícipe de tomar”, diz o prefeito, que afirma fazer a divulgação dos postos de vacinação e ter instalado um sistema drive-thru.

Sobre a pecha de ser negacionista, diz que é injusta. “Negacionistas são os que são contra o tratamento precoce, ou os que não entendem que as pessoas precisam também trabalhar. Apenas tenho pensamento divergente da maioria dos prefeitos e governadores”, diz.

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CFM diz no Senado que não aprova tratamento precoce contra Covid-19

20 de abril de 2021, 08:51

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Durante audiência pública da Comissão Temporária da Covid-19 do Senado na manhã desta segunda (19), o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Donizette Giamberardino Filho, esclareceu que “o Conselho Federal de Medicina não recomenda e não aprova tratamento precoce e não aprova também nenhum tratamento do tipo protocolos populacionais [contra a covid-19]”.

Ano passado, o conselho aprovou parecer que facultou aos médicos a prescrição da cloroquina e da hidroxicloroquina para pacientes com sintomas leves, moderados e críticos de Covid-19.

Segundo o médico, o que o CFM fez foi uma autorização fora da bula [off label] em situações individuais e com autonomia das duas partes, “firmando consentimento esclarecido [médico] e informado [paciente]”. Em nenhum momento ele [o CFM] autorizou qualquer procedimento experimental fora do sistema CRM/CFM. “Esse parecer não é habeas corpus para ninguém. O médico que, tendo evidências de previsibilidade, prescrever medicamentos off label e isso vier a trazer malefícios porque essa prescrição foi inadequada, seja em dose ou em tempo de uso, pode responder por isso”, avaliou Donizette.

Perguntado por senadores sobre uma revisão de posicionamento do CFM diante de evidências científicas de ineficiência dessa prescrição, o médico disse que a entidade está frequentemente reavaliando condutas, mas que nesse caso, especificamente, só uma decisão de plenário poderia reverter a orientação dada em abril do ano passado. “O Conselho Federal estuda a todo momento. Esse parecer pode ser revisto? Pode, mas é uma decisão de plenária, eu não posso fazer isso por minha opinião. O que eu repito é que a autonomia é limitada ao benefício. Quem ousa passar disso, responde por isso”, garantiu.

Politização

Já a microbiologista Natália Pasternak, presidente do Instituto Questão de Ciência (ICQ), da Universidade de São Paulo (USP), ressaltou que existem vários tipos de estudos científicos que têm sido reportados para tentar validar o uso do chamado kit covid ou tratamento precoce, que causaram controvérsia no Brasil.

Segundo ela, os melhores estudos nessa área mostram que vários componentes desse kit já foram desmentidos. “Não é que não existem evidências ainda; é que já existem evidências de que esses medicamentos não funcionam. Para cloroquina e hidroxicloroquina, nós temos mais de 30 trabalhos feitos no padrão ouro que mostram que esses medicamentos não servem para Covid-19. Para ivermectina, nós temos trabalhos também que demonstram que não serve e uma série de trabalhos que são muito malfeitos e muito inconclusivos. Infelizmente, muitos médicos acabam se fiando nisso”, criticou.

A pesquisadora defendeu que a ciência vem para ficar de mãos dadas com a Medicina e com a saúde pública, e não para antagonizá-la. “A ciência serve para embasar a medicina, para que médicos tenham a tranquilidade de receitar medicamentos que eles sabem que passaram por esses testes e que, por isso, por haver uma base científica, podem receitar”, acrescentou.

Para a especialista o Brasil não precisa de posturas públicas que confundam orientações sanitárias. “Nós não precisamos de que a tragédia da pandemia seja utilizada como mecanismo de busca de poder, ou seja, politizada; nós não precisamos de que empresas patrocinem a publicidade do kit covid; não precisamos de posturas públicas alarmistas. Precisamos, sim, de transparência. Precisamos de informação”, defendeu.

Natália Pasternak apontou a municipalização das condutas para evitar a disseminação do vírus como um erro. Para a especialista, o ideal seria que as medidas de distanciamento social atingissem micro e macrorregiões onde haja a circulação das pessoas. Ainda segundo ela, não há sentido, numa região metropolitana, determinado prefeito não fazer o distanciamento, pois essa conduta pode atrapalhar muito a eficácia da medida. Então, nós temos que ter ações mais conjuntas. A municipalização é um direito, mas a descentralização tem limites para sua eficiência”, ponderou.

Outros medicamentos

Os senadores ouviram ainda as considerações da doutora Margareth Dalcomo, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz ( Fiocruz). A especialista condenou a utilização de alguns  fármacos, que considerou estarem sendo usados de forma “arbitrária” no tratamento do novo coronavírus. Segundo ela, essas drogas não passam de “saquinhos da ilusão”.

