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Campeonato Brasileiro terá limite de troca de treinadores

25 de março de 2021, 19:37

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Os clubes do Campeonato Brasileiro poderão demitir apenas um treinador ao longo da competição neste ano. O limite de trocas no comando das equipes foi aprovado nesta quarta-feira pelo Conselho Técnico da Série A, após sugestão apresentada pela CBF em reunião com os dirigentes.

A nova regra determina que o clube começará o Brasileirão com um técnico inscrito. Se demitir este treinador, poderá inscrever apenas mais um técnico. Caso ocorra uma segunda demissão, o substituto terá de ser um profissional que já trabalhe registrado na comissão técnica ou nas categorias de base do clube há no mínimo seis meses. Se o pedido de demissão partir do próprio treinador, não haverá limitação ao clube para contratar um novo técnico.

Esse técnico que pedir demissão, no entanto, só poderá ser inscrito por mais uma equipe durante todo o Campeonato Brasileiro. Ou seja, em caso de novo pedido de demissão, ele não poderá mais trabalhar na competição. Mas, se a demissão for feita pelo clube, o técnico não sofrerá nenhum tipo de limitação para arrumar um novo clube.

“É um grande avanço do futebol brasileiro, que fará bem tanto aos clubes quanto aos treinadores. Vai implicar em uma relação mais madura e profissional e permitir trabalhos mais longos e consistentes. É o fim da dança das cadeiras dos técnicos. Significa organização administrativa e planejamento financeiro”, disse o presidente da CBF, Rogério Caboclo.

O Brasileirão começa no dia 29 de maio e terminará em 5 de dezembro. Os clubes terão o direito de inscrever até 50 atletas.

Ficou definido também que, por causa da pandemia da covid-19, os mandos de campo serão remanejados caso o município ou Estado de origem esteja impedido de receber jogos. Essa é uma prática que já vem sendo adotada pela CBF na Copa do Brasil. O Corinthians, por exemplo, enfrentará o Retrô, de Pernambuco, sexta-feira, em Saquarema, no Rio de Janeiro, porque as partidas de futebol estão proibidas no Estado de São Paulo até o dia 30 de março.

A possível paralisação de campeonatos com o avanço do novo coronavírus é um tema delicado dentro da CBF. Na terça-feira, o jornal O Dia divulgou vídeo de reunião de Caboclo com dirigentes no último dia 10 na qual o presidente da CBF diz que os clubes “estão f… se não tiver” jogos. Em determinado momento do encontro, Caboclo afirma: “Eu vou mandar no futebol brasileiro e vou determinar que vai ter competição”.

Nesta quarta-feira, durante o Conselho Técnico da Série A, o assunto voltou a ser debatido e foram aprovadas por unanimidade uma moção de repúdio e solidariedade em relação ao vazamento das imagens e também a abertura de uma sindicância para apurar quem repassou o conteúdo da reunião à imprensa.

ARBITRAGEM – O VAR terá uma central única no Brasileirão, montada pela CBF, no Rio. Assim, os árbitros de vídeo não precisarão mais usar cabines nos estádios onde são realizados os jogos e se comunicarão remotamente com os juízes no gramado. O novo escritório foi inspirado na central que existe atualmente da NBA. A Copa do Mundo da Rússia também adotou esse modelo de VAR centralizado, com sede única em Moscou.

Confira a primeira rodada do Brasileirão:

Flamengo x Palmeiras

Corinthians x Atlético-GO

São Paulo x Fluminense

Atlético-MG x Fortaleza

Internacional x Sport Recife

Ceará x Grêmio

Bahia x Santos

Athletico x América-MG

Chapecoense x Red Bull Bragantino

Cuiabá x Juventude

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Entre os 10 países com mais casos da covid, Brasil é o que faz menos testes da doença

25 de março de 2021, 19:21

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Entre os dez países com maior número de casos da covid-19 no mundo, o Brasil é o que fez menos testes por mil habitantes. O levantamento foi feito pelo Estadão com base nos dados da plataforma Our World In Data, ligada à Universidade de Oxford, e do Ministério da Saúde brasileiro. A testagem em massa e o rastreamento de contatos com infectados estão entre as estratégias consideradas essenciais para o controle da pandemia e a reabertura econômica com segurança.

