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Aumenta preocupação com doenças ligadas ao Aedes aegypti no verão
26 de dezembro de 2020, 17:49

Foto: Reprodução
Com a chegada do verão no Brasil e da chuva em diversas regiões, uma preocupação de saúde pública aumenta: o crescimento da circulação do mosquito Aedes aegypti e das doenças associadas a ele (chamadas de arboviroses urbanas), como dengue, zika e chikungunya.
Conforme o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde sobre o tema, lançado em dezembro, entre janeiro e novembro foram registrados 971.136 casos prováveis de dengue no Brasil, com 528 mortes. As maiores incidências se deram nas regiões Centro-Oeste (1.187,4 por 100 mil habitantes), Sul (931,3/100 mil) e Nordeste (258,6/100 mil).
No mesmo período, as autoridades de saúde notificaram 78.808 mil casos de chikungunya, com 25 óbitos e 19 casos em investigação. As maiores incidências ocorreram no Nordeste (99,4 por 100 mil habitantes) e Sudeste(22,7/100 mil). Já os casos de zika, até o iníciode novembro,totalizaram 7.006, com incidência mais forte no Nordeste (9/100 mil) e Centro-Oeste (3,6/100 mil).
Na avaliação do professor de epidemiologia da Universidade de Brasília Walter Ramalho, este é o momento de discutir o problema do Aedes aegypti e as medidas necessárias para impedir sua proliferação. O maior desafio é diminuir os focos de criação dele.
O Aedes está no Brasil há mais de 100 anos. Em alguns momentos, já chegou a ser erradicado. Mas nos últimos 30 anos o inseto vem permanecendo e, segundo o professor Ramalho, se adaptando muito bem ao cenário de urbanização do país e do uso crescente de materiais de plástico, que facilitam o acúmulo de água propício à reprodução do mosquito.
“Todos esses materiais, que podem durar muito tempo na natureza, podem ser criadouros do mosquito. A gente tem que olhar constantemente o domicílio, não somente na terra como nas calhas. Este é um momento do começo da chuva. Se não fizermos esse trabalho e se a densidade do mosquito for elevada, não temos o que fazer”, alerta o professor.
Ele lembra que não se trata apenas de um cuidado com a própria pessoa e sua casa, mas com o conjunto da localidade, uma vez que domicílios com foco de criação acabam trazendo risco para toda a vizinhança.
O professor da UnB acrescenta que o cuidado no combate aos focos não pode ser uma tarefa somente do Poder Público. Uma vez que qualquer residência, terreno ou imóvel pode concentrar focos, é muito difícil que as equipes responsáveis pela fiscalização deem conta de cobrir todo o território.
Ramalho destaca que as doenças cujos vírus são transmitidos pelo mosquito são graves. A dengue hemorrágica pode trazer consequências sérias para os pacientes.
“A zika causou microcefalia no Nordeste e em algumas cidades de outras regiões. E precisamos nos preocupar com a chikungunya. Ela causa sintomatologia de muitas dores articulares. Muitas pessoas passam dois, três anos sentindo muitas dores. Isso causa desconforto na vida durante todo esse período”, afirma.
No mês passado, o governo federal lançou uma campanha contra a proliferação do Aedes com o lema “Combater o mosquito é com você, comigo, com todo mundo”.O desafio é conscientizar os cidadãos sobre a importância de limpar frequentemente estruturas onde possa haver focos e evitar a água parada todos os dias.
Com informações da Agência Brasil
Vereador eleito diz que receber salário em janeiro é “injusto
26 de dezembro de 2020, 09:32
Foto: Reprodução
Aos 64 anos, completados 7 dias depois de eleito vereador no DEM por Riachão do Jacuípe, na Bacia do Jacuípe a 195 km de Salvador, Chuá, como é conhecido, tradicional comerciante do ramo de farmácia na cidade, fez uma campanha simples gastando, conforme o site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) apenas R$3.840,45 (três mil, oitocentos e quarenta reais e quarenta e cinco centavos), e promete renunciar ao salário de R$ 7.500,00 (ou 6,89 salários mínimos) por mês, que teria direito em janeiro de 2021. O custo mensal para os cofres municipais seria em torno de R$ 9,5 mil por edil.
