Afinal, o uso de celular pode mesmo causar mais câncer no cérebro

15 de julho de 2019, 13:23

(Foto: Reprodução)

Não é difícil ouvirmos por aí, quando um novo tipo de tecnologia se torna extremamente popular, que aquilo pode fazer mal de infinitas maneiras. As pessoas mais velhas devem lembrar como as pessoas se preocupavam com a distância na qual assistíamos à TV de maneira que não prejudicasse nossa visão. A bola da vez agora são, obviamente, os smartphones: será que o uso exagerado deles pode nos causar algum mal, como câncer ou algo parecido? O grande problema dessa pergunta é que ela não possui resposta. Ou pelo menos não apenas uma. Já usamos celulares em larga escala há tempo suficiente para que estudos indicassem algumas consequências de usá-los tanto. Ainda assim, as pesquisas feitas a respeito por uma infinidade de órgãos e institutos especializados apresentam resultados dos mais diversos possíveis, métodos nem sempre confiáveis e conclusões por vezes precipitadas e tendenciosas. 20 anos de estudos Dessa vez, foi um estudo realizado no Reino Unido que levantou novamente a polêmica. Segundo a pesquisa, que rastreou a incidência de todos os casos diagnosticados de câncer cerebral na Inglaterra de 1995 a 2015, o número de casos se manteve mais ou menos parecido com o passar do tempo com exceção para um tipo específico da doença, o glioblastoma multiforme, que foi de 953 casos em 1995 para nada menos que 2.531 em 2015. Tudo isso indicaria, de maneira aparentemente óbvia, alguma mudança de hábito ou estilo de vida das pessoas O estudo não se propunha, no entanto, a oferecer um motivo para esse aumento, sendo responsável apenas por apontar o aumento no registro dos casos. Porém, foi inevitável que os responsáveis oferecessem algum tipo de explicação que indicasse o motivo de um tipo tão específico de câncer – e, diga-se de passagem, tão agressivo – aumentasse tanto nesses 20 anos de período do estudo. O que mudou? O celular O trabalho em si não é sobre celulares; é apenas sobre essa mudança nos tumores Tudo isso indicaria, de maneira aparentemente óbvia, alguma mudança de hábito ou estilo de vida das pessoas e aí fica bastante fácil apontar para o potencial vilão: o celular. Claro que são levados em conta outros elementos, como o aumento de todo tipo de emissão de ondas de rádio, maior exposição a raio X medicinal, tomografia computadorizada, entre outros. O foco, porém, vai sempre acabar sendo os smartphones e similares, como afirmou um dos próprios autores da pesquisa: “O trabalho em si não é sobre celulares; é apenas sobre essa mudança nos tumores... Mas os celulares parecem realmente ser a causa mais provável”, disse Alasdair Philips em depoimento para a CNN. "Pode ser que não seja" Outros estudos realizados em países diferentes, como os Estados Unidos, indicaram resultados muito parecidos, da mesma maneira que algumas pesquisas não só diferiram disso, mas mostraram o oposto – uma redução na incidência desse tipo de câncer. No fim das contas, o debate e a dúvida continuam: celulares causam câncer de cabeça nas pessoas? Keith Neal, professor emérito de epidemiologia da Universidade de Nottingham, acha que é impossível afirmar isso com base nessas pesquisas: Como seu uso em larga escala tem menos de 20 anos, ainda não houve nem tempo e nem pesquisas suficientes para que resultados mais precisos fossem obtidos “Os autores demonstram claramente um aumento em um tipo de câncer cerebral, o que é motivo de preocupação. A sugestão de que o uso de telefones celulares é responsável não pode ser comprovada, já que o aumento é maior em pessoas com mais de 55 anos, que usam celulares muito menos, e houve muito pouco uso de celulares em 1995, quando as taxas já estavam aumentando”, disse Neal. No fim das contas, estamos muito distantes de bater o martelo e afirmar categoricamente se o uso de celulares pode ou não apresentar algum risco desse tipo. Como seu uso em larga escala tem menos de 20 anos, ainda não houve nem tempo e nem pesquisas suficientes para que resultados mais precisos fossem obtidos e, portanto, é impossível afirmar qualquer uma das respostas com certeza absoluta e garantia científica de estar certo. Afinal, o uso de celular pode mesmo causar mais câncer no cérebro? via TecMundo

