Coreia do Norte anuncia teste de “nova arma tática ultramoderna”

16 de novembro de 2018, 12:18

O líder norte-coreano, Kim Jong Un (C), durante o teste de uma arma tática, em uma localização não divulgada, em fotografia distribuída pela agência norte-coreana KCNA em 16 de novembro de 2018, da qual a AFP não conseguiu verificar a autenticidade (Foto: AFP)

O líder norte-coreano, Kim Jong Un, supervisionou o teste de uma "arma tática ultramoderna", informou nesta sexta-feira a imprensa estatal de Pyongyang, no momento em que as conversações sobre a desnuclearização da península parecem estagnadas. Esta é a primeira informação oficial de um teste de arma da Coreia do Norte em quase um ano, quando Pyongyang se comprometeu com um processo diplomático com os Estados Unidos por seu programa nuclear e de mísseis. "Kim Jong Un visitou a área de teste da Academia de Ciências e Defesa e inspecionou o teste de uma arma tática de alta tecnologia", afirmou a agência estatal norte-coreana KCNA. A agência destacou que o teste foi bem-sucedido, mas não especificou o tipo de dispositivo envolvido. A suspensão de Pyongyang dos testes de armas nucleares e mísseis balísticos tem sido fundamental para os rápidos desenvolvimentos diplomáticos deste ano e para as negociações entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, e tem sido repetidamente elogiada pelo presidente Donald Trump. Trump e Kim se encontraram em uma reunião de cúpula histórica em Singapura em junho, onde assinaram um documento vago sobre a desnuclearização da península. Poucas horas depois do anúncio da KCNA, o Departamento de Estado americano destacou que "mantém a confiança" na continuidade do processo. "Na reunião de Singapura, o presidente Trump e Kim assumiram uma série de compromissos a respeito de uma desnuclearização definitiva e completamente verificada", afirmou o Departamento de Estado em um comunicado. "Estamos falando com os norte-coreanos sobre a implementação dos compromissos. Mantemos a confiança de que as promessas feitas pelo presidente Trump e o presidente Kim serão cumpridas", completou. Desde a reunião de junho, o progresso estagnou, enquanto Washington e Pyongyang discutem o significado do documento, e um retorno aos testes colocaria sérias dúvidas sobre o futuro do processo. O uso da palavra "tática" na informação da KCNA sugere que o teste não incluiu mísseis balísticos de longo alcance nem dispositivos nucleares. Até o momento não há indícios de que a Coreia do Sul tenha detectado tais testes. Kim expressou "grande satisfação" e afirmou que o teste representa uma "guinada decisiva para apoiar a capacidade de combate" do exército do Norte, segundo a KCNA. A "arma tática de alta tecnologia" foi desenvolvida durante um longo período e seu grande êxito "serve como outra notável demonstração da validade da política do Partido de priorizar a ciência e a tecnologia de defesa e o rápido desenvolvimento da capacidade defensiva", completou a agência. Em 2017, a Coreia do Norte anunciou o seu maior teste nuclear e afirmou dispor de foguetes com capacidade de atingir todo o território continental americano. Pouco depois, Kim indicou a conclusão do desenvolvimento de seu arsenal nuclear, que Pyongyang afirma ser necessário ante uma possível invasão dos Estados Unidos. Os Jogos Olímpicos de Inverno, organizados no início do ano na Coreia do Sul, no entanto, motivaram uma aproximação diplomática na península, o que possibilitou a reunião Trump-Kim e três encontros entre o líder norte-coreano e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in. Pyongyang, porém, deseja a redução das sanções contra o país, motivadas por seus programas armamentistas. Washington insiste que as medidas devem ser mantidas até a desnuclearização "final e completamente verificada" do Norte.

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Ciência ajuda a descobrir se alguém está mentindo

16 de novembro de 2018, 12:08

Estudo aponta como descobrir uma mentira (Foto: Foto: iStock.com/Getty Images)

Sempre estamos em busca da verdade e fica difícil saber se as pessoas estão sendo 100% honestas. Um novo estudo tentou entender melhor como identificar se uma pessoa está mentindo, realizando um teste com participantes entre 19 e 37 anos. Organizada pela Universidade de Tampere, na Finlândia, a pesquisa descobriu que evitar olhar nos olhos ou olhar demais são indicadores de desonestidade. Durante o experimento os participantes tiveram que jogar um “jogo da mentira” contra uma outra pessoa pelo computador. Cada um tinha a chance de olhar breve seu oponente através de um vidro durante o jogo para que, em seguida, decidissem qual jogada escolher. Dependendo da jogada, o oponente poderia olhar o participante nos olhos ou manter os olhos na tela do computador. Os pesquisadores notaram que o contato visual direto reduzia a chance de mentira. Isso indica que a decisão em omitir a verdade depende de quem é a pessoa para quem você está mentindo, podendo ter influência apenas na maneira como cada um olha para o ouvinte. O estudo também derruba a ideia de que os mentirosos evitam o contato visual, pois eles estão cientes de que isso é um sinal que os entrega. Portanto, é comum que a segurança no olhar de um mentiroso seja, na verdade, um indício de sua falta de verdade. Apesar de experimental, o estudo pode ser útil para vários propósitos, como interrogatórios policiais, por exemplo. Outros estudos já foram realizados para tentar encontrar sinais que entregam os mentirosos.

