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Governo Bolsonaro manda cortar 87% de verbas para ciência e tecnologia
08 de outubro de 2021, 18:17

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O Ministério da Economia diminuiu em 87% o encaminhamento de verbas para o setor de ciência e tecnologia neste ano – a queda foi de R$ 690 milhões para R$ 89,8 milhões. A perda do dinheiro com outras áreas frustrou pesquisadores, que já contavam com o dinheiro em 2021. Em sua decisão, o ministério alega que a proposta de orçamento para 2022 aumentará consideravelmente os recursos para projetos de pesquisa.
O pedido de corte feito pela área econômica da gestão Jair Bolsonaro foi revelado pela colunista Míriam Leitão, do jornal O Globo. Em 25 de agosto, o governo enviou ao Congresso o Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 16, que abria um crédito suplementar de R$ 690 milhões para o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações no orçamento deste ano. Do montante total, R$ 34,578 milhões iriam para a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) e os R$ 655,421 milhões restantes seriam destinados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) – que apoia os programas e projetos prioritários de desenvolvimento científico e tecnológico nacionais.
Entidades – entre elas a Academia Brasileira de Ciências, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e Andifes, que reúne os reitores das universidades federais – reagiram à medida. Em nota, os acadêmicos fazem um apelo pela reversão do corte pelos parlamentares e dizem que “está em questão a sobrevivência da ciência e da inovação no País”.
Em ofício assinado pelo ministro Paulo Guedes e enviado nesta quinta-feira, 7, à Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso, o governo decidiu dividir os recursos que iriam integralmente para ciência e tecnologia com outros seis ministérios.
Na nova formatação, já aprovada nesta quinta pelos parlamentares, os recursos projetos de ciência e tecnologia caíram de R$ 655,421 milhões para apenas R$ 7,222 milhões – ou seja, apenas 1,10% da proposta original. Da proposta original de R$ 34,578 milhões para a produção de radiofármacos, o governo aumentou para R$ 82,577 milhões.
A fabricação de remédios para câncer pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), conforme revelou o Estadão, chegou a parar em setembro por falta de recursos. Esses medicamentos atendem entre 1,5 milhão e 2 milhões de pessoas no País.
No ofício do Ministério da Economia desta semana, a pasta alega que outro projeto – o PLN18, que ainda tramita no Congresso – destina mais R$ 18 milhões ao FNDCT neste ano. A equipe de Guedes também argumenta que, dos R$ 104,7 milhões orçados para ações do fundo em 2021, apenas R$ 87,4 milhões foram empenhados até agora.
“Para o ano de 2022, o Projeto de Lei Orçamentária Anual prevê a alocação total dos recursos do FNDCT em suas ações finalísticas, no montante de R$ 8,467 bilhões, sendo metade destinada às despesas primárias e metade às financeiras. No caso das despesas primárias, isso significa um acréscimo de R$ 3,723 bilhões, ou 729,9%, em relação ao PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) 2021”, acrescentou o Ministério da Economia.
No fim das contas, o maior beneficiário das mudanças no PLN16 foi o Ministério do Desenvolvimento Regional, que irá receber R$ 252,2 milhões, seguido pela Agricultura e Pecuária com R$ 120 milhões, o Ministério das Comunicações com R$ 100 milhões. A Educação recebeu R$ 50 milhões e a pasta da Cidadania ficou com outros R$ 28 milhões.
A solicitação da Economia foi negociada para atender a interesses de deputados e senadores, que pediram o deslocamento da verba para outras áreas, conforme apurou o Broadcast Político. O projeto foi aprovado na quinta-feira, 7, pelo Congresso. O líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO), foi o relator da proposta e avalizou o acordo. No relatório, ele afirmou que as alterações foram promovidas para atender a “acordos” firmados na Comissão.
