Irrigação compartilhada promete aumentar a produtividade de agricultores familiares

15 de julho de 2019, 13:53

(Foto: Divulgação Aiba)

Assentamento Santa Rita pode ser a primeira área a contar com essa tecnologia na Bahia – 

Por: Agrolink Com. Inf. de Assessoria -Aliados da agricultura empresarial, os pivôs centrais viabilizam a produção em grandes áreas cultivadas. O que poucos sabem é que eles também já são utilizados na agricultura familiar. Em alguns países da África, por exemplo, o compartilhamento destes equipamentos entre pequenos agricultores tem contribuído para o fortalecimento da atividade, rendendo mais produtividade aos pequenos produtores que cultivam sob o pivô e, consequentemente, proporcionando transformação social para a categoria.

Esse modelo de agricultura pode ser adotado no Oeste da Bahia. Técnicos da Aiba e do Iaiba, acompanhados de pesquisadores da Ufob e UFV e representantes do Incra e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Barreiras, visitaram o Assentamento Santa Rita, para estudarem a viabilidade de instalar um pivô central na comunidade agrícola. A ideia é que o equipamento sirva aos pequenos produtores de lá, de forma compartilhada. O objetivo da experiência é que, com um sistema eficiente e inteligente de irrigação, eles passem a produzir mais, aumentando, assim, a sua competitividade no mercado.

O projeto é visto com bons olhos pelos assentados. O pequeno agricultor Adenilson Santos, do Sítio Sucupira, se alegrou com a possibilidade. “Quanto mais frente de trabalho conseguirem para as famílias estaremos ajudando a amenizar o sofrimento de muitos que buscam tirar o sustento da terra, mas que não têm condições de investir em tecnologia. Esses pivôs seriam de grande salvação”, pontua.

Com dedicação à agricultura de pequeno porte, a presidente da Associação do Assentamento, Maria da Conceição, entende que os pivôs centrais só agregariam ao negócio familiar, uma vez que daria viabilidade à atividade durante todo o ano, aumentando a produtividade sem aumentar a área cultivado. “Sem essa tecnologia, temos produzido pouco e, com isso, os lucros têm sido pequenos, o que nos leva a recorrer a outras atividades para complementar o nosso sustento. Isso interferiu no desempenho da própria agricultura, colocando em risco a nossa principal atividade. No caso da minha família, por exemplo, tínhamos também uma criação de porcos, mas, com a falta de recursos, perdemos muitos animais e acabamos abrindo mão para trabalhar fora e garantir o sustento”, observa.

“O acesso às tecnologias disponíveis para o desenvolvimento agrícola da região deve chegar aos pequenos produtores como forma de fortalecer a agricultura familiar. Durante nossa visita ao Assentamento Santa Rita foi possível constatar a existência de ações já desenvolvidas pela CERB, mas que requerem continuidade e disponibilidade de apoio técnico para fixação das famílias assentadas e, consequentemente, possibilitar geração de renda. Destaca-se a possibilidade de compartilhamento do equipamento e aprimoramento de técnicas para o uso de maneira sustentável dos recursos hídricos existentes no local, viabilizado pela utilização de tecnologia compatível com os interesses daquela comunidade”, enfatizou Jacques Miranda, professor e vice-reitor da Ufob.

A possibilidade de ampliar sua produção animou a pequena agricultora Maria de Fátima Perim, que vê na irrigação compartilhada a solução mais eficiente para o seu cultivo de morangos e maracujás. “Não se trata apenas de aumentar a produtividade, mas a renda e as perspectivas das famílias. Se na África está dando certo aqui também dará. Onde há tecnologia há desenvolvimento social”, defende.

Os 7 alimentos que são ladrões de energia

Você provavelmente já ouviu falar e leu bastante sobre alimentos e suplementos que aumentam sua disposição e te deixam mais animado para encarar um treino ou até mesmo as tarefas do dia a dia. Mas também existe o outro lado dessa moeda. Não faltam vilões neste mundo na nutrição: os alimentos que são ladrões de energia e podem atrapalhar bastante sua rotina na corrida ou até mesmo se tornar um obstáculo numa prova.

Esses “ladrões” de energia atuam de diferentes maneiras no organismo. Em alguns casos, oferecem tanto açúcar que, num primeiro momento, essa elevada taxa de glicose resulta em mais disposição, mas, logo em seguida, a insulina liberada para normalizar essa glicose faz justamente o caminho contrário. E aí o cansaço chega com tudo.

