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A humanidade está em parafuso
23 de julho de 2021, 11:31

*Por Gervásio Lima
“Minha vó já me dizia: meu filho, meu filho, tu vai ver coisa, tu vai ver coisa, e eu pensava que nada, isso é mentira de Dindinha… Mentira uma p*. Era tudo verdade”. Esta, talvez, seja a frase mais lembrada entre tantas outras proferidas pelo saudoso Jotinha. O humorista baiano de Elísio Medrado se tornou um ícone após fazer sucesso com postagens de vídeos e áudios com sua voz esganiçada e quase infantil em aplicativos de mensagens e redes sociais.
José Luiz Almeida da Silva, o Jotinha (52), que faleceu no dia 5 de novembro do ano passado, vítima de complicações da Covid-19, praticamente vaticinou o que estava por vir em todo o mundo e infelizmente foi uma prova viva, ou morta, do que sua avó já lhe dizia.
A humanidade está em ‘parafuso’ e situações inimagináveis têm se tornado corriqueiras, com desfaçatez. O politicamente correto passou a ser uma ‘política incorreta’, sem respeito aos valores mínimos para uma convivência harmônica entre os indivíduos. Ser diferente tem deixado de ser uma opção para se tornar sinônimo de demonização por sujeitos que buscam culpados para esconder pecados.
O bom senso se encontra em desvantagem em um jogo onde o seu adversário não possui qualidade técnica para suportar a pressão da lógica, apelando quando se encontra na iminência de sofrer uma derrota. O bem, se treinado corretamente, jamais será abatido pelo mal, mesmo que o árbitro conspire a favor do último, não ‘dá zebra’.
A sabedoria é a qualidade de ter experiência, conhecimento e capacidade de fazer bons julgamentos. Daí se origina os bons conselhos e lições de vida que as pessoas mais velhas, geralmente avós e avôs, passam para os mais novos. Quanto mais se percorre uma estrada se conhece seus trechos e conforme se delineia o percurso do caminho, conhece-se a verdadeira personalidade do viajante. Desejar ao outro o que não quer para si é um comportamento típico dos que possuem alterações patológicas das faculdades mentais.
Os conhecimentos tradicionais, também chamados de sabedoria popular, são de extrema importância para o desenvolvimento da sociedade. É o saber que permite discernir qual é o melhor caminho a seguir e qual é a melhor atitude a se adotar nos diferentes contextos que a vida apresenta. Portanto ouvir os que realmente desejam o bem e têm a empatia já é ‘meio caminho’ andado para quem busca e contribui com a vitória do bem contra o mal no jogo da vida.
Descanse em paz Jotinha.
*Jornalista e historiador
Rio de Janeiro terá Réveillon e Carnaval, confirma Eduardo Paes
22 de julho de 2021, 16:47

Foto: Reprodução
Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) afirmou que a cidade terá o Réveillon de fim de ano e o Carnaval de 2022. De acordo com ele, a projeção para o fim da aplicação da segunda dose da vacina contra a Covid-19 é outubro.
“Acho que tranquilamente a gente terá réveillon e carnaval, isso não tem mais a menor dúvida. Tenho repetido isso porque se você termina ali para 15 de agosto a primeira dose, você está terminando em outubro a segunda dose”, disse Eduardo, em entrevista ao Bom Dia Rio, nesta quinta-feira (22).
Quando questionado sobre a possibilidade da frequência na entrega da vacina pelo Ministério da Saúde atrapalhar os planos de voltar com os grandes eventos na cidade, o prefeito afirmou que muitos imunizantes estão chegando e que é preciso planejar a volta à normalidade.
“O que a gente tem que imaginar a partir daqui é o parâmetro que a gente vai adotar no Brasil. Nos Estados Unidos, em Nova York, com 70% de primeira dose abriu a cidade, no estágio que nós estamos hoje. A Europa fez com outro percentual. A gente vai olhar isso com calma, estamos analisando isso. Da mesma forma que no início do governo quando começou o calendário de vacinação eu falei ‘vamos olhar para o futuro’”, explicou.