“São antibióticos que não têm a menor indicação para uma doença que é viral – antibiótico é remédio usado em doença causada por bactéria –, misturando com vitaminas, com zinco, com corticosteroides, que é um medicamento que só tem indicação em casos específicos de Covid-19, com critério médico abalizado naturalmente, e isso mais com anticoagulante, o que piora mais ainda a situação. Anticoagulante também tem indicação na covid-19, porém deve ser usado criteriosamente a partir da avaliação de determinados marcadores clínicos da Covid, com os quais nós estamos muito acostumados a lidar”, avaliou.

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Homens com Covid têm risco seis vezes superior de sofrer de impotência

20 de abril de 2021, 07:44

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Apesquisa – denominada ‘Vacine-se para que possa ejacular’ – foi liderada por Emmanuele A. Jannini, professor de endocrinologia e de sexologia, na Universidade de Roma Tor Vergata, na Itália.

O novo estudo divulgado na publicação científica Andrology, apurou que o risco de disfunção erétil é seis vezes superior em homens que sofreram previamente de Covid-19.

Mais ainda, os investigadores detectaram que a condição, capaz de impossibilitar o desenvolvimento ou manutenção da ereção durante o sexo, pode ser temporária ou persistir a longo prazo. 

Números preliminares também indicam que os homens que padecem de disfunção erétil têm mais de cinco vezes de probabilidade de adoecerem com Covid-19.

Apesar dos dados apurados, alguns especialistas afirmam que ainda não existem provas científicas suficientes que indiquem uma ligação direta entre disfunção erétil e o novo coronavírus.

Atualmente, os pesquisadores italianos estão prosseguindo com o estudo de modo a entenderem melhor como as duas condições de saúde podem estar relacionadas. 

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Corte em crédito rural no Orçamento de 2021 ameaça agricultura familiar

19 de abril de 2021, 07:57

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Produtores rurais se mobilizam para tentar reverter cortes feitos no Orçamento de 2021 que reduzem em 35% os repasses para o setor mais sensível do campo, a agricultura familiar.

No fim de março, o Congresso aprovou o projeto orçamentário para o próximo ano com corte de R$ 2,5 bilhões na subvenção econômica ao crédito rural. O Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) perdeu R$ 1,35 bilhão. Pela proposta original do governo, o programa receberia R$ 3,8 bilhões neste ano.

A verba é usada não apenas para bancar o plantio diretamente, mas para sustentar empréstimos nas linhas do Pronaf que chegam a superar R$ 30 bilhões.

A agricultura familiar é praticada em 77% das propriedades produtivas do país, que corresponde a 23% da área agrícola, e garante renda e alimento para 10 milhões de brasileiros, de acordo com o mais recente Censo Agropecuário do IBGE, relativo a 2017. O valor de produção desse tipo de plantio, porém, é inferior ao alcançado nas grandes propriedades, representando 23% do total.

“O corte no Pronaf surpreendeu muito o setor porque, em São Paulo, por exemplo, 78% dos agricultores são pequenos e cerca de 90% usam o programa”, afirma Tirso Meirelles, vice-presidente da Faesp (Federação da Agricultura do Estado de São Paulo). Nessa categoria estão, por exemplo, os produtores do cinturão verde, que abastecem a região metropolitana com hortaliças.

Para a Faesp, o enxugamento do programa preocupa muito porque compromete não apenas o próximo Plano Safra, mas também afeta a renda dos produtores na etapa final da safra de 2020/2021, que se encerra em 30 de junho deste ano.

A redução nos repasses pode levar até mesmo a interrupção imediata de linhas de financiamento rural, de acordo com a federação.

O setor trabalha para que o valor seja recomposto em um projeto de lei a ser apresentado pela Câmara dos Deputados. A meta é igualar o volume da subvenção de 2021 ao de anos anteriores

Por causas desse e outros cortes, bem como da adição de emendas de parlamentares, questionados por economistas e integrantes da equipe econômica, o Orçamento deste ano ainda está parado no Congresso. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem até 22 de abril para sancionar a proposta.

Representantes da agropecuária, que fazem parte da base aliada ao governo Bolsonaro, buscam uma articulação com parlamentares e membros do Ministério da Agricultura para tentar reverter a situação. Lideranças de federações agrícolas e da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) pediram à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, na terça-feira (13), que intervenha em favor dos pequenos produtores.

