Dr. Rey diz que pode deixar cidadania se não ganhar cargo de Bolsonaro: ‘O Brasil não me quis’

15 de novembro de 2018, 11:50

Dr. Rey diz que pode deixar cidadania se não ganhar cargo de Bolsonaro

O cirurgião das celebridades Robert Rey, 57, conhecido como Dr. Rey, diz ter recebido um convite para servir à Marinha americana e que cogita aceitar o cargo caso não seja recrutado como Ministro da Saúde ou embaixador do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Para isso, ele precisaria abrir mão da cidadania brasileira. "Como o Brasil não me quis, vou servir à nação que me adotou", disse o cirurgião plástico, que se divide entre o consultório em Beverly Hills, tema de um reality show, e o Brasil. "Irei com uma lágrima no olho, porque meu coração ficou no Brasil." Apesar de achar que esse será o seu destino, Rey afirma que a decisão ainda não foi tomada. Na sexta (9), o médico foi à casa de Bolsonaro, no Rio, para discutir uma possível participação no governo, mas não foi recebido pelo presidente eleito, que estava em reunião com os embaixadores de Alemanha e Argentina. O médico se diz humilhado pela repercussão do caso pela imprensa e afirma que a reunião estava agendada, mas foi remarcada. "Estou numa idade que você sente a necessidade de servir. Em dez anos eu estou morto. Eu não quero me aposentar jogando baralho em Las Vegas, quero me aposentar dando minha vida às minhas nações", diz. Filho de pai americano com mãe brasileira, Rey emigrou para os Estados Unidos aos 12 anos. Ele ficou famoso pelo programa de televisão de cirurgias plásticas Dr 90210 nos EUA, exibido no Brasil pela RedeTV como Dr. Hollywood. Ele se lembra de sua frustrada candidatura a deputado federal por São Paulo pelo PSC, em 2014, então o mesmo partido do atual presidente eleito. "Perdi para um palhaço, um modelo pornô e um funkeiro", disse. Neste ano, Rey estudou disputar a Presidência da República pelo PRB, mas desistiu por pressão de sua ex-mulher. "A esposa disse que eu não podia mais me candidatar, porque estavam ameaçando minha família. O gringo não entende essas coisas." O médico confessa ainda ter alfinetado Bolsonaro quando questionou o baixo número de projetos aprovados pelo então deputado, em entrevista ao programa do humorista Danilo Gentili (SBT), em 2017. Ele minimiza, contudo, como uma brincadeira comum entre adversários políticos. "Uma vez que ficou óbvio que ele seria o líder do movimento da direita, todos [pré-candidatos] entramos em linha e o apoiamos." Sobre sua visita a Bolsonaro na semana passada, ele garante que o encontro estava marcado. "Não foi só eu, havia outros deputados que não conseguiram fazer a reunião com ele porque o embaixador da Alemanha e da Argentina estavam lá, então somente remarcamos para outro horário, mas a mídia, a 'fake news', não todos, enlouqueceram e falaram que ele não quis me ver." Segundo Rey, um novo encontro entre ele e Bolsonaro deve acontecer em janeiro. Até lá, no entanto, ele precisa decidir se abandona a cidadania brasileira. "Estou muito cansado da humilhação que eu recebi do Brasil. Eu só queria trabalhar de graça, servindo nosso Brasil." "Prefiro a minha nação, mas se a minha nação não me quer, eu vou servir à nação que me adotou. E a marinha de guerra americana precisa de cirurgiões, começam com cargos altos, de capitão. Eu pedi para ir ao combate, quero ser parte do [grupo de elite] Navy Seals no deserto do Iraque." Rey acredita ter currículo adequado para cargos do governo. "Eu sou formado em ciência política, economia e cirurgia em Harvard. Não é só ministro da Saúde, mas eu poderia ser chamado para ser embaixador", diz. Se for chamado a assumir a pasta, ele pretende implementar o que chama de plano roxo, que substituiria o SUS (Sistema Único de Saúde). O modelo seria semelhante ao existente nos EUA, com a população sendo atendida na rede privada por meio de vales. "Quem é idoso, como eu, ganha um vale maior", afirma. Ele acredita que Bolsonaro fará um ótimo trabalho e que o juiz Sergio Moro, futuro Ministro da Justiça, será eleito em seguida. "Vão ser dois mandatos, por oito anos, e depois entra o [Sergio] Moro por mais oito anos, então não vai ter lugar no Brasil pra mim, se não me recrutam como ministro ou embaixador." "São 220 países, por que não Rey, embaixador da Suíça? Rey, embaixador dos Estados Unidos? Se o Brasil não tem um lugar pra mim em nenhuma parte do governo, então eu vou deixar o Brasil." (Folhapress)