Considerando todos os 110 países monitorados constantemente pela plataforma, o Brasil ocupa a 81ª posição, com apenas 78 testes por 100 mil habitantes. O País está atrás de nações como Cazaquistão (422 por mil), Belarus (548 por mil) e Iraque (181 por mil). Na América do Sul, o Brasil só fica à frente da Bolívia e do Equador no número de testes. A plataforma não possui dados da Venezuela. O país que mais testa no continente é o Chile, com 519 testes por mil habitantes, seguido do Uruguai, com 317 testes por mil.

Os números analisados para esta reportagem consideram apenas os testes RT-PCR (os moleculares, considerados padrão ouro para o diagnóstico da doença) feitos pela rede pública de saúde. Não há estimativa de quantos foram feitos na rede privada. Até 13 de março, o Brasil havia feito 16,4 milhões de testes desse tipo pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O levantamento também não inclui exames rápidos, como aqueles testes rápidos de farmácia.

Alessandro Farias, coordenador de diagnóstico da força tarefa contra a covid 19 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e professor da instituição, afirma que os dados de casos do Brasil “não interessam mais para nada.” Ele lembra que 80% dos infectados são assintomáticos ou têm poucos sintomas. “O Brasil escolheu não testar os assintomáticos.”

O especialista diz que testar pessoas sintomáticas, com sinais claros de infecção por coronavírus, ajuda apenas na hora de isolar esses pacientes, seja em alas hospitalares ou em casa. “O governo brasileiro escolheu não fazer testagem em massa. Testar sintomáticos é quase inócuo porque não há um tratamento específico para a covid”, pontua Farias.

Ele diz que a falta de testes atrapalha a formulação de uma estratégia para combater a pandemia, enquanto a testagem em massa serve para implementar medidas mais acertadas. “Sem teste, você não consegue saber com antecedência o que vai acontecer. Só sabe quando o colapso chega aos hospitais”, diz Farias.

Outro ponto levantado pelo professor é a confiança da população. “Se você tem dados de testagem, consegue informar à população sobre o que está acontecendo. Sabe dizer por que vai fechar o comércio hoje. E a população vê o resultado”, destaca.

O Reino Unido é um dos países que adotaram a testagem em massa para definir as estratégias de combate ao coronavírus. O governo montou um programa de testagem em massa nas empresas, que voltam a abrir as portas no dia 12 de abril. A iniciativa prevê a testagem dos empregados duas vezes por semana no próprio local de trabalho, sem custo para a empresa. Empreendedores individuais e empresas com menos de 50 funcionários também têm acesso a testes gratuitos que, nesses casos, devem ser feitos em um centro de testagem de assintomáticos.

Farias acredita que essa é uma boa solução para abrir a economia com mais segurança, mas seria muito difícil implementá-la no Brasil. “A gente não tem essa estrutura. O Brasil não se preocupou em comprar testes.” O professor da Unicamp afirma que a falta de uma coordenação nacional impede o País de adotar esse tipo de protocolo.

O governo Jair Bolsonaro abandonou  as metas de testagem na pandemia. A ideia era superar 24 milhões de exames RT-PCR até dezembro de 2020, mas menos de 12 milhões de análises foram feitas no SUS durante toda a crise sanitária até o meio de março. Há ainda em armazém do Ministério da Saúde mais de 3 milhões de exames que vencem entre o fim de abril e o começo de junho. Trata-se do estoque revelado pelo Estadão, que o governo já tentou reduzir com doações ao Haiti e a hospitais brasileiros, recusadas justamente pela data de validade.

