Na tarde desta segunda-feira (23), a Prefeitura de Caém deu mais um passo importante no acompanhamento das pautas educacionais do município. O prefeito Arnaldinho Oliveira esteve reunido para uma análise técnica e detalhada da ata de assembleia enviada pela APLB Sindicato.
Conforme o prefeito, o objetivo central do encontro foi discutir criteriosamente cada um dos tópicos apresentados na pauta da categoria, reforçando o compromisso da administração com a transparência e a responsabilidade na gestão pública.
“A reunião demonstra a preocupação constante do governo municipal em avaliar a viabilidade e os impactos de cada pleito, buscando sempre o equilíbrio e a valorização dos profissionais” ressaltou Arnaldinho, informando que o próximo passo será a realização de uma reunião com a classe, onde todos os pontos encaminhados pela APLB serão discutidos em conjunto. “A gestão reafirma que mantém as portas abertas para construir, por meio do diálogo respeitoso, as melhores soluções para a educação de Caém”, completou.
Participaram da reunião desta segunda, membros da Secretaria de Educação, Coordenação Pedagógica da rede escolar, Procuradoria, Secretaria de Planejamento e Administração e representantes do Conselho Municipal de Educação.
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) recebeu na última sexta-feira (20) e sábado (21) a primeira remessa da vacina contra a influenza para a Campanha Nacional de Vacinação 2026, totalizando 1.336.000 doses. A distribuição já foi iniciada e o Dia D de mobilização nacional, que marca o início oficial da campanha, será no sábado, 28 de março. Ao todo, a Bahia receberá 6.022.574 doses ao longo da estratégia vacinal.
A chegada das vacinas coincide com um cenário epidemiológico que reforça a urgência da imunização. Levantamento semanal relacionado ao CID da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), realizado pelo Serviço Estadual de Regulação (SER), mostra uma tendência de crescimento da demanda pediátrica no estado. As solicitações de UTI pediátrica, que eram 55 na primeira semana de janeiro, chegaram a 141 entre 12 e 18 de março. No mesmo período, os pedidos de enfermaria pediátrica subiram de 44 para 102. O cenário acende um sinal importante para a necessidade de prevenção, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
“A vacina contra a influenza é a forma mais eficaz de prevenção contra a doença e tem capacidade de reduzir agravamentos, internações e mortes, além de aliviar a pressão sobre os serviços de saúde”, avalia a secretária da Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana. O imunizante faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A titular da pasta estadual da Saúde ainda ressalta que “vacinas salvam vidas. Neste momento, em que observamos aumento das solicitações por atendimento relacionado às síndromes respiratórias agudas graves, especialmente entre crianças, a imunização ganha ainda mais importância. Estamos trabalhando com antecedência para que as doses cheguem aos municípios e a população no tempo certo, porque cada pessoa vacinada representa mais proteção, menos risco de agravamento e menos pressão sobre a rede de saúde”, completa Roberta Santana.
Distribuição em todo o estado
Os municípios com maior volume de doses nesta primeira remessa são Salvador (204.120), Feira de Santana (58.310), Vitória da Conquista (25.840), Porto Seguro (24.490) e Camaçari (18.520). A distribuição segue proporcionalmente ao público-alvo de cada localidade.
A campanha contempla um amplo conjunto de grupos prioritários. Devem procurar os postos de vacinação crianças de 6 meses a menores de 6 anos, pessoas com 60 anos ou mais, gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde e professores da educação básica e superior. A vacina também está indicada para povos indígenas, quilombolas e pessoas em situação de rua, além de pessoas com comorbidades ou deficiência permanente. Caminhoneiros, motoristas e cobradores de transporte coletivo, trabalhadores portuários e dos correios, profissionais das forças de segurança e das forças armadas, funcionários do sistema prisional, população privada de liberdade e jovens em medidas socioeducativas também fazem parte do público-alvo.
A meta nacional é vacinar pelo menos 90% dos grupos prioritários de rotina, que são crianças, gestantes e idosos com 60 anos ou mais. Os municípios devem concentrar esforços no primeiro mês de campanha, com ações extramuros, vacinação em escolas, unidades de saúde, instituições de longa permanência e locais de grande circulação.
Vacina atualizada para 2026
A vacina influenza trivalente deste ano, produzida pelo Instituto Butantan, teve sua composição atualizada conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde para o hemisfério sul. O imunizante protege contra três cepas do vírus: A/H1N1, A/H3N2 e B/Victoria. A vacina é segura, eficaz e pode ser administrada junto com outros imunizantes do calendário nacional.
