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Deputado Robinson rebate ACM Neto: “cada um tem o parceiro que merece, o de Jerônimo é Lula, o dele é o Rei do lixo”

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) rebateu às críticas feitas pelo ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e a parceria com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o parlamentar, as declarações de Neto são uma tentativa desesperada de desviar a atenção da Operação Overclean, que investiga corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo aliados próximos ao ex-prefeito, como o ex-secretário de Educação Bruno Barral, os empresários Samuel Franco e Marcos Moura, filiado ao União Brasil e conhecido como “Rei do Lixo” .

“ACM Neto está atordoado com o envolvimento de aliados e amigos em esquemas de corrupção milionários envolvendo, especialmente, recursos que deveriam ser utilizados para combater a seca. Em vez de prestar contas à sociedade sobre os escândalos, ele tenta, mais uma vez, manipular a opinião pública com críticas infundadas ao governo Lula e ao governo Jerônimo, que têm feito um trabalho sério e comprometido com o povo da Bahia”, afirmou Robinson Almeida. “Cada um tem o parceiro que merece, o de Jerônimo é Lula, o dele é o rei do lixo”, provocou o petista.

O deputado reforçou a importância estratégica da parceria entre os governos estadual e federal. Segundo ele, essa aliança tem permitido que a Bahia avance em diversas frentes, com obras e políticas públicas que transformam a realidade da população. O parlamentar destacou que, sob a gestão do presidente Lula, a Bahia tem recebido investimentos expressivos com o Novo PAC, que prevê R$ 97 bilhões para o estado, contemplando áreas como educação, saúde, infraestrutura e habitação.

“O ex-prefeito parece ave de agouro, ele não reconhece os investimentos, desconhece a realidade baiana, porque fica no ar condicionado ou viajando pela Europa e deixa nítido que torce contra nosso estado”, disparou Robinson.

O deputado do PT disse que a sondagem da ponte Salvador-Itaparica foi concluída e o equipamento “vai se tornar realidade, e se consolidando como uma das maiores obras de integração territorial do país”.

Robinson Almeida também lembrou que em Salvador o governo federal, na parceria com o governo do estado, realiza o maior investimento em mobilidade urbana em execução na capital com a construção do VLT. “O ex-prefeito não anda no Subúrbio, portanto, não sabe que as obras estão a todo vapor”, ironizou.

O deputado destaca que além da capital, os investimentos chegam a todo o estado, com entrega de novas escolas em tempo integral, policlínicas, hospitais regionais, estradas requalificadas, reforço na segurança pública e incentivo à agricultura familiar.

“Diferente dos tempos em que os recursos eram concentrados na capital, como ocorria nos governos liderados por seu avô, Antônio Carlos Magalhães, nos governos do PT os investimentos são descentralizados, democratizados e voltados ao desenvolvimento regional, promovendo justiça social e bem-estar para todos os baianos”, recordou.

O parlamentar ainda criticou a postura de ACM Neto durante o governo Bolsonaro, lembrando que o ex-prefeito apoiou a privatização da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), o que contribuiu para que a Bahia tivesse a gasolina e o gás de cozinha entre os mais caros do Brasil.

“Ele não deu um pio quando Bolsonaro entregou a refinaria e abandonou a Bahia. Agora, com Lula na presidência, os investimentos voltaram. É por isso que ele se incomoda”, disparou.

Para o deputado do PT, a retórica de ACM Neto é o retrato do desespero de quem perdeu o protagonismo político.

“O tempo das promessas vazias ficou para trás. O povo quer resultado, e é isso que Lula e Jerônimo estão entregando”, concluiu.

Raul Aguilar/OffNews

Governo lança cadastro nacional gratuito para cães e gatos; saiba como registrar seu pet

A partir desta quinta-feira (17), tutores de cães e gatos em todo o país poderão registrar oficialmente seus animais de estimação no novo Cadastro Nacional de Animais Domésticos, apelidado de “RG Animal”. A iniciativa promete facilitar a identificação e o cuidado com os pets, oferecendo um sistema gratuito e digital, acessível por meio da plataforma gov.br. As informações são do G1.