Segundo Chuá, um senhor simpático, casado há 40 anos (faz hoje) com D. Alene, pai de 2 filhos (Mariana, advogada, e Zé Raimundo, policial), de boa conversa e, acima de tudo, sincero, diz que não é “justo que tome posse no dia primeiro de janeiro, entre em recesso (férias) imediatamente e, no fim do mês, receba mesmo sem trabalhar”.
Eleito com 523 votos – o 12º dos 13 que vão estar na Câmara entre 2021 e 2024 (se a eleição fosse apenas com os mais votados seria o primeiro suplente) – ele garantiu à reportagem que vai envidar todos os esforços para não receber o subsídio parlamentar.
Mesmo ouvindo de especialistas que não pode abrir mão de um direito não se convence e vai lutar, inclusive, na Justiça para que a verba não entre na conta. Porém, essa possiblidade é remota.
Indagado se, ao receber não poderia doar a instituições que prestam serviços sociais em Riachão do Jacuípe, não descarta, mas está convicto que não poderá porque não vai receber.
Na campanha, não era raro vê-lo pelas ruas cumprimentando todos os que passavam, comum no dia a dia desse jacuipense nato que já foi candidato a vice-prefeito em 2016 na chapa do atual prefeito eleito também pelo DEM, Carlinhos Matos.
Na farmácia, que fica na principal praça da cidade, onde a redação esteve por alguns instantes, Chuá dialoga com todos sempre puxando assunto com uma simpatia muito peculiar e tentando ajudar e orientar clientes.
Intransigente, ele busca apoio legal para não receber o salário a que tem direito. Mas, mesmo entre familiares com formação em direito e advogada, encontra resistência à pretensão.
A mulher, D. Alene, garante que ele é persistente e vencedor. Porém, acha que dessa vez não deve lograr êxito.
Informado que o vereador não deve nem trabalha apenas durante as sessões ordinárias ou extraordinárias na Câmara Municipal, garante que “não concorda com esse pagamento e não vai receber”.
Fonte Bahia On
HPV: previna-se!
25 de dezembro de 2020, 16:38

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Opapiloma vírus humano, hoje bem conhecido como HPV, não apresenta sintomas característicos. Em algumas situações, provoca lesões na pele e nas mucosas, verrugas anogenitais, de aspecto parecido ao de uma couve-flor. É capaz também de se manifestar em infecções. Aliás, em caso de infecção persistente por certos tipos do vírus, há risco de desenvolvimento de câncer no ânus e em outras regiões.
Para mulheres, o maior perigo é de câncer de colo do útero, o quarto tipo mais comum entre elas e responsável por 265 mil óbitos por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Mais comumente, é detectado no teste de Papanicolaou, exame simples e rápido que colhe células do colo do útero para análise em laboratório.
Trata-se de um vírus de contato, pele com pele, que penetra e se aloja no epitélio por microfissuras. Um dia, em uma eventual queda de imunidade, acaba se manifestando. Sua incidência é gigante: atinge 8 em cada 10 mulheres sexualmente ativas. Isso mesmo: 80%! O especialista preparado para tratá-lo é o ginecologista, quando se pensa em mulheres; para o público masculino, naturalmente, é o urologista.
Os cuidados variam a cada caso e em virtude de suas peculiaridades, como a localização. “Tudo depende de onde está o vírus e do grau de evolução da doença. Se for uma lesão de verruga externa ou interna, por exemplo, podemos indicar ácidos, cremes, radiofrequência e laser.
Quando se dá no colo do útero, utilizamos mais a radiofrequência; na vagina, usamos mais o laser. Também depende da progressão”, argumenta Marcia Fuzaro Terra Cardial, membro da Diretoria da Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia (ABPTGIC-SP) e segunda-tesoureira da SOGESP.
