POLÍTICA
Dr. Rey diz que pode deixar cidadania se não ganhar cargo de Bolsonaro: ‘O Brasil não me quis’
15 de novembro de 2018, 11:50

O cirurgião das celebridades Robert Rey, 57, conhecido como Dr. Rey, diz ter recebido um convite para servir à Marinha americana e que cogita aceitar o cargo caso não seja recrutado como Ministro da Saúde ou embaixador do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Para isso, ele precisaria abrir mão da cidadania brasileira.
“Como o Brasil não me quis, vou servir à nação que me adotou”, disse o cirurgião plástico, que se divide entre o consultório em Beverly Hills, tema de um reality show, e o Brasil.
“Irei com uma lágrima no olho, porque meu coração ficou no Brasil.” Apesar de achar que esse será o seu destino, Rey afirma que a decisão ainda não foi tomada.
Na sexta (9), o médico foi à casa de Bolsonaro, no Rio, para discutir uma possível participação no governo, mas não foi recebido pelo presidente eleito, que estava em reunião com os embaixadores de Alemanha e Argentina.
O médico se diz humilhado pela repercussão do caso pela imprensa e afirma que a reunião estava agendada, mas foi remarcada.
“Estou numa idade que você sente a necessidade de servir. Em dez anos eu estou morto. Eu não quero me aposentar jogando baralho em Las Vegas, quero me aposentar dando minha vida às minhas nações”, diz.
Filho de pai americano com mãe brasileira, Rey emigrou para os Estados Unidos aos 12 anos. Ele ficou famoso pelo programa de televisão de cirurgias plásticas Dr 90210 nos EUA, exibido no Brasil pela RedeTV como Dr. Hollywood.
Ele se lembra de sua frustrada candidatura a deputado federal por São Paulo pelo PSC, em 2014, então o mesmo partido do atual presidente eleito. “Perdi para um palhaço, um modelo pornô e um funkeiro”, disse.
Neste ano, Rey estudou disputar a Presidência da República pelo PRB, mas desistiu por pressão de sua ex-mulher. “A esposa disse que eu não podia mais me candidatar, porque estavam ameaçando minha família. O gringo não entende essas coisas.”
O médico confessa ainda ter alfinetado Bolsonaro quando questionou o baixo número de projetos aprovados pelo então deputado, em entrevista ao programa do humorista Danilo Gentili (SBT), em 2017. Ele minimiza, contudo, como uma brincadeira comum entre adversários políticos.
“Uma vez que ficou óbvio que ele seria o líder do movimento da direita, todos [pré-candidatos] entramos em linha e o apoiamos.”
Sobre sua visita a Bolsonaro na semana passada, ele garante que o encontro estava marcado. “Não foi só eu, havia outros deputados que não conseguiram fazer a reunião com ele porque o embaixador da Alemanha e da Argentina estavam lá, então somente remarcamos para outro horário, mas a mídia, a ‘fake news’, não todos, enlouqueceram e falaram que ele não quis me ver.”
Segundo Rey, um novo encontro entre ele e Bolsonaro deve acontecer em janeiro. Até lá, no entanto, ele precisa decidir se abandona a cidadania brasileira.
“Estou muito cansado da humilhação que eu recebi do Brasil. Eu só queria trabalhar de graça, servindo nosso Brasil.”
“Prefiro a minha nação, mas se a minha nação não me quer, eu vou servir à nação que me adotou. E a marinha de guerra americana precisa de cirurgiões, começam com cargos altos, de capitão. Eu pedi para ir ao combate, quero ser parte do [grupo de elite] Navy Seals no deserto do Iraque.”
Rey acredita ter currículo adequado para cargos do governo. “Eu sou formado em ciência política, economia e cirurgia em Harvard. Não é só ministro da Saúde, mas eu poderia ser chamado para ser embaixador”, diz.
Se for chamado a assumir a pasta, ele pretende implementar o que chama de plano roxo, que substituiria o SUS (Sistema Único de Saúde). O modelo seria semelhante ao existente nos EUA, com a população sendo atendida na rede privada por meio de vales. “Quem é idoso, como eu, ganha um vale maior”, afirma.
Ele acredita que Bolsonaro fará um ótimo trabalho e que o juiz Sergio Moro, futuro Ministro da Justiça, será eleito em seguida. “Vão ser dois mandatos, por oito anos, e depois entra o [Sergio] Moro por mais oito anos, então não vai ter lugar no Brasil pra mim, se não me recrutam como ministro ou embaixador.”
