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Confira em quais estados você tem mais chance de ser atingido por raios

25 de abril de 2022, 10:21

Foto: Reprodução

Santa Catarina, Rio de Janeiro e Tocantins tiveram as maiores densidades de raios do país nos três meses de verão de 2022, segundo índice produzido, pela primeira vez, pelo grupo Elat (Eletricidade Atmosférica) do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

O novo índice faz a relação entre o número de raios que incidem sobre um estado e a área da unidade federativa. A importância desse tipo de dado, segundo Osmar Pinto Jr., coordenador do Elat, é alertar para o risco de uma pessoa ser acertada.

m teoria, quanto maior o valor, maior a chance de ser atingido por uma descarga elétrica. Mas, claro, há diversos outros elementos que impactam essas chances de ser acertado, como o número de habitantes, hábitos locais e nível de conscientização da população. Dessa forma, o índice conta uma parte da história.

De toda forma, o Elat estima que, no último verão, havia uma probabilidade média de um em 20 mil em ser atingidos por um raio em SC, RJ e TO.

Ao todo, os primeiros três meses deste ano tiveram 21,4 milhões de raios em todo o país (com janeiro na dianteira em questão de descargas elétricas), cerca de 11% a mais do que no verão passado. O aumento pode estar associado ao La Niña, segundo o Inpe.

Os mais de 21 milhões de raios nesse período provocaram 21 mortes (dados ainda preliminares), número um pouco menor do que o registrado no verão de 2021, com 29 óbitos.

“As pessoas não têm esse conhecimento”, afirma Pinto Jr, sobre os riscos de ser atingido por descargas elétricas dependendo da época do ano. O pesquisador do Elat/Inpe defende uma maior conscientização sobre o assunto para a população.

No Sudeste, por exemplo, o verão costuma ter a maior frequência de raios. No Sul e Norte, a primavera tem uma maior concentração de descargas elétricas, diz Pinto Jr.

Isso se torna ainda mais relevante ao se considerar a quantidade de pessoas que morrem por ano no Brasil acertadas por raios, uma média de 110 (considerando o período de 2000 a 2019). No ranking mundial, isso leva o país à sétima colocação, segundo Inpe.

Quando se fala em raios atingindo o solo, logicamente o problema mais grave são as mortes. Mas as descargas elétricas também são responsáveis por prejuízos financeiros ao danificar estruturas e equipamentos.

O Brasil é campeão mundial de raios. Em média, são mais de 77 milhões de descargas por ano caindo no país.

E, segundo pesquisadores do Inpe, as novas dinâmicas climáticas trazidas pela crise do clima devem fazer crescer ainda mais o número de raios no Brasil. O país pode chegar a cerca de 100 milhões anuais.

No cenário intermediário de redução de emissões de gases-estufa projetado pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), de 2081 a 2100, a região Norte pode ter um aumento de até 30% no registro de raios. Em seguida, aparecem Centro-Oeste (24%) e Sudeste (18%).

Até nos melhores cenários de aquecimento global -difíceis de serem alcançados com o ritmo de emissões e com os planos para os próximos anos–, os aumentos no Norte, Centro-Oeste e Sudeste ficam acima ou muito próximos a 10%.

Segundo Pinto Jr, a ideia é, a cada três meses, apresentar o índice de densidades raios atualizado e, assim, conseguir acompanhar as mudanças de dinâmicas de raios pelo país com o passar das estações e com o avanço da crise do clima.

COMO SE PROTEGER

Segundo o pesquisador do Inpe, a principal maneira de evitar tragédias com raios é a partir da informação.

Em tempestades, por exemplo, o indicado é evitar o uso de equipamentos que estejam ligados à rede elétrica e também não ficar perto de tomadas dentro de casa.

Outra indicação é não usar telefone com fio ou um celular que esteja conectado ao carregador. Banhos em chuveiros elétricos, proximidade com janelas e portas metálicas e com torneiras e canos também deve ser evitada. Mesmo prédios com para-raios não estão totalmente protegidos.