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Presidente do Senado diz que senadores estão ‘horrorizados’ após conversa com Paulo Guedes

15 de novembro de 2018, 11:43

(Foto: Montagem de fotos: Fátima Meira/Futura Press – REUTERS/Sergio Moraes)

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE) saiu bastante insatisfeito da primeira conversa que teve com Paulo Guedes, guru econômico do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e futuro ministro da Economia. Em relato ao Buzzfeed, Eunício contou sobre como teria sido o encontro com Guedes, na presença de outros senadores, pouco antes da celebração dos 30 anos da Constituição, na última terça-feira (6). Dizendo que seus colegas ficaram “horrorizados” com a postura do economista, Eunício diz ter saído da reunião com uma certeza: “Esse povo que vem aí não é da política, é da rede social”. De acordo com o presidente do Senado, Paulo Guedes o pressionou para que pautasse logo, para aprovação ainda neste ano, a reforma da Previdência. Para que a reforma seja votada, no entanto, é necessário que o presidente Michel Temer suspensa ou encerre a intervenção federal decretada na segurança pública do Rio de Janeiro. Como a reforma é uma proposta de emenda à Constituição (PEC), não pode ser votada enquanto qualquer ente da Federação estiver sob intervenção. Eunício relatou ter dito a Guedes que obedece à vontade da maioria e, por isso, não poderia pautar a matéria de qualquer jeito. Lembrou ainda que há prioridades, como a votação do orçamento para o ano que vem. A conversa que começou em tom ameno se tornou ríspida, disse o senador. “Ele olhou para mim e disse que orçamento não é importante, importante é aprovar reforma da Previdência. […] Ele me disse: ‘Vocês não aprovam orçamento, orçamento eu não quero que aprove não’. Mas não é o senhor querer, a Constituição diz que só podemos sair em recesso após a aprovação”, relatou Eunício, acrescentando ter sido interrompido quando falou sobre a impossibilidade de recesso parlamentar sem a aprovação do orçamento. “Não, eu só quero reforma da Previdência. Se vocês não fizerem vou culpar esse governo. Vou culpar esse Congresso e o PT volta, e vocês vão ser responsáveis pela volta do PT”, bradou o economista, sempre segundo o relato do presidente do Senado. Em um determinado momento, Eunício afirmou ter deixado a sala onde ocorreu a reunião ao avistar a procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Nessa altura, Guedes ficou conversando com o atual líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). “Então eu vi a Raquel Dodge lá na frente e saí para conversar com ela, e ele seguiu conversando com o Fernando Bezerra, que saiu de lá horrorizado”, recordou o senador. O Buzzfeed lembrou que o mal-estar só aumentou após a solenidade, quando Guedes declarou aos jornalistas que uma “prensa” tinha que ser dada no Senado para que a reforma fosse logo votada. O economista foi logo em seguida repreendido por Bolsonaro. “Ele foi lá para a porta do Ministério da Fazenda e disse que tem que dar uma prensa. Eu digo que aqui ninguém dá prensa. Aqui você convence, discute, ganha, perde. Agora, prensa ninguém vai dar em mim”, rebateu Eunício.

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Entenda como funciona o Mais Médicos e por que Cuba decidiu deixar o programa

15 de novembro de 2018, 11:36

Médicos cubanos que mudaram a vida de milhares de brasileiros vão deixar o País (Foto: Reprodução)