“São 220 países, por que não Rey, embaixador da Suíça? Rey, embaixador dos Estados Unidos? Se o Brasil não tem um lugar pra mim em nenhuma parte do governo, então eu vou deixar o Brasil.” (Folhapress)
Presidente do Senado diz que senadores estão ‘horrorizados’ após conversa com Paulo Guedes
15 de novembro de 2018, 11:43

Foto: Montagem de fotos: Fátima Meira/Futura Press – REUTERS/Sergio Moraes
O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE) saiu bastante insatisfeito da primeira conversa que teve com Paulo Guedes, guru econômico do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e futuro ministro da Economia.
Em relato ao Buzzfeed, Eunício contou sobre como teria sido o encontro com Guedes, na presença de outros senadores, pouco antes da celebração dos 30 anos da Constituição, na última terça-feira (6).
Dizendo que seus colegas ficaram “horrorizados” com a postura do economista, Eunício diz ter saído da reunião com uma certeza: “Esse povo que vem aí não é da política, é da rede social”.
De acordo com o presidente do Senado, Paulo Guedes o pressionou para que pautasse logo, para aprovação ainda neste ano, a reforma da Previdência.
Para que a reforma seja votada, no entanto, é necessário que o presidente Michel Temer suspensa ou encerre a intervenção federal decretada na segurança pública do Rio de Janeiro. Como a reforma é uma proposta de emenda à Constituição (PEC), não pode ser votada enquanto qualquer ente da Federação estiver sob intervenção.
Eunício relatou ter dito a Guedes que obedece à vontade da maioria e, por isso, não poderia pautar a matéria de qualquer jeito. Lembrou ainda que há prioridades, como a votação do orçamento para o ano que vem. A conversa que começou em tom ameno se tornou ríspida, disse o senador.
“Ele olhou para mim e disse que orçamento não é importante, importante é aprovar reforma da Previdência. […] Ele me disse: ‘Vocês não aprovam orçamento, orçamento eu não quero que aprove não’. Mas não é o senhor querer, a Constituição diz que só podemos sair em recesso após a aprovação”, relatou Eunício, acrescentando ter sido interrompido quando falou sobre a impossibilidade de recesso parlamentar sem a aprovação do orçamento.
“Não, eu só quero reforma da Previdência. Se vocês não fizerem vou culpar esse governo. Vou culpar esse Congresso e o PT volta, e vocês vão ser responsáveis pela volta do PT”, bradou o economista, sempre segundo o relato do presidente do Senado.
Em um determinado momento, Eunício afirmou ter deixado a sala onde ocorreu a reunião ao avistar a procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Nessa altura, Guedes ficou conversando com o atual líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).
“Então eu vi a Raquel Dodge lá na frente e saí para conversar com ela, e ele seguiu conversando com o Fernando Bezerra, que saiu de lá horrorizado”, recordou o senador.
O Buzzfeed lembrou que o mal-estar só aumentou após a solenidade, quando Guedes declarou aos jornalistas que uma “prensa” tinha que ser dada no Senado para que a reforma fosse logo votada. O economista foi logo em seguida repreendido por Bolsonaro.
“Ele foi lá para a porta do Ministério da Fazenda e disse que tem que dar uma prensa. Eu digo que aqui ninguém dá prensa. Aqui você convence, discute, ganha, perde. Agora, prensa ninguém vai dar em mim”, rebateu Eunício.
Entenda como funciona o Mais Médicos e por que Cuba decidiu deixar o programa
15 de novembro de 2018, 11:36

Foto: Reprodução
Nesta quarta-feira (14), o governo de Cuba anunciou a saída dos médicos cubanos do programa Mais Médicos. A decisão foi tomada em retaliação a exigências feitas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), para a continuação do programa.
Abaixo, entenda como funciona o Mais Médicos e por que os cubanos são contratados em um regime diferente daquele aplicado aos profissionais brasileiros e de outras nacionalidades.
O que é o programa Mais Médicos?
O Mais Médicos foi criado em outubro de 2013, no governo Dilma Rousseff (PT). O principal eixo é a contratação de médicos para atuar em postos de saúde de municípios e localidades onde faltam profissionais. Além disso, o programa inclui ações de expansão do número de vagas de cursos de graduação, especialização e residência médica e melhoria de infraestrutura da saúde.