Paes ainda falou sobre a variante Delta, que tem se mostrado mais um desafio no controle da pandemia do coronavírus. “Agora o desafio é essa tal variante delta. Todas essas variantes assustam porque nem os epidemiologistas, os técnicos, conseguem saber o que de fato elas podem representar”, comentou.
Ao fim da entrevista, Eduardo pediu para que a população siga respeitando as medidas de distanciamento e seguir utilizando a máscara.
Vacinas da Pfizer e Oxford funcionam contra cepa Delta, confirma estudo
22 de julho de 2021, 07:55

Foto: Reprodução
Um estudo publicado nesta quarta-feira, 21, na revista científica New Englad Journal of Medicine, uma das mais importantes do mundo, confirmou que as vacinas contra Covid-19 da Pfizer-BioNTech e de Oxford-AstraZeneca oferecem alta proteção contra a variante Delta, identificada pela primeira vez na Índia. No entanto, apenas após a aplicação da segunda dose.
Os resultados mostraram que após uma dose, a eficácia estimada da vacina da Pfizer contra casos sintomáticos de Covid-19 causados pela variante delta foi de aproximadamente 36%. Para a vacina de Oxford, a taxa de proteção foi de 30%. Após duas doses, esses índices subiram para 88% para a vacina BNT162b2 (Pfizer) e 67% para a ChAdOx1 nCoV-19 (Oxford).
Para fator de comparação, a eficácia de uma dose destas vacinas contra a variante Alfa, identificada pela primeira vez no Reino Unido e que também foi considerada mais contagiosa quando surgiu, foi cerca de 48,7%. Após duas doses da Pfizer essa taxa subiu para 93,7% e para 74,5% após duas injeções da AstraZeneca.
“Apenas diferenças modestas na eficácia das vacinas foram observadas com a variante delta em comparação com a variante alfa após o recebimento de duas doses. Diferenças na eficácia absoluta das vacinas foram mais marcantes após o recebimento do primeiro dose.”, concluem os autores.
Um estudo publicado nesta quarta-feira, 21, na revista científica New Englad Journal of Medicine, uma das mais importantes do mundo, confirmou que as vacinas contra Covid-19 da Pfizer-BioNTech e de Oxford-AstraZeneca oferecem alta proteção contra a variante Delta, identificada pela primeira vez na Índia. No entanto, apenas após a aplicação da segunda dose.
Os resultados mostraram que após uma dose, a eficácia estimada da vacina da Pfizer contra casos sintomáticos de Covid-19 causados pela variante delta foi de aproximadamente 36%. Para a vacina de Oxford, a taxa de proteção foi de 30%. Após duas doses, esses índices subiram para 88% para a vacina BNT162b2 (Pfizer) e 67% para a ChAdOx1 nCoV-19 (Oxford).
Para fator de comparação, a eficácia de uma dose destas vacinas contra a variante Alfa, identificada pela primeira vez no Reino Unido e que também foi considerada mais contagiosa quando surgiu, foi cerca de 48,7%. Após duas doses da Pfizer essa taxa subiu para 93,7% e para 74,5% após duas injeções da AstraZeneca.
“Apenas diferenças modestas na eficácia das vacinas foram observadas com a variante delta em comparação com a variante alfa após o recebimento de duas doses. Diferenças na eficácia absoluta das vacinas foram mais marcantes após o recebimento do primeiro dose.”, concluem os autores.
O número de casos e os períodos de acompanhamento não foram suficientes para estimar a eficácia da vacina contra casos graves, incluindo hospitalização e óbito. Mas estudos feitos em Israel, no Reino Unido e nos Estados Unidos apontam para alta proteção contra esses desfechos. Estes países enfrentam um aumento exponencial no número de novos diagnósticos de infecção pelo novo coronavírus, em especial entre pessoas que não estão vacinadas ou não completaram o esquema de vacinação, pela disseminação da variante delta. Por outro lado, esse aumento não foi visto nas hospitalizações e mortes.