Nesta quarta-feira (14), o governo de Cuba anunciou a saída dos médicos cubanos do programa Mais Médicos. A decisão foi tomada em retaliação a exigências feitas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), para a continuação do programa. Abaixo, entenda como funciona o Mais Médicos e por que os cubanos são contratados em um regime diferente daquele aplicado aos profissionais brasileiros e de outras nacionalidades. O que é o programa Mais Médicos? O Mais Médicos foi criado em outubro de 2013, no governo Dilma Rousseff (PT). O principal eixo é a contratação de médicos para atuar em postos de saúde de municípios e localidades onde faltam profissionais. Além disso, o programa inclui ações de expansão do número de vagas de cursos de graduação, especialização e residência médica e melhoria de infraestrutura da saúde. Que médicos podem participar? Há uma ordem na escolha dos médicos. A prioridade é para aqueles com registro no país. Isso inclui médicos brasileiros formados no Brasil, mas também estrangeiros formados aqui e brasileiros ou estrangeiros formados fora do Brasil que tiveram seus diplomas revalidados pelo governo brasileiro. Se ainda restarem vagas, a oferta é liberada para médicos brasileiros formados no exterior que não tiveram o diploma revalidado. Não sendo preenchidas as vagas, podem ser chamados médicos estrangeiros formados no exterior e sem diploma revalidado no Brasil. Por fim, se todas essas categorias não completarem o número de vagas oferecidas, são chamados os médicos cubanos. Quanto recebem os médicos do programa? O valor pago, atualmente, é de R$ 11.865,60 (houve reajuste no início deste ano). Os cubanos, contudo, recebem cerca de R$ 3.000. O governo brasileiro arca com o valor total da bolsa, mas o governo de Cuba fica com a maior parte. Como é o contrato e o pagamento a Cuba? Diferentemente do que acontece com os médicos brasileiros e de outras nacionalidades, os cubanos recebem apenas parte do valor da bolsa paga pelo Mais Médicos. Isso porque, no caso de Cuba, o acordo que permite a vinda dos profissionais é firmado com a Opas (Organização Panamericana de Saúde). O contrato, portanto, não é firmado individualmente com cada médico, já que eles são funcionários do Ministério da Saúde Pública de Cuba. Pelo contrato, o governo brasileiro paga à Opas o valor integral do salário, que, por sua vez, repassa a quantia ao governo cubano. Havana paga uma parte ao médicos (cerca de um quarto), e retém o restante. Isso está previsto no acordo firmado com o governo brasileiro quando o Mais Médicos foi criado. Quais as exigências feitas por Jair Bolsonaro (PSL)? Segundo publicação do presidente eleito em sua conta no Twitter, a continuidade do acordo foi condicionada à "aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos" e à "liberdade para trazerem suas famílias". O que disse o governo cubano? O Ministério da Saúde Pública de Cuba decidiu não mais participar do Mais Médicos. Em nota, afirmou que Bolsonaro "com referências diretas, depreciativas e ameaçando a presença de nossos médicos, disse e reiterou que vai modificar os termos e condições do Programa Mais Médicos, com desrespeito para a Organização Panamericana da Saúde e o que foi acordado por ela com Cuba, ao questionar a preparação de nossos médicos e condicionar sua permanência no programa à revalidação do título e como única forma a contratação individual." O texto também afirma que "as mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e descumprem as garantias acordadas desde o início do programa". Qual o tipo de atuação desses médicos cubanos? Os cubanos são o último grupo na lista de prioridade para alocação de vagas. Ou seja, ficaram com as vagas que não foram preenchidas por brasileiros e por estrangeiros de outras nacionalidades. Assim, a maioria dos cubanos foi para locais que os outros profissionais não quiseram ir. Isso inclui periferias de cidades grandes, municípios menores e com menos estrutura e distritos indígenas. Há restrição de nacionalidade para os médicos estrangeiros? Sim, mas apenas no caso daqueles que não se formaram no Brasil. Eles não podem ser de países em que a proporção de médicos por mil habitantes seja inferior a 1,8. Essa é a proporção que o Brasil tinha em 2013, quando o Mais Médicos foi criado. Há quantos médicos cubanos trabalhando pelo Mais Médicos? Atualmente, o programa soma 18.240 vagas distribuídas em cerca de 4.000 municípios. Destas, cerca de 8.500 (aproximadamente 47%) são ocupadas por médicos cubanos. Eles trabalham em 2.885 cidades, sendo que 1.575 municípios só possuem cubanos no programa (80% desses locais têm menos de 20 mil habitantes). São 300 os médicos de Cuba que atuam em aldeias indígenas, o que corresponde a 75% do total que atende essa população.Outras 4.721 (25,8%) vagas são ocupadas por brasileiros formados no Brasil e 3.430 (18,8%) por intercambistas (médicos brasileiros formados no exterior ou de outras nacionalidades). Há ainda outras 1.533 vagas que não foram ocupadas. Como fica o programa? Haverá alguma mudança imediata? Ainda não se sabe. À Folha o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, disse que a pasta ainda não foi comunicada oficialmente da decisão do governo de Cuba. "Estamos avaliando ainda. Precisamos ser comunicados oficialmente para saber como será a transição", disse. Questionada, a Opas disse ter comunicado o Ministério da Saúde na manhã desta quarta-feira (14), após saber da decisão de Cuba. Ainda não há informações de como deve ocorrer a saída dos profissionais cubanos, mas a previsão é que os médicos deixem o país até no máximo 31 de dezembro -antes, assim, da posse de Bolsonaro. Há médicos brasileiros suficientes para reposição? Em tese sim, mas a reposição levaria tempo. Hoje, há 1.533 vagas não preenchidas entre as 18 mil disponíveis. Os últimos três editais abertos no programa tiveram vagas preenchidas apenas com brasileiros. Ainda assim, a saída dos cubanos deixaria um buraco de 8.000 profissionais, e boa parte da vaga está em locais mais pobres e com menos estrutura, onde os médicos brasileiros nem sempre querem ir. Seria preciso, portanto, criar novos incentivos para atrair profissionais a essas localidades. Mauro Junqueira, presidente do Conasems (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde), acredita que é possível suprir as baixas, mas isso não acontecerá de forma imediata. (Folhapress)   Relembre alguns exemplos marcantes: 1. Mortalidade infantil chega a zero após Mais Médicos no Piauí 2. Cubanos trazem ao Brasil uma nova forma de exercer medicina 3. Médica cubana utiliza ‘método diferente’ em 1º dia de trabalho 4. Mãe implora por retorno de médico cubano a comunidade 5. Por que o povo brasileiro passou a amar os médicos cubanos? 6. Pacientes do agreste agradecem ‘de joelhos’ chegada de médicos cubanos 7. Como um médico cubano está reduzindo o uso de antibióticos em aldeias indígenas 8. Globo é obrigada a reconhecer qualidade dos médicos cubanos 9. Os médicos cubanos na visão de um inglês que vive no Brasil 10. Por que os brasileiros preferem os médicos de Cuba?