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Casal que não consegue sorrir apaixona-se e planeja construir família

16 de novembro de 2018, 12:00

Alex e Erin sofrem da síndrome de Moebius (Foto: © DR)

O sorriso é uma das melhores formar de se conquistar a simpatia - e o amor - de outra pessoa. Mas Alex Barker, de 45 anos, e Erin Smith, de 38 anos, sempre souberam que não seria por aí que conseguiriam conquistar o coração de alguém. Estes dois norte-americanos sofrem da síndrome de Moebius, uma rara condição que causa a paralisação dos nervos cranianos e impede que a pessoa consiga fazer expressões faciais, incluindo sorrir. Afeta, ainda, a fala das pessoas. + Criança toma pílulas após sofrer bullying: 'Chorei e ela saiu rindo' Alex e Erin conheceram-se por meio das redes sociais, num grupo criado para pessoas que sofrem da patologia, e acabaram se apaixonando. Quatro encontros depois, decidiram ficar noivos. Alex revela que crescer com a síndrome nem sempre foi fácil e que mesmo sendo um homem divertido e responsável, tinha dificuldades de arranjar namoradas, porque o fato de parecer uma pessoa mal disposta era um entrave. Tudo mudou depois de conhecer Erin. Os dois querem, agora, constituir a própria família e mostrar que o melhor sorriso é aquele que está dentro de cada um.

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Descongestionante nasal pode piorar o glaucoma

16 de novembro de 2018, 11:32

Uso indiscriminado dificulta a circulação sanguínea, de colírio e humor aquoso nos olhos, além de causar outras alterações na saúde (Foto: Reprodução)

Mal começou a esfriar e 1.326 brasileiros já contraíram gripe pelo vírus influenza desde janeiro. Pior: Até agora são 214 óbitos em todo o país, sendo 128 pelo H1N1, conforme o último boletim do Ministério da Saúde. A chegada de dias mais frios e secos aumenta a incidência das doenças respiratórias e entope o nariz. Resultado: Muita gente usa descongestionante nasal como se fosse água. Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier a maioria dos remédios para nariz contraem os vasos do corpo todo e é por isso que alivia o entupimento. “O problema é que a medicação provoca inflamação nas paredes internas das narinas, o efeito passa rápido e para diminuir o desconforto é necessário pingar o remédio em intervalos cada vez menores”, afirma. Por isso, alerta, pode piorar o glaucoma, maior causa de perda definitiva da visão que afeta cerca 2% da população segundo o CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia). Efeito nos olhos Queiroz Neto explica que o glaucoma é uma doença crônica que não causa dor ou qualquer sintoma no início. Quanto antes for diagnosticada maiores são as chances de manter a visão. “A elevação da pressão intraocular causada pelo bloqueio do escoamento do humor aquoso, líquido que preenche o globo ocular, é o principal fator que provoca a morte das células ganglionares da retina e seus axônios, as fibras do nervo óptico. A morte dessas células que leva à perda permanente da visão periférica” afirma. Também contribui com a progressão da doença a baixa perfusão ocular, ou seja, a menor circulação sanguínea, de humor aquoso e medicamento, salienta. “É por isso que ao contrair todos os vasos do corpo, inclusive do globo ocular, o uso prolongado de descongestionante nasal piora o glaucoma”, destaca. Isso explica porque algumas pessoas que usam corretamente os colírios antiglaucomatosos têm progressão da perda visual”. Quem deve estar atento O oftalmologista ressalta que os principais grupos de risco para desenvolver o glaucoma são as pessoas de raça negra, portadores de alta miopia, diabetes, quem tem mais de 40 anos, córnea fina, já passou por trauma ocular ou possui familiares com a doença. Por prevenção, afirma, estes grupos devem fazer exame de vista periodicamente. Isso porque, é necessário perder mais de 40% dos axiomas do nervo óptico para que a redução do campo de visão seja percebida e o custo do tratamento é três vezes maior quando a doença já está em estágio avançado. A dica do médico para aliviar o nariz entupido é higienizar com soro fisiológico de manhã e à noite. Não desaparecendo o sintoma, recomenda consultar um otorrino para descobrir a causa. Isso porque, além de agravar o glaucoma, o uso de descongestionante pode causar hipertensão arterial e doenças cardíacas.´ Colírio gratuito Queiroz Neto afirma que tanto os colírios como as medicações orais para glaucoma são distribuídos gratuitamente nas farmácias de alto custo. Para ter acesso é necessário apresentar cópia do CSN (Cartão Nacional de Saúde) que pode ser retirado no centro de saúde mais próxima da residência do requerente, laudo preenchido pelo médico, receita em duas vias, termo de consentimento do paciente, cópias do RG, CPF e comprovante de residência. Os modelos tanto do laudo médico como do termo de consentimento encontram-se disponíveis nos sites das secretarias de saúde de cada cidade. A liberação demora de 14 a 45 dias.

