Projeto Fruticultura de Sequeiro é apresentado no SemiáridoShow 2017

09 de novembro de 2017, 13:52

Como parte da programação do SemiáridoShow 2017, maior evento nacional de tecnologias de convivência com o semiárido, que acontece em Petrolina (PE), foi realizado, na tarde desta terça-feira (7), o Seminário Regional de Fruticultura de Sequeiro, com foco no Umbuzeiro e no Maracujá da Caatinga, junto às Escolas Famílias Agrícolas (EFA) da Bahia.

O evento, que aconteceu no Auditório da Embrapa Semiárido, teve o objetivo de apresentar os principais resultados do projeto Fruticultura de Sequeiro no Semiárido Baiano, ‘alternativa para inclusão produtiva da juventude rural’. Mais de 200 pessoas participaram, entre professores, monitores e estudantes, pesquisadores, agentes de assistência técnica e extensão (ATER), gestores/as públicos e agricultores/as familiares.

Durante o seminário, foi realizado o ato de assinatura do Contrato de Validação Agronômica e Mercadológica de Genótipos de Umbuzeiro, celebrado entre Embrapa Semiárido e a Rede de Escolas Famílias Agrícolas da Bahia (REFAISA). Também foi feita a apresentação de linhas de crédito voltadas para a juventude rural, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) Jovem, e as considerações para a implantação e manejo das áreas de fruticultura de sequeiro.

Financiado pelo Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), o Projeto Fruticultura de Sequeiro conta com um investimento de mais de R$ 1 milhão e beneficiará 1.400 jovens, estudantes e ex-estudantes da Escolas Famílias Agrícolas do semiárido baiano.

Foram implantados 14 viveiros, em número igual de EFA de diversas regiões da Bahia. No total, serão distribuídas 44,8 mil mudas de umbu gigante e 476 mil mudas de maracujá da caatinga. Cada jovem receberá 32 mudas de umbu e 340 de maracujá. O período máximo para as plantas já produzirem em escala comercial é de quatro anos para o umbu, e menos de um ano para o maracujá.

Se acordo com Marcelo Matos, gestor da Superintendência de Agricultura Familiar (Suaf/SDR), um dos palestrantes do Semiárido Temático, “o projeto apoia a educação do campo, a convivência com o semiárido e fomenta o plantio do umbuzeiro e do maracujazeiro, que, por serem plantas nativas da caatinga, são resistentes à seca, além de apoiar a juventude rural, priorizando a entrega de mudas a jovens rurais. Marcelo destacou ainda que após a entrega das mudas “várias EFAs, a partir do próximo ano, utilizarão os viveiros implantados para produzir mudas para comercialização, gerando assim receitas que contribuirão com a manutenção do ensino”.

O Seminário Regional de Fruticultura de Sequeiro foi uma realização da Embrapa Semiárido, Projeto Bem Diverso, Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Rede de Escolas Famílias Agrícolas Integradas do Semiárido (Refaisa) e Associação das Escolas das Comunidades e Famílias Agrícolas da Bahia (Aecofaba).

Os 7 alimentos que são ladrões de energia

Você provavelmente já ouviu falar e leu bastante sobre alimentos e suplementos que aumentam sua disposição e te deixam mais animado para encarar um treino ou até mesmo as tarefas do dia a dia. Mas também existe o outro lado dessa moeda. Não faltam vilões neste mundo na nutrição: os alimentos que são ladrões de energia e podem atrapalhar bastante sua rotina na corrida ou até mesmo se tornar um obstáculo numa prova.

Esses “ladrões” de energia atuam de diferentes maneiras no organismo. Em alguns casos, oferecem tanto açúcar que, num primeiro momento, essa elevada taxa de glicose resulta em mais disposição, mas, logo em seguida, a insulina liberada para normalizar essa glicose faz justamente o caminho contrário. E aí o cansaço chega com tudo.

Também tem aqueles alimentos que dão tanto trabalho para o sistema digestivo que muitos nutrientes são desviados para ajudar nesse processo, fazendo com que eles faltem na produção de energia em outras funções do organismo. Resultado: o corpo logo sente essa queda de disposição.