Segundo Aristides Veras dos Santos, presidente da confederação, a ministra teria tranquilizado produtores ao afirmar que não faltarão recursos para a agricultura familiar. “Mesmo assim, vamos manter a coalizão”, afirma Santos.

Dedicada ao mercado interno, a agricultura familiar é mais sensível a mudanças de subvenção do que a agricultura tradicional e exportadora de matérias-primas, que tem recursos com venda futura e mais capital de giro. O valor médio dos custeios do Pronaf, segundo especialistas, é de R$ 40 mil por ano, o que custa ao governo cerca de 10% e mantém uma média de três pessoas ocupadas por ano.

João Luiz Guadagnin, especialista em crédito rural e diretor no Ministério de Desenvolvimento Agrário no governo durante a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, diz que os repasses para Pronaf já são insuficientes e o Congresso tem alternativas para remanejar os recursos, manter a verba original prevista para o pequeno produtor e evitar o que chama de “o caos” no financiamento agrícola.

“Tem que tirar dinheiro das emendas parlamentares ou dos militares, que tiveram reajuste no orçamento”, afirma. “Se não houver remanejamento, a Secretaria do Tesouro terá que pedir, no máximo em maio, para que parem as contratações com o recurso subvencionado.”

O remanejamento de recursos na peça orçamentária também afetou o Ministério da Agricultura. Inicialmente, a dotação orçamentária prevista era de R$ 11,9 bilhões. Após a redução no Congresso, a pasta ficou com R$ 9,15 bilhões, redução de 23%.

Também foram afetadas operações de crédito, subvenção de seguro rural, operações de investimento, custeio e alongamento de dívidas e programas de apoio à comercialização também serão afetadas.

Em nota, o Ministério da Agricultura afirma que os impactos das alterações no orçamento ainda estão em avaliação pela área técnica da pasta.

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Governo amplia toque de recolher na Bahia; veja o que mais muda

18 de abril de 2021, 22:31

Foto: Notícia Limpa

O toque de recolher vai ser das 20h às 5h em 208 municípios baianos (lista abaixo, no anexo 1), de 18 a 26 de abril, segundo novo decreto do governo do estado. Nos demais municípios, o toque será das 21h às 5h. A medida foi publicada neste domingo (18), na versão on-line do Diário Oficial do Estado (DOE).

Os estabelecimentos comerciais que funcionem como restaurantes, bares e similares, localizados nos municípios do anexo I deverão encerrar o atendimento presencial às 19h, permitidos os serviços de entrega em domicílio (delivery) de alimentação até as 24h.

Fica proibido em todo o estado a venda de bebida alcoólica em quaisquer estabelecimentos, inclusive por delivery, no período das 18h do dia 23 até as 5h de 26 de abril. Excepcionalmente, essa medida não se aplicará aos municípios listados no anexo 2 (ver abaixo) em que a taxa de ocupação de leitos de UTI se mantenha, por cinco dias consecutivos, igual ou inferior a 75%.

Transporte
A circulação dos meios de transporte metropolitanos será suspensa das 21h30 às 5h de 18 de abril até 26 de abril de 2021. A circulação dos ferry boats será suspensa das 21h30 da segunda-feira (19) às 5h do dia 23 de abril de 2021, ficando vedado o seu funcionamento nos dias 24 e 25 de abril.

A circulação das lanchinhas será suspensa das 21h30 às 5h de 19 de abril a 26 de abril de 2021, limitada a ocupação ao máximo de 50% da capacidade da embarcação, nos dias 24 e 25 de abril.

Aulas e eventos
As atividades letivas podem acontecer de maneira semipresencial, tanto nas unidades públicas quanto particulares nos municípios listados no anexo 2 abaixo, em que a taxa de ocupação de leitos de UTI se mantenha, por cinco dias consecutivos, igual ou inferior a 75%. 

A realização das atividades letivas semipresenciais fica condicionada à ocupação máxima de 50% da capacidade de cada sala de aula e ao atendimento dos protocolos sanitários estabelecidos.  No restante do estado, continuam suspensas, até 26 de abril, as aulas presenciais nas unidades de ensino, públicas e particulares.

Permanecem proibidos até o dia 26 de abril os eventos e atividades, independentemente do número de participantes, ainda que previamente autorizados, que envolvam aglomeração de pessoas, como eventos desportivos coletivos e amadores, cerimônias de casamento, eventos recreativos em logradouros públicos ou privados, circos, eventos científicos, solenidades de formatura, passeatas e afins, bem como aulas em academias de dança e ginástica. Apenas eventos científicos, corporativos e reuniões continuam liberados, com público máximo de 50 pessoas, exceto para os municípios do anexo 1.