Que médicos podem participar?
Há uma ordem na escolha dos médicos. A prioridade é para aqueles com registro no país. Isso inclui médicos brasileiros formados no Brasil, mas também estrangeiros formados aqui e brasileiros ou estrangeiros formados fora do Brasil que tiveram seus diplomas revalidados pelo governo brasileiro. Se ainda restarem vagas, a oferta é liberada para médicos brasileiros formados no exterior que não tiveram o diploma revalidado. Não sendo preenchidas as vagas, podem ser chamados médicos estrangeiros formados no exterior e sem diploma revalidado no Brasil. Por fim, se todas essas categorias não completarem o número de vagas oferecidas, são chamados os médicos cubanos.
Quanto recebem os médicos do programa?
O valor pago, atualmente, é de R$ 11.865,60 (houve reajuste no início deste ano). Os cubanos, contudo, recebem cerca de R$ 3.000. O governo brasileiro arca com o valor total da bolsa, mas o governo de Cuba fica com a maior parte.
Como é o contrato e o pagamento a Cuba?
Diferentemente do que acontece com os médicos brasileiros e de outras nacionalidades, os cubanos recebem apenas parte do valor da bolsa paga pelo Mais Médicos. Isso porque, no caso de Cuba, o acordo que permite a vinda dos profissionais é firmado com a Opas (Organização Panamericana de Saúde). O contrato, portanto, não é firmado individualmente com cada médico, já que eles são funcionários do Ministério da Saúde Pública de Cuba. Pelo contrato, o governo brasileiro paga à Opas o valor integral do salário, que, por sua vez, repassa a quantia ao governo cubano. Havana paga uma parte ao médicos (cerca de um quarto), e retém o restante. Isso está previsto no acordo firmado com o governo brasileiro quando o Mais Médicos foi criado.
Quais as exigências feitas por Jair Bolsonaro (PSL)?
Segundo publicação do presidente eleito em sua conta no Twitter, a continuidade do acordo foi condicionada à “aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos” e à “liberdade para trazerem suas famílias”.
O que disse o governo cubano?
O Ministério da Saúde Pública de Cuba decidiu não mais participar do Mais Médicos.
Em nota, afirmou que Bolsonaro “com referências diretas, depreciativas e ameaçando a presença de nossos médicos, disse e reiterou que vai modificar os termos e condições do Programa Mais Médicos, com desrespeito para a Organização Panamericana da Saúde e o que foi acordado por ela com Cuba, ao questionar a preparação de nossos médicos e condicionar sua permanência no programa à revalidação do título e como única forma a contratação individual.” O texto também afirma que “as mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e descumprem as garantias acordadas desde o início do programa”.
Qual o tipo de atuação desses médicos cubanos?
Os cubanos são o último grupo na lista de prioridade para alocação de vagas. Ou seja, ficaram com as vagas que não foram preenchidas por brasileiros e por estrangeiros de outras nacionalidades. Assim, a maioria dos cubanos foi para locais que os outros profissionais não quiseram ir. Isso inclui periferias de cidades grandes, municípios menores e com menos estrutura e distritos indígenas.
Há restrição de nacionalidade para os médicos estrangeiros?
Sim, mas apenas no caso daqueles que não se formaram no Brasil. Eles não podem ser de países em que a proporção de médicos por mil habitantes seja inferior a 1,8. Essa é a proporção que o Brasil tinha em 2013, quando o Mais Médicos foi criado.
Há quantos médicos cubanos trabalhando pelo Mais Médicos?
Atualmente, o programa soma 18.240 vagas distribuídas em cerca de 4.000 municípios. Destas, cerca de 8.500 (aproximadamente 47%) são ocupadas por médicos cubanos. Eles trabalham em 2.885 cidades, sendo que 1.575 municípios só possuem cubanos no programa (80% desses locais têm menos de 20 mil habitantes). São 300 os médicos de Cuba que atuam em aldeias indígenas, o que corresponde a 75% do total que atende essa população.Outras 4.721 (25,8%) vagas são ocupadas por brasileiros formados no Brasil e 3.430 (18,8%) por intercambistas (médicos brasileiros formados no exterior ou de outras nacionalidades). Há ainda outras 1.533 vagas que não foram ocupadas.
Como fica o programa? Haverá alguma mudança imediata?
