“Incompetência e descaso com o povo”: Afonso Florence critica gestão de Bruno Reis e ACM Neto na educação

29 de abril de 2026, 12:20

Deputado Federal, Afonso Florence (Foto: Kayo Magalhães/ Câmara dos Deputados)

O deputado federal Afonso Florence (PT/BA) fez um duro pronunciamento na Câmara dos Deputados, na terça-feira(28), denunciando a situação da educação em Salvador e responsabilizando as gestões do prefeito Bruno Reis e do ex-prefeito ACM Neto. A fala também foi publicada nas redes sociais do parlamentar, em vídeo acompanhado de legenda em que ele usa o termo “projeto de abandono” para se referir à condução da educação na capital.

“Salvador, tem apenas metade da população de garotos e garotas com alfabetização na idade certa. A gestão do prefeito Bruno Reis e, anteriormente, do ex-prefeito ACM Neto, muito incompetente na área da educação, além de não ofertar as vagas necessárias da educação infantil, de creches, deixa mais de 60 mil estudantes entre o sexto e o nono ano, ou seja, fundamental dois, sem matrícula. É o governo do Estado que tem que fazer essas matrículas. E o ex-prefeito ACM Neto e o atual prefeito Bruno Reis ainda têm a cara de pau e criticam o governo do Estado. É muita incompetência e descaso com o povo”, disse Florence.

Segundo Afonso, a ausência de vagas na rede municipal, especialmente no ensino fundamental II, evidencia a omissão da Prefeitura, que deixa de cumprir sua responsabilidade constitucional na oferta da educação básica. Para evitar que milhares de jovens fiquem fora da escola, o Governo do Estado tem assumido essas matrículas, absorvendo uma demanda que deveria ser atendida pelo município.

O deputado também criticou a falta de vagas na educação infantil, apontando a escassez de creches como parte de um problema estrutural que compromete toda a trajetória escolar dos estudantes.

Na publicação nas redes, Afonso reforça que “falta creche, falta vaga, falta compromisso com o básico” e afirma que Salvador “está pagando o preço da incompetência” na condução da educação pública. Para o parlamentar, o cenário revela um modelo de gestão que transfere responsabilidades e não prioriza a educação. “Educação não é jogo de empurra. É responsabilidade”, concluiu.

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