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Irmãos ganham R$ 155 mil após serem humilhados ao venderem empanadas em SP

04 de outubro de 2021, 14:43

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A história de dois irmãos argentinos que andam quilômetros para vender doces e empanadas feitas pelos pais para ajudar nas contas de casa viralizou nas redes sociais, após um dos adolescentes passar por um episódio de humilhação enquanto realizava as vendas em Santos, no litoral de São Paulo. Depois de uma publicação nas redes sociais, a história repercutiu, e uma campanha online arrecadou mais de R$ 155 mil para ajudar a família a abrir o próprio negócio.

O pai dos meninos, Edgar Homero, relatou ao g1 que a família mora no Brasil há 12 anos. Eles tinham um restaurante na capital paulista, mas, devido a problemas causados pela pandemia, precisaram fechar as portas e se mudar para Praia Grande, também no litoral paulista. Desde então, a família faz empanadas, uma receita tradicional argentina, e doces para serem vendidos na região.

Segundo Homero, os meninos chegam a percorrer 30 km em alguns dias para conseguir vender os produtos. O episódio de humilhação aconteceu no dia 24 de setembro, quando os dois jovens vendiam os doces e empanadas na Rua Tolentino Filgueiras, no bairro Gonzaga, em Santos. Neste dia, eles estavam separados, mas passaram pela mesma rua, que é bastante movimentada.

“Eu tinha passado antes vendendo muffings, e vendi para esse grupo de jovens e meninos que estavam próximos a um bar. Depois, passou meu irmão vendendo. Eles o confundiram comigo, porque somos parecidos, e jogaram o muffing dele no chão, dizendo que estava muito ruim. Ainda falaram que queriam comprar empanadas, tiraram da caixa e derrubaram a caixa sem querer”, relata o irmão mais velho, Alexandro Homero Ciancaglini Ullua, de 15 anos.

Ele conta que, depois disso, os jovens começaram a falar que pagariam apenas metade pelo que caiu. O irmão mais novo, de 14 anos, Leandro Micael Ullua, tentou argumentar com eles. Na sequência, os jovens passaram a dizer que a receita era ruim, e que não pagariam, segundo relata Alexandro. Nervoso, Leandro começou a chorar. Duas jovens se aproximaram e passaram a ajudá-lo.

“Foram duas meninas muito bondosas que pagaram as empanadas e tentaram ajudar ele, que chorou de nervoso. Meu irmão nunca tinha passado por algo assim”, descreveu o adolescente.

Adolescente argentino recebeu ajuda após jovens publicarem história nas redes sociais — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Além de pagar pelas empanadas e ajudar Leandro, uma delas decidiu compartilhar o que aconteceu em um relato nas redes sociais. “Presenciei uma das piores cenas que já vi na minha vida, daquelas que pensamos que só existem em filme. Esse menino estava vendendo na Rua Tolentino Filgueiras, de madrugada, como ele e o irmão fazem quase todas as noites para ajudar sua família. Um grupo de meninos o humilhou, falaram que ele incomodava, pois ‘aparecia todos os dias lá’. Foi muito triste”, diz um trecho do texto postado pela jovem, que fez com que o caso tivesse repercussão.

Relato viralizou

O relato da jovem sobre o que ocorreu viralizou nas redes sociais. Rapidamente, a história dos irmãos Leandro e Alexandro chegou a diversos lugares do país, em postagens que alcançaram milhares de pessoas. A repercussão foi tanta que, para ajudar, foi criada uma vaquinha online para arrecadar dinheiro que pudesse ajudar a família.

O pai dos meninos explica que se surpreendeu e ficou feliz com a bondade das duas jovens. Ele conta que, devido à pandemia, a família precisou mudar toda a vida, e os dois filhos ajudavam com as vendas. Homero, entretanto, não imaginava que o menino pudesse ser humilhado.