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Caso fabricantes quisessem, celulares poderiam durar até 15 anos

16 de novembro de 2018, 11:25

(Foto: Reprodução)

Todos os fabricantes de celulares fazem isto neste momento A obsolescê Cia programada afeta produtos de vários setores, sejam têxteis, eletrodomésticos ou smartphones, que poucos anos depois de serem adquiridos começam a estragar. Segundo Benito Muros, presidente da Fundação Energia e Inovação Sustentável sem Obsolescência Programada "absolutamente todos os fabricantes de celulares fazem isto neste momento". Em declarações ao El País, o especialista explica ainda que a vida de um telefone hoje em dia é de dois anos, depois disso será certo que vai começar a dar problemas e as reparações custam, normalmente, até 40% do que custaria um novo. "Caso a obsolescência programada não existisse, um celular teria uma vida útil de 12 a 15 anos", afirma. A Autoridade Italiana de Concorrência e Garantia de Mercado impôs, há cerca de duas semanas, uma multa de cinco milhões de euros à Samsung e outra de 10 milhões à Apple por obrigarem os clientes a fazer atualizações de software que deixam os aparelhos mais lentos. As empresas são acusadas de realizar "práticas comerciais desleais" e que causam "disfunções sérias" nos dispositivos. As pessoas hoje em dia trocam os celulares em média uma vez por ano, mas os primeiros aparelhos tinham uma vida útil de até seis anos. "Vivemos na era da obsolescência programada. Não apenas em celulares, mas também em móveis, calçados ou eletrodomésticos. As máquinas de lavar roupa que nossos pais tinham duravam 20 ou 30 anos e agora duram pouco mais de sete", afirma Alodia Pérez, responsável pela organização Recursos Naturais e Resíduos da organização Amigos da Terra, referindo ainda de que se trata de uma estratégia de mercado para poder continuar a vender. Enquanto em países como Itália e França, as leis já estão em andamento para proibir esse tipo de prática, nos restantes, não existe uma lei que penalize a obsolescência programada

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Encontrada nova ‘superterra’ próxima ao nosso planeta

16 de novembro de 2018, 11:07

Foto cedida pelo Observatório Europeu do Sul em 13 de novembro de 2018 mostra desenho de artista da superfície da "superterra"

Uma nova "superterra" foi descoberta na órbita de uma estrela vizinha do sistema solar: um mundo "frio e escuro", não adequado à vida como a conhecemos, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira na revista Nature. Este planeta, batizado provisoriamente "Estrela de Barnard b", foi detectado na constelação de Ofiúco, em volta da estrela de Barnard, que fica a apenas seis anos-luz da Terra (um ano-luz equivale a 9,46 trilhões de km). "É nossa vizinha", declarou à AFP o coautor do estudo Ignasi Ribas, do Instituto de Estudos Espaciais da Catalunha e do Instituto Espanhol de Ciências do Espaço. Esta proximidade poderia permitir estudá-la com a chegada próxima de instrumentos de observação mais modernos. O planeta, que completa uma volta em sua estrela em 233 dias, foi detectado graças aos espectrômetros HARPS e UVES, caçadores de planetas do Observatório Europeu Austral (ESO), instalado no Chile. Segundo os pesquisadores, a Estrela de Barnard b tem uma massa 3,2 vezes superior à da Terra e portanto é chamada de "superterra". Para os astrônomos, trata-se de um "mundo frio e escuro", iluminado apenas por sua estrela, uma anã vermelha provavelmente duas vezes mais antiga que o sol. Mesmo sendo próxima a sua estrela (0,4 vezes a distância que separa a Terra do Sol), os cientistas acreditam que só recebe 2% da energia que a Terra recebe de sua estrela. Sua temperatura de superfície não superaria -170ºC, o que exclui a existência de água em estado líquido e portanto, a vida como a conhecemos. Os pesquisadores conseguiram detectar este novo mundo utilizando "mais de 20 anos de dados" e sete instrumentos de observação que permitem determinar as variações de velocidade da estrela gerados pela presença de um exoplaneta. A Estrela de Barnard b é o exoplaneta mais próximo à Terra depois de Proxima b, cuja descoberta foi amplamente noticiada em 2016. Este se encontra na órbita da estrela Proxima Centauri, a 4,2 anos-luz.

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Cansaço pode ser indício de insuficiência cardíaca

15 de novembro de 2018, 12:49

(Foto: Reprodução)