Estadão
Petrobras aumenta os preços da gasolina e do gás de cozinha
08 de outubro de 2021, 14:09

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A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (8) que vai reajustar o preço da gasolina e do gás de cozinha (GLP) para as suas distribuidoras a partir deste sábado (9). O aumento será de 7,2% em cada produto.
Segundo a companhia, o preço médio da gasolina passará de R$ 2,78 para R$ 2,98 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,20 por litro.
Para o GLP, o preço médio passará de R$ 3,60 para R$ 3,86 por kg, equivalente a R$ 50,15 por botijão de 13kg, refletindo reajuste médio de R$ 0,26 por kg.
Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço da gasolina na bomba passará a ser de R$ 2,18 por litro em média, o que corresponde a um aumento de R$ 0,15 por litro.
A Petrobras não anunciou reajuste nos preços dos demais combustíveis. No final de setembro, a estatal reajustou o preço do diesel em 8,89%, após 85 dias de preços estáveis para o combustível.
De acordo com os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE, no acumulado nos últimos 12 meses até setembro, a gasolina subiu 39,6% no país e o gás de botijão avançou 34,67%.
Justificativas da Petrobras
Em seu anúncio, a Petrobras destacou que aplica o reajuste sobre o GLP “após 95 dias com preços estáveis, nos quais a empresa evitou o repasse imediato para os preços internos da volatilidade externa causada por eventos conjunturais”. Já para a gasolina A, o período de estabilidade foi de 58 dias, segundo a empresa.
A companhia afirmou que elevação reflete os patamares internacionais de preços de petróleo, “impactados pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial”, e a taxa de câmbio, “dado o fortalecimento do dólar em âmbito global”.
Petróleo e dólar em patamares mais elevados
Nesta quinta-feira, o preço do barril de petróleo Brent – referência internacional – fechou acima em US$ 81,95, renovando máximas de cotação desde o final de 2018. Já o dólar atingiu R$ 5,5160, a maior cotação desde 20 de abril.
De acordo com a Petrobras, esses ajustes “são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras”.
Nesta semana, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) defendeu uma mudança na forma de cálculo de cobrança do ICMS sobre combustíveis numa tentativa para reduzir o preço da gasolina e do diesel. Mas secretários estaduais de Fazenda veem a proposta como um “remendo” e um “puxadinho” que, segundo eles, não resolverá o problema dos preços do combustível e ainda causará perda de receita para os estados.
Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse na segunda-feira que o governo discute a possibilidade de capitalizar um fundo de estabilização dos preços de combustíveis com ações da estatal Pré-Sal Petróleo (PPSA) ou com ações que o BNDES tenha na Petrobras.
G1
Nobel da Paz 2021 premia jornalistas que lutam pela liberdade de expressão
08 de outubro de 2021, 09:07

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A Real Academia de Ciências da Suécia concedeu nesta sexta-feira (8) o Prêmio Nobel da Paz aos jornalistas Maria Ressa e Dmitry Muratov por seus esforços para defender a liberdade de expressão e a democracia nas Filipinas e na Rússia.
“O Comitê Norueguês do Nobel está convencido de que a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa ajudam a garantir um público informado”, destaca o colegiado ao citar que o jornalismo gratuito, independente e baseado em fatos “serve para proteger contra o abuso de poder, mentiras e propaganda de guerra” em um mundo com condições cada vez mais adversas.
Presidente do site de notícias Rappler, Maria Ressa chamou a atenção da academia norueguesa ao denunciar a polêmica e assassina campanha antidrogas do regime do presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte. “A premiada usa a liberdade de expressão para expor o abuso de poder, o uso da violência e o crescente autoritarismo em seu país natal”, aponta o comitê.
Muratov, editor-chefe e fundador do jornal russo Novaya Gazeta, por sua vez, foi lembrado por se recusou a abandonar a política independente do jornal mesmo após a morte de seis jornalistas da publicação. “O jornalismo baseado em fatos tornou o Novaja Gazeta uma importante fonte de informações sobre aspectos censuráveis da sociedade russa raramente mencionados por outros meios de comunicação”, destaca a academia norueguesa.