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Fiocruz aponta colapso do sistema de saúde e recomenda restrições imediatas

24 de março de 2021, 14:08

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Um boletim extraordinário do Observatório Covid-19 da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), divulgado nessa 3ª feira (23.mar.2021), diz que o colapso do sistema de saúde em praticamente todo o país torna o coronavírus ainda mais mortal. A instituição pede aos Estados medidas imediatas de lockdown.

O documento indica que houve 73.000 casos de covid-19 e cerca de 2.000 mortes por dia na última semana epidemiológica analisada (de 14 a 20 de março).

O número de casos cresce a uma taxa de 0,3% ao dia, e o número de mortes, em 3,2% ao dia.

A mortalidade passou de cerca de 2% no fim do ano passado para 3,1% em março de 2021.

A fundação pede que os Estados adotem imediatamente medidas restritivas por pelo menos 14 dias para evitar novos casos e aliviar a pressão sobre os hospitais.

“A continuidade dos cenários em que temos o crescimento de todos os indicadores para covid-19, como transmissão, casos, óbitos e taxas de ocupação de leitos de UTI resulta em colapso que afeta todo o sistema de saúde no país e no aumento das mortes por desassistência. Trata-se de um cenário que não é só de uma crise sanitária, mas também humanitária, se considerarmos todos os seus aspectos.

A restrição imediata das atividades consideradas não essenciais por 14 dias, segundo o boletim, traria redução de cerca de 40% das transmissões da doença.

Em todos os Estados, exceto Roraima e Amazonas, que estão em situação de alerta intermediário, o sistema de saúde está em situação crítica.

Os cientistas alertam para a piora na Região Sudeste. Na última semana, a ocupação de leitos de UTI para adultos com covid-19 em Minas Gerais subiu de 85% para 93%. No Espírito Santo, de 89% para 94%. No Rio de Janeiro, passou de 79% para 85%. E em São Paulo, foi de 89% para 92%.

Nas regiões Sul e Centro-Oeste, a taxa de ocupação de leitos de UTI ficou igual ou superior a 96%.

No Nordeste, os Estados do Ceará e de Pernambuco apresentam ocupação mais alta (97%). Rio Grande do Norte e Piauí chegaram a 96%.

“Este colapso não foi produzido em março de 2021, mas ao longo de vários meses, refletindo os modos de organização para o enfrentamento da pandemia no país, nos Estados e nos municípios”, aponta o observatório.

 
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Unicamp confirma caso de hepatite medicamentosa causada por uso do ‘Kit Covid’

24 de março de 2021, 10:52

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O Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo, confirmou na terça-feira (23/3) o primeiro caso de hepatite tóxico-medicamentosa relacionada ao uso de medicamentos que compõem o chamado kit COVID – azitromicina, ivermectina e hidroxicloroquina. 

O paciente, de 50 anos, é morador de Indaiatuba, e não tem histórico de doenças de base. Ele teve COVID-19 e, segundo relatos, cerca de três meses depois de se curar da doença, teve sintomas de peles e olhos amarelados. O paciente fez uso de ivermectina, hidroxicloroquina e azitromicina, além de zinco e vitamina D. 
 
As lesões causadas pelo uso do kit COVID foram graves e, agora, o paciente terá que se submeter a um transplante de fígado. Ainda, segundo informações da Unicamp, duas pessoas com quadros clínicos semelhantes morreram antes dos estudos clínicos serem concluídos ou do transplante ser efetuado. 
 
O kit COVID ficou conhecido em razão da recomendação feita pelo governo brasileiro. Isso porque o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já defendeu diversas vezes o uso dos medicamentos do kit como tratamento para COVID-19. Esses medicamentos não apresentam eficácia comprovada e, pior, tem efeitos adversos graves à saúde.
 