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Inter chega a quase um ano sem vitória fora no Brasileiro

15 de julho de 2019, 12:58

(Foto: © Reprodução / YouTube)

O jejum de mais de 300 dias afeta a campanha do time, que em 2018 perdeu força na briga pelo título PORTO ALEGRE, RS (UOL/FOLHAPRESS) - O Internacional está há quase um ano sem vencer fora de casa no Campeonato Brasileiro. A derrota para o Athletico, por 1 a 0, no domingo (14), apenas confirmou a sina recente do clube longe do Beira-Rio. O jejum de mais de 300 dias afeta a campanha do time, que em 2018 perdeu força na briga pelo título e agora não consegue decolar –também pelo foco dividido. A diretoria não esconde que Copa do Brasil e Libertadores recebem tratamento prioritário. Tanto assim que titulares foram preservados em jogos fora de casa no Brasileirão (e a fórmula será mantida nos próximos jogos). A última vitória do Inter longe dos seus domínios foi em 22 de agosto, diante do Bahia. O gol de Patrick na Fonte Nova, em duelo da vigésima rodada do Brasileirão do ano passado, manteve o time na cola do São Paulo, então líder do campeonato. Ainda em 2018, foram mais oito partidas como visitante no Campeonato Brasileiro, com cinco empates e três derrotas. Nesta temporada são quatro derrotas fora de casa e apenas um empate –diante do Santos, na Vila Belmiro. "Eu acredito em boas atuações, boas performances, para ter sequência de resultados positivos. Não estamos confortáveis com essa situação, de não conseguir resultado fora. Mas vamos trabalhar para ter isso", disse Odair Hellmann, treinador do Inter. Para o grupo de jogadores, os números fora de casa são uma dor de cabeça. "Claro que incomoda viver essa sequência sem vencer fora. A gente sabe que poderia estar brigando na ponta se vencesse fora. Mas estamos trabalhando para melhorar isso", comentou Marcelo Lomba, goleiro e capitão do Inter diante do Athletico. O Inter minimiza os números ruins como visitante do Campeonato Brasileiro lembrando a estatística de visitante no ano todo –com partidas do Gauchão e da Libertadores. Ainda assim, existe incômodo pela falta de resultados.A equipe de Odair volta a campo na quarta-feira (17), diante do Palmeiras, em jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. No sábado (20), o jogo é com o Grêmio. As duas partidas acontecerão no estádio Beira-Rio. Até atingir a marca de exatamente um ano sem vencer fora de casa no Brasileirão, o Inter ainda enfrentará Fluminense, Fortaleza e Goiás longe dos seus domínios.

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Sabia que beber água em determinados momentos do dia engorda

15 de julho de 2019, 12:38

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Beber enquanto come pode engordar, já que o hábito aparentemente inocente dilata o estômago, fazendo com que caiba cada vez mais comida nesse órgão Ao ingerir água enquanto almoça ou janta, com o tempo a tendência é comer mais em cada refeição. Isso acontece por que a informação de estar satisfeito chega mais tarde ao cérebro, já que o estômago necessita de mais comida se sentir saciado. Além disso, beber durante a refeição engorda na medida em que os líquidos ‘roubam’ espaço dos alimentos sólidos no estômago o que faz com que a pessoa pare de comer mais cedo, mas por outro lado o indivíduo fica com fome mais rapidamente, aumentando assim a probabilidade de devorar a refeição seguinte. Outros líquidos como sucos, refrigerantes ou bebida alcoólicas, aumentam as calorias da refeição assim como a tendência à fermentação que pode gerar por sua vez gases e provocar mais arrotos. Por isso, é contra indicado beber enquanto come para quem sofre com refluxo ou dispepsia, que consiste na dificuldade em digerir normalmente os alimentos.  Quanto tempo antes ou depois de comer devo beber? Até 30 minutos antes e 30 minutos depois da refeição é possível ingerir líquidos sem que estes atrapalhem na digestão. Porém, na hora da refeição não é o momento ideal para ‘matar a sede’ e o hábito de se hidratar durante o dia e fora das refeições é importante para diminuir a necessidade de beber durante as refeições.