Ainda não se sabe. À Folha o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, disse que a pasta ainda não foi comunicada oficialmente da decisão do governo de Cuba. “Estamos avaliando ainda. Precisamos ser comunicados oficialmente para saber como será a transição”, disse. Questionada, a Opas disse ter comunicado o Ministério da Saúde na manhã desta quarta-feira (14), após saber da decisão de Cuba. Ainda não há informações de como deve ocorrer a saída dos profissionais cubanos, mas a previsão é que os médicos deixem o país até no máximo 31 de dezembro -antes, assim, da posse de Bolsonaro.
Há médicos brasileiros suficientes para reposição?
Em tese sim, mas a reposição levaria tempo. Hoje, há 1.533 vagas não preenchidas entre as 18 mil disponíveis. Os últimos três editais abertos no programa tiveram vagas preenchidas apenas com brasileiros. Ainda assim, a saída dos cubanos deixaria um buraco de 8.000 profissionais, e boa parte da vaga está em locais mais pobres e com menos estrutura, onde os médicos brasileiros nem sempre querem ir. Seria preciso, portanto, criar novos incentivos para atrair profissionais a essas localidades. Mauro Junqueira, presidente do Conasems (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde), acredita que é possível suprir as baixas, mas isso não acontecerá de forma imediata. (Folhapress)
Relembre alguns exemplos marcantes:
1. Mortalidade infantil chega a zero após Mais Médicos no Piauí
2. Cubanos trazem ao Brasil uma nova forma de exercer medicina
3. Médica cubana utiliza ‘método diferente’ em 1º dia de trabalho
4. Mãe implora por retorno de médico cubano a comunidade
5. Por que o povo brasileiro passou a amar os médicos cubanos?
6. Pacientes do agreste agradecem ‘de joelhos’ chegada de médicos cubanos
7. Como um médico cubano está reduzindo o uso de antibióticos em aldeias indígenas
8. Globo é obrigada a reconhecer qualidade dos médicos cubanos
9. Os médicos cubanos na visão de um inglês que vive no Brasil
10. Por que os brasileiros preferem os médicos de Cuba?
Mentira tem perna curta
26 de outubro de 2018, 06:46

Foto: Divulgação
* Por Gervásio Lima. –
O francês Henri De Toulouse-Lautrec, falecido no primeiro ano do século passado, foi um dos grandes nomes da pintura mundial, mas entrou para história por causa de um dom literalmente não confiável. O artista mentia tanto, e com tanta frequência, que os bares da boemia parisiense diziam que seu talento com as lorotas era tão grande quanto sua vocação artística. A baixa estatura de Lautrec, causada por um deficiência que prejudicara o crescimento das pernas, somada às suas cascatas deu a origem do ditado “mentira tem pernas curtas”.
A Bíblia diz que o diabo é o pai da mentira e que todos que estão cegos pela mentira são seus filhos. Isso significa que a mentira é muito perigosa, porque é obra do diabo. Em João 8:44, Jesus explicou sobre o caráter do diabo: é homicida (seu propósito é nos destruir), rejeitou a verdade (ao se rebelar contra Deus), a mentira é sua “língua materna” (ele mente o tempo todo) e é o pai da mentira (a mentira é sua grande obra).
Diversos são os exemplos de resultados negativos provenientes do hábito de mentir. Infelizmente o emissor da fraude não é o único prejudicado. Numa espécie de efeito dominó, uma série de acontecimentos causados por um único fato é capaz de prejudicar e destruir histórias e até vidas. A mentira não vai muito longe, uma hora ou outra ela é desmascarada e a verdade se sobressai, mas em muitos casos ‘daqui que se prove que focinho de porco não é tomada’, o estrago já foi feito e as consequências podem ser as piores possíveis.
Nem sempre se tem o que merece, mas com um pouquinho de esforço ou contando com a sorte se consegue o que almeja. Geralmente se colhe o que planta. ‘Atitudes tomadas pela emoção podem prejudicar um milhão’. É sempre bom lembrar que o certo não dói, caso contrário, a vaca pode ir para o brejo.
Forte é o povo!
* Jornalista e historiador
Onde houver ódio, que eu leve o amor
17 de outubro de 2018, 17:20

* Por Gervásio Lima
A única certeza que se tem na vida é a morte, o restante são incertezas e ‘previsões imprevisíveis’. A astrologia, pseudociência que garante prover informações sobre, entre outros, assuntos relacionados à vida do ser humano, também se confunde, para não dizer erra, e feio, em muitas de suas teorias, portanto, o improvável será sempre improvável.