Concedido há mais de um século, o Prêmio Nobel oferece valor equivalente a R$ 6,2 milhões (10 milhões de coroas suecas) a seus vencedores. No ano passado, a condecoração ficou com o Programa Alimentar Mundial da ONU (Organização das Nações Unidas) pelos esforços do grupo durante a pandemia do novo coronavírus.
Premiados
Na edição deste ano, o Nobel de Medicina foi dado aos cientistas norte-americanos David Julius e Ardem Patapoutian por suas descobertas de receptores para temperatura e tato. Syukuro Manabe, Klaus Hasselmann e Giorgio Parisi vão dividir o Prêmio Nobel de Física por estudos sobre a compreensão de sistemas físicos complexos em pesquisas que preveem o aquecimento global.
Na área da química, os vencedores foram os cientistas Benjamin List e David W.C. MacMillan por seus estudos para o desenvolvimento de uma maneira mais fácil para a construção de moléculas, o que possibilitou a criação de novos produtos farmacêuticos e também “ajudou a tornar a química mais verde”.
O romancista tanzaniano Abdulrazak Gurnah foi consagrado com o Nobel de Literatura por suas obras que abordam os efeitos do colonialismo e o drama de refugiados no choque entre culturas e continentes. Na próxima segunda-feira (11), será a vez de o comitê organizador do prêmio anunciar a pessoa ou a equipe vencedora do Nobel de Economia, categoria que encerra as condecorações.
STF mantém proibição de showmícios e libera eventos para arrecadação de fundos
08 de outubro de 2021, 08:57

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Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram nesta quinta-feira, 7, por 8 votos a 2, manter a proibição de realização de showmícios durante as campanhas eleitorais, e definiram que esse entendimento não fere a liberdade de expressão. A regra passa a valer para as eleições de 2022.
Em contrapartida, os ministros autorizaram a realização de shows, palestras e eventos culturais para arrecadação de recursos a campanhas. O placar desta votação foi de 7 votos a 3.
Os temas foram debatidos em uma ação movida pelo PT, PSB e PSOL, sob o argumento de que a lei que proíbe os showmícios e a apresentação de artistas não remunerados em eventos de arrecadação de recursos viola a Constituição por supostamente cercear o direito de artistas se expressarem.
As siglas levaram duas demandas ao tribunal: o fim da proibição de showmícios e eventos assemelhados, quando não remunerados, e o reconhecimento da legitimidade da realização de eventos artísticos para fins de arrecadação de recursos para campanha.
O relator do caso, ministros Dias Toffoli, guiou o entendimento vencedor ao manter a proibição de showmícios, mas permitir a realização de shows e apresentações artísticas em eventos de arrecadação de recursos. Segundo Toffoli, as doações eventualmente arrecadadas por artistas viriam de pessoas físicas, o que é permitido por lei e “não configura propaganda eleitoral”.
“Enquanto o showmício configura uma modalidade de propaganda eleitoral direcionada ao público em geral para captação de votos, o evento de arrecadação tem finalidade diversa, qual seja, a de acionar os apoiadores da candidatura com o intuito de obter recursos para a viabilização da campanha eleitoral”, afirmou.
“A proibição de showmícios e eventos assemelhados não se confunde com censura prévia, pois não significa a vedação à manifestação artísticas, ou de um artista, que seja de cunho político”, disse em outro momento.
A ministra Rosa Weber, que acompanhou o entendimento, reconheceu a relevância dos eventos de arrecadação como mecanismo para complementar os fundos partidário e eleitoral.
“O showmício, reitero, demanda a promoção da candidatura. Por outro lado, os eventos de arrecadação têm o intuito de possibilitar aos partidos políticos e candidatos a captação de recursos privados para campanha, permissão que ganhou relevo após a proibição da doação por pessoas jurídicas consagrada por esta Suprema Corte”, afirmou.