O deputado federal Jorge Solla afirma que a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de anunciar a recompra da Refinaria de Mataripe é uma medida estratégica para a Bahia e para a soberania energética do país. Segundo ele, a iniciativa corrige um erro grave cometido durante o governo de Jair Bolsonaro, responsável pela privatização da antiga RLAM em 2021, que contou com a conivência e apoio entusiasmado de ACM Neto e seu grupo político.
Para Solla, a refinaria é fundamental para o abastecimento do Nordeste e para a economia baiana. Ele lembra que a unidade foi vendida junto com toda a sua estrutura logística e passou ao controle da Acelen, ligada ao fundo Mubadala. Desde então, afirma o deputado, a Bahia passou a sofrer com preços mais altos de combustíveis, já que a empresa adota a política de paridade com o mercado internacional, diferente da Petrobras.
O parlamentar critica o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, que, segundo ele, evita mencionar que a venda da refinaria foi feita por seu aliado político. “A Bahia virou o estado onde se paga o combustível mais caro do país, mas Neto prefere esconder essa realidade e fazer ataques demagógicos ao governador Jerônimo Rodrigues”, afirma.
Solla diz que a recompra representa a defesa do interesse público e a retomada do controle de um ativo estratégico. Para ele, não se trata apenas de uma decisão econômica, mas de uma escolha política para proteger a população e fortalecer a capacidade do país de planejar o seu próprio desenvolvimento.
Terça-feira, 18 de março, foi um dia marcante para alunos do 4º e 5º ano da Escola Municipal de Tempo Integral Domingos Pereira dos Santos, de Caém. Sob a orientação da professora Mouriane Bastos Oliveira, o grupo participou de uma aula de campo na comunidade quilombola de Várzea Queimada.
A atividade teve como objetivo pesquisar a história do quilombo, valorizando a memória coletiva e os saberes locais que fortalecem a identidade e o sentimento de pertencimento cultural dos moradores como as festas de reisado, samba de roda e a banda de pífano.
Durante a visita à comunidade os estudantes conversaram com moradores sobre os mais diversos temas. Os moradores com mais idade compartilharam suas experiências de vida, como a contada por Dona Ana Vitalina dos Reis, de 87 anos. Ela destacou as dificuldades enfrentadas ao longo da vida, ressaltando, porém, sua persistência na superação dos desafios. Conforme Dona Ana, sua sobrevivência era totalmente baseada na agricultura familiar e na produção de artesanato com a palha do licuri, prática que aprendeu com sua mãe e que vem sendo transmitida de geração em geração.
Os quilombolas Maria de Jesus, de 84 anos e Joaquim Pereira dos Santos, de 97 anos. Também compartilharam lembranças sobre as manifestações culturais que existiam na comunidade e que vêm se perdendo com o passar do tempo, como o reisado e a festa de caixeiros.
A aula de campo fez parte das disciplinas de Língua Portuguesa e Literatura e Produção Textual e contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Caém, através da Secretaria de Educação.
No Dia Mundial do Cuscuz, celebrado nesta quinta-feira, 19 de março, um dos pratos mais tradicionais do Nordeste, reconhecido como patrimônio imaterial da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), também se destaca como símbolo de geração de renda e fortalecimento da agricultura familiar. O alimento representa uma importante oportunidade para o segmento, que amplia sua produção por meio do beneficiamento do milho, garantindo um produto de qualidade, nutritivo, saboroso e acessível à mesa dos baianos e baiana.
No município de Araci, na comunidade de Caldeirão, a Cooperativa de Produção e Comercialização (COOPAC Araci), por meio da marca de flocão Parangu, se tornou-se referência no processamento de milho não transgênico no Território do Sisal. Com a comercialização do flocão, base do cuscuz, a entidade oferece um alimento versátil, que pode ser consumido no café da manhã, no almoço ou no jantar, como acompanhamento ou prato principal, em versões doces ou salgadas, recheadas ou simples.
“A aceitação está sendo muito positiva, por se tratar de um produto oriundo da agricultura familiar, com selos de certificação, além do diferencial de ser não transgênico, regional e de carregar uma história de 36 anos da comunidade do Caldeirão”, destacou o presidente da COOPAC Araci, Rivailton Oliveira.
O sucesso do produto foi viabilizado por investimento superior a R$ 2 milhões do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), aplicado na requalificação da unidade de beneficiamento, na aquisição de equipamentos e na oferta de assistência técnica. A unidade, que possui capacidade de produção de cerca de 18 toneladas de flocão por mês, criou as condições para o fortalecimento da produção, beneficiando 120 cooperados e gerando cinco postos de trabalho com carteira assinada.