Família pretende abrir o próprio negócio no litoral paulista — Foto: Reprodução/Redes Sociais

“Jogaram a mercadoria no chão, nossas empanadas. As duas jovens ajudaram ele, foram muito solidárias”, descreve Homero. Ele conta que, depois da publicação, as coisas começaram a mudar. As pessoas passaram a ligar encomendando produtos para ajudar a família, e também entraram em contato para fazer a vaquinha online.

A iniciativa fez com que fossem arrecadados mais de R$ 155 mil. O objetivo é auxiliar a família a abrir uma loja e comprar equipamentos para a produção dos alimentos. “Depois de tudo isso que aconteceu, não param de chamar no telefone pedindo empanadas, mas ainda não temos estrutura para fazer muitas. O dinheiro vai ser usado para fazermos as empanadas, uma receita de família”, relatou.

O pai, por fim, conta que ficou agradecido com o carinho destinado aos filhos. “O mau que aconteceu acabou sendo bom, graças a essas pessoas”, concluiu.

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Três jovens morrem após explosão em churrasqueira

04 de outubro de 2021, 14:25

Foto: Reprodução

A explosão de uma churrasqueira no sábado (2) deixou três mortos em Curitiba (PR). Os jovens Wemerson Souza, de 26 anos, Gustavo Lucas Castro, de 27, e Larrisa Petez, de 20, sofreram queimaduras pelo corpo e não resistiram aos ferimentos. As informações são do Uol e do G1.

Os feridos foram encaminhados para o Hospital Evangélico Mackenzie. Wemerson e Gustavo morreram momentos depois da chegada ao hospital. Já Larissa morreu no domingo (3). Além deles, um rapaz, de 28 anos, está internado na UTI do mesmo hospital, em estado grave. O namorado de Larissa também foi socorrido, mas já recebeu alta.

De acordo com o Resgate Voluntário Parceiros da Vida, que atendeu às vítimas, moradores contaram que um galão com gasolina teria sido usado na churrasqueira, causando a explosão. A Polícia Civil do Paraná deve instaurar um inquérito para investigar o caso.

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Governo da Bahia convoca aprovados nos concursos da PM e Corpo de Bombeiros para exames pré-admissionais

04 de outubro de 2021, 06:28

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O governador Rui Costa autorizou a convocação de 2.211 candidatos aprovados nos concursos públicos para soldado da Polícia Militar (1.735) e Bombeiro Militar da Bahia (476), Edital de Abertura de Inscrições – SAEB – 02/2019, para a realização de exames pré-admissionais. A relação dos convocados foi publicada no Diário Oficial Estadual (DOE) de sábado (2). O candidato deverá apresentar-se na data, local e horário para o qual foi designado, munido de documento de identificação.

Os exames pré-admissionais serão realizados dentro dos cronogramas contidos no edital e incluem avaliações psicológicas, exame médico-odontológico, teste de aptidão física, investigação social e entrega de documentação.

Em publicação no Twitter, o governador Rui Costa classificou a convocação como “mais uma ação para reforçar a segurança pública e fortalecer a atuação das nossas forças policiais em toda a Bahia. Abrimos este concurso em 2019 com 1.250 vagas, mas convocamos 2.735 soldados da PM e 726 bombeiros, ou seja, 3.461 homens e mulheres em dois anos”, declarou.

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Primeira moto voadora está quase chegando ao mercado

03 de outubro de 2021, 17:25

Foto: Reprodução

A primeira moto voadora está quase chegando ao mercado. Se está interessado, marque já na agenda o ano de 2023.

A Speeder, da fabricante Jetpack Aviation, levanta voo e pousa verticalmente (VTOL) e pode atingir velocidades de até 240 km/h, afirma o Tech Tudo. O veículo voador opera com turbinas à combustão e conta com sistema de estabilização que o equilibra no ar para evitar quedas.

No ar, pode subir até 4.570 metros de altitude.