Batizado pelo governo de Sinpatinhas, o cadastro é fruto de uma lei sancionada em dezembro de 2024 e agora começa a funcionar na prática. O sistema cria um registro único, permanente e intransferível, que acompanhará cada animal ao longo da vida — mesmo que ele mude de tutor ou de residência.

A nova ferramenta será acessível a tutores, prefeituras, estados, clínicas veterinárias e ONGs de proteção animal. A proposta é centralizar dados importantes como endereço, idade, raça, histórico de vacinas, doenças e informações do responsável pelo animal. O cadastro também emitirá uma carteirinha digital com foto do pet e QR Code, que pode ser impresso e fixado na coleira, facilitando a identificação em caso de perda.

Segundo o governo federal, o sistema não terá qualquer custo para cidadãos, prefeituras ou entidades protetoras. ONGs que cuidam de animais abandonados também poderão realizar o cadastro de seus acolhidos.

Além de auxiliar na localização de cães e gatos desaparecidos, o Sinpatinhas permitirá que os tutores recebam alertas personalizados sobre campanhas regionais de vacinação, castração e microchipagem promovidas pelo poder público.

Com o novo sistema, o governo pretende criar um panorama mais preciso da população de animais domésticos no Brasil, ajudando a formular políticas públicas de bem-estar animal, combate ao abandono e incentivo à guarda responsável.

A adesão ao cadastro é voluntária, mas o Executivo Federal espera que a ampla divulgação da plataforma incentive a participação dos tutores e ajude a consolidar o Sinpatinhas como um instrumento essencial para a proteção animal no país.

Brasil 247

Agricultura Familiar ganha espaço na Páscoa com produtos artesanais e sustentáveis

Na Bahia, o que começa na sombra das cabrucas se transforma em chocolate de alta qualidade, gerando renda, inclusão e oportunidades para milhares de agricultores familiares. A força do cacau produzido de forma sustentável tem colocado o estado no mapa dos melhores chocolates do Brasil e, por trás desse avanço, está o fortalecimento de todo o sistema produtivo do cacau, impulsionado pelos investimentos do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).

A produção de chocolates da agricultura familiar foi o tema do episódio do Podcast Agricultura Familiar, da CAR, nesta terça-feira (15), no canal CARBahia, no YouTube. A edição destacou o protagonismo das cooperativas baianas no fortalecimento da cacauicultura e na criação de produtos com alto valor agregado, com sabor, identidade e sustentabilidade. E a Páscoa chega em ritmo acelerado para essas organizações produtivas, com expectativa de aumento nas vendas e novidades que reforçam o compromisso com a inclusão e a inovação no campo.

Este ano, a Natucoa Chocolates, marca da Coopessba (Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia), lançou os ovos de Páscoa veganos, produzidos com chocolate de origem e ingredientes naturais. A produção inclui três sabores: chocolate ao leite de coco com licuri (270g), chocolate branco com cereja (170g) e chocolate branco com pistache (170g), com 500 unidades de cada. A expectativa é de um crescimento de 30% nas vendas em relação à última Páscoa. Os ovos podem ser adquiridos no site www.natucoa.com.br.

Outra referência no segmento é a Bahia Cacau, marca da Coopfesba (Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências), sediada em Ibicaraí. Este ano, a cooperativa está produzindo 1.800 ovos com teores de 50% e 70% de cacau, disponíveis em versões de 180g, 200g e 250g. A produção está sendo impulsionada por encomendas feitas por empresas e atacadistas, com expectativa de crescimento nas vendas de 7% a 10%. Os produtos podem ser encontrados nas lojas físicas da cooperativa em Ibicaraí, Itabuna e Vitória da Conquista, e no Empório da Agricultura Familiar, em Salvador, ou adquiridos on-line pelo site www.mercaf.com.br.

Esses avanços foram possíveis com os investimentos do Governo da Bahia, por meio da CAR, empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), que estruturou as agroindústrias da Coopessba e da Coopfesba, com equipamentos modernos e apoio técnico, permitindo o aproveitamento total das amêndoas de cacau produzidas por agricultores familiares. Com isso, essas cooperativas deixaram de vender apenas matéria-prima e passaram a transformar o cacau em chocolates de alto valor agregado.