Muitas coisas acontecem na vida das pessoas de forma involuntária, mas existem situações que é possível que o indivíduo antecipe seus resultados. Porque meter a mão na cumbuca, (expor-se ao perigo; envolver-se com o que não deve), sabendo que a probabilidade de dar errado é infinitamente maior do que dar certo? Para se evitar ser uma ‘Maria vai com as outras’, ou seja, ser uma pessoa que prefere não ter seus próprios posicionamentos e opiniões, que se deixa convencer com facilidade, é necessário que se trabalhe a razão, buscando informações sobre o que realmente deseja.
Se com os meios de comunicação que eram disponíveis, até o advento da internet, como rádio e televisão, Já era possível se munir de informações sobre uma gama de assuntos, nos tempos atuais o conhecimento é quase que automático; se consegue ver, ler e ouvir tudo instantaneamente. Por tanto, desconstruindo a trivial frase “errar é humano”, não é aceitável a desculpa de cometer ou ter cometido um engano por não ter obtido um conhecimento antecipado.
O ser humano não está imune a erros que na maioria das vezes prejudica e machuca o físico e o espiritual, afetando não somente os que os cometem mais muitos outros que passam a serem vítimas das atitudes incorretas. É sempre bom lembrar que a decepção, geralmente fruto do excesso de expectativas, provoca mágoas e traumas e o arrependimento é algo que acompanha por toda uma vida.
Incitar o ódio e a violência são erros inconcebíveis ao ser humanos, vai de encontro inclusive aos princípios bíblicos.
Senhor, fazei de mim um instrumento da Vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz. (Oração de São Francisco de Assis)
*Jornalista e historiador
Estudante de 12 anos demonstra interesse na política e realiza entrevista com o candidato Tiago Dias
05 de outubro de 2018, 10:50
O estudante José Durval Silva, aluno do sétimo ano do ensino fundamento, do Colégio Municipal Gilberto Dias de Miranda, de Jacobina (Comuja), teve a iniciativa de entrevistar o vereador e candidato Tiago Dias, um dos postulantes a uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia. Problemas locais, prisão do ex-presidente Lula e projetos apresentados por Tiago Dias enquanto vereador foram alguns dos assuntos abortados.
José Durval – Candidato Tiago Dias, quais são os seus projetos que irá defender e apresentar caso seja eleito?
Tiago Dias – O deputado é um intermediador entre a comunidade e os órgãos do Governo do Estado. Na verdade iremos ter duas plataformas, uma é encaminhar as demandas que já temos em mente e a outra é ouvir a população e encaminhar esses anseios. Temos como prioridade neste primeiro momento é de dizer ao governador que nossa região, o território, necessita urgentemente de um hospital territorial com resolutividade. A policlínica já vai ajudar na questão dos exames, porém será um diagnóstico, mas se você precisar de uma cirurgia terá que fazer em Salvador. Além da policlínica que irá solucionar trinta por cento, nós precisamos de uma unidade que tenha resolutividade. Estamos em um território que tem aproximadamente trezentos mil pessoas e não temos nenhum leito de UTI. É inaceitável que na atualidade, com tantos impostos que o cidadão e a cidadã paga, nós não temos este tipo de serviço que é uma política e que é um direito constitucional. Isso é só um exemplo, mas precisamos de diversos outros exemplos como oncologia, cardiologia, ortopedia e outros equipamentos modernos que dê resolutividade nessas áreas.
José Durval – Sobre a prisão do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, um dos principais assuntos da atualidade, o que o senhor acha. Foi algo justo ou injusto?
Tiago Dias – Não tive acesso diretamente a todo o processo, porém o que a gente ver é que está mais para uma prisão política, pois existem diversas denúncias contra outras lideranças que também deveriam estar na cadeia. Não estou dizendo que o presidente Lula errou e não tenha que pagar, todos que erram tem que pagar porém a gente percebe que está existindo seletividade no momento da sentença judicial. É preciso que a gente passe o país a limpo. Não deveria a gente está tratando de corrupção, pois é uma coisa que não deveria existir, mas existe e deve ser punido e a cada dia endurecer mesmo. Talvez isso acontece porque as pessoas acreditam que nunca serão atingidas. A questão do presidente Lula, se ele errou tem que pagar, mas o que vejo é que a prisão de Lula é uma questão política e não de fato pelo que está sendo denunciado. Se a prisão foi por corrupção deveria estar preso muito mais gente e não apenas o ex-presidente Lula.