Durante tempestades, vale procurar abrigo e não ficar em áreas abertas ou próximo a corpos de água.

Folhapress

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Papa pede coragem a líderes mundiais para defender paz na Ucrânia

24 de abril de 2022, 10:20

Foto: VaticanNews

O papa Francisco pediu neste domingo (24) coragem para que o mundo inteiro defenda a paz na Ucrânia e fez um apelo aos líderes políticos, sem citá-los diretamente, para que escutem o povo que clama pelo fim do conflito.

“Peço a todos que rezem pela paz e tenham a coragem de dizer que a paz é possível. Que os líderes políticos ouçam a voz das pessoas que querem a paz e não uma escalada do conflito”, disse o Pontífice na recitação da oração Regina Coeli, que substitui o Angelus no período Pascal.

O líder da Igreja Católica destacou que “hoje várias igrejas orientais católicas e ortodoxas e também várias comunidades latinas celebram a Páscoa segundo o calendário juliano e lembrou que a guerra russa na Ucrânia já completou dois meses.

“Em vez de parar, a guerra se intensificou. É triste que nestes dias, que são os mais santos e solenes para todos os cristãos, o barulho mortal das armas é ouvido mais do que os sinos anunciando a Ressurreição [de Jesus Cristo]. E é triste que as armas estejam substituindo a palavra”, lamentou.

Francisco reiterou seu apelo por uma trégua na Páscoa ortodoxa, um “sinal mínimo e tangível de desejo de paz”. “Pare o ataque para atender ao sofrimento da população exausta”, enfatizou ele aos fiéis na Praça São Pedro, no Vaticano, pedindo paz a todos.

O Santo Padre tem expressado frequentemente a sua preocupação com a guerra desencadeada com a invasão russa na Ucrânia desde o dia 24 de fevereiro, tendo chegado a propor a mediação do Vaticano. Além disso, Jorge Bergoglio condenou o “massacre” contra a população civil e desistiu de realizar um encontro com o primaz da Igreja Ortodoxa Russa, Cirilo.

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Prefeitura de Caém reabre creche e entrega equipamento totalmente reformado e ampliado aos moradores de Bom Jardim e Monteiro

24 de abril de 2022, 10:05

Foto: PMC

Uma noite de festa para os moradores das comunidades de Bom Jardim e Monteiro, no município de Caém. Depois de ser fechada pela gestão anterior e ter seus mobiliários retirados, o Centro Municipal de Educação Infantil Mãe Bebé (Anexo Professora Licinha) é entregue novamente à população, totalmente reformado, ampliado e com novos mobiliários.

Quando do seu fechamento, as famílias das duas localidades, que somam cerca de mil habitantes, estavam desprovidos de um local adequado para deixar seus filhos enquanto trabalhavam, situação que gerou muita reclamação e indignação. A creche irá atender mais de 40 crianças, com idades de um a três anos.

A Prefeitura de Caém, através da Secretaria de Educação, entregou o mais novo equipamento social do município na noite deste sábado (23), com as presenças das famílias que serão beneficiadas, o prefeito Arnaldo Oliveira (Arnaldinho), o secretário de Educação, Ronaldo Alves, vereadores e outras autoridades.

Para o prefeito Arnaldinho, a entrega da creche totalmente reformada e ampliada é motivo de alegria para sua gestão, compromissada na melhoria da qualidade de vida da população. “Mais um compromisso cumprido. Hoje é um dia de muita alegria não só para a população do Bom Jardim e Monteiro, mas em especial pra mim. Temos buscado fazer um trabalho voltado para o social, visando a melhoria da qualidade de vida da nossa gente. Até o último dia do nosso mandato iremos trabalhar intensamente para retribuir a confiança que nos foi depositada por nosso povo”, salientou o prefeito.