O ministro Kassio Nunes Marques abriu divergência com o relator ao defender que tanto os showmícios quanto os eventos de arrecadação com a presença de artistas podem favorecer um candidato em detrimento de outro e romper com a igualdade do pleito.
“Se a realização tem por objetivo a arrecadação de recursos para campanha, ela reflexamente ‘produz o mesmo efeito de desequilíbrio, pois proporciona ao candidato uma fonte de arrecadação da qual outros candidatos podem não dispor, estabelecendo uma corrida por esse tipo de arrecadação e assim frustrando a finalidade de barateamento das eleições”, disse.
O ministro Gilmar Mendes acompanhou a divergência e apontou a dificuldade de fiscalização do limite de doações de R$ 40 mil em eventos de arrecadação de doações. O magistrado ainda destacou que encontros com a presença de artistas têm capacidade de reunir mais doadores. Segundo Mendes, a decisão do plenário poderia conflitar com pontos já pacificados em julgamentos do Supremo sobre a legislação eleitoral.
“Pode ser que nós estejamos abrindo uma janela e muitas portas para a violação daquilo que até então se tinha pacificado”, afirmou. “Talvez a gente esteja abrindo a caixa de pandora em relação ao financiamento de pessoa jurídica”.
O ministro Luís Roberto Barroso apresentou ainda uma segunda linha divergente para autorizar tanto a participação de artistas em eventos de arrecadação quanto a realização dos showmícios.
“A meu ver, não há um fundamento razoável para discriminar artistas e não há um fim legítimo em pedir que o artista queira atrair público para uma manifestação do candidato da sua preferência. Então, se levar uma estrela futebol não tem problema, mas se levar um cantor e compositor tem? Se o jogador de futebol fizer cem embaixadinhas tá bem, mas se o músico cantar uma música não pode. Não me parece legítima essa diferenciação, essa discriminação”, defendeu.
Usando tecnologias 3D, arqueólogos acreditam ter descoberto verdadeira localização da Arca de Noé
06 de outubro de 2021, 16:25

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Arqueólogos afirmam ter analisado com 3D uma forma gigantesca nas montanhas da Turquia que poderia corresponder à forma e dimensões da icônica Arca de Noé, apesar de os geólogos insistirem que a formação em causa é simplesmente uma rocha.
A Arca de Noé consta na narrativa bíblica no livro do Gênesis, no qual Deus lança um dilúvio sobre a Terra, mas poupou Noé, sua família e espécimes de todos os animais do mundo, salvos pela arca gigantesca.

Pesquisadores que estudam uma formação com aspecto de barco nas montanhas da Turquia anunciaram planos para realizar escavações arqueológicas no local após novos dados sugerirem que a formação pode ser estrutura feita pelo homem que parece corresponder à descrição bíblica da Arca de Noé
Esta história é repetida de várias formas em dezenas de culturas antigas retratando inundações maciças, mas na maioria das vezes geólogos e historiadores acham o mito da inundação do Gênesis irreconciliável com a compreensão moderna dos registros fósseis de nosso planeta durante essa era, relata The Jerusalem Post.
Vários registros históricos mostram que a procura pela Arca remonta à época de Eusébio de Cesareia (275-339 d.C.), mas nenhuma prova física foi encontrada.
Agora, arqueólogos disseram que, ao utilizarem tecnologias avançadas em 3D, localizaram uma forma gigantesca em Durupinar, no monte Tendurek, no leste da Turquia, cujas proporções correspondem às descrições bíblicas da Arca de Noé.
O pesquisador Andrew Jones e o cientista principal dr. Fethi Ahmet Yuksel, do Departamento de Engenharia Geofísica e do Departamento de Geofísica Aplicada da Universidade de Istambul, contaram que analisaram uma formação do comprimento exato da arca, detalhada na Bíblia como sendo de cerca de 150 metros.
Ainda assim, os geólogos dizem que a formação, descoberta pela primeira vez há cerca de 50 anos, é apenas uma simples formação rochosa.