Os autores do novo estudo admitem que o estudo tem limitações e devem ser interpretados com cautela, incluindo o fato dos resultados serem observacionais. Mesmo assim, eles afirmam que “a descoberta dá suporte a esforços para maximizar a aplicação de duas doses das vacinas entre as populações vulneráveis”.
Bahia: Governador Rui Costa critica vacina extra para fronteiras: ‘discrimina o NE’
21 de julho de 2021, 14:35

Foto: Reprodução
O governador da Bahia, Rui Costa (PT), fez críticas nesta 4ª feira (21.jul.2021) à decisão do Ministério da Saúde de distribuir doses extras da vacina contra a covid-19 a Estados que fazem divisa com outros países. A medida, segundo o Ministério, visa a restringir a entrada de variantes do coronavírus no Brasil.
Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima e Santa Catarina receberão as doses. Segundo Queiroga, as doses serão suficientes para aplicação em 279 mil pessoas.
“Manifesto indignação com mais uma decisão do Ministério da Saúde, que discrimina o Nordeste e a Bahia na distribuição de vacinas. Ontem informaram que alguns Estados, que fazem divisa com outros países, receberão doses extras, com a justificativa de proteger da variante Delta”, disse no Twitter.
Segundo o governador, a decisão, na prática, significa a redução de envio de doses da vacina a Estados do Nordeste, com a Bahia. Para ele, esse é mais um gesto de “discriminação” do Ministério com a região, que, segundo ele, recebe aviões de fora do país.
De acordo com Rui Costa, governadores do Nordeste não irão aceitar a decisão irão adotar “medidas judiciais” para “dar um basta” ao que ele chamou de “perseguição”.
“Na prática, é diminuir ainda mais o volume de vacinas que vêm para a Bahia e para o Nordeste, que recebem aviões e navios de fora do país. Nós, governadores, não vamos aceitar esta decisão e vamos tomar medidas judiciais para dar um basta a esta perseguição”, disse.
Nessa 3ª feira (20.jul.2021), os governadores do Consórcio Nordeste anunciaram que 1,1 milhão de doses da vacina Sputnik V chegarão ao Brasil na próxima semana, em 28 de julho. Ao todo, 1,6 milhão de doses do imunizante serão importadas pelo grupo.
Em ofício encaminhado ao Ministério da Saúde, na 2ª feira (19.jul.2021), os governadores rebateram a declaração de Queiroga sobre o país não precisar de doses da Covaxin ou Sputnik V para vacinação de adultos até o fim de 2021. Também solicitaram manifestação formal da pasta sobre a retirada da vacina Sputnik V do PNI (Plano Nacional de Imunização).
Nesta 4ª feira (21.jul), o Consórcio Nordeste irá se reunir com Fundo Soberano Russo para tratar sobre o cronograma de chegada das vacinas ao Brasil.

Poder 360
Caém: Prefeito discute o retorno das aulas presenciais no município
21 de julho de 2021, 10:04

Foto: Notícia Limpa
Para discutir sobre o retorno às aulas no município e o transporte escolar dos alunos da rede estadual de ensino, que deverão estar voltando às aulas de forma híbrida (semipresencial) na próxima semana (a partir do dia 26), o prefeito de Caém, Arnaldo Oliveira (Arnaldinho), esteve reunido na manhã desta terça-feira (19), com representantes do Núcleo Territorial de Educação (NTE-16), Secretaria Municipal de Educação, diretoria de transporte e do Conselho Municipal de Educação.
Durante o encontro o prefeito reforçou a sua posição de não concordar com o retorno às atividades educacionais de forma presenciais no município de Caém. O chefe do Executivo justificou seu posicionamento com a preocupação de um possível o aumento de números de casos de covid-19 por conta da falta de imunização ainda de grande parcela dos profissionais da educação e das condições precárias da frota de veículos escolares.
