Os ditados populares, como o próprio nome já diz, são construídos através de uma linguagem acessível, de fácil compreensão e muitas vezes simplistas, com um contexto sem complexidade, o que facilita a comunicação.
Apesar da ‘alcunha’ popular, as frases e expressões populares, ou os provérbios, como queira, além de inteligentes, transmitem ensinamentos e conhecimentos de geração em geração, passados de pais para filhos. Geralmente são retirados de experiências de vida através da sabedoria popular. Eles são elementos importantes da cultura nacional ou de um determinado local.
O discurso informal, cujas origens são das experiências, transmitem sabedoria de quem fala e serve de lição para quem ouve; é uma fonte de criatividade muitas vezes cômica.
Quem nunca ouviu dizer que ‘para bom entendedor, meia palavra basta’? Talvez o que mais exemplifica o que já foi dito até aqui, quer dizer que muitas vezes não é preciso um discurso completo para transmitir uma mensagem. Ou seja, o receptor também é um sujeito ativo no processo de comunicação. Na maior parte dos casos, sua utilização indica que há algo escondido nas entrelinhas.
Para corroborar com a frase de Euclides da Cunha – que em sua obra ‘Os Sertões’ argumenta que ‘o sertanejo antes de tudo é um forte’, ou seja, mesmo tendo aparência e fisionomia fracas é capaz de sobreviver às adversidades do sertão -, alguns dos ditados mais ditos (redundância proposital), principalmente no nordeste, confirmam sua narrativa.
Se quem canta seus males espanta, vamos dar a César o que é de César, pois uma andorinha sozinha não faz verão e o que os olhos não veem, o coração não sente. É preciso matar um leão por dia, mas quem não tem cão, caça com gato, já que mais vale um pássaro na mão do que dois voando, e saco vazio não fica em pé.
Há males que vêm para o bem, não adianta chorar pelo leite derramado, visto que nem tudo o que reluz é ouro. Persista sempre, porque água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje. Lembre-se, quem não é visto, não é lembrado. Um dia é da caça, outro do caçador.
Viva, brinque, sorria, ame… Mente vazia, oficina do diabo.
Foi uma noite de pizza, mas você acabou pedindo mais do que o necessário? Não se preocupe, você pode aquecê-la no micro-ondas para ficar perfeita. Como fazer isso? Basta seguir algumas dicas para deixá-la quase como se tivesse acabado de sair do forno.
De acordo com o site “Brazil Greece”, comece usando um recipiente de vidro adequado para o micro-ondas. Isso garantirá que o calor seja distribuído de maneira mais uniforme.
Você também pode colocar um pouco de papel-toalha. Forrar o recipiente ou o prato onde vai aquecer a fatia ajudará a reter a umidade, evitando que a pizza fique mole. Opte por fazer intervalos curtos, cerca de 30 segundos de cada vez.
Outra dica é adicionar um copo de água no micro-ondas. Isso deixará o ambiente úmido e evitará que a pizza fique muito dura. O toque final pode ser dado no forno ou na frigideira. Em apenas alguns minutos, ela ganhará aquele toque crocante novamente.
Um grupo de mergulhadores que fazia uma expedição de exploração no Mar da China Oriental, em Taiwan, se deparou com um raro peixe das profundezas, com cerca de dois metros de comprimento, e que possui fama de representar presságios apocalípticos.
Os mergulhadores encontraram o peixe gigante, da espécie peixe-remo (Regalecus glesne), com buracos misteriosos em seu corpo e decidiram gravar imagens da criatura, que depois se espalharam pelas redes sociais.
No vídeo, postado no perfil do Instagram do mergulhador Wang Cheng-Ru, o grupo é visto se aproximando ao redor da criatura prateada e brilhante, enquanto ela nada perto da superfície.
Em outro ponto do vídeo, é possível ver o momento em que um dos mergulhadores estende a mão e toca no animal.
Os mergulhadores estimaram que o “peixe do juízo final”, como é popularmente conhecido, tinha pouco mais de 1,90 metro de comprimento, o que, embora grande, não se compara ao tamanho máximo de 11 metros de comprimento que a espécie alcança, o que a torna o maior de todos os peixes ósseos.