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Mentira tem perna curta

26 de outubro de 2018, 06:46

(Foto: Divulgação)

* Por Gervásio Lima. - O francês Henri De Toulouse-Lautrec, falecido no primeiro ano do século passado, foi um dos grandes nomes da pintura mundial, mas entrou para história por causa de um dom literalmente não confiável. O artista mentia tanto, e com tanta frequência, que os bares da boemia parisiense diziam que seu talento com as lorotas era tão grande quanto sua vocação artística. A baixa estatura de Lautrec, causada por um deficiência que prejudicara o crescimento das pernas, somada às suas cascatas deu a origem do ditado "mentira tem pernas curtas". A Bíblia diz que o diabo é o pai da mentira e que todos que estão cegos pela mentira são seus filhos. Isso significa que a mentira é muito perigosa, porque é obra do diabo. Em João 8:44, Jesus explicou sobre o caráter do diabo: é homicida (seu propósito é nos destruir), rejeitou a verdade (ao se rebelar contra Deus), a mentira é sua “língua materna” (ele mente o tempo todo) e é o pai da mentira (a mentira é sua grande obra). Diversos são os exemplos de resultados negativos provenientes do hábito de mentir. Infelizmente o emissor da fraude não é o único prejudicado. Numa espécie de efeito dominó, uma série de acontecimentos causados por um único fato é capaz de prejudicar e destruir histórias e até vidas. A mentira não vai muito longe, uma hora ou outra ela é desmascarada e a verdade se sobressai, mas em muitos casos ‘daqui que se prove que focinho de porco não é tomada’, o estrago já foi feito e as consequências podem ser as piores possíveis. Nem sempre se tem o que merece, mas com um pouquinho de esforço ou contando com a sorte se consegue o que almeja. Geralmente se colhe o que planta. ‘Atitudes tomadas pela emoção podem prejudicar um milhão’. É sempre bom lembrar que o certo não dói, caso contrário, a vaca pode ir para o brejo. Forte é o povo! * Jornalista e historiador

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Onde houver ódio, que eu leve o amor