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Irã está disposto a negociar com os EUA desde que retirem as sanções

15 de julho de 2019, 12:23

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Em mais um capítulo da tensão geopolítica, o Irã se manifestou afirmando estar disposto a negociações desde que os Estados Unidos retirem as sanções econômicas e retornem ao acordo nuclear. O presidente do Irã, Hassan Rohani, afirmou no último domingo (14) que acredita em “conversações”. “Se eles removerem as sanções, encerrarem a pressão econômica e voltarem ao acordo, estaremos prontos para conversar com a América hoje, agora e em qualquer lugar, contanto que encerrem as intimidações e punições”, disse o presidente. Além disso, o Rohani afirmou que a estratégia do país persa é tratar os EUA da mesma forma que eles os tratam. “Mudamos nossa estratégia da paciência para retaliação. Qualquer ação que o outro lado tome, retaliaremos à altura. Se eles reduzirem, nós também vamos reduzir nossos compromisso [com o acordo nuclear]. Se eles os implementarem, nós também implementaremos os nossos”, disse Hassan. Preocupados com a tensão geopolítica, o Reino Unido se manifestou nesta segunda-feira (15) afirmando que existe uma “janela pequena” de tempo para salvar o acordo. “O Irã ainda demora um bom ano para desenvolver uma bomba nuclear. Ainda existe uma janela pequena, mas que está se fechando, para manter o acordo vivo”, disse o secretário das Relações Exteriores britânico, Jeremy Hunt.

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OAS acumula novas dívidas e corre risco de falir

15 de julho de 2019, 12:13

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Relatórios da OAS entregues à Justiça apontam que a empresa corre grande risco de entrar em falência. As informações foram publicadas em reportagem do jornal Folha de S.Paulo nesta 2ª feira (15.jul.2019).Alvarez & Marsal, administradora judicial da empreiteira, tem feito alertas de uma grave situação fiscal da empresa. A empreiteira está com processo de recuperação aberto desde 2015. No último alerta, referente ao mês de junho, declara que a liquidez do grupo está em “estágio crítico”. Em abril, afirmou que havia dúvida sobre “a capacidade de soerguimento das atividades empresariais” da OAS. O número de obras em curso e a receita da OAS caíram desde a prisão do ex-presidente da empreiteira Léo Pinheiro, em 2014. Na época, a empresa tocava 80 obras e era considerada a 3ª maior empreiteira do país, com receita de R$ 77 bilhões. Neste ano, são 20 obras em andamento, e a receita bruta para o ano está em 900 milhões. O número de trabalhadores também diminuiu, de 127 mil em 2014 para 19 mil em 2019. O que diz a OAS Consultada pela reportagem, a assessoria da OAS afirmou que as receitas disponíveis para o ano de 2019 serão suficientes para cumprir com suas obrigações. “Todas as equipes seguem firmes para o cumprimento do planejamento estratégico para o ciclo 2019/2021”, afirma. “A expectativa continua sendo a de que nas próximas semanas encerre o plano e saia da recuperação judicial”, diz. A empresa também afirmou que a dívida, que chegou a ser de R$ 9,2 bilhões, passou a R$ 2,8 bilhões; que toda a gestão da OAS foi reformada e que “o objetivo é concluir os acordos de leniência e poder seguir com os negócios de forma ética, transparente e íntegra, voltando a participar do crescimento e fortalecimento da infraestrutura no país”.

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Estados investem em vigilância nas escolas e alunos como mediadores para inibir violência

15 de julho de 2019, 12:05

Há um ano, Congresso aprovou lei antibullying contra a violência nas escolas. (Foto: © Edilson Rodrigues (Agência Senado))