O flagra de um peixe-remo, que normalmente vive em profundidades que vão de 200 a 1.000 metros, não é comum e pode significar que o peixe estivesse morrendo.
“Ele devia estar morrendo, então nadou para águas mais rasas”, afirmou o instrutor de mergulho Wang Cheng-Ru à Jam Press sobre o animal gigante, o primeiro com o qual ele se deparou em anos de mergulho.
Especialistas acreditam que os buracos encontrados no corpo do peixe podem ter sido causados por mordidas de um tubarão, seu principal predador.
MAU PRESSÁGIO
O surgimento de um peixe-remo pode representar um mau presságio para nós, humanos, de acordo com algumas mitologias.
Os orientais acreditam que a aparição desses habitantes das profundezas é um sinal de aproximação de um terremoto ou tsunami. No folclore japonês, ele é conhecido como o Mensageiro do Palácio do Deus do Mar.
Os peixes-remo são mais sensíveis a movimentações sísmicas do que os outros animais que vivem na superfície do oceano, segundo explicou o especialista em sismologia Kiyoshi Wadatsumi, em um artigo publicado na revista LiveScience.
Isso ocorre justamente porque eles vivem em águas mais profundas, onde as ondas sísmicas são mais fortes. Quando ocorre um terremoto, as ondas sísmicas se propagam pelo oceano e podem provocar tremores na superfície.
Os peixes-remo, que vivem em águas profundas, são os primeiros a sentir esses tremores. Por isso, quando eles são encontrados nas praias, muitas vezes é um sinal de que um terremoto está prestes a acontecer.
Esses temores aumentaram durante o terremoto e o tsunami de Fukushima em 2011, quando dezenas desses peixes encalharam na costa do Japão nos dois anos anteriores à catástrofe.
Durante a manhã desta quinta-feira (20), o prefeito de Caém, Arnaldo Oliveira (Arnaldinho), acompanhou a visita técnica de prepostos da Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba) em alguns locais onde foram feitas solicitações para melhoramentos e implantações de novas redes elétricas.
Segundo o prefeito, a presença sempre que solicitada é uma demonstração de uma nova rotina de alinhamento entre a Coelba e Prefeitura.
“Temos procurado resolver junto a Coelba as demandas dos moradores que têm solicitado apoio da Prefeitura para intermediar soluções de problemas como instabilidade no fornecimento de energia, expansões de redes com instalações de postes, entre outros; além das demandas institucionais. Temos tido uma atenção recíproca com a Coelba”, destacou Arnaldinho.
O chefe do Executivo de Caém destacou ainda as melhorias que vêm sendo realizadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura na iluminação pública da sede e do interior, com manutenção na rede de iluminação pública e a substituição de luminárias tradicionais da cidade por lâmpadas do tipo LED, que são mais modernas, mais eficientes, econômicas e duráveis.
“A modernização da iluminação visa a oferecer mais claridade nas vias e durabilidade das lâmpadas, valorizando os espaços urbanos e rural, aumentando inclusive a percepção de segurança no período noturno”, concluiu.
Nesta quarta-feira (19) um médico foi preso por estupro de pacientes. Ele recebeu voz de prisão enquanto trabalhava em um posto médico no bairro de Barra de Jangada, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. Ele foi encaminhado para o Centro de Observação e Triagem (Cotel), no município de Abreu e Lima, no Grande Recife.
O suspeito, que não teve o nome divulgado, era investigado desde setembro de 2022, quando a primeira de três vítimas, uma estudante de 22 anos, registrou uma denúncia contra ele.
De acordo com o depoimento da vítima, ela teve uma enxaqueca e procurou a Policlínica e Maternidade Arnaldo Marques, no bairro do Ibura, Zona Sul do Recife, em busca de tratamento. Durante o atendimento, ela conta que teve as partes íntimas tocadas pelo acusado.
Diante da queixa registrada na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, o médico foi afastado de suas atividades pela Prefeitura do Recife, mas permaneceu em liberdade. Somente com o surgimento das outras duas denúncias a investigação avançou e obteve provas contra o suspeito.