“A medida preventiva é a imunização. A vacina contra HPV é disponibilizada na rede pública para meninas entre 9 anos e 14 anos e para meninos entre 11 anos e 14 anos.
Homens e mulheres que convivem com HIV ou com alguma imunossupressão, que foram submetidos a transplante de órgãos ou medula ou ainda aqueles que fizeram quimioterapia podem tomar a vacina pelo Sistema Único de Saúde (SUS) até os 26 anos de idade. Para adolescentes até 14 anos são duas doses e nas outras faixas etárias são três. Nas imunossuprimidas são sempre três doses, independentemente da idade”, explica a ginecologista. “Mais uma informação relevante: em consultório não existe limite de idade para a vacinação bivalente, que pega os tipos de vírus 16 e 18, além de fazer relação cruzada com outros tipos, e pode ser tomada a partir dos 9 anos de idade. Já a quadrivalente, para os tipos 6, 11, 16 e 18, só pode ser administrada até os 45 anos”, conclui.
Não há hipótese de 100% de eficácia, pois existem mais de 200 tipos de vírus HPV. Mas é excelente o resultado contra os quatro mais prevalentes, que acometem cerca de 80% da população.
“A vacina demonstra mais eficácia na adolescência, pois produz maior quantidade de anticorpos. Por isso, o ideal é vacinar meninas e meninos nessa faixa etária, porque, além de mais anticorpos, amplia a chance de não terem contato com o vírus”. Mesmo cumprindo a vacinação regular, é indispensável prosseguir com rastreamento periódico do câncer, realizando citologia, teste HPV, além de consultar o ginecologista com frequência.
Fonte: noticiasaominuto
Dois chás poderosos que combatem a azia
25 de dezembro de 2020, 09:17

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Geralmente a azia resulta do refluxo gástrico ou por comer demais e muito rapidamente, causando desconforto e mal-estar.
Em declaraçõesao portal Dicas de Mulher, afitoterapeuta Ana Paula Silva, falou sobre dois chás que ajudam a combater esta condição.
1. Chá de gengibre
O gengibre ajuda na digestão, atuando contra agastrite, úlceras e azia.
Como fazer:
– Lave 1 pedaço de gengibre (cerca de 5cm) e, de seguida, corte ou rale;
– Leve o gengibre ao fogo juntamente com 1 xícara e meia de água, até ferver;
– Baixe o fogo e deixe cozinhar por poucos minutos;
– Coe e sirva.
Deve beber duas xícaras de chá de gengibre por dia.
2. Chá de funcho
O funcho é outro aliado do ótimofuncionamento do sistema digestivo e, por isso, o chá de funchoé uma excelente opção para tratar a azia.
Como fazer:
– Separe 1 colher de sementes de funcho;
– Adicione 1 xícara de água fervente e deixe descansar durante alguns minutos;
– Coe e está pronto a consumir.
Beba entre duas a três xícaras diariamente.
Bahia reintegra Ramírez, reforça combate ao racismo e anuncia cláusula antirracista em contratos
24 de dezembro de 2020, 16:36

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O Bahia divulgou uma carta aberta no início da tarde desta quinta-feira para informar que os laudos das perícias contratadas pelo clube não comprovaram a denúncia de injúria racial feita contra o atleta Índio Ramírez e que, portanto, o jogador será reintegrado ao elenco. Além disso, o texto menciona diversas medidas estruturais adotadas para evitar e combater o racismo na instituição e no futebol, de maneira geral.
Índio Ramírez estava afastado de todas as atividades do Bahia desde o último domingo, quando o clube decidiu que abriria uma investigação interna para apurar se o meia-atacante realmente disse a frase “cala a boca, seu negro” para Gerson, do Flamengo, no duelo do último domingo, vencido pelo time rubro-negro por 4 a 3, no Maracanã. No dia seguinte à partida, o atleta colombianose defendeu das acusações e afirmou que foi mal compreendido por Gerson.
