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Qual é o melhor tipo de sal para a saúde?

08 de junho de 2022, 09:12

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Todo o sal é constituído por cloreto de sódio. No entanto, a quantidade de sódio, a presença de outros minerais, a textura, aparência e sabor, permitem identificar diferentes tipos de sal. Atualmente, o sal é considerado um dos grandes inimigos da saúde, mas a realidade é que se trata de um mineral  fundamental para a transmissão de impulsos nervosos que permitem o bom funcionamento de todo o sistema neuromuscular, incluindo o cardiovascular. 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a ingestão diária de sal não deve ultrapassar as cinco gramas, no caso de um adulto, quantidade esta que é equivalente a uma colher de chá. Uma redução drástica do consumo de sal não é recomendada, visto que promove o aumento da resistência à insulina e dos triglicerídeos. 

Existem vários tipos de sal à escolha –  sal de mesa refinado, sal grosso, sal marinho, flor de sal e o sal do Himalaia. Qual é o mais saudável?

O sal do Himalaia é considerado um sal mais puro, livre de toxinas e poluentes, sendo um dos tipos de sal mais antigos de que há registro. É, por isso, o mais indicado para incluir numa alimentação equilibrada. O sal do Himalaia tem, na sua composição, ferro, sódio, cálcio, potássio, enxofre, fósforo, magnésio e iodo. Dada a sua riqueza, este tipo de sal é utilizado, tanto na culinária, como para fins terapêuticos.

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Eleições: Entenda regras que podem levar a punição por fake news

08 de junho de 2022, 08:29

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A decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve a cassação do deputado estadual bolsonarista Fernando Francischini (União-PR) reforçou o precedente da Justiça Eleitoral em futuros casos de propagação de desinformação sobre as eleições, mas não é o único parâmetro para punir candidatos por fake news sobre as urnas eletrônicas e o processo eleitoral nas eleições de outubro.

O GLOBO reuniu recentes decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o tema que servirão como referência ao longo do pleito, inclusive para decisões de tribunais regionais.

Na decisão no caso Francischini, o relator no TSE, ministro Luis Felipe Salomão, cujo votado foi acompanhado pela maioria do plenário, entendeu que o então deputado deveria ser enquadrado por uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder político e de autoridade por dizer sem provas, durante uma live, que as urnas eletrônicas estavam fraudadas para impedir a eleição de Jair Bolsonaro à Presidência. A live foi realizada no dia do primeiro turno das eleições de 2018. Foi a primeira vez que a Corte eleitoral cassou um parlamentar pela propagação de fake news.

Os magistrados entenderam que a “exacerbação do poder político” e o uso das redes sociais para promover “infundadas acusações” contra a democracia pode significar abuso do poder político e o uso indevido dos meios de comunicação. A decisão tem como base o art. 22 da Lei Complementar nº 64, de 1990, que determina que qualquer partido político, coligação, candidato ou Ministério Público Eleitoral “poderá representar à Justiça Eleitoral, diretamente ao Corregedor-Geral ou Regional, relatando fatos e indicando provas, indícios e circunstâncias” e “pedir abertura de investigação judicial para apurar uso indevido, desvio ou abuso do poder econômico ou do poder de autoridade, ou utilização indevida de veículos ou meios de comunicação social, em benefício de candidato ou de partido político”.

Em seu voto nesta terça-feira, o ministro Gilmar Mendes, que se posicionou contra a liminar Nunes Marques, enfatizou que ataque sistemático às urnas configuram “gravidade ímpar” e pode “comprometer o pacto social em torno das eleições”.

“O discurso de ataque sistemático a confiabilidade às urnas não pode ser considerado como tolerável no estado democrático de direito, especialmente por um pretendente a cargo político com larga votação. Tal conduta ostenta gravidade ímpar, que pode comprometer o pacto social em torno das eleições”, disse Gilmar.

Tese na cassação da chapa Bolsonaro-Mourão

Embora o TSE tenha rejeitado por unanimidade, no ano passado, o pedido de cassação dos diplomas e a consequente inelegibilidade por oito anos do presidente Jair Bolsonaro e do vice, Hamilton Mourão, o julgamento da ação foi marcado pela fixação de uma tese segundo a qual disparos em massa contendo desinformação podem configurar abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social, o que pode levar até à cassação do registro de candidatura. Esse entendimento, que depende da efetiva gravidade da conduta e de cada caso concreto, deverá seguir como parâmetro para as eleições de 2022.