Segundo o prefeito, a parceria entre o Estado e o Município irá prevalecer, mas um novo encontro definirá a forma como isto acontecerá com o transporte público, já que o único automóvel em condições de uso é o micro-ônibus que foi recebido do Governo Estadual durante a visita do governador Rui Costa ao município, no início deste mês. Os demais transportes estão passando por manutenção. “Nossa posição é contrária ao retorno das aulas presenciais, mas vamos abrir o diálogo com a sociedade civil e as entidades de classe para ampliar a discussão sobre o assunto e depois decidiremos o que for melhor para todos”, disse o gestor, ressaltando que a decisão do retorno às aulas da rede estadual de ensino é uma determinação do Governo do Estado e por isso não é de sua competência qualquer tipo de ingerência.
A pesar de considerar o retorno às aulas uma ameaça sanitária, Arnaldinho garantiu ampliar a discussão com a sociedade, pais de alunos e a APLB, entidade que representa os profissionais em educação. “Não tomaremos decisões sozinhos, vamos dialogar com os profissionais da educação e a comunidade escolar”, completou.
Estiveram presentes na reunião, Nazaré Costa (diretora do NTE-16), Ronaldo Alves (secretário municipal de Educação), Edilson Manoel (diretor de Transportes) Adriana Costa (diretora do Colégio Estadual Arnaldo Oliveira) e Ana Lúcia Loula (presidente do Conselho Municipal de Educação).
Maioria dos Estados deve ter escolas abertas em agosto
20 de julho de 2021, 17:06

Foto: Reprodução
Com a vacinação dos professores e a queda de indicadores da pandemia, agosto deve marcar um retorno mais amplo das atividades presenciais das redes estaduais de ensino. Até aqui, só 12 Estados reabriram as escolas após a quarentena demandada pelo cenário anterior de crescimento das infecções. O ritmo tem sido mais lento do que outras flexibilizações de regras anticovid notadas nas últimas semanas. Na rede privada, por outro lado, os alunos já foram liberados para voltar em pelo menos 22 Estados e no Distrito Federal.
Os números são de levantamento feito pelo Estadão junto a governos estaduais. Daquelas que ainda não liberaram a volta, dez redes estaduais e a do Distrito Federal pretendem convocar os alunos no próximo mês. Na Paraíba e no Acre, isso está previsto para setembro. Bahia e Roraima ainda não definiram cronograma de retorno.
O Brasil foi um dos países onde alunos ficaram mais tempo fora dos colégios, fechados inicialmente em março de 2020 para conter a transmissão do vírus. Com isso, educadores estimam graves prejuízos de aprendizagem e socioemocionais aos alunos, sobretudo os mais vulneráveis.
Na pandemia, especialistas criticaram parte dos gestores, que priorizaram a reabertura de shoppings, bares e igrejas em detrimento das escolas. E o Ministério da Educação (MEC), por sua vez, vem sendo considerado omisso, por falta de apoio às redes na implementação de classes remotas ou preparação dos colégios para a reabertura.
Em Roraima,um protocolo experimental de retorno gradual deve ser implementado ainda este ano, mas somente após a Vigilância Sanitária informar o balanço de professores vacinados. O retorno presencial total é previsto para 2022. A Bahia também disse adotar modelo 100% remoto e monitorar índices da covid.
Já na rede paulista, por exemplo, as escolas poderão a partir de agosto receber a totalidade dos alunos, se respeitado o distanciamento de um metro entre pessoas. São Paulo foi um dos primeiros a reabrir as salas de aula. As redes estaduais cuidam, na maioria, de alunos das séries finais do ensino fundamental (11 a 14 anos) e do ensino médio – neste caso, como os adolescentes estão no fim do ensino básico, o pouco tempo para recuperar o conteúdo até o fim do ciclo é um desafio.