“A gente vem conseguindo agregar valor ao nosso produto com muito orgulho. O cacau deixou de ser só uma commodity e passou a ser transformado com afeto e técnica. Nossos chocolates veganos, por exemplo, mostram que dá pra inovar e, ao mesmo tempo, respeitar o meio ambiente, a saúde e a tradição das comunidades”, afirmou Carine Assunção, diretora administrativa da Coopessba, em sua participação no podcast.

Josivaldo Dias, gerente comercial da Bahia Cacau, também destacou a importância da estruturação da agroindústria: “O apoio da CAR foi decisivo para ampliarmos nossa produção e garantirmos que os produtores recebessem mais pela sua amêndoa de cacau. Hoje, produzimos chocolates com alto teor de cacau e padrão internacional, mostrando que a agricultura familiar pode ser sinônimo de excelência.”

Com políticas públicas bem direcionadas, a Bahia avança na consolidação de um sistema produtivo do cacau que respeita o bioma, gera oportunidades, valoriza as tradições e produz chocolates que conquistam consumidores cada vez mais atentos à origem e ao modo de produção dos alimentos que consomem.

Ascom/CAR

Inversão de valores: o cúmplice travestido de vítima

*Por Gervásio Lima –

É fácil, muito fácil, cobrar aquilo que não se consegue realizar. Demandar é cômodo, transferir responsabilidade é mais ainda. A necessidade de demonstrar poder, mesmo sem tê-lo, é comum entre os fracos, que geralmente se escondem atrás do potencial alheio

Esperar do próximo aquilo que não possui é uma forma bizarra de animosidade. Não tem como exigir o que não é recíproco. Em uma sociedade onde se busca a harmonia, o respeito às diferenças, e a garantia de direitos, a disputa de poder é vista como uma forma de ocupar os espaços ou a eles ter o acesso, ao contrário do abuso do poder, onde o egocentrismo encontra moradia para cometer as mais perversas e inaceitáveis maldades para impor os seus desejos.

O uso da dor, do sincretismo, do berço familiar e do sentimento de pertencimento, são elementos essenciais para os novos tipos de ‘abutres’, que se aproveitam do sofrimento e da crença do semelhante para obter os mais diversos tipos ilícitos de vantagens.

Provocar situações em busca de resultados pessoais ou da corja à qual se está inserido, é uma espécie de ‘modus operandi’ do mau-caratismo de sujeitos vis. Ser influenciado ou persuadido por aquele que vive e pratica o mal nem sempre é inocência, mas vontade de ser igual: um cúmplice travestido de vítima.

Que nessa Semana Santa, uma das celebrações mais importantes para os cristãos – quando é relembrada a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo – a figura de Judas Iscariotes, aquele que traiu Jesus, entregando-O à morte, por 30 moedas de prata, após ter participado da Última Ceia, sirva como exemplo de quão é necessário o máximo de cuidado para não se deixar surpreender com as maldades dos falsos profetas.

*Jornalista e Historiador

JACOBINA: Fornecedores de mineradora apresentam resultados de programa de capacitação com foco em ESG

Durante evento realizado na tarde desta terça-feira (15), no auditório da Associação Comercial e Industrial de Jacobina (Acija), foram apresentados os resultados do Procompi – Programa de Capacitação e Engajamento da Cadeia de Fornecedores da Pan American Silver na adoção de critéiros ESG (Environmental, Social, and Governance).

As Empresas, com atuação em Jacobina, que foram convidadas para participar do Programa de Capacitação, apresentaram os resultados na governança e as mudanças ocorridas no ambiente trabalho e, como definição do propósito e identidade, a implantação dos conceitos “missão, visão e valores”, como meio de orientar as ações e guiar a tomada de decisões.

O jovem empresário do ramo alimentício, Levi Bahia, ressalta que suas empresas estão engajadas com práticas sustentáveis devido aos seus benefícios. Segundo o mesmo, integrar os critérios ESG na estratégia de negócios não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para empresas que desejam se manter relevantes e competitivas no mercado atual.

“Ao aderir às boas práticas ESG reforça o nosso posicionamento de estímulo à sustentabiliade tanto ambiental, quanto social. Entendemos que podemos contribuir com a qualidade de vida das pessoas e ao mesmo tempo com a elevação da reputação das nossas empresas, bem como para a evolução de seus resultados e, consecutivamente, sua maturidade, seguindo a tendência do mercado”, ponderou.