A acusação contra Bolsonaro e Mourão era de impulsionamento ilegal de mensagens em massa via WhatsApp durante a campanha, bem como uso fraudulento de nome e CPF de idosos para registrar chips de celular utilizados para garantir os disparos. Os ministros entenderam, no entanto, que as provas não eram suficientes para atestar a gravidade dos fatos, requisito para a cassação da chapa.

Resolução sobre propaganda eleitoral

A resolução da Corte que normatiza a propaganda eleitoral nas eleições de 2022, aprovada por unanimidade em dezembro do ano passado, veda a divulgação de “fatos sabidamente inverídicos ou gravemente descontextualizados” que atinjam a integridade do processo eleitoral, incluindo processos de votação, apuração e totalização de votos. O trecho prevê que a Justiça Eleitoral, a partir de requerimento do Ministério Público, determine que o conteúdo desinformativo seja retirado do ar e apure a responsabilização penal, abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação.

A resolução também pune a veiculação de notícias falsas ou contendo injúrias, calúnias ou difamações com o intuito de beneficiar candidatos, partidos, federações ou coligações. A divulgação de fatos sabidamente inverídicos para influenciar o pleito pode ser punida com prisão de dois meses a um ano e pagamento de multa.

O texto estabelece ainda punição com prisão de dois a quatro anos e multa de R$ 15 mil a R$ 50 mil a quem contratar terceiros para enviar mensagens ou comentários na internet para ofender a honra ou a imagem de candidato, partido, federação ou coligação.

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Terremoto de magnitude 6,5 atinge região norte do Brasil

08 de junho de 2022, 08:19

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Um terremoto de 6,5 atingiu a região da Amazônia por volta das 21h55 de ontem (7). O alerta foi feito pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos. Segundo os especialistas, o tremor teve magnitude de 6,5; e o epicentro localizado no Acre, a 100 km da cidade de Tarauacá.

O abalo sísmico aconteceu a uma profundidade de 616 quilômetros. Os tremores mais próximos da superfície, com profundidade entre 10 e 20 quilômetros, costumam causar mais dados do que os abalos semelhantes a esse.

Um outro tremor, réplica do principal, com magnitude de 4,8 e a 603 quilômetros de profundidade foi regustrado às 22h53. As réplicas são comuns após um grande terremoto.

Em 26 de maio, um abalo de magnitude 7,2 atingiu a região do Peru e da Bolívia, na região de Puno, que pode ser sentido no Chile, Equador, La Paz a em Rio Branco, no Acre, a uma profundidade de 212 quilômetros.

Segundo a MetSul Meteorologia, os abalos sentidos no Acre tem origem no Peru, com hipocentros ocorrendo a 600 quilômetros de profundidade, o que pode diminuir efeitos na superfície, mas, por outro lado, amplia o alcance.

“Isso explicaria o fato de terremotos ocorrerem no Peru e serem sentidos no Acre, visto que quanto maior a profundidade que o sismo ocorre maior é sua capacidade de propagação da onda. É que o que faz com que cidades acreanas como Tarauacá e Feijó sintam com frequência abalos em solo peruano”, explicam os especialistas.

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Prefeito de Caém se reúne com os comandantes da CIPM e da BPRv de Jacobina para discutir a segurança da festa de São Pedro

07 de junho de 2022, 17:03

Foto: Ascom/PMC

O prefeito de Caém, Arnaldo Oliveira (Arnaldinho), esteve reunido na tarde desta terça-feira (7), com o comando da 24a. Companhia Independente da Polícia Militar (24 CIPM) e da 2ª Companhia do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv), para discutir sobre a segurança dos festejos do São Pedro no município.

O prefeito apresentou um mapa da área onde acontecerá o evento e relatou as estratégias pensadas pela organização da festa com relação ao uso dos espaços onde se concentrará as apresentações musicais e seu entorno.

O comandante da 24a. CIPM, tenente coronel Fernandes, destacou a iniciativa do Executivo de Caém em provocar com antecedência a reunião com as forças de segurança regional. Queremos parabenizar o prefeito Arnaldo por procurar a corporação para discutir sobre a segurança dos cidadãos durante este grande e importante evento da nossa região”, ressaltou Fernandes, ao se comprometer em fazer o melhor para garantir o sucesso do São Pedro de Caém.

“Não vamos medir esforços para contribuir com o sucesso da festa e manter a tranquilidade e o espírito familiar da festa junina”, concluiu o comandante.