A radiação dos aparelhos celulares é perigosa?
06 de outubro de 2021, 16:15

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A evolução da tecnologia permitiu que os celulares substituíssem muitos outros aparelhos eletrônicos, como calculadoras, videogames e até computadores. Além, claro, de servir como telefone.
Como resultado de toda essa facilidade e o tamanho reduzido em relação a outros equipamentos, carregamos o celular por onde vamos. E sempre perto de alguma parte do nosso corpo. Isso pode ser um risco, já que o aparelho funciona recebendo e emitindo radiação eletromagnética?
Para boa parte dos homens, carregar o celular num dos bolsos da calça é procedimento natural. Em razão da proximidade com a região genital, a radiação pode provocar algum dano na fertilidade masculina?
Essa suspeita já gerou várias pesquisas, mas não há uma conclusão definitiva sobre o assunto. Para o professor de Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo(USP), Fábio Cabar, esta relação ainda é difícil de se provar. Ele explica que estudos com ratos identificaram que a radiação piorou a qualidade do esperma dos machos e diminuiu a quantidade de óvulos das fêmeas nascidas de mães expostas ao aparelho.
Em humanos, no entanto, os efeitos não são tão evidentes. O professor afirma que uma pesquisa publicada pela revista “Human Reproduction” utilizou diferentes tipos de bolsos, sejam os da frente ou os de trás. Os resultados não permitiram uma conclusão definitiva. “Não podemos afirmar que os celulares causam infertilidade”, completou Fábio Cabar.
Outra preocupação comum é com a aproximação do aparelho da região da cabeça. Afinal, em ligações telefônicas ou para ouvir uma mensagem de áudio, o celular tem que ser mantido junto ao ouvido. A radiação pode afetar nosso cérebro?
Foram consultaos três neurologistas. Feres Chaddad, Professor de Neurocirurgia da UNIFESP; Daniela Coelho, neuropsicológa da UNIFESP; e Júlio Pereira, neurocirurgião da Beneficência Portuguesa de São Paulo. Os três afirmam que não há indícios científicos que liguem o uso de celulares com o aumento de doenças neurológicas ou de tumores no cérebro.
A Dra. Daniela, neuropsicóloga, explica que “nós temos muitas pesquisas indicando que não houve um aumento do número de tumores cerebrais desde que começamos a utilizar mais o celular”.
O neurocirurgião Júlio Pereira explica que os resultados das pesquisas em animais apontam que existe uma relação. Por isso, mesmo que pesquisas em humanos não sejam conclusivas a esse respeito, ele recomenda que se use fones de ouvido para atender ligações, ao invés de colocar o telefone na orelha. Mas apenas para quem tem o costume de falar muito. “A radiação é emitida pelo aparelho móvel, então trocar por fones de ouvido é uma estratégia”, diz.
Evitar o contato muito próximo e prolongado do celular com o corpo talvez seja o principal conselho. Apesar do nível baixo de radiação emitida pelo aparelho ser baixo, o acúmulo de exposição à radiação constante pode ser danoso. Desde 2011 a Organização Mundial da Saúde(OMS) adotou uma postura mais cuidadosa sobre esse tema.
A agência da OMS responsável pelo estudo do câncer revisou, na época, centenas de estudos sobre os riscos de usar celulares. E resolveu incluir o equipamento na condição de “possivelmente cancerígeno”, junto com itens como produtos químicos de limpeza, pesticidas e chumbo.
Distanciamento social perde eficácia sem uso de máscara, diz estudo
06 de outubro de 2021, 16:05

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A distância recomendada de dois metros entre as pessoas é menos eficaz sem o uso obrigatório de máscara, avisam especialistas norte-americanos das universidades McGill, Sherbrooke, Texas A&M e Northern Illinois.