“A implantação da unidade permitiu que os cooperados deixassem de vender o milho in natura por baixo valor e passassem a processar a própria produção, agregando valor e aumentando a renda”, destacou o cooperado e diretor José Adailton. Segundo ele, o resultado foi o aumento da renda dos cooperados, a geração de emprego e maior segurança econômica para as famílias, além de fortalecer o cooperativismo e ampliar o acesso a mercados.
O produto já pode ser encontrado em supermercados de Araci, Teofilândia, Barrocas, Serrinha, Conceição do Coité, Tucano, Sátiro Dias, Inhambupe, Crisópolis, Esplanada e Itapicuru, além de Salvador, no Empório da Agricultura Familiar, localizado no Mercado do Rio Vermelho, e em estabelecimentos no norte do estado de São Paulo.
Flocão Puro Milho
Outro destaque na produção de flocão não transgênico na agricultura familiar baiana é a Cooperativa Agropecuária Mista Regional de Irecê (Copirecê), reconhecida nacionalmente pela marca Puro Milho. Atualmente, a Copirecê alcança a marca de 120 toneladas mensais de flocão não transgênico, em duas versões: milho tradicional e crioulo vermelho.
A cooperativa também conta com o apoio do Governo do Estado, por meio da CAR, com investimentos que somam mais de R$ 9,7 milhões. Os recursos foram aplicados na requalificação da agroindústria, na melhoria da infraestrutura desde a base produtiva (máquinas e equipamentos), além de assistência técnica e desenvolvimento comercial.
A iniciativa beneficia cerca de 3 mil cooperados e gera 50 empregos diretos. A entidade também oferece uma ampla variedade de produtos derivados do milho, como fubá, creme de milho, canjiquinha, mungunzá, xerém, mingau, macarrão, pipoca e farelo para alimentação animal, distribuídos em municípios das regiões Nordeste, Sul e Sudeste, além do estado do Acre.
“Há quase duas décadas, a Copirecê transforma o trabalho da agricultura familiar em desenvolvimento, renda e oportunidades no território. Com foco na produção de milho não transgênico, a cooperativa incentiva, organiza, beneficia e comercializa a produção, agregando valor ao que nasce da terra e fortalecendo as famílias do semiárido”, destaca o presidente da Copirecê, Zene Vieira.
A Justiça Eleitoral da Bahia acatou representação da Federação Brasil da Esperança (PT, PC do B e PV) e decidiu que postagens ligadas ao perfil “jerolandia”, formado por apoiadores do pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, violam a legislação eleitoral com manipulação de vídeos e imagens para prejudicar e ofender o governador Jerônimo Rodrigues.
A decisão foi do juiz Mhércio Cerqueira Monteiro, do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), em liminar assinada na quinta-feira (19). Na sentença, o magistrado afirmou haver indícios de que ao menos sete das 14 publicações analisadas foram manipuladas com uso de inteligência artificial, prática proibida pela legislação eleitoral. Também foi determinada a retirada de postagem por possível propaganda eleitoral antecipada.
O juiz também ordenou que a empresa Meta, responsável pelo Instagram, remova o conteúdo em até 48 horas e forneça os dados do responsável pelo perfil, incluindo informações de cadastro e endereços de IP. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 1 mil.
Para o presidente estadual do PT, Tássio Brito, as postagens ultrapassam os limites da liberdade de expressão. “Lamentamos a propagação das mentiras na Bahia pela oposição, reafirmamos que estamos atentos e todos aqueles que acharem que podem ganhar uma eleição na base da mentira, responderá na Justiça”.
Segundo a representação feita à Justiça, as postagens impugnadas configuram propaganda eleitoral negativa antecipada com o propósito de favorecer o pré-candidato Antônio Carlos Magalhães Neto, que comandaria a prática por meio de contratação de influenciadores e de sistemas de “robôs” destinados a potencializar as mensagens negativas contra o PT e seus aliados.
O deputado estadual Niltinho afirmou que as críticas feitas por ACM Neto ao governo Jerônimo Rodrigues não consideram o principal motivo do aumento dos combustíveis no estado.
Segundo ele, a Bahia tem hoje os combustíveis mais caros do Brasil porque a Refinaria Landulpho Alves de Mataripe (RLAM) foi privatizada durante o governo Jair Bolsonaro — período em que, de acordo com o deputado, o grupo político de ACM Neto não se posicionou contra a venda.
O parlamentar explicou que a nova controladora, a Acelen, aplica imediatamente a variação dos preços internacionais, enquanto a Petrobras tem uma política que reduz o impacto dessas oscilações no mercado interno.