“Queremos que quando os alunos voltem, encontrem um ambiente muito melhor”, diz a diretora do Departamento de Educação Básica de Roraima, Raimunda Rodrigues, citando reformas nas escolas e lembrando de perdas diversas durante a pandemia. Mesmo com a vacinação liberada aos profissionais da educação, a gestora informa que campanhas serão necessárias para atrair o público mais resistente.
No 3º ano do ensino médio na rede roraimense, Beatriz Eduarda Sousa, de 18 anos, recorreu a aulas de reforço e pré-vestibular para tentar o sonho: uma vaga em psicologia na universidade federal. “Foi muito difícil e ainda está sendo, pois nós alunos nunca tivemos o costume de ter aulas online”, conta ela, de Boa Vista.
“As maiores dificuldades que senti foram os desânimos, medos e com certeza a ansiedade. Querendo ou não, sair de casa e ir para a aula ajudava na hora das provas, de tirar dúvidas, diz a jovem, que destaca o privilégio de os pais poderem pagar cursos extras. Ela também começou a trabalhar em uma academia para ajudar nos gastos.
Alunos com mais recursos, em geral, retornaram à sala de aula mais cedo em várias regiões. A rede do Piauí prevê regresso presencial em agosto, mas unidades privadas adotaram o ensino híbrido em janeiro. A rede potiguar também planeja voltar no mês que vem, enquanto as particulares retomaram ainda em 2020.
Sete capitais ainda não têm previsão de retorno
Até julho, apenas 13 capitais já haviam retornado parcialmente às atividades presenciais de suas redes de ensino. Entre aquelas que optaram por atividades remotas, quatro pretendem voltar à escola em agosto, três em setembro e sete permanecem sem previsão de retorno. As redes municipais atendem, na maioria, as séries iniciais do ensino fundamental (6 a 10 anos) e a educação infantil (creche e pré-escola), justamente os alunos que têm mais dificuldades de acompanhar aulas online.
Belo Horizonte, por exemplo, iniciou o retorno da educação infantil em maio, após quase 12 meses de creches fechadas. A partir disso, fez a liberação gradativa das séries seguintes, mas alunos do 6º ao 9º ano voltam só em 5 de agosto.
Outras capitais decidiram por retorno mais tardio. É o caso de Rio Branco, que pretende retomar depois que todos os professores tomarem a 2ª dose da vacina, o que acontecerá na 2ª quinzena de setembro. Como Rio Branco, Belém e Aracaju também estimam o retorno das atividades presenciais em setembro. No caso da capital do Sergipe, a abertura de colégios particulares também não foi liberada.
Maceió, por outro lado, segue sem previsão de regresso. Os docentes da rede devem receber a 2ª dose da vacina na 2ª semana de agosto, mas a Secretaria de Educação informa que as aulas presenciais voltarão quando houver segurança tanto para trabalhadores, como para estudantes.
Evasão e acolhimento são pontos de alerta
“Todas as evidências levantadas até o momento, seja no Brasil ou no exterior, demonstram que os estudantes deixaram de aprender durante a pandemia”, diz Alexandre Schneider, pesquisador do Centro de Estudos em Política e Economia do Setor Público da FGV.
Para o ex-secretário municipal de Educação de São Paulo, o modelo remoto não substitui perfeitamente o presencial, sobretudo no ensino básico. É preciso considerar o “elevado contingente de crianças e adolescentes que vivem em condições precárias, sem internet, sem dispositivos eletrônicos ou mesmo um lugar adequado para estudar”.
Há o risco, acrescenta ele, “de ampliação da evasão escolar dada a desconexão de um grande contingente de estudantes de suas escolas no período”. Segundo Schneider, serão necessárias políticas educacionais e também de apoio, como recuperação de conteúdos e acolhimento.
Anna Helena Altenfelder, presidente do Cenpec Educação, diz que a situação nas redes municipais é ainda mais preocupante. “Falta coordenação nacional, que deveria ser feita pelo MEC”, avalia. Ela analisa que a demora no retorno presencial às aulas se deve, principalmente, à falta de planejamento de Estados e municípios e ao atraso da vacinação em todo País.