Abandonada pela gestão anterior, o equipamento deixou de atender mais de 40 famílias por mais de 4 anos
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ANTT anuncia suspensão de todas as linhas da viação Itapemirim

20 de abril de 2022, 11:01

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 A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) anunciou a suspensão de todas as linhas de ônibus da Viação Itapemirim. A decisão foi publicada na edição de hoje do DOU (Diário Oficial da União).

A portaria publicada é uma medida cautelar, ou seja, provisória, tomada pelo superintendente de Fiscalização de Serviços de Transporte Rodoviário de Cargas e Passageiros da agência, Felipe Ricardo da Costa Freitas e vale “até a decisão do mérito de processo administrativo ordinário ou até que seja cadastrada frota compatível com as linhas a serem reativadas”, diz trecho do texto publicado no DOU.

O texto informa ainda que a empresa tem permissão para realizar viagens já vendidas por 30 dias, contados a partir de hoje.

Em nota, a ANTT informou que a decisão de suspender as linhas foi tomada “em virtude de dificuldades operacionais do transporte rodoviário de passageiros da empresa”.

“Essa medida visa assegurar a segurança dos usuários e manter a adequada prestação de serviço de passageiros. A Itapemirim deverá observar os direitos dos passageiros, inclusive com o reembolso de passagens, quando solicitado, ou então remanejamento para outras empresas”, diz ainda o comunicado.

O UOL procurou a assessoria de imprensa da Itapemirim e aguarda retorno.

Em 31 de março, a ANTT já havia suspendido a maioria das linhas regulares da empresa, mas manteve 26 delas, incluindo rotas que partem de São Paulo e Rio de Janeiro para cidades do Nordeste.

Bloqueio de bens

O TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) determinou anteontem o bloqueio de bens do empresário Sidnei Piva de Jesus, do Grupo Itapemirim, e de todas as empresas abertas por ele desde o início da aprovação do plano de recuperação judicial do grupo, em 2016. A decisão busca garantir que o patrimônio não seja dilapidado e garantir o pagamento de credores.

A Justiça também decretou o bloqueio das contas de Silvana dos Santos Silva, mulher de Piva.

O Grupo Itapemirim está em recuperação judicial desde 2016, com dívidas tributárias de quase R$ 2 bilhões. Credores têm reclamado que o plano não está sendo cumprido e que a empresa desviou dinheiro das empresas para financiar a sua companhia aérea, Ita Transportes Aéreos. A Ita começou a operar em junho de 2021, mas suspendeu as operações pouco tempo depois, em dezembro, às vésperas do Natal e Ano-Novo.

Na decisão, o juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, diz estar preocupado com “eventual dilapidação de patrimônio e eventual conduta do sócio na gestão dos recursos e patrimônio das recuperandas”.

Em fevereiro, a Justiça já havia determinado o afastamento de Sidnei Piva do comando do Grupo Itapemirim, além do uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de deixar o país. Mas, cerca de um mês depois, a 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do TJ-SP revogou a decisão anterior, e Piva conseguiu o direito de voltar ao comando da Itapemirim.

Folhapress/UOL

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A boa escolha nunca foi tão necessária

19 de abril de 2022, 15:47

*Por Gervásio Lima. – A escolha é uma opção individual, uma decisão, um querer que geralmente é acompanhado de sentimentos positivos, da vontade de acertar. Mas, como nem sempre o que se espera acontece da maneira que se gostaria, a probabilidade de acontecer o esperado pode ser na mesma proporção do inesperado. 

Manifestar uma preferência pensando em tirar proveito de tal intento é uma atitude egoísta e muito perigosa, com consequências imprevisíveis, principalmente quando envolve o coletivo. A predileção pode até ser algo pessoal, mas é preciso que aconteça de forma consciente, sem paixão e com atenção para não ser persuadido ou influenciado por falácias. 