Para te ajudar a evitar esse cansaço causado pela má alimentação, acionamos três especialistas para fazer uma lista dos maiores ladrões de energia, suas principais armas e como combatê-las. Confira!

Os ladrões de energia 

Carboidratos simples

Alimentos com farinhas brancas vão roubar energia se consumidos em excesso. “Em um pré-treino, por exemplo, são aliados, mas viram vilões se não houver uma atividade física depois”, pondera Mayara Ferrari, nutricionista funcional esportiva. “Isso acontece porque a quantidade de açúcar no sangue fica muito elevada e o pâncreas libera mais insulina para quebrar todos esses carboidratos. Isso pode causar uma grande redução de açúcar no sangue, resultando em fadiga e falta de energia.”

Sal

Aquele sal extra para dar mais gosto à comida pode te deixar mais cansado. Em quantidade exagerada, o sal aumenta a pressão arterial e deixa o organismo mais desidratado porque mais água é necessária para compensar. “Ele prejudica o funcionamento adequado do organismo, que ficará a todo momento buscando esse equilíbrio. Isso dará uma sensação de cansaço e fadiga. Esporadicamente um pouco de sal não tem problema, mas abusar dele diariamente ou usar em grande quantidade é bastante prejudicial”, adverte Mayara.

Alimentos gordurosos e frituras

A gordura em excesso dificulta a digestão e atrapalha a chegada dos nutrientes à corrente sanguínea. “Como possuem uma digestão mais
lenta, eles fazem com que a circulação se concentre na região abdominal por mais tempo. Isso causa uma sensação de letargia e sonolência durante a digestão, que pode passar de três horas. E isso não é bom para quem vai se exercitar, pois precisará de boa circulação nos membros”, alerta a nutricionista Lara Natacci.

Doces

A lógica nesse caso é parecida à dos carboidratos simples: como eles são ricos em açúcar, dão um pico de energia no primeiro momento porque aumentam a quantidade de glicose no sangue, mas se a pessoa não for praticar uma atividade física logo em seguida, essa disposição logo pode virar cansaço. “O organismo vai aumentar a secreção de insulina para normalizar a glicemia, que é a quantidade de glicose no sangue. Por isso, a sensação de aumento de energia deve durar pouco e dar lugar à fadiga”, reforça Lara Natacci.

Café

O café, um dos estimulantes mais populares, também pode roubar sua energia. Ele realmente gera mais disposição num primeiro momento, mas sua ação no sistema nervoso tem como um dos efeitos a fadiga. “A cafeína, no cérebro, obstrui os efeitos da adenosina, substância que ajuda na transferência de energia e na promoção do sono, dando o efeito estimulante”, explica André Lemos, médico nutrólogo. “Por outro lado, também inibe a degradação da acetilcolina, que aumenta o estímulo muscular. E a consequência disso são o cansaço e a debilidade”, completa.

Corantes e conservantes

Presentes em muitos produtos industrializados, como nuggets, embutidos (salame, presunto, mortadela, peito de peru) e salsichas, eles
modificam o funcionamento adequado do organismo, que tenta repor o que os corantes “tiram” no processo de digestão. “Eles causam uma cascata de processos inflamatórios e oxidantes. Para reverter essa situação, disponibilizamos muitas vitaminas e minerais, fazendo com que o restante do organismo não funcione adequadamente”, destaca Mayara.

Refrigerante

O refrigerante é um dos “ladrões de energia” mais temidos. Alguns maratonistas e ultramaratonistas o utilizam durante provas quando já estão acostumados a seus efeitos, inclusive psicológicos, mas, para o organismo, eles não têm nada de “bonzinhos”. Isso porque o refrigerante, em geral, tem tudo em excesso: açúcar, sódio e corantes. Assim, desencadeia todos os processos já descritos de uma só vez. Além disso, estudos apontam que o refrigerante ainda pode atrapalhar o padrão de sono, prejudicando o descanso e interferindo na disposição.

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