Especialista comenta os principais sintomas e novos tratamentos Sentir cansaço excessivo pode indicar muito mais do que falta de tempo para descanso: tendo-o como principal sintoma, a insuficiência cardíaca é uma doença em que o coração não consegue bombear o sangue necessário para o corpo inteiro, podendo prejudicar o funcionamento do organismo. Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), são mais de 2 milhões de casos de insuficiência cardíaca por ano no Brasil. Segundo o cirurgião cardíaco e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, Dr. Élcio Pires Júnior, a insuficiência cardíaca é uma doença silenciosa. “A maioria dos pacientes não sentem sintomas nos primeiros estágios da doença, pois acreditam que a fadiga e a falta de ar aconteçam devido ao envelhecimento”, comenta. Cansaço causado pela insuficiência cardíaca A insuficiência cardíaca é uma doença lenta e gradativa: a fraqueza e o cansaço vão ficando cada vez mais recorrentes, indo da fadiga ao realizar esforços até que o paciente com quadro mais avançado se canse com atividades mais comuns, como tomar banho e escovar os dentes. “Isso acontece devido ao baixo fluxo sanguíneo. É por isso que pessoas com insuficiência não conseguem ficar tanto tempo deitadas, pois há um tipo de congestionamento no sangue que vai para o pulmão e o que volta para o coração, causando a falta de ar”, explica o especialista. Insuficiência cardíaca acontece apenas em idosos? Embora os idosos sejam o grupo etário mais atingido pela doença, a insuficiência cardíaca pode acontecer em qualquer idade, dependendo principalmente do estilo de vida que se tem. “Quando envelhecemos, sofremos alterações no coração que fazem com que os batimentos cardíacos não sejam tão eficazes. Porém, a insuficiência pode também aparecer repentinamente, sem ter a idade como um dos fatores”, conta Élcio. Outros sintomas e novos tratamentos A insuficiência cardíaca pode ocorrer devido há vários fatores: tabagismo, hipertensão, obesidade, diabetes, uso de drogas, alcoolismo doenças pulmonares. Resultando em outros sintomas como tosse, inchaço nos pés e abdome, ganho de peso, perda de apetite, dificuldade para dormir, náuseas e vômitos. Após mais de uma década sem novos tratamentos para a doença, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recentemente aprovou um medicamento que duplica o efeito do enalapril, medicamento que controla a hipertensão e a insuficiência cardíaca. “O novo medicamento é um composto desacubitril e valsartana que ajuda o funcionamento do coração e causa o relaxamento dos vasos, melhorando o fluxo sanguíneo”, finaliza o cirurgião.

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Bebê é atacado dentro de casa por macaco, em Araucária

15 de novembro de 2018, 12:43

(Foto: © Ed Dimas da Cunha / Acervo Pessoal)

Menina assistia à televisão na sala de casa quando foi atacada pelo animal Uma menina de um ano e nove meses foi atacada por um macaco bugio dentro de casa nesta quarta-feira (14), enquanto assistia televisão, na cidade de Araucária, Região Metropolitana de Curitiba (PR). Segundo o G1, o animal invadiu a sala pela sacada do prédio e atacou o bebê na cabeça, segundo o pai da criança, Fernando Henrique Balardim. "Ele fez dois ferimentos, um no topo da cabeça, expondo o crânio, e outro profundo na testa" contou Fernando. Segundo o pai, a menina passou por uma cirurgia para reconstituição do couro cabeludo e apresenta quadro estável. Segundo o síndico do condomínio, Ed Dimas da Cunha, o macaco tem aparecido com frequência nas redondezas há dois meses. "Procuramos os órgãos ambientais para saber quais as providências deveriam ser tomadas e nunca tivemos resposta", disse. Órgãos ambientais afirmam que os animais aparecem no perímetro urbano em decorrência do desmatamento ocorrido em seu território.

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iPhone X explode após atualização do iOS e surpreende até mesmo a Apple

15 de novembro de 2018, 12:32

Um usuário foi surpreendido com seu iPhone X, com apenas 10 meses de uso, soltando fumaça e depois explodindo após a atualização para o iOS 12.1. A Apple ficou surpresa e disse que esse comportamento não é esperado

"Definitivamente este não é um comportamento esperado" do iPhone X, disse a Apple a um usuário cujo smartphone simplesmente superaqueceu a ponto de explodir, depois de ter sido atualizado para o iOS 12.1. O dono do aparelho publicou imagens do iPhone X danificado em seu Twitter, com essa resposta sendo dada pelo perfil oficial de suporte da Maçã. De acordo com o dono do aparelho, seu iPhone X, com apenas 10 meses de uso, começou a soltar fumaça até que, de repente, explodiu depois do update. Ele contou: "Neste ano, no começo de janeiro, comprei o iPhone e o usei normalmente", até que ele decidiu atualizar o sistema para o iOS 12.1. Durante o processo de instalação, o aparelho estava sendo carregado na tomada, quando "uma fumaça cinza escura começou a sair do aparelho; a atualização foi concluída e assim que o telefone ligou, começou a pegar fogo". Segundo o usuário, tanto o cabo quanto o carregador usados no momento do incidente eram originais, ainda que a explosão tenha acontecido depois de o aparelho ter sido tirado da tomada. Nesse momento, ele segurou seu iPhone e observou que ele estava muito quente pouco antes de a fumaça começar a sair. A Apple, então, pediu para que o usuário enviasse o dispositivo à sua central de suporte para que a empresa possa investigar a causa do problema.