José Durval – O senhor pode destacar algum projeto de lei que apresentou como vereador de Jacobina e que considera importante?
Tiago Dias – Apresentei um projeto que isenta as pessoas de baixa renda que não pague a taxa de religação de água, pois entendo da seguinte forma, se cortou a minha água porque não tive condições de pagar a conta atrasada como é que vou pagar a conta e a taxa de religação? Por conta disto nós colocamos o projeto na Câmara para isentar com critérios as pessoas que apresentam alguns pré-requisitos.
‘Peço a vocês que lutem pela eleição do Haddad’, diz Lula em carta
01 de outubro de 2018, 07:45

Foto: Divulgação
O ex-presidente está preso desde abril na sede da Polícia Federal, em Curitiba –
Oex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em carta publicada em sua conta no Twitter neste domingo, pediu à militância do Partido dos Trabalhadores (PT) mobilização em torno da eleição do candidato Fernando Haddad à Presidência. “Peço a vocês que lutem muito pela eleição do Haddad. Saiam de casa todos os dias para fazer campanha e pedir votos para ele. Façam por ele como se fosse por mim”, afirma Lula.
O ex-presidente está preso desde abril na sede da Polícia Federal, em Curitiba. “Ele (Haddad) me representa nesta eleição e, tenho certeza, vai cuidar da nossa gente com carinho, como eu sempre cuidei”, diz. No texto, Lula ainda exalta a militância, a segundo ele “a alma do partido”. “A vitória vai depender muito da garra e do empenho de cada militante”, avisa.
Boa sorte sem desculpas
18 de setembro de 2018, 18:00

Por Gervásio Lima –
Desejar boa sorte, sempre, é um ato positivo dos que geralmente querem o bem de outrem; é uma expressão que caracteriza também humildade e compaixão. Antes de agir por impulso ou por emoção vale a dica dos segundos de respiração e o de contar até dez. Pensar nas consequências é a melhor forma na tomada de decisões. O ‘boa sorte’ será infinitamente melhor e mais coerente do que um pedido humilde de desculpas.
A disputa de poder na política é salutar do ponto de vista da concorrência, quando são apresentados os programas e planos de governos que venham contribuir para o desenvolvimento de um determinado território, a partir de benefícios que contemplem as populações de aglomerações urbanas. A disputa de poder é um enfrentamento para decisão de quem, dentre os concorrentes, passará a deter o controle de um certo poder. As pessoas, mas precisamente as que possuem o direito do voto, geralmente têm um lado e não opinião. Os que priorizam o lado se preocupam apenas com a quantidade de votos, enquanto os de opiniões trocam ideias, discutem e justificam suas posturas através do debate munido de informação e coerência.
Menosprezar e preconceituar a opinião alheia são atitudes prepotentes e peculiares dos intolerantes. Os chamados ‘donos da verdade’ não poupam argumentos, palavras e o que mais for preciso para provarem que seu ponto de vista é sempre o certo, dificultando qualquer possibilidade de viver em paz com os que estão a sua volta. Semeiam apenas mágoa, discórdia e violência, sem apresentar soluções lógicas e viáveis a partir do que defende.
Um passo em falso proporcionará consequências desastrosas. É preciso prudência na tomada de decisões. Desejar felicidades e sucesso na esperança de que tudo dê certo fortalece o emissor e o receptor da frase de gentileza. Já a arrogância e a grosseria, qualidade própria dos prepotentes, atraem o mal e todos os seus ‘derivados’.
Confundi a empatia, a amizade e a cordialidade com lado político é um comportamento dos fracos. As disputas eleitorais não são sinônimos de desavenças e sim um momento de empoderamento democrático e difusão de ideias. Eleições para os cargos eletivos dos municípios, dos estados e da união acontecem de quatro em quatro anos e as amizades são feitas para durar toda uma vida.
A sociedade é um conjunto de pessoas ligadas pela necessidade de se ajudarem. No decorrer da vida, o ser humano desenvolve uma série de habilidades para se relacionar com o mundo que o cerca, assim ele aprende a viver com outras pessoas, das quais necessita para concretizar seu projeto de vida; se tornando consequentemente em um bom ou mau cidadão. Ser educado, saber respeitar a opinião dos outros – sem deixar que não respeitem a sua –
ter um sentimento coletivo, ser solidário, e ter espírito de cooperação, são prerrogativas dos que sabem viver em sociedade.