Beatriz Jucá (El País) - Duas tragédias escolares marcaram o Brasil. Em 7 de abril de 2011, um ex-aluno, Wellington Menezes, entrou na Escola Municipal Tasso de Silveira, e matou 12 crianças. A escola fica em Realengo, zona oeste do Rio. Oito anos depois, o país assistiria atônito a mais um ataque gratuito, na escola Estadual Raul Brasil que matou oito pessoas na cidade de Suzano, na grande São Paulo. Massacres como esses são casos extremos. Mas há um problema crônico que assola as escolas brasileiras: a violência cotidiana. No país em que 69% dos estudantes afirmam ter presenciado alguma situação de violência no chão da escola —segundo dados do Diagnóstico Participativo da Violência nas Escolas—, as políticas desenvolvidas pela maioria dos Estados focam principalmente em ações de segurança ostensivas e ainda patinam em soluções com o intuito de melhorar a convivência escolar, apontadas por especialistas como mais eficazes para enfrentar o problema a longo prazo. Um ano depois que a lei federal 13.663/2018 obrigou expressamente o poder público a desenvolver ações para combater todos os tipos de violência nas escolas —da agressão ao bullying—, as ações desenvolvidas pelos Estados envolvem medidas difusas que vão da criação de aplicativos para controlar a presença do aluno na escola e instalação de sistemas de vigilância 24 horas até ações de educação socioemocional e mediação escolar. Há três anos, o Distrito Federal implementou um formulário online preenchido em parceria com a Polícia Militar para identificar os principais tipos de violência que acontecem nas escolas e pensar soluções para reduzir as estatísticas. Os dados são mantidos em sigilo, mas sinalizam que as turmas de Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) são as mais violentas, conta a secretária executiva de Educação do DF, Janaína Almeida, sem citar cifras específicas. Uma pesquisa do Sindicato dos Professores do DF lança luzes sobre o tamanho do problema: segundo o levantamento, 97% dos profissionais que atuam em escolas públicas já presenciaram situação de violência dentro das instituições. Para reverter o cenário, o Distrito Federal tem apostado em medidas polêmicas, como um regimento escolar rígido, que permite por exemplo a revista aos pertences dos estudantes por funcionários das escolas. "Em relação à parte pedagógica, reformulamos o regimento escolar com um rigor maior para a disciplina. Também teremos uma nota para o comportamento. O estudante que se sai bem e que tem uma conduta elogiosa, recebe pontos. Nós acreditamos que assim acabaremos com a cultura da impunidade. Correndo o risco de perder pontos e influenciar na nota final, acreditamos que o estudante mudará sua conduta", explica Janaína. As novas regras começam a valer no segundo semestre deste ano. A secretária também conta que será implementado um aplicativo para que os pais possam monitorar o tempo que os filhos permanecem na escola através dos registros de entrada e saída nas instituições por meio de um cartão personalizado com um código de barras. Ações de patrulhamento, implantação de sistema de vigilância 24 horas e parcerias com agentes de segurança para dar palestras e cursos são as políticas mais comuns adotadas para combater e prevenir a violência escolar no Brasil, segundo levantamento feito pelo EL PAÍS — que procurou as secretarias de educação dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal para entender como os Governos vêm preparando as escolas brasileiras para lidar com o problema. Ao todo, 15 gestões responderam às solicitações da reportagem. Em Sergipe, por exemplo, a gestão estadual implementou um sistema de monitoramento em tempo real em 48 escolas para reduzir as estatísticas de arrombamentos e furtos. Já Goiás estuda um protocolo de segurança para ser seguido pela comunidade escolar, com um contato direto por Whatsapp entre os profissionais das escolas e os agentes de segurança. "Esses mecanismos atuam para conter a violência nas escolas, mas agem nas consequências e não nas causas", afirma a doutora em Educação pela Unicamp, Telma Vinha. Ela pondera que ações para coibir a violência dura nas escolas são necessárias, mas defende que o poder público precisa ir além deste modelo "reativo" de atuação para lidar com o problema de forma mais ampla, com ações de planejamento para a melhoria da convivência e do clima escolar. "O objetivo principal [dessa forma de atuação reativa] é impedir que as condutas negativas ocorram estabelecendo um controle. Desobriga a escola de rever-se como também produtora da violência institucional, como por meio de regras abusivas e sem sentido, currículo destituído de significado para os alunos, sanções injustas, manutenção do preconceito entre outros", explica. Telma Vinha afirma que estudos nacionais e internacionais apontam que o que mais tem crescido na escola não são os chamados casos de violência dura, mas a indisciplina. Ela defende a importância de um levantamento regular para que cada Estado possa desenvolver políticas mais efetivas aos seus problemas. "A Lei Antibullying aprovada no ano passado coloca a importância desse monitoramento, mas infelizmente isso ainda não é cumprido por muitos estados", acrescenta. Nesta perspectiva de tentar mensurar o que de fato se passa no ambiente escolar, Santa Catarina é um dos estados que apresentam um sistema mais detalhado, coordenado por um núcleo de prevenção à violência. Esse sistema aponta que, no Estado, a violência verbal, agressões físicas e bullying dominam as ocorrências no chão da escola. Os principais motivos dos conflitos são incivilidade, vandalismo e preconceito. Os dados também indicam que a sala de aula é o local onde há mais incidência de casos, envolvendo principalmente estudantes dos últimos anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. O levantamento feito com as gestões estaduais pelo EL PAÍS, no entanto, mostra que grande parte dos estados não consegue armazenar dados e fazer esse tipo de diagnóstico. "A gente não tem muito acesso ao que de fato acontece nas escolas porque os registros, quando feitos, ainda são considerados burocráticos. Muitas vezes são registros de encaminhamentos de ações que indicam uma terceirização do problema para as diretorias de ensino, conselho tutelar ou órgãos de segurança", alerta a pesquisadora Luciene Tognetta. Para ela, as escolas precisam se preparar para resolver internamente seus conflitos. Para isso, aponta, o poder público precisa garantir os recursos humanos necessários e desenvolver ações que ensinem os jovens a agir de forma assertiva. "Precisamos formar professores que saibam como ajudar os jovens nisso. Isso não quer dizer que vou esquecer dos órgãos de segurança ou do atendimento psicológico, mas temos que criar redes de apoio porque quem está na base dessas ações é a escola. Temos que parar de terceirizar os problemas", defende. "Que atividades a gente faz com os alunos pra colocar na pratica ações socioemocionais? Como organizar o cotidiano para que possam se sentir respeitados e pertencentes a esses espaços", questiona a pesquisadora. Uma ação que tem apresentado resultados nas escolas, informa Tognetta, são os projetos que colocam o próprio aluno como protagonista na mediação de conflitos nas escolas. Estados como Ceará, Bahia, Mato Grosso e Minas Gerais afirmam desenvolver ações nesta perspectiva. A pesquisadora pondera, no entanto, que a implantação da mediação escolar também requer formação dos profissionais para que eles saibam como solucionar os conflitos por meio de um trabalho que seja organizado e sistemático. "A formação é fundamental para a implantação de políticas contínuas, que durem mais de um semestre ou o dia da paz", afirma.