Partiparam também reunião, o tenente Raimundo e os capitães Juliano Rodrigues e Rafael. Pelo município de Caém, acompanharam o prefeito, o presidente da Câmara de Vereadores, Pablo Piauhy, os secretários Antônio Carlos Oliveira (Saúde) e Creso Júnior (Planejamento) e o chefe da Guarda Municipal , Magno Santana.

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Âncora do ‘Balanço Geral’ da Bahia leva bronca por agredir o ex-presidente Lula

07 de junho de 2022, 13:33

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Adelson Carvalho, apresentador do Balanço Geral, levou uma bronca da Record por ter ofendido o ex-presidente e pré-candidato Lula da Silva. Durante uma reportagem na última semana, Adelson disse que Lula era “ex-presidiário” –em referência ao período em que ele ficou preso por condenações na operação Lava Jato.

O processo, em resumo, foi considerado inválido pela Justiça por condução parcial do então juiz Sérgio Moro. As informações são do Notícias da TV.

A advertência foi dada não somente pelo comando da Record em Salvador, mas também por Antonio Guerreiro, executivo número um de Jornalismo da TV de Edir Macedo. Mesmo que preze pela liberdade de opinião de seus âncoras nos programas populares, a emissora interpretou que houve um excesso por parte do apresentador. Um novo caso pode acarretar em uma punição, como suspensão ou até demissão.

MSN

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Alimentos que nunca (mas mesmo nunca) deve colocar na geladeira

07 de junho de 2022, 09:04

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Não perca tempo achando que guardar alimentos no geladeira conserva-os por mais tempo. Nem sempre essa é a escolha mais acertada. Embora o calor possa prejudicar um ingrediente, o frio também o faz.

A pensar nisso, o portal Megacurioso cinco alimentos que não deve guardar na geladeira. Confira abaixo a lista:

1- Bolo

Os bolos devem ser mantidos em temperatura ambiente, a menos que contenham ingredientes frescos ou que derretam caso não sejam conservados no frio. 

2- Café

A mudança de temperatura pode fazer com que o sabor diminua. Além disso, o café pode absorver odores de outros alimentos.

3- Molho de pimenta

O vinagre e o sal que habitualmente fazem parte desta mistura conservam naturalmente o produto. 

4- Batata

Ao guardá-las no frigorífico, o amido das batatas transforma-se em açúcar e faz com que estas fiquem adocicadas e com uma textura de ‘areia’. O ideal é armazená-las num local fresco e escuro, mais quente que a geladeira e mais frio que a temperatura ambiente.

5- Mel

O mel não precisa de ser guardado na geladeira, pois possui bastante ácido e um baixo nível de água, sendo resistente às bactérias.

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Menino de dois anos mata pai com tiro acidental nos EUA

07 de junho de 2022, 08:57

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Um menino de dois anos disparou acidentalmente e matou o pai na Flórida, Estados Unidos, depois de os pais terem deixado uma arma carregada sem vigilância, segundo declarações das autoridades locais nesta segunda-feira.

Quando os agentes da polícia, alertados por uma chamada do 911, chegaram a casa da vítima perto de Orlando, no dia 26 de maio, encontraram a mãe da criança, Marie Ayala, tentando reanimar o marido, Reggie Mabry.

Segundo a AFP, os agentes acreditavam inicialmente que o homem de 26 anos – que morreu pouco depois no hospital – havia se suicidado, mas o mais velho dos três filhos do casal disse mais tarde aos investigadores que o gatilho tinha sido puxado pelo seu irmão de dois anos.

A arma estava num saco que Mabry tinha deixado no chão e a criança deparou-se com ela e disparou nas costas do seu pai enquanto este jogava no computador, foi dito em tribunal.

Os cinco membros da família, incluindo uma menina de cinco meses de idade, estavam na mesma sala no momento do incidente.

O pai e a mãe das crianças estavam em liberdade condicional na altura, após múltiplos delitos de negligência infantil e consumo de drogas, disse o xerife responsável pelo caso.  A mãe foi detida por negligência. 

Este incidente ocorre num momento em que a discussão sobre armas nos Estados Unidos está acalorada, uma vez que inúmeros tiroteios têm causado um número elevado de mortos. 