Também tem aqueles alimentos que dão tanto trabalho para o sistema digestivo que muitos nutrientes são desviados para ajudar nesse processo, fazendo com que eles faltem na produção de energia em outras funções do organismo. Resultado: o corpo logo sente essa queda de disposição.

Para te ajudar a evitar esse cansaço causado pela má alimentação, acionamos três especialistas para fazer uma lista dos maiores ladrões de energia, suas principais armas e como combatê-las. Confira!

Os ladrões de energia 

Carboidratos simples

Alimentos com farinhas brancas vão roubar energia se consumidos em excesso. “Em um pré-treino, por exemplo, são aliados, mas viram vilões se não houver uma atividade física depois”, pondera Mayara Ferrari, nutricionista funcional esportiva. “Isso acontece porque a quantidade de açúcar no sangue fica muito elevada e o pâncreas libera mais insulina para quebrar todos esses carboidratos. Isso pode causar uma grande redução de açúcar no sangue, resultando em fadiga e falta de energia.”

Sal

Aquele sal extra para dar mais gosto à comida pode te deixar mais cansado. Em quantidade exagerada, o sal aumenta a pressão arterial e deixa o organismo mais desidratado porque mais água é necessária para compensar. “Ele prejudica o funcionamento adequado do organismo, que ficará a todo momento buscando esse equilíbrio. Isso dará uma sensação de cansaço e fadiga. Esporadicamente um pouco de sal não tem problema, mas abusar dele diariamente ou usar em grande quantidade é bastante prejudicial”, adverte Mayara.

Alimentos gordurosos e frituras

A gordura em excesso dificulta a digestão e atrapalha a chegada dos nutrientes à corrente sanguínea. “Como possuem uma digestão mais
lenta, eles fazem com que a circulação se concentre na região abdominal por mais tempo. Isso causa uma sensação de letargia e sonolência durante a digestão, que pode passar de três horas. E isso não é bom para quem vai se exercitar, pois precisará de boa circulação nos membros”, alerta a nutricionista Lara Natacci.

Doces

A lógica nesse caso é parecida à dos carboidratos simples: como eles são ricos em açúcar, dão um pico de energia no primeiro momento porque aumentam a quantidade de glicose no sangue, mas se a pessoa não for praticar uma atividade física logo em seguida, essa disposição logo pode virar cansaço. “O organismo vai aumentar a secreção de insulina para normalizar a glicemia, que é a quantidade de glicose no sangue. Por isso, a sensação de aumento de energia deve durar pouco e dar lugar à fadiga”, reforça Lara Natacci.

Café

O café, um dos estimulantes mais populares, também pode roubar sua energia. Ele realmente gera mais disposição num primeiro momento, mas sua ação no sistema nervoso tem como um dos efeitos a fadiga. “A cafeína, no cérebro, obstrui os efeitos da adenosina, substância que ajuda na transferência de energia e na promoção do sono, dando o efeito estimulante”, explica André Lemos, médico nutrólogo. “Por outro lado, também inibe a degradação da acetilcolina, que aumenta o estímulo muscular. E a consequência disso são o cansaço e a debilidade”, completa.

Corantes e conservantes

Presentes em muitos produtos industrializados, como nuggets, embutidos (salame, presunto, mortadela, peito de peru) e salsichas, eles
modificam o funcionamento adequado do organismo, que tenta repor o que os corantes “tiram” no processo de digestão. “Eles causam uma cascata de processos inflamatórios e oxidantes. Para reverter essa situação, disponibilizamos muitas vitaminas e minerais, fazendo com que o restante do organismo não funcione adequadamente”, destaca Mayara.

Refrigerante

O refrigerante é um dos “ladrões de energia” mais temidos. Alguns maratonistas e ultramaratonistas o utilizam durante provas quando já estão acostumados a seus efeitos, inclusive psicológicos, mas, para o organismo, eles não têm nada de “bonzinhos”. Isso porque o refrigerante, em geral, tem tudo em excesso: açúcar, sódio e corantes. Assim, desencadeia todos os processos já descritos de uma só vez. Além disso, estudos apontam que o refrigerante ainda pode atrapalhar o padrão de sono, prejudicando o descanso e interferindo na disposição.

VÍDEOS