“É importante discutir o problema com base nos fatos. O preço mais alto hoje é consequência direta da privatização. O governo está fiscalizando e tentando proteger o consumidor”, afirmou.
Niltinho também citou o apoio de ACM Neto à pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, que não deixa dúvida da vinculação dele ao bolsonarismo.
Jacobina, município baiano com 86,9 mil habitantes (estimativa IBGE 2025), registra crescimento econômico expressivo, mas ainda enfrenta altos índices de informalidade. Em 2021, seu PIB atingia R$ 1,87 bilhão, com renda per capita de R$ 23,1 mil; em 2023, saltou para R$ 2 bilhões e R$ 24,6 mil per capita — um avanço nominal de 7%, segundo dados do IBGE.
Historicamente dependente da mineração de ouro, a cidade vive uma transformação desde 2022, com a instalação de parques eólicos. A reativação da fábrica de torres impulsiona a produção local de componentes, gera empregos e eleva o PIB, posicionando Jacobina como polo de energia limpa na Bahia — vanguarda da transição energética.
Contudo, mais de 60% da força de trabalho segue informal, sem carteira assinada ou benefícios previdenciários, com rendimento médio de R$ 1.200 mensais — metade da média formal (R$ 2.400) e altamente instável (PNAD Contínua, 2023). Cerca de 12 mil famílias dependem do Bolsa Família para complementar rendas de comércio ambulante, serviços e garimpo artesanal, expondo fragilidades sociais profundas. Esse cenário gera endividamento familiar crescente (com agiotas e carnês caros), insegurança alimentar crônica e perpetuação da pobreza intergeracional, agravados pela falta de capacitação, formalização e acesso a empregos com maior remuneração.
Para romper esse ciclo vicioso de endividamento, é crucial investir em desenvolvimento econômico sustentável. Parcerias público-privadas podem ampliar a sinergia entre mineração, energia eólica e turismo na Chapada Diamantina, com incentivos estaduais e federais para diversificação produtiva.
Além disso, urge a implementação de educação financeira obrigatória nas escolas públicas, com currículos voltados para gestão de dinheiro, controle de dívidas, poupança e empreendedorismo formal. Essas medidas empoderariam famílias, reduziriam o sobre endividamento nos médio e longo prazos e acelerariam um crescimento regional inclusivo, com maior dinamismo econômico local.
*Jacobinense – Economista – Conselheiro do Corecon-Ba; Mestre e Doutorando em Desenvolvimento Regional e Urbano Criado da Lei 9838/2025, educação financeira nas escolas públicas de Salvador
A Secretaria de Educação de Caém, realizou nesta segunda-feira (16), no Auditório Manoel Gonçalves Moreira, mais um encontro formativo com todos os coordenadores escolares do município.
Na oportunidade foram apresentados dados significativos das avaliações externas e métodos no objetivo de se alcançar os avanços necessários e precisos para atingir os indicadores da meta de alfabetização do município.
Para o secretário de Educação de Caém, Ronaldo Ronaldo Alves, o encontro de coordenadores pedagógicos é uma peça estratégica fundamental na engrenagem da rede de ensino. Mais do que uma reunião burocrática, o evento funciona como um espaço de alinhamento, escuta e produção teórica, garantindo que as práticas pedagógicas sejam consistentes, inclusivas e de alta qualidade em todas as unidades escolares.
“Esses momentos são cruciais para a formação continuada dos coordenadores, capacitando-os a atuarem como líderes inspiradores e parceiros dos professores, promovendo a reflexão crítica sobre a prática docente e a melhoria do desempenho coletivo dos alunos”, disse o Ronaldo.
Foram discutidas as diversas formas de avaliar o desempenho do educando, garantindo que suas habilidades e competências sejam desenvolvidas no ano e turma que a criança e o adolescente se encontram.
Segundo o secretário, a avaliação escolar vai muito além de provas, ela é essencial para diagnosticar o aprendizado dos alunos, orientar intervenções pedagógicas e garantir que o ensino esteja alcançando seus objetivos.
“Em suma, investir no encontro formativo é assegurar que a coordenação pedagógica atue com segurança e intencionalidade, traduzindo as diretrizes educacionais em ações concretas que transformam o ambiente escolar e elevam a qualidade da educação. A formação contínua do Coordenador Pedagógico é o pilar que sustenta a inovação e o acolhimento na escola”, completou.
O Brasil está em alerta máximo por causa dos surtos de sarampo em outros países do continente americano. De acordo com o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, ações de prevenção e controle estão sendo realizadas de forma constante para manter o país como área livre da doença.