 
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Covid: Bahia mais 12 estados têm preocupações com fornecimento de oxigênio, diz Saúde à PGR

23 de março de 2021, 13:43

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Um monitoramento do Ministério da Saúde (MS) apontou que o fornecimento de oxigênio medicinal está “preocupante” em seis Estados e em “estado de atenção” em outros sete em meio ao agravamento da pandemia da covid-19 no País. A situação foi relatada por um assessor do Departamento de Logística da pasta em reunião na segunda-feira, 22, com a Procuradoria Geral da República (PGR).

Na videoconferência, o general Ridauto Fernandes, diretor de Logística do ministério, disse que há risco de falta do insumo no Acre, em Rondônia, no Mato Grosso, no Amapá, no Ceará e no Rio Grande do Norte. Além disso, afirmou que o Pará, a Bahia, Minas Gerais, São Paulo, o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul estão em “estado de atenção”.

De acordo com a PGR, o general ainda apontou que o governo federal estuda incluir os motoristas de empresas de gases medicinais como grupo prioritário da vacinação contra o novo coronavírus. A demanda é reivindicada pelas fabricantes.

Na segunda-feira, o Gabinete Integrado de Acompanhamento da Epidemia de Covid-19 (Giac) já havia enviado um ofício ao governo federal sobre o risco de desabastecimento do Amapá. Segundo comunicado da PGR, ainda há relatos de problemas na Paraíba e outros Estados do Nordeste.

A multinacional White Martins também participou na reunião, na qual teria informado um aumento de até 300% na demanda em algumas localidades. A empresa também criticou liminares que determinam a entrega de quantidades do produto sem considerar a situação do setor têm desorganizado a logística e trazem “risco de desabastecimento em grandes hospitais”.

A escassez de oxigênio tem preocupado Estados e municípios. Na segunda-feira, o Mato Grosso confirmou que duas fornecedoras notificaram haver risco de desabastecimento a cerca de 50 municípios. Na mesma data, o Paraná indicou necessitar de mil cilindros para dar conta da demanda, enquanto, na sexta-feira, 19, um levantamento apontou que 54 municípios paulistas estão com “estoque crítico” de oxigênio.

Em audiência pública no Senado na quinta-feira passada, dia 18, o general Ridauto já havia admitido que o País está com risco iminente de desabastecimento em municípios do interior e alguns Estados, que dependem principalmente de cilindros, por não terem estrutura para armazenar o produto em estado líquido. “A expectativa da falta perigosa desses produtos na ponta da linha, nos pequenos hospitais, é de poucos dias”, declarou.

“Hoje, o maior risco de perda de vida está nas pequenas unidades, mesmo nas capitais, e nos hospitais do interior. São aqueles que vivem do oxigênio gasoso. Está acontecendo em todo o Brasil”, afirmou na data.

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Após novo tiroteio nos EUA, norte-americanos criticam liberação de armas

23 de março de 2021, 13:34

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A National Rifle Association (NRA), o maior lobby de armas de fogo dos Estados Unidos, reagiu ao tiroteio de segunda-feira, num supermercado de Boulder, no Colorado, que causou dez mortes, com uma citação da Segunda Emenda, a base legal para o porte de armas no país.

“Uma milícia bem regulada, sendo necessária para a segurança de um estado livre, e o direito das pessoas à posse e uso de armas não devem ser infringidos”, escreveu a associação, numa publicação de Twitter, onde inclui uma imagem da Declaração dos Direitos (‘Bill of Rights’).

A publicação foi feita algumas horas após um homem ter entrado num supermercado King Soopers, armado com uma espingarda, e ter matado dez pessoas, incluindo um agente de autoridade.

No entanto, o novo tiroteio reabriu a discussão sobre a liberação do uso de armas, já que desde que Donald Trump foi eleito como presidente dos EUA em 2016, houve um aumento de crimes de ódio, racismo e xenofobia. Na última semana, um jovem matou seis pessoas de origem asiática em Atlanta. Com o ataque em Boulder, no qual um policial morreu, a população voltou a questionar a facilidade na qual americanos podem comprar armas, que posteriormente podem ser utilizadas contra as forças de segurança.