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Padre Marcelo afirma ter perdoado mulher que o empurrou de palco

15 de julho de 2019, 11:58

(Foto: © Egberto Nogueira/ÍMÃ/VEJA/Reprodução)

Arremessado para fora do palco por uma mulher que alegou sofrer de bipolaridade, o padre Marcelo Rossi afirma ter perdoado sua agressora. Ele não quis fazer boletim de ocorrência — a queixa ficou sob responsabilidade da Canção Nova, onde a missa era realizada. Padre Marcelo não teve nenhuma fratura ou problema grave, a não ser por pequenas escoriações. “Maria passou na frente e pisou na cabeça da serpente”, disse o padre após o episódio. Ele está recluso no momento, não quer dar entrevistas.

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NASA explica por que americanos ainda não voltaram à Lua nem pousaram em Marte

15 de julho de 2019, 11:53

(Foto: Divulgação)

O administrador da NASA, Jim Bridenstine, explicou à CBS por que é que os EUA suspenderam o seu programa espacial lunar e não pousaram em Marte. Segundo Bridenstine, isto deve-se a riscos políticos, pelos quais ele subentende a falta de financiamento. Ele acrescentou que, se não fosse isso, os americanos já estariam na Lua e em Marte. Bridenstine disse que na década de 1990 e início dos anos 2000, a NASA tentou voltar à Lua e pousar em Marte, mas ambos os programas levaram muito tempo a preparar e implicavam gastos sérios. O administrador da NASA também observou que, pela mesma razão, o pouso em Marte, previsto para 2024, pode não se realizar. Planos de Donald Trump Recentemente, a administração de Donald Trump estabeleceu o objetivo de acelerar a implementação do programa lunar e enviar um homem para o satélite da Terra nos próximos 5 anos, em vez de 2028. O programa espacial atualizado foi chamado de "Artemis" em honra da deusa grega da Lua. Segundo a mitologia, Artemis também era irmã de Apolo. Seu nome foi usado pelo programa lunar americano anterior, durante o qual, em julho de 1969, foi realizada a primeira viagem do homem à Lua.