Contudo, esta não é uma moto acessível a todos os bolsos. A Speeder custará cerca de 327 mil euros (aproximadamente 2 milhões de reais).

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Limite de transferência no Pix à noite passa a valer nesta segunda (4)

03 de outubro de 2021, 17:15

Foto: Reprodução

 O Banco Central criou um pacote de novas regras para garantir mais segurança nas transações por meio do Pix. A principal delas, que é o limite de transferência de valor no período da noite, vale a partir desta segunda (4). As demais vão entrar em vigor no dia 16 de novembro.

O limite estabelecido para transferência é de R$ 1.000, no horário das 20h às 6h. A regra é para as transações entre pessoas físicas, incluindo os MEIs (microempreededores individuais).
Também será possível pedir a ampliação, porém, este tipo de alteração não será automática – também como medida de segurança para inibir, por exemplo, sequestro-relâmpago– e o banco terá entre 24 e 48 horas para atender o pedido.

Outra medida de segurança é a possibilidade de cadastro de contatos que poderão receber Pix acima de R$ 1.000 a qualquer hora do dia. Neste caso, a alteração também só vale após 24 horas do pedido.

No final de dezembro de 2020, havia 56 milhões de usuários de Pix, segundo o BC, já no final de agosto de 2021, último balanço divulgado, são 106,6 milhões. O aumento se deve à praticidade. O Pix não tem tarifa, é concluído na hora e quem manda o dinheiro só precisa da chave do favorecido, que pode ser um email, o número do celular, o CPF ou uma senha aleatória.

Com isso, atraiu também golpistas. Em janeiro, o pesquisador William Douglas de Almeida, 36 anos, que faz pós-doutorado na USP, teve seus dados utilizados por uma quadrilha que tentou dar um golpe por meio da modalidade. O golpe começou com a clonagem do seu WhatsApp.

“Eu estava vendendo um apartamento e entraram em contato fingindo ser o site onde eu tinha cadastrado o imóvel pedindo uma confirmação de dados. Assim que fiz isso, a quadrilha começou a se passar por mim e pedir dinheiro para os meus contatos”, conta.

Na mensagem, os golpistas diziam que não estavam conseguindo fazer um pagamento via Pix de R$ 1.130 e pediam ajuda com a promessa de devolução do dinheiro no dia seguinte. “Por sorte, ninguém depositou.”

Por ser instantâneo, o Pix passou a ser uma alternativa para o uso do cartão de débito. Para os comerciantes também é mais atrativo porque não tem taxa”, diz Caio Mastrodomênico, analista econômico da Vallus Capital. Ele avalia que, com mais regras de segurança, o Pix será uma ferramenta ainda mais popular entre os usuários de bancos, principalmente aqueles que têm receio de golpe nos caixas.

Dica para ter mais segurança é conferir dados antes da transação Antes de usar o Pix para mandar dinheiro para alguém, é importante seguir algumas precauções, como orienta Ricardo Hiraki, analista financeiro e diretor da Plano, Fintech de Educação Financeira. “Tem que conferir quem é o destinatário e sempre desconfiar de pedidos de dinheiro urgente”.

Segundo ele, os golpistas contam histórias que, geralmente, “deixam a gente ansioso e aflito para ajudar”.

Outra dica é entrar em contato com o amigo ou parente que “pede” a grana, por telefone, para confirmar se a mensagem é real.

Foi o que fez pedagoga e auxiliar de RH Dalva Helena Rocha, 46. Ela foi vítima de golpe via Pix no mês de junho. Primeiro, recebeu uma mensagem via “WhatsApp da irmã” dizendo que tinha mudado o número do telefone e pedindo dinheiro.

“Eu desconfiei e liguei para a minha irmã em outro número e ela disse que não era ela. Eu voltei na conversa do WhatsApp e, quando disse que sabia que era um golpe, eles começaram a rir.”