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Comerciante fica milionária por erro de banco e decide devolver dinheiro

15 de novembro de 2018, 12:26

(Foto: Manoel Neto/TV Gazeta/Reprodução)

O que você faria ao checar sua conta corrente e encontrasse nada menos que R$ 2 milhões subitamente? Uma comerciante do Espírito Santo, ao se descobrir milionária da noite para o dia, não pensou duas vezes: ligou para o banco e comunicou que alguma coisa havia acontecido de errado! O caso ocorreu na última terça-feira (13). Vanilda Bruni de Souza ficou perplexa ao abrir seu extrato bancário e descobrir um saldo de mais de R$ 2 milhões em sua conta. Quem descobriu o engano foi a sobrinha da comerciante, Paula Beatriz de Souza. “Eu falei ‘tia, tem dinheiro demais na conta, é muito dinheiro e eu nem sei de onde veio, tem alguma coisa errada’”, comentou a menina, que trabalha como operadora de caixa para a Vanilda, em entrevista à TV Gazeta. Antes do engano do banco, a conta contava com aproximadamente R$ 1.500 de saldo. Assim que percebeu que havia ocorrido um engano por parte do banco, Vanilda ligou para a gerência e contou o que tinha acontecido. Segundo ela, o próprio gerente se espantou. “Quando ele abriu, ele se assustou e falou que a minha conta estava milionária”, contou a comerciante. “Ele falou que teve um problema, que realmente estava na minha conta e que ele não era meu”, continuou Vanilda. Segundo ela, horas depois o dinheiro já havia sido removido de sua conta corrente. O banco afirmou horas depois que o erro, causado por uma modificação específica nos sistemas de saldos, atingiu outras contas, mas todas já foram arrumadas. A comerciante possui um restaurante em Vitória e já trabalhou como lavadeira, doméstica e vendedora de lanches por cinco anos em uma barraca de rua. Mesmo cheia de dívidas, ela sequer cogitou ficar com o dinheiro que surgiu na sua conta. “Eu tenho certeza que o que Deus tem para me dar é mais de R$ 2 milhões”, encerrou. Que exemplo de honestidade, não?

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Desenho de rosto de Jesus é revelado em igreja de Israel

15 de novembro de 2018, 12:20

(Foto: Reprodução/Galileu)

A arqueóloga Emma Maayan-Fanar, da Universidade de Haifa, encontrou uma pintura de ao menos 1,5 mil anos que retrata o rosto de Jesus. A descoberta foi realizada nas ruínas de Shivta, uma antiga cidade agrícola construída pelo Império Bizantino e que está localizada no deserto de Negev, ao sudoeste do território israelense. A informação é da revista Galileu. A pintura já havia sido relatada por arqueólogos na década de 1920, mas seu estado de conservação estava muito ruim e não despertou a atenção dos pesquisadores. A importância do desenho, que foi achado na ruína de uma pia batismal, foi resgatada pelo olhar cuidadoso de Maayan-Fanar: acompanhada de seu marido, que é fotógrafo profissional, ela realizou os registros detalhados das imagens encontradas nas ruínas de Shivta. Para facilitar a visualização da pintura, os cientistas divulgaram a imagem com um contorno em linhas pretas. Apesar de simples, o desenho carrega grande importância histórica por ser uma das primeiras representações de Jesus já encontradas. De acordo com os arqueólogos da Universidade de Haifa, a pintura retrataria o momento em que um jovem Jesus é batizado por seu primo, João Batista. Ela contrasta com a iconografia cristã representada nos últimos séculos: com cabelos encaracolados e ar jovial, a figura retratada na pia batismal da igreja corresponderia a um retrato mais próximo do homem que nascera na Galileia. Nos Evangelhos presentes na Bíblia cristã, não há a descrição física de Jesus. Fundada no século 2, a cidade de Shivta foi abandonada em meados dos anos 800, quando a ascensão do Islamismo no Oriente Médio provocou mudanças políticas, econômicas e sociais na região. De acordo com os arqueólogos da Universidade de Haifa, a cidade contava com ao menos três igrejas cristãs.

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Como as ‘fake news’ de WhatsApp levaram um povoado a linchar e queimar dois homens inocentes

15 de novembro de 2018, 12:10

Moradores registraram com o celular o momento em que Ricardo e Alberto foram mortos (Foto: © Enfoque)

