Jornal Nacional leva caso ACM Neto ao país após STF quebrar sigilos no caso Master (VÍDEO)

23 de setembro de 2026, 11:27

‎O Jornal Nacional, da Rede Globo, levou ao noticiário nacional mais um capítulo das investigações envolvendo ACM Neto (União Brasil) (Foto: Reprodução)


‎O Jornal Nacional, da Rede Globo, levou ao noticiário nacional mais um capítulo das investigações envolvendo ACM Neto (União Brasil). Desta vez, no caso Banco Master: o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do candidato ao governo da Bahia. As medidas, que estavam sob segredo, vieram a público em documento encaminhado pelo ministro ao presidente do STF, Edson Fachin.

‎ACM entrou no caso Master depois que investigações identificaram pagamentos do banco e da Reag para sua empresa de consultoria. A situação ganhou outra dimensão com a proposta de delação de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master. Vorcaro afirmou que ACM e Antonio Rueda, presidente do União Brasil, atuavam na captação de recursos de institutos de previdência para o banco em troca de 10% dos valores investidos. Segundo o relato, os negócios teriam criado uma obrigação de até R$ 200 milhões com os dois políticos, embora Vorcaro não tenha informado quanto teria sido efetivamente pago. A proposta de delação foi rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República por falta de informações inéditas e de garantias para ressarcimento dos valores das fraudes.

‎A revelação da quebra dos sigilos surge quando ACM já enfrenta outra frente de investigação. Na Operação Overclean, a Polícia Federal identificou 232 chamadas de WhatsApp entre ele e José Marcos de Moura, o “Rei do Lixo”, entre agosto e dezembro de 2024. Moura foi indiciado por corrupção, fraude em licitação e desvio de dinheiro.

‎A investigação aponta ainda diálogos sobre indicações para cargos públicos. Segundo a PF, Moura teria dito que precisava consultar ACM antes de definir indicações para a Prefeitura de Belo Horizonte. Os investigadores sustentaram que ACM apareceria numa posição política superior à de Moura dentro da estrutura investigada. A PF chegou a pedir busca e apreensão contra o ex-prefeito, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, mas o ministro Kassio Nunes Marques negou a medida por considerar insuficientes os elementos apresentados para uma diligência dessa natureza.

‎Não é a primeira vez que relações políticas e empresariais de ACM chegam ao centro de investigações ou questionamentos públicos. Durante sua administração em Salvador, a Folha de S.Paulo revelou que empresas pertencentes a parentes de integrantes ou aliados de sua gestão receberam centenas de milhões de reais em contratos municipais.

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