Ceará realiza avaliação para mensurar impacto da suspensão das aulas
A rede cearense, que agenda o retorno presencial para agosto, vai colocar em curso uma estratégia de avaliação diagnóstica, apontada por especialistas como essencial para identificar as principais defasagens e grupos mais prejudicados.
Parceria entre a Secretaria da Educação e a Universidade Estadual (Uece) prevê uma avaliação amostral em todas as 184 cidades cearenses, com turmas do 5º ao 9º anos do ensino fundamental e o 3º do médio.
A aplicação segue métricas de diagnóstico em larga escala, como as do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), organizado pelo MEC. Com isso, os resultados poderão ser comparados com a série histórica.
Conforme Jorge Lira, cientista chefe da Educação do Estado, a amostra considera, por exemplo, o nível socioeconômico do aluno, tipo e modalidade da escola, localidade, gênero dos respondentes. “O Ceará ganha autonomia com produtos pedagógicos para um novo horizonte de práticas pedagógicas. Começar a personalizar e acompanhar mais de perto o aluno ou grupos de alunos, principalmente respeitar as diferenças”, pontua.
As aplicações já foram finalizadas com o ensino médio e último ano do ensino fundamental. No 5º ano está sendo aplicado. Detentora da maior rede de ensino do estado, Fortaleza só deve aplicar as avaliações em agosto ou setembro.
Secretária executiva do Ensino Médio e Profissional da pasta cearense da Educação, Jucineide Fernandes afirma que as atividades letivas dos próximos meses serão orientadas conforme o que for observado nos testes. “No 2º semestre, agiremos no sentido de propor ações e estratégias para a rede com o objetivo de garantir as aprendizagens essenciais a todos os estudantes que concluam a educação básica”, ressalta.
Após fazer avaliação diagnóstica própria em sua rede, o governo de São Paulo afirmou estimar 11 anos para recuperar a aprendizagem perdida em Matemática durante a pandemia nos anos iniciais do ensino fundamental. Alunos do 5.º ano da rede estadual perderam habilidades que já haviam adquirido, mostram os resultados do teste. Hoje, um aluno de 10 anos tem desempenho pior do que ele mesmo tinha quando estava com 8 anos. A secretaria paulista elaborou um projeto de recuperação de aprendizagem, com contratação de mais professores para reforço escolar.
Notícias ao Minuto
Bahia: Ensino Médio da rede estadual inicia aulas semipresenciais no próximo dia 27 e o Fundamental no dia 9/08
20 de julho de 2021, 12:19

Foto: Reprodução
A Secretaria da Educação do Estado (SEC) publicou, no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (20), a portaria que estabelece orientações gerais e dispõe sobre o retorno híbrido das atividades letivas, na rede estadual de ensino. A portaria institui a segunda fase do ano letivo de forma híbrida, a partir da próxima segunda-feira (26); recomenda a observância de protocolos de biossegurança para o enfrentamento da pandemia da Covid-19; e estabelece a volta para as escolas de forma escalonada.
De acordo com a portaria, neste primeiro momento, no dia 26 de julho, só devem ir para as aulas semipresenciais na escola apenas os alunos do Ensino Médio das diferentes ofertas e modalidades. Para as demais etapas, incluindo o Fundamental nas suas diferentes modalidades e ofertas, o início das aulas sempresenciais será no dia 9 de agosto e, até esta data, esses alunos continuam com as atividades do ensino remoto.
Para todas as situações, a realização das atividades letivas fica condicionada à ocupação máxima de 50% da capacidade de cada sala de aula e à observância aos protocolos sanitários. Cada turma de estudantes será dividida em duas, sendo uma turma formada por alunos cujo nome próprio seja iniciado por letra constante do grupo de letras de “A” a “I” e a outra turma formada por alunos cujo nome próprio seja iniciado por letra constante do grupo de letras de “J” a “Z”. A unidade escolar poderá fazer o ajuste relacionado a esta escala conforme a realidade de cada turma e em função de outro critério que a unidade escolar considere relevante.