Com o grande número de críticas sobre o uso de armas, a NRA decidiu se manifestar. A associação, que conta com mais de 5 milhões de membros, é o principal opositor da legislação de controlo das armas de fogo nos Estados Unidos, financiando campanhas de políticos conservadores igualmente defensores da utilização irrestrita das mesmas, com base nas garantias constitucionais existentes.

Apesar de ter a sua sede no estado da Virgínia, a NRA está inscrita em Nova Iorque desde 1871 como organização sem fins lucrativos. 

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Bahia: Com antecipação do toque de recolher para às 18h, o jacobinense se apressou em chegar em casa

22 de março de 2021, 19:39

Foto: Notícia Limpa

O Decreto Estadual do último dia 19 de março que determina a ‘restrição de locomoção noturna, vedados a qualquer indivíduo a permanência e o trânsito em vias, equipamentos, locais e praças públicas, das 18h às 05h’, passou a valer a partir desta segunda-feira (22) emntoda a Bahia e se estenderá até o próximo dia 1° de abril.

Em Jacobina o início do toque de recolher chamou atenção pelo grande número de policiais e viaturas militares circulando pela cidade. Os militares orientavam a população sobre a importância e a necessidade em obedecer as orientações para a prevenção contra o novo coronavírus.

Quem desobedecer as determinações do Decreto pode ser conduzido para a Delegacia.

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Implantação de laticínio na terra do requeijão impulsiona produção de leite em Santa Bárbara

22 de março de 2021, 18:40

Foto: Ascom/SDR

(Da Assessoria) – Conhecida como a capital do requeijão, o município de Santa Barbara ganhará reforço para a produção de leite. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Prefeitura e a Cooperativa Mista de Agricultores e Produtores de Leite de Santa Bárbara (COAFASB) está trabalhando na implantação de um lacticínio, que será inaugurado no primeiro semestre deste ano.



A implantação da Unidade de Beneficiamento de Leite – Pasteurização, Produção de Requeijão, Queijo, Manteiga e Iogurte beneficiará diretamente 260 famílias da COAFASB e tem investimento do Fundo Estadual de Combate e Erradicação à Pobreza (FUNCEP), da ordem de mais de R$ 1,2 milhão.

“A construção desse laticínio significa mais geração de emprego e renda para os produtores de leite e requeijão, além de dinamizar a receita do município, pois, entre a compra do leite e a venda dos produtos processados, estima-se injetar aproximadamente nove milhões de reais na economia local”, explicou o chefe de gabinete da SDR, Jeandro Ribeiro, ao visitar o laticínio, na última sexta-feira (19).

Edifrancio Oliveira, prefeito de Santa Bárbara, destacou que faz parte do planejamento de compras municipais adquirir os produtos da agricultura familiar, via Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). “Nós pretendemos inserir o iogurte, queijo, manteiga e outros derivados do leite produzidos no laticínio, na merenda escolar. Sabemos que esse laticínio vai representar muito para nós e para os agricultores familiares, afinal, nosso município é conhecido como a terra do requeijão”, disse o prefeito, durante visita técnica.

Carlito Freitas, presidente da COAFASB, salientou que as ações de assistência técnica, regularização fundiária e ambiental, e demais iniciativas que são resultado da implantação do laticínio, contribuem para a permanência dos agricultores familiares no campo. Sobre a capacidade produtiva, ele explicou que a expectativa é produzir por dia 1.500 litros de leite, 500 kg de manteiga , 500 kg queijo coalho, 1.500 litros de Iogurte e 3.000 kg de requeijão.

“A construção desse laticínio vai beneficiar diretamente e indiretamente muita gente, principalmente neste período de pandemia. Queremos expandir a produção para além do requeijão, fazendo iogurtes, bebidas lácteas e outros tipos de queijo. Tendo emprego, a gente cresce e o município também”, afirmou Freitas.