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Mais de um milhão de brasileiros sofrem com queimaduras anualmente

15 de julho de 2019, 09:54

(Foto: Divulgação)

As festas de São João e brincadeiras sem supervisão aumentam em até 10% o número de queimaduras Uma triste estatística se repete durante as férias de julho: o aumento da incidência das queimaduras em crianças. Anualmente, cerca de um milhão de brasileiros sofrem com acidentes que provocam queimaduras e durante as férias o índice aumenta em até 10%. As brincadeiras sem supervisão, e até mesmo as comemorações de São João, são alguns dos fatores que contribuem para o crescimento. Queimaduras por água fervente, por óleo quente ou queimaduras nos bebês enquanto estão no colo são as mais comuns, ocasionando muitas vezes queimaduras graves e profundas que se não tratadas podem deixar cicatrizes. A mãe Fernanda Padilha enfrentou um acidente doméstico que causou queimaduras quando seu filho tinha apenas um ano. “Eu estava com o bebê no colo e parei para conversar logo ao lado do fogão. Eu não sabia que o fogão ainda estava quente apesar das chamas apagadas e o Lucas encostou nas grades, ocasionando diversas queimaduras”, conta. Lucas sofreu queimaduras de segundo grau, mas devido a agilidade no atendimento não teve consequências mais graves. Muitas vezes as cicatrizes acontecem pela forma como as queimaduras são tratadas. “No momento em que acontece a queimadura as pessoas precisam passar no local afetado somente água em temperatura ambiente e nenhum outro produto. Muita gente fala em passar margarina, babosa e até mesmo pasta de dente, mas isso só piora o ferimento e aumenta as cicatrizes, já que depois é necessária uma limpeza rigorosa com esponja abrasiva para remover o produto colocado. O recomendado é água e a busca por atendimento médico dependendo da gravidade”, conta Thiago Moreschi, diretor da Vuelo Pharma, empresa que desenvolve produtos para queimaduras. Além da água, um dos tratamentos mais efetivos é a cobertura do local com uma membrana de celulose, produto que pode ser encontrado em lojas especializadas em materiais médicos. A membrana é um produto tecnológico desenvolvido no Paraná que acelera a cicatrização e diminui a dor, fatores relevantes em casos de queimaduras. Considerada o tratamento do futuro, a Membracel já é utilizada pelos principais centros médicos do país por aliar eficácia, conforto ao paciente e baixo custo. “A Membracel é um produto inédito no mercado nacional e internacional, com autorização do FDA (Food and Drug Administration dos Estados Unidos) para a comercialização”, destaca Thiago Moreschi.

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Futebol teria provocado uma guerra há 50 anos na América Central?

14 de julho de 2019, 13:56

(Foto: Reprodução)

Durante meio século o mundo acreditou que a América Central viveu uma guerra causada pelo futebol. Em 1969, as eliminatórias da Concacaf para a Copa do Mundo estavam em sua fase de semifinais e, depois de três partidas disputadas, estava previsto o jogo entre Honduras e El Salvador, países que vinham se desentendendo ao longo da década por questões políticas. Na época, os jogos ficaram marcados pela hostilidade e violência e, menos de um mês depois, entre 14 e 18 de julho, os hondurenhos e salvadorenhos se enfrentaram novamente, contudo, já em campo de batalha de uma guerra que durou quatro dias. O episódio ficou conhecido como Guerra das 100 horas ou Guerra do Futebol. Aproximadamente 200 militares foram mortos, 99 hondurenhos e 107 salvadorenhos, enquanto que as vítimas civis chegaram a 5 mil, entre mortos e feridos. O jornalista Ryszard Kapuscinski definiu o conflito entre Honduras e El Salvador em 1969 como a "guerra do futebol", contudo, as causas do conflito foram outras. "O conflito de 1969 tem suas origens verdadeiras na situação de desigualdade destes dois países, tal como nos dias de hoje [...]", explicou Efraín Díaz Arrivillaga, ex-embaixador de Honduras na sede das Nações Unidas em Genebra, à Sputnik Mundo. Por sua vez, o atual embaixador de El Salvador na Venezuela, Domingo Santacruz, alegou que a "principal causa foi referente à crise estrutural Em Salvador e na América Central". As relações entre os dois países vinham se deteriorando ao longo de toda a década de 1960 e três fatores contribuíram para causar o conflito, sendo eles os problemas econômico e fronteiriço e a crise migratória. O problema econômico, que com a organização de um Mercado Comum Centro Americano elevou o número de produtos industrializados em Honduras, causando um grande prejuízo. Já o problema fronteiriço precisava de uma demarcação mais rigorosa e eram frequentemente cenários de pequenos conflitos na região. A crise migratória foi causada depois que o governo hondurenho sancionou uma lei de reforma agrária, que excluía da equação os mais de 300 mil imigrantes salvadorenhos que viviam no país, explicou Santacruz. Outro problema era a necessidade de um espaço vital com saída ao Atlântico, pois os salvadorenhos deviam cruzar o território hondurenho para obter acesso marítimo ao outro lado do mundo. "Esta ideia de expansão territorial prevalecia muito em El Salvador e também foi um fator para a aventura bélica que afetou a população de ambos os países e interrompeu um esforço que as nações centro-americanas vinham fazendo desde 1960, com a constituição do Mercado Comum Centro Americano", afirmou Díaz. Díaz, entretanto, mencionou que a sucessão de uma série de disputas fronteiriças entre os dois países na zona do golfo de Fonseca, ocorreu em uma pequena parte da costa pacífica que partilham Nicarágua, Honduras e El Salvador. "Aqui o principal problema era a saída de Honduras do Pacífico, o que complementou os desentendimentos", concluiu.

