Mulher perde 15 dentes após procedimento incorreto: “sinto vergonha de sorrir”

02 de novembro de 2020, 15:01

Michele Lima Oliveira, moradora de Santos, SP, afirma ter os dentes prejudicados por um tratamento odontológico realizado incorretamente após sofrer um acidente, em 2002 (Foto: Reprodução)

A autônoma Michele Lima, de 38 anos, perdeu 15 dentes por conta de um procedimento odontológico realizado incorretamente. De acordo com ela, há cerca de três meses, seus dentes começaram a quebrar e ela precisou arrancá-los. As informações são do G1.

Michele, que mora em Santos, no litoral de São Paulo, contou ao G1 que teve fraturas na mandíbula após sofrer um acidente de trânsito. Na época, ela precisou utilizar pinos e peças de platina, além de um aparelho dentário, para corrigir a dentição.

No entanto, em agosto deste ano a autônoma começou a sentir fortes dores nos dentes e na gengiva. Ao passar por consultas com dentistas, ela descobriu que seus dentes estavam quebrando.

“O dentista explicou que meus dentes estavam quebrando de dentro para fora, pela raiz, e que precisaria arrancar. Tirou mais ou menos 15 dentes da parte de trás. Agora, só sobraram os dentes da frente, que também estão quebrados”, afirmou Michele ao G1.

Conforme a autônoma, o dentista atual também explicou que o aparelho utilizado no reparo da dentição, aplicado após o acidente, foi instalado incorretamente. “O aparelho só colocou meus dentes no lugar, mas não apertou. O dentista explicou que isso deixou eles fracos com o tempo e agora eles quebraram”, disse ao G1.

“Hoje, eu sinto vergonha de sorrir, de conversar, não consigo me olhar no espelho, muito menos tirar foto sorrindo”, desabafou a autônoma. Ainda segundo Michele, os especialistas apontaram a colocação de próteses dentárias como solução para o problema.

Como o convênio dela não cobre o implante, ela criou uma campanha de arrecadação virtual. “Não consigo custear o implante, minha autoestima está lá embaixo”, finaliza.

Principais sintomas físicos e mentais da abstinência de nicotina

A síndrome de abstinência de nicotina provoca inúmeros sintomas nos ex-fumantes. Contudo, explica um artigo publicado no portal Melhor Com Saúde, esses efeitos colaterais variam em intensidade dependendo da pessoa. 

O fato da nicotina ser uma droga muito viciante faz com que o hormônio conhecido como dopamina seja liberado no cérebro – este hormônio é responsável por aumentar a sensação de prazer e bem-estar. E como tal, o organismo reage negativa e violentamente à ausência da droga.

Ainda assim, a síndrome de abstinência de nicotina não representa qualquer risco para a saúde. Estima-se que os sintomas associados à condição afetam até 85% dos ex-fumantes. 

Os sintomas desta síndrome variam, mas, sem dúvida alguma, o mais comum é a vontade de fumar que pode surgir na presença de múltiplos estímulos, como por exemplo ver outra pessoa fumar, ou inclusive sem uma causa aparente.

Os principais sintomas da síndrome de abstinência da nicotina são os seguintes, de acordo com o portal Melhor Com Saúde:

Sintomas físicos

Aumento do apetite
Tosse
Boca seca
Dor de cabeça
Tontura
Fadiga
Coriza (inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo)
Dor de garganta, na língua ou gengivas
Sensação de aperto no peito
Ganho de peso
Frequência cardíaca mais lenta ou bradicardia
Obstipação
Hipotensão

Sintomas mentais

Ansiedade, inquietação e irritabilidade
Dificuldade em se concentrar
Insônia e dificuldade para dormir bem
Raiva e frustração
Depressão
Desânimo
Mau humor

Os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina normalmente duram de 4 a 12 semanas e surgem nas primeiras 12 a 24 horas após parar de fumar. 

Os especialistas explicam que a fase mais critica são as primeiras duas a três semanas de cessação tabágica. Sendo que os sintomas começam gradualmente a desaparecer e, com o tempo o indivíduo aprende a controlar o desejo de fumar. 

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