Boatos sobre sequestros de crianças se espalharam pelo WhatsApp em uma pequena cidade no México. A notícia era falsa, mas uma multidão espancou e queimou vivos dois homens antes de alguém checar sua veracidade. Em 29 de agosto, pouco depois do meio-dia, Maura Cordero, dona de uma loja de artesanato na pequena cidade de Acatlán, no estado de Puebla, no México, reparou que havia uma aglomeração incomum em frente à delegacia, próxima a seu estabelecimento. Onda de nacionalismo está por trás de fake news na Índia, mostra pesquisa inédita da BBC Por que nem sempre adianta apresentar fatos contra notícias falsas Cordero, de 75 anos, foi até a porta da loja para espiar. Dezenas de pessoas estavam do lado de fora da delegacia na rua Reforma, principal via da cidade, e não parava de chegar gente. Logo, haveria mais de cem pessoas. Cordero não se lembrava de ter visto uma aglomeração assim em Acatlán, a não ser em ocasiões festivas. Enquanto observava, um carro da polícia passou pela loja levando dois homens. Alguns moradores seguiam o veículo, enquanto gritos ecoavam da multidão acusando os dois de serem sequestradores de crianças. De trás do estreito portão de metal na entrada da delegacia, a polícia respondeu que eles não eram sequestradores, mas delinquentes. "Eles são pequenos infratores", repetiam os policiais, à medida que a multidão aumentava. Dentro da delegacia, estavam Ricardo Flores, de 21 anos, que havia sido criado nos arredores de Acatlán, mas se mudou para Xalapa, a 250 quilômetros a nordeste, para estudar direito, e seu tio Alberto Flores, agricultor de 43 anos que viveu por décadas em uma pequena comunidade nas cercanias de Acatlán. Início da tragédia Ricardo havia retornado recentemente à cidade para visitar a família. Os parentes contam que ele e o tio foram ao centro naquele dia comprar material de construção para concluir uma obra em um poço. E a polícia diz que não há provas de que eles tenham cometido qualquer crime e que foram levados para a delegacia por "perturbar a paz" após terem sido abordados por moradores locais. Mas a multidão do lado de fora da delegacia estava sob efeito de uma versão diferente dos fatos, uma história suscitada em algum lugar desconhecido e propagada pelo WhatsApp. "Por favor, estejam todos atentos porque uma praga de sequestradores de crianças entrou no país", dizia a mensagem compartilhada. "Parece que esses criminosos estão envolvidos com o tráfico de órgãos. Nos últimos dias, crianças de quatro, oito e 14 anos desapareceram e algumas foram encontradas mortas com sinais de que seus órgãos foram removidos." Avistados perto de uma escola primária em uma comunidade próxima chamada San Vicente Boqueron, Ricardo e Alberto foram rotulados como sequestradores de crianças pelo medo coletivo, e a notícia da prisão deles se espalhou exatamente da mesma forma que os boatos das crianças sequestradas. A multidão que estava na porta da delegacia foi instigada em parte por Francisco Martinez, um antigo morador de Acatlán, conhecido como "El Tecuanito". Segundo a polícia, Martinez estava entre aqueles que compartilharam mensagens no Facebook e no Whatsapp acusando Ricardo e Alberto. Fora da delegacia, ele usou o celular para fazer uma transmissão ao vivo pelo Facebook. "Povo de Acatlán de Osorio, Puebla, por favor, venha dar seu apoio, mostre seu apoio", dizia ele para a câmera. "Acreditem em mim, os sequestradores estão aqui agora." Enquanto Martinez tentava mobilizar a cidade, outro homem, identificado pela polícia apenas como Manuel, subiu no telhado do prédio da prefeitura, ao lado da delegacia, e tocou os sinos para alertar os moradores de que a polícia planejava libertar Ricardo e Alberto. Um terceiro homem, Petronilo Castelan, "El Paisa", usou um alto-falante para pedir aos moradores uma contribuição para comprar gasolina com o objetivo de atear fogo nos dois homens, e caminhou no meio da multidão para coletar o dinheiro. Linchamento filmado por celulares De dentro da loja, Maura Cordero observava assustada, até que ouviu alguém dizer que deveria correr porque a multidão incendiaria os homens. "Meu Deus", ela pensou, "isso não é possível". Momentos depois, o grupo se uniu em torno de um único objetivo. O estreito portão da entrada da delegacia se abriu, e Ricardo e Alberto foram arrastados para fora. Enquanto as pessoas levantavam seus telefones para filmar, os dois foram jogados nos degraus de pedra e espancados violentamente. Em seguida, a gasolina comprada mais cedo foi derramada sobre eles. Testemunhas acreditam que Ricardo já estava morto por causa da agressão, mas seu tio Alberto ainda estava vivo quando o fogo foi aceso. Imagens de vídeo mostram seus membros se movendo lentamente enquanto as labaredas subiam ao seu redor. Os corpos carbonizados permaneceram no local por duas horas após serem queimados, enquanto os promotores públicos se dirigiram para Acatlán, e o cheiro de gasolina continuou no ar. Petra Elia Garcia, avó de Ricardo, foi chamada para identificar os corpos. "Olhem o que vocês fizeram com eles!", gritou para o resto da multidão, que começara a se dispersar. "Foi uma das coisas mais terríveis que já aconteceram em Acatlán", disse Carlos Fuentes, motorista que trabalha em um ponto de táxi perto da delegacia. "As colunas de fumaça podiam ser vistas de todos os pontos da cidade." A maioria das famílias em Acatlán depende do dinheiro enviado por parentes que migraram para os Estados Unidos. Como em muitas outras cidades no México, milhares de cidadãos seguem para o norte em busca de melhores oportunidades. Entre os emigrantes no início