Participaram do Procompi, as empresas: Delly Pães, Ykedin Restaurante Oriental, Vidraçaria Bom Preço, ARC Empreendimentos, Jacobina Material de Limpeza, Mix Variedades, Casa da Construção, Montcheco, ABS Energia, Plotec Comunicação Visual, Muralha Construtora e Expresso Planalto.

O empresário Leví Bahia, com a placa comemorativa, foi um dos participantes da capacitação

Governo propõe salário mínimo de R$ 1.630 em 2026

O salário mínimo em 2026 deverá ser de R$ 1.630, com aumento nominal de 7,37%. O reajuste consta do Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, enviado nesta terça-feira (15) ao Congresso Nacional.

Atualmente, o salário mínimo está em R$ 1.518. O reajuste segue a projeção de 4,76% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para os 12 meses terminados em novembro mais o teto de crescimento de gastos de 2,5% acima da inflação, determinado pelo arcabouço fiscal. A estimativa para o INPC também consta do PLDO.

O projeto também apresentou previsões de R$ 1.724 para o salário mínimo em 2027, de R$ 1.823 para 2028 e de R$ 1.925 para 2029. As projeções são preliminares e serão revistas no PLDO dos próximos anos.

Em 2023, o salário mínimo voltou a ser corrigido pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do PIB, soma das riquezas produzidas pelo país, de dois anos antes. Essa fórmula vigorou de 2006 a 2019. Por essa regra, o salário mínimo aumentaria 3,4% acima do INPC.

O pacote de corte de gastos no ano passado, no entanto, limitou o crescimento. Isso porque o salário mínimo entrou nos limites do arcabouço fiscal, que prevê crescimento real (acima da inflação) dos gastos entre 0,6% e 2,5%. Dessa forma, foi criada uma trava que reduziu o crescimento real de 3,4% para 2,5%.

Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, cada aumento de R$ 1 no salário mínimo tem impacto de aproximadamente R$ 400 milhões no Orçamento. Isso porque os benefícios da Previdência Social, o abono salarial, o seguro-desemprego, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e diversos gastos são atrelados à variação do mínimo. Na Previdência Social, a conta considera uma alta de R$ 115,3 bilhões nas despesas e ganhos de R$ 71,2 bilhões na arrecadação.

Agência Brasil

Jaques Wagner descarta qualquer negociação sobre projeto de anistia dos atos golpistas de 8 de janeiro

Em contundente entrevista publicada nesta segunda-feira (15) pelo jornal Valor Econômico, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou ser totalmente contrário ao projeto de anistia que visa beneficiar os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O senador declarou que não há espaço para acordos ou negociações em torno da proposta: “Comigo não tem acordo, eu sou contra o projeto da anistia em qualquer hipótese”.

Para Wagner, os atos representaram a maior afronta à democracia brasileira desde o fim da ditadura militar, em 1985. “Depredaram três Casas aqui [na Praça dos Três Poderes], símbolos da democracia. Então, estou pouco me lixando se Bolsonaro vai ser ou não vai ser candidato em 2026”, disse. Ele rejeita a ideia de que sua posição tenha motivação eleitoral, embora reconheça que uma eventual candidatura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, serviria de inspiração para os bolsonaristas. Segundo Wagner, se Jair Bolsonaro for candidato, “será o mais fraco” entre os nomes da oposição.

Pressão das redes e base parlamentar fragmentada

Ao comentar a adesão de 146 deputados da base governista ao pedido de urgência para a tramitação da proposta de anistia, Wagner culpou a influência das redes sociais. Mostrando seu celular ao repórter, disse: “Isso tem a ver com isso aqui, uma gente que é escrava da rede social, que ouviu ‘assine, assine, assine’”.

O senador também criticou o pragmatismo parlamentar em torno das emendas: “Os deputados se movimentam em torno do governo ou das emendas? Esse que é o problema. Alguns têm mais de R$ 80 milhões [em emendas parlamentares]”. Segundo ele, há uma percepção generalizada entre os parlamentares de que esses recursos representam “direitos adquiridos”.