Num estudo publicado na revista Building and Environment, a utilização de máscara reduz em aproximadamente 67% o risco de infeção por Covid-19 em espaços interiores. “As máscaras são bastante importantes para conter a propagação de variantes mais contagiosas da doença, sobretudo durante a época gripal e os meses de inverno”, refere o autor do estudo Saad Akhtar, num comunicado citado pela CTV News.
Os especialistas deixam o aviso: sem o uso de máscara, mais de 70% das partículas virais da Covid-19 viajam pelo ar no espaço de 30 segundos. Mas com o uso de máscara, são menos de 1% as partículas a atravessar a marca dos dois metros.
Por estes motivos, os especialistas alertam para a necessidade do uso de máscaras e distanciamento social, mesmo com avanço da vacinação na população.
Automedicação traz riscos à saúde e pode agravar sintomas
05 de outubro de 2021, 22:24

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Uma caixinha de remédios é item que não falta na maioria das casas brasileiras, mas enquanto alguns profissionais acreditam que a automedicação seja importante, em casos menos graves, para aliviar a pressão sobre os serviços de saúde, ela também pode virar uma armadilha.
É um problema de saúde pública”, diz Abrão Cury, clínico geral e líder da Clínica Médica do Hcor. “Pessoas muitas vezes fazem uso inadequado de medicamentos não só em relação ao problema que elas têm, mas também à quantidade”.
Ele explica que, além de provocar danos ainda mais graves à saúde, o uso não controlado de remédios pode também silenciar sintomas que estão alertando sobre problemas maiores.
Cury ainda cita o uso de antibióticos sem recomendação médica, “podendo causar uma piora do quadro infeccioso, se presente, e gerar resistência”: “Esse é um dos motivos pelos quais temos um aumento progressivo da resistência a antibióticos”.
O neurocirurgião Ygor Peçanha Alexim, do ICNE-SP (Instituto de Ciências Neurológicas de São Paulo), chama atenção aos medicamentos vendidos sem receita e, assim, mais acessíveis à população. “Os antiinflamatórios [como ibuprofeno e nimesulida] e corticosteróides [como prednisona e dexametasona] causam efeitos colaterais como insuficiência renal aguda, e úlcera gástrica”, alerta.
A ivermectina, utilizada para tratar doenças causadas por vermes, pode levar a “uma hepatite medicamentosa fulminante”, enquanto a cloroquina altera o funcionamento do coração.
A automedicação pode até agravar o problema que deveria resolver. “Uma das causas mais comuns de cefaleia crônica é o abuso de analgésicos. O diagnóstico ocorre quando o paciente tem dor de cabeça por ao menos 15 dias no mês, e usa analgésicos simples ou múltiplos por ao menos 10 dias”.
Uso consciente “O paciente pode decidir pelo uso de medicamentos que ele já sabe que são adequados para o problema, e já tenham sido recomendados por médicos”, orienta Abrão Cury, clínico geral e líder da Clínica Médica do Hcor.
Ele admite que, às vezes, escolher as combinações mais efetivas e seguras de remédios pode ser difícil até para profissionais da saúde.
E, mesmo com orientação, o paciente ainda pode extrapolar a dose. Páblius Staduto Braga é reumatologista e médico do esporte, e recorda um caso em que prescreveu a um paciente com osteoartrite o uso de um medicamento por cinco dias. No entanto, a pessoa continuou usando o remédio por conta própria, sem contactar o médico –dias depois, voltou ao hospital com dores abdominais e sangramento.
Existem ainda as medicações de uso controlado, como psicofármacos e opióides, que mesmo com exigência de receita médica podem ser abusados por quem os usa.
Apesar dos riscos existirem para todos, alguns grupos são mais frágeis aos efeitos da automedicação.
A dica, em todos os casos, é “sempre fazer contato com um médico quando a dúvida for medicamentos”, segundo Braga. “Desta forma, sentirá mais segurança no momento de tomá-lo, e terá garantias maiores de estar utilizado o que for mais correto e seguro”.