“O clube entende que, mesmo dando relevância à narrativa da vítima, não deve manter o afastamento do atleta Indio Ramírez ante a inexistência de provas e possíveis diferenças de comunicação entre interlocutores de idiomas diferentes”, disse o clube. “O papel do Bahia é de formação e transformação, sempre preservando os direitos fundamentais e a ampla defesa. O atleta deverá ser reincorporado ao elenco tão logo os profissionais da comissão técnica e psicólogos entendam adequado”, acrescentou o comunicado.
“O futebol é reflexo de uma sociedade que, quando não nega o racismo, adere a um populismo punitivista que finge resolver o problema apenas punindo o agressor. Atos de discriminação racial não são “casos isolados”, avaliou o clube baiano, que elencou sete medidas tomadas para combater a discriminação racial, incluindo uma cláusula antirracista nos contratos dos jogadores, por “entender seu papel de entidade de interesse público”.
Na carta, o Bahia também afirmou que “seguirá acompanhando os desdobramentos que ocorrerem fora das instâncias do clube, seja na Polícia Civil ou no Superior Tribunal de Justiça Desportiva”. Vale ressaltar que Gerson já prestou depoimento na Delegacia de Crime Raciais e Delitos de Intolerância do Rio de Janeiro (Decradi), e que Ramírez, o técnico Mano Menezes e o árbitro da partida, Flávio Rodrigues de Souza, também foram intimados a depor.
Confira abaixo as medidas adotadas pelo Bahia:
Inclusão de cláusula antitracista, xenofóbica e homofóbica no contrato dos atletas.
Proposta de criação de protocolo antidiscriminatório para jogos de futebol no Brasil.
Implantação do projeto “Dedo na Ferida” para o elenco na pré-temporada. Não haverá jogador ou jogadora que vista a camisa do Bahia sem que tenha antes a oportunidade de obter acesso a uma imersão sobre racismo estrutural.
Encaminhamento junto à mesa do Conselho Deliberativo do clube para incorporação de cotas raciais nas próximas eleições.
Inclusão de espaço no Museu do Bahia dedicado ao combate e debate do racismo, xenofobia, sexismo e LGBTfobia e demais formas de intolerância.
Apoio ao projeto de lei que Cria o Dia Nacional Da Luta Contra o Racismo no Futebol
Na última quarta, o Bahia já tinha comunicado que um dos cinco especialistas consultados pelo clube negou que Ramírez tenha chamado Bruno Henrique de “negro” na partida, em outro bate-boca posterior à discussão com Gerson. O chileno Eduardo Llanos, que tem o espanhol como língua materna, considerou que Ramírez perguntou “tá quanto?” a Bruno Henrique. Já o Flamengo alega que três especialistas em leitura labial ouvidos pelo clube apontaram que o atleta do bahia teria chamado Bruno Henrique de “negro“e que entregaria a prova à polícia e ao STJD.
Outro profissional contratado pelo Bahia, o perito argentino Roberto Niella, também emitiu laudo em que descarta que Ramírez tenha proferido a palavra “negro” durante bate-boca com Bruno Henrique. Essa também foi a avaliação do Instituto Brasileiro de Peritos (IBPTECH), do perito baiano Antonio César Morant Braid e do paulista Mauricio Raymundo de Cunto, todos procurados pelo time baiano.
Vale lembrar que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) também deve analisar o caso. Ramírez está sujeito a duas punições. Ele pode ser obrigado a pagar multa de até R$ 100 mil e ficar afastado dos gramados por até dez jogos. Isso se for condenado por ato discriminatório, que está previsto no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
PARTE 1 – O RACISMO E A SOCIEDADE
O racismo faz nosso país sangrar. Pela morte, pela dor, pelas portas fechadas, pela discriminação no mercado de trabalho, pela violência diária de todas as formas. O racismo entra pela fresta das casas, está nas ruas, nos supermercados, nas empresas e também no futebol. Segue impregnado por todos os lados. Combater o racismo é dever de todos: das organizações, dos governos e sobretudo das pessoas que historicamente se beneficiaram de uma estrutura social e econômica sustentada na branquitude e no racismo. O racismo é um fenômeno concreto e opera para além das estatísticas de expectativa de vida, acesso à saúde e garantias dos direitos fundamentais e dignidade humana. O racismo é persistente, gritante, barulhento e, por muitas vezes, silenciosamente cruel.