dos anos 2000, estavam Maria del Rosario Rodriguez e Jose Guadalupe Flores, que se mudaram para os EUA na esperança de proporcionar melhores condições de vida para seus dois filhos, José Guadalupe Jr. e seu irmão mais novo, Ricardo, que permaneceram no México. Os dois meninos, com sete e três anos na época, ficaram com a avó, Petra Elia Garcia, em Xalapa, no Estado de Veracruz. Maria e Jose Guadalupe se mudaram diversas vezes pelo território americano antes de fixarem moradia na cidade de Baltimore, na costa leste. Maria virou trabalhadora doméstica e Jose, operário da construção civil. Eles tiveram mais uma filha, chamada Kimberley. E mantinham contato constante com os outros dois filhos pelo Facebook. Desespero no Facebook Então, em 29 de agosto, Maria recebeu uma série de mensagens no Facebook que pareciam um pesadelo. Um amigo próximo em Acatlán contou que Ricardo tinha sido preso por suspeita de sequestrar crianças. Foi um mal entendido, ela pensou. Ricardo nunca estaria envolvido com algo assim. Mas as mensagens continuavam chegando. De repente, apareceu um link para uma transmissão ao vivo no Facebook, e quando ela clicou, se deparou com a aglomeração - e seu filho e cunhado sendo espancados. Em vão, ela postou um comentário. "Por favor, não machuquem eles, não os matem, eles não são sequestradores de crianças", recorda-se de ter escrito. Mas a mensagem não surtiu efeito, e ela observou horrorizada os dois serem encharcados de gasolina. A mesma tecnologia que permitiu a um homem em Acatlán mobilizar uma multidão para matar seu filho, permitiu que ela o visse morrer. Naquele mesmo dia, Maria, Jose Guadalupe e Kimberley voltaram a Acatlán pela primeira vez em mais de uma década. Lá eles conheceram Jazmin Sanchez, viúva de Alberto, que também assistiu à tragédia pelo Facebook. Durante décadas, Jazmin e Alberto viveram a apenas 14 quilômetros de Acatlán, em Xayacatlan de Bravo. Todos os dias, Alberto ia trabalhar nos campos de milho na terra que comprara na vizinha Tianguistengo. Quando morreu, deixou para trás uma casa pequena em construção na propriedade, assim como a esposa e três filhas para quem estava construindo a moradia. "Ele era um homem bom, não merecia morrer dessa forma", disse Jazmin, segurando um boné, um cinto e uma carteira que pertenciam ao marido. Maria e Jose Guadalupe voltaram, por sua vez, para outra casa pequena em Tianguistengo, que deixaram para os filhos quando foram para os EUA. De pé nos fundos da residência, Maria se recorda do filho. Ele gostava de borboletas e de correr pelos campos de milho. Saiu para estudar direito porque queria defender as pessoas de injustiças. "Eles o tiraram de nós, e ele nem chegou a deixar um filho para cuidar da gente", disse ela. Em Acatlán, a família foi recebida com silêncio. Com exceção de Maura Cordero, os lojistas da rua Reforma disseram que estavam fora da cidade quando a barbárie aconteceu, ou que fecharam suas lojas e fugiram, ou ainda que nem chegaram a abrir as portas naquele dia, que não era feriado. "Ninguém quer falar sobre isso", disse Fuentes, o taxista. "E as pessoas que estavam diretamente envolvidas já foram embora." De acordo com as autoridades, cinco pessoas foram acusadas de incitação ao crime e outras quatro de assassinato. Martinez, que transmitiu o evento ao vivo no Facebook, Castelan, que pediu dinheiro para gasolina, e o homem identificado como Manuel, que tocou os sinos, estavam entre os cinco. Mas os outros dois supostos incitadores e os quatro acusados ​​de assassinato estavam foragidos, segundo a polícia. No dia seguinte à morte de Ricardo e Alberto, seus corpos foram velados em Acatlán. Maria acredita que havia testemunhas do crime entre os presentes na missa. "Vejam como vocês mataram eles! Vocês todos têm filhos! Eu quero justiça para os meus entes queridos!", gritou enquanto as lágrimas rolavam e as câmeras das redes de televisão locais e nacionais filmavam. Agora, a família vive com medo em Acatlán, diz Maria. Eles têm receio até de ir ao mercado. "Perdi meu neto que era como meu filho", disse a avó de Ricardo. "Eles os acusaram de serem criminosos, sem provas". Maria ainda não consegue entender por que a multidão foi levada por uma mentira. "Por que eles não checaram? Nenhuma criança foi sequestrada, ninguém apresentou uma queixa formal. Foi uma notícia falsa", afirmou. Onda de violência causada por boatos As mortes de Ricardo e Alberto Flores no México não são casos isolados. Boatos e notícias falsas no Facebook e no WhatsApp fomentaram episódios de violência com morte na Índia, em Myanmar e no Sri Lanka, para citar apenas três. Na Índia, como no México, o WhatsApp ressuscitou rumores antigos sobre sequestros, permitindo que se espalhassem mais rápido - e com menos responsabilidade. O WhatsApp, que foi comprado pelo Facebook por US$ 19 bilhões em 2014, tem sido associado a uma onda de linchamentos em toda a Índia, muitas vezes alimentada por histórias falsas de crianças sequestradas. No Estado de Assam, em junho, Abhijit Nath e Nilotpal Das foram espancados até a morte por um grupo de 200 pessoas, em um incidente assustadoramente semelhante ao de Acatlán. Tanto o WhatsApp quanto o Facebook são amplamente utilizados para o consumo de notícias no México, segundo consta em um relatório de 2018 do Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo. De acordo com o levantamento, 63% dos usuários de internet no México dizem que estão muito preocupados ou extremamente preocupados com a disseminação de notícias falsas. "As plataformas digitais servem como veículos instantâneos para canalizar o melhor