Guerra entre Colômbia e Venezuela está prestes a começar?

05 de setembro de 2019, 12:58

(Foto: Reprodução)

A última notícia sobre o aumento das tensões entre Caracas e Bogotá foi o alerta laranja decretado pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em resposta à “ameaça de agressão” por parte da Colômbia.

A pesquisadora colombiana-venezuelana María Fernanda Barreto explicou à Sputnik Mundo se de fato pode haver um conflito militar de grande escala entre Caracas e Bogotá, ou se a guerra já começou há anos e ninguém ainda a anunciou.

O líder colombiano Iván Duque foi acusado por Maduro na terça-feira (3) de querer criar uma “série de falsos positivos” para desencadear a guerra. O presidente venezuelano declarou, por sua vez, que o país vai realizar exercícios militares de 10 a 28 de setembro em toda a fronteira com a Colômbia.

A declaração do presidente da Venezuela seguiu a denúncia apresentada pelo ministro venezuelano da Comunicação, Jorge Rodríguez, de que no país vizinho existiriam três centros de treinamento militar para realizar ações de desestabilização em Caracas, sob a proteção do governo de Duque e de sua força política.

Guerra teria já começado

Na opinião da analista, é preciso primeiro analisar o papel que foi atribuído à Colômbia pelos Estados Unidos.

“[A Colômbia] se tornou a principal base dos EUA na região latino-americana do ponto de vista militar, econômico e político”, afirma a pesquisadora, adicionando que o “país colombiano começou a ser usado como canal para atacar a Venezuela”.

“Eles usaram táticas de guerra de aproximação indireta através da Colômbia e executaram uma série de ações na Venezuela, como sabotagem econômica, invasão paramilitar, uma série de operações para desestabilizar a Revolução Bolivariana”, destaca.

Para Barreto, uma dessas grandes operações ocorreu em 23 de fevereiro, quando os Estados Unidos tentaram uma entrada pela força na Venezuela através da fronteira colombiano-venezuelana, apresentando o evento como uma tentativa de ajuda humanitária. O governo colombiano abriu suas pontes internacionais para que grupos treinados agissem a fim de escalar a violência e chegar a um ponto de ruptura e entrada em território venezuelano.

Esta ação foi televisionada pelas grandes agências de notícias como uma montagem cinematográfica que acabou por não conseguir atingir seu objetivo.

Conflito sem solução

“A Colômbia é um país em guerra […] há um conflito interno social e armado que não foi resolvido nos últimos 60 anos, teve momentos de diálogo, de acordo, mas o conflito não teve solução”, destaca a analista.

A pesquisadora acredita que o conflito serviu para “justificar sua indústria militar e seus negócios relacionados à guerra, mas o Estado colombiano nunca assumiu a responsabilidade pela guerra que criou e sustentou”.

“O conflito subjacente é o conflito de classes, e a primeira vítima do Estado colombiano é o povo colombiano, e esse povo em parte é, e deve aprender a ser, o melhor aliado do povo venezuelano”, diz a pesquisadora.

“Além do governo, tanto a burguesia venezuelana como a colombiana estão unidas no mesmo projeto histórico a favor dos Estados Unidos na região. Falando do Estado colombiano, do governo e dos poderes factuais, essa guerra entre esse Estado e o venezuelano está acontecendo de forma irregular”, reforça Maria Barreto.

Manobras de grande escala

Após a declaração de “alerta laranja” diante da “ameaça colombiana”, Maduro anunciou nesta sexta-feira (5) a implantação de um sistema de mísseis de defesa antiaérea na fronteira com a Colômbia.

As manobras militares ocorrerão em comemoração do 14º aniversário da criação do Comando Estratégico Operacional das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (CEOFANB) para “sintonizar todo o sistema de armas” e garantir que a Venezuela “preserva sua segurança, paz e tranquilidade”, complementou Maduro.

Principais sintomas físicos e mentais da abstinência de nicotina

A síndrome de abstinência de nicotina provoca inúmeros sintomas nos ex-fumantes. Contudo, explica um artigo publicado no portal Melhor Com Saúde, esses efeitos colaterais variam em intensidade dependendo da pessoa. 

O fato da nicotina ser uma droga muito viciante faz com que o hormônio conhecido como dopamina seja liberado no cérebro – este hormônio é responsável por aumentar a sensação de prazer e bem-estar. E como tal, o organismo reage negativa e violentamente à ausência da droga.

Ainda assim, a síndrome de abstinência de nicotina não representa qualquer risco para a saúde. Estima-se que os sintomas associados à condição afetam até 85% dos ex-fumantes. 

Os sintomas desta síndrome variam, mas, sem dúvida alguma, o mais comum é a vontade de fumar que pode surgir na presença de múltiplos estímulos, como por exemplo ver outra pessoa fumar, ou inclusive sem uma causa aparente.

Os principais sintomas da síndrome de abstinência da nicotina são os seguintes, de acordo com o portal Melhor Com Saúde:

Sintomas físicos

Aumento do apetite
Tosse
Boca seca
Dor de cabeça
Tontura
Fadiga
Coriza (inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo)
Dor de garganta, na língua ou gengivas
Sensação de aperto no peito
Ganho de peso
Frequência cardíaca mais lenta ou bradicardia
Obstipação
Hipotensão

Sintomas mentais

Ansiedade, inquietação e irritabilidade
Dificuldade em se concentrar
Insônia e dificuldade para dormir bem
Raiva e frustração
Depressão
Desânimo
Mau humor

Os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina normalmente duram de 4 a 12 semanas e surgem nas primeiras 12 a 24 horas após parar de fumar. 

Os especialistas explicam que a fase mais critica são as primeiras duas a três semanas de cessação tabágica. Sendo que os sintomas começam gradualmente a desaparecer e, com o tempo o indivíduo aprende a controlar o desejo de fumar. 

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