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Pai é acusado de afogar filhos autistas nos EUA para receber o seguro de vida

18 de julho de 2019, 14:04

Um egípcio que vive na Califórnia foi acusado nesta quarta-feira pelo assassinato de seus dois filhos autistas em 2015, que morreram afogados após ele dirigir o carro onde as crianças estavam por um pier até cair no mar.

O objetivo de Ali Elmezayen, segundo as autoridades, era receber o dinheiro da apólice de seguro dos filhos de 13 e 8 anos, que estavam presos aos cintos de segurança do banco traseiro do veículo que guiava, que caiu no mar após cruzar o pier de San Pedro, ao sul de Los Angeles.

O homem de 44 anos foi acusado também de tentar assassinar sua esposa Raba Diab, que se salvou graças a ajuda de um pescador que jogou para ela um salva-vidas, enquanto o acusado nadava até o porto.

O terceiro filho do casal, mais velho que os outros dois e que possui uma forma leve de autismo, estava num acampamento no momento da tragédia.

Elmezayen, que foi detido em novembro passado sem direito a fiança, também é acusado por fraude de seguros em relação ao incidente.

Ao ser interrogado pelo, o homem disse aos policiais que não sabia o motivo de ter caído do pier, que pode ter sido o fato de ter pisado por engano no acelerador ao invés do freio ou que poderia ter algo de “mau dentro dele que o levou a fazer isso”.

O cidadão egípcio recebeu mais de 260 mil dólares de duas seguradoras, apesar de ter informado aos investigadores que seus filhos não tinham seguro de vida.

As autoridades informaram que Elmezayen transferiu a maior parte do dinheiro para o Egito e deixou cerca de 80 mil nos Estados Unidos, que foram confiscados.

O julgamento do egípcio, no qual enfrenta cerca de 20 acusações federais, incluindo fraude, está previsto para começar em 3 de setembro.

Em seguida será julgado novamente por uma corte do estado da Califórnia por homicídio e tentativa de homicídio, crimes pelos quais os promotores podem pedir a pena de morte.

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Gretchen reclama de ser “envelhecida” por Tirulipa: “Não achei de bom tom”

18 de julho de 2019, 13:55

Na onda do aplicativo que envelhece as pessoas, Tirulipa resolveu brincar com uma personalidade que não gosta muito da velhice: Gretchen. Ela, que completou 60 anos em junho, não gostou muito da brincadeira do humorista, mas contou nas redes sociais que não “viu maldade”, apenas “não achou de bom tom”.

“Não é polêmica nenhuma essa brincadeira do Tirulipa. Ele fez uma brincadeira, não é tão de bom tom, mas conheço Tirulipa desde pequena quando trabalhava com o pai dele nos circos fazendo shows. Ele é uma pessoa incrível, um doce”, falou a eterna rainha do rebolado nas redes sociais

Gretchen “envelhecida” em aplicativo (Foto: Reprodução/Instagram @tirulipa)

Ela continua: “Não tem maldade. Ele é um humorista, gente! Só quero dizer que não estou chateada e nem magoada. Claro que não achei bonito, mas também achei engraçado porque um dia todo mundo vai ficar velho”.

Tirulipa chegou a apagar a postagem por ter recebido muitas críticas em suas redes sociais. Mas, pelo visto, está tudo bem entre ele e Gretchen

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Ficar no celular enquanto usa o banheiro pode causar problemas sérios de saúde

18 de julho de 2019, 12:11

Foto: Reprodução

Você usa o celular enquanto faz suas necessidades fisiológicas? Então leia essa matéria até o fim. Segundo estes especialistas Charles Gerba e Kelly Reynolds, da Universidade do Arizona nos Estados Unidos, que estudam microbiologia e saúde ambiental, explicam que mesmo o banheiro estando limpo, sempre será um ambiente lotado de germes e bactérias, proveniente das fezes, que contaminam a descarga, torneira e o piso.

Agora imagine você usando o vaso sanitário de sua casa com o celular em punho, sem que perceba estará passando os germes do ambiente para o aparelho, que estará manuseado diariamente em outros ambientes.

O estudo foi feito pela Universidade do Arizona, que verificou que nove em cada dez celulares contém micróbios, que podem transmitir sérias doenças como: hepatite, infecções por salmonela, conjuntivite e infecções respiratórias.

Poderá ainda acontecer de o celular cair dentro da privada, depois tentar seca-los, mesmo que consiga retirar a umidade, isso não matará os germes e micróbios do aparelho. Higienize sempre seu aparelho celular, procure não leva o maios o celular para o banheiro, assim irá prevenir e evitar diversos problemas afastando essas doenças.