No entanto, Dalva chegou a fazer três transferências. Uma delas de quase R$ 400. Depois, registrou boletim de ocorrência proteger seus dados.Confira as novas regras A partir desta segunda-feira (4), três importantes mudanças começam a valer:

1 – Limite de transferência

Entre 20h e 6h, o limite de transferência via Pix será de R$ 1.000. A regra também vale para TED (Transferência Eletrônica Disponível)

2 – Ampliação

O cliente poderá pedir a ampliação do limite, porém a aprovação do pedido será entre 24h e 48h após a solicitação

3 -Transferência camarada

Outra possibilidade é cadastrar contatos que poderão receber Pix acima de R$ 1.000 a qualquer hora. Neste caso, a alteração também só vale após 24 horas da solicitação
Outras mudanças para novembro Bloqueio por cautela. Em caso de suspeita, o banco vai poder bloquear o crédito na conta do destinatário do Pix. De dia, este bloqueio será de 30 minutos e, à noite, de uma hora. Quem estiver recebendo o Pix será avisado sobre o bloqueio temporário.

Alerta de laranjas

Os usuários de Pix terão que passar por etapas extras de confirmação da operação, nas transações envolvendo contas marcadas no DICT, inclusive para fins de eventual recusa a seu processamento, combatendo assim a utilização de contas de aluguel ou “laranjas”

Fontes: Banco Central e reportagem.

Folhapress

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Ônibus da Gontijo que vinha para Bahia cai em ribanceira e deixa 8 mortos e 44 feridos

03 de outubro de 2021, 17:02

Foto: Reprodução

Um ônibus com 52 pessoas a bordo caiu em uma ribanceira na noite do sábado, 2, na Serra da Vileta, na rodovia BR-116, em Leopoldina, região da Zona da Mata, em Minas Gerais. Ao menos oito pessoas morreram e os demais 44 ocupantes ficaram feridos, segundo informações do Corpo de Bombeiros de Leopoldina.

Entre os passageiros, estavam cinco crianças. Na manhã deste domingo, 3, as equipes de socorro ainda trabalhavam no resgate dos corpos que ficaram embaixo do veículo.

O ônibus, da Viação Gontijo, havia saído de Santo Amaro, em São Paulo, e seguia para Ubatã, na Bahia.

Conforme os bombeiros, chovia muito quando o ônibus despencou na ribanceira, em um trecho da serra, no km 776 da rodovia. O local é de difícil acesso.

Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) das cidades de Leopoldina, Cataguases, Laranjal e Muriaé, com apoio da Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar, trabalham no socorro às vítimas.

Os feridos foram levados para o hospital Casa de Caridade Leopoldinense, em Leopoldina, e para hospitais de Cataguases.

Até o fim da manhã deste domingo não havia informações sobre o estado das vítimas.

Conforme o Corpo de Bombeiros, às 11 horas, equipes permaneciam no local do acidente com equipamentos para tentar mover o ônibus, que caiu e rolou a uma distância de 150 metros da pista, ficando parcialmente submerso em um córrego.

Conforme a Polícia Rodoviária Federal, o trecho de serra é perigoso, mas está bem sinalizado.

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Ministério da Saúde gasta R$ 70 mil por mês para guardar produtos vencidos

02 de outubro de 2021, 20:12

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O Ministério da Saúde gasta cerca de R$ 70 mil por mês para armazenar medicamentos, testes e insumos do SUS vencidos. Revelado pelo jornal Folha de S.Paulo, o estoque de produtos sem validade é avaliado em R$ 243 milhões.

O valor para manter os produtos na central de distribuição da Saúde, em Guarulhos (SP), foi confirmado por autoridades do governo federal que acompanham as discussões.A VTCLog, investigada pela CPI da Covid no Senado, administra o armazém. Cabe à empresa informar a Saúde sobre produtos prestes a vencer, além de separar os insumos sem validade ou interditados.