Diante disso, a 15ª Vara Criminal da Capital expediu um mandado de prisão preventiva e outro de busca e apreensão na casa do médico, que vive no bairro de Candeias, também em Jaboatão. Lá, foram apreendidos computadores e smartphones que, de acordo com a polícia, contém mensagens trocadas entre o acusado e as vítimas.
De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Defesa Social (SDS), 1.113 mulheres fizeram denúncias de estupro no primeiro semestre deste ano. No mesmo período do ano passado, 1.191 vítimas prestaram queixas.
No último mês de maio a Polícia Civil de Pernambuco revelou o caso de outro médico, um cardiologista de 74 anos que também foi indiciado por violentar uma paciente durante sua consulta, em uma clínica particular no Recife.
O caso aconteceu em dezembro de 2022. A vítima, uma atendente de padaria de 50 anos, contou à polícia que foi abusada durante a realização de um exame em que o médico estava aferindo sua pressão arterial.
Ela estava sozinha com o acusado na sala da clínica, e conta que o acusado “esticou meu braço e botou perto da parte genital dele. Puxei, porque achei estranho, mas senti o órgão genital. Ele ficou com ereção. Na hora senti vontade de sair dali e destruir tudo, fiz ‘cara’ feia para ele perceber que não gostei. Depois do exame, ele se aproximou, disse que meu coração estava ótimo e saiu”, disse a paciente na época do crime.
O suspeito foi indiciado por violação sexual mediante fraude, crime que consiste na “conjunção carnal ou outro ato libidinoso com alguém, mediante meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima”, e prevê uma pena de até seis anos de prisão. O nome dele e da vítima permanecem em sigilo porque o processo corre em segredo de justiça.
A cidade de Conceição do Coité recebe, nesta sexta-feira, dia 21, o 1º Encontro da Pessoa com Deficiência do Território do Sisal.
A partir das 9 horas, especialistas e público estimado de cerca de 250 pessoas irão se reunir no Campus XIV de Conceição do Coité para tratar do tema central do evento: “Inclusão só se faz com garantia de Direitos”.
O encontro é promovido pela vereadora Marli Simões, mãe de três jovens portadoras de deficiência, mulher sertaneja que há mais de três décadas trava uma luta pela inclusão e que em sua trajetória arregimentou um exército de amigos na luta pelos direitos da pessoa com deficiência.
Com base na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015), também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, Marli sustenta que além das barreiras físicas-estruturais dos espaços urbanos e meios de transporte, as desigualdades sociais são obstáculos monumentais a serem vencidos.
“Nosso objetivo é discutir fórmulas para que as PCDs possam exercer seus direitos plenamente, em situação de igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas.
Especialistas que se aprofundam no tema estarão presentes no evento, como Cristina Gonçalves, cega, professora aposentada e atriz. Ela perdeu a visão aos 23 anos e, desde então, trava uma luta contra o preconceito.
Débora Ferreira é outra convidada que estará no evento do sertão da Bahia. Orientadora pedagógica da CES Rio Branco, trará a abordagem sobre a caracterização do sujeito deficiente auditivo a partir da inclusão escolar.
A professora Deiziane Mota, é deficiente auditiva e uma das maiores referências do Estado da Bahia na atualidade, falará sobre suas experiências e luta pessoal pelo respeito e inclusão da pessoa surda no mundo acadêmico e profissional.
O Promotor de Justiça do Ministério Público da Bahia Fernando Gaburri, 2º Vice-Presidente da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM. Diretor da Região Nordeste da Associação dos Membros do Ministério Público de Defesa dos Direitos dos Idosos e Pessoas com Deficiência – AMPID e o presidente do Conselho Municipal de Juazeiro da Pessoa com Deficiência, José Wilson Batista de Souza comporão os painéis de discussão.
Além de Pedro Acosta Leyva, professor na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, que coordena o grupo de pesquisa “Representações e Práticas nas Ilhas lusófonas na África e na Baía de todos os Santos-BA”.
De acordo com a doméstica, ela era proibida de comer qualquer coisa da residência e se não levasse o que comer ficava com fome o dia todo
A empregada doméstica Andréa Batista dos Santos entrou na Justiça contra os ex-patrões por seus direitos trabalhistas. Ela, que é de Salvador (BA), relatou ao Profissão Repórter, da TV Globo, que os empregadores colocaram uma câmera na cozinha da residência em que ela trabalhava para vigiar se ela pegava comida da geladeira ou do fogão. O programa jornalístico foi exibido nesta terça-feira, 18.