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Rei de Malásia que renunciou trono por esposa se divorcia após 7 meses

18 de julho de 2019, 11:58

Foto: Reprodução

Rei de Malásia que renunciou ao trono por esposa se divorcia após 7 meses – 

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A breve história de amor entre Mohammed V de Kelantan, que foi rei da Malásia até o início deste ano, e Rihana Oksana Voevodina, ex-modelo russa, terminou tão rápido quanto começou, segundo reportagem do El País.

De acordo com o jornal espanhol, a imprensa local noticiou esta quarta (17) documentos públicos do divórcio entre os dois, que se casaram em uma cerimônia em Moscou em novembro do ano passado.

Não se sabe o que teria levado ao término, mas os indícios apontam para uma separação litigiosa. De acordo com o El País, o divórcio foi realizado da forma mais severa prevista na lei islâmica, o chamado triplo talaq.

Segundo essa tradição, basta que o marido repita a palavra “talaq” três vezes para que a separação irrevogável se concretize. Alguns países muçulmanos, como o Paquistão, banem a prática por considerar que ela viola os direitos das mulheres.

O palácio real de Kelantan se limitou a divulgar um comunicado oficial em que pede à imprensa que não se refira a “certos indivíduos” como portadores de alguns títulos de nobreza -entre eles está o de rainha de Rihana Oksana.

Nem o ex-rei, nem sua ex-esposa se manifestaram publicamente sobre a separação. 

O romance entre os dois começou de forma igualmente misteriosa. Mohammed V se casou nenhum aviso prévio com a ex-miss Moscou Oksana Voevodina em novembro de 2018 em uma cerimônia em Moscou.

Então com 25 anos, a ex-modelo que trabalhou durante anos na China e na Tailândia se converteu ao Islã, religião oficial da Malásia, e adotou o nome Rihana Oksana Voevodina.

Em entrevistas, ela afirmou que gostava de homens que “andam de skate e bicicleta e participam de competições”. Porém, Mohammed V parece ter atendido ao seu critério mais importante: “acredito que o homem deve ser a cabeça da família e por isso não deve ganhar menos que a mulher”. 

Ativa nas redes sociais, Oksana incomodou a família real desde o início do relacionamento. As fotos que publicava em sua conta no Instagram, nas quais mostrava sua vida de rainha, contrastavam com a tradicional discrição dos parentes do marido. 

Em um dos posts, ela conta como os dois se conheceram: “Ele se apresentou como o rei da Malásia. Achei que fosse uma piada, e respondi dizendo que era a rainha de Moscou”, escreveu ela, segundo o El País. 

Em maio deste ano, seis meses após as bodas do casal, Oksana deu à luz a um filho. Seu perfil na rede social também conta com várias fotos suas durante a gravidez. 

A polêmica envolvendo o casal pareceu atingir seu auge quando, no fim de 2018, vieram à tona imagens de um reality show russo no qual Oksana havia participado. As cenas mostravam a nova rainha fazendo sexo com um homem jovem. 

O episódio foi o estopim para renúncia de seu marido, ocorrida em janeiro deste ano. Mohammed V foi o primeiro rei da história moderna da Malásia a renunciar desde que o país se tornou uma monarquia parlamentar. 

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Para MPF, decisão de Toffoli pode gerar sanção ao País

18 de julho de 2019, 11:52

Foto: © Alan Santos/PR

O ministro suspendeu investigações com dados bancários e fiscais compartilhados sem autorização judicial – 

A decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, que suspendeu investigações com dados bancários e fiscais compartilhados sem autorização judicial, pode levar o País a sofrer sanções internacionais, segundo a avaliação de integrantes do Ministério Público Federal. Segundo eles, a determinação contraria recomendações de órgãos como o Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e Financiamento do Terrorismo (Gafi).

O grupo é uma espécie de fórum intergovernamental mundial, que reúne 35 países, para promover leis e normas globais contra a lavagem de dinheiro. Ao descumprir suas recomendações, o Brasil corre o risco de entrar na “lista negra” de nações não engajadas na prevenção a esses tipos de crimes e sofrer sanções econômicas, políticas e diplomáticas de países como Estados Unidos e membros da União Europeia.

Em nota, as forças-tarefa das operações Lava Jato e Greenfield demonstraram preocupação com a falta de cumprimento de regras internacionais. “A referida decisão contraria recomendações internacionais de conferir maior amplitude à ação das unidades de inteligência financeira, como o Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf)”, afirma.