Procurado, o Ministério da Saúde não quis se manifestar sobre o estoque vencido e não confirmou se o pagamento é inteiramente feito à VTCLog. A pasta colocou sob sigilo de cinco anos todas as informações sobre os produtos vencidos.

Em resposta a questionamentos apresentados via LAI (Lei de Acesso à Informação), o ministério disse que os dados podem colocar em risco a vida, segurança ou saúde da população.

A Saúde também afirmou que divulgar as informações ofereceria “elevado risco à estabilidade financeira, econômica ou monetária do País”, além de risco à segurança de “instituições ou de altas autoridades nacionais ou estrangeiras e seus familiares”.

A Folha de S.Paulo perguntou sobre o estoque atual vencido, valor de armazenamento, e qual volume foi incinerado nos últimos anos. A Saúde disse que os dados são de “caráter reservado”.

Após a revelação do estoque, o ministro Marcelo Queiroga (Saúde) reconheceu que o cemitério de insumos do SUS “é um problema”, mas negou negligência.

O ministro ainda tentou jogar sobre gestões anteriores a responsabilidade por perder os produtos.

“Em relação a insumos vencidos, realmente esse é um problema. Não é que o ministério deixa vencer por negligência, é porque se compra em quantidade, há insumos que foram adquiridos nos dois governos anteriores ao governo do presidente Bolsonaro e eles não foram distribuídos”, disse Queiroga em audiência no Senado.

Auxiliares do ministro tentam agora entender a razão de cada item ter vencido. Integrantes da Saúde afirmam que os produtos devem ser incinerados quando alcançarem, reunidos, uma tonelada.

Oficialmente, o governo também não disse quanto falta para atingir esse volume e se irá incinerar todos os produtos ou dar outra destinação a eles.

O ministério se recusou a informar há quanto tempo paga cerca de R$ 70 mil para manter os itens vencidos no armazém.
Em nota, a VTC Log disse que “cumpre fielmente as obrigações contratuais” e afirmou que mensalmente informa sobre estoque crítico de produtos a vencer e vencidos.

“Toda responsabilidade de gestão sobre a distribuição das vacinas compete à pasta [Ministério da Saúde]”, disse a empresa.
Deputados de cinco partidos da Comissão de Fiscalização Financeira da Câmara pediram uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre possíveis omissões “que levaram ao desperdício de R$ 243 milhões em vacinas, testes e medicamentos que perderam validade em posse do Ministério da Saúde”
A proposta foi aprovada pelos congressistas em 15 de setembro.

Segundo levantamento de agosto obtido pela Folha de S.Paulo, o centro de distribuição da Saúde guarda 3,7 milhões de itens que começaram a vencer pelo menos em 2018. Quase todos expiraram durante a gestão Bolsonaro.

Há vacinas de gripe, cerca de 2 milhões de testes RT-PCR da Covid e medicamentos de alto custo para doenças raras, entre outros itens sem validade.

O ministério se debruçou sobre os dados do estoque a partir de meados de setembro, após a Folha de S.Paulo revelar o caso. Em análise prévia, integrantes da pasta avaliaram que o prejuízo é reduzido em alguns casos, pois fornecedores trocaram os produtos vencidos por novos.

Essa compensação ocorreu com os exames da Covid, pois os lotes que restavam na Saúde haviam sido reprovados em testes de qualidade.

Mas as cerca de 820 mil canetas de insulina, avaliadas em R$ 10 milhões, não estavam sob qualquer restrição e ficaram paradas no armazém do governo Bolsonaro até a validade expirar.

Esses mesmos funcionários da pasta afirmam que há ainda dúvidas sobre o tamanho real do estoque vencido, pois a análise preliminar indica falhas nos registros de entrada e saída dos insumos.

O diretor do Dlog (Departamento de Logística) da Saúde, general da reserva Ridauto Fernandes, disse que está em “pleno processo de apuração” das causas que levaram ao fim da validade dos itens do SUS.