17 de outubro de 2018, 17:20

* Por Gervásio Lima   A única certeza que se tem na vida é a morte, o restante são incertezas e ‘previsões imprevisíveis’. A astrologia, pseudociência que garante prover informações sobre, entre outros, assuntos relacionados à vida do ser humano, também se confunde, para não dizer erra, e feio, em muitas de suas teorias, portanto, o improvável será sempre improvável. Muitas coisas acontecem na vida das pessoas de forma involuntária, mas existem situações que é possível que o indivíduo antecipe seus resultados. Porque meter a mão na cumbuca, (expor-se ao perigo; envolver-se com o que não deve), sabendo que a probabilidade de dar errado é infinitamente maior do que dar certo? Para se evitar ser uma ‘Maria vai com as outras’, ou seja, ser uma pessoa que prefere não ter seus próprios posicionamentos e opiniões, que se deixa convencer com facilidade, é necessário que se trabalhe a razão, buscando informações sobre o que realmente deseja. Se com os meios de comunicação que eram disponíveis, até o advento da internet, como rádio e televisão, Já era possível se munir de informações sobre uma gama de assuntos, nos tempos atuais o conhecimento é quase que automático; se consegue ver, ler e ouvir tudo instantaneamente. Por tanto, desconstruindo a trivial frase “errar é humano”, não é aceitável a desculpa de cometer ou ter cometido um engano por não ter obtido um conhecimento antecipado. O ser humano não está imune a erros que na maioria das vezes prejudica e machuca o físico e o espiritual, afetando não somente os que os cometem mais muitos outros que passam a serem vítimas das atitudes incorretas. É sempre bom lembrar que a decepção, geralmente fruto do excesso de expectativas, provoca mágoas e traumas e o arrependimento é algo que acompanha por toda uma vida. Incitar o ódio e a violência são erros inconcebíveis ao ser humanos, vai de encontro inclusive aos princípios bíblicos. Senhor, fazei de mim um instrumento da Vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor. Onde houver ofensa, que eu leve o perdão. Onde houver discórdia, que eu leve a união. Onde houver dúvidas, que eu leve a fé. Onde houver erro, que eu leve a verdade. Onde houver desespero, que eu leve a esperança. Onde houver tristeza, que eu leve a alegria. Onde houver trevas, que eu leve a luz. (Oração de São Francisco de Assis)   *Jornalista e historiador

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O risco de uma ‘pandemia antissocial’

02 de outubro de 2018, 17:19

*Por Gervásio Lima - A política do quanto pior melhor pregada insistentemente e de forma irresponsável tem contribuído para a disseminação do ódio exacerbado e da violência desenfreada. Como numa espécie de ‘pandemia antissocial’ o brasileiro corre o risco de perder o status de ‘povo ordeiro’ e ‘boa praça’. A banalização do errado em detrimento ao que é correto tem causado prejuízos e, o pior, seus resquícios podem causar danos irreparáveis ao país. O caminho a ser seguido é uma opção individual, uma decisão pessoal tomada geralmente por quem possui a opinião formada naquilo que acredita. Isso é fato, mas não significa necessariamente que não possa haver ingerências externas e alheias ao que foi pregado no início e durante a caminhada. Como os ventos que têm o poder de modificar constantemente as paisagens ao esculpir rochas e formar dunas, as escolhas tomadas na vida também bailam e dependendo do que se escolheu os resultados podem oscilar para o positivo ou negativo, atingindo consequentemente não um mas diversos indivíduos. Confiar o voto a um postulante a qualquer cargo eletivo é uma das maiores responsabilidades da vida de um cidadão, pois envolve uma série de prerrogativas. A seriedade de um voto é tamanha que qualquer ‘erro de percurso’ pode comprometer a manutenção e o fornecimento de serviços essenciais para a garantia da sobrevivência de uma nação. Não serão aceitas desculpas esfarrapadas depois do ‘leite derramado’, pois, com o advento da internet, principalmente das redes sociais, o acesso aos programas de governo, a história política e até mesmo pessoal dos candidatos são facilmente encontrados. Falta de conhecimento não será o problema. As eleições determinam o futuro das cidades, dos estados e do país, portanto é fundamental que cada eleitor faça a sua opção de modo consciente e com seriedade. O eleitor tem em suas mãos um importante instrumento de mudança política e social: o voto. Os dias destinados à realização das eleições representam um dos raros momentos em que todos se igualam, pois não há diferença de raça, sexo, condição financeira, classe ou grupo social, já que existe igualdade de valor no voto dado por cada cidadão. Diante da liberdade e da igualdade no exercício da soberania popular, é fundamental que o voto seja consciente, pois esse é um fator preponderante para que se alcance um resultado satisfatório no pleito. No momento do voto é importante lembrar que o falso moralista procura camuflar e transparecer que é um moralista, ético…, mas na verdade é um hipócrita. * Jornalista e historiador