Segundo especialistas, até mesmo agências de avaliação de risco, como Standard & Poor’s, Fitch e Moody’s usam o enquadramento do país nas regras do Gafi como critério.

“Podemos entrar em listas de alerta e listas de bloqueio que dificultam ou tornam lentos negócios e perder condições de receber investimentos internacionais”, afirmou o procurador da República José Robalinho.

A decisão de Toffoli define que os processos suspensos são aqueles em que o órgão de controle enviou ao investigador relatórios detalhados sobre o contribuinte, sem passar pelo crivo de um juiz. Ou seja, se o Coaf comunicou apenas que a movimentação de uma pessoa é incompatível com sua renda, por exemplo, o processo não é afetado.

Precedentes

A Procuradoria-Geral da República, chefiada por Raquel Dodge, afirmou nesta quarta-feira, 17, que, ao decidir suspender os processos, Toffoli contrariou julgamentos do próprio Supremo. Em 2016, a Corte entendeu que a Receita Federal poderia receber dados bancários de contribuintes fornecidos diretamente pelos bancos sem aval da Justiça, inclusive com o voto favorável de Toffoli. Na ocasião, o julgamento foi considerado um marco para que o Brasil se equiparasse a padrões internacionais.

O entorno de Toffoli, no entanto, argumenta que a decisão de terça-feira se refere a um assunto que nunca foi analisado de forma definitiva na Corte. Procurado, o ministro não se manifestou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Vacina contra HIV está prestes a ser testada nos EUA e na Europa

18 de julho de 2019, 09:34

Foto: Reprodução

A Johnson & Johnson fará testes também na América do Norte e Sul  –  

A Johnson & Johnson, uma das maiores empresas farmacêuticas do mundo, está pronta para iniciar testes de uma vacina experimental contra o HIV. Trata-se de uma tentativa absolutamente necessária e audaciosa para desenvolver a primeira imunização contra a doença após décadas.

A farmacêutica divulgou que irá iniciar a fase de testes em 3.800 pessoas no final deste ano na Europa, América do Sul e América do Norte, incluindo nos Estados Unidos.

Para o professor da Escola de Medicina de Harvard, Dan Barouch, a abordagem aproxima os investigadores do desenvolvimento de uma solução para a vasta variação do vírus que existe em todo o mundo. “Por motivos médicos e de saúde pública global, é melhor ter uma vacina que funcione em várias partes do mundo”, afirmou Barouch.

Os participantes serão homens homossexuais. Os voluntários receberão seis doses da vacina em quatro sessões. Os resultados dos ensaios são esperados até 2023.

 

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A verdade saindo do poço

17 de julho de 2019, 17:27

*Por Gervásio Lima  –  

Inúmeros episódios ocorridos no Brasil antes e após as últimas eleições estão deixando o povo brasileiro encucado. Uma ‘aura sombria’ ronda o país num momento de incertezas, impotências e de medo. O brio está cedendo espaço para o esmorecimento e o antes envaidecido agora anda cabisbaixo e desolado, quiçá envergonhado.

Conseguir lidar com as situações inevitáveis da vida é uma grande e importante virtude e demonstração de força, e a população brasileira com sua peculiar resiliência sabe muito bem o que é isto, por viver ainda uma cultura onde o sofrimento é enaltecido e valorizado. Talvez por ter cerca de 90 por cento de seus habitantes declarados cristãos, o Brasil se apega à fé para acreditar que ‘depois da tempestade vem a bonança’.

Uma antiga parábola judaica sobre a verdade e a mentira, intitulada “A Verdade saindo do poço” (La Vérité sortant du puits) e ilustrada pelo artista francês Jean-Léon Gérôme, em 1896, diz que “a mentira vive viajando ao redor do mundo vestida com as roupas da verdade, satisfazendo as necessidades da sociedade porque percebeu que o mundo não tem nenhum desejo de encontrar a verdade nua. Aos olhos de muita gente é muito mais fácil aceitar a mentira com as roupas da verdade do que a verdade nua e crua”.

Qualquer semelhança não é mera coincidência. Nunca na história da terra dos saudosos João Gilberto e Paulo Henrique Amorim se conheceu tantos lobos em peles de cordeiros. O que até pouco tempo era a ‘verdade absoluta’ se revelou em mais uma fraude, uma mentira (fake), como tantas outras que passaram a fazer parte do cotidiano da Nação Tupiniquim, com o aval de poderes que também em outrora eram respeitados pela ‘verdade’ que pregavam.