e o pior de nós, incluindo nossos medos e preconceitos", disse Manuel Guerrero, diretor da Escola de Comunicação da Universidade Iberoamericana do México. "E isso fica mais evidente na ausência de autoridades efetivas que possam garantir nossa segurança", completou. Em 30 de agosto, no dia seguinte ao que Ricardo e Alberto foram mortos em Acatlán, moradores da cidade de San Martin Tilcajete, no sul de Oaxaca, tentaram linchar um grupo de sete pintores de casas, falsamente acusados ​​de serem sequestradores infantis. Naquele dia, os policiais conseguiram resgatar as vítimas. Mas no mesmo dia, em Tula, no Estado de Hidalgo, a cena assustadora de Acatlán se repetiu, quando dois homens inocentes acusados ​​de raptar crianças foram espancados e queimados até a morte. No Equador, em 16 de outubro, dois homens e uma mulher presos por suspeita de roubar 200 dólares foram mortos por uma multidão após serem falsamente acusados em boatos que circularam pelo Whatsapp de sequestrar crianças. E em 26 de outubro, em Bogotá, na Colômbia, um grupo matou um homem pelo mesmo motivo. Como as mensagens do WhatsApp são criptografadas, é impossível rastrear a origem de qualquer conteúdo compartilhado no aplicativo. A empresa se recusou a atender aos pedidos do governo indiano em julho para quebrar a criptografia e permitir que as autoridades rastreassem as mensagens. Jose Gil, vice-ministro de Informações e Inteligência Cibernética na Cidade do México, supervisiona sua equipe Combate pouco eficaz O WhatsApp anunciou medidas para tentar conter a disseminação de notícias falsas, identificando claramente as mensagens que são encaminhadas e limitando o número de destinatários para repassar mensagens a 20 grupos por vez - e a cinco na Índia. "Acreditamos que o desafio da onda de violência exige uma ação das empresas de tecnologia, da sociedade civil e dos governos", disse a empresa à BBC. "Nós intensificamos a educação do usuário sobre desinformação e fornecemos treinamento sobre como usar o WhatsApp como um recurso nas comunidades." Um porta-voz do Facebook disse à BBC que a plataforma "não queria que seus serviços fossem usados ​​para incitar a violência". "No início deste ano, identificamos e removemos vídeos mostrando violência em massa no Estado mexicano de Puebla, e atualizamos nossas políticas para remover conteúdos que poderiam levar a danos no mundo real", disse o porta-voz. "Continuaremos a trabalhar com empresas de tecnologia, a sociedade civil e os governos para combater a disseminação de conteúdo com potencial para causar danos". Pelo menos 10 governos estaduais no México, incluindo o de Puebla, lançaram campanhas informativas alertando os cidadãos sobre a onda de mensagens falsas nas redes sociais sobre sequestros de crianças. Os policiais que investigam crimes cibernéticos criaram grupos de discussão no WhatsApp para permitir a comunicação direta com os moradores de 300 bairros em toda a capital. Os cidadãos pedem à polícia, por meio dos grupos, que verifiquem histórias, enquanto os policiais coletam evidências contra aqueles que espalham notícias falsas. Também estão na mira da equipe outros crimes: falsidade ideológica, tentativas de extorsão e tráfico de seres humanos. "Acreditamos que, de cada dez crimes, a tecnologia é usada em nove", diz Jose Gil, vice-ministro de Informações e Inteligência Cibernética da Cidade do México. "As redes sociais podem realmente afetar uma comunidade por meio da disseminação de informações falsas que muitos de nós percebem como verdadeiras, porque são enviadas por pessoas em quem confiamos", completa. "A sociedade precisa realmente avaliar o que é verdadeiro e o que é falso, e decidir o que é confiável e o que não é." A falta de policiamento efetivo e a cultura de impunidade no México fizeram com que os rumores incitassem a violência como "dinamite", afirma a deputada Tatiana Clouthier. Segundo ela, no caso do linchamento em Acatlána, a privacidade e a liberdade de expressão tiveram um custo terrível. "Mas damos prioridade para quê? Temos que dar prioridade à liberdade de expressão, mas onde está o limite? Esse é um debate em que nenhum de nós quer entrar porque ninguém quer restringir a liberdade de expressão, mas não podemos permitir a desinformação. A situação que estamos enfrentando é muito perigosa." Na tarde do dia 24 de outubro, um grupo de cerca de 30 parentes de Ricardo e Alberto se reuniram na Igreja do Calvário em Acatlán para uma missa em sua memória. O padre rezou por ambas as famílias e abençoou duas cruzes de metal levadas por eles. A celebração durou uma hora e, em seguida, as famílias andaram meio quilômetro carregando as cruzes até o lugar que haviam evitado nos últimos dois meses. O pai de Ricardo, Jose Guadalupe, colocou as cruzes nos degraus de pedra em que Ricardo e Alberto foram mortos, e o grupo permaneceu por um tempo em silêncio. "Foi muito doloroso estar no mesmo lugar em que os corpos foram carbonizados", afirmou Maria, mãe de Ricardo, mais tarde. "Tudo isso aconteceu por causa dos rumores e porque as pessoas foram levadas por esses rumores." Esses boatos ainda aparecem no telefone de Maria - e provavelmente no de outros moradores da cidade -, mas ela não suporta mais vê-los ou mostrá-los a quem quer que seja. No dia da missa, ela prometeu junto a Jazmin, viúva de Alberto, visitar o local do linchamento uma vez por semana e repor as velas que deixaram ao lado das cruzes. "As cruzes devem permanecer lá para sempre", diz ela, "para que o povo de Acatlán possa ver e se lembrar do que fez".

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