Notícias ao Minuto

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Ações populistas reforçam cenário de ameaça à liberdade de imprensa

07 de junho de 2022, 08:47

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A liberdade de imprensa, um dos pilares das democracias liberais, sofre investidas no mundo e no Brasil na mesma medida em que governantes populistas de direita e de esquerda procuram corroer o estado democrático de direito. No diagnóstico de analistas ouvidos pelo Estadão, na data de hoje, em que se comemora o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, a reflexão que se impõe é de como o direito à informação é abalado em um contexto de notícias falsas e distorcidas, falta de transparência e negacionismo.

A avaliação é de que a censura estatal das ditaduras cedeu lugar à opacidade dos governos iliberais. Ela desafia as democracias na mesma medida que ações buscam sufocar financeiramente empresas jornalísticas e processos e ofensas tentam intimidar jornalistas. Este quadro se completa com dois fenômenos mais recentes: o negacionismo à ciência e as redes de desinformação.

Um consórcio de veículos formado por Estadão, Rádio Eldorado, TV Globo, GloboNews, G1, O Globo, Extra, Valor Econômico, Folha de S.Paulo, UOL e CBN se uniu para celebrar a data em uma ação para reforçar a importância do acesso à informação de qualidade pela sociedade e defender a integridade dos jornalistas profissionais que sofrem, cada vez mais, com ataques e ameaças no exercício da profissão.

“No Brasil e em sociedades altamente polarizadas, o grande desafio é mostrar que a liberdade de imprensa é, antes de tudo, a liberdade de a sociedade tomar conhecimento do que fazem e como agem governos, poderes, organizações, pessoas públicas, partidos e assim por diante. O papel da imprensa não é agradar a todos, mas muitas vezes denunciar, investigar e, sobretudo, conferir a veracidade do que se divulga nas redes sociais”, observou o presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Marcelo Rech.

Na visão do professor da Escola de Comunicação e Artes da USP Eugênio Bucci, os ataques à liberdade de imprensa são feitos atualmente de tal forma que a sociedade desaprenda a importância desse direito, a sua função social e da necessária atividade de fiscalização do poder. “Isso mina não apenas o estado de direito, mas também a cultura democrática na sociedade”, disse. “É uma característica dessas autocracias o golpe em gerúndio, que vai acontecendo. A Hungria é um caso particular, assim como a Turquia e a Rússia. Mas a gente observa em todos esses lugares a corrosão por dentro, a cupinização. É como se o estado democrático de direito fosse exaurido por fadiga e esvaziamento”, afirmou o jornalista.

Para o professor de Filosofia e presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Renato Janine Ribeiro, a verdadeira vítima desses ataques é a cidadania. “A liberdade de imprensa é uma liberdade cujo titular não é o jornalista ou a empresa, mas a cidadania, o coletivo. O jornalista e o empresário são uma espécie de fiel depositário da liberdade de expressão que deve exercê-la para o bem comum. Ele tem a obrigação da verdade e deve contribuir para o melhor debate público.”

MORDAÇAS

A história da liberdade de imprensa no Brasil é também a da forma como os governantes tentaram controlá-la. Assim como outros veículos, O Estado de S. Paulo foi alvo de governantes durante toda a República. A Primeira Guerra trouxe ao País o estado de sítio e ao Estadão, uma mordaça que durou de 24 de novembro de 1917 a 28 de fevereiro de 1918. A direção do jornal resistiu à ação da censura, controlada pelo governador de São Paulo, Altino Arantes, do Partido Republicano Paulista (PRP), deixando em branco o espaço de artigos inteiros ou trechos amputados pelo gabinete de polícia. Ao todo, a ação autoritária golpeou 22 vezes o jornal.

Com o Estado Novo, o Estadão foi novamente alvo. Soldados da ditadura de Getúlio Vargas invadiram a sede do jornal em 25 de março de 1940 sob a falsa acusação de que a direção participava de uma conspiração. Armas foram colocadas no forro do prédio pela polícia para forjar provas. Os proprietários do jornal foram acusados de armazenar metralhadoras para derrubar o governo. Francisco Mesquita foi preso e levado para o Rio, onde o detiveram por 40 dias. Sem provas, ele foi solto, mas impedido de reassumir suas funções no jornal, que passou a ser gerido pela ditadura. O ditador confiscou o jornal e o pôs a serviço de sua propaganda, indicando um interventor para comandá-lo.

O jornal voltou às mãos da família Mesquita em 6 de dezembro de 1945. Ele seria novamente alvo em 13 de dezembro de 1968, quando a edição que trazia o editorial As instituições em frangalhos, escrito por Julio de Mesquita Filho, foi impedida de circular pela polícia política. Com o Ato Institucional 5 (AI-5), censores se instalaram na redação, que passou a publicar versos de Camões, enquanto o Jornal da Tarde, também editado pelo grupo, publicava receitas de bolo no espaço dos textos cortados pelos censores.