Contra comparações com a anistia de 1979

Wagner rejeitou comparações entre a proposta atual e a Lei da Anistia de 1979: “Vivíamos na ausência da democracia. Terminava uma página da história brasileira. Agora o que foi que virou na página? A única coisa que virou é que a gente conseguiu impedir um golpe, que tinha como proposta matar o presidente da República, o presidente do TSE, o vice-presidente”. Para ele, se o Congresso aprovar a anistia, “a classe política pirou”.

Críticas à PEC da Segurança e avaliação do governo

Na entrevista, o senador também falou sobre segurança pública e a chamada PEC da Segurança. Ele defendeu o debate em torno do tema, mas rejeitou a retórica de “bandido bom é bandido morto”: “Vou perguntar aos nossos queridos irmãos religiosos se eles vão pregar ‘bandido bom é bandido morto’. Só isso. Precisa saber o que a sociedade quer”.

Sobre a baixa aprovação do governo Lula em pesquisas recentes, Wagner identificou o preço dos alimentos como principal fator negativo. “Dói muito mais no povo a carestia do que as pautas identitárias”, afirmou. Apesar disso, acredita que a situação pode se reverter: “Faço a mesma leitura que fiz em 2005. Lula estava morto politicamente e se reelegeu em 2006”.

Projeções para 2026 e relação com aliados

Wagner vê a eleição de 2026 como um desafio que exigirá articulação e aliança com setores moderados do Congresso. Ele defende uma frente ampla e não descarta disputas internas no PT, especialmente na Bahia, onde ele, o ministro Rui Costa e o senador Angelo Coronel (PSD) poderão disputar duas vagas ao Senado.

Para ele, Lula ainda é o nome mais forte para a eleição presidencial de 2026: “Ele não é esquerda tradicional. Quando se diz que ele é um cristão justiceiro, esse é o mote dele. Tem fé, tem uma referência da mãe fortíssima e empolga pela justiça social, até porque ele foi sofredor da injustiça social na pobreza”.

Wagner encerra afirmando que o presidente Lula sabe usar a política como principal ferramenta de articulação. “Ele já tinha gratidão ao Davi [Alcolumbre]. O Hugo [Motta] ele não conhecia. O Lula sabe que a grande ferramenta, a grande arma dele, é o exercício da política”.

Brasil 247

Veja os 10 golpes mais aplicados contra clientes bancários em 2024

Os golpes do WhatsApp, das falsas vendas e da falsa central/falso funcionário de banco foram as principais armadilhas aplicadas em clientes de bancos no ano passado, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). 

“Em um mundo cada vez mais digital e interconectado, a criatividade dos criminosos não conhece limites. A cada dia, novas tentativas de golpes surgem, visando enganar e prejudicar a população”, alerta a entidade. 

Em 2024, os clientes relataram terem sofrido com maior frequência os golpes de: 

Golpe do WhatsApp, com 153 mil reclamações

Falsas vendas, com 150 mil reclamações

Falsa central, com 105 mil reclamações

Pescaria digital, o chamado Phishing, com 33 mil reclamações

Falso investimento, com 31 mil reclamações  

Troca de cartão, com 19 mil reclamações

Envio de falso boleto, com 13 mil reclamações

Devolução de empréstimo, com 8 mil reclamações

Mão fantasma, com 5 mil reclamações

Falso motoboy, com 5 mil reclamações

Golpe do Whatsapp 

O golpe do WhatsApp acontece quando criminosos tentam clonar a conta de WhatsApp da vítima. A Febraban orienta a habilitar, no aplicativo, a opção “Verificação em duas etapas”. Desta forma, é possível cadastrar uma senha que será solicitada periodicamente pelo aplicativo.

Nesse tipo de golpe, o criminoso tenta cadastrar o WhatsApp da vítima em outro aparelho. Para obter o código de segurança que o aplicativo envia por SMS sempre que é instalado em um novo dispositivo, o falsário envia uma mensagem se fazendo passar por algum tipo de serviço de atendimento ao cliente. Nessa mensagem é solicitado o código para a vítima.

Falsa venda 

No golpe de falsa venda, os criminosos criam páginas falsas que simulam e-commerce, enviam promoções inexistentes por e-mails, SMS e mensagens de WhatsApp e investem na criação de perfis falsos de lojas em redes sociais.