“A justiça é a vingança do homem em sociedade, como a vingança é a justiça do homem em estado selvagem”. Frase dita por Epicuro de Samaros, filósofo grego do período helenístico (período da história da Grécia e de parte do Oriente Médio compreendido entre a morte de Alexandre o Grande em 323 a.C. e a anexação da península grega e ilhas por Roma em 146 a.C.).
Geddel está com depressão e tem medicação controlada na cadeia
10 de setembro de 2018, 08:29

O ex-ministro está preso na Papuda, em Brasília –
A saúde de Geddel Vieira Lima (MDB) tem deixado a administração da penitenciária da Papuda, em Brasília, preocupada.
Segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”, o ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo de Michel Temer está com depressão. Diante disso, administração penitenciária decidiu controlar os remédios de Geddel, temendo que ele tome uma overdose de medicamentos.
Vale lembrar que o ex-ministro está preso desde julho, em regime diferenciado, isolado numa cela com seis metros quadrados. Ele foi encarcerado após a polícia encontrar malas de dinheiro com R$ 51 milhões em um apartamento em Salvador, em setembro do ano passado. O dinheiro foi atribuído a Geddel.
Cautela e caldo de galinha não fazem mal à ninguém
30 de agosto de 2018, 17:13

Foto: Reprodução
Por *Gervásio Lima –
A capacidade de imaginação do ser humano é uma das principais características da inteligência da espécie. Chega a ser instigante e intrigante o poder de criação das pessoas, em todas as áreas do conhecimento. Mentes brilhantes contribuíram, têm contribuído e contribuirão para importantes transformações em todo o mundo, tanto do ponto de vista material quanto o imaterial, ajudando ou prejudicando os viventes.
Infelizmente são mais facilmente encontrados os chamados ‘mentes diabólicas’, que usam a inteligência para fazer ou promover o mal, com o propósito único de causar discórdia e a cólera, para como num sentimento de orgasmo sentir excitação do espírito pelas ríspidas e maléficas atitudes; de que os que procuram socializar os conhecimentos com o objetivo de ganhos coletivos. Uma sociedade justa está cada vez mais distante dos que buscam incessantemente o real e o verdadeiro conceito de vida, mesmo tendo provas e a certeza que o mal não vencerá o bem.
A boa e salutar disputa quando o mérito leva o melhor à vitória se confunde com o conflito, onde geralmente está em jogo a discussão, o choque e o enfrentamento nem sempre amigável entre as partes. As competições viraram sinônimo de confusões envolvendo os competidores e seus apoiadores, esses, na política, conhecidos carinhosamente por asseclas ou bajuladores. Geralmente o egoísmo e a vaidade predominam nas defesas das partes, enquanto a opinião e a razão são desprezadas ou ignoradas, muitas vezes sem direito de defesa.
O verdadeiro líder é aquele que respeita as diferenças e seus adversários, promovendo harmonia e buscando o consenso, para assim conquistar a confiança e ter o poder de influenciar o pensamento e o comportamento de outros indivíduos. Liderança não se compra e, para a infelicidade dos que desejam de qualquer maneira alcançar tal posição, também não se consegue com inverdades e perseguições, mesmo contra seus algozes.
O Brasil vive e respira mais um período eleitoral, momento democraticamente criado para a escolha dos seus representantes nos executivos e legislativos estadual e nacional. Foi dada a largada para a corrida mais importante do país; entre os competidores estão os candidatos a deputado, senador, governador e presidente da República. Já na torcida, no ‘corpo técnico’ e nos bastidores estão os eleitores como os principais protagonistas. A partir de agora é preciso muito cuidado na interpretação no que ouvir, ver ou ler, pois os persuasores de plantão estão travestidos de ‘bons samaritanos’ e de má fé podem induzir os incautos.
Aventurar ou atirar no escuro podem não ser a solução de problemas, ao contrário, servirão apenas como contribuições para a ampliação dos mesmos. A emoção, por mais marcante que seja, não pode jamais transpor a razão. Um erro não justifica o outro, por tanto se faz necessário muito cuidado pois cautela e caldo de galinha não fazem mal à ninguém.
Gervásio Lima.
Jornalista e historiador.
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