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Saiba o que significam as cores de cada mês no calendário das doenças

01 de outubro de 2018, 10:38

(Foto: Divulgação)

Conheça os meses de conscientização de algumas doenças - Setembro é amarelo, outubro é rosa, novembro é azul, dezembro é laranja, mas também vermelho. Sociedades de médicos, pacientes e ONGs se acotovelam na disputa por um espaço no calendário para promover os chamados meses de conscientização de algumas doenças. Mas nem tudo por trás das campanhas, em sua maioria apoiadas por farmacêuticas, é cor-de-rosa. As ações nem sempre se traduzem em mais saúde e, para especialistas, podem levar a consultas e exames desnecessários. O mais famoso dos meses coloridos, o Outubro Rosa, foi criado há mais de 20 anos e envolvia a distribuição de laços rosas como forma de alertar sobre o câncer de mama, o mais comum entre as mulheres depois do câncer de pele. O mesmo mês de outubro é também de conscientização da artrite reumatoide. Já a cor de setembro, o amarelo, faz referência ao suicídio. Dados do Ministério da Saúde mostram que 11.433 pessoas morreram por suicídio no país em 2016 (dado mais atual) -algo próximo de 31 casos por dia. O próprio governo admite que o número real pode ser ainda maior por causa da subnotificação nos registros. Em 2016, a taxa de mortalidade por suicídio no Brasil foi 5,8 casos a cada 100 mil habitantes. Para comparação, em 2007, esse índice era de 4,9 mortes a cada 100 mil habitantes -um aumento de 18%. Segundo a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), a campanha surgiu para disseminar informações que podem auxiliar a sociedade a desmistificar o tabu sobre o tema e auxiliar profissionais da saúde a identificar os fatores de risco para tratar e instruir melhor os pacientes. No país, a campanha foi iniciada em conjunto pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), que atua na prevenção ao suicídio, Conselho Federal de Medicina e pela ABP no ano de 2014, em Brasília. De lá para cá só ganhou força. Para chamar mais atenção, vários monumentos icônicos do país são iluminados com a cor amarela neste mês, como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Em 2019, janeiro começará com o verde, para a campanha de conscientização sobre o câncer de colo de útero; em fevereiro, o laranja lembra a leucemia e o roxo, a fibromialgia, o alzheimer e o lúpus. E assim por diante. No mês de novembro, duas doenças brigam pelo mês e pela cor azul: o câncer de próstata e o diabetes. Historicamente, o Dia Internacional do Diabetes -celebrado em 14 de novembro- é mais antigo, de 1991, e sua criação contou com o respaldo da OMS (Organização Mundial da Saúde). A ideia de alargar o período de conscientização diabetes de um dia para um mês inteiro nasceu em 2009, no ABC paulista, relata Márcio Krakauer, da Sociedade Brasileira de Diabetes. Nascia aí um Novembro Azul. Em 2004, surgiu então o Moustache November (Movember), ou "novembro de bigode", para levantar fundos contra o câncer de próstata na Austrália. Tentando repetir o sucesso do Outubro Rosa e do Novembro Azul, outros meses coloridos surgiram, como o Setembro Verde, que incentiva a doação de órgãos, o Dezembro Laranja, do câncer de pele, e o Junho Vermelho, da doação de sangue. Especialistas lembram que muitas dessas campanhas incentivam a realização de exames. Check-ups e exames sem a presença de sintomas ou sem evidências científicas de que funcionem para rastrear doenças em certas faixas etárias são, inclusive, questionados por várias entidades, como a U.S. Preventive Services Task Force, ligada ao governo americano. Isso porque podem indicar falsos-positivos e gerar angústia e procedimentos desnecessários. "Há uma superinformação, também com viés mercadológico, de que quanto mais exames, melhor. Mas o certo é quanto melhor indicado os exames, melhor", diz Mônica Assis, sanitarista da divisão de detecção precoce do Inca (Instituto Nacional de Câncer). Com informações da Folhapress.