Nada melhor que seguir exemplos, já que o ‘ver para crer’ não se aplica quando está em jogo a qualidade de vida, a harmonia e a empatia. Conhecer aquilo onde se irá depositar a confiança diminuirá o risco de cometer erros e de se decepcionar. 

Sempre que puder é bom recorrer aos ditados populares para justificar alguma posição, portanto não custa nada lembrar que ‘macaco velho não mete a mão em cumbuca’ e ‘caldo de galinha e precaução não fazem mal a ninguém’. É bom lembrar também que ‘visitantes sempre dão prazer, senão quando chegam, pelo menos quando partem’. 

Em um mundo cada vez mais concorrido, as relações humanas estão sendo desprezadas e muitas vezes substituídas por comportamentos egocêntricos, com pessoas sem humildades, incapazes de admitir erros e treinadas apenas para apontar as falhas alheias, disseminando a discórdia, o ódio e a violência entre os semelhantes. Indivíduos cruéis, capazes de praticar atitudes desumanas e abomináveis. 

A compaixão não se aplica, enquanto o mal se amplia. Portanto nunca foi tão necessário buscar construir e disseminar alegria e felicidade, principalmente nos ambientes mais hostis. 

Todas as boas escolhas inevitavelmente irão contribuir para tornar o mundo verdadeiramente melhor para se viver, com uma sociedade mais justa e igualitária. 

Forte é o povo! 

*Jornalista e historiador

 

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Salvador escravista: As descobertas do mapa da escravidão baiana

19 de abril de 2022, 09:31

Foto: Reprodução

Primeira capital do Brasil, Salvador é um centro cultural de imensa importância histórica. Para revisitar esse passado e dar uma voz à população negra, pesquisadores criaram o Salvador Escravista, site que pretende ampliar a compreensão do papel de diferentes indivíduos no desenvolvimento de uma sociedade marcada por desigualdade e racismo.

Desta maneira, os historiadores envolvidos com a iniciativa pretendem mapear a cidade atrás de homenagens controversas, homenagens reparadoras e lugares esquecidos da história local, onde episódios importantes para a população negra ocorreram e não recebem devida atenção.

Em entrevista à BBC News Brasil, Felipe Azevedo e Souza, integrante do Programa de Pós-Graduação em História da UFBA e um dos idealizadores do projeto, afirmou que a Salvador Escravista não quer somente sugerir a mudança de nomes de ruas. “O que queremos é um debate maior sobre políticas públicas voltadas à memória da cidade, que sejam mais democráticas e plurais”, pontuou. Conheça algumas das histórias levantadas pela iniciativa.

O traficante de escravos que originou culto do Senhor do Bonfim

Nascido em Portugal, Teodósio Rodrigues de Faria foi capitão de navio mercante. Estabeleceu-se em Salvador até 1757, ano de sua morte. Nada se conhece sobre sua vida anterior a 1735, ano que chegou ao Brasil, e o que se sabe possui relação com sua devoção ao Senhor do Bonfim, de quem levou para a capital baiana uma imagem.

Sua devoção e o dinheiro que investiu na igreja lhe renderam destaque na irmandade do Senhor do Bonfim. Foi enterrado dentro da igreja, um dos principais cartões postais da cidade. Ele também dá nome à praça em frente da igreja e a uma rua nas proximidades. Mas a pesquisa da Salvador Escravista mostrou foi que Teodósio atuou intensamente no tráfico de africanos, detalhe geralmente omitido sobre ele.

Elevador Lacerda foi erguido com dinheiro do comércio ilegal de africanos

Outro importante ponto turístico da capital, o Elevador Lacerda foi inaugurado em 1873, com o objetivo de ligar as partes alta e baixa da capital da Bahia. Construído com o nome de Elevador Hidráulico da Conceição, mudou de nome em 1896, para homenagear seu idealizador.

De acordo com os historiadores do Salvador Escravista, a obra não teria sido realizada sem a riqueza acumulada pelo pai de Lacerda no tráfico ilegal de africanos, inclusiva após a proibição por lei.

