GloboNews repercute exploração de mulheres em ato de ACM Neto (VÍDEO)

11 de setembro de 2026, 07:35

Ao comentar o caso, a emissora classificou a cena como “objetificação” e questionou a permanência do candidato no ato (Foto: Reprodução)

A repercussão do episódio das mulheres nuas em uma carreata de ACM Neto (União Brasil) chegou à GloboNews em forma de condenação pesada. Ao comentar o caso, a emissora classificou a cena como “objetificação” e questionou a permanência do candidato no ato. “Se o candidato ouviu um negócio desse, ele tinha que ter saído da carreata”, afirmou a jornalista Natuza Nery. Antes, a situação havia sido resumida de forma ainda mais direta: “mulher objeto, né? É uma objetificação, uma coisa horrível”.

A cena ocorreu em São Cristóvão, Salvador. Duas mulheres apareceram sobre um minitrio com os corpos pintados nas cores associadas à campanha. O caso chegou à Justiça Eleitoral, e o TRE-BA determinou que ACM e sua coligação não utilizem mulheres nuas, seminuas ou com pintura corporal como adereço em atos de campanha, sob pena de multa de R$ 50 mil por descumprimento.

A decisão judicial foi explícita. O desembargador Mhércio Cerqueira Monteiro considerou “incontroverso” que houve “exploração/objetificação da figura feminina a fim de atrair a atenção para o evento político”. A alegação de que ACM não sabia previamente da apresentação não foi considerada suficiente para afastar o dever de vigilância da candidatura sobre os atos que coordena.

A controvérsia já havia ultrapassado a Bahia. A Veja repercutiu o episódio em 30 de agosto e destacou as críticas ao uso de modelos seminuas como recurso de campanha. UOL e CartaCapital também deram destaque nacional à decisão do TRE-BA, ampliando o desgaste.

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