Segue proibida ainda, em todo o território baiano, a prática de quaisquer atividades esportivas coletivas amadoras até 26 de abril, sendo permitidas as práticas individuais, desde que não gerem aglomerações.

Academias e templos
Continua autorizado o funcionamento de academias e estabelecimentos voltados para a realização de atividades físicas, desde que limitada a ocupação ao máximo de 50% da capacidade do local, observados os protocolos sanitários estabelecidos. Continuam permitidos os atos religiosos litúrgicos, com limitação da ocupação ao máximo de 25% da capacidade do local. 

Municípios integrantes do Anexo 1

Abaíra, Acajutiba, Adustina, Alagoinhas, Alcobaça, América Dourada, Anagé,Andaraí, Angical, Antas, Aporá, Araçás, Aracatu, Aramari, Baianópolis, Banzaê, Barra, Barra do Mendes, Barreiras, Barro Alto, Belmonte, Belo Campo, Boa Vista do Tupim, Bom Jesus da Lapa, Bom Jesus da Serra, Boninal, Bonito, Boquira, Botuporã, Brejolândia, Brotas de Macaúbas, Brumado, Buritirama, Caatiba, Caculé, Caetanos, Caetité, Cafarnaum, Canápolis, Canarana, Candiba, Cândido Sales, Caraíbas, Caravelas, Cardeal da Silva, Carinhanha, Catolândia, Catu, Caturama, Central, Cícero Dantas, Cipó, Cocos, Condeúba, Contendas do Sincorá, Cordeiros, Coribe, Coronel João Sá, Correntina, Cotegipe, Crisópolis, Cristópolis, Dom Basílio, Encruzilhada, Entre Rios, Érico Cardoso, Esplanada, Eunápolis, Fátima, Feira da Mata, Firmino Alves, Formosa do Rio Preto, Gentio do Ouro, Guajeru, Guanambi, Guaratinga , Heliópolis, Iaçu, Ibiassucê, Ibicoara, Ibicuí, Ibipeba, Ibipitanga, Ibiquera, Ibirapuã, Ibitiara, Ibititá, Ibotirama, Igaporã, Iguaí, Inhambupe, Ipupiara, Iraquara, Irecê, Itabela, Itaberaba, Itaetê, Itagimirim, Itaguaçu da Bahia, Itamaraju, Itambé, Itanagra, Itanhém, Itapebi, Itapetinga, Itapicuru, Itarantim, Itororó, Ituaçu, Iuiu, Jaborandi, Jacaraci, Jandaíra, João Dourado, Jucuruçu, Jussara, Jussiape, Lagoa Real, Lajedão, Lajedinho, Lapão, Lençóis, Licínio de Almeida, Livramento de Nossa Senhora, Luís Eduardo Magalhães, Macajuba, Macarani, Macaúbas, Maetinga, Maiquinique, Malhada, Malhada de Pedras, Mansidão, Marcionílio Souza, Matina, Medeiros Neto, Mirante, Morpará, Mortugaba, Mucugê, Mucuri, Mulungu do Morro, Muquém do São Francisco, Nova Canaã, Nova Redenção, Nova Soure, Nova Viçosa, Novo Horizonte Novo Triunfo, Olindina, Oliveira dos Brejinhos, Ouriçangas, Palmas de Monte Alto, Palmeiras, Paramirim, Paratinga, Paripiranga, Pedrão, Piatã, Pindaí, Piripá, Planalto, Poções, Porto Seguro, Potiraguá, Prado, Presidente Dutra, Presidente Jânio Quadros, Riachão das Neves, Riacho de Santana, Ribeira do Amparo, Ribeira do Pombal, Ribeirão do Largo, Rio de Contas, Rio do Antônio, Rio do Pires, Rio Real, Ruy Barbosa, Santa Cruz Cabrália, Santa Maria da Vitória, Santa Rita de Cássia, Santana, São Desidério, São Félix do Coribe, São Gabriel, Sátiro Dias, Seabra, Sebastião Laranjeiras, Serra do Ramalho, Serra Dourada, Sítio do Mato, Sítio do Quinto, Souto Soares, Tabocas do Brejo Velho, Tanhaçu, Tanque Novo, Teixeira de Freitas, Tremedal, Uibaí, Urandi, Utinga, Vereda, Vitória da Conquista, Wagner, Wanderley e Xique-Xique.

Municípios integrantes do Anexo 2

Caém, Caldeirão Grande, Capim Grosso, Jacobina, Mairi, Miguel Calmon, Mirangaba, Morro do Chapéu, Ourolândia, Piritiba, Quixabeira, São José do Jacuípe, Saúde, Serrolândia, Tapiramutá, Umburanas, Várzea da Roça, Várzea do Poço e Várzea Nova.