Após sair do emprego, Andréa entrou em contato com a assessoria jurídica do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Domésticas da Bahia (Sindoméstico-BA) e foi orientada pelo advogado Wagner Bemfica Araújo como prosseguir com o processo. A equipe do Profissão Repórter acompanhou ela até a audiência, mas a outra parte não compareceu.
“Eu chegava às 6h/6h30 e saía entre 19h30 e 20h. Não comia nada, não me davam nada. Teve um dia que eu não levei nada e passei o dia com fome, fui comer de noite. O dia todo trabalhando sem comer nada”, contou ela.
Andréa mostrou ao Profissão Repórter áudios trocados com ex-patroa
A trabalhadora ainda acrescentou que foi proibida de comer qualquer comida da casa em que trabalhava e que, quando os patrões viajavam, não deixavam nem frutas na fruteira, apenas disponibilizavam água para ela. Ainda conforme relatou, ela só continuou no serviço porque precisava do dinheiro para pagar um curso que estava fazendo.
À TV Globo, ela mostrou um áudio que recebeu da antiga patroa pedindo para que ela não fosse embora e a esperasse em casa.
“Andréa, você não vai embora, não, eu tô chegando e vou precisar de você. Eu falei para você isso hoje de manhã, você me aguarde, que eu tô chegando. Já tô dentro de Salvador indo pra casa agora”, disse a patroa. Andréa responde dizendo que foi embora porque estava com muita fome e já havia finalizado todo o serviço.
“[A câmera na cozinha era] para ver se mexia na geladeira, o que você come, se mexia na panela em cima do fogão, para ver se comeu. Tudo que eu faço, fazia questão de fazer na cozinha para ela [patroa] ver. Até para mexer na minha bolsa, na hora de ir embora, eu arrumo na cozinha, no banquinho que tem”, conta.
Ao Profissão Repórter, os patrões de Andréia apenas se posicionaram por meio de mensagem e negaram as acusações.
Matéria publicada no portal do jornal A Tarde, diário baiano com sede em Salvador, denuncia a falta de pagamento de salários de servidores municipais de Jacobina. Confira na íntegra o texto postado hoje (19), por volta do meio dia:
Salários em atraso
“Roube lá, mas aqui não pode”, apelam servidores para prefeito baiano
Servidores de Jacobina relatam dificuldades e imploram para receber valores em atraso
Há três meses com salários atrasados, servidores da Prefeitura de Jacobina, piemonte da Chapada Diamantina, apelaram de forma inusitada, ao prefeito Tiago Dias (PCdoB), o recebimento dos valores.
Em carta aberta ao gestor, a classe trabalhadora relatou as dificuldades com a situação do atraso, já que desde maio, de acordo com a classe, não recebem os proventos. Em um trecho do documento, os servidores relatam a necessidade do pagamento para sanar, por exemplo, dívidas pessoais.
Ainda na carta, os trabalhadores citam “sentimento de impotência”, bem como o sofrimento de ver a família com necessidade. “Alguns de nós trabalhamos em outros locais e conseguimos nos virar com as contas, porém outros não. Parece mentira que um profissional formado não tenha dinheiro nem para comprar pão, mas essa é a realidade depois de tantos meses sem receber”, diz um trecho. [Confira a íntegra no final desta matéria]
A categoria ainda publicou um vídeo em uma página de notícias local, no Instagram, ironizando a falta do pagamento, com uma encenação, como se estivessem falando com o prefeito Tiago Dias (PCdoB).
Uma servidora da Prefeitura, que não quis ser identificada, denunciou ao Portal A TARDE, que os atrasos vêm ocorrendo desde o mês de janeiro. “O último salário pago foi o de abril. Estamos sem receber maio, junho e não temos certeza que o de julho vai ser pago”, revelou.
Outro fato grave, relatado na denúncia, é que o salário do mês de junho consta como pago no Diário Oficial do Município.
O ex-prefeito da oposição e atual vereador do município, Juliano Cruz (Solidariedade), reiterou que a situação da saúde pública local é extremamente caótica desde atenção básica até a média e alta complexidade.