PARTE 2 – O BAHIA NO DEBATE RACIAL
Há três anos, através do Núcleo de Ações Afirmativas, o Bahia se tornou referência internacional na luta antirracista. As campanhas educativas do clube viraram tema de vestibular em universidades e de redação em escolas. Além das campanhas, o Bahia foi o primeiro time de futebol no mundo a lançar um programa de imersão para debater os aspectos estruturais do racismo. O “Dedo na Ferida” capacitou 484 pessoas em 15 organizações de 3 capitais brasileiras. Funcionários, diretores, conselheiros, torcidas organizadas, profissionais de imprensa, além de empresas de fora do esporte, participaram gratuitamente. Antes disso, homenageou personalidades negras do passado e do presente em suas camisas. Na divisão de base, o Bahia possui amplo programa de desenvolvimento humano tendo o combate ao racismo como tema principal. Há apenas 33 dias, abriu programa de trainee exclusivo para pessoas autodeclaradas pretas, ao todo com 305 candidatos, em outra inovação no futebol.
PARTE 3 – ACONTECEU COM O BAHIA? QUAL O SENTIDO DISSO?
O episódio do último domingo (20), com toda a sua repercussão e simbologia, nos revela que o combate ao racismo deve ser ainda mais aprofundado no nosso clube e no Brasil. O Bahia é um reflexo de uma sociedade que carrega o racismo em suas estruturas. A questão racial não pode servir de pano de fundo para uma disputa entre clubes e torcidas rivais. O racismo não veste uma só camisa. A postura antirracista deve ser constante e não apenas quando convém ao time que torcemos. No caso do Bahia, embora já venha perseguindo a luta antirracista, seria ingênuo acreditar que estaríamos imunizados a um fenômeno tão complexo e particularmente enraizado na sociedade brasileira. Ninguém está! Ser antirracista no Bahia não é apenas uma opção da presente gestão, mas uma obrigação institucional.
PARTE 4 – O QUE FAZER?
Os laudos das perícias em língua estrangeira contratadas pelo Bahia não comprovam a injúria racial e o clube entende que, mesmo dando relevância à narrativa da vítima, não deve manter o afastamento do atleta Indio Ramírez ante a inexistência de provas e possíveis diferenças de comunicação entre interlocutores de idiomas diferentes. O papel do Bahia é de formação e transformação, sempre preservando os direitos fundamentais e a ampla defesa. O atleta deverá ser reincorporado ao elenco tão logo os profissionais da comissão técnica e psicólogos entendam adequado.
O Futebol é reflexo de uma sociedade que, quando não nega o racismo, adere a um populismo punitivista que finge resolver o problema apenas punindo o agressor. Atos de discriminação racial não são “casos isolados”.
Portanto, por entender seu papel de entidade de interesse público, o Bahia se compromete publicamente a adotar um conjunto imediato de medidas estruturais:
1. Inclusão de cláusula anti-racista, xenofóbica e homofóbica no contrato dos atletas.
2. Proposta de criação de protocolo antidiscriminatório para jogos de futebol no Brasil.
3. Implantação do projeto “Dedo na Ferida” para o elenco na pré-temporada. Não haverá jogador ou jogadora que vista a camisa do Bahia sem que tenha antes a oportunidade de obter acesso a uma imersão sobre racismo estrutural.
4. Encaminhamento junto à mesa do Conselho Deliberativo do clube para incorporação de cotas raciais nas próximas eleições.
5. Inclusão de espaço no Museu do Bahia dedicado ao combate e debate do racismo, xenofobia, sexismo e LGBTfobia e demais formas de intolerância.