“E, claro, não podemos nos dar ao luxo de pararmos outras coisas que fazemos –como entregar vacinas, adquirir insumos essenciais etc– para fazer uma apuração com dedicação exclusiva. Mas estamos dando a atenção que o caso merece, é algo importante que pode levar a aperfeiçoamento de processos e melhorias em benefício do bem público”, escreveu Fernandes à Folha de S.Paulo.

O general não deu detalhes sobre as apurações. Disse apenas que busca “dados robustos que permitam aperfeiçoar nossos processos, mitigando ao máximo o risco de perdas e privilegiando a economia do recurso público”.

Área que atua na ponta da linha da gestão dos insumos, o Dlog ficou sob comando de Roberto Dias, indicado do centrão, durante a maior parte do governo Bolsonaro.

Ele só foi exonerado em 29 de junho, após o cabo Luiz Paulo Dominghetti afirmar à Folha de S.Paulo que recebeu de Dias cobrança de propina para destravar a venda de vacinas.Os produtos vencidos também seriam destinados a pacientes do SUS com hepatite C, câncer, Parkinson, Alzheimer, tuberculose, doenças raras, esquizofrenia, artrite reumatoide, transplantados e problemas renais, entre outras situações.

Alguns itens que serão incinerados estão em falta nos postos de saúde.

A empresa VTCLog entrou no radar da CPI da Covid para investigar os contratos de logística que foram aumentados durante a pandemia. Os senadores desconfiam que ela faça parte de um esquema para fraudar contratos, do qual teria participado Roberto Dias. A empresa e o ex-diretor negam as irregularidades.

A comissão também vê indícios de pagamentos de boletos em favorde Dias pela Voetur, empresa que tem os mesmos sócios da VTCLog, em um total de R$ 47 mil.

A CPI ainda recebeu uma carta enviada de forma anônima, no mês passado, que dá detalhes sobre os diretores da empresa e cita sua suposta influência sobre o governo Bolsonaro e pede que a comissão aprofunde essa linha de investigação, iniciada em julho.

MINISTÉRIO DA SAÚDE ESCONDE CEMITÉRIO DE INSUMOS DO SUS

Dados obtidos pela Folha de S.Paulo mostram estoque de medicamentos, testes e vacinas vencidos avaliado em mais de R$ 240 milhões. Há cerca de 3,69 milhões de itens, que podem servir a um número muito maior de pessoas no SUS, pois cada frasco de vacina, por exemplo, têm até dezenas de doses.

PRODUTOS VENCIDOSCGLAB (Coordenação Geral de Laboratórios): R$ 140,73 milhões
Mais de 2 milhões de testes RT-PCR de Covid, além de exames de dengue, zyka, chikungunya, leishmaniose e diversos reagentes

Vacinas: R$ 49,59 milhões

Cerca 12 milhões de imunizantes para BCG, gripe, pólio, hepatite B, tetra viral, soros para diversas doenças, além de diluentesRemédios comprados por ordem judicial: R$ 32,99 milhões. Principalmente medicamentos de alto custo para doenças raras, como eculizumab (HPN) e atalureno (Distrofia Muscular de Duchenne)

Medicamentos excepcionais: R$ 17,72 milhões
Caneta de insulina e tratamentos para hepatite C, esclerose múltipla, Alzheimer, Parkinson, entre outras doençasOutros: R$ 1,93 milhão
Hemoderivados, tratamentos de raiva, tuberculose e produtos de prevenção à maláriaProgramas de DST/Aids: R$ 420 mil
Principalmente kits de diagnóstico de HIV e HCV

Fonte: documentos internos do Ministério da Saúde de agosto

Folhapress

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A terra continua tremendo em Jacobina: tremor de 2.0 mR foi registrado nesta sexta-feira (1°)

01 de outubro de 2021, 15:32

Foto: Divulgação

Mais um tremor de terra é registrado em Jacobina. Conforme informações do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN), a ocorrência foi registrada às 6h26min desta sexta-feira (1°) e teve magnitude preliminar de 2.0 na escala Richter.