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Transporte intermunicipal será suspenso no feriado da Semana Santa, anuncia Rui

22 de março de 2021, 10:40

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O governador Rui Costa (PT) informou na manhã desta segunda-feira (22) que determinará a suspensão do transporte intermunicipal durante o feriado da Semana Santa, entre os dias 28 de março e 3 de abril. A medida visa reduzir a propagação do novo coronavírus em meio à pior fase da pandemia.

Ele anunciou a medida em entrevista à rádio Eldorado FM, após ser questionado se a Bahia terá novamente feriados antecipados, a exemplo do que ocorreu na primeira onda da crise sanitária e vem sendo aplicado agora por outros estados.

“O que nós já decidimos é suspender o transporte intermunicipal no feriado da Semana Santa, pra evitar que todo o esforço que foi feito por centenas de prefeitos seja jogado fora. Porque nem todas as cidades estão no mesmo nível de contaminação. Algumas estão com baixíssimo nível, outras estão com o número muito alto de reprodução do vírus. Se nós permitirmos essas viagens, nós vamos contaminar aquelas cidades que hoje estão com baixo número de contaminação. Então nós vamos suspender o transporte municipal, mas não tomas nenhuma decisão ainda sobre antecipação de feriado”, disse Rui Costa.

“Sobre a antecipação de feriados, nós não tomamos uma decisão ainda. Nós decidiremos ao longo dessa semana”, acrescentou o governador.

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Casagrande provoca jogadores que ostentam e comentam reality show ‘enquanto país pega fogo’: ‘Alienados’

22 de março de 2021, 07:20

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Para o comentarista Walter Casagrande, do Grupo Globo, falta maior comprometimento de jogadores de futebol brasileiros acerca dos assuntos que envolvem a sociedade. Ex-jogador, Casão destaca que o motivo principal para a ausência de uma “voz” mais ativa por causas sociais no Brasil é a alienação.


– Falta comprometimento ao jogador de futebol em relação à sociedade e ao que acontece no mundo. Movimentos antirracistas, vacina, homofobia e várias outras coisas para as quais a sociedade despertou e resolveu lutar contra com força e razão, estão sem a voz entre os ídolos do esporte, principalmente do futebol. Eu não vou usar a expressão “mais ignorantes”, mas acho que são mais alienados – afirmou Casagrande ao blog do Ancelmo Góis, do “O Globo”.

– Acho que a maior parte dos jogadores é infantilizada. Quando fiquei internado um ano no meu tratamento de dependência química, passei a descobrir as síndromes que tinha desenvolvido ao longo da vida. E uma bem comum aos dependentes químicos é a “Síndrome do Peter Pan”, aquela coisa de você se recusar a virar adulto, de sempre se comportar como um adolescente. Essa geração tem uma recusa muito forte de amadurecer. Vive no meio de um conto de fadas, que os tira totalmente do eixo – contou.

Casagrande aponta que há dois jogadores brasileiros que são exceções: Richarlison, do Everton (ING), e Igor Julião, do Fluminense. Porém, destaca que é insuficiente diante da dimensão do mundo futebolístico, mandando indireta para jogadores que comentam reality shows.

– Tem exceções: vemos o Richarlison, por quem tenho uma admiração muito grande, e o Igor Julião, jogador do Fluminense, que eu também gosto muito. Mas é pouco. No universo do futebol, isso é quase nada. Os jogadores atuais são alienados politicamente e socialmente. Só pensam em ter, em ostentar e em comentar reality show em rede social, enquanto o Brasil está pegando fogo, sendo destruído – completou.

A indireta sobre reality shows abrange alguns jogadores que interagem com os fãs nas redes sociais sobre programas de televisão, entre eles, o atacante Neymar, considerado por muitos o maior talento que o futebol brasileiro tem em atividade no momento.

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