“O governo do Estado está assumindo o Hospital Regional do município, mas não acreditamos em melhora significativa, pois a atenção básica está na berlinda. Faltam médicos, insumos, medicamentos, sobretudo no CAPS”, destacou.
Veja íntegra da carta aberta divulgada pelos trabalhadores:
Sr. Prefeito
Venho em nome de toda a classe trabalhadora da Prefeitura, que está sem receber desde Maio. Nós temos família, temos pessoas que esperam nossa ajuda. Temos aluguel, conta de energia elétrica e água. Nosso dinheiro é suado e cada centavo tem uma função importante. Alguns de nós trabalhamos em outros locais e conseguimos nos virar com as contas, porém outros não. Parece mentira que um profissional formado não tenha dinheiro nem para comprar pão, mas essa é a realidade depois de tantos meses sem receber.
Pedimos de coração. Nós não somos inimigos, pois trabalhamos junto com você para que Jacobina cresça. Nós queremos oferecer o melhor serviço. Não é certo esse sentimento de impotência que sentimos em nossas casas. O sentimento de ver nossa família precisando e não ter como ajudar.
Por favor, Tiago, regularize nosso salário e cuide de nós como profissionais.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Jacobina, porém as ligações não foram atendidas. O Portal A TARDE segue aguardando resposta.
Publicado quarta-feira, 19 de julho de 2023 às 12:08 h | Atualizado em 19/07/2023, 12:54 | Autor: Rodrigo Tardio
O Governo do Estado busca cada vez mais recursos estratégicos para o crescimento da agricultura familiar da Bahia. Nesta terça-feira (18), foi lançado o Edital de Seleção Pública de propostas no âmbito da iniciativa Sertão Vivo – Semeando Resiliência Climática em Comunidades Rurais no Nordeste e a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) está preparada para participar.
Promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), o Sertão Vivo tem como objetivo apoiar projetos de resiliência climática para a população rural do Semiárido do Nordeste.
O diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, reuniu-se com representantes do Consórcio Nordeste, com o BNDES e o FIDA, em Brasília. Segundo ele, o estado apresentará um projeto que visa promover a inclusão socioprodutiva com foco na sustentabilidade e no pagamento de serviços ambientais para o Semiárido. “A Bahia já tem uma relação de 25 anos com o FIDA, com uma experiência de acordos de empréstimos desde a sua criação. Entendemos que temos muita bagagem pra apresentar um bom projeto e, isso, avoluma-se aos investimentos feitos na agricultura familiar ao longo desses últimos 16 anos. A Bahia vai concorrer nesse edital, através da CAR”.
A iniciativa Sertão Vivo busca apoiar projetos que aumentem a resiliência climática da população rural do Semiárido do Nordeste, incluindo agricultores familiares, assentados da reforma agrária e comunidades tradicionais. O objetivo é que esses projetos promovam o acesso à água, aumentem a produtividade, a segurança alimentar das famílias beneficiadas, restaurem os ecossistemas degradados e reduzam as emissões de gases do efeito estufa.
O edital prevê um financiamento de R$ 150 milhões a R$ 500 milhões, com recursos reembolsáveis e não reembolsáveis, de acordo com o número de famílias beneficiárias. Os projetos devem priorizar os municípios do Semiárido com maior incidência de pobreza rural, vulnerabilidade climática e segurança alimentar, além de considerar a disponibilidade de água e a presença de escolas agrícolas e rurais. A participação da Bahia nesse edital reforça o compromisso da CAR em promover a resiliência climática e o desenvolvimento rural sustentável da população rural do Semiárido baiano. A expectativa é que o projeto que será apresentado pela Bahia seja bem-sucedido e contribua para a melhoria das condições de vida no campo.
O acarajé rosa, feito por Adriana Ferreira dos Santos, mais conhecida por ser a dona do ‘Acarajé da Drica’, que viralizou nas redes sociais, virou polêmica na capital baiana. Apesar de algumas pessoas terem gostado da ideia, que faz referência ao filme sobre a boneca Barbie, que estreia nesta semana, o acarajé também foi alvo de críticas, inclusive da Associação Nacional das Baianas de Acarajé (ABAM).