A angústia é um sentimento que está relacionado com situações que acontecem nem sempre por vontade própria, é uma manifestação emocional que perturba e incomoda; mas não é perpétua. Ter a humildade de reconhecer os erros e trabalhar para corrigi-los é uma qualidade dos fortes.

Errar é humano…

Como na música ‘Sozinho’, de Peninha, é preciso ‘sonhar acordado, juntar o antes, o agora e o depois’ e se apegar na esperança de o bem vir a vencer o mal e a verdade prevalecer.

Forte é o povo!

*Jornalista e historiador

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Joaquín ‘El Chapo’ Guzmán é condenado à prisão perpétua nos EUA

17 de julho de 2019, 12:19

Foto: Divulgação

O líder do Cartel de Sinaloa, Joaquín Guzmán, conhecido como “El Chapo”, foi condenado à prisão perpétua nesta quarta-feira (17) pela Justiça Federal dos Estados Unidos.

O juiz Brian Cogan decidiu que, além da prisão perpétua, El Chapo também foi sentenciado a entregar US$ 12,6 bilhões (R$ 47,4 bilhões).

A expectativa é que ele cumpra a pena na Instalação Máxima Administrativa Penitenciária dos Estados Unidos, no estado do Colorado, conhecida como ADX, a mais restritiva no país.

El Chapo foi preso em 2016 e extraditado do México para os EUA em 2017, onde ficou isolado em uma prisão solitária por possuir um histórico de fugas de cadeias mexicanas.

Segundo a agência Reuters, momentos antes de ser anunciada sua sentença, EL Chapo falou que o período em que passou na prisão dos EUA “foi uma tortura mental, emocional e psicológica 24 horas por dia”. Ele afirmou ter sido submetido a tratamento “cruel e desumano”.

As provas do processo contra ele foram coletadas desde a década de 80 e mostram que o cartel de Sinaloa contrabandeou drogas para os EUA durante os 25 anos em que Chapo esteve ativo.

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Tomar mais de 3 xícaras de café por dia eleva risco de pressão alta

17 de julho de 2019, 11:47

Foto: Reprodução

Em pequena quantidade, a bebida pode trazer benefícios e ajudar a evitar doenças cardiovasculares  –  

Qual a quantidade de café que pode ser tomada por dia por quem tem predisposição a ter pressão alta e que não vai ser prejudicial? Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) com 533 pessoas da cidade de São Paulo apontou que mais de três xícaras, das de 50 ml, podem aumentar em até quatro vezes a possibilidade de o problema se manifestar. Tomar até três xícaras, no entanto, traz benefícios e ajuda a evitar doenças cardiovasculares.

Pós-doutoranda no Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP (FSP-USP), a nutricionista Andreia Machado Miranda, principal autora do estudo, disse que os hábitos do indivíduo e a predisposição genética, isoladamente, já são fatores de risco conhecidos para a pressão arterial, mas ela e a equipe de pesquisadores se debruçaram nos impactos do consumo excessivo de café por pessoas saudáveis, mas com predisposição genética a ter hipertensão.

Para isso, utilizaram como base o Inquérito de Saúde do Município de São Paulo (ISA-Capital 2008), que foi realizado com 3 mil pessoas. “É um estudo muito completo com dados de estilo de vida, coleta de sangue e de DNA, informações bioquímicas e aferição da pressão arterial. Definimos como pressão arterial normal valores abaixo de 140 por 90 milímetros de mercúrio (mmHg). Acima disso, era considerado pressão alta”, explica a pesquisadora.

O grupo desenvolveu escores genéticos de risco e analisou o consumo de café dos participantes (menos de uma xícara, entre uma e três xícaras, e mais de três xícaras), além da pressão arterial deles.

“O consumo médio foi de duas xícaras e meia de café por dia. Nenhum dos participantes relatou o consumo de café descafeinado e quatro indivíduos falaram que consomem café expresso. O café é complexo. Ele é constituído por mais de 2 mil compostos químicos, entre eles, a cafeína, que aumenta os níveis da pressão arterial.”

A pesquisa mostrou que o grupo que tinha a pontuação mais elevada no escore genético e que bebia mais de três xícaras de café, a possibilidade de ter pressão alta era quatro vezes maior do que de quem não tinha a predisposição.

“Como a maior parte da população não sabe se tem a predisposição, porque são dados de exames que não são habitualmente feitos, a pesquisa pode ajudar toda a população a saber qual o consumo adequado que deve ser feito de café”, diz Andreia, que já realizou estudos sobre os efeitos do consumo da bebida.