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NASA pode retomar busca por vida inteligente no Universo

01 de outubro de 2018, 07:56

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Agência espacial estaria procurando por “assinaturas tecnológicas” de outras raças - ANASA anunciou que pode reiniciar uma busca por vida inteligente no universo, procurando por “assinaturas tecnológicas” de outras raças que poderiam estar vivendo além do Sistema Solar. Em 1993, o SETI, programa da NASA que buscava por sinais de vida inteligente no Universo foi cancelado pelo congresso americano, os motivos foram a falta de fundos e poucas evidências de que essa busca valesse a pena. Desde então, o programa SETI conta com financiamento da iniciativa privada. Mas nesta semana a agência espacial americana anunciou que pode estar retomando esse tipo de pesquisa, foi realizando um workshop no Lunar and Planetary Institute, em Houston para decidir se a agência deve reconsiderar a busca por vida inteligente. Em comunicado, a NASA afirmou que, alimentado pela descoberta de que nossa galáxia está repleta de planetas, o interesse em detectar sinais de vida tecnologicamente avançada está novamente borbulhando. Embora ainda não tenhamos encontrado sinais de vida extraterrestre, a NASA está ampliando a exploração do Sistema Solar e além para ajudar a humanidade a responder se estamos sozinhos no Universo. Desde que o telescópio Kepler, da NASA, foi lançado em 2009, encontramos milhares de mundos além do Sistema Solar, alguns dos quais possuem tamanhos semelhantes ao da Terra e orbitam na zona habitável de suas estrelas. Antes acreditávamos que exoplanetas eram raros, mas aparentemente, somos apenas um entre bilhões de planetas existentes na Galáxia. Com isso aumenta a perspectiva de encontrar vida. O Instituto SETI, na Califórnia, tem procurado por sinais de outras vidas por décadas, e mais organizações tem se juntado a essa busca. O projeto Breakthrough Listen, que é financiado pelo bilionário russo Yuri Milner, está nessa busca desde 2016. E o telescópio gigante FAST da China também busca por vida inteligente desde que foi inaugurado em 2016. As chances de sucesso são pequenas e a existência de vida inteligente fora da Terra é debatida. No entanto, muitos estudos sugerem que isso pode ser possível, podemos procurar por desequilíbrios químicos nas atmosferas de outros mundos que insinuam vida, ou até mesmo detectar os sinais reveladores da infraestrutura alienígena.

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‘Peço a vocês que lutem pela eleição do Haddad’, diz Lula em carta

01 de outubro de 2018, 07:45

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O ex-presidente está preso desde abril na sede da Polícia Federal, em Curitiba - Oex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em carta publicada em sua conta no Twitter neste domingo, pediu à militância do Partido dos Trabalhadores (PT) mobilização em torno da eleição do candidato Fernando Haddad à Presidência. "Peço a vocês que lutem muito pela eleição do Haddad. Saiam de casa todos os dias para fazer campanha e pedir votos para ele. Façam por ele como se fosse por mim", afirma Lula. O ex-presidente está preso desde abril na sede da Polícia Federal, em Curitiba. "Ele (Haddad) me representa nesta eleição e, tenho certeza, vai cuidar da nossa gente com carinho, como eu sempre cuidei", diz. No texto, Lula ainda exalta a militância, a segundo ele "a alma do partido". "A vitória vai depender muito da garra e do empenho de cada militante", avisa.

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Polícia descobre plantação de maconha em igreja e prende dois homens

01 de outubro de 2018, 07:35

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Suspeitos alegaram que a maconha era utilizada no tratamento dos fiéis -  Uma denúncia anônima resultou na prisão de dois homens nesse domingo (30), em Maceió (AL). Os suspeitos cultivavam maconha no terreno de uma igreja no Benedito Bentes. Os militares do 5º Batalhão informaram que os suspeitos estavam dentro de uma mata e, quando perceberam a presença da polícia, tentaram fugir. De acordo com o G1, Manoel Batista da Silva, 47, e Lucas Batista da Silva, 23, disseram ser pastores da igreja. A polícia encontrou 50 pés de maconha, cerca de 15 kg. Os suspeitos alegaram que a maconha era utilizada no tratamento dos fiéis. Eles foram autuados e levados para a Central de Flagrantes I, no bairro do Farol.