Através das redes, a entidade afirmou “repudiar veementemente” qualquer pessoa que se “aproprie das nossas iguarias ancestrais, desfazendo do seu formato, modo de feitura e representação sagrada”, afirmou. “Acarajé não é moda, ‘trend’ ou efemeridade. Acarajé é comida sagrada e mercê respeito”, defendeu a entidade.
Quem também não aprovou a novidade foi o pós-doutor em Antropologia, babalorixá e estudioso da comida de Santo, Vilson Caetano. Na avaliação dele, fazer o acarajé rosa “não foi algo positivo” e não foi uma “feliz escolha”.
“Por que não se pensou em algo para agradar a memória dessas mulheres e dessa população negra que foi dispersa pelo novo mundo? Porque isso é negado. Eu acho que uma das coisas que temos que refletir, é que não se ‘brinca’ com símbolos identitários. O acarajé é a comida mais preservada fora do continente africano por nós, aqui em Salvador, e que resume a história de homens e mulheres, sobretudo de mulheres, que enfrentaram o processo de escravidão através da venda nas ruas, imprimindo significados nas ruas”, afirmou ao Portal M!.
Ainda conforme o professor, o ato de “omitir ou incorporar outra cor” é uma maneira de “negar a história dessas mulheres” que, ao longo do tempo, tiveram o acarajé como símbolo de poder.
Vilson Caaetano é autor de livros sobre comida de Santo
“Eu fico me perguntando a quem interessa o acarajé rosa. Acho que a gente não precisa agradar a Barbie, o que a Barbie acrescenta na vida da população negra, das mulheres e homens negros? Acho que o contrário, a Barbie sempre nos impactou muito negativamente. É uma boneca magra, loira e que nada tem a ver com nossos corpos. Então acho que foi uma recriação infeliz, que só teve a pretensão da novidade, mas é uma novidade negativa e que, de fato, não tenho dúvidas de que, a partir do momento que se traz essa alteração e associa com essas outras visões de mundo, passa a ser outra coisa e deixa de ser o bolinho de feijão”, ressaltou.
Autora se defende das críticas
Vendedora de acarajé e abará há 15 anos no subúrbio de Salvador, Drica é conhecida por sempre usar o “diferencial” nas suas vendas. Há seis anos ela se tornou conhecida na região por vender acarajé e abará na barca de sushi. Mas, desta vez, apostou no acarajé rosa, em homenagem à estreia do filme da Barbie.
Em pronunciamento nas redes sociais, Drica ressaltou que não fez algo “prejudicial”, e que manteve as características e o sabor do acarajé.
“Jamais eu vou fazer algo prejudicial, seja ao meu produto ou a característica do meu produto. O acarajé rosa é pela homenagem que todo o mundo está fazendo à estreia do filme Barbie. Não mudou o sabor do acarajé, é o mesmo sabor, a única diferença é que contém três gotas de anilina na massa, somente para dar cor, como tem bolo rosa, coxinha rosa, pizza rosa e hamburguer rosa. Então gente, menos, é um trabalho de marketing, mas não modificando a característica e sabor”, observou.
Ela também ressaltou que não é baiana de acarajé, mas sim “vendedora”, e destacou que esse foi um “jogo de marketing” para mais pessoas conhecerem seu projeto. “Repercutiu bastante o meu bolinho de feijão rosa, porque eu não sou baiana de acarajé, sou vendedora de acarajé. A gente tem que ter a criatividade, então eu usei a minha. Meu jogo de marketing, é o meu jogo de criatividade, para eu atingir meus clientes, para as pessoas conhecerem o meu projeto e eu vou ser assim a vida toda”, disse.
A vendedora também anunciou que seguirá com os quitutes rosa até quinta-feira (20) e garantiu que as pessoas terão o “melhor sabor”.
“A pedido de vocês, até quinta-feira, eu vou ter combo pink, bolinho de feijão pink e vocês vão ver, que terão o melhor sabor, porque eu trabalho com qualidade, com mercadoria boa e com amor, eu faço por amor. Se é pink, se é branco, se é preto, a cor que vocês quiserem, a gente vai atender vocês e tratar bem”.