Efeito protetor

“Em todos os nossos estudos, constatamos o efeito protetor para a parte cardiovascular. O café é rico em polifenóis, compostos bioativos que têm ação no organismo e só existem nos alimentos de origem vegetal. O organismo não produz. Diversos estudos têm mostrado uma contribuição na redução de doenças crônicas, como a cardiovascular. Por causa do poder antioxidante, melhora a vasodilatação e permite que a pressão arterial não aumente.”

Outro estudo realizado por Andreia apontou que o consumo de uma a três xícaras por dia traz benefícios para a saúde cardiovascular, como a regulação de um aminoácido chamado homocisteína, que está relacionado com episódios de enfarte e acidente vascular cerebral (AVC).

A pesquisa, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foi publicada na revista Clinical Nutrition.

O próximo passo do estudo é verificar o impacto do consumo de café em pacientes que já têm doenças cardiovasculares. “Agora, vamos identificar os efeitos nos pacientes que já sofreram um episódio de enfarte agudo do miocárdio ou angina instável e qual vai ser o impacto na sobrevida desses pacientes”, disse.

A previsão é de analisar, no período de quatro anos, dados de 1.085 pacientes atendidos no Hospital Universitário da USP.

 

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EUA premia brasileiro por luta contra intolerância religiosa

17 de julho de 2019, 10:31

Foto: © Divulgação / Brunno Rodrigues

Ivanir dos Santos receberá um prêmio em Washington por sua trajetória na luta contra a intolerância religiosa no Brasil

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O líder espiritual e professor da UFRJ Ivanir dos Santos recebe, nesta quarta (17), em Washington, um prêmio pela trajetória na luta contra a discriminação sofrida por praticantes de religiões de matriz africana no Brasil.

Santos é homenageado -junto a lideranças de outras quatro nações- na edição inaugural de um prêmio internacional que reconhece ativistas que lutam pela liberdade religiosa, promovido pelo Departamento de Estado americano.

A honraria reconhece seu “trabalho exaustivo no apoio ao dialogo inter-religioso” e os esforços em criar “mecanismos para a proteção de grupos vulneráveis”, segundo o site do International Religious Freedom Award.

Também serão agraciados o advogado sudanês de direitos humanos Mohamed Yosaif Abdalrahan, a líder espiritual nigeriana Imam Abubakar Abdullahi, a mediadora do diálogo entre religiões no Chipre Salpy Eskidjian Weiderud e o casal fundador da ONG iraquiana de defesa dos direitos humanos HHRO, William e Pascale Warda.

“O que não se consegue dialogar no Brasil de hoje vai ter um diálogo nos Estados Unidos, mediado pelo governo americano: intolerância religiosa e estado laico”, diz Santos. Ele afirma também estar surpreso com a escolha de “um negro não cristão” para o prêmio.

Segundo o babalaô (sacerdote do culto de Ifá no candomblé), não se trata de reconhecimento pessoal, “mas de uma causa, de muita gente”. “Querendo ou não é o reconhecimento de um grupo [religioso] minoritário, sempre perseguido na colônia, no Império e na República pelos neopentecostais. Vamos ter uma voz forte e com repercussão internacional.”

Filho de uma doméstica e de um operário, Santos nasceu em 1954 na extinta Favela do Esqueleto, na zona norte do Rio de Janeiro. Depois que sua mãe foi assassinada por policiais, quando era criança, foi viver em internatos, onde ficou por 12 anos.

Ao sair, percebeu que jovens negros e oriundos de favelas como ele tinham dificuldade em conseguir emprego. Criou com um amigo a Associação dos Ex-Alunos da Funabem (Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor), um dos seus primeiros atos na defesa de grupos marginalizados.

Graduou-se em pedagogia e fez doutorado em história na UFRJ, instituição na qual leciona desde 2015. Em 2008, fundou a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, depois de um episódio em que praticantes da umbanda e do candomblé foram expulsos de seus terreiros pelo crime organizado na Ilha do Governador.

A convite da ONU, viajou para diversos países fazendo palestras sobre democracia racial e extermínio de crianças e jovens negros no Brasil, além de ter criado a Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que chega neste ano à 12ª edição, em Copacabana.

O evento de premiação se estende de terça (16) até quinta (18), na capital americana, e conta com a presença de líderes políticos e representantes da sociedade civil de mais de 140 países. A ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) confirmou participação.

Os vencedores receberão um troféu na quarta (17), em cerimônia com a presença do Secretário de Estado, Mike Pompeo.

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