Rui classifica gestões de ACM Neto e Bruno Reis como medíocres e reforça que obras estruturantes são do PT
14 de julho de 2026, 07:39

Em reunião com pré-candidatos a deputado a estadual e federal, ex-ministro da Casa Civil afirmou que a capital baiana registra alguns dos piores desempenhos do país em áreas essenciais (Foto: Lucas Silva/ Divulgação)
“A gestão deles é medíocre.” Foi dessa forma que o ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado pelo PT, Rui Costa, resumiu, nesta segunda-feira (13), sua avaliação sobre o modelo administrativo implantado por ACM Neto e mantido por Bruno Reis em Salvador. Ao defender que a disputa política na Bahia seja marcada pela comparação entre os resultados dos governos do PT e das administrações municipais da oposição, o ex-governador afirmou que os adversários evitam nacionalizar o debate por saberem da força eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na capital.
Para Rui, os indicadores da Prefeitura desmontam o discurso construído pelo grupo político que governa Salvador há 16 anos. Durante reunião da chapa majoritária com pré-candidatos a deputado estadual e federal, o ex-governador afirmou que a capital registra alguns dos piores desempenhos do país em áreas essenciais, como saúde e educação, citando a baixa oferta de exames preventivos, o atendimento pré-natal, a falta de vagas em creches e a estrutura da rede municipal de saúde. Ele também criticou o fato de o Hospital Municipal não funcionar como unidade de porta aberta para urgência e emergência.
Governador da Bahia entre 2015 e 2022, Rui também rebateu o discurso da oposição sobre investimentos na capital e sustentou que as principais intervenções que transformaram Salvador foram executadas pelos governos do PT. Ao citar obras de macrodrenagem, contenção de encostas, mobilidade urbana e infraestrutura, afirmou que o legado estrutural da cidade está diretamente ligado às gestões petistas. “O que tem de estruturante nessa cidade fomos nós que fizemos”, cravou.
Segundo o ex-ministro de Lula, que coordenou o Novo PAC durante sua passagem pelo Governo Federal, é justamente essa comparação que a oposição procura evitar durante a campanha. Na avaliação do pré-candidato, o grupo liderado por ACM Neto tenta dissociar sua imagem do bolsonarismo e impedir que a eleição na Bahia seja influenciada pela alta aprovação do presidente Lula entre os eleitores baianos e, especialmente, em Salvador.
Liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues, o encontro foi realizado no Hotel Wyndham Hangar Aeroporto e contou com a participação do senador Jaques Wagner, do vice-governador Geraldo Júnior e de dezenas de pré-candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados que disputarão votos em Salvador. Também estiveram presentes lideranças da capital, entre elas a deputada federal e ex-prefeita Lídice da Mata, o presidente da Conder, José Trindade, vereadores, ex-vereadores e dirigentes dos partidos que integram a base aliada.
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