O último evento registrado em Jacobina ocorreu no dia 15 de junho deste ano, de magnitude 1.7 mR. Já o último registrado na Bahia ocorreu no dia 24 de setembro, na região do recôncavo.

Até o momento desta publicação não há informações sobre moradores terem escutado ou sentido o evento de hoje.

Apesar da frequência de tremores ocorridos no município, passando de mais uma dezena apenas neste ano, a Defesa Civil municípal ainda não se pronunciou oficialmente.

A preocupação da população é a presença de duas barragens – sendo uma ativa e outra inativa – de rejeitos de uma empresa de mineração que explora ouro no município.

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Médico é preso sob suspeita de ter violentado mais de 40 mulheres

01 de outubro de 2021, 12:11

Foto: Reprodução

Suspeito de ter cometido violência sexual contra dezenas de mulheres, o médico Nicodemos Júnior Estanislau Morais, 41, foi preso nesta quarta-feira (29) pela Polícia Civil de Goiás -mas de 40 vítimas já testemunharam contra o homem até o momento.

Outras mulheres ainda devem ser ouvidas pela investigação nos próximos dias, o que pode fazer o número de vítimas aumentar, diz a delegada Isabella Joy Lima e Silva, responsável pelo caso.

A delegada afirmou que recebeu em setembro uma queixa contra o médico na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher de Anápolis, a cerca de 60 quilômetros de Goiânia. Pesquisando no sistema, ela descobriu outros dois registros feitos por outras duas mulheres contra ele que ainda não haviam sido investigados.

Uma dessas ocorrências foi registrada em 2020 por uma paciente que relatou que o médico teria penetrado com os dedos em sua vagina e comentado que, “se ela tivesse esperado mais, teria gozado”. Os relatos, segundo a delegada, indicam suposta violação sexual mediante fraude, já que ele se utilizaria da profissão para cometer os crimes.

“Nós ouvimos essas vítimas, vimos que os casos eram parecidos, o modo operante, comecei a verificar que ele tinha CRM (registro obrigatório para prática da medicina) em vários estados do país e fui ligando os fios. Consegui inquérito de uma vítima do Distrito Federal, com sentença condenatória, consegui registro de ocorrência de uma vítima do Paraná [um caso arquivado]. Então a gente abriu o inquérito com mais robustez e representamos pela prisão preventiva”, explica a delegada.

Em depoimento à polícia, o médico disse que não há nada de cunho sexual em seu trabalho e que as perguntas são necessárias em sua profissão..

Por meio de nota, o advogado de Morais, Carlos Eduardo Gonçalves Martins, disse que ainda não teve acesso à íntegra do processo e que algumas pacientes teriam se prontificado a prestar depoimento em favor do médico.

“Até onde a defesa teve acesso ao inquérito consta somente o simples exercício profissional do médico Dr. Nicodemos, especialista em ginecologia, o médico em nenhum momento realizou qualquer tipo de procedimento médico com cunho sexual”, disse a nota.

“O Dr. Nicodemos recebe com tranquilidade qualquer ato investigatório sobre sua atuação como médico ginecologista, desde que os atos sejam feitos com imparcialidade e isenção de ânimos”.

“Além das perguntas que ele fazia sem nexo com a ginecologia, ele manipular as vítimas, fazer penetração com os dedos, não só como toque, perguntar se a vítima estava gozando, sentindo prazer, fazer com que a vítima pegasse no órgão sexual dele, isso vai muito além de uma consulta ginecológica, já passaria para um crime”, afirma a delegada do caso.

O Cremego (Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás) diz que tomou conhecimento das denúncias depois da divulgação do caso pela polícia e que irá apurar a conduta do médico.