De acordo com a historiadora Silvana Andrade dos Santos, em entrevista à BBC, Lacerda Pai era sócio em embarcações utilizadas em fretamentos para viagens negreiras à África no final da década de 1830, portanto, depois da proibição definida em 1831. O lucro obtido foi utilizado em muitas obras no estado, além da educação dos filhos.

Barão de Cotegipe foi opositor à abolição

Conhecido como figura relevante em todo o país, nome de ruas em cidades de vários estados e até marca de erva mate, João Maurício Wanderley, o Barão de Cotegipe, foi um dos principais antagonistas da princesa Isabel na questão da abolição.

Segundo a Salvador Escravista, o barão foi o escravocrata mais poderoso do período final do Império, tomando medidas em prol da perpetuação da escravidão. Entre as medidas defendidas por Cotegipe, propôs a lei dos Sexagenários e foi contra o fim da pena de açoite aos escravizados.

Durante a regência da princesa Isabel, tornou-se presidente do Conselho de Ministros, uma espécie de primeiro-ministro, e comandou a forte e violenta repressão às manifestações pela abolição. Pressionado, chegou a renunciar a seu cargo, mas voltou ao Senado para votar contra a lei Áurea, em 1888.

Mega Curioso

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Desmatamento em terras indígenas foi de apenas 1% em 30 anos

19 de abril de 2022, 08:53

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Levantamento do projeto MapBiomas mostra a extensão da proteção da natureza proporcionada pelos indígenas brasileiros. Nas últimas três décadas, enquanto a perda de vegetação nativa em áreas privadas foi de 20,6%, nas terras indígenas (TIs) esse número foi de apenas 1%. A pressão sobre essas áreas, porém, está crescendo.

O relatório preparado para ser divulgado hoje, Dia do Índio, mostra que o desmate nesse período foi de 69 milhões de hectares, sendo que somente 1,1 milhão ocorreu nas terras indígenas (TIs). Outros 47,2 milhões de hectares foram desmatados em áreas privadas, e o restante da supressão vegetal ocorreu em outros tipos de terras, como florestas públicas ou unidades de conservação.

“As TIs estão sendo barreiras e escudos contra o desmatamento na Amazônia. São esses territórios que estão mantendo e protegendo a floresta no contexto atual de falta de fiscalização e investimentos em políticas publicas para combater e prevenir o desmate ilegal”, diz Julia Shimbo, Coordenadora Científica do MapBiomas e pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), que coordenou o projeto.

“O contexto atual tem favorecido atividades ilegais como grilagem de terra, garimpo, exploração madeireira e desmate por agentes externos dentro dos territórios indígenas”, diz. “Os povos indígenas dependem dos recursos da floresta e os utilizam, por isso têm interesse em manter floresta em pé”.

O novo levantamento do MapBiomas, projeto que mapeia a ocupação fundiária no Brasil, mostra que as terras indígenas ocupam 13,9% do território nacional e possuem 109,7 milhões de hectares de vegetação nativa, o que corresponde a 19,5% da vegetação nativa do país.

Apesar de mostrar a importância das TIs na conservação de florestas, os cientistas do projeto apontam uma mudança de tendência apontada pelo projeto Deter, do Inpe, que monitora o desmate em tempo real.

“Nos últimos anos, o desmatamento detectado pelo Deter na Amazônia se acelerou em TIs, tendo se multiplicado por 1,7 na média dos três últimos anos quando comparado com a média de 2016 a 2018”, aponta o MapBiomas, destacando que essa mudança ocorreu no governo Bolsonaro.

Garimpo ilegal

Uma preocupação especial nas terras indígenas é o garimpo. Apesar de a área ocupada ainda ser relativamente pequena, cresceu cinco vezes de 2010 a 2020.