6. Apoio ao projeto de lei que Cria o Dia Nacional Da Luta Contra o Racismo no Futebol
Adicionalmente, o Bahia seguirá acompanhando os desdobramentos que ocorrerem fora das instâncias do clube, seja na Polícia Civil ou no Superior Tribunal de Justiça Desportiva.
Além de negros, somos nordestinos e conhecemos bem o poder do preconceito e da exclusão pela xenofobia. Diante disso e das provas constituídas, caberá ao atleta Ramírez decidir pela denúncia ou não quanto ao tema – e ao Bahia apoiar a decisão.
Desde o domingo à noite o Bahia procurou uma rede de apoio formada por lideranças ligadas a movimentos sociais de enfrentamento ao racismo como o Observatório de Discriminação Racial e instituições como a Defensoria Pública e o Ministério Público do Estado, com quem está construindo um Termo de compromisso antirracista. Entendemos que nesse momento é necessário incorporar o compromisso com a implantação real e perene da agenda antirracista. Desta forma, respaldo institucional e a experiência de tais atores deste processo consolida e qualifica as nossas decisões.
Muitas das ações propostas neste documento, dentre outras, estarão sendo instrumentalizadas, nos próximos dias em convênios, parcerias e termos de compromissos com a agenda de enfrentamento ao racismo. As decisões e propostas durante esse processo tiveram a colaboração dos voluntários do nosso Núcleo de Ações Afirmativas, professores e ativistas atuantes no debate racial nas universidades e nos movimentos sociais.
O Bahia segue como um clube atento ao seu papel de transformação e bem-estar social. O futebol não é um fim em si mesmo. É um agente que deve promover união, preservação do patrimônio cultural, lutas por igualdade e diversidade dentro e fora das quatro linhas”.
Fonte: Estadão
Três dicas que ajudam a controlar a ansiedade
24 de dezembro de 2020, 09:34

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Aansiedade é um estado que se caracteriza essencialmente por uma sensação profunda e avassaladora de medo, apreensão, mal-estar, desconforto, insegurança, estranheza do ambiente ou de si próprio, e pela sensação de que algo ruim preste a acontecer.
Conforme explica um artigo publicado no portal Minha Vida, além dos remédios usados para tratar este distúrbio, existem algumas atitudes que podem ajudar a atenuar a ansiedade. A saber:
1. Pratique atividade física
Um dos melhores métodos para controlar a ansiedade é fazer exercício. Tal deve-se ao facto de que a atividade física eleva a produção deserotonina, substância que estimula e aumenta a sensação de prazer.
E não é necessário praticar exercício intenso. Aliás, caminhar três vezes por semana, por pelo menos 30 minutos, já pode ajudar a controlar e a lidar com o distúrbio. O momento dacaminhada, também pode ser aproveitado para ‘exercitar’ a mente, através de meditação ativa. Ou seja, a cada passo que dá, pensa. A caminhada é um movimento repetitivo e pode assim pensar nos pontos geradores de ansiedade que tem de trabalhar.
2. Tente controlar a respiração
De modo a diminuir as reações do sistema nervoso autônomo, é imperativo aprender a controlar a respiração. Isto pode ser feito compassando a respiração e inspirando lentamente pelo nariz, com a boca fechada. Quando inspirar, deixe o abdômen expandir-se, ou seja, estufe a barriga e não o peito. Em seguida, expire vagarosamente, expelindo o ar pela boca. Pode fazer isto em qualquer lugar e momento.
3. Coma alimentos ricos emtriptofano
Contra a ansiedade, consuma alimentos abundantes emtriptofano, um aminoácido precursor da serotonina, como por exemplo a banana e o chocolate preto. Pode também tomar o triptofano em cápsulas, juntamente com vitamina B6 e magnésio.
A taurina e a glutaminasão outros aminoácidos que podem promover o bem-estar. Ambos aumentam a disponibilidade doneurotransmissorGABA, ao qual o organismo recorre para controlar fisiologicamente a ansiedade.