A unidade escolar implementará a mesma organização de aulas programadas para as rotinas regulares, de modo que, a cada dia, metade da quantidade de alunos de uma turma participará das atividades de maneira presencial e a outra metade desenvolverá atividades de maneira não presencial, em sistema de alternância diária e com igual carga horária.
Quanto à alternância, ela ocorrerá entre os dias da semana e entre as semanas. Assim, na semana 1, metade da turma irá na segunda, quarta e sexta e a outra metade, terça, quinta e sábado. Na semana 2, os dias serão invertidos e quem foi na segunda, quarta e sexta-feira irá na terça, quinta e sábado, e o contrário. Essa alternância assegura que todos os estudantes tenham aulas presenciais de todos os componentes curriculares.
Caberá a cada Núcleo Territorial de Educação (NTE) validar a escala do retorno híbrido definida por cada unidade escolar, bem como efetuar o devido e respectivo acompanhamento. A escala do retorno híbrido deverá ser rigorosamente efetivada por cada unidade escolar, a fim de que nenhum aluno seja desassistido, respeitando-se o revezamento, sendo de absoluta importância o controle interno da frequência do aluno.
A alternância das atividades é exclusiva dos estudantes. Os professores lecionarão nas turmas e nos horários definidos na programação e não modificarão os citados horários, exceto em função da inclusão dos sábados letivos, quando haverá atividades presenciais e remotas, conforme a escala do retorno híbrido descrita na portaria.
Secom/Ba
Bahia: Caém firma convênio com o Governo do Estado para a implantação do CrediBahia
20 de julho de 2021, 09:56

Foto: PMC
Com o objetivo de oferecer crédito para microempreendedores e ajudar a promover o desenvolvimento, a Prefeitura de Caém firmou convênio com o Governo da Bahia para implantar o Programa de Microcrédito (CrediBahia) no município. O documento foi assinado pelo prefeito Arnaldo Oliveira (Arnaldinho), no último dia 13.
A assinatura do Termo de Adesão aconteceu na Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia (Setre), com a presença do chefe da pasta, o secretário Davidson de Magalhães Santos Conforme o prefeito Arnaldinho, diante da repentina mudança na prática do comércio, provocada pela pandemia da covid-19, pequenos comerciantes têm buscado alternativas de sobrevivência a partir da comercialização dos seus produtos dentro da própria comunidade e a oferta de uma linha de crédito irá contribuir substancialmente na melhora da economia pessoal e consequentemente da cidade. “Esta é mais uma grande conquista para o nosso município, principalmente para os microempreendedores. A chegada no CrediBahia servirá de incentivo e contribuirá com o desenvolvimento da cidade. Fomentar crescimento para o pequeno empreendedor é dar uma chance de crescimento a quem está na mesma comunidade, fortalecendo a economia local e principalmente das famílias”, comemorou Arnaldinho.
CrediBahia – O programa de Microcrédito do estado é uma iniciativa do Governo da Bahia, através da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte – Setre e da Agência de Fomento do Estado da Bahia S.A – DESENBAHIA, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae e as prefeituras municipais. É um instrumento de desenvolvimento territorial, que visa ampliar a geração de emprego e renda, a partir do apoio ao trabalho desenvolvido pelos empreendedores individuais, grupos de produção, associações produtivas e cooperativas de produção que não têm acesso às vias de crédito usuais.
20 de julho: Dia do Amigo e Internacional da Amizade
20 de julho de 2021, 09:23

Esta data foi primeiramente adotada em Buenos Aires, na Argentina. Desde 1999, ela é comemorada de forma oficial neste país, onde é uma das celebrações mais festejadas.
