Justiça decreta prisão de argentino acusado de injúria racial na Bahia; suspeito deixou o Brasil e é considerado foragido

19 de julho de 2026, 10:36

Turista é investigado por imitar um macaco diante de um homem negro em Morro de São Paulo; Polícia Civil pedirá apoio da Polícia Federal para localizar o acusado (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A Justiça da Bahia decretou neste sábado (18) a prisão preventiva do turista argentino Sebastian Fernando Ayala, de 38 anos, investigado por injúria racial contra um homem negro em um restaurante de Morro de São Paulo, no município de Cairu (BA). As informações foram divulgadas pela RT.

Segundo a decisão judicial, Ayala deixou o Brasil antes da expedição do mandado de prisão e, por isso, passou a ser considerado foragido. A Polícia Civil da Bahia informou que solicitará o apoio da Polícia Federal para localizar o investigado e dar cumprimento à ordem judicial.

Crime ocorreu durante comemoração da Copa do Mundo

O episódio aconteceu na quarta-feira (15), durante a semifinal da Copa do Mundo entre Argentina e Inglaterra.

Imagens gravadas no local mostram o turista argentino fazendo gestos que imitam um macaco diante de um homem negro enquanto torcedores comemoravam a classificação da seleção argentina para a final do torneio.

A vítima trabalhava no restaurante onde ocorreu o episódio e estava de folga no momento da agressão.

O vídeo circulou amplamente nas redes sociais e provocou forte repercussão, levando à abertura de investigação pela Polícia Civil da Bahia.

Juiz aponta violação da dignidade humana

Ao decretar a prisão preventiva, o magistrado responsável pelo caso afirmou que há elementos suficientes indicando a ocorrência do crime e indícios de autoria por parte do investigado.

Na decisão, o juiz sustentou que a medida é necessária para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal, especialmente diante da saída do acusado do território brasileiro antes da conclusão das investigações.

O magistrado também classificou a conduta como uma “violação à dignidade da pessoa humana”, ressaltando que tratar manifestações racistas como simples brincadeiras contribui para a banalização da discriminação e do preconceito.

Polícia busca cooperação internacional

Como Sebastian Fernando Ayala já deixou o Brasil, a Polícia Civil pretende acionar a Polícia Federal para adotar as medidas cabíveis visando sua localização e eventual responsabilização criminal.

O caso reacende o debate sobre o combate ao racismo e à injúria racial, crimes previstos na legislação brasileira e considerados graves violações aos direitos fundamentais, especialmente quando praticados em locais públicos e registrados por testemunhas e imagens.

Fonte: Brasil 247/Sebastian Fernando Ayala

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