Folhapress
Quantas horas preciso de dormir? Depende da idade, dizem especialistas
05 de outubro de 2021, 22:13

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Quantas horas preciso de dormir? A resposta não é simples, de acordo com Raj Dasgupta, professor assistente de medicina clínica na divisão de medicina pulmonar, cuidados intensivos e medicina do sono na Keck School of Medicine da University of Southern California, nos Estados Unidos.
Em declarações à CNN, o especialista explicou que as necessidades de sono são bastante individualizadas, mas que a recomendação geral, ou seja o ideal, é dormir entre sete a nove horas por noite.
Todavia, essas diretrizes mudam à medida que as pessoas envelhecem. “As necessidades de sono variam ao longo da vida”, afirmou também à CNN Christina Chick, pós-doutorada em psiquiatria e ciências comportamentais na Universidade de Stanford.
Adultos
A população adulta deve dormir pelo menos sete horas por noite, contudo uma em cada 3 pessoas não o faz, segundo a agência reguladora dos Estados Unidos Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).
O sono insatisfatório tem sido associado a consequências para a saúde a longo prazo, como maior risco de doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, demência, ansiedade, depressão e transtorno bipolar, referiu Dasgupta.
Crianças e adolescentes
No primeiro ano de vida, pode ler-se na CNN, os bebês podem dormir de 17 a 20 horas por dia, de acordo com Dasgupta. Entretanto, bebês entre os 4 e 12 meses precisam pelo menos de 12 a 16 horas de sono.
Já as crianças entre 1 e 3 anos devem dormir de 11 a 14 horas, destaca Bhanu Kolla, professor associado de psiquiatria e psicologia da Clínica Mayo. Crianças de 3 a 5 anos necessitam 10 a 13 horas de sono e as de 6 a 12 anos devem dormir de 9 a 12 horas.
Os adolescentes devem dormir de oito a 10 horas, mencionou Kolla.
Prefeitura projeta carnaval com 15 milhões de pessoas e sem restrições em 2022
05 de outubro de 2021, 22:05

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A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta terça-feira, 5, a abertura das inscrições dos blocos e outros detalhes do carnaval de rua de 2022. Mesmo com a pandemia ainda em curso, a gestão Ricardo Nunes (MDB) projeta que os números da covid-19 estarão em baixa daqui a quatro meses, permitindo a repetição do público de 2020, de 15 milhões de pessoas. Não estão previstas restrições a aglomerações.
A ideia é novamente concentrar a programação nos quatro dias de carnaval e em outros dois fins de semana (o anterior e o posterior à data comemorativa), totalizando oito dias. As cidades com os maiores carnavais do País, como Salvador, Rio e Recife, também têm sinalizado na mesma direção.
O secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, destacou que a realização do evento dependerá da situação da pandemia no início de 2022.
Na avaliação dele, o maior risco seria o surgimento de uma variante de preocupação que pudesse gerar um “impacto sanitário grande”, como foi com o avanço da P.1, originalmente identificada em Manaus. “Neste momento, iniciamos o planejamento do evento (com a publicação de editais; uma comissão planeja o evento desde julho). A sua realização dependerá do quadro sanitário do ano que vem”, afirmou.
Ele e outros secretários presentes na coletiva admitiram que é inviável ter um controle sanitário da covid-19 em um evento deste porte.
Questionado sobre o assunto, Aparecido destacou a redução nos números de óbitos e internações, além de estimar que 90% da população paulistana estará com o esquema vacinal completo (duas doses ou a vacina de dose única) até 15 de outubro, número que chegaria perto de 100% até o fim do mês. “A cidade está muito próxima do controle da pandemia.”
Ele admitiu que seria inviável haver um controle de vacinados entre o público. “Em um evento desta natureza, de grande participação popular, é evidente que fica muito difícil ter controle de apresentação de comprovação vacinal”, comentou. Ele salientou que a expectativa é de avanço da cobertura vacinal em todo o País até o ano que vem.