Fonte: Correio da Bahia 

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Consumir álcool não altera efeito da vacina, confirmam cientistas

18 de abril de 2021, 18:53

Foto: Reprodução

É preciso evitar o consumo de bebida alcoólica antes ou depois de tomar vacina contra a Covid? Não, mas a ideia de que é necessário cortar o álcool no período de imunização é um mito que tem se espalhado nesta campanha, constata a médica Mônica Levi, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

A entidade, que inclusive ajuda nas decisões do Programa Nacional de Imunização (PNI) junto ao Ministério da Saúde, não tem qualquer recomendação neste sentido.

Há muito tabu e muito despreparo dos profissionais da saúde que estão nas salas de vacinação — avalia Levi. — Infelizmente o Brasil não deu conta de fazer um bom treinamento dos profissionais, e cada um fala o que quer — conclui.

Para Levi esse boato é preocupante, porque pode desestimular a proteção de parte da população. Entre o 1,5 milhão de pessoas que não apareceram para tomar a segunda dose contra a Covid, número que o Ministério da Saúde divulgou nos últimos dias, podem estar alguns que foram impactados por essa desinformação quanto às bebidas alcoólicas, projeta a médica.

O mito se traduz tanto em receio de que a vacina não funcione quanto de que provoque uma reação indesejada, mas os fabricantes dos imunizantes usados no Brasil, CoronaVac (criado pela biofarmacêutica chinesa SinoVac) e Covishield (do laboratório AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford), não veem comprometimento do efeito nem o risco de eventos adversos ligados às bebidas. Nos estudos clínicos, os voluntários não precisaram ter nenhum cuidado quanto a isso.

Também não há nada a respeito nas bulas de ambos, afirma a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão responsável por avaliar e liberar os produtos no país. A reportagem consultou ainda o Instituto Butantan, que produz a CoronaVac, a Fiocruz, responsável pela Covishield, e o Ministério da Saúde. Todos afirmam que não há por que se preocupar.

“Não há nenhuma evidência sobre a relação do álcool com o comprometimento da formação de anticorpos promovida pela vacina Covid-19”, diz a pasta, em nota enviada por sua assessoria de imprensa.

Em contraste com as informações oficiais dos fabricantes e das autoridades de saúde, não é incomum ver nas redes sociais publicações falando de orientações assim recebidas no momento da imunização. Um vídeo que viralizou nas últimas semanas mostra um senhor surpreso ao ouvir da profissional de saúde que terá de esperar 30 dias para tomar uma cerveja. “Égua, tira de volta isso”, brinca ele.

O portal de notícias Ver-o-Fato, de Belém, noticiou que a gravação foi feita em um posto de vacinação drive thru da cidade. A Prefeitura de Belém não confirma o local da filmagem, mas, em nota, explica que há sim uma orientação no município, só que mais curta. “O recomendado é de 24 a 48 horas ficar sem beber, mas por questão de efeito colateral”, escreve a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde. “Não tem nenhuma orientação para que as vacinadoras digam que tem que ficar um mês sem beber”, completa.

A abstinência também é recomendada, por exemplo, pela Prefeitura de Fortaleza. Segundo a gestão, o consumo de álcool deve ser evitado “por pelo menos 24 horas do período de aplicação de qualquer vacina ofertada pela rede pública”.

Para a SBIm nada disso faz sentido. Uma resposta menor do sistema imunológico só deve ser uma questão entre as pessoas que fazem consumo pesado de álcool, especialmente aquelas que já têm uma doença hepática. Elas, ainda assim, não têm nenhuma contraindicação para tomar a vacina, ressalta Levi. Pelo contrário, quem abusa do álcool tende a ser mais suscetível a infecções e, por isso, deve buscar a proteção assim que possível.

No caso dos bebedores pesados, a orientação do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) é a de que tentem parar ou pelo menos diminuam o consumo durante o processo de imunização.

— A preocupação que a gente tem não é só com a vacina, é por toda a questão do consumo pesado de álcool em tempos de pandemia. É importante que as pessoas tenham um controle do consumo — avisa a biomédica Erica Siu, vice-presidente do Cisa.

A ingestão moderada, o famoso “beber socialmente”, ela diz, é calculada como sendo de, no máximo, uma dose por dia para mulher e até duas doses por dia para homem.

— É importante a gente destacar o conceito de dose. Uma dose padrão são 350 ml de cerveja ou 150 ml de vinho ou 45 ml de destilado — afirma.

Fonte: Extra.Globo

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