No ano passado, foram registrados 14.891 casos da doença em 14 países das Américas, com 29 mortes. Neste ano, somente até o dia 5 de março, foram 7.145 infecções confirmadas.
No Brasil, a primeira infecção em 2026 foi confirmada na semana passada, em uma bebê de 6 meses, na cidade de São Paulo. A paciente adquiriu a doença durante uma viagem à Bolívia, que vive um surto da doença.
Em 2025, 38 casos de sarampo foram confirmados no país. Ainda assim, por enquanto, o Brasil não corre risco de perder o certificado de área livre, reconquistado em 2024, porque não há transmissão sustentada dentro do nosso território.
“Por conta do cenário internacional, o Ministério [da Saúde] está em alerta máximo. Nós vamos manter essa certificação, mas, para isso, a gente precisa continuar vacinando a população e alertando que a vacina é a principal prevenção, além de promover ações específicas em locais que estão com a cobertura mais baixa”, explica Gatti.
O Ministério da Saúde também tem realizado campanhas de vacinação nas áreas de fronteira.
O calendário básico do Sistema Único de Saúde prevê a aplicação da vacina contra o sarampo em duas doses. A primeira deve ser tomada aos 12 meses, como parte do imunizante tríplice viral, e a segunda, aos 15 meses, com a tetraviral.
O diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, em entrevista em 2023 Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
No ano passado, 92,5% dos bebês receberam a primeira dose, mas apenas 77,9% completaram o esquema na idade correta. Todas as pessoas com até 59 anos que não tenham comprovante das duas doses devem se imunizar.
Além disso, de acordo com o diretor do PNI, as autoridades de Saúde fazem um rigoroso trabalho de investigação e resposta de todos os casos suspeitos, ainda que a grande maioria se mostre negativa.
Bloqueio vacinal
No ano passado, 3.818 suspeitas de infecção foram notificadas. Em 2026, até o dia 26 de janeiro, data da última atualização do painel do Ministério da Saúde, foram 27 suspeitas de sarampo no país.
“Pegando como exemplo esse caso confirmado, quando o município fez a identificação da suspeita, prontamente notificou o Ministério e já começou o bloqueio vacinal. Ou seja, levantou todas as pessoas que tiveram contato com o possível doente para identificar outros sintomáticos e eventuais fontes da infecção. Aí, bloqueia-se todo mundo, aplicando a vacina”, explica o diretor do PNI.
Em seguida, uma força-tarefa faz uma busca ativa de outros casos suspeitos, batendo de casa em casa no entorno de onde a pessoa possivelmente infectada vive. Esses vizinhos também são vacinados preventivamente.
Os profissionais de saúde também fazem uma varredura em laboratórios e unidades de saúde, à procura de pessoas com sintomas da doença que não tenham sido notificadas.
Vacinas de poliomelite, sarampo; caxumba e rubéola produzidas por Bio-Manguinhos/Fiocruz, exibidas no 9º Simpósio Internacional de Imunobiológicos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Quando a suspeita é descartada após exames laboratoriais, os esforços se encerram. Mas, se a infecção for confirmada, o paciente e sua comunidade continuam sendo monitorados por três meses, para descartar novas infecções, e, só então, é decretado oficialmente o fim da ocorrência.
As medidas de resposta a casos suspeitos também incluem uma flexibilização das normas de vacinação. Os bebês de 6 meses a 1 ano que tiveram contato com o possível doente ou que vivem em proximidade, também recebem a vacina, o que é chamado de “dose zero”. Ainda assim, devem tomar as duas doses na idade recomendada.
Preocupação com viagens
Eder Gatti garante que o Brasil tem as ferramentas para evitar que a situação vista em muitos países do continente se repita por aqui.
O diretor do PNI lembra que, em junho e julho, os três países com a situação mais grave com relação ao sarampo ─ Estados Unidos, México e Canadá ─ vão receber a Copa do Mundo de futebol, e muitos turistas, inclusive brasileiros. Esse trânsito pode ajudar a espalhar a doença.
Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já está publicando mensagens sobre a importância da vacinação em aeroportos e portos.
Mas há também os desafios internos: “Nós temos um país com muitas áreas turísticas que recebem estrangeiros, principalmente o nosso litoral, Amazônia, Pantanal, Foz do Iguaçu. E a gente tem uma ampla fronteira terrestre com várias cidades gêmeas, com circulação de muita gente. Por isso, não podemos nunca deixar de falar de sarampo e da vacinação e fazer ações para manter as altas coberturas”.