“As maiores áreas de garimpo em terras indígenas estão em território Kayapó (7602 hecares) e Munduruku (1592 ha), no Pará, e Ianomâmi (414 ha), no Amazonas e Roraima”, relatam os pesquisadores.

Não é uma coincidência que muitas áreas cobiçadas para mineração estejam em terras indígenas. Como historicamente o processo de colonização expulsou essa população de planícies cultiváveis para áreas de relevo mais irregular, foi natural que muitos povos acabassem encontrando refúgio ao longo dos últimos cinco séculos em áreas mais montanhosas, onde se concentram os minérios.

O garimpo em terra indígena é hoje ilegal, mas pode ser liberado no caso de aprovação do projeto de lei 191/2020, que tramita no Congresso com apoio do Planalto.

Demarcação

Um posicionamento do governo Bolsonaro que pode comprometer a capacidade de proteção florestal é a promessa de não demarcar mais terras indígenas.

Segundo Shimbo, os números mais recentes indicam a importância de se avançar na demarcação e homologação de terras indígenas como forma de frear a atividade especulativa que alimenta a ilegalidade.

“Vários estudos do Ipam mostram a importância e a necessidade de avançar no processo de homologação porque essa indefinição favorece a grilagem de terras e atividades ilegais, em razão da insegurança jurídica que gera”, diz a pesquisadora.

A coincidência entre proteção de vegetação nativa e sua localização em terras indígenas não é restrita à Amazônia. Essa correlação foi vista também em outros biomas, como o Cerrado e a Mata Atlântica.

Como a maior parte da das grandes TIs está na Amazônia, porém, em termos de área e de biomassa o efeito da proteção nessa região é mais relevante. É na Amazônia que está a maior parte do carbono estocado em árvores, que se for emitido resulta em gases do efeito estufa.

Último Segundo IG

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94 ex-alunos de uma mesma escola desenvolvem tumor no cérebro

19 de abril de 2022, 08:43

Foto: Reprodução

O cientista ambiental Al Lupiano está entre os ex-alunos e funcionários da Colonia High School que foram diagnosticados ao tumor. Ele recebeu seu diagnóstico no final dos anos 90, quando tinha 27 anos, mas o que chamou sua atenção foi que, no ano passado, sua esposa e irmã – também ex-alunos da escola – também desenvolveram tumores cerebrais.

A irmã de Lupiano morreu em fevereiro aos 44 anos. Ele começou a se perguntar por que ele, sua esposa e sua irmã tinham esses tumores raros, então, criou um grupo no Facebook para ver se algum outro ex-aluno da escola havia desenvolvido tumores ou doenças relacionadas.

“Comecei a fazer algumas pesquisas e os três se tornaram cinco, os cinco se tornaram sete, os sete se tornaram 15”, disse Lupiano. No total, ele coletou os nomes de 94 ex-alunos e funcionários que desenvolveram tumores cerebrais, de acordo com o New York Post.

A suspeita é que os casos de tumores tenham alguma relação com questões ambientais, como radiação ionizante. “Não é água contaminada. Não é ar. Não é algo no solo”, disse Lupiano.

Os órgãos ambientais estaduais estão pesquisando as possíveis causas para orientar quaisquer ações que ajudem na avaliação na implementação de estudos de impacto ambiental.

Tumor extremamente raro

O tipo de tumor diagnosticado nos frequentadores da escola é o glioblastoma. De acordo com a  Associação Americana de Cirurgiões Neurológicos, o glioblastoma ocorre em apenas 3,21 por 100.000 pessoas.

O glioblastoma é um tumor maligno primário do Sistema Nervoso Central. Pode ocorrer no cérebro ou na medula espinhal e é altamente invasivo. Forma-se a partir de células chamadas astrócitos, que sustentam e nutrem as células nervosas (neurônios) do cérebro.