Com o crescimento nos últimos anos, o carnaval paulistano tem atraído foliões de outros locais. Uma pesquisa do Observatório do Turismo, da Prefeitura, apontou que 73,6% dos foliões moram na cidade e que 50,4% vai a mais de um desfile. Entre os visitantes, 59,3% vivem na Grande São Paulo, 20,7% no interior paulista, 19,4% em outros Estados e 0,6% fora do País.
Outro dado apontado no levantamento é que o público majoritariamente utiliza transporte coletivo para ir aos desfiles, principalmente ônibus ou trem (51,4%) e ônibus (31,6%). Durante a programação, são frequentes casos de estações e veículos com altíssima lotação.
A média móvel é de 498 mortes diárias por covid-19 no País, calculada com base nos dados dos últimos sete dias. Ao todo, apenas 44,2% da população brasileira está com o esquema vacinal completo. A estabilização dos números da doença neste patamar tem preocupado parte dos especialistas.
Maioria do público se concentra em megablocos, aponta Prefeitura
Na coletiva, a Prefeitura mostrou ter desenvolvido um cálculo para estimar a capacidade e quantidade de públicos dos desfiles, com a classificação da aglomeração em cinco níveis (o mais alto é de 6 pessoas por metro quadrado). Estes dados serão utilizados exclusivamente para o planejamento de infraestrutura, não para a contenção de aglomerações.
Segundo dados apresentados pelo secretário municipal das Subprefeituras, Alexandre Modonezi, 85% do público frequenta cerca de 10% dos blocos, de médio e grande porte. Os chamados megablocos geralmente são liderados por agremiações populares (como o Acadêmicos do Baixo Augusta, por exemplo) e artistas famosos, como a cantora Daniela Mercury e outros.
Ao todo, a edição de 2020 teve 570 blocos e 670 desfiles. A maioria dos desfiles fica concentrada especialmente na região central (240) e zona oeste (224), majoritariamente nas subprefeituras Sé, Pinheiros e Lapa.
O período de inscrições de blocos estará aberto de 15 de outubro a 5 de novembro, com divulgação do resultado em 28 de novembro. O edital de patrocínio do evento será publicado em 18 de outubro. Os percursos dos blocos não serão alterados, com os desfiles de maior porte concentrados na Rua da Consolação, na Avenida Tiradentes, no Parque do Ibirapuera e em outros sete pontos.
Durante a coletiva, a Prefeitura também anunciou a instalação de tendas temáticas contra a violência contra a mulher, o assédio, o racismo e a LGBTfobia, além de uma voltada ao cuidado infantil. Serão distribuídas pulseiras para a identificação de crianças e adolescentes, além de camisinhas.
Embora não tenha sido citado na coletiva, a Secretaria das Subprefeituras firmou um contrato de seis meses com a FDTE no fim de agosto para a elaboração de um “estudo para planejamento estratégico através da disciplina da engenharia da complexidade, visando otimizar as ações de segurança e mobilidade urbana em eventos de grande porte, em especial o Carnaval de Rua”, com o valor de R$ 430 mil.
Além disso, em 23 de setembro, a Prefeitura abriu um pregão para contratar empresa para oferecer banheiros químicos nos desfiles.
Também para o ano que vem, produtoras preparam festivais com a temática carnavalesca para janeiro, com apresentações de blocos e artistas, em locais como o Canindé e o Memorial da América Latina. A venda de ingressos já está aberta.
Os desfiles das escolas de samba estão previstos de 25 a 28 de fevereiro, com o retorno das campeãs ao sambódromo em 5 de março. Nesta terça, a São Paulo Turismo, vinculada à Prefeitura, publicou o edital de chamamento público para exploração comercial dos camarotes nas edições de 2022, 2023 e 2024.
Parte das agremiações tem retomado aos poucos o ritmo de trabalho, com seleção de integrantes para comissão de frente, apresentação de fantasias e ensaios fechados.
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