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Recém-nascida é picada 5 vezes por escorpião no cordão umbilical

19 de setembro de 2018, 08:51

Bebê baiana de apenas 3 dias de vida sobreviveu -   Uma bebê recém-nascida, de apenas 3 dias de vida, foi picada cinco vezes por um escorpião-amarelo que estava no cordão umbilical. O caso ocorreu no dia 6 de setembro, na cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. A menina foi socorrida e sobreviveu. A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou que familiares levaram a bebê para um posto de saúde depois que ela apresentou um aumento da frequência cardíaca, excesso de saliva e recusa alimentar. "Na hora que a médica tirou a roupinha dela, ele estava em cima do cordão umbilical, que nem tinha caído ainda. Ninguém soube explicar como aconteceu isso. Porque antes dela ir para o hospital, eu troquei a roupinha dela três vezes e eu não vi. Ninguém viu. Nem a médica do posto viu. É uma coisa sem explicação. Só Deus para explicar", disse Fernanda Ferreira dos Santos, a mãe da bebê, de 25 anos. p A menina teve alta no dia 9 de setembro, após passar três dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo o laudo médico, seis ampolas do soro antiescorpiônico foram aplicadas na recém-nascida. A mãe da bebê revelou ao G1 que a casa onde morava estava infestada por escorpiões. A história comoveu um empresário de Vitória da Conquista, que doou 6 meses de aluguel para a família. O homem também deu um emprego ao pai da menina. "Nem sei explicar, só agradecer a Deus pelo grande milagre que ele fez na vidinha dela e na minha pela segunda vez. São dois milagres na vida de minhas filhas. Os médicos não deram expectativa de vida para minha outra filha e hoje ela já tem 7 anos. Graças a Deus", disse Fernanda.

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Especialista explica os sintomas e como tratar depressão e ansiedade

19 de setembro de 2018, 08:37

(Foto: Divulgação)

Quanto aos fatores mais comuns que podem desencadear uma depressão ou ansiedade estão as condições genéticas, disfunções físicas, além de traumas, estresse e perdas -  Desde 2014, é realizado no Brasil o Setembro Amarelo – campanha de combate à depressão. De acordo com os últimos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão afeta 322 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, cerca de 6% da população sofre com esse mal, sendo o país com maior prevalência de depressão da América Latina. Ainda, os brasileiros também são recordistas mundiais quanto aos transtornos de ansiedade, com 9,3% afetados pela doença. “A ansiedade e a depressão são quadros emocionais que podem estar correlacionados”, explica a psicóloga do Grupo São Cristóvão Saúde, Aline Melo. Conforme a especialista, a depressão se caracteriza por uma tristeza duradoura, que pode vir acompanhada de desanimo e autoestima baixa, falta de energia, entre outros sintomas. Já a ansiedade está associada a uma sensação de medo ou angustia constante sobre o futuro. “Essa sensação é considerada patológica quando começa a atrapalhar a rotina do indivíduo”, comenta Aline. Se a ansiedade não for tratada, há grande probabilidade de, além de gerar desgaste emocional recorrente, ser gatilho para o desenvolvimento de outras doenças, até mesmo levando à depressão. “A ansiedade pode estar associada a compulsões, pânico, comportamentos obsessivos, entre outros aspectos. Por isso a necessidade de reconhecê-la, compreende-la e trata-la de maneira adequada”, alerta a profissional. Quanto aos fatores mais comuns que podem desencadear uma depressão ou ansiedade estão as condições genéticas, disfunções físicas, além de traumas, estresse e perdas. Também o uso de álcool e drogas contribui para o aparecimento de tal patologia. “Para tratar as doenças é preciso de um cuidado especializado, sendo de grande importância a avaliação de um médico psiquiatra e de um psicólogo, visando o direcionamento adequado a cada caso. O uso de medicações e psicoterapia podem ser necessários”, esclarece a psicóloga. A especialista ainda adverte que vivemos um período de muitas cobranças e pressões em várias áreas de nossas vidas – profissional, familiar e pessoal – que reforçam nosso desejo de antever e nos preparar para situações futuras, o que associadas a uma grande carga de estresse, fatores físicos e predisposições genéticas geram uma maior vulnerabilidade ao desenvolvimento de transtornos emocionais. “As cobranças e crises do mundo de hoje afetam nossa saúde mental, demonstrando cada vez mais a necessidade de voltarmos nosso olhar para dentro”, finaliza.

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