A orientação é ficar atento a falsas promoções ou a preços praticados muito abaixo dos cobrados pelo comércio. Também é importante tomar cuidado com links recebidos em e-mails e mensagens e dar preferência aos sites conhecidos para as compras.

Falsa central bancária

Já no golpe da falsa central bancária ou falso atendente, os criminosos se passam por funcionários do banco ou empresa com a qual o cliente tem um relacionamento ativo. Geralmente, nesse contato, o estelionatário diz haver algum tipo de problema na conta ou relata alguma compra irregular.

A partir daí, solicita os dados pessoais e financeiros da vítima e orienta que realize transferências alegando a necessidade de regularizar problemas na conta ou no cartão.

Nesses casos, a Febraban orienta o cliente a sempre verificar a origem das ligações e mensagens recebidas contendo solicitações de dados.

“Os bancos podem entrar em contato com os clientes para confirmar transações suspeitas, mas nunca solicitam dados pessoais, senhas, atualizações de sistemas, chaves de segurança, ou ainda que o cliente realize transferências ou pagamentos alegando estornos de transações. Ao receber uma ligação suspeita, o cliente deve desligar, e de outro telefone, deve entrar em contato com os canais oficiais de seu banco”, diz a entidade.

Phishing 

No caso do phishing, ou pescaria digital, a fraude é praticada mediante o envio de links suspeitos contendo vírus que capturam os dados pessoais das vítimas. Esse envio pode ser feita por meio de e-mails de mensagens falsas que induzem o usuário a clicar em links suspeitos.

A orientação é nunca clicar em links recebidos por mensagens e manter os aplicativos de antivírus sempre atualizados.

Falso Investimento 

O golpe do falso investimento geralmente é praticado por meio da criação de sites de empresas de fachada e perfis em redes sociais para atrair as vítimas e convencê-las a fazerem investimentos altamente lucrativos e rápidos. Por isso, é importante desconfiar de promessas de rendimentos ou retornos muito acima daqueles praticados no mercado.

Troca de cartão 

O golpe da troca de cartão geralmente ocorre quando golpistas que trabalham como vendedores trocam o cartão na hora de devolvê-lo, após uma compra. Eles prestam atenção na senha digitada na maquininha de compra e depois fazem compras com o cartão do cliente. 

Agência Brasil

MIRANGABA: Rede estadual de ensino realiza primeira etapa dos Jogos Escolares da Bahia (JEB) 2025 (FOTOS)

Corrida de rua, desfile da Fanfarra Municipal e apresentações de grupos de danças marcaram nesta segunda-feira (14), o início das competições da Etapa Escolar dos Jogos Escolares da Bahia (JEB) 2025, das unidades da rede estadual de ensino de Mirangaba. A concentração foi no Centro Educacional Soror Joana Angélica, pertencente ao Núcleo Territorial de Educação do Piemonte da Diamantina (NTE 16).

O JEB é promovido pela Secretaria da Educação do Estado (SEC), com apoio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), e ocorre anualmente com o objetivo de integrar o esporte à formação educacional dos estudantes.

A estrutura dos jogos é composta por quatro fases: Escolar, Territorial, Interterritorial e Estadual. Os estudantes classificados na Etapa Estadual representarão a Bahia na Etapa Nacional dos Jogos da Juventude, organizada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), entre os dias 10 e 25 de setembro de 2025, em Brasília.

Competições e modalidades esportivas: O JEB 2025 contempla modalidades coletivas e individuais. Dentre as coletivas estão: futsal, handebol, basquete, voleibol e xadrez. As modalidades individuais incluem atletismo, ginástica rítmica, vôlei de praia, ciclismo, natação, badminton, judô, wrestling e tênis de mesa.

Etapas do JEB 2025: Etapa Escolar; Etapa Territorial (entre abril e maio); Etapa Interterritorial (maio e junho) e Etapa Estadual (prevista para julho).

Participação: Somente as unidades escolares que realizam jogos ou festivais na Etapa Escolar podem participar dos Jogos Escolares da Bahia.