O argentino Enrique Ernesto Febbraro (1924-2008) é o responsável pela criação do Dia do Amigo e Internacional da Amizade. A ideia surgiu com a chegada do homem à Lua, pois este fato significava que juntos, os povos poderiam conseguir superar desafios quase impossíveis. Para o criador da data, esse evento representava um símbolo de união entre todos os seres humanos.
Através das campanhas de divulgação realizadas por Febbraro, aos poucos, o Dia do Amigo e Internacional da Amizade, passou a ser comemorado em outras partes do mundo, e hoje quase todos os países festejam esta data.
Em junho, Amazônia perdeu o equivalente a quase três vezes a área de Fortaleza
20 de julho de 2021, 08:59

Foto: Reprodução
A Amazônia perdeu uma área de 926 quilômetros quadrados ou o equivalente a quase três vezes a cidade de Fortaleza apenas em junho deste ano, segundo dados de desmatamento reunidos pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). No acumulado dos últimos 11 meses, foram 8.381 quilômetros quadrados. O governo Jair Bolsonaro tem sido alvo de críticas no Brasil e no exterior por causa da alta do desmate e dos incêndios na floresta.
O acumulado dos últimos 11 meses representa um crescimento de 51% no desmatamento da Amazônia, quando comparado com os dados entre agosto de 2019 e junho do ano passado (5.553 quilômetros quadrados). “As áreas desmatadas em março, abril e maio foram as maiores dos últimos 10 anos para cada mês. E, se analisarmos apenas o acumulado em 2021, o desmatamento também é o pior da última década”, comenta Antônio Fonseca, pesquisador do Imazom, em nota oficial.
O monitoramento do instituto é feito por meio de imagens coletadas por satélite e radar, e aponta para a predominância de desmatamento no Pará e no Amazonas, os dois Estados que lideram o ranking de junho deste ano, responsáveis por 69% (568 quilômetros quadrados) de toda a área devastada ao longo do último mês.
O boletim da Imazom ainda destaca que a situação crítica no Pará “não é nenhuma novidade” e aponta que mais da metade do desmatamento no Estado está concentrada em quatro municípios: Altamira, São Félix do Xingu, Novo Progresso e Itaituba. “Uma parcela do desmatamento que ocorre nesses municípios está situada em áreas sem destinação de uso, o que caracteriza o processo de ocupação da terra através de ações de grilagem para regularização futura”, aponta Fonseca.
O instituto também destaca o agravamento da situação no sul do Amazonas, onde o desmatamento da floresta tem crescido paralelamente ao de áreas protegidas, unidades de conservação e terras indígenas. No Estado, os municípios de Lábrea, Apuí, Boca do Acre e Novo Aripuanã são responsáveis por 143 quilômetros quadrados do total destruído em junho.
Procurado pela reportagem, o Ministério do Meio Ambiente não se pronunciou sobre o aumento do desmatamento na Amazônia.
Multas ambientais nos Estados da Amazônia despencam 93%
Conforme o Estadão mostrou nesta segunda-feira, 19, os entraves à fiscalização ambiental da Amazônia na gestão Bolsonaro alcançam não só quem monitora infrações no campo, como aqueles que estão nos gabinetes de órgãos federais, julgando esses processos. Em 2019 e 2020, a média de processos com multas pagas por crimes que envolvem a vegetação nos Estados da Amazônia Legal despencou 93% na comparação com a média dos quatro anos anteriores. A centralização de decisões e a burocratização de processos ajudam a explicar o mau desempenho.
O dado faz parte de levantamento do Centro de Sensoriamento Remoto e do Laboratório de Gestão de Serviços Ambientais da Universidade Federal de Minas (UFMG). Segundo o estudo, a média anual era de 688 processos com multas pagas entre 2014 e 2018 no Ibama, autarquia ligada ao ministério. Em 2019 e 2020, sob o comando do ex-ministro Ricardo Salles, os balanços foram 74 e 13 multas pagas (média de 44).
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