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Indonésia: Terremoto de magnitude 7,3 atinge país

14 de julho de 2019, 13:06

(Foto: © Reuters)

Um terremoto atingiu Maluku Norte, na Indonésia, neste domingo (14) Um forte terremoto atingiu a província de Maluku Norte, na Indonésia, neste domingo, causando pânico em várias cidades e aldeias. Não há relatos imediatos de vítimas ou danos. O Serviço Geológico dos EUA disse que o terremoto de magnitude 7,3 foi centrado a 166 quilômetros a sudeste de Ternate, a capital da província, a uma profundidade de 10 km (6 milhas). A agência nacional de desastres da Indonésia disse que o terremoto terrestre não tem nenhum potencial para causar um tsunami. Ainda assim, muitas pessoas correram para lugares mais altos, e imagens de TV mostraram pessoas em pânico gritando enquanto saíam de um shopping em Ternate. A Ikhsan Subur, uma agência local de desastres em Labuha, a cidade mais próxima do epicentro, disse que centenas de pessoas que tinham medo de tremores secundários fugiram para abrigos temporários perto de escritórios e mesquitas do governo, e algumas correram para lugares mais altos. Fonte: Associated Press.

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Medina e mais 5 brasileiros vão às oitavas na África do Sul

14 de julho de 2019, 12:53

(Foto: Divulgação)

Filipe Toledo, Gabriel Medina, Italo Ferreira, Deivid Silva, Willian Cardoso e Peterson Crisanto avançaram às oitavas de final Depois de dois dias de pausa, a etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, do Circuito Mundial de Surfe foi retomada com a realização da terceira fase neste sábado. E dos dez brasileiros presentes, seis avançaram às oitavas de final: Filipe Toledo, que busca o tricampeonato do evento, o bicampeão mundial Gabriel Medina, Italo Ferreira, Deivid Silva, Willian Cardoso e Peterson Crisanto. Já Tatiana Weston-Webb e Silvana Lima perderam no sábado e deixaram a disputa feminina. No terceiro duelo do dia, Medina somou 15,00 pontos contra 10,00 do norte-americano Griffin Colapinto. Seu rival nas oitavas de final vai ser o australiano Ryan Callinan, que bateu Yago Dora na quarta bateria por 13,10 a 11,33 pontos. Logo na sequência, Adriano de Souza perdeu para o norte-americano Kolohe Andino, o vice-líder do ranking e que assumirá a ponta, que está com lesionado havaiano John John Florence, se conquistar mais um triunfo na África do Sul. E ele vai ser o próximo oponente de Deivid Silva, que superou o francês Jeremy Flores por 13,43 a 11,70. Filipinho avançou de fase ao passar pelo sul-africano Michael February, o convidado desta etapa, por 14,77 a 10,40 pontos. Agora, terá pela frete Willian Cardoso, que venceu o também brasileiro Michael Rodrigues. Peterson Crisanto encarou outro novato e passou por Seth Moniz, do Havaí. Nas oitavas, seu rival será o japonês Kanoa Igarashi. Já Caio Ibelli perdeu para o 11 vezes campeão mundial Kelly Slater, que será o adversário nas oitavas de final de Italo Ferreira, que derrotou o australiano Jack Freestone.

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