Educação que honra as raízes: Bahia celebra povos originários com avanços na rede estadual

O Dia dos Povos Originários, celebrado em 19 de abril, ganha novo significado na Bahia, onde a educação pública tem sido um dos pilares do reconhecimento às culturas indígenas. Por meio da Secretaria da Educação do Estado (SEC), o governo estadual fortalece a Educação Escolar Indígena com investimentos que ultrapassam os R$ 70 milhões. As ações incluem construção, ampliação e modernização de escolas, valorização do magistério indígena e estímulo ao protagonismo estudantil, respeitando as línguas, tradições e modos de vida dos povos originários.

Atualmente, a rede estadual conta com 71 escolas indígenas – 27 sedes e 44 anexos – em 27 municípios, atendendo mais de 11 mil estudantes. Já foram concluídas dez intervenções estruturais em cidades como Paulo Afonso, Glória, Rodelas e Prado. Entre os 700 professores indígenas em atividade, 88 são efetivos e 612 atuam em Regime Especial de Direito Administrativo (REDA). A sanção da lei que reestrutura a carreira do magistério indígena garantiu direitos, gratificações e equiparação salarial aos demais docentes da rede.

“A Bahia vive uma verdadeira revolução na implementação da Educação Escolar Indígena, resultado de um projeto político que escuta as lideranças e garante currículo contextualizado, valorização da carreira docente indígena, construção de escolas nas aldeias e oferta de material didático específico”, afirma Poliana Rios, diretora da Educação de Povos e Comunidades Tradicionais da SEC. “Além disso, há um compromisso com a valorização da juventude e, principalmente, com o protagonismo dos mais de 30 povos indígenas baianos.”

As ações seguem os princípios da Lei Federal nº 11.645/08, que torna obrigatória a inclusão da história e cultura afro-brasileira e indígena nos currículos. A SEC, com o apoio da Superintendência de Políticas para a Educação Básica (SUPED), da Diretoria de Educação dos Povos e Comunidades Tradicionais (DEP) e da Coordenação de Educação Escolar Indígena (CEEI), assegura uma política pública construída com as comunidades e lideranças indígenas, promovendo uma educação bilíngue, diferenciada e intercultural.

“A educação escolar indígena se diferencia por integrar as tradições, saberes e formas próprias de organização das comunidades indígenas ao processo pedagógico, promovendo um diálogo constante entre culturas”, afirma Marcineia Tupinambá, coordenadora pedagógica do Colégio Estadual Indígena Tupinambá de Acuipe de Baixo (CEITAB), em Ilhéus. Segundo ela, as aulas no CEITAB são realizadas em espaços como praias, rios e manguezais, valorizando a proximidade com a natureza. “Há a participação de lideranças e pessoas sábias da comunidade dentro da escola, o que torna o processo de aprendizagem verdadeiramente diferenciado.” Marcineia destaca ainda que esse modelo fortalece a identidade e a formação política dos estudantes desde a infância, preparando-os para se reafirmarem como Tupinambá e atuarem em diferentes contextos sociais.

“Nossos mais velhos sonharam com uma escola dentro da nossa comunidade, que respeitasse e valorizasse a nossa identidade cultural. Hoje, somos a prova da realização desse sonho e temos o grande orgulho de pisar em um chão que é fruto da luta de cada um de nós”, revela a estudante egressa do Colégio Estadual Indígena Capitão Francisco Rodelas, localizado em Rodelas, que foi aprovada em Medicina, pela Universidade Estadual da Bahia (Uneb), e, em Psicologia, pela Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Entre os projetos em destaque estão o Encontro da Educação Escolar Indígena, o Programa Ação Saberes Indígenas na Escola, os Jogos Estudantis Indígenas da Bahia (JEIBA) e ações voltadas à valorização ambiental e cultural. Essas iniciativas contribuem para o combate ao preconceito, o fortalecimento da identidade e a construção de uma sociedade mais justa, com base no intercâmbio de saberes e no respeito à diversidade.

A celebração do 19 de abril vai além da data simbólica: é a reafirmação do compromisso da Bahia com uma educação de qualidade para todos os povos. Municípios como Abaré, Banzaê, Pau Brasil, Ilhéus, Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália já colhem os frutos de uma política educacional que transforma vidas, fortalece identidades e honra a ancestralidade dos povos Pataxó, Tupinambá, Tumbalalá, Kiriri, Kaimbé, Xukuru-Kariri, Atikum, Pankararé, entre outros.

Ascom/SEC