Comer queijo e beber vinho tinto reduz risco de Alzheimer, diz estudo
24 de dezembro de 2020, 09:19

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Pesquisadores da Universidade Iowa State, nos Estados Unidos, afirmam que beber vinho tinto e comer queijo pode ajudar a reduzir e retardar o declínio cognitivo típico de várias formas de demência, nomeadamente da doença de Alzheimer. No estudo, os investigadores analisaram dados de 1,787 adultos entre os 46 e os 77 anos, e questionaram os indivíduos acerca das suas dietas e consumo de álcool.
Os resultados revelaram que o queijo, até ao momento, provou ser o alimento com maior efeito protetorcontra o desenvolvimento de problemas cognitivos relacionados com o envelhecimento.
O consumo diário de vinho tinto também mostrou melhorar a função cognitiva, enquanto que a ingestão semanal de carne de cabrito demonstrou melhorar a performance cognitiva a longa prazo.
Todavia, o consumo excessivo de sal revelou, ao invés, provocar o aumento do risco de incidência de problemas cognitivos.
A cientista e médica Auriel Willette, que liderou a pesquisa, disse em comunicado: “fiquei agradavelmente surpreendida com o fato dos nossos resultados sugerirem que moderamente comer queijo e beber vinho nos ajudam não só a lidar melhor com a situação atual dapandemia da Covid-19, mas também talvez a lidar com o crescente mundo complexo que jamais parece abrandar”.
“Apesar de termos tido em conta se tal se devia à qualidade geral da alimentação dos indivíduos, é necessária a realização de ensaios clínicos de modo a determinar se realizar mudanças no regime alimentar pode de fato ser benéfico para a saúde do cérebro”.
Papa Francisco irá renunciar após o Natal, diz fonte do Vaticano
23 de dezembro de 2020, 19:59

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O homem de 83 anos tornou-se chefe da Igreja Católica após a renúncia do Papa Bento XVI – um movimento polêmico e o primeiro desse tipo em mais de 500 anos. No entanto, uma fonte próxima ao Papa Francisco afirmou que ele serviria apenas por sete anos, afirmando que seguiria os passos de seu antecessor. Austen Ivereigh é a ex-Diretora de Assuntos Públicos do anterior Arcebispo de Westminster, Cardeal Cormac Murphy-O’Connor e continua a trabalhar em estreita colaboração com o Vaticano.
Ele disse: “Acho que nunca houve qualquer dúvida de que ele renunciará em 2020″. “Ele deixou claro desde o início que considerava o ato do Papa Bento (XVI) um ato profético de grande modéstia e que ele não teria absolutamente nenhum problema em fazer o mesmo.
“O interessante é que ele disse à televisão mexicana em 2014 que acreditava que teria um papado curto de cerca de cinco anos. “O que estou ouvindo agora de pessoas próximas a ele é que ele precisará de sete anos para cumprir seu plano de cinco anos e isso, é claro, significaria permanecer até 2020”.
Fonte: DCM
Farmácias devem ter vacina nos EUA em fevereiro; no Brasil, não há prazo
23 de dezembro de 2020, 16:24

Foto: Reprodução
A vacinação contra a covid-19 nas farmácias dos Estados Unidos deve começar do final de fevereiro ao início de março de 2021.
O país iniciou neste mês a aplicação emergencial das vacinas produzidas pela Moderna e pela Pfizer em parceria com a BioNTech. As duas foram aprovadas pelo FDA (Food and Drug Administration, em inglês), autoridade sanitária norte-americana.
Os imunizantes, por enquanto, estão sendo distribuídos a grupos prioritários, como profissionais de saúde e idosos. Quando o registro definitivo das vacinas for concedido pelo FDA, as redes farmacêuticas serão acionadas para distribuição da vacina, inclusive para pessoas com prioridade garantida.
O acordo entre o governo norte-americano e as farmácias para fornecimento da vacina foi firmado em 12 de novembro. O contrato garante que 3 a cada 5 farmácias dos Estados Unidos ofereçam imunização contra a covid-19 à população.