Uma das mulheres que prestou depoimento nesta quinta-feira, Kethleen Carneiro, 20, contou que teria sofrido abuso quando tinha entre 12 e 13 anos. Ela contatou a polícia depois das primeiras denúncias contra o médico terem sido reveladas pela imprensa.

À Folha de S.Paulo, ela contou que procurou o médico devido a uma suspeita de cisto no ovário. Em determinado momento da consulta, disse ela, o médico pediu que a mãe da menina saísse da sala. Kethleen lembra que ele falou sobre ponto G, passou a mão nela e, depois que ela já estava vestida, sentada na cadeira, mostrou quadrinhos, fotos e vídeos com conteúdo pornográfico dizendo que ela deveria começar a se masturbar.

“Dizendo que homem era diferente de mulher, mulher não era tão visual, que tinha que ter uma história por trás e me mostrando os links que eu podia entrar e ver esses quadrinhos, essas histórias pornográficas. Aí ele levantou e falou: ‘deixa eu te mostrar a diferença entre homem e mulher’, e colocou a minha mão no órgão genital dele, que estava ereto”, lembra ela.

“Eu não contei para ninguém na época, porque eu não tinha noção que aquilo era um abuso. Eu era muito nova, fiquei também com vergonha de contar para a minha mãe e a minha família. Minha mãe só foi saber ano passado e hoje com detalhes, quando fui à delegacia”.

Folhapress

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O circo está armado

01 de outubro de 2021, 09:06

Foto: Gervásio Lima

*Por Gervásio Lima

Uma das expressões mais usadas no Brasil, ‘armar o circo’, é na verdade uma característica de situações mal resolvidas, seguidas de inevitáveis constrangimentos, tanto para quem arma quanto para os envolvidos no contexto. Dependendo da região, o ato de provocar barulho e confusão é denominado como um ‘escarcéu’, ‘arruaça’ e ‘barraco’, manifestações que acontecem geralmente quando algo não está de acordo com o ponto de vista daquele, ou daqueles, que, por algum motivo, sentem-se prejudicados ou no dever de defenderem o que consideram certo.

Portanto é correto afirmar que quando se juntam vários fatores que antecedem um desfecho ruim, diz-se que ‘o circo foi armado’. Ao contrário do que muitos pensam, atitudes deselegantes, xenófobas e violentas partem frequentemente do lado considerado mais abastardo, que quase sempre dispensa um tratamento hostil contra os menos favorecidos, os negros e até mesmo contra os que nasceram no norte ou nordeste do país: verdadeiras vítimas de ‘circos’ ou de ‘palhaçadas’.

A classe social do sujeito nunca deveria ser motivo para discriminação e preconceito. As atitudes, em todas as suas formas, são resultados da índole e da compostura do cidadão, independente de cor, raça, naturalidade, gênero ou religião. A qualidade do ser humano está no sentimento de igualdade, de prudência e de respeito ao próximo.

Se não bastasse o ‘armar o circo’, ainda é necessário se lidar com uma outra – e verdadeira – atração do palhaço, que mesmo vendo o seu picadeiro pegando fogo insiste em fazer graça, com piadas de mal gosto para satisfação apenas dos ’amigos’. Triste realidade de um momento trevoso em que vive um povo que outrora era considerado um dos mais felizes do mundo, mas que hoje apenas testemunha o caos envolto em chamas.

Tempos convulsos e confusos, de circos sendo armados para espetáculos monólogos de comédia, drama e farsa, onde apenas um artista faz o papel de vilão para uma plateia opaca que se faz presente por ter ganhado o ingresso como brinde, mesmo sabendo que as lágrimas por arrependimento são dadas como certas.

O circo pegou fogo, o palhaço deu sinal. Acode, acode a bandeira nacional…

Only Jesus in the cause

*Jornalista e historiador

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