Após a Constituição de 1988 a liberdade de imprensa voltou a ser ameaçada no País por decisões judiciais, como a censura imposta ao Estadão pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, no fim de julho de 2009, que proibiu o jornal de publicar notícias sobre a Operação Boi Barrica da Polícia Federal – que apurou o envolvimento de Fernando Sarney, filho do então presidente do Senado, José Sarney (MDB-AP), em esquema de contratação de parentes e afilhados políticos do clã por meio de atos secretos. A mordaça durou 3.327 dias.

Além de decisões judiciais, a liberdade de imprensa se viu ameaçada por atos e investidas de governos, desde as tentativas de controle da mídia surgidas no governo de Luiz Inácio Lula da Silva às ameaças aos anunciantes dos jornais feitas por Jair Bolsonaro.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Pastor chama de ‘aberração’ uso de nome social por criança trans na BA

07 de junho de 2022, 08:38

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Menino de 12 anos teve casa apedrejada na cidade de Poções, na Bahia; MPE investiga se líder religioso incentivou atos de transfobia

Após classificar como “aberração” um projeto de lei para regulamentar o uso de nome social na cidade de Poções, na Bahia, o pastor evangélico Luciano de Jesus Novais afirmou que não é homofóbico. O líder religioso da Primeira Igreja Batista gravou um áudio em 23 de maio no qual ataca a proposta. Depois da circulação da mensagem, em grupos de WhatsApp, a casa de uma criança transgênero moradora da cidade foi apedrejada.

O pastor nega qualquer relação com os ataques. Mas o Ministério Público Estadual (MPE) investiga se o pastor “estaria incentivando a transfobia e o ódio ao adolescente”. Na gravação, pastor Luciano convida os membros da sua comunidade evangélica a pressionarem os vereadores para eles não votarem a favor do projeto que “pede nome fantasia” para “mulheres que querem ser chamadas por nomes de homem, e homem sendo chamados de nome de mulher”.

A proposta em pauta seria para regulamentar no município o uso de nome social no município, conforme já consta no decreto federal 8.727/2016, que estabelece esse direito no âmbito da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.

“Você que tem um tempo disponível, lá na Câmara às 19h, para a gente criar uma força para que na hora que os vereadores forem votar, olhar que a comunidade evangélica está atuando, faz parte da cidade, e eles se sentirem inibidos e não votarem a favor dessa aberração, desse projeto ruim”, disse o pastor.

“Vamos ver quem vai votar nesse projeto, quem vai apoiar para a gente ficar ligado para as próximas eleições, mas acredito que ele não vai passar porque alguma coisa vai acontecer”, afirmou o religioso, em outro trecho do áudio.

Em nota enviada ao GLOBO, pastor Luciano afirmou que acompanhar o projeto não é crime e que “em momento algum o áudio incentiva ataques a homossexuais e pessoas trans”.

No comunicado, o pastor também coloca em dúvida os ataques relatados pela família da criança transgênero. O líder religioso menciona um “suposto apedrejamento” que ocorreu “sem qualquer evidência”.

“Em reação ao áudio, este, que sequer menciona algum endereço ou nome civil, mas estão tentando influenciar e comover a opinião pública de eu ser responsável pelo ódio e ataques dirigidos a adolescente trans, convenientemente ocorrido sem qualquer evidência, tentando relacionar o vazamento do áudio com o suposto apedrejamento, não oferecendo nenhuma prova que foi causado por pessoas da igreja”, diz o texto.

Apedrejamento

De acordo com a mãe da vítima, Janaína Britto, a residência da família foi atacada quatro vezes desde que a gravação passou a circular nas redes sociais.

O menino reivindica, com o apoio de sua mãe, o direito de ser chamado pelo nome social na escola onde estuda. Mas, de acordo com Janaína, a escola alegou que não há uma regulamentação municipal para que o decreto federal tenha validade em Poções. Com a negativa, a mãe da criança procurou uma vereadora para pautar o tema.

No entanto, uma articulação liderada pelo pastor Luciano conseguiu pressionar os vereadores e a votação foi cancelada. A expectativa é de que o tema volte a ser pautado na próxima segunda-feira.