Em novembro, o secretário de Saúde e Serviços Humanos do governo do presidente Donald Trump, Alex Azar, disse que o acerto com as farmácias é “um passo fundamental para garantir que todos os norte-americanos tenham acesso a vacinas contra a covid-19 seguras e eficazes, quando disponíveis”.
“A grande maioria dos norte-americanos vive a menos de 5 milhas de uma farmácia”, afirmou Azar.
Entre as farmácias que já aderiram ao acordo com o governo, estão redes de varejo como a Rite Aid, a CVS e a Walgreens. As duas últimas publicaram em seus sites uma série de explicações sobre o funcionamento da vacinação nas farmácias.
BRASIL: SEM DATA
O Plano Nacional de Operacionalização contra a covid-19 (integra – 10 MB), apresentado em 16 de dezembro, pelo Ministério da Saúde não faz menção à disponibilização pontos de vacinação em farmácias. Nas mais de 100 páginas, a possibilidade não é citada nenhuma vez.
O governo federal também não divulgou resposta à proposta apresentada em 15 de dezembro pela Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias) de disponibilizar farmácias para aplicação de vacinas sem custo para a população.
O projeto da associação é trabalhar de forma complementar ao SUS (Sistema Único de Saúde). Eis a íntegra do projeto (20 MB). O documento coloca à disposição 4.573 lojas com salas de imunização e 6.860 farmacêuticos para a realização do serviço em todos os Estados.
O Poder360 questionou o Ministério da Saúde sobre a possibilidade de inclusão das farmácias no plano nacional de imunização e sobre a resposta à proposta feita pela Abrafarma. Não houve retorno até a publicação desta reportagem.
SÃO PAULO: FARMÁCIAS NO PLANO ESTADUAL
O PEI (Plano Estadual de Imunização) divulgado pelo governo de São Paulo em 7 de dezembro incluiu as farmácias como possíveis pontos de vacinação.
O documento aponta que as farmácias devem ser usadas para aumentar os postos de vacinação no Estado de 5.200 para 10.000. Eis a íntegra (703 KB).
Jacobina: 3.080 pessoas já foram infectadas pelo Coronavírus e 21 morreram até esta terça-feira (22)
22 de dezembro de 2020, 23:11

Foto: Notícia Limpa
A Secretaria de Saúde de Jacobina divulgou depois das 22 horas desta terça-feira (22), os números atualizados da pandemia de coronavírus. Após oito meses desde o anúncio do primeiro caso (3 de abril), o município chega a 3.080 casos confirmados e 21 mortes. Depois de um final de semana em baixa, a média diária volta a subir e atinge em apenas 24 horas mais de 100 infectados.
De acordo o boletim epidemiológico, 803 exames aguardam resultados do Laboratório Central da Bahia (Lacen), 1.178 pessoas estão em monitoramento (casos ativos) e 1.557 estão curados.
Os bairros que já ultrapassaram mais de uma centena de pessoas contaminadas são: Félix Tomaz (313), Centro (234), Mundo Novo (214), Leader (197), Peru (156), Caeira e Serrinha (144 ambas), Jacobina 3 (111) e Índios (100). Na zona rural o Distrito do Junco aparece com 79 casos, seguido pelo Caatinga do Moura (60), Lages do Batata (46) e Novo Paraíso (35).
A taxa de ocupação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do Centro de Referência para Covid-19 do Hospital Regional Vicentina Goulart (HRVG) de Jacobina está em 50% (5 leitos ocupados) e a Semi-Intensiva com 30% da sua capacidade.
Assim como a quantidade de contaminados, as aglomerações continuam aumentando na cidade. A movimentação no comércio local segue normalmente, no mesmo nível antes da pandemia. A população não tem respeitando o isolamento e o distanciamento social, enquanto a Prefeitura, idem. Até o momento o prefeito derrotado nas últimas eleições e o eleito ainda não se pronunciaram.
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