MSN

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Cooperativa de pescados comercializa 14,2 toneladas de peixes com o apoio do Governo do Estado

18 de abril de 2022, 15:16

Foto: SDR/CAR

A Cooperativa de Produção e Comercialização dos Derivados de Peixes de Sobradinho (COOPES) comercializou 14,2 toneladas de tilápia durante esta Semana Santa. O volume de vendas é o dobro do que a cooperativa comercializou no mesmo período em 2021. Os números são resultado do apoio do Governo do Estado, por meio de projetos como o Pró-Semiárido, que tem disponibilizado a assessoria especializada de uma engenheira de pesca, para apoiar na gestão, manejo e comercialização da produção. 

As entregas foram feitas para os municípios de Monte Santo, Caldeirão Grande e Uauá e contou com a parceria da Cooperativa Regional de Agricultores/as Familiares e Extrativistas da Economia Popular e Solidária (Coopersabor), Bahia Pesca e Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá  (Coopercuc), para o processo de logística e refrigeração do pescado, para a realização das ofertas. Vale ressaltar, que este é o segundo ano em que a Coopes faz a entrega de peixes para a Prefeitura Municipal de Uauá.  

O montante de R$ 197 mil, comercializados, beneficiou diretamente 88 famílias de pescadoras e pescadores artesanais e é um marco para a Coopes, cooperativa gerida e formada, em sua maioria, por mulheres. Para a engenheira de pesca do Pró-Semiárido, Josiane Araújo, esta ação foi de suma importância para o fortalecimento e autonomia do grupo. 

“Essas vendas realizadas na Semana Santa foram muito importantes. Primeiro, porque fortalece a relação de trabalho e confiança da base produtiva, que são das/os piscicultoras/es com a cooperativa, sem falar que o volume financeiro comercializado vai ajudar não só cooperados/as envolvidos/as, mas a própria cooperativa, na resolução de situações envolvendo a própria comercialização”, avalia Josiane. 

Com a assessoria do Pró-Semiárido na Gestão, a Coopes conseguiu esse feito inédito. E tão importante quanto o volume de pescado comercializado foram as parcerias firmadas. Na preparação das 3,2 toneladas para Caldeirão Grande, o peixe saiu da base produtiva da Coopes e na logística de entrega contou com a parceria da Bahia Pesca. Nessa entrega, foi feito o acompanhamento da equipe em três municípios, para garantir que os beneficiados recebessem o peixe com qualidade. 

A última entrega foi para a Prefeitura de Uauá, das três toneladas de pescado, que teve a parceria da Coopercuc, que disponibilizou o caminhão refrigerado por seis dias, o que assegurou uma entrega de ótima qualidade.  

O Pró-Semiárido é um projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida). 

Assessoria de Comunicação SDR/CAR 

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Jovem desmaia e morre ao encenar a crucificação em peça da faculdade

18 de abril de 2022, 13:37

Foto: Reprodução

Um jovem de 25 anos desmaiou durante uma encenação para o fim de semana de Páscoa de uma peça bíblica da faculdade e morreu enquanto fazia uma performance da reconstituição da crucificação de Jesus Cristo na Sexta-Feira Santa (15).

Suel Ambrose, de 25 anos, estudava filosofia na Clariantian University, em Nekede, na  Nigéria , e tinha o sonho de se tornar padre. O estudante interpretava o discípulo Pedro e, em uma das cenas, acabou desmaiando no palco.

As pessoas, no entanto, pensaram que o colapso fazia parte da encenação, e “só perceberam que era sério quando ele não conseguia se levantar”, disse uma testemunha ao jornal Vanguard .

Depois que ele caiu, Ambrose começou a sangrar e foi isolado.

O jovem foi levado ao hospital, mas não resistiu e morreu. A causa do óbito ainda não foi identificada.

“Todo mundo se juntou e levou o jovem às pressas para um hospital-escola e, quando o caso se agravou, ele foi levado para um Centro Médico Federal próximo”, acrescentou.

“Foi a partir daí que ouvimos que ele não poderia sobreviver.”

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