Bilhete deixado na casa de menino transgênero em poções, na Bahia

“Algumas vezes passaram aqui e falaram para meu filho sair “para ver se ele é homem mesmo”. Outros passam e gritam “veado”. No ataque mais grave eles quebraram minha janela com uma pedrada”, afirmou Janaína, em entrevista ao GLOBO.

Procurada, a Prefeitura de Poções afirmou que “não compactua com qualquer tipo de violação a direitos” e acrescentou que “não cabe ao Poder Executivo a atribuição de responsabilização, sendo tal competência dos sistemas de justiça e segurança pública”.

A Polícia Militar da Bahia informou que foi iniciado um processo administrativo para apurar “a ausência da guarnição logo após o acionamento, após conversar com a família”. A corporação acrescentou que foi acionada na última quarta-feira para verificar mais uma denúncia de pessoas jogando pedras em uma residência onde mora um adolescente transgênero. Na ocasião, os suspeitos não foram localizados e os policiais orientaram a família a registrar ocorrência na delegacia.

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Agricultura familiar da Bahia mostra potencial e lança novos produtos na Naturaltech 2022

06 de junho de 2022, 16:39

Foto: Secom/Ba.

A agricultura familiar da Bahia estará presente, mais uma vez, na Naturaltech, maior feira de produtos naturais de toda a América Latina, com seu portfólio de produtos que já fazem sucesso e com novos lançamentos. Em sua 15ª edição, o evento começa nesta quarta-feira (8) e segue até sábado (11), no Pavilhão do Anhembi, em São Paulo. 

Há 15 anos, o evento reúne o setor de produtos naturais, probióticos, integrais, fitoterápicos e tratamentos complementares. Esse é um mercado emergente e que cresce cerca de 4,4% ao ano e faz o Brasil ocupar o 4ª lugar no ranking de faturamento mundial. 

Entre as novidades que serão lançados pela agricultura familiar baiana estão o Mingau instantâneo sabor milho, sem adição de açúcar, da Cooperativa Agropecuária Mista Regional de Irecê (Copirecê), reconhecidas pelos produtos não transgênicos e o Chocolate 100% Cacau da Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia (Coopessba), da marca Natucoa.  

Tem ainda as novas embalagens das frutas desidratadas da Cooperativa dos Produtores de Abacaxi de Itaberaba (Coopaita) e o Café Tradicional da Cooperativa de Cafés Especiais e Agropecuária de Piatã (Coopiatã). 

Estarão presentes 18 cooperativas baianas, que mostrarão seu potencial com a produção de derivados de licuri, cacau, umbu, café, mandioca, mel, milho, leite, palmito, caju, abacaxi, entre outros. Além da comercialização, os representantes dos empreendimentos terão a oportunidade de participar, diariamente, de Rodadas de Negócios e encontros com potenciais compradores, além de outras ações de varejo. 

As organizações, que irão mostrar para o mundo a potencialidade da produção do rural baiano, são apoiadas pelo Governo do Estado, por meio dos projetos Bahia Produtiva e Pró-Semiárido, executados pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Banco Mundial e do Fida, respectivamente.  

O diretor-presidente da CAR, Wilson Dias, destacou que esse é um evento nacional em um centro consumidor mais importante do país. “A Naturaltech reúne instituições que têm o foco na comercialização de produtos da biodiversidade brasileira. A Bahia, por ter destaque nas suas cooperativas, com produtos beneficiados e qualificados com marcas e embalagens para o mercado, apresenta seus produtos não só para dar visibilidade ao que as cooperativas têm, mas também para participar das rodadas de negócios para a comercialização nesse mercado de São Paulo, que é muito importante para essas cooperativas, que já estão consolidadas na Bahia e, agora, já podem fazer a expansão para esse mercado paulista que é tão exigente”.   

O coordenador de Inteligência de Mercado, do projeto Bahia Produtiva, Aldir Parisi, acredita que o evento chega com força total. “Depois de dois anos sem Naturaltech, a gente acredita que esta edição terá uma grande potência, principalmente pela busca, por parte dos consumidores e canais de distribuição, por produtos de alimentação saudável, dentro da diretriz de orgânicos, puros, com segurança alimentar e sustentabilidade na sua concepção”.  

Os projetos da CAR/SDR se alinham ao conceito da Naturaltech, que preza por iniciativas sustentáveis. Os projetos financiam associações e cooperativas formadas por agricultores familiares, que trabalham com manejo adequado, produtos agroecológicos, conservação e preservação do meio ambiente, e que buscam a certificação orgânica para os seus produtos. 